Espanha – França – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

EspanhaFrança5-4

Espanha Espanha – Unai Simón, Pedro Porro, Robin Le Normand (77m – Daniel Vivian), Dean Huijsen, Marc Cucurella, Mikel Merino (90m – Pablo Gavira “Gavi”), Martín Zubimendi, Pedro “Pedri” González (64m – Fabián Ruiz), Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal (77m – Samuel “Samu” Omorodion) e Nicholas “Nico” Williams (64m – Dani Olmo)

França França – Mike Maignan, Pierre Kalulu (63m – Malo Gusto), Ibrahima Konaté, Clément Lenglet (72m – Lucas Hernández), Theo Hernández, Emmanuel “Manu” Koné, Adrien Rabiot, Ousmane Dembélé (76m – Randal Kolo Muani), Michael Olise (63m – Rayan Cherki), Désiré Doué (63m – Bradley Barcola) e Kylian Mbappé

1-0 – Nicholas “Nico” Williams – 22m
2-0 – Mikel Merino – 25m
3-0 – Lamine Yamal (pen.) – 54m
4-0 – Pedro “Pedri” González – 55m
4-1 – Kylian Mbappé (pen.) – 59m
5-1 – Lamine Yamal – 67m
5-2 – Rayan Cherki – 79m
5-3 – Daniel Vivian (p.b.) – 84m
5-4 – Randal Kolo Muani – 90m

Cartões amarelos – Lamine Yamal (33m) e Pablo Gavira “Gavi” (90m); Adrien Rabiot (51m), Theo Hernández (82m), Randal Kolo Muani (90m) e Emmanuel “Manu” Koné (90m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Stuttgart Arena, Stuttgart – Alemanha

Um resultado de 4-0 aos dez minutos da segunda parte pode induzir em erro, levando a pensar que “os números dizem tudo”, isto é, que o desafio teria sido um passeio para a Espanha, num jogo de “sentido único”.

Mas não foi bem assim, desde logo porque a França até teve uma melhor entrada, assumindo a iniciativa; porém, a eficácia espanhola foi tremenda, marcando dois golos num curto intervalo de três minutos, entre os 22 e os 25. O que repetiria, no tal arranque de segunda parte, com mais outros dois tentos, desta feita em minutos consecutivos.

Quando Mbappé, logo de seguida, reduziu para 1-4, o mais normal seria pensar-se que a França tinha obtido o seu “ponto de honra”. Até porque, pouco tempo decorrido, a Espanha voltava a colocar o marcador numa diferença de quatro golos a seu favor.

A partir daí, é difícil perceber se foi a Espanha que relaxou – desde logo com as saídas de Pedri e Nico Williams, porventura já uma gestão para a Final – ou se não conseguiu então encontrar antídoto para suster a “louca cavalgada” francesa, que, depois de chegar ao 3-5, terá acreditado, o que reforçou com o 4-5, que, contudo, chegaria já tarde demais.

Num jogo frenético – em que houve de tudo, com um penalty para cada lado, um auto-golo e evolução completamente atípica do marcador –, e depois de ter ficado a sensação de que a Espanha dominara a seu bel-prazer, a ideia final que perdura foi a de que, com mais alguns minutos, a França teria conseguido mesmo completar o que seria, a todos os níveis, uma recuperação verdadeiramente épica.

Que os ataques se superiorizaram claramente às defesas não restam dúvidas; o que ficou por esclarecer foi se as fragilidades defensivas evidenciadas de parte a parte serão sistémicas – no caso da equipa espanhola, como que emulando a forma de jogar do Barcelona nesta temporada –, ou de índole pontual/casual.

Em qualquer caso, Portugal terá perfeita noção de que não encontrará facilidades no Domingo, numa aliciante Final ibérica…

5 Junho, 2025 at 10:04 pm Deixe um comentário

Alemanha – Portugal – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

AlemanhaPortugal1-2

Alemanha Marc-André ter Stegen, Jonathan Tah, Robin Koch, Waldemar Anton (71m – Felix Nmecha), Joshua Kimmich, Aleksandar Pavlović (71m – Karim-David Adeyemi), Leon Goretzka, Maximilian Mittelstädt (60m – Robin Gosens), Leroy Sané (60m – Serge Gnabry), Florian Wirtz e Nick Woltemade (60m – Niclas Füllkrug)

Portugal Diogo Costa, João Neves (58m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Rúben Neves (58m – Vítor Ferreira “Vitinha”), Bernardo Silva, Francisco Trincão (58m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, Pedro Neto (83m – Diogo José “Jota”) e Cristiano Ronaldo (90m – João Palhinha)

1-0 – Florian Wirtz – 48m
1-1 – Francisco Conceição – 63m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 68m

Cartões amarelos – Jonathan Tah (80m), Florian Wirtz (84m) e Niclas Füllkrug (85m); Roberto Martínez (Treinador – 52m), Rúben Neves (52m) e Rúben Dias (85m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

Allianz Arena, Munique – Alemanha

Desta vez nem sequer se terá tratado da velha máxima de um jogo com duas partes distintas. Porque, de facto, o que fez mudar a configuração do embate foi, na sequência do golo da Alemanha, a alteração promovida por Roberto Martínez, com as substituições operadas já próximo da hora de jogo, e que tão rapidamente frutificaria.

Com a “cabeça no cepo” (começaram a avolumar-se os rumores de que não resistirá, sequer, até à fase de qualificação para o Mundial, perante o perfilar de candidatos à sua sucessão, em especial, José Mourinho e Jorge Jesus), Martínez fez alinhar um “onze” inesperado e dificilmente compreensível, desde logo, com o relegar de Vitinha para o banco; e, acrescendo à estranheza, a colocação de João Neves como lateral direito…

Com um histórico muito desfavorável, surgindo a Alemanha como uma espécie de “papão”, as sensações não eram muito boas, não se antecipando que a estratégia pudesse resultar.

E, de facto, tal foi-se confirmando em campo, com a equipa portuguesa a evidenciar muitas dificuldades para chegar ao último terço do terreno, sem conseguir “ter bola”, vendo-se compelida a procurar explorar a profundidade (sobretudo a velocidade de Pedro Neto, que, um par de vezes, enfrentou o guardião contrário), enquanto a formação germânica se assenhoreava do jogo, e, à medida que o tempo ia avançando, ameaçava crescentemente a baliza de Diogo Costa, colocado à prova em duas ocasiões, a que deu notável resposta.

O nulo subsistiria até ao intervalo, mas, logo no recomeço, a Alemanha chegava mesmo ao golo, como, já há algum tempo, se podia ir antevendo.

Decorrendo talvez de uma alteração a nível mental, após ter alcançado a vantagem, e/ou incapaz de se adaptar às mudanças de posicionamento da equipa portuguesa, a turma da casa como que desapareceu do jogo, de forma algo inusitada. Em contraponto, sobressairiam as individualidades portuguesas.

Sob a batuta de Vitinha, com Nuno Mendes a dinamitar a organização contrária, Francisco Conceição – entrado em campo há cinco minutos –, inspirado decerto pelo “hat-trick” apontado pelo pai, há 25 anos (na, até agora, última vitória portuguesa), encheu-se de confiança, e, depois de ganhar posição, internando-se no terreno, visou a baliza, com um remate de longe, bem colocado, que resultou no golo do empate.

Apenas mais cinco minutos volvidos, outra jogada rápida, em que se destaca a brilhante arrancada de Nuno Mendes, Cristiano Ronaldo – em posição no limite do “fora de jogo” – surgiria isolado frente ao guardião contrário, não vacilando, conseguindo dar a melhor sequência ao lance, fazendo anichar a bola no fundo das redes. Portugal operava uma sensacional reviravolta, passando a ganhar por 2-1.

Até final, com a Alemanha, necessariamente, a procurar assumir maior risco, em busca de, pelo menos, restabelecer a igualdade, a equipa portuguesa, beneficiando de mais espaços, podia ter inclusivamente sentenciado o desfecho, com um terceiro golo, não fora duas incríveis paradas de ter Stegen, a remates, quase à “queima roupa”, de Diogo Jota e Francisco Conceição.

Alcançando um êxito com o seu quê de inesperado, frente a um adversário poderoso, e em reduto alheio, e mais, da forma convincente como foi obtido, Roberto Martínez terá conseguido, para já, afastar o “fantasma” do despedimento. Mas continuará a ser-lhe exigido muito, agora ante um outro rival, ainda mais temível, na que será apenas a quarta final da história da principal selecção portuguesa (depois de 2004, 2016 e 2019).

4 Junho, 2025 at 10:04 pm Deixe um comentário

Provas Europeias – Rankings actualizados – 2025

31 Maio, 2025 at 11:30 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Final – Paris Saint-Germain – Inter

Paris St.-GermainParis St.-Germain – Gianluigi Donnarumma, Achraf Hakimi, Marcos Corrêa “Marquinhos”, Willian Pacho, Nuno Mendes (78m – Lucas Hernández), João Neves (84m – Warren Zaïre-Emery), Vítor Ferreira “Vitinha”, Fabián Ruiz (84m – Senny Mayulu), Désiré Doué (66m – Bradley Barcola), Ousmane Dembélé e Khvicha Kvaratskhelia (84m – Gonçalo Ramos)

InterInter – Yann Sommer, Benjamin Pavard (53m – Yann Bisseck) (62m – Matteo Darmian), Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Denzel Dumfries, Nicolò Barella, Hakan Çalhanoğlu (70m – Kristjan Asllani), Henrikh Mkhitaryan (62m – Carlos Augusto), Federico Dimarco (53m – Nicola Zalewski), Marcus Thuram e Lautaro Martínez

1-0 – Achraf Hakimi – 12m
2-0 – Désiré Doué – 20m
3-0 – Désiré Doué – 63m
4-0 – Khvicha Kvaratskhelia – 73m
5-0 – Senny Mayulu – 86m

Cartões amarelos – Désiré Doué (65m) e Achraf Hakimi (90m); Nicola Zalewski (56m), Simone Inzaghi (Treinador – 58m), Marcus Thuram (69m) e Francesco Acerbi (71m)

Árbitro – István Kovács (Roménia)

Allianz Arena, Munique – Alemanha

Foi um jogo praticamente “sem história” – na Final com o resultado mais desnivelado de sempre –, tal a supremacia manifestada pelo Paris Saint-Germain, que dominou de princípio a fim, não dando hipótese de resposta ao Inter.

Cedo se tendo colocado em vantagem, o 2-0, à passagem dos vinte minutos, sentenciou o desfecho da partida, com a equipa construída por Luis Enrique a evidenciar um notável sentido de colectivo, qual orquestra perfeitamente afinada, sob a batuta, dentro de campo, do “maestro” Vitinha, a jogar e a fazer jogar (fica na retina a sua magistral intervenção no terceiro golo, a iniciar o lance, ainda no seu meio-campo, para, mais à frente, fazer um passe “açucarado”, para o jovem talento Doué “encostar” para o golo).

Uma equipa com um relevante contingente português: desde logo, a nível directivo, Luís Campos, mas, também, no “onze inicial” de titulares, com Nuno Mendes, João Neves e Vitinha; tendo ainda Gonçalo Ramos sido o “quarto mosqueteiro”, dispondo de alguns minutos de jogo para saborear também a vitória.

O Inter terá, necessariamente, estado abaixo do seu potencial, mas, em qualquer caso, teria sempre dificuldades para poder contrariar a forte dinâmica vitoriosa da equipa francesa, que, tendo arrancado muito mal na fase de “Liga” (derrotas com o Arsenal, At. Madrid e Bayern, para além de empate caseiro com o PSV, entre a 2.ª e a 5.ª jornadas), arrancou para uma demolidora fase a eliminar (já depois de derrotar o Manchester City na penúltima ronda), afastando, sucessivamente, o Brest (com um agregado de 10-0!), e, depois, num encadeamento extraordinário, o Liverpool, Aston Villa e… Arsenal.

Há 63 anos (desde os 5-3 do Benfica ao Real Madrid, em 1962) que uma equipa não marcava cinco golos na Final da prova; nunca antes o Campeão Europeu ganhara por mais de quatro golos (4-0 no AC Milan-Barcelona, em 1994; no AC Milan-Steaua, em 1989; e no Bayern-At. Madrid, no desempate de 1974; e 7-3 no Real Madrid-Eintracht Frankfurt, de 1960)!

A lista de vencedores, nas 70 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:

  • Real Madrid – 15 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18, 2021-22 e 2023-24)
  • AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
  • Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
  • Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
  • Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
  • Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
  • Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
  • Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
  • Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
  • Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
  • Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
  • FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
  • Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
  • Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); Manchester City (2022-23); e Paris Saint-Germain (2024-25).

31 Maio, 2025 at 9:57 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 30ª Jornada

(“O Templário”, 29.05.2025)

Esta é a questão que, concluída a derradeira ronda do campeonato distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, subsiste pendente, por esclarecer. Tendo sido interrompida, a escassos minutos do final, a partida da antepenúltima ronda, disputada a 11 de Maio, entre Águias de Alpiarça e Cartaxo (numa altura em que os visitantes tinham vantagem de 1-0 no marcador), é dificilmente compreensível que – mesmo atendendo às condicionantes de prazos – não tivesse havido, em tempo útil, a necessária deliberação do órgão responsável da “A.F.S.”.

Agora – e não tendo já o clube de Alpiarça interesse relevante no desfecho desse desafio –, para além do Cartaxo, tal terá implicações determinantes para a equipa da Glória do Ribatejo: caso os três pontos daquele jogo venham a ser creditados aos cartaxeiros, tal ditará a despromoção da equipa da Glória à divisão secundária; qualquer outra decisão implicaria a descida do Cartaxo.

Dentro de campo, o Ferreira do Zêzere culminou um brilhante campeonato, fixando novo “record” de pontuação em toda a história do Distrital da I Divisão, somando 28 vitórias, 1 empate e 1 derrota, totalizando 85 pontos – um desempenho que apenas tem paralelo (a nível de rendimento percentual) nas 27 vitórias e 3 empates do Samora Correia, na época de 1982-83; e nas 24 vitórias e 2 empates do Fátima (em 26 jogos), na temporada de 2015-16, mas que, em termos absolutos, confere aos ferreirenses a liderança no total de pontos averbados numa só edição da prova.

As coisas são o que são: em contraponto, o U. Tomar, acabando por cair, na derradeira jornada – devido a uma desfavorável conjugação de resultados –, para a 13.ª posição, registou a sua pior classificação de sempre (sendo que, em 2004-05, tendo terminado também no 13.º posto, pese embora com mais dois pontos do que agora, se vira, então, relegado para a II Divisão Distrital).

Em 43 presenças no principal escalão do futebol distrital, e para além de seis títulos de Campeão, o União foi ainda seis vezes vice-campeão; tendo terminado quatro vezes em 3.º; duas vezes em 4.º; três vezes em 5.º; quatro vezes em 6.º; uma vez em 7.º; seis vezes em 8.º; uma vez em 10.º; duas vezes em 12.º; e, agora, duas vezes no 13.º lugar – a que acrescem seis outras épocas em que o campeonato foi disputado em mais do que uma série: uma vez vencedor de série (“ex-aequo”); uma vez 3.º; duas vezes 4.º; uma vez 5.º; e uma vez 6.º classificado da sua série.

É indisfarçável, pois, o sentimento de frustração, de que comungo. Mas, como diz o ditado, só «Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro». E esta foi uma época, mais do que repleta de dificuldades, com inúmeras contrariedades e adversidades (inclusivamente, e de forma trágica, de cariz pessoal – aqui deixo, publicamente, um abraço solidário ao Paulo Moura). Em hora de passagem de testemunho, expresso também o meu agradecimento a todos os que, tantas vezes com sacrifício pessoal, dedicaram o seu tempo e empenho ao U. Tomar, o que personalizo no Presidente da Direcção, responsável pela gestão do clube há quase duas décadas, Abel Bento.

Na essência, o objectivo fundamental desta temporada (manutenção) foi alcançado – e de forma relativamente tranquila –, mercê de uma grande eficácia nos jogos ante os sete últimos classificados, face aos quais o União fez o pleno de vitórias em casa (ganhando, pois, todos os seis jogos disputados ante tais adversários), para além de ter ido vencer também a Alpiarça.

Realçando-se, ainda, por outro lado, uma bastante meritória participação do clube na Taça do Ribatejo, na qual atingiu – apenas pela 5.ª vez no seu historial (das quais, quatro nos últimos oito anos) – as meias-finais, tendo “batido o pé” a dois dos emblemas que ocuparam o pódio do campeonato, eliminando mesmo o Fazendense, e oferecendo forte resistência ao Samora Correia.

Destaques – Feito este longo intróito (também a título de balanço), da 30.ª jornada começa por realçar-se, uma vez mais, a vitória do Entroncamento AC (à entrada para este jogo ainda sem a manutenção confirmada), batendo o Cartaxo por categórico 3-0, completando um extraordinário ciclo de seis vitórias consecutivas, nas seis últimas jornadas (a somar a duas no resto da prova).

O novo Campeão, Ferreira do Zêzere, fez questão de não deixar os seus créditos por mãos alheias, e foi ganhar ao reduto do 3.º classificado (que jogava ainda pela possibilidade de chegar à vice-liderança), Fazendense, mercê de um solitário tento, apontado a meio da primeira parte.

Não pretendendo ficar dependente do resultado desse jogo, o Samora Correia cumpriu também a sua missão, indo ganhar a Tomar, por disputado 3-2: os unionistas marcaram primeiro, ainda dentro dos primeiros dez minutos (89.º golo de Wemerson Silva, que se queda somente a um golo do 2.º melhor goleador da história do clube, Bolota, numa peleja liderada, de forma destacada, por Ferreira, único a atingir a marca centenária ao serviço do União, tendo apontado um total de 104 golos, entre Nacionais da II e da III Divisão, Taça de Portugal e Distrital), mas os samorenses operaram a reviravolta apenas em nove minutos.

Não baixando os braços, os nabantinos ainda conseguiriam restabelecer a igualdade (2-2) antes do intervalo, mas, na etapa complementar, não evitariam que os forasteiros, com superiores argumentos, chegassem ao triunfo, confirmando-se como a segunda melhor equipa do campeonato, que marcará igualmente presença na Final da Taça do Ribatejo e na Supertaça.

Para além do Entroncamento AC, também o Águias de Alpiarça obteve resultado “desvantajoso” para as contas do U. Tomar, batendo, de forma algo inesperada, o Mação, por 3-2, mesmo após ter chegado a estar em desvantagem de dois golos, logo ao quarto de hora do desafio.

Surpresa – A (meia-)surpresa da última ronda veio dos Amiais, onde o “lanterna vermelha”, Salvaterrense esteve a ganhar por 2-0 até ao minuto 89, vindo a consentir o empate (2-2) por parte do Amiense nos dois últimos minutos da partida.

Confirmações – Coruchense (ganhando “in extremis”, ainda por 3-2, à Glória do Ribatejo: depois de ter consentido o empate aos 90+2 minutos, chegaria à vitória aos 90+5 minutos – sendo que mesmo a igualdade não serviria às aspirações da Glória) e Torres Novas (vitorioso, por 2-1, em Ourém, mercê de tentos apontados aos 85 e 87 minutos, com Miguel Miguel, com um total de 27 golos, a sagrar-se de novo melhor marcador, repetindo o feito de 2021-22, e depois de, em 2023-24, apenas ter sido suplantado por Cristiano Aniceto “Ganso”) confirmaram, respectivamente, o 4.º e o 5.º lugar na tabela, numa contenda que subsistiu em aberto até ao derradeiro suspiro.

O Alcanenense, recuperando de uma fase negativa, encerrou o campeonato com um triunfo ante o Abrantes e Benfica, por tangencial 1-0, tendo os abrantinos beneficiado do desaire do Mação em Alpiarça para preservar a 6.ª posição, numa temporada caracterizada por certa irregularidade.

II Divisão Distrital – Com os dois primeiros lugares a Sul já definidos (Porto Alto e Pontével), destaca-se a goleada (8-3) aplicada pelo Forense (4.º classificado) no terreno do Benfica do Ribatejo. A Norte, o Riachense confirmou a 2.ª posição e consequente apuramento para o “playoff” de subida, ganhando por seguro 3-0 ao Pego, sendo que o rival, Vasco da Gama, foi inclusivamente derrotado, em casa, pela U. Atalaiense, por 2-1.

Campeonato de Portugal – O Fátima perdeu em Elvas (2-1), com o tento decisivo a ser marcado ao cair do pano, já com oito minutos para lá dos noventa. Mantém ainda, não obstante, a esperança de poder ascender à Liga 3, em caso de conjunção favorável de resultados no último dia.

Antevisão – Este Sábado é dia de festa da Taça, com a Final, entre Ferreira do Zêzere e Samora Correia, em Santarém (14 horas, no “Canal 11”). No Domingo, Porto Alto e Tramagal disputam a 1.ª mão da Final da II Divisão; enquanto Riachense e Pontével jogam pela subida. O Fátima, recebendo o Amora, necessitará triunfar e esperar que O Elvas não ganhe em Évora, ao Lusitano (que venceu todos os cinco jogos desta fase final), para alcançar uma notável promoção à Liga 3.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Maio de 2025)

31 Maio, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

Eleições Legislativas 2025 – Resultados Finais


(via MAI – clicar na imagem para ampliar)

28 Maio, 2025 at 10:52 pm Deixe um comentário

Liga Conferência – Final – Betis – Chelsea

O Chelsea venceu por categórica marca de 4-1, frente ao Betis, na Final da “Liga Conferência”, esta noite disputada em Wroclaw (Polónia), com golos apontados por Enzo Fernández, Nicolas Jackson, Jadon Sancho e Moisés Caicedo (tendo o golo do Betis sido marcado por Abdessamad “Abde” Ezzalzouli, a abrir o marcador, com a vantagem da equipa espanhola a subsistir até aos 65 minutos).

O clube londrino passa a ser o primeiro a ter conquistado todas as cinco principais competições da UEFA: Liga dos Campeões (2011-12 e 2020-21); Taça dos Vencedores de Taças (1970-71 e 1997-98); Liga Europa (2012-13 e 2018-19); Supertaça Europeia (1998 e 2021); e, agora, a Liga Conferência (2024-25). o Chelsea sagrou-se também “Campeão do Mundo” em 2022 (tendo batido, na Final, o Palmeiras).

Após a disputa de quatro edições da “Liga Conferência”, passamos a ter a seguinte lista de vencedores:

  • 2021-22 – Roma
  • 2022-23 – West Ham
  • 2023-24 – Olympiacos
  • 2024-25 – Chelsea

28 Maio, 2025 at 9:54 pm Deixe um comentário

Taça de Portugal – Palmarés

          Vencedor Finalista   Épocas (Vencedor / Finalista)

Benfica        26     13   1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49;
                           1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55;
                           1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64;
                           1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80;
                           1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86;
                           1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04;
                           2013-14; 2016-17
                           1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71;
                           1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97;
                           2004-05; 2012-13; 2019-20; 2020-21;
                           2024-25
FC Porto       20     14   1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77;
                           1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94;
                           1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03;
                           2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11;
                           2019-20; 2021-22; 2022-23; 2023-24
                           1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64;
                           1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83;
                           1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08;
                           2015-16; 2018-19
Sporting       18     13   1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48;
                           1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73;
                           1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95;
                           2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15;
                           2018-19; 2024-25
                           1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70;
                           1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94;
                           1995-96; 1999-00; 2011-12; 2017-18;
                           2023-24
Boavista        5      1   1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92;
                           1996-97/ 1992-93
V. Setúbal      3      7   1964-65; 1966-67; 2004-05
                           1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66
                           1967-68; 1972-73; 2005-06
Belenenses      3      5   1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40
                           1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07
Sp. Braga       3      5   1965-66; 2015-16; 2020-21/ 1976-77; 
                           1981-82; 1997-98; 2014-15; 2022-23
Académica       2      3   1938-39; 2011-12
                           1950-51; 1966-67; 1968-69
V. Guimarães    1      6   2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76;
                           1987-88; 2010-11; 2016-17
Leixões         1      1   1960-61/ 2001-02
Beira-Mar       1      1   1998-99/ 1990-91
E. Amadora      1      -   1989-90
D. Aves         1      -   2017-18
Atlético        -      2   1945-46; 1948-49
Marítimo        -      2   1994-95; 2000-01
Rio Ave         -      2   1983-84; 2013-14
Estoril         -      1   1943-44
Olhanense       -      1   1944-45
Torreense       -      1   1955-56
Covilhã         -      1   1956-57
Farense         -      1   1989-90
Campomaiorense  -      1   1998-99
U. Leiria       -      1   2002-03
Paços Ferreira  -      1   2008-09
Chaves          -      1   2009-10
Tondela         -      1   2021-22

25 Maio, 2025 at 10:38 pm Deixe um comentário

Finais da Taça de Portugal

Edição    Época     Vencedor      Finalista        Resultado
LXXXV    2024-25   Sporting      Benfica         3-1 (a.p.)
LXXXIV   2023-24   FC Porto      Sporting        2-1 (a.p.)
LXXXIII  2022-23   FC Porto      Sp. Braga       2-0
LXXXII   2021-22   FC Porto      Tondela         3-1
LXXXI    2020-21   Sp. Braga     Benfica         2-0
LXXX     2019-20   FC Porto      Benfica         2-1
LXXIX    2018-19   Sporting      FC Porto        2-2 (5-4 gp)
LXXVIII  2017-18   D. Aves       Sporting        2-1
LXXVII   2016-17   Benfica       V. Guimarães    2-1
LXXVI    2015-16   Sp. Braga     FC Porto        2-2 (4-2 gp)
LXXV     2014-15   Sporting      Sp. Braga       2-2 (3-1 gp)
LXXIV    2013-14   Benfica       Rio Ave         1-0
LXXIII   2012-13   V. Guimarães  Benfica         2-1
LXXII    2011-12   Académica     Sporting        1-0
LXXI     2010-11   FC Porto      V. Guimarães    6-2
LXX      2009-10   FC Porto      Chaves          2-1
LXIX     2008-09   FC Porto      Paços Ferreira  1-0
LXVIII   2007-08   Sporting      FC Porto        2-0 (a.p.)
LXVII    2006-07   Sporting      Belenenses      1-0
LXVI     2005-06   FC Porto      V. Setúbal      1-0
LXV      2004-05   V. Setúbal    Benfica         2-1
LXIV     2003-04   Benfica       FC Porto        2-1 (a.p.)
LXIII    2002-03   FC Porto      U. Leiria       1-0
LXII     2001-02   Sporting      Leixões         1-0
LXI      2000-01   FC Porto      Marítimo        2-0
LX       1999-00   FC Porto      Sporting        1-1  2-0
LIX      1998-99   Beira-Mar     Campomaiorense  1-0
LVIII    1997-98   FC Porto      Sp. Braga       3-1
LVII     1996-97   Boavista      Benfica         3-2
LVI      1995-96   Benfica       Sporting        3-1
LV       1994-95   Sporting      Marítimo        2-0
LIV      1993-94   FC Porto      Sporting        2-1 (a.p.)
LIII     1992-93   Benfica       Boavista        5-2
LII      1991-92   Boavista      FC Porto        2-1
LI       1990-91   FC Porto      Beira-Mar       3-1 (a.p.)
L        1989-90   E. Amadora    Farense         1-1  2-0
XLIX     1988-89   Belenenses    Benfica         2-1
XLVIII   1987-88   FC Porto      V. Guimarães    1-0
XLVII    1986-87   Benfica       Sporting        2-1
XLVI     1985-86   Benfica       Belenenses      2-0
XLV      1984-85   Benfica       FC Porto        3-1
XLIV     1983-84   FC Porto      Rio Ave         4-1
XLIII    1982-83   Benfica       FC Porto        1-0
XLII     1981-82   Sporting      Sp. Braga       4-0
XLI      1980-81   Benfica       FC Porto        3-1
XL       1979-80   Benfica       FC Porto        1-0
XXXIX    1978-79   Boavista      Sporting        1-1  1-0
XXXVIII  1977-78   Sporting      FC Porto        1-1  2-1
XXXVII   1976-77   FC Porto      Sp. Braga       1-0
XXXVI    1975-76   Boavista      V. Guimarães    2-1
XXXV     1974-75   Boavista      Benfica         2-1
XXXIV    1973-74   Sporting      Benfica         2-1 (a.p.)
XXXIII   1972-73   Sporting      V. Setúbal      3-2
XXXII    1971-72   Benfica       Sporting        3-2 (a.p.)
XXXI     1970-71   Sporting      Benfica         4-1
XXX      1969-70   Benfica       Sporting        3-1
XXIX     1968-69   Benfica       Académica       2-1 (a.p.)
XXVIII   1967-68   FC Porto      V. Setúbal      2-1
XXVII    1966-67   V. Setúbal    Académica       3-2 (a.p.)
XXVI     1965-66   Sp. Braga     V. Setúbal      1-0
XXV      1964-65   V. Setúbal    Benfica         3-1
XXIV     1963-64   Benfica       FC Porto        6-2
XXIII    1962-63   Sporting      V. Guimarães    4-0
XXII     1961-62   Benfica       V. Setúbal      3-0
XXI      1960-61   Leixões       FC Porto        2-0
XX       1959-60   Belenenses    Sporting        2-1
XIX      1958-59   Benfica       FC Porto        1-0
XVIII    1957-58   FC Porto      Benfica         1-0
XVII     1956-57   Benfica       Sp. Covilhã     3-1
XVI      1955-56   FC Porto      Torreense       2-0
XV       1954-55   Benfica       Sporting        2-1
XIV      1953-54   Sporting      V. Setúbal      3-2
XIII     1952-53   Benfica       FC Porto        5-0
XII      1951-52   Benfica       Sporting        5-4
XI       1950-51   Benfica       Académica       5-1
X        1948-49   Benfica       Atlético        2-1
IX       1947-48   Sporting      Belenenses      3-1
VIII     1945-46   Sporting      Atlético        4-2
VII      1944-45   Sporting      Olhanense       1-0
VI       1943-44   Benfica       Estoril         8-0
V        1942-43   Benfica       V. Setúbal      5-1
IV       1941-42   Belenenses    V. Guimarães    2-0
III      1940-41   Sporting      Belenenses      4-1
II       1939-40   Benfica       Belenenses      3-1
I        1938-39   Académica     Benfica         4-3

25 Maio, 2025 at 10:37 pm

O Pulsar do Campeonato – 29ª Jornada

(“O Templário”, 22.05.2025)

À entrada para a 30.ª e derradeira jornada da I Divisão Distrital serão três as equipas ainda sob ameaça de poderem vir a descer ao escalão secundário: Entroncamento AC, Cartaxo e Glória do Ribatejo. Isto, no pressuposto de que venha a ser homologado o resultado do desafio entre Águias de Alpiarça e Cartaxo, no qual os cartaxeiros estavam a vencer (1-0) quando o jogo foi interrompido, a escassos minutos do final, uma situação de que urge a clarificação associativa.

É que, em tal cenário, teremos, nessa última ronda, um embate entre Entroncamento AC e Cartaxo que poderá ser determinante, entre dois dos clubes ainda em risco; ao invés, caso o Cartaxo viesse a perder aqueles três pontos, nessa hipótese, a formação da cidade ferroviária estaria já a salvo de qualquer imprevisto, resumindo-se então a disputa pela permanência à Glória e ao Cartaxo.

E isto, porque, contra todas as probabilidades, o Entroncamento AC encarrilou, nesta fase decisiva da época, incrível ciclo de nada menos de cinco vitórias consecutivas (num flagrante contraponto a apenas dois triunfos que havia averbado até à 24.ª jornada). E, fê-lo, no passado Sábado, mais uma vez de forma bem concludente, goleando em Salvaterra de Magos por exuberantes 6-3!

Destaques – Na despedida da I Divisão, no seu reduto, o Salvaterrense ainda conseguiu manter o equilíbrio no marcador até ao 2-2, mas, depois, revelou-se impotente para suster as investidas do Entroncamento AC, que chegou à vantagem de 5-2, vindo a fechar a contagem nos 6-3, resultado que, no pior cenário, lhe permite encarar a última partida da época dependendo só de si, bastando-lhe o empate para confirmar a manutenção, o que, até há um mês, parecia bem difícil.

Destaque, neste prélio, para o “poker” apontado pelo nigeriano Elijah Alao, autor de dez golos nos últimos quatro desafios, tendo passado a totalizar quinze no campeonato.

Por seu lado, a equipa da Glória do Ribatejo, nesta altura, supostamente, a mais ameaçada pela possibilidade de descida, tendo também em consideração que terá ainda de se deslocar a Coruche, continua a fazer pela vida, tendo recebido e batido o Águias de Alpiarça por 2-0, num encontro em que os forasteiros puderam jogar com a posição muito vantajosa de que beneficiavam (seis pontos a mais e o facto de terem goleado o adversário, na primeira volta, por 5-1).

Os alpiarcenses viram reduzir-se, para apenas três pontos, o diferencial de que dispõem face à Glória do Ribatejo, tendo o Entroncamento somente a um ponto e, o Cartaxo, em teoria, a dois; mas, atendendo a que estes dois emblemas se enfrentam no último dia, têm já garantida a continuidade na divisão principal – uma vez que, pelo menos um (ou até os dois) irá perder pontos.

Quanto ao Cartaxo, tendo voltado às derrotas – batido, no seu próprio terreno, pelo Coruchense, mercê de um solitário golo (sofrido ainda no quarto de hora inicial) –, poderá vir a ter um desfecho de temporada de todo inesperado à partida, para um clube que se anunciava como candidato ao título: na hipótese de a decisão da Associação de Futebol de Santarém sobre o “caso” do jogo em Alpiarça lhe vir a ser desfavorável, e não ganhando no Entroncamento, cairia na II Divisão!

Alheia aos problemas contrários, a turma do Sorraia não desperdiçou a oportunidade de recuperar o 4.º posto da tabela classificativa, aproveitando também novo deslize do Torres Novas. De facto, os torrejanos, com um difícil fecho de campeonato, tendo vencido apenas num dos seus cinco últimos compromissos, não conseguiram fazer melhor do que uma algo imprevista igualdade, a duas bolas, na recepção ao Alcanenense, que já não pode melhorar a sua classificação (8.º).

Houve ainda uma outra troca de posições, na disputa pela vice-liderança, devido à perda de pontos do Fazendense na visita a Mação, onde, por duas vezes, esteve em desvantagem, não tendo ido além do empate, igualmente a dois golos. Um jogo com a particularidade de todos os quatro tentos terem sido apontados num intervalo de pouco mais de dez minutos, entre os 42 e os 53 minutos, um para cada lado a fechar a primeira parte, e outros tantos no início da etapa complementar.

Confirmações – Começando pelo novo Campeão, Ferreira do Zêzere, teve a sua festa de consagração, recebendo o vizinho e rival U. Tomar, que, honrando o momento, fez, antes do início da partida, merecida “guarda de honra” aos vencedores. E, perante uma equipa ferreirense naturalmente já algo em descompressão, os nabantinos complicaram bastante, tendo o Ferreira do Zêzere acabado por averbar, “in extremis”, um dos seus mais difíceis triunfos neste campeonato.

Após o nulo que subsistia ao intervalo, os tomarenses surpreenderiam, inaugurando o marcador e colocando-se em vantagem no reduto dos Campeões, outra vez por intermédio de Wemerson Silva. Espevitados por esse tento, os ferreirenses de pronto restabeleceram o empate. Mas, até final, teriam de impor grande intensidade e exercer forte pressão para conseguir, já no expirar do tempo de compensação, chegar enfim ao golo da vitória, fixando o “placard” em 2-1.

Uma festa que poderá ter ficado, de alguma forma, obnubilada, pela incerteza suscitada sobre a participação do clube no Campeonato de Portugal da próxima temporada, dependente da aceitação federativa (de cariz temporário) da utilização do campo ferreirense, na sua actual configuração, ou, alternativamente, da realização de trabalhos urgentes, para conformidade com o regulamento.

Como anteriormente aludido, o Samora Correia retomou o 2.º lugar, batendo com naturalidade, por ampla margem de 4-0, o At. Ouriense, tirando partido do empate do Fazendense em Mação. Os samorenses abriram o activo apenas com cinco minutos decorridos, vindo a confirmar o triunfo com mais três tentos, os dois últimos já no ocaso da partida. Samora Correia e Fazendense partem para a jornada final separados por dois pontos, sendo que, em caso de igualdade pontual, o conjunto das Fazendas terá vantagem no desempate, em função da superior diferença de golos.

Por fim, o Abrantes e Benfica isolou-se no 6.º posto, tendo recebido e vencido o Amiense, por 3-1, em encontro (tal como o Torres Novas-Alcanenense) antecipado para sexta-feira, dia 16 de Maio. Os abrantinos chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, consentiram ainda o empate, antes de, nos últimos dez minutos, marcarem mais dois tentos.

II Divisão Distrital – Houve “drama” no embate entre o líder, Porto Alto, e o Moçarriense, com os visitados a precisar de ganhar para confirmar, desde logo, matematicamente, o 1.º lugar. Tendo começado por sofrer um golo, só em período de “descontos”, os anfitriões chegariam ao 2-1, dando azo a esfusiantes festejos da subida à divisão principal do futebol distrital. Por seu turno, o Pontével, com assinalável vitória (1-0) em Marinhais, garantiu a disputa do “playoff” de subida.

Na série mais a Norte, o Riachense foi ganhar à Atalaia por 2-1, e parte para a ronda decisiva com mais um ponto que o Vasco da Gama (com excelente triunfo, no Espinheiro, por 5-2), disputando os dois clubes a 2.ª posição, para apuramento do adversário do Pontével em tal “playoff”.

Liga 3 – Chegou ao seu termo esta competição, tendo já o Lusitânia de Lourosa conquistado antecipadamente o título de Campeão, sendo acompanhado na promoção à II Liga pela equipa “B” do Sporting (vice-campeã). O Belenenses (3.º classificado) terá de disputar com o Paços de Ferreira (que finalizou no 16.º lugar em tal escalão) o “playoff” de manutenção/promoção.

Campeonato de Portugal – O Fátima voltou a perder (0-1) ante o líder, Lusitano de Évora, que, com o pleno de quatro vitórias, garantiu já a subida à Liga 3. Não obstante, beneficiando do empate (1-1) entre Amora e O Elvas, os fatimenses, só a dois pontos do emblema da margem Sul, continuam a poder “sonhar”. A Norte, o Vitória de Guimarães “B” assegurou também a subida.

Antevisão – Na última jornada do Distrital joga-se ainda pela definição da 2.ª posição (que, hipoteticamente, poderá vir a ser bem mais relevante ainda do que seria expectável), no U. Tomar-Samora Correia e no Fazendense-Ferreira do Zêzere. Na luta pela manutenção as atenções focam-se no Coruchense-Glória do Ribatejo e no Entroncamento AC-Cartaxo. Na II Divisão realce para as partidas: Riachense-Pego e Vasco da Gama-U. Atalaiense. No Campeonato de Portugal o Fátima desloca-se a Elvas, visando levar a decisão para o último dia.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Maio de 2025)

24 Maio, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

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