O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 20.09.2018)
A ronda inaugural da 95.ª edição do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém, disputada no passado fim-de-semana, começou já a dar as primeiras indicações do que poderá vir a ser esta época futebolística, com os dois clubes despromovidos do Nacional, Coruchense e Alcanenense, a registar expressivas vitórias, assim como, por outro lado, foi igualmente bem afirmativo o triunfo averbado pelo recém-promovido do escalão secundário, U. Santarém. Integram assim, com o surpreendente Glória do Ribatejo, o quarteto da liderança.
Destaques – O resultado alcançado pelos escalabitanos (vitória por 4-2, na recepção ao Cartaxo) é, aliás, o principal destaque da jornada, dado ter sido registado perante o teoricamente principal candidato ao título, numa partida empolgante, repleta de cambiantes e reviravoltas no marcador, em que os donos da casa, mesmo depois de se terem visto em desvantagem, não abdicaram de lutar pelo triunfo, tendo conseguido uma sensacional vitória, a prometer muito para o que poderá ser esta temporada de regresso ao principal escalão, após três anos de ausência.
O Coruchense – que conquistou o título de Campeão nas suas duas últimas participações na competição, em 2015 e em 2017 – começou da melhor forma este regresso ao Distrital, indo vencer por convincente marca de 3-1 (com dois tentos de Joel) num difícil terreno, daquela que foi a equipa sensação da época anterior, Ferreira do Zêzere (4.º classificado, somente a um ponto do vice-campeão), principiando, desde já, a marcar uma posição em termos de uma possível nova candidatura ao título.
Por curiosidade, anota-se que os três clubes melhor posicionados na última edição do campeonato, de entre os que se mantêm no Distrital (U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere) foram, todos eles, derrotados, nesta ronda de abertura.
Realce também, portanto, para o Alcanenense, ao bater o U. Tomar por inapelável desfecho de 3-0. Tal como sucedera na quarta-feira, na final da Supertaça Dr. Alves Vieira (com o pesado desaire de 0-4 ante o Campeão Distrital em título, Mação), os unionistas estão a pagar muito caro o preço da juventude e alguma falta de experiência da equipa, condicionante exponenciada pela lesão sofrida pela sua principal referência dentro de campo, a nível de “voz de comando”, o capitão Nuno Rodrigues, forçado a abandonar o terreno ainda numa fase prematura do desafio.
Nesta partida, os tomarenses assumiram a iniciativa, logo desde o seu início, dominando claramente durante a primeira meia hora, beneficiando de algumas ocasiões de perigo… mas sem conseguir materializar tais oportunidades em golo. Depois de uma extraordinária série de 36 jogos sempre a marcar (incluindo todos os 34 encontros disputados na época anterior, e recuando ainda à derradeira jornada da temporada de 2016-17), este foi o segundo jogo sucessivo em branco para os “rubro-negros”.
Tendo sofrido o tento inaugural mesmo ao cair do pano da primeira parte (na sequência de um canto), uma grande penalidade “desnecessária” a abrir a segunda parte praticamente sentenciou o desfecho do desafio, o que se agravou com uma expulsão sofrida, deixando o U. Tomar em inferioridade numérica, acabando por vir a ser ainda castigado com terceiro golo, já mesmo a findar o embate. Um resultado deveras penalizador, consentido perante um adversário que, pelo que exibiu neste encontro, será de nível inferior ao dos nabantinos.
Surpresas – A maior surpresa desta ronda foi protagonizada pelo Glória do Ribatejo, promovido da II Divisão, que recebeu e bateu o Torres Novas, por tangencial 1-0 – curiosamente, repetindo o triunfo (2-1) que obtivera já, perante o mesmo adversário, há cerca de três anos e meio, então em partida da Taça do Ribatejo.
Também o outro grupo do município de Salvaterra de Magos, o Marinhais, igualmente recém-promovido, de regresso ao principal escalão após uma longa ausência de 14 temporadas, conseguiu um positivo e porventura inesperado resultado, forçando o empate a duas bolas na visita a Samora Correia, teoricamente um conjunto com maiores argumentos.
Confirmações – Em Amiais de Baixo, confirmou-se a dificuldade que constitui, para qualquer opositor, a deslocação ao reduto do Amiense, com outro dos principais candidatos ao título, U. Almeirim, a não conseguir melhor que uma igualdade, também a dois tentos (com Moleiro e Persi Mamede ambos a bisar), arrancando já com atraso em relação ao Coruchense e U. Santarém, e não tendo aproveitado na plenitude os deslizes de Cartaxo, U. Tomar ou Torres Novas.
Por fim, em Fazendas de Almeirim, Fazendense e At. Ouriense não conseguiram desfazer o nulo, que persistiu até final dos noventa minutos de jogo, num desfecho de alguma forma expectável, entre duas equipas que aparentam apresentar-se de nível equilibrado.
Antevisão – Na segunda jornada da I Divisão Distrital, avulta como partida de maior cartaz o aliciante embate entre Coruchense e U. Santarém, precisamente os dois clubes que mais começaram por se evidenciar, logo na ronda inaugural da prova.
No que respeita aos principais candidatos que iniciaram mal as respectivas campanhas nesta época, o Cartaxo recebe a visita do Glória do Ribatejo, protagonista da principal surpresa no passado fim-de-semana, apresentando-se os visitados claramente favoritos, enquanto o U. Almeirim defronta, também no seu terreno, o Ferreira do Zêzere, conjunto que, em princípio, deverá ter dificuldades em evitar segunda derrota sucessiva, perante o potencial do oponente.
De interesse será também a partida entre Torres Novas e Alcanenense, com os torrejanos a pretender rectificar a “má imagem” deixada na estreia, mas defrontando um adversário bastante moralizado com o triunfo obtido ante os tomarenses.
Por fim, nota de realce ainda para o U. Tomar-Samora Correia, um confronto entre dois conjuntos de poderio similar, também de entre os mais cotados do Distrital, em que o factor casa poderá assumir relevância, desde que os unionistas se consigam reencontrar com os golos… e voltar a ter a necessária concentração na defesa da sua baliza.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Setembro de 2018)
Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Arsenal – Vorskla Poltava – 4-2
Sporting – Qarabağ – 2-0
1º Arsenal e Sporting, 3; 3º Vorskla Poltava e Qarabağ, 0
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Monaco – At. Madrid – 1-2
Brugge – B. Dortmund – 0-1
1º At. Madrid e B. Dortmund, 3; 3º Monaco e Brugge, 0
Grupo B
Inter – Tottenham – 2-1
Barcelona – PSV – 4-0
1º Barcelona e Inter, 3; 3º Tottenham e PSV, 0
Grupo C
Crvena Zvezda – Napoli – 0-0
Liverpool – Paris St.-Germain – 3-2
1º Liverpool, 3; 2º Napoli e Crvena Zvezda, 1; 4º Paris St.-Germain, 0
Grupo D
Schalke 04 – FC Porto – 1-1
Galatasaray – Lokomotiv Moskva – 3-0
1º Galatasaray, 3; 2º FC Porto e Schalke 04, 1; 4º Lokomotiv Moskva, 0
Grupo E
Benfica – Bayern – 0-2
Ajax – AEK – 3-0
1º Ajax e Bayern, 3; 3º Benfica e AEK, 0
Grupo F
Manchester City – Lyon – 1-2
Shakhtar Donetsk – Hoffenheim – 2-2
1º Lyon, 3; 2º Shakhtar Donetsk e Hoffenheim, 1; 4º Manchester City, 0
Grupo G
Viktoria Plzeň – CSKA Moskva – 2-2
Real Madrid – Roma – 3-0
1º Real Madrid, 3; 2º CSKA Moskva e Viktoria Plzeň, 1; 4º Roma, 0
Grupo H
Valencia – Juventus – 0-2
Young Boys – Manchester United – 0-3
1º Manchester United e Juventus, 3; 3º Valencia e Young Boys, 0
Liga dos Campeões – 1ª jornada – Benfica – Bayern
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (62m – Gabriel), Gedson Fernandes (75m – Andrija Živković), Pizzi (62m – Rafa Silva), Franco Cervi e Haris Seferović
Bayern München – Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Jérôme Boateng, Mats Hummels, David Alaba, Arjen Robben, Javi Martínez (83m – Thomas Müller), Renato Sanches, Franck Ribéry, (62m – Serge Gnabry), James Rodríguez (79m – Leon Goretzka) e Robert Lewandowski
0-1 – Robert Lewandowski – 10m
0-2 – Renato Sanches – 54m
Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (22m) e Jardel (39m); Joshua Kimmich (18m) e Mats Hummels (52m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Depois da boa imagem que tinha deixado no anterior confronto com o poderoso Bayern, nos 1/4 de final da Liga dos Campeões de há três anos, o Benfica voltava a encontrar o agora hexa-campeão germânico, numa partida de contornos algo diferenciados, uma vez que estavam agora em causa os pontos (em vez de se tratar de duas mãos de um confronto a eliminar).
Pelo que se compreende a ideia de um Benfica a procurar ser mais ousado, a jogar “olhos nos olhos” com o adversário.
Porém, da teoria à prática vai uma longa distância: perante o potencial díspar de ambas as formações, cedo foi notório que a formação alemã, muito pressionante desde os instantes iniciais, dificilmente deixaria escapar a vitória, beneficiando também do facto de ter inaugurado o marcador numa fase ainda bastante prematura do jogo (somente com dez minutos decorridos), por intermédio de um frio e eficaz Lewandowski, com um remate cruzado, na primeira vez que conseguiu libertar-se da marcação (após assistência de Alaba), como que a “desarmar” – desde logo – o adversário.
A turma portuguesa apercebeu-se que não seria possível assumir determinados riscos, os quais poderiam redundar em mais golos sofridos (quase de imediato, o Bayern teria outra ocasião para marcar…).
Já depois de outra situação de perigo – e de Vlachodimos ter mostrado concentração e bons reflexos -, só quando os alemães baixaram um pouco a intensidade de jogo, o Benfica – tendo conseguido de alguma forma equilibrar a toada de jogo – teria possibilidade de visar a zona defensiva contrária, com Salvio, próximo da meia hora, a “ameaçar” o seguro Neuer. Isto, antes de, outra vez, o guardião benfiquista ter negado o golo a Robben.
Só que, no segundo tempo, repetir-se-ia a tendência inicial, com o Bayern a chegar ao segundo tento ainda antes de volvidos os primeiros dez minutos, mercê de um lance de envolvimento, com início numa das características arrancadas de Renato Sanches, a progredir pela zona central do terreno, qual fera indomada, pleno de energia, e, depois de uma combinação com Alaba (outra vez muito activo nas tarefas ofensivas), a surgir isolado nas imediações da pequena área, onde só teve de desviar a bola para o fundo da baliza, sem hipóteses para Vlachodimos.
O gesto instintivo de Renato, de imediato pedindo desculpa pelo golo, teve a merecida retribuição dos adeptos benfiquistas, que o aplaudiram de pé, também inevitavelmente satisfeitos pelo seu reaparecimento ao mais alto nível – mesmo que, dolorosamente, conseguido à custa do “seu clube” desde menino.
Na meia hora final, o Benfica, muito lutador, não abdicou de procurar chegar ao golo, mas sempre procurando um equilíbrio precário com as missões de índole defensiva, perante mais algumas ameaças do Bayern – que há muito sentia ter o jogo “na mão” -, que, mesmo em cima do final do tempo de jogo, ainda poderia ter marcado de novo, uma vez mais por Robben.
No balanço geral, as estatísticas apontam para números não muito desequilibrados: 14 remates para cada lado, 7-10 em remates na área, 4-6 em remates à baliza, 5-4 em cantos, apesar dos 44%-56% em termos de posse de bola, num exemplo concreto em que tais indicadores não traduzem cabalmente a efectiva superioridade demonstrada pelo Bayern, que, com toda a naturalidade, somou os três pontos, obtendo o sexto triunfo em nove jogos ante o Benfica, que continua sem conseguir vencer os bávaros.
O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal

(“O Templário”, 13.09.2018)
Ainda antes do arranque dos campeonatos distritais, quatro clubes do Distrito participaram no passado fim-de-semana na 1.ª eliminatória da 79.ª edição da Taça de Portugal (competição iniciada na época de 1938-39, a qual não se disputou nas temporadas de 1946-47 e 1949-50): os dois únicos representantes no Campeonato de Portugal, Fátima e Mação, assim como o vencedor da Taça do Ribatejo e vice-campeão Distrital, União de Tomar, para além do 3.º classificado do campeonato distrital, Torres Novas.
Independentemente da faculdade de repescagem para a 2.ª eliminatória, por sorteio – de que acabariam por vir a beneficiar o Fátima e o Torres Novas –, num balanço muito pouco favorável, o U. Tomar foi a única equipa do Distrito que, dentro de campo, garantiu o apuramento para a fase seguinte da prova, na qual receberá a visita do Vilafranquense.
Destaque – O primeiro grande realce desta nova temporada vai para o triunfo averbado pelo U. Tomar na deslocação a Idanha-a-Nova, onde – apoiado por uma entusiasta falange de adeptos, dando corpo à “festa da Taça” – defrontou o Clube União Idanhense, 3.º classificado do distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco (“repescado” para a Taça de Portugal, dado que os dois primeiros do respectivo campeonato, Alcains e V. Sernache, se defrontaram na final da Taça Distrital, à semelhança do que sucedeu no distrital de Santarém).
Apesar do tempo quente e abafado que se fazia sentir as duas formações entraram em campo – um bonito estádio, muito bem enquadrado na paisagem envolvente, com um relvado em boas condições – com espírito positivo e ambição, em busca do golo, logo a partir dos instantes iniciais, com oportunidades repartidas: logo a abrir, para os tomarenses, e, praticamente de imediato, para os idanhenses, isto ainda antes de decorridos os cinco minutos iniciais.
De seguida, os donos da casa procuraram afirmar a sua condição, empurrando os nabantinos para o seu meio-campo, que, durante cerca de um quarto de hora, denotaram alguma dificuldade em assentar o jogo. Por volta dos trinta minutos, a partida entraria numa toada mais lenta e de maior equilíbrio, sem predomínio claro de nenhum dos contendores.
Num período de boa eficácia, o U. Tomar teria então a felicidade de marcar – por duas vezes – em momentos capitais do desafio, o que lhe proporcionaria uma grande tranquilidade, quase até ao termo do encontro: o tento inaugural surgiria pouco depois dos 40 minutos, à beira do intervalo, na sequência de um livre, com um oportuno desvio de cabeça, de belo efeito, de Allan Santos, a anichar a bola no fundo da baliza, sem hipóteses para o guardião contrário; depois, à passagem dos dez minutos da segunda metade, seria a vez de João Pedro Nascimento, com um bom remate, ampliar a contagem, e, praticamente, definir o desfecho da eliminatória.
Não obstante, a turma do Idanhense, embora já sem a confiança anteriormente revelada, não abdicaria de procurar inverter o rumo dos acontecimentos, voltando a pressionar com insistência junto da baliza unionista, criando alguns lances de perigo, com o guardião Nuno Ribeiro e o capitão Nuno Rodrigues com atentas intervenções, fundamentais para salvaguardar a vantagem.
Após uma fase em que os visitados pareciam começar a estar já “conformados” com a sua sorte, tendo entretanto o U. Tomar voltado a dispor de alguns lances de contra-ataque, em que poderia ter “arrumado” com o jogo, a equipa da Idanha chegaria enfim ao golo, num lance de muito boa execução, num remate de meia distância, em arco, ao canto superior da baliza, sem hipóteses para o guarda-redes. Faltavam então já menos de cinco minutos para o final do tempo regulamentar, mas, somando o período de compensação, foram cerca de dez minutos de algum sofrimento e tensão para as hostes tomarenses, que poderiam ter sofrido o golo do empate, como, paralelamente, tiveram ainda nova soberana ocasião para marcar o terceiro tento.
Todavia, o marcador acabaria por não se alterar e, no final, jogadores, corpo técnico, dirigentes e adeptos unionistas extravasaram a alegria da vitória e do apuramento, importante não apenas em termos desportivos, mas também a nível financeiro: aos 3.000 euros de prémio de participação na prova, o clube soma agora 4.000 euros de prémio de qualificação para a 2.ª eliminatória (fase que não atingia desde a já distante temporada de 2000-01).
Confirmação – Com os clubes do Distrito com uma missão de grau acrescido de dificuldade, devido ao facto de, todos eles, terem actuado como visitantes, o Torres Novas (3.º classificado do Distrital) seria batido (0-2) pelo vice-campeão da Associação de Leiria, G. R. Amigos da Paz (que, na época finda, se quedou somente um ponto atrás do Campeão distrital, Peniche).
Surpresas – Menos expectáveis seriam as derrotas do Mação, e, sobretudo, do Fátima. De facto, os maçaenses, campeões distritais em título, promovidos ao Campeonato de Portugal – escalão no qual, depois de uma estreia vitoriosa, registam uma série negativa, de três desaires sucessivos, ocupando lugar (14.º) na zona perigosa da tabela – visitaram Condeixa-a-Nova, onde encontraram o vice-campeão distrital da Associação de Coimbra, que fazia a sua estreia em competição na presente temporada, vindo a ser desfeiteados por tangencial marca de 2-3.
Pior fez o Fátima, muito aquém das expectativas, tendo sido derrotado em Oleiros por 0-2, perante um adversário que milita na mesma série do Campeonato de Portugal e que, até à data, ainda não havia vencido nas quatro partidas anteriormente disputadas (tendo como melhor resultado um único empate), ocupando a posição de “lanterna vermelha” da prova. Conforme referido, os fatimenses, tal como os torrejanos, acabaram por ser bafejados com a repescagem.
Antevisão – Ainda antes do arranque da I Divisão Distrital, foi agendada, para esta quarta-feira, a disputa da Supertaça do Ribatejo, entre o Campeão, Mação, e o vencedor da Taça, U. Tomar.
No que respeita ao campeonato – que terá a sua ronda inaugural neste fim-de-semana –, antevê-se intensamente disputado, numa competição “muito aberta”, perfilando-se como formações com maiores ambições ao título as do Cartaxo (reforçada com o melhor marcador, Wemerson Silva) e do U. Almeirim, a par, porventura, dos despromovidos do Nacional, Coruchense (que, aliás, foi o Campeão nas suas duas últimas participações) e a “incógnita”, Alcanenense; talvez numa segunda linha, mas visando também intrometer-se em tal disputa, surgirão as equipas do U. Tomar e Samora Correia – isto sem esquecer outros nomes históricos do futebol distrital, como Torres Novas, Fazendense, Amiense, At. Ouriense ou o recém-promovido U. Santarém.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Setembro de 2018)
Federer / Nadal / Djokovic – Grafismo interactivo

Clicar na imagem para aceder ao grafismo interactivo, no qual podem consultar-se todos os titulos conquistados por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, filtrando por torneio, por escalão e por ano.
Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 2ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – França-Holanda – 2-1
1.º França, 4; 2.º Alemanha, 1; 3.º Holanda, 0
Grupo 2 – Islândia-Bélgica – 0-3
1.º Suíça e Bélgica, 3; 3.º Islândia, 0
Grupo 3 – Portugal-Itália – 1-0
1.º Portugal, 3; 2.º Polónia, 1; 3.º Itália, 1
Grupo 4 – Espanha-Croácia – 6-0
1.º Espanha, 6; 2.º Inglaterra e Croácia, 0
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”). O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2020/21).
Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.
Portugal – Itália (Liga das Nações – 2.ª Jornada)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, Pizzi (74m – Renato Sanches), Rúben Neves, William Carvalho (84m – Sérgio Oliveira), Bruma (77m – Gelson Martins), Bernardo Silva e André Silva
Itália – Gianluigi Donnarumma, Manuel Lazzari, Mattia Caldara, Alessio Romagnoli, Domenico Criscito (74m – Emerson Palmieri), Bryan Cristante (79m – Andrea Belotti), Jorginho, Giacomo Bonaventura, Simone Zaza, Federico Chiesa e Ciro Immobile (59m – Domenico Berardi)
1-0 – André Silva – 48m
Cartões amarelos – Rúben Neves (42m) e Pepe (90m); Domenico Criscito (42m) e Federico Chiesa (58m) e Domenico Berardi (70m)
Árbitro – William Collum (Escócia)
Na estreia absoluta da selecção de Portugal na novíssima competição da UEFA, Fernando Santos optou por apresentar uma formação renovada, incluindo como “titulares” quatro jogadores que não haviam integrado a convocatória para o Mundial (João Cancelo, Pizzi, Rúben Neves, Bruma) – sendo que também Rúben Dias e Mário Rui não alinharam em qualquer jogo na Rússia.
Ou seja, os “históricos” resumiam-se a dois elementos de campo (Pepe e William Carvalho), a que acresce o guarda-redes Rui Patrício – para além da jovem dupla que se começa a impor, formada por Bernardo Silva e André Silva.
Ainda assim, uma “revolução” não tão grande como a adoptada por Roberto Mancini que, dos “habituais” seleccionados da Itália – que, recorde-se, falhara o apuramento para a fase final do Mundial -, apenas reteve Simone Zaza e Ciro Immobile, tendo, por outro lado, feito “rodar” nada menos de nove dos jogadores que, há apenas três dias, tinham empatado com a Polónia, na jornada inaugural desta prova.
A “Liga das Nações” – com algo de misto de jogos de competição/”amigáveis” (terá relevância, quando mais não seja, pela oportunidade que proporciona de “repescagem” para o EURO, para as selecções às quais a qualificação corra mal) – parece surgir assim como um espaço privilegiado para o lançamento de novos valores.
Esta partida em concreto tinha inerente um outro aliciante: o facto de Portugal não conseguir ganhar um jogo oficial frente à Itália, no escalão de seniores, há mais de 60 anos (em Dezembro de 1957, em partida de qualificação para o Mundial de 1958, então com triunfo por 3-0, no que era, até à data, o único triunfo português)!
Pois, sem a “estrela” maior do firmamento do futebol lusitano, Cristiano Ronaldo, os jovens deram muito boa conta de si, tendo conseguido – enfim – “matar o borrego”…
Com um primeiro tempo de bom nível, a equipa portuguesa desaproveitou algumas boas ocasiões para se colocar em vantagem, com dois remates de William Carvalho a passarem perto do poste da baliza italiana, uma boa intervenção de Bonaventura, a “salvar” o golo em cima da linha, após de remate de Bernardo Silva, para além de uma bola na trave, na sequência de tentativa de desvio de Cristante.
Logo a abrir a segunda metade, surgiria então o golo, escasso para tanto labor ofensivo, mas o suficiente para alcançar a desejada vitória: Bruma recuperou a bola, avançou no terreno, acabando a bola por sobrar para André Silva, que remataria sem hipótese de defesa para o seu antigo colega do AC Milan, o jovem guardião Donnarumma.
O guarda-redes italiano evitaria ainda que Portugal tivesse ampliado a vantagem, numa excelente defesa a remate de Bernardo Silva, assim como, próximo do final, se arrojou ao chão, para impedir que Renato Sanches pudesse concretizar com êxito.
Perante uma selecção italiana ainda em processo “experimental” de construção, que quase nunca foi uma ameaça efectiva, Portugal, foi um justíssimo vencedor, não traduzindo o marcador a superioridade evidenciada.
Novak Djokovic – Títulos por Torneio / ano

Clicar na imagem para visualizar um gráfico interactivo, com a lista de torneios ATP conquistados por Novak Djokovic, por local e por ano (clicando em cada um dos círculos no mapa, visualizam-se os anos em que venceu esse torneio; clicando em cada um dos anos na linha do gráfico, surgem indicados no mapa os torneios vencidos).
Rafael Nadal – Títulos por Torneio / ano

Clicar na imagem para visualizar um gráfico interactivo, com a lista de torneios ATP conquistados por Rafael Nadal, por local e por ano (clicando em cada um dos círculos no mapa, visualizam-se os anos em que venceu esse torneio; clicando em cada um dos anos na linha do gráfico, surgem indicados no mapa os torneios vencidos).



