Campeonato do Mundo de Clubes – 2025 – Resultados e Classificações – 2ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Al Ahly-Inter Miami...0-0
Palmeiras 2 1 1 - 2-0 4 Palmeiras-FC Porto....0-0
Inter Miami 2 1 1 - 2-1 4 Palmeiras-Al Ahly.....2-0
FC Porto 2 - 1 1 1-2 1 Inter Miami-FC Porto..2-1
Al Ahly 2 - 1 1 0-2 1 Inter Miami-Palmeiras.---
FC Porto-Al Ahly......---
GRUPO B Jg V E D G Pt PS-Germain-At. Madrid.4-0
Botafogo 2 2 - - 3-1 6 Botafogo-Seattle S....2-1
P. St.-Germain 2 1 - 1 4-1 3 Seattle S.-At. Madrid.1-3
At. Madrid 2 1 - 1 3-5 3 P.S.-Germain-Botafogo.0-1
Seattle Sound. 2 - - 2 2-5 - Seattle.-P.S.-Germain.---
At. Madrid-Botafogo...---
GRUPO C Jg V E D G Pt Bayern Mün.-Auckland.10-0
Bayern München 2 2 - - 12-1 6 Boca Juniors-Benfica..2-2
Benfica 2 1 1 - 8-2 4 Benfica-Auckland City.6-0
Boca Juniors 2 - 1 1 3-4 1 Bayern Mün.-Boca Jun..2-1
Auckland City 2 - - 2 0-16 - Auckland-Boca Juniors.---
Benfica-Bayern Mün....---
GRUPO D Jg V E D G Pt Chelsea-Los Angeles...2-0
Flamengo 2 2 - - 5-1 6 Flamengo-Espérance....2-0
Chelsea 2 1 - 1 3-3 3 Flamengo-Chelsea......3-1
Espérance 2 1 - 1 1-2 3 Los Angeles-Espérance.0-1
Los Angeles FC 2 - - 2 0-3 - Los Angeles-Flamengo..---
Espérance-Chelsea.....---
GRUPO E Jg V E D G Pt River Plate-Urawa Red.3-1
River Plate 2 1 1 - 3-1 4 Monterrey-Inter.......1-1
Internazionale 2 1 1 - 3-2 4 Inter-Urawa Red Diam..2-1
Monterrey 2 - 2 - 1-1 2 River Plate-Monterrey.0-0
Urawa Red Diam. 2 - - 2 2-5 - Inter-River Plate.....---
Urawa Red D-Monterrey.---
GRUPO F Jg V E D G Pt Fluminense-B.Dortmund.0-0
Fluminense 2 1 1 - 4-2 4 Ulsan HD-Mamelodi Sun.0-1
B. Dortmund 2 1 1 - 4-3 4 Mamelodi-B. Dortmund..3-4
Mamelodi Sund. 2 1 - 1 4-4 3 Fluminense-Ulsan HD...4-2
Ulsan HD 2 - - 2 2-5 - B. Dortmund-Ulsan HD..---
Mamelodi-Fluminense...---
GRUPO G Jg V E D G Pt Man. City-Wydad AC....2-0
Juventus 2 2 - - 9-1 6 Al Ain-Juventus.......0-5
Manchester City 2 2 - - 8-0 6 Juventus-Wydad AC.....4-1
Wydad AC 2 - - 2 1-6 - Man. City-Al Ain......6-0
Al Ain 2 - - 2 0-11 - Juventus-Man. City....---
Wydad AC-Al Ain.......---
GRUPO H Jg V E D G Pt Real Madrid-Al-Hilal..1-1
Real Madrid 2 1 1 - 4-2 4 Pachuca-FC Salzburg...1-2
FC Salzburg 2 1 1 - 2-1 4 Real Madrid-Pachuca...3-1
Al-Hilal 2 - 2 - 1-1 2 FC Salzburg-Al-Hilal..0-0
Pachuca 2 - - 2 2-5 - Al-Hilal-Pachuca......---
FC Salzburg-R. Madrid.---
Melhores Marcadores:
- 3 golos – Ángel Di María (Benfica), Jamal Musiala (Bayern München), Kenan Yıldız (Juventus) e Michael Olise (Bayern München)
- 2 golos – Francisco Conceição (Juventus), Igor Jesus (Botafogo), İlkay Gündoğan (Manchester City), Iqraam Rayners (Mamelodi Sundowns), Kingsley Coman (Bayern München), Lautaro Martínez (Internazionale), Leandro Barreiro (Benfica), Pablo Barrios (At. Madrid), Pedro Neto (Chelsea), Randal Kolo Muani (Juventus) e Thomas Müller (Bayern München)
Mundial Clubes – 2025 – Benfica – Auckland City
6-0
Benfica – Anatoliy Trubin, Leandro Barreiro, António Silva (86m – Adrian Bajrami), Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras (45m – Samuel Dahl), Fredrik Aursnes (71m – Tiago Gouveia), Orkun Kökçü (61m – Renato Sanches), Ángel Di María, Gianluca Prestianni (71m – João Rego), Kerem Aktürkoğlu (61m – Andreas Schjelderup) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
Auckland City – Nathan Garrow, Jerson Lagos, Adam Mitchell, Michael den Heijer (81m – Christian Gray), Nikko Boxall, Adam Bell, Zhou Tong (45m – Gerard Garriga), Mario Ilich (59m – Jackson Manuel), David Yoo (59m – Matthew “Matt” Ellis), Myer Bevan (73m – Ryan De Vries) e Haris Zeb (59m – Dylan Manickum)
1-0 – Ángel Di María (pen.) – 45m
2-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 53m
3-0 – Renato Sanches – 63m
4-0 – Leandro Barreiro – 76m
5-0 – Leandro Barreiro – 78m
6-0 – Ángel Di María (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Álvaro Carreras (45m), Orkun Kökçü (48m) e Adrian Bajrami (87m)
Árbitro – Salman Ahmad Falahi (Qatar)
Inter&Co Stadium – Orlando (12h00 / 17h00)
Foi um jogo bizarro, o que Benfica e Auckland City disputaram, em que o mais “normal” acabou por ser o resultado final. Defrontando um adversário que se estreara com uma esmagadora derrota (10-0) frente ao Bayern, a equipa portuguesa entrou em campo como que em ritmo de treino, sem intensidade, o que poderá ser justificado pela hora (12h00) a que o desafio teve início e pelo calor que se fazia sentir.
Mas, para além da questão física, transpareceu, pelo menos durante a primeira parte, uma vertente mental, de pouco foco, como que se nada estivesse em jogo nesta competição. Os jogadores da formação portuguesa denotavam pouca vontade, em contraponto à atitude esforçada e solidária do grupo neo-zelandês.
É verdade que, mesmo sem jogar bem, sem conseguir mostrar fluidez nas suas iniciativas, a equipa benfiquista poderia ter marcado por duas ou três vezes, não fora o bom desempenho revelado pelo jovem guardião contrário, Nathan Garrow, que ficara no banco no primeiro encontro, para além de um remate ao poste, por Pavlídis.
Todavia, só em tempo de compensação e mercê de uma grande penalidade (outra vez, sancionada pelo “VAR”), seria desfeito o nulo, a evitar um “mini-escândalo” no resultado ao intervalo.
A parte mais excêntrica viria então, com a duração do intervalo, que se prolongaria por quase duas horas e meia, devido às condições climatéricas adversas (trovoada), tendo o Estádio sido evacuado, com os espectadores refugiados no seu interior – sendo que estas interrupções demoradas (mesmo que não durante tanto tempo) vêm sendo algo recorrentes.
Poderia pensar-se que este interregno alargado poderia ter permitido aos jogadores do Auckland repousar, ganhar fôlego para a segunda metade, e procurar evitar que o resultado se avolumasse de forma significativa. E até começariam mesmo por assustar, com um remate de Zeb a solicitar defesa atenta de Trubin, para canto.
Mas seria como que o “canto do cisne”: acusando dificuldades físicas, devido à extensão da paragem, conjugado com o efeito anímico do segundo golo benfiquista, que chegou poucos minutos depois, a partir daí a formação neo-zelandesa como se eclipsaria, e o Benfica teve, então, caminho aberto para a (expectável) goleada.
O conjunto português animou com o 3-0 e 4-0 e foi ainda à procura de ampliar a contagem. Porém, depois do quinto golo, com Leandro Barreiro a bisar em apenas dois minutos, terá faltado alguma concentração. E, só outra vez em tempo de descontos, seria fechado o “placard”, com o terceiro “penalty” convertido, com muita segurança, por parte de Di María, o único que teve uma exibição com padrão mais ou menos elevado ao longo dos noventa minutos.
A imagem final que este jogo deixa é a de uma equipa (amadora) demasiado frágil para competir a este nível, perante outra que esteve longe de mostrar o devido envolvimento, numa partida que não se pode dizer que tenha dignificado a prova.
A diferença de golos – que poderá vir a ser determinante para as contas do apuramento, em caso de igualdade pontual com o emblema argentino –, parecendo ampla, não oferece, contudo, garantias, subsistindo tudo em aberto para a derradeira ronda da fase de grupos. O Benfica depende exclusivamente de si próprio, devendo bastar-lhe o empate ante o Bayern; mas, em caso de derrota, ficará em suspenso da expressão do resultado que se registar também no Boca Juniors-Auckland.
Mundial Clubes – 2025 – Inter Miami – FC Porto
2-1
Inter Miami – Oscar Ustari, Marcelo Weigandt (62m – Tomás Avilés), Ian Fray (79m – Fabrice Jean-Ian “Fafà” Picault), Maximiliano Falcón, Noah Allen, Tadeo Allende (79m – Jordi Alba), Benjamin Cremaschi, Sergio Busquets, Telasco Segovia (71m – Federico Redondo), Lionel Messi e Luis Suárez
FC Porto – Cláudio Ramos, Martim Fernandes (59m – Gonçalo Borges), José “Zé” Pedro Freitas, Iván Marcano (87m – Deniz Gül), João Mário, Alan Varela (74m – William Gomes), Gabriel “Gabri” Veiga (59m – Stephen Eustáquio), Francisco Moura (87m – Otávio Ataíde), Fábio Vieira, Rodrigo Mora e Samuel “Samu” Omorodion
0-1 – Samuel “Samu” Omorodion – 8m
1-1 – Telasco Segovia – 47m
2-1 – Lionel Messi – 54m
Cartões amarelos – Não houve
Árbitro – Cristián Garay (Chile)
Mercedes-Benz Stadium – Atlanta (15h00 / 20h00)
Campeonato do Mundo de Clubes – 2025 – Resultados e Classificações – 1ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Al Ahly-Inter Miami...0-0
Al Ahly 1 - 1 - 0-0 1 Palmeiras-FC Porto....0-0
FC Porto 1 - 1 - 0-0 1 Palmeiras-Al Ahly.....---
Palmeiras 1 - 1 - 0-0 1 Inter Miami-FC Porto..---
Inter Miami 1 - 1 - 0-0 1 Inter Miami-Palmeiras.---
FC Porto-Al Ahly......---
GRUPO B Jg V E D G Pt PS-Germain-At. Madrid.4-0
P. St.-Germain 1 1 - - 4-0 3 Botafogo-Seattle S....2-1
Botafogo 1 1 - - 2-1 3 Seattle S.-At. Madrid.---
Seattle Sound. 1 - - 1 1-2 - P.S.-Germain-Botafogo.---
At. Madrid 1 - - 1 0-4 - Seattle.-P.S.-Germain.---
At. Madrid-Botafogo...---
GRUPO C Jg V E D G Pt Bayern Mün.-Auckland.10-0
Bayern München 1 1 - - 10-0 3 Boca Juniors-Benfica..2-2
Benfica 1 - 1 - 2-2 1 Benfica-Auckland City.---
Boca Juniors 1 - 1 - 2-2 1 Bayern Mün.-Boca Jun..---
Auckland City 1 - - 1 0-10 - Auckland-Boca Juniors.---
Benfica-Bayern Mün....---
GRUPO D Jg V E D G Pt Chelsea-Los Angeles...2-0
Flamengo 1 1 - - 2-0 3 Flamengo-Espérance....2-0
Chelsea 1 1 - - 2-0 3 Flamengo-Chelsea......---
Los Angeles FC 1 - - 1 0-2 - Los Angeles-Espérance.---
Espérance 1 - - 1 0-2 - Los Angeles-Flamengo..---
Espérance-Chelsea.....---
GRUPO E Jg V E D G Pt River Plate-Urawa Red.3-1
River Plate 1 1 - - 3-1 3 Monterrey-Inter.......1-1
Monterrey 1 - 1 - 1-1 1 Inter-Urawa Red Diam..---
Internazionale 1 - 1 - 1-1 1 River Plate-Monterrey.---
Urawa Red Diam. 1 - - 1 1-3 - Inter-River Plate.....---
Urawa Red D-Monterrey.---
GRUPO F Jg V E D G Pt Fluminense-B.Dortmund.0-0
Mamelodi Sund. 1 1 - - 1-0 3 Ulsan HD-Mamelodi Sun.0-1
B. Dortmund 1 - 1 - 0-0 1 Mamelodi-B. Dortmund..---
Fluminense 1 - 1 - 0-0 1 Fluminense-Ulsan HD...---
Ulsan HD 1 - - 1 0-1 - B. Dortmund-Ulsan HD..---
Mamelodi-Fluminense...---
GRUPO G Jg V E D G Pt Man. City-Wydad AC....2-0
Juventus 1 1 - - 5-0 3 Al Ain-Juventus.......0-5
Manchester City 1 1 - - 2-0 3 Juventus-Wydad AC.....---
Wydad AC 1 - - 1 0-2 - Man. City-Al Ain......---
Al Ain 1 - - 1 0-5 - Juventus-Man. City....---
Wydad AC-Al Ain.......---
GRUPO H Jg V E D G Pt Real Madrid-Al-Hilal..1-1
FC Salzburg 1 1 - - 2-1 3 Pachuca-FC Salzburg...1-2
Real Madrid 1 - 1 - 1-1 1 Real Madrid-Pachuca...---
Al-Hilal 1 - 1 - 1-1 1 FC Salzburg-Al-Hilal..---
Pachuca 1 - - 1 1-2 - Al-Hilal-Pachuca......---
FC Salzburg-R. Madrid.---
Melhores Marcadores:
- 3 golos – Jamal Musiala (Bayern München)
- 2 golos – Francisco Conceição (Juventus), Kingsley Coman (Bayern München), Michael Olise (Bayern München), Randal Kolo Muani (Juventus) e Thomas Müller (Bayern München)
Mundial Clubes – 2025 – Boca Juniors – Benfica
2-2
Boca Juniors – Agustín Marchesín, Luis Advíncula, Nicolás Figal, Ayrton Costa, Lautaro Blanco, Ander Herrera (20m – Tomás Belmonte), Rodrigo Battaglia, Carlos Palacios (66m – Williams Alarcón), Kevin Zenón, Alan Velasco (58m – Milton Giménez) e Miguel Merentiel (65m – Exequiel Zeballos)
Benfica – Anatoliy Trubin, Samuel Dahl (45m – Andrea Belotti), António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Florentino Luís (90m – Leandro Barreiro), Renato Sanches (61m – Orkun Kökçü), Ángel Di María (77m – Gianluca Prestianni), Fredrik Aursnes, Armindo Bangna “Bruma” (61m – Kerem Aktürkoğlu) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
1-0 – Nicolás Otamendi (p.b.) – 21m
2-0 – Rodrigo Battaglia – 27m
2-1 – Ángel Di María (pen.) – 45m
2-2 – Nicolás Otamendi – 84m
Cartões amarelos – Carlos Palacios (66m) e Ayrton Costa (85m); Álvaro Carreras (67m) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (83m)
Cartões vermelhos – Ander Herrera (45m – no banco, após ter sido substituído) e Nicolás Figal (88m); Andrea Belotti (70m)
Árbitro – César Ramos (México)
Hard Rock Stadium – Miami Gardens (18h00 / 23h00)
O Benfica apresentou melhor entrada em campo, tendo tido até oportunidade para marcar nos minutos iniciais. Porém, duas falhas defensivas proporcionaram, em curto período, dois golos ao adversário, que, assim, adquiriu significativa vantagem, que, até final, procurou preservar a todo o custo.
Tendo conseguido reduzir para a diferença mínima mesmo à beira do intervalo, mercê de uma grande penalidade (sinalizada pelo “VAR”), devido a toque sobre Otamendi, a equipa portuguesa teria toda a segunda parte para procurar inverter o resultado.
Só que teve de enfrentar uma estratégia adversário de sistemático anti-jogo, com sucessivas perdas de tempo, a quebrar o ritmo, bastante dureza e agressividade, que beneficiaram da complacência arbitral.
E, por absurdo, acabaria por ser o Benfica a ver-se em situação de inferioridade numérica, devido a um pontapé (acidental) de Belotti, que, quando tentava jogar a bola, atingiu involuntariamente a cabeça de um opositor.
A perder, e com menos um jogador, a vinte minutos do final, a turma encarnada teria, então, de se unir, acabando, algo paradoxalmente, por evidenciar a fase de melhor produção de jogo, recompensada com o tento do empate já nos derradeiros minutos.
O Boca Juniors teria também um jogador expulso, já ao cair do pano, acabando os benfiquistas por ficar a lamentar-se do escasso tempo de compensação (cinco minutos) concedido pelo árbitro, perante tão pouco tempo útil de jogo.
O Benfica acabou por ter alguma felicidade na forma como chegou à igualdade, numa antecipação, de cabeça, de Otamendi, em evidência na partida – que teve a curiosidade de terem sido dois argentinos a marcar os golos frente ao rival da Argentina –, o que lhe permite manter em aberto as expectativas de apuramento, tendo, em paralelo, sido penalizado pela forma pouco concentrada e ligada com que pareceu abordar este seu desafio de estreia, no novo formato do Mundial de clubes.
Mundial Clubes – 2025 – Palmeiras – FC Porto
0-0
Palmeiras – Weverton da Silva, Agustín Giay, Gustavo Gómez, Murilo Paim, Felipe Anderson (64m – Paulo “Paulinho” Filho), Richard Ríos (87m – Lucas Evangelista), Aníbal Moreno, Joaquín Piquerez, Estêvão Gonçalves (65m – Allan Elias), Maurício Prado (65m – Raphael Veiga) e Vítor Roque (77m – José Manuel López)
FC Porto – Cláudio Ramos, Martim Fernandes, José “Zé” Pedro Freitas, Iván Marcano, João Mário (77m – Patricio Nehuén Pérez), Alan Varela (81m – Tomás Pérez), Gabriel “Gabri” Veiga (67m – Eduardo Cossa “Pepê”), Francisco Moura, Fábio Vieira (82m – André Franco), Rodrigo Mora (77m – Stephen Eustáquio) e Samuel “Samu” Omorodion
Cartões amarelos – Felipe Anderson (9m), Gustavo Gómez (62m) e Abel Ferreira (Treinador – 63m); Martim Fernandes (15m) e Patricio Nehuén Pérez (90m)
Árbitro – Héctor Saíd Martínez (Honduras)
MetLife Stadium – East Rutherford (18h00 / 23h00)
O Pulsar do Campeonato – Supertaça

(“O Templário”, 12.06.2025)
Num embate (o terceiro, no curto intervalo de menos de mês e meio) entre os dois primeiros classificados do campeonato e, também, finalistas da Taça – e depois de o Campeão, Ferreira do Zêzere, ter alcançado a “dobradinha” –, coube, desta feita, a fortuna ao Samora Correia, na disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, em partida tradicionalmente realizada em Torres Novas.
Tal como sucedera na Final da Taça do Ribatejo, quem marcou primeiro acabou por sair derrotado, sendo que a partida se viria a decidir num escasso período de apenas dez minutos, entre os 28 e os 38: os ferreirenses inauguraram o marcador, na conversão de uma grande penalidade (por Tiago Mateus), tendo os samorenses restabelecido a igualdade oito minutos depois (golo apontado pelo australiano Deniz Sen), para logo de seguida, só outros dois minutos volvidos, se colocarem em vantagem (por intermédio de Kelton Garcia), fixando o que viria o ser o resultado final, de 2-1.
No balanço geral do confronto directo entre as duas equipas, num total de quatro desafios disputados, todos eles muito nivelados no marcador final (com resultados tangenciais ou igualado), a formação comandada por Mário Ruas acaba por levar a melhor sobre o grupo liderado por Mário Nelson, com dois triunfos dos samorenses, face a um dos ferreirenses, e um empate. O que não invalida, claro, que o Ferreira do Zêzere se tenha superiorizado a nível das conquistas mais significativas, ostentando o título de Campeão Distrital e o troféu da Taça do Ribatejo.
Em qualquer caso, ficou bem patente que Ferreira do Zêzere e Samora Correia foram os clubes dominadores do futebol distrital, quer a nível da prova de regularidade (no caso dos ferreirenses estabelecendo um “record” histórico absoluto de pontos, tendo perdido um único jogo e empatado outro; tendo, em paralelo, os samorenses obtido também a sua maior pontuação de sempre, num desempenho apenas superado pelos três títulos de Campeão conquistados – sendo que em 1982-83, com a vitória a valer dois pontos, cederam somente três empates), quer da prova a eliminar.
Ao fim de 28 anos de jejum de títulos, o Samora Correia conquistou a terceira Supertaça do seu historial (depois ter sido já vencedor da competição em 1994 e em 1997), igualando a marca de Coruchense, Fazendense, Riachense e Torres Novas enquanto clubes com mais triunfos na prova.
Regista-se, desde modo, que, já há dez anos, nenhuma equipa consegue alcançar o “triplete” de troféus (Campeonato Distrital, Taça do Ribatejo e Supertaça Dr. Alves Vieira), desde que o Coruchense obteve tal proeza, em 2015; antes, outros cinco emblemas já o tinham realizado também: At. Riachense (2010); Monsanto (2004); Abrantes FC (2003); U. Rio Maior (2002); e, por coincidência, o agora novo detentor da Supertaça, Samora Correia (1994).
Passa a ser o seguinte o resumo do Palmarés do futebol distrital, desde a temporada inaugural, de 1924-25, até à época agora finda, de 2024-25, ao longo de um século de competições (com um total de 36 clubes com títulos conquistados – 31 dos quais de Campeão Distrital; tendo sido 25 os vencedores da Taça do Ribatejo; e 16 os que ganharam já a Supertaça):

II Divisão Distrital – As equipas da região Norte do Distrito partiam em vantagem (tangencial, em ambos os casos), mas acabaram por soçobrar, na 2.ª mão, tendo prevalecido os clubes da zona Sul, quer no que respeita à Final, para apuramento do Campeão, como ao “playoff” de subida.
No Tramagal, a turma da Associação Recreativa do Porto Alto – que havia sido batida, no seu reduto, pelo Tramagal, por 0-1 – viria a impor-se, triunfando por convincente marca de 3-1 (tendo, aliás, chegado a dispor de vantagem de três golos), revertendo o desfecho da semana anterior, conquistando assim o seu primeiro título de Campeã Distrital da II Divisão, sucedendo ao Águias.
Na disputa do “playoff” de promoção, o Pontével, após ter perdido nos Riachos por 2-1, manifestou inequívoca superioridade, triunfando por 3-0, garantindo, portanto, a terceira e última vaga de subida ao escalão principal, ficando, ao invés, o Riachense com o amargo de não ter conseguido alcançar esse objectivo, num ano difícil, em que passou por infaustos momentos.
Estão apurados para participar no campeonato da I Divisão Distrital de 2025-26 os seguintes 16 emblemas: Samora Correia, Fazendense, Coruchense, Torres Novas, Abrantes e Benfica, Mação, Alcanenense, At. Ouriense, Amiense, Águias de Alpiarça, Entroncamento AC, U. Tomar, Cartaxo, Porto Alto, Tramagal e Pontével.
Teremos, pois, três regressos, de clubes que há largos anos se encontravam afastados do escalão principal: o Tramagal volta a disputar tal campeonato após 18 anos de interregno (última presença na época de 2006-07), enquanto o Porto Alto retorna depois de 13 anos (última participação em 2011-12), sendo que o Pontével não disputava a prova há dez anos (desde 2014-15).
Antevisão – Disputa-se este Sábado, 14 de Junho, no Estádio Nacional do Jamor, o último jogo da temporada: a Final do Campeonato de Portugal, entre a equipa “B” do Vitória de Guimarães e o Lusitano de Évora, vencedores, respectivamente, das séries Norte e Sul, para apurar o quarto Campeão neste novo formato da prova (correspondendo ao 4.º escalão a nível nacional), depois dos títulos conquistados pelo Paredes (2021-22), Atlético (2022-23) e Amarante (2023-24).
Quanto ao “Pulsar do Campeonato” finda por aqui a sua 13.ª temporada, num total de 420 artigos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Junho de 2025)
Nota – Já após a publicação deste artigo chegou, entretanto, a notícia de que o Ferreira do Zêzere (não dispondo de campo com as medidas regulamentares para disputar o Campeonato de Portugal) abdicou da promoção ao Nacional, revertendo essa vaga de subida a favor do Samora Correia (vice-campeão distrital).
Portugal – Espanha – Liga das Nações da UEFA – Final

2-2
Diogo Costa, João Neves (45m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio (74m – Renato Veiga), Nuno Mendes, Bernardo Silva (74m – Rafael Leão), Vítor Ferreira “Vitinha”, Pedro Neto (105m – Diogo José “Jota”), Bruno Fernandes, Francisco Conceição (45m – Rúben Neves) e Cristiano Ronaldo (88m – Gonçalo Ramos)
Espanha – Unai Simón, Óscar Mingueza (92m – Pedro Porro), Robin Le Normand, Dean Huijsen, Marc Cucurella, Pedro “Pedri” González (74m – Francisco “Isco” Alarcón), Martín Zubimendi, Fabián Ruiz (74m – Mikel Merino), Lamine Yamal (105m – Yeremi Pino), Mikel Oyarzabal (111m – Álvaro Morata) e Nicholas “Nico” Williams (92m – Alejandro “Álex” Baena)
0-1 – Martín Zubimendi – 21m
1-1 – Nuno Mendes – 26m
1-2 – Mikel Oyarzabal – 45m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 61m
Cartões amarelos – Gonçalo Inácio (19m), Pedro Neto (82m), Nuno Mendes (100m) e Roberto Martínez (Treinador – 110m); Fabián Ruiz (33m), Robin Le Normand (90m), Alejandro “Álex” Baena (100m) e Pedro Porro (110m)
Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Mikel Merino
2-1 – Vítor Ferreira “Vitinha”
2-2 – Alejandro “Álex” Baena
3-2 – Bruno Fernandes
3-3 – Francisco “Isco” Alarcón
4-3 – Nuno Mendes
Álvaro Morata permitiu a defesa a Diogo Costa
5-3 – Rúben Neves
Árbitro – Sandro Schärer (Suíça)
Allianz Arena, Munique – Alemanha
Portugal sagra-se vencedor da 4.ª edição da Liga das Nações, conquistando o troféu pela segunda vez!
Defrontando a que será, porventura, melhor selecção mundial da actualidade, por duas vezes a equipa portuguesa esteve em desvantagem no marcador, por duas vezes teve a coragem necessária para repor a igualdade.
Entrando em campo com um desenho táctico pouco ortodoxo, com a novidade de mais um lateral direito improvisado (João Neves!), procurando tirar partido da aposta na irreverência de Francisco Conceição, a selecção nacional tinha um tesouro que brilharia com maior fulgor nesta Final, numa sensacional exibição de Nuno Mendes.
A turma portuguesa, atrevida, logo de entrada procurou apropriar-se do jogo, mas rapidamente a Espanha assumiria as rédeas, dominando na zona nevrálgica, e instalando-se no meio campo contrário, começando a dar a ideia que poderia chegar ao golo, o que sucederia cumpridos os primeiros vinte minutos, beneficiando de uma sucessão de ressaltos.
A equipa nacional teria, então, a felicidade de, antes de poder reequilibrar a contenda em termos de futebol jogado, chegar, de pronto, ao empate, num raid fulminante de Nuno Mendes, que marcou pela primeira vez ao serviço da selecção.
A Espanha não desarmou, e Nico Williams, com várias investidas pelo flanco esquerdo, ia colocando a “cabeça em água” a João Neves, sem as rotinas posicionais necessárias a um bom desempenho, de forma a travar um extremo tão versátil.
Mas seria até pelo lado direito que, mesmo à beira do intervalo, a formação espanhola se recolocaria em vantagem, aproveitando alguma desconcentração portuguesa, reclamando uma falta sobre Bernardo Silva. O resultado ao intervalo ajustava-se ao rendimento apresentado pelas duas equipas.
No reatar da partida Roberto Martínez rectificou posições, sacrificando João Neves, dando lugar a Nélson Semedo, ao mesmo tempo que procurava reforçar o meio-campo, com a entrada de Rúben Neves. As alterações promovidas pareciam fazer sentido, mas, em termos práticos, não davam resultados, no que respeita a uma tomada de controlo pela equipa portuguesa, que continuava muito pressionada.
Até que, ao passar da hora de jogo, libertou-se (de novo) o génio de Nuno Mendes – que, tendo tido de lidar, face a face, com a grande promessa (já certeza) espanhola, Lamine Yamal, ia levando claramente a melhor, em termos defensivos –, conseguindo esquivar-se ao rival directo, e “ligando o turbo”, em direcção à área, com a bola a chegar a Cristiano Ronaldo, que, com frieza, não perdoaria, fazendo o 2-2.
Até final do tempo regulamentar, a Espanha, forçada a mostrar respeito pelo adversário, refreou a tomada de risco, em contraponto à tentativa portuguesa de explorar também o “diabo à solta”, Rafael Leão, mas o resultado estava feito e não se alteraria.
Numa boa exibição da equipa nacional, este era já o sexto empate entre as duas selecções, nos últimos sete encontros!
Portugal parecia denotar maior frescura e superioridade anímica para o prolongamento, agora com Nuno Mendes e Rafael Leão a constituírem ameaças que a Espanha não podia menorizar. Faltaria, então, eficácia – sobretudo na primeira parte do prolongamento – para que a selecção portuguesa tivesse marcado e pudesse ganhar o jogo.
Na segunda metade desse tempo extra, a conjugação da fadiga que se ia avolumando, de parte a parte, com o receio de perder, fez com que não houvesse soberanas ocasiões de golo para qualquer lado.
O desempate da marca de grande penalidade tornara-se uma inevitabilidade, e, sendo sempre de desfecho contingente, prometia favorecer a equipa portuguesa. E assim seria: com todas as sete primeiras tentativas concretizadas com sucesso, bastaria a decisiva defesa de Diogo Costa, a remate de Morata, para proporcionar a Rúben Neves a oportunidade de materializar a festa, o que, com grande serenidade, confirmaria, completando o pleno de (cinco) golos de Portugal.
Depois do Campeonato da Europa de 2016, e da Liga das Nações de 2019, a selecção de Portugal conquista o seu terceiro grande troféu a nível internacional. Nuno Mendes ( o “homem do jogo”), João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos viveram a melhor semana das suas vidas a nível desportivo: depois de, no passado Sábado, se terem sagrado Campeões Europeus de clubes, conquistaram, este Domingo – por curiosidade, no mesmo mítico Estádio, em Munique –, a Liga das Nações.


Alemanha – França – Liga das Nações da UEFA – 3.º/4.º lugar

0-2
Marc-André ter Stegen, Joshua Kimmich, Jonathan Tah, Robin Koch, David Raum (65m – Maximilian Mittelstädt), Pascal Groß (73m – Thilo Kehrer), Leon Goretzka (65m – Tom Bischof), Nick Woltemade (45m – Deniz Undav), Florian Wirtz, Karim-David Adeyemi (78m – Serge Gnabry) e Niclas Füllkrug
França – Mike Maignan, Malo Gusto, Loïc Badé, Lucas Hernández, Lucas Digne, Aurélien Tchouaméni (68m – Emmanuel “Manu” Koné), Adrien Rabiot, Randal Kolo Muani (68m – Désiré Doué), Rayan Cherki (68m – Michael Olise), Marcus Thuram (90m – Mattéo Guendouzi) e Kylian Mbappé
0-1 – Kylian Mbappé – 45m
0-2 – Michael Olise – 84m
Cartões amarelos – David Raum (29m), Karim-David Adeyemi (35m) e Jonathan Tah (61m); Lucas Digne (12m) e Lucas Hernández (61m)
Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)
Stuttgart Arena, Stuttgart – Alemanha
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 05.06.2025)
Numa época repleta de êxitos, o Ferreira do Zêzere junta, ao título de Campeão Distrital, a Taça do Ribatejo, fazendo a tão ambicionada “dobradinha”, bisando a conquista deste troféu, que tinha vencido já na temporada precedente. Esta foi a 13.ª vez em que o Campeão se sagrou também vencedor da Taça, no mesmo ano, repetindo os feitos de: Amiense (1977); Samora Correia (1983 e 1994); Águias de Alpiarça (1985); Benavente (1991); U. Rio Maior (2002); Abrantes FC (2003); Monsanto (2004); At. Riachense (2009 e 2010); Coruchense (2015); e U. Santarém (2019).
Tendo alcançado o seu primeiro troféu no ano de 1990, e após a vitória na edição transacta, o emblema do Zêzere passou, pois, a integrar um selecto lote, agora constituído por cinco clubes (Tramagal, Riachense, Amiense, Coruchense e Ferreira do Zêzere), cada um com três Taças ganhas, marca só superada pelos cinco troféus que constam do palmarés do Fazendense.
A formação ferreirense registou o pleno de seis vitórias na prova de 2024-25, tendo superado, sucessivamente, Moçarriense, Mação, Entroncamento AC, Abrantes e Benfica (meias-finais a duas mãos) e Samora Correia. Isto, depois, de, na prova anterior, ter obtido quatro triunfos e um empate (na 2.ª mão da meia-final, tendo já “carimbado”, logo na 1.ª mão, o apuramento para a final, igualmente ante os abrantinos, tal como sucedeu este ano). O último desaire do Ferreira do Zêzere na Taça remonta a Janeiro de 2023, desfeiteado, no seu reduto, pelo Alcanenense (1-3).
Taça do Ribatejo – Na final do passado Sábado, disputada em Santarém, no “Campo Chã das Padeiras”, colocando frente-a-frente os dois primeiros classificados do campeonato, o Samora Correia entrou “a todo o gás” – tendo começado por introduzir a bola na baliza contrária logo no minuto inicial (“golo” que, contudo, não valeu) – para vir a chegar mesmo ao golo, na sequência de um pontapé de canto, não estavam ainda cumpridos dois minutos!
Tendo cedido os únicos pontos no Distrital desta temporada ante este rival (frente ao qual, aliás, dado ter perdido em casa por 0-1, e empatado a zero em Samora, não lograra ainda, em 180 minutos, chegar ao golo), o grupo ferreirense não vacilou; após um período inicial de predomínio contrário, à passagem dos vinte minutos, não só tinha equilibrado a contenda, como, inclusivamente, materializara já tal equilíbrio no tento do empate.
Na segunda parte o jogo continuou bastante disputado, com o Ferreira a colocar-se em vantagem a meio desse período, estabelecendo o que seria o desfecho da partida (2-1). Até ao termo do embate, os samorenses, não se resignando, ainda remataram aos ferros da baliza, tendo o desafio terminado com os vencedores sob intensa pressão, perante a ameaça da eventual reposição da igualdade. Não obstante, os Campeões voltariam a levar a melhor, arrebatando mais um troféu.
União de Tomar – Numa nota com algum cariz pessoal, seja-me permitida a referência à eleição, em Assembleia Geral realizada no passado dia 30 de Maio, de novos órgãos sociais do União Futebol Comércio e Indústria de Tomar, para o biénio 2025-2027: Manuel Graça foi eleito Presidente da Direcção, voltando a assumir o cargo que desempenhara já entre 2001 e 2007; para exercer as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral foi eleito o também antigo Presidente da Direcção (1988-1989), Pedro Marques, que tivera igualmente tal cargo entre 1997 e 2003; Hugo Costa será o novo Presidente do Conselho Fiscal do clube.
Em nome próprio, tendo entendido dar por concluída uma missão que assumi nos últimos dez anos – expressando, nesta ocasião, os votos dos maiores sucessos aos novos órgãos sociais, e, por inerência, ao União de Tomar, e reiterando também o meu agradecimento ao anterior Presidente da Direcção, Abel Bento, pela confiança depositada –, foi com grande orgulho que pude desempenhar funções ao serviço do meu clube (do nosso clube!), renovando o mote de que o União será o que os seus sócios quiserem, e que o clube precisará de todos, a cada novo dia!
Ressalvando, evidentemente, que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral não tem qualquer intervenção a nível da gestão da vida do clube, nem, claro, no que respeita às suas actividades de âmbito desportivo, tive a felicidade de – nesse período de dez anos em que dispus do privilégio de estar ao serviço do União de Tomar – ter acompanhado uma fase recheada de notáveis desempenhos, mesmo se se restringir o campo de observação apenas ao futebol sénior: destacando-se, necessariamente, o título de Campeão Distrital em 2022-23 e a conquista da Taça do Ribatejo em 2017-18, há que sublinhar ainda as três vezes em que o clube foi vice-campeão (2014-15, 2017-18 e 2021-22), dois 3.º lugares (2015-16 e 2016-17) e um 5.º (2019-20); para além de três outras presenças nas meias-finais da Taça do Ribatejo (2019-20, 2020-21 e 2024-25).
O meu obrigado a todos, desde directores, treinadores, jogadores, restante “staff”, sócios e adeptos do U. Tomar – sem esquecer nunca a amizade dos “Veteranos” do União. Foi uma grande honra!
I Divisão Distrital – Só cinco dias após a conclusão do campeonato ficámos a conhecer o segundo clube despromovido ao escalão secundário: na sequência da deliberação adoptada pelo Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém, o Águias de Alpiarça foi punido (com fundamento em “comportamento discriminatório” e em distúrbios que levaram o árbitro a interromper a partida) com derrota por 0-3 no jogo da 28.ª jornada, com o Cartaxo, sendo, pois, atribuídos a este clube os três pontos desse jogo – o que acabou por ditar a despromoção do Glória do Ribatejo (ultrapassada pelo Cartaxo), acompanhando o último classificado, Salvaterrense. Um caso que deverá ainda, continuar a “fazer correr muita tinta”, perante o inconformismo do Glória.
II Divisão Distrital – Realizaram-se, no passado Domingo, os desafios da 1.ª mão da final, para apuramento do Campeão Distrital da II Divisão, e, por outro lado, do “playoff” de disputa da terceira vaga de subida à divisão principal, tendo ambos os clubes da zona norte levado a melhor.
No primeiro encontro da final, no Porto Alto, a equipa local foi batida, por tangencial 0-1, pelo Tramagal, um resultado que, colocando os tramagalenses em posição favorável, não poderá ainda ser considerado definitivo, subsistindo a decisão em aberto para a partida da 2.ª mão. Por seu lado, no confronto entre os dois 2.º classificados, o Riachense ganhou, em casa, ao Pontével, por 2-1.
Liga 3 – Também em jogo de “play-off”, entre o antepenúltimo classificado da II Liga (Paços de Ferreira) e o 3.º da Liga 3 (Belenenses), e depois do 2-1 a favor dos azuis do Restelo, na 1.ª mão, os pacenses saíram agora vencedores por 2-0 (após prolongamento), mantendo assim a posição no segundo escalão do futebol profissional; subsistindo o Belenenses, por seu turno, na Liga 3.
Campeonato de Portugal – O Fátima esteve “tão perto” do que seria uma proeza notável, a de conseguir segunda promoção consecutiva, após o título Distrital de há um ano. Necessitando ganhar ao Amora, na derradeira ronda, os fatimenses começaram por se ver em desvantagem, tendo ainda logrado empatar a uma bola; porém, e numa fase em que estariam já a arriscar tudo, viriam a sofrer novo tento, a escassos três minutos do final, acabando por sofrer quinta derrota, nos seis jogos disputados neste torneio de apuramento, quedando-se, pois, pelo 4.º posto.
De qualquer forma, uma campanha muito positiva do Fátima, sob a orientação de Gonçalo Carvalho, a mostrar que as equipas do Distrito podem ter uma palavra de relevo a este nível.
Garantiram a subida à Liga 3 as equipas do Lusitano de Évora (com o pleno de seis vitórias) e V. Guimarães “B” – que disputarão, a 14 de Junho, no Estádio do Jamor, a final da competição –, acompanhadas pelos clubes que terminaram no 2.º lugar de cada série, Paredes e Amora.
Antevisão – A época de 2024-25 do futebol distrital tem o seu epílogo este fim-de-semana: no Sábado, em Torres Novas, voltam a defrontar-se Ferreira do Zêzere e Samora Correia, para disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira; no Domingo, teremos a 2.ª mão da final da II Divisão, com o Tramagal a receber a visita do Porto Alto; enquanto a turma do Riachense se desloca a Pontével, para a decisão sobre o último clube a promover à I Divisão Distrital para a próxima temporada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Junho de 2025)



