Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2018
Chegou ao fim o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2018, com o britânico Lewis Hamilton a sagrar-se Campeão do Mundo pela quinta vez, depois dos títulos conquistados em 2008, 2014, 2015 e 2017 – igualando assim o palmarés do mítico Juan Manuel Fangio, apenas superados por Michael Schumacher (7 títulos).
Ao longo desta temporada, o campeão venceu 11 Grandes Prémios – passando a totalizar 73 triunfos, marca também apenas ultrapassada por Schumacher (91 vitórias) -, face a 5 triunfos de Sebastian Vettel,
Classificação Final do Mundial de Pilotos:
1º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Mercedes – 408
2º Sebastian Vettel (Alemanha) – Ferrari – 320
3º Kimi Räikkönen (Finlândia) – Ferrari – 251
4º (Holanda) – Red Bull Racing-Tag Heuer – 249
5º Valtteri Bottas (Finlândia) – Mercedes – 247
6º Daniel Ricciardo (Austrália) – Red Bull Racing-Tag Heuer – 170
7º Nico Hulkenberg (Alemanha) – Renault – 69
8º Sergio Pérez (México) – Force India-Mercedes – 62
9º Kevin Magnussen (Dinamarca) – Haas-Ferrari – 56
10º Carlos Sainz (Espanha) – Renault – 53
11º Fernando Alonso (Espanha) – McLaren-Honda – 50
12º Esteban Ocon (França) – Force India-Mercedes – 49
13º Charles Leclerc (Mónaco) – Sauber-Ferrari – 39
14º Romain Grosjean (França) – Haas-Ferrari – 37
15º Pierre Gasly (França) – Toro Rosso-Honda – 29
16º Stoffel Vandoorne (Bélgica) – McLaren-Honda – 12
17º Marcus Ericsson (Suécia) – Sauber-Ferrari – 9
18º Lance Stroll (Canadá) – Williams-Mercedes – 6
19º Brendon Hartley (N. Zelândia) – Toro Rosso-Honda – 4
20º Sergey Sirotkin (Rússia) – Williams-Mercedes – 1
Classificação do Mundial de Construtores:
1º Mercedes – 655
2º Ferrari – 571
3º Red Bull Racing-Tag Heuer – 419
4º Renault – 122
5º Haas-Ferrari – 93
6º McLaren-Honda – 62
7º Force India-Mercedes – 52
8º Sauber-Ferrari – 48
9º Toro Rosso-Honda – 33
10º Williams-Mercedes – 7
Nota – Os pontos averbados por Sergio Perez (30) e por Esteban Ocon (29) nos doze primeiros Grandes Prémios da temporada, foram obtidos em representação da equipa “Sahara Force India F1 Team”, a qual, por ter entrado em administração judicial, foi excluída da competição, tendo sido substituída, nos nove últimos Grandes Prémios, pela nova “Racing Point Force India F1 Team”.
É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo: Michael Schumacher (7); Juan Manuel Fangio e Lewis Hamilton (5); Alain Prost e Sebastien Vettel (4); Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda, Nelson Piquet e Ayrton Senna (3); Alberto Ascari, Graham Hill, Jim Clark, Emerson Fittipaldi, Mika Häkkinen e Fernando Alonso (2); Giuseppe Farina, Mike Hawthorn, Phil Hill, John Surtees, Denis Hulme, Jochen Rindt, James Hunt, Mario Andretti, Jody Scheckter, Alan Jones, Keke Rosberg, Nigel Mansell, Damon Hill, Jacques Villeneuve, Kimi Räikkönen, Jenson Button e Nico Rosberg (1).
O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 22.11.2018)
Reafirmando as suas credenciais de candidato, somando o quinto triunfo em outros tantos jogos disputados em terreno alheio, o Coruchense beneficiou ainda de deslizes dos seus mais directos concorrentes (derrota do U. Santarém e empates do U. Almeirim e Cartaxo) para se distanciar na liderança, dispondo agora de uma vantagem de cinco pontos sobre o par que reparte o 2.º posto, formado pelo sensacional Amiense e pelo U. Santarém, com almeirinenses e cartaxeiros (não obstante ambos com um jogo em atraso) já a seis e a nove pontos, respectivamente.
Destaques – A primeira nota de realce vai, necessariamente, para a vitória averbada pela formação do Sorraia na deslocação a Tomar, por tangencial 3-2, o que, em paralelo, atesta a boa réplica oferecida pelo União, mantendo a incerteza quanto ao desfecho da partida praticamente até final: a cinco minutos do termo do desafio, os nabantinos, então em desvantagem por 1-2, procuravam com insistência o golo do empate, vindo contudo a sofrer o decisivo terceiro tento; assim, o segundo golo dos “rubro-negros” acabaria por chegar já demasiado tarde…
Depois de uma fase menos positiva, de três jogos sem vencer, o Fazendense voltou aos bons resultados, batendo o U. Santarém por 3-1, no que poderá ter sido um encontro determinante para o futuro de ambos os emblemas para o que resta deste campeonato; pese embora esteja apenas disputado o primeiro terço da prova, o facto de os escalabitanos – que consentiram neste desafio tantos golos como os que haviam sofrido nas oito rondas iniciais – terem descolado da liderança poderá eventualmente vir a ter reflexos relevantes em relação às suas ambições; quanto ao conjunto das Fazendas, solidifica as suas pretensões, pelo menos, a uma posição entre os cinco primeiros da classificação.
Merece também particular destaque o Amiense, pela excelente campanha que vem realizando, impondo-se por 2-0 na recepção ao Alcanenense, o que, para já, lhe proporcionou ascender à vice-liderança (partilhada com o U. Santarém), apresentando agora a defesa menos batida do campeonato (somente cinco golos sofridos, mantendo a sua baliza inviolada há cinco jogos) – tendo também, por curiosidade, o actual melhor marcador, Moleiro, com sete golos. Um desempenho colectivo em que é bem notória a “mão” do seu responsável técnico, Jorge Peralta.
Surpresas – Registam-se duas “surpresas”, as quais, não obstante, se poderiam já, de alguma forma, entrever, dado que o perigo estava à espreita para as equipas mais credenciadas: os empates concedidos por Cartaxo (0-0, em Torres Novas) e, principalmente, do U. Almeirim (1-1, em Marinhais), assim vendo interrompido um notável ciclo de quatro vitórias consecutivas.
No que respeita aos torrejanos, confirmam a sua relativa solidez defensiva (para além do Amiense, só o U. Santarém e o U. Almeirim têm menos golos sofridos), a par da absoluta incapacidade que vêm denotando para marcar (averbam, até agora, um único tento, em 13 jogos disputados na presente temporada!). Quanto ao Marinhais, conseguiu evitar a derrota caseira pela primeira vez, à quinta tentativa, confirmando a recuperação que vem procurando encetar.
Confirmações – Por seu lado, eram previsíveis os triunfos caseiros do Samora Correia (3-0) sobre o Glória do Ribatejo – agora “lanterna vermelha” isolado, mantendo uma média de praticamente três golos sofridos por jogo –, e, porventura em menor escala, do At. Ouriense (3-1) na recepção ao Ferreira do Zêzere, num embate em que imperou o factor casa (com os ferreirenses a denotar dificuldades na condição de visitante, na qual somaram quarto desaire).
Em função dos resultados desta 9.ª ronda (em especial o triunfo do Samora Correia), começa a cavar-se um fosso na parte baixa da tabela, já com quatro pontos a separar o 10.º classificado, Ferreira do Zêzere, dos clubes posicionados imediatamente abaixo, Alcanenense e Torres Novas, que, com Marinhais e Glória do Ribatejo, integram o quarteto em situação “aflitiva”.
II Divisão Distrital – A Norte, o Abrantes e Benfica prossegue o seu “passeio”, somando mais uma goleada (quinta, em seis jogos concluídos), desta feita por 5-0, ante a equipa “B” do União de Tomar, que tão boa conta vem dando nesta sua estreia absoluta. De notar também o desaire sofrido pelo Riachense no terreno da Ortiga, perdendo por tangencial 0-1, vendo o seu oponente isolar-se no 3.º lugar. Tramagal e Pego (ambos com goleadas de 4-0) não tiveram dificuldades para suplantar, respectivamente, U. Atalaiense e Sardoal, afirmando as suas aspirações.
A Sul, apenas um jogo chegou ao fim, com o Pontével a aplicar também “chapa 4” na Ribeira de Santarém, perante uns irreconhecíveis Empregados do Comércio. As partidas de Salvaterra (1-0, ante o Espinheirense) e Benavente (0-2, com o Rio Maior) foram ambas interrompidas ao intervalo, com as condições climatéricas, outra vez, a deixar as suas marcas…
Campeonato de Portugal – Na 12.ª jornada, dois empates dos clubes do Distrito, que, em condições normais seriam resultados positivos (1-1 em Fátima, na recepção ao líder, Vilafranquense; 2-2 no Oliveira do Hospital-Mação), mas que, nas circunstâncias actuais, não permitem afastar os motivos de preocupação: os fatimenses viram encurtar-se para quatro pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”, enquanto os maçaenses parecem dela cada vez mais afastados, mantendo o atraso de sete pontos… e o último lugar.
Antevisão – À margem de alguns encontros para acerto de calendário, agendados para meio da semana, os campeonatos distritais terão nova pausa no próximo fim-de-semana, para disputa da terceira e derradeira ronda da fase de grupos da Taça do Ribatejo.
Estando ainda metade das vagas de qualificação para os 1/8 de final em aberto, destacam-se nomeadamente os seguintes confrontos, de cariz decisivo: At. Ouriense-Amiense e Alcanenense-Ferreira do Zêzere (série 2) e Tramagal-U. Santarém e U. Tomar-Ortiga (série 3), em ambas as séries com apenas dois lugares disponíveis para quatro candidatos – para evitar ficar dependentes de terceiros, os nabantinos deverão vencer, caso em que garantem o apuramento; Rio Maior-Empregados do Comércio, Moçarriense-Samora Correia e Cartaxo-Espinheirense, em que apenas um clube de cada um destes pares poderá alcançar a qualificação.
Com o Campeonato de Portugal igualmente em suspenso, para dar lugar aos 1/16 de final da Taça de Portugal, Fátima e Mação terão direito a dia de “folga”.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Novembro de 2018)
Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 6ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Alemanha-Holanda – 2-2
1.º Holanda, 7; 2.º França, 7; 3.º Alemanha, 2
Grupo 2 – Suíça-Bélgica – 5-2
1.º Suíça, 9; 2.º Bélgica, 9; 3.º Islândia, 0
Grupo 3 – Portugal-Polónia – 1-1
1.º Portugal, 8; 2.º Itália, 5; 3.º Polónia, 2
Grupo 4 – Inglaterra-Croácia – 2-1
1.º Inglaterra, 7; 2.º Espanha, 6; 3.º Croácia, 4
Holanda, Suíça, Portugal e Inglaterra são os apurados para a fase final (“final four”) desta edição inaugural da Liga das Nações da UEFA, a qual deverá disputar-se em Portugal (Guimarães e Porto), de 5 a 9 de Junho de 2019. São despromovidos à Liga B (edição de 2020/21): Alemanha, Islândia, Polónia e Croácia.
Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.
Portugal – Polónia (Liga das Nações – 6.ª Jornada)
Portugal – Beto, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Kevin Rodrigues, Renato Sanches, Danilo Pereira, William Carvalho, Raphaël Guerreiro (61m – João Mário), Rafa Silva (70m – Bruma) e André Silva (87m – Éder)
Polónia – Wojciech Szczęsny, Tomasz Kędziora, Thiago Cionek, Jan Bednarek, Bartosz Bereszyński, Kamil Grosicki (79m – Damian Kądzior), Mateusz Klich (75m – Jacek Góralski), Piotr Zieliński (90m – Damian Szymański), Grzegorz Krychowiak, Przemysław Frankowski e Arkadiusz Milik
1-0 – André Silva – 34m
1-1 – Arkadiusz Milik (pen.) – 66m
Cartões amarelos – Rúben Dias (64m) e João Mário (90m); Thiago Cionek (11m), Jan Bednarek (28m) e Przemysław Frankowski (78m)
Cartão vermelho – Danilo Pereira (63m)
Árbitro – Sergei Karasev (Rússia)
Tendo garantido, já de antemão, o apuramento para a fase final da prova, sem outros grandes objectivos que não o de manter a invencibilidade, a selecção de Portugal não foi além de um empate na recepção a uma selecção da Polónia, que, não obstante estar já virtualmente despromovida à “Liga B”, tinha em jogo neste desafio o estatuto de “cabeça-de-série” no sorteio para a fase de qualificação do EURO 2020, o que viria a alcançar, em detrimento da Alemanha.
A equipa portuguesa até entrou bem no jogo, colocando-se em vantagem pouco depois da meia hora, que conservaria até meio da etapa complementar. Então, com a expulsão de Danilo Pereira e a sanção com uma grande penalidade, que proporcionou a igualdade aos polacos, a tendência da partida virou a favor dos visitantes, tendo, até final, a formação nacional privilegiado a manutenção do resultado.
O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada
(“O Templário”, 15.11.2018)
A forte intempérie que se fez sentir no passado Domingo impediu a realização de vários jogos – resultando numa jornada incompleta, o que vem “baralhar” as contas e forçar a “horas extraordinárias”, provavelmente a meio da semana –, tendo sido adiados o Cartaxo-U. Tomar e o U. Almeirim-At. Ouriense, da I Divisão Distrital, enquanto o Glória do Ribatejo-Alcanenense foi interrompido aos 20 minutos. Igualmente, no escalão secundário, o Caxarias-Abrantes e Benfica foi também suspenso ao intervalo, na altura com vantagem dos abrantinos por 1-0; por seu lado, o Pontével-Forense não se disputou, neste caso devido a falta de policiamento…
Destaques – O principal destaque da 8.ª ronda vai para a vitória (2-1) do Ferreira do Zêzere na recepção ao Fazendense (segundo desaire sucessivo da turma das Fazendas, que não vence há três jogos), confirmando a boa recuperação dos ferreirenses (que somaram o terceiro triunfo nas últimas quatro jornadas), o que lhes possibilitou ascender já até ao 8.º posto, somente a dois pontos do par que partilha o 6.º lugar, formado precisamente por Fazendense e U. Tomar.
Também o Amiense prossegue a sua muito boa campanha, tendo vencido em Torres Novas, mercê de um solitário tento. A formação de Amiais de Baixo deu, assim, um pulo até à 4.ª posição, a três pontos do vice-líder, U. Santarém. Ao invés, os torrejanos, somando o oitavo encontro ainda sem conseguir ganhar no campeonato – e, pior ainda, ampliando para onze o número de jogos (do total de doze que disputou nesta época) em que ficou em branco –, mantém-se em zona muito delicada da pauta classificativa (antepenúltimo, um único ponto acima do duo que reparte a condição de “lanterna vermelha”, Marinhais e Glória do Ribatejo).
Confirmações – Os dois primeiros classificados, novamente o Coruchense e o U. Santarém – este, à condição, beneficiando do adiamento da partida do U. Almeirim –, que continuam separados por dois pontos, sendo as únicas equipas que subsistem invictas, confirmaram o favoritismo que lhes era atribuído nos desafios que enfrentaram no passado fim-de-semana.
O grupo do Sorraia, com maiores dificuldades do que seria expectável, ganhando por tangencial 2-1 ao Marinhais, turma que vem procurando encetar uma recuperação; por seu lado, os escalabitanos, num jogo assolado por vicissitudes várias, em especial a saída de um elemento de cada equipa, que necessitaram receber assistência médica de emergência, bateram o Samora Correia (que somou a quarta derrota em cinco rondas) por margem mais tranquila, de 2-0.
Em função dos jogos que não foi possível realizar ou completar, a percepção da tabela pontual apresenta-se algo prejudicada, ficando por saber, por ora, se U. Almeirim e Cartaxo conseguirão vencer os respectivos compromissos, de forma a manter a pressão sobre o líder. Assim como, por outro lado, se U. Tomar e At. Ouriense, caso venham a alcançar resultados positivos, se poderão chegar mais à frente, ou, noutro plano, qual a tendência que resultará do Glória do Ribatejo-Alcanenense, em que uma eventual vitória dos donos da casa “afundaria” o conjunto de Alcanena na parte mais baixa da classificação.
II Divisão Distrital – Tendo o encontro em que intervinha o Abrantes e Benfica sido interrompido, o Pego aproveitou, para já, para se aproximar, ao vencer o Tramagal por 1-0, distando, pelo menos de forma provisória, dois pontos do comandante. O grande realce da jornada, a Norte, vai, no entanto, para o excelente triunfo (2-0) da equipa “B” do U. Tomar, na recepção ao Riachense, ocupando os jovens unionistas um meritório 5.º lugar, a dois escassos pontos do clube dos Riachos e da equipa da Ortiga (vencedora no Sardoal, por 2-1).
A Sul, Moçarriense e Rio Maior, ambos com “chapa 3”, foram categóricos vencedores dos confrontos com o Salvaterrense e Empregados do Comércio, respectivamente, ocupando as duas primeiras posições da classificação, com o grupo da Moçarria com três pontos de vantagem (a qual poderá eventualmente vir a ser anulada, dado que os riomaiorenses têm um jogo a menos). Algo surpreendente terá sido a desfeita sofrida pelo Benavente no terreno do Espinheirense, perdendo por 1-2, atrasando-se assim na disputa dos lugares da frente.
Campeonato de Portugal – Na 11.ª ronda da prova, o Fátima chegou a estar em posição vantajosa em Oleiros, mas o desfecho final acabaria por ser a repartição de pontos, na sequência da igualdade a três bolas. Os fatimenses, menos afirmativos do que se ambicionaria, seguem a meio da tabela (partilham a 9.ª posição com o Sertanense e Oliveira do Hospital), com uma margem de cinco pontos em relação à “linha de água”, mas sem poder “repousar”.
Por seu lado, o Mação, derrotado no seu reduto, pelo Loures, por convincente marca de 3-0, terá registado um desaire que poderá vir a revelar-se um desfecho charneira neste campeonato, pela negativa, pelas implicações de que se traduz: os maçaenses não só mantêm a indesejada posição de “lanterna vermelha”, como – para além de terem somado o 10.º jogo consecutivo sem conseguir ganhar – vêem dilatar-se, já para sete pontos, o atraso face ao último concorrente acima da tal “linha”, precisamente o seu opositor do passado fim-de-semana; começa a ser uma “grande montanha” a que terão de escalar para escapar à triste sina da despromoção, que, pese embora ainda com muito campeonato pela frente, se parece ir antecipando…
Antevisão – Na 9.ª jornada da I Divisão, temos à espreita vários embates aliciantes: desde logo, o U. Tomar-Coruchense, com os nabantinos a receber o líder que, até agora, conta por vitórias todos os (4) jogos disputados em terreno alheio; a par do Fazendense-U. Santarém, que poderá revelar forte indício do que poderá esperar-se de ambos os clubes, no que falta do campeonato.
Mas também o U. Almeirim e o Cartaxo, os quais, visitando emblemas muito carenciados de pontos, respectivamente o Marinhais (que, ao invés do conjunto de Coruche, perdeu todos os quatro desafios disputados em casa) e o Torres Novas, poderão eventualmente ver-se confrontados com maiores dificuldades do que se suporia para levar de vencida tais oponentes.
No escalão secundário, o U. Tomar “B” terá um estimulante teste na visita a Abrantes, realçando-se ainda, a Norte, o Ortiga-Riachense, sendo o Pego favorito na deslocação ao Sardoal. Na série a Sul, com o guia, Moçarriense, a folgar, destaca-se o Benavente-Rio Maior.
No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o líder (à condição), Vilafranquense; o Mação vai de viagem até Oliveira do Hospital, em mais um encontro em que não esperará facilidades.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Novembro de 2018)
Itália – Portugal (Liga das Nações – 5.ª Jornada)
Itália – Gianluigi Donnarumma, Alsessandro Florenzi, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Cristiano Biraghi, Marco Verratti (81m – Lorenzo Pellegrini), Jorginho, Nicolo Barella, Federico Chiesa (87m – Domenico Berardi), Ciro Immobile (74m – Kevin Lasagna) e Lorenzo Insigne
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Mário Rui, Pizzi (68m – João Mário), William Carvalho, Rúben Neves, Bruma (85m – Raphaël Guerreiro), Bernardo Silva e André Silva (90m – Danilo Pereira)
Cartões amarelos – Jorginho (54m), Leonardo Bonucci (72m) e Federico Chiesa (85m); Rúben Neves (32m), Mário Rui (35m) e João Cancelo (51m)
Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)
A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão por parte do conjunto italiano, teve de “sofrer a bom sofrer” – em particular na primeira metade do desafio – para manter o nulo no marcador, o suficiente para lhe proporcionar ser a primeira selecção a garantir a qualificação para a “final four” desta edição inaugural da Liga das Nações da UEFA.
“Empurrada” para o seu meio-campo, a turma nacional raramente conseguiu libertar-se e sair para a contra-ofensiva, não obstante tenha conseguido, no decurso da segunda parte, manter a bola geralmente afastada da sua zona de risco.
No final, um desfecho lisonjeiro para o grupo luso, que confirmou, não obstante, a sua solidez defensiva e o grau de dificuldade que consubstancia para qualquer opositor.
Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 5ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Holanda-França – 2-0
1.º França, 7; 2.º Holanda, 6; 3.º Alemanha, 1
Grupo 2 – Bélgica-Islândia – 2-0
1.º Bélgica, 9; 2.º Suíça, 6; 3.º Islândia, 0
Grupo 3 – Itália-Portugal – 0-0
1.º Portugal, 7; 2.º Itália, 5; 3.º Polónia, 1
Grupo 4 – Croácia-Espanha – 3-2
1.º Espanha, 6; 2.º Inglaterra e Croácia, 4
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”). O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2020/21). Portugal é o primeiro país apurado para a fase final, única selecção a conseguir o apuramento antes da última jornada. Estão já matematicamente despromovidas à Liga B a Alemanha, a Islândia e a Polónia.
Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.
O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 08.11.2018)
Tendo sido atingido o primeiro quarto da competição, será, necessariamente, prematuro estar a fazer projecções definitivas sobre o desenrolar do Campeonato Distrital da I Divisão. Não obstante, a 7.ª jornada, disputada no passado fim-de-semana, pode ter sido reveladora quanto à afirmação dos candidatos ao título, em especial daqueles que se impuseram em reduto alheio, casos do U. Almeirim, Coruchense e Cartaxo.
Destaques – O destaque maior desta ronda vai para o U. Almeirim, autor da maior façanha, ao vencer categoricamente no “derby” almeirinense, nas Fazendas, por 3-0, frente a um Fazendense que vinha, precisamente, de um empate em Coruche (depois de ter já vencido o Cartaxo). Este triunfo – quarto consecutivo, por agora um “record” da prova – possibilitou à turma comandada por Mário Nélson ascender à 2.ª posição, continuando um único ponto abaixo da formação do Sorraia.
Também o Coruchense esteve em evidência, ganhando, pese embora a dificuldade que o marcador (3-2) indicia, em Ourém, perante o At. Ouriense. Tendo cedido já dois empates em casa (com o U. Santarém e Fazendense), onde apenas ganhou ainda uma vez, o emblema do Sorraia vem-se mostrando – à imagem do que o Mação conseguira na época transacta – muito eficaz em terreno adversário, tendo averbado a quarta vitória, em outros tantos desafios na condição de visitante (tendo passado já, por exemplo, por Ferreira do Zêzere e Samora Correia).
Quanto ao Cartaxo, depois de dois deslizes (derrota nas Fazendas de Almeirim e igualdade caseira ante o At. Ouriense), cumpriu, ganhando por 2-0, tendo imposto ao Marinhais o quarto desaire no seu terreno, noutras tantas partidas aí realizadas.
Sem que tal belisque a sua capacidade e firmeza na disputa dos lugares cimeiros, o U. Santarém não conseguiu, desta feita, melhor que o nulo na deslocação a Alcanena, baixando ao 3.º posto, a dois pontos do agora líder isolado, Coruchense.
Confirmações – Numa jornada sem grandes surpresas, porventura o desfecho menos expectável terá sido a igualdade a zero consentida pelo U. Tomar na recepção ao Torres Novas. Mas, se os torrejanos confirmaram a sua extrema dificuldade em marcar, ficando em branco pela 10.ª vez em onze encontros nesta temporada, mostram também que a sua defesa é relativamente segura (apenas U. Santarém, U. Almeirim e Amiense sofreram menos golos até à data).
A equipa tomarense, algo ansiosa por marcar cedo, denotou alguma precipitação nos lances ofensivos, não tendo conseguido superar a barreira contrária, para o que, por curiosidade, viria a dispor da melhor ocasião precisamente no derradeiro lance da contenda. Com apenas seis golos marcados (foi a quarta vez que os unionistas ficaram a zero, num grande contraste com a verve goleadora exibida na época anterior), repetindo o nulo da jornada precedente, com o Amiense, o União – que, noutra perspectiva, somou o quinto jogo sucessivo sem derrota no campeonato – foi, no entanto, ultrapassado, exactamente pelo grupo de Amiais de Baixo.
Pela segunda jornada sucessiva, a equipa da Glória do Ribatejo insiste em procurar mostrar que a sua organização defensiva estará a melhorar, perdendo, outra vez, por marca tangencial – sem prejuízo de ter acumulado o sexto desaire consecutivo –, com o Amiense a ganhar mercê de um solitário golo.
Por fim, em Samora Correia, os donos da casa colocaram termo a um ciclo de quatro desafios sem vencer, tendo batido o Ferreira do Zêzere por 2-1, recuperando algum “fôlego” na tabela, onde Marinhais e Glória repartem agora a “lanterna vermelha”, tendo o Torres Novas imediatamente acima (um ponto) e o Alcanenense a dois pontos.
II Divisão Distrital – A Norte, as goleadas sucedem-se: o Abrantes e Benfica, que soma quinto triunfo em cinco jornadas, goleou a U. Atalaiense por rotunda marca de 8-0, enquanto o Tramagal bateu a frágil equipa do Sardoal por 7-1. Menos expectável seria a amplitude da vitória do Pego (4-0) no terreno do Aldeiense. Com o Ortiga (vencedor do U. Tomar “B” por 1-0) e Riachense (2-1 ao Caxarias), os vencedores da ronda serão os principais candidatos aos três lugares de apuramento para a fase final, de apuramento do Campeão e de promoção.
A Sul, o Moçarriense realizou boa operação, vencendo em Benavente (2-1) e beneficiando do desaire caseiro do Forense (0-2) ante o Rio Maior, ascendendo à liderança isolada.
Campeonato de Portugal – Foi bem negativa a 10.ª jornada para os clubes do Distrito: o Fátima surpreendeu com o desaire (0-1) caseiro ante o Peniche, caindo para o grupo dos 10.º a 12.º classificados (com O. Hospital e Caldas); o Mação ainda começou por dar algum sinal de inconformismo, inaugurando o marcador em Alcains, mas não eviraria a oitava derrota, perdendo por 1-2, afundando-se no último lugar, agora já a quatro pontos da “linha de água” e com a agravante do concorrente imediatamente acima estar já a nove pontos…
Antevisão – Na 8.ª ronda do principal escalão do futebol distrital, merecem realce os confrontos entre Cartaxo e U. Tomar, em que os tomarenses – a iniciar um ciclo de enorme dificuldade, em que defrontarão também o Coruchense e o U. Almeirim – procurarão contrariar o favoritismo dos cartaxeiros; e entre U. Almeirim e At. Ouriense, no qual os almeirinenses terão de continuar a mostrar a sua solidez, sob pena de poderem vir eventualmente a ser surpreendidos.
O U. Santarém não esperará facilidades na recepção ao Samora Correia, sendo, não obstante, expectável o triunfo dos escalabitanos, assim como se prevê a vitória do Coruchense ante o Marinhais. Em Ferreira do Zêzere, o Fazendense terá um forte desafio às suas capacidades.
Na II Divisão Distrital destacam-se os seguintes encontros: Caxarias- Abrantes e Benfica, Pego-Tramagal, U. Tomar “B”-Riachense, Moçarriense-Salvaterrense e Pontével-Forense.
No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Oleiros, para defrontar uma equipa que empreendeu espectacular recuperação (segue com quatro vitórias consecutivas), tendo subido já até ao 7.º lugar, pelo que se afigura difícil a missão dos fatimenses; já o Mação, recebendo o Loures (integra o grupo do 13.º ao 16.º posto), terá mais uma oportunidade de “quebrar o enguiço” e chegar enfim à vitória, de que está arredado desde a ronda inicial.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Novembro de 2018)
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Arsenal – Sporting – 0-0
Vorskla Poltava – Qarabağ – 0-1
1º Arsenal, 10; 2º Sporting, 7; 3º Vorskla Poltava e Qarabağ, 3
Ainda com duas jornadas por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 de final as seguintes equipas: Bayer Leverkusen, Zürich, D. Zagreb, Arsenal, E. Frankfurt, Lazio e Chelsea.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Ajax
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes (75m – Luís Fernandes “Pizzi”), Ljubomir Fejsa, Gabriel Pires, Eduardo Salvio (48m – Rafael “Rafa” Silva), Franco Cervi e Jonas Gonçalves (55m – Haris Seferović)
Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Frenkie de Jong (86m – Maximilian Wöber), Lasse Schöne, Donny van de Beek, David Neres (74m – Kasper Dolberg), Hakim Ziyech e Dušan Tadić
1-0 – Jonas Gonçalves – 29m
1-1 – Dušan Tadić – 61m
Cartões amarelos – Jonas Gonçalves (39m), Ljubomir Fejsa (45m) e Jardel Vieira (70m); Nicolás “Nico” Tagliafico (34m), Matthijs de Ligt (42m), Donny van de Beek (72m) e Dušan Tadić (83m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
No reeditar, no Estádio da Luz, de um dos grandes clássicos do futebol europeu – depois dos embates nas épocas de 1968-69 e 1971-72 -, ainda não foi desta que o Benfica conseguiu vencer o Ajax em casa, no que correspondeu ao jogo n.º 250 do historial do clube na Taça/Liga dos Campeões, em 38 edições disputadas.
Com a equipa benfiquista a “desconfiar de si própria” – vindo de uma terrível sequência de três desaires sucessivos, o primeiro deles, precisamente, em Amesterdão, frente a este mesmo oponente –, o “onze” encarnado apresentava-se com um meio-campo reforçado, com Fejsa, Gabriel e Gedson, em detrimento de Pizzi, que, tendo começado no banco, manteria, não obstante, a sua fantástica série de 33 jogos europeus consecutivos (todos os disputados pelo Benfica, desde a sua estreia, a 9 de Dezembro de 2014, frente ao Bayer Leverkusen) – registo apenas superado pelos 37 jogos de Nené (entre Março de 1978 e Outubro de 1983) e Artur Moraes (entre Julho de 2011 e Fevereiro de 2014).
Rui Vitória procurava, paralelamente, apostar na dinâmica da ala esquerda, com Grimaldo e Franco Cervi, que seriam precisamente os primeiros a testar a atenção do guardião contrário, ainda nos primeiros dez minutos de jogo.
Mas, de facto, a “batalha” travava-se na zona nevrálgica do miolo do terreno, com escassas incursões nas áreas de baliza, não sendo de assinalar qualquer oportunidade flagrante de golo na meia hora inicial… à excepção da que resultaria de uma “saída em falso” de Onana, aos 29 minutos, que Jonas, muito oportuno, não desperdiçaria, inaugurando o marcador.
Defrontando uma das melhores formações do Ajax dos últimos anos, numa muito boa mescla de experiência e juventude, o Benfica teria ainda outra ocasião de perigo a seu favor, na sequência de um livre, ao qual, desta feita, Jonas não conseguiria dar a melhor sequência.
Também de bola parada, a turma holandesa, por Ziyech e Schöne, exigiria a atenta intervenção de Vlachodimos, sendo que, no segundo destes lances, a findar o primeiro tempo, a recarga de Tadić embateu em Rúben Dias, sobrando ainda a bola para Van de Beek, a rematar ao lado, sem que tivesse surgido o desvio fatal em cima do risco.
Um calafrio enorme perpassou pelas bancadas da Luz, mas, com alguma felicidade, o Benfica chegava ao intervalo em posição favorável.
Porém, na segunda metade, o Ajax, sempre muito intenso e agressivo, assumiu a iniciativa, o que viria a ter o seu corolário logo à passagem do quarto de hora, com o tento do empate, com Tadić, aproveitando uma excelente abertura de Ziyech, a conseguir superar a marcação de Rúben Dias, para se isolar frente a Vlachodimos, batendo-o inapelavelmente.
Com Jonas “preso por arames”, incapaz de resistir ao choque, a ter de ser substituído, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, por Seferović, já depois de Rafa ter entrado para o lugar do também tocado Salvio, o Benfica procuraria ainda, na fase final do encontro, recuperar a vantagem, resultado imprescindível para poder manter as aspirações a seguir em frente na competição.
Porém, só nos derradeiros segundos voltaria a ter a sensação de golo iminente, com o guarda-redes do Ajax, qual guardião de andebol, a “salvar”, com uma estirada com o pé, um remate de Gabriel que levava o “selo de golo”.
Ao contrário do que sucedera em Amesterdão, o Benfica não conseguia, em período de compensação, chegar à vitória – devendo sublinhar-se que o empate foi, não obstante, um resultado justo, podendo, inclusivamente, o Ajax ter também desfeito a igualdade em seu favor –, comprometendo de forma determinante as suas possibilidades de apuramento, agora pouco mais do que uma quimera (implicariam, necessariamente, vencer em Munique e, na Luz, o AEK, e que, por seu lado, o Ajax não somasse mais do que um ponto nos dois jogos que lhe restam… ou, num outro cenário, porventura mais difícil ainda, ganhar ao Bayern por, pelo menos, dois golos de diferença, e esperar que os alemães perdessem também na Holanda).




