Eleições Presidenciais EUA – 2020 (II)
Começando a contagem decrescente, agora a oito semanas das eleições presidenciais nos EUA, apresento a primeira actualização das tendências apontadas pelas sondagens, conforme resumido no mapa seguinte :
A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:
- Joe Biden – Claro favoritismo em 14 Estados, num total correspondente a 188 “Grandes eleitores” (incluindo 1 do Maine): California (55); New York (29); Illinois (20); New Jersey (14); Washington (12); Massachussetts (11); Maryland (10); Connecticut (7); Oregon (7); New Mexico (5); Hawaii (4); Rhode Island (4); Delaware (3); e Vermont (3); para além do District of Columbia (3).
- Donald Trump – Claro favoritismo em 16 Estados, num total correspondente a 100 “Grandes eleitores”: Indiana (11); Tennessee (11); Alabama (9); Kentucky (8); Lousiana (8); Oklahoma (7); Arkansas (6); Kansas (6); Mississippi (6); Utah (6); West Virginia (5); Idaho (4); Nebraska (4, do total de 5); Dakota do Norte (3); Dakota do Sul (3); e Wyoming (3).
Considerando outros Estados, em que parece forte a probabilidade das respectivas vitórias, Biden somaria mais 15 “Grandes eleitores” (Maine – 2, do total de 4; e Virginia – 13); enquanto Trump alcançaria outros 25 “Grandes eleitores” (Missouri – 10; Carolina do Sul – 9; Alaska – 3; e Montana – 3).
As eleições poderão, assim, decidir-se nos restantes 14 Estados, ainda de tendência algo indefinida, aos quais corresponde um total de 210 “Grandes eleitores”:
- Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato democrata – 9 Estados, num total correspondente a 115 “Grandes eleitores”:
- Florida (29);
- Pennsylvania (20)
- Michigan (16)
- Arizona (11)
- Wisconsin (10)
- Minnesota (10)
- Colorado (9)
- Nevada (6)
- New Hampshire (4)
- Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato republicano – 3 Estados, num total correspondente a 62 “Grandes eleitores”:
- Texas (38)
- Ohio (18)
- Iowa (6)
- Actualmente em situação de “empate” – 2 Estados, num total correspondente a 31 “Grandes eleitores” (a que acrescem 2 “Grandes Eleitores” nos Estados de Maine e Nebraska – 1 de cada):
- Georgia (16);
- Carolina do Norte (15)
Em relação à posição da semana passada, regista-se uma evolução favorável a Joe Biden, agora favorito em 16 Estados, somando 203 “Grandes Eleitores”, a que acrescem outros 9 Estados (total de 115 “Grandes Eleitores”) em que a tendência parece correr também a seu favor.
As alterações constatadas foram as seguintes:
- Claro favoritismo vs. Forte probabilidade – Biden baixa de “escalão” no Maine e sobe no New Mexico; Trump sobe no Utah e desce no Alaska, Missouri e Montana
- Forte probabilidade vs. Ligeira tendência favorável – Biden desce de “nível” no Nevada
- Ligeira tendência favorável vs. “Empate” – Biden reforça a posição no Arizona e na Florida
Liga das Nações da UEFA – 2020/21 – 1.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Itália-Bósnia-Herzegovina – 1-1 / Países Baixos-Polónia – 1-0
1.º Países Baixos, 3; 2.º Bósnia-Herzegovina e Itália, 1; 4.º Polónia, 0
Grupo 2 – Islândia-Inglaterra – 0-1 / Dinamarca-Bélgica – 0-2
1.º Bélgica e Inglaterra, 3; 3.º Islândia e Dinamarca, 0
Grupo 3 – Suécia-França – 0-1 / Portugal-Croácia – 4-1
1.º Portugal e França, 3; 3.º Suécia e Croácia, 0
Grupo 4 – Ucrânia-Suíça – 2-1 / Alemanha-Espanha – 1-1
1.º Ucrânia, 3; 2.º Alemanha e Espanha, 1; 4.º Suíça, 0
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, de que Portugal conquistou o título da edição inaugural. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).
Portugal – Croácia (Liga das Nações – 1.ª Jornada)
Portugal – Anthony Lopes, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, João Moutinho (81m – Sérgio Oliveira), Bruno Fernandes, Diogo Jota, João Félix (87m – André Silva) e Bernardo Silva (78m – Francisco Trincão)
Croácia – Dominik Livaković, Tin Jedvaj, Dejan Lovren, Domagoj Vida, Borna Barišić, Josip Brekalo (61m – Ivan Perišić), Mario Pašalić (61m – Marcelo Brozović), Nikola Vlašić, Mateo Kovačić, Ante Rebić e Andrej Kramarić (74m – Bruno Petković)
1-0 – João Cancelo – 41m
2-0 – Diogo Jota – 58m
3-0 – João Félix – 70m
3-1 – Bruno Petković – 90m (+1)
4-1 – André Silva – 90m (+5)
Cartões amarelos – Tin Jedvaj (60m) e Borna Barišić (71m)
Árbitro – Davide Massa (Itália)
Portugal iniciou da melhor forma a defesa do título conquistado na edição inaugural da Liga das Nações, no ano passado, ao golear a actual vice-campeão do Mundo, Croácia, por 4-1, com uma das melhores exibições dos últimos anos!
Sem poder contar com Cristiano Ronaldo (impedido por infecção num dedo do pé), frente a um adversário também privado de Modrić e de Rakitić, a selecção nacional – com a surpresa de Anthony Lopes na baliza – desde cedo assumiu a iniciativa (após um primeiro susto, provocado por um remate de Vlašić), tendo criado, antes do primeiro golo, várias ocasiões de perigo (em especial, João Félix, e Pepe, cada um com duas boas oportunidades), a que o guardião contrário, Livaković, ia dando boa resposta, adiando (a par de três bolas nos ferros, de João Félix, Diogo Jota e Raphaël Guerreiro) o tento da equipa portuguesa, até ao remate de João Cancelo, de fora da área, ao ângulo, já quase a findar o primeiro tempo.
Na segunda metade, não obstante a tentativa de reacção da Croácia, o grupo comandado por Fernando Santos manteve a toada de jogo, tendo chegado, com alguma “naturalidade” aos 3-0 (por Diogo Jota e João Félix, este também com um potente remate de fora da área).
Seria já em período de compensação que surgiriam os dois últimos golos: primeiro, os croatas a reduzir a desvantagem, antes de André Silva fixar o marcador em 4-1.
Uma entrada “em grande” da selecção portuguesa na competição, que se espera possa ser confirmada já na próxima terça-feira, na Suécia.
Eleições Presidenciais EUA – 2020 (I)
A cerca de dois meses das eleições presidenciais nos EUA (agendadas para o próximo dia 3 de Novembro), dou início a uma série de simulações – a actualizar semanalmente – tendo por base as tendências indicadas pelas sondagens, resumidas no seguinte mapa:
A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:
- Joe Biden – Claro favoritismo em 14 Estados, num total correspondente a 185 “Grandes eleitores”: California (55); New York (29); Illinois (20); New Jersey (14); Washington (12); Massachussetts (11); Maryland (10); Connecticut (7); Oregon (7); Hawaii (4); Rhode Island (4); Maine (3, do total de 4); Delaware (3); e Vermont (3); para além do District of Columbia (3).
- Donald Trump – Claro favoritismo em 18 Estados, num total correspondente a 110 “Grandes eleitores”: Indiana (11); Tennessee (11); Missouri (10); Alabama (9); Kentucky (8); Lousiana (8); Oklahoma (7); Arkansas (6); Kansas (6); Mississippi (6); West Virginia (5); Idaho (4); Nebraska (4, do total de 5); Alaska (3); Dakota do Norte (3); Dakota do Sul (3); Montana (3); e Wyoming (3).
Considerando outros Estados, em que parece forte a probabilidade das respectivas vitórias, Biden somaria mais 24 “Grandes eleitores” (Virginia – 13; Nevada – 6; e New Mexico – 5); enquanto Trump alcançaria outros 15 “Grandes eleitores” (Carolina do Sul – 9; e Utah – 6).
As eleições poderão, assim, decidir-se nos restantes 13 Estados, ainda de tendência algo indefinida, aos quais corresponde um total de 204 “Grandes eleitores”:
- Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato democrata – 6 Estados, num total correspondente a 69 “Grandes eleitores”:
- Pennsylvania (20)
- Michigan (16)
- Wisconsin (10)
- Minnesota (10)
- Colorado (9)
- New Hampshire (4)
- Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato republicano – 3 Estados, num total correspondente a 62 “Grandes eleitores”:
- Texas (38)
- Ohio (18)
- Iowa (6)
- Actualmente em situação de “empate” – 4 Estados, num total correspondente a 71 “Grandes eleitores” (a que acrescem 2 “Grandes Eleitores” nos Estados de Maine e Nebraska – 1 de cada):
- Florida (29);
- Georgia (16);
- Carolina do Norte (15)
- Arizona (11)
Nesta altura Joe Biden parece ter a possibilidade de vitória nas mãos – “bastando-lhe” confirmar a vitória nos 23 Estados em que, presentemente, as sondagens lhe são favoráveis (perfilando-se como determinantes os Estados dos “Grandes Lagos”, nomeadamente os da Pennsylvania, Michigan, Wisconsin e Minnesota) -, dependente da evolução que se vier a verificar durante o período final de campanha, sobretudo em função dos debates televisivos a realizar entre os candidatos.
Miguel Oliveira vencedor do Grande Prémio da Estíria (Áustria) em MotoGP

Na corrida n.º 900 de “MotoGP” (5.ª prova da presente temporada), disputada no “Red Bull Ring”, em Spielberg (Áustria), Miguel Oliveira, pilotando a sua KTM, obteve um feito histórico para o desporto português, com a sua primeira vitória num Grande Prémio da principal categoria do motociclismo, a nível mundial, com uma fenomenal arrancada, na derradeira curva, ultrapassando os dois pilotos que o precediam, os quais, em disputa directa, alargaram a trajectória, possibilitando a brilhante manobra do português.
Partindo da 7.ª posição da grelha, Miguel Oliveira seria ainda ultrapassado na fase inicial da prova, vindo a recuperar – numa prova interrompida e depois retomada, quando faltavam 12 voltas – até ao 3.º lugar, em que estabilizaria praticamente até final, antes da arrojada ultrapassagem que lhe conferiu um notável triunfo.
1.º Miguel Oliveira (Portugal) – Red Bull KTM Tech 3
2.º Jack Miller (Austrália) – Pramac Racing
3.º Pol Espargaro (Espanha) – Red Bull KTM Factory Racing
4.º Joan Mir (Espanha) – Team Suzuki Ecstar
5.º Andrea Dovizioso (Itália) – Ducati Team
6.º Alex Rins (Espanha) – Team Suzuki Ecstar
7.º Takaaki Nakagami (Japão) – LCR Honda Idemitsu
8.º Brad Binder (África do Sul) – Red Bull KTM Factory Racing
9.º Valentino Rossi (Itália) – Monster Energy Yamaha MotoGP
10.º Iker Lecuona (Espanha) – Red Bull KTM Tech 3
A classificação do Mundial de pilotos é liderada pelo francês Fabio Quartararo (Yamaha), com 70 pontos, à frente de Andrea Dovizioso (67), Jack Miller (56), Brad Binder (49) e Maverick Viñales (48), com Miguel Oliveira agora no 9.º posto, somando 43 pontos.
Liga dos Campeões – Ranking global (1992-2020)

(Ranking completo aqui)
Liga dos Campeões – Final – Paris St.-Germain – Bayern München
Paris St.-Germain – Keylor Navas, Thilo Kehrer, Thiago Silva, Presnel Kinpembe, Juan Bernat (80m – Layvin Kurzawa), Ander Herrera (72m – Julian Draxler), Marquinhos, Leandro Paredes (65m – Marco Verratti), Ángel Di María (80m – Maxim Choupo-Moting), Kylian Mbappé e Neymar
Bayern München – Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Jérôme Boateng (25m – Niklas Süle), David Alaba, Alphonso Davies, Serge Gnabry (68m – Philippe Coutinho), Thiago Alcântara (86m – Corentin Tolisso), Leon Goretzka, Kingsley Coman (68m – Ivan Perišić), Thomas Müller e Robert Lewandowski
0-1 – Kingsley Coman – 59m
Cartões amarelos – Leandro Paredes (52m), Neymar (81m), Thiago Silva (84m) e Layvin Kurzawa (86m); Alphonso Davies (28m), Serge Gnabry (52m), Niklas Süle (56m) e Thomas Müller (90m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
Na segunda Final da Liga dos Campeões disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, num intervalo de apenas seis anos, o Bayern evidenciou um colectivo superior ao do Paris Saint-Germain, mais dependente das suas individualidades, culminando uma fantástica campanha, de 11 triunfos em outros tantos jogos disputados na presente edição da “Champions League” – um record inédito. O 500.º golo dos bávaros na prova permitiu ao clube de Munique sagrar-se Campeão Europeu pela sexta vez no seu historial (terceira conquista no actual fomato).
A lista de vencedores, nas 65 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 13 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17 e 2017-18)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Chelsea (2011-12).
Liga Europa – Final – Sevilla-Inter

Na final da Liga Europa, hoje disputada em Colónia (no RheinEnergieStadion), o Sevilla reforçou a sua supremacia nesta competição, na qual tem registado particular domínio, ao vencer por 3-2, frente ao Inter.
A equipa italiana até começou por se colocar em vantagem logo nos minutos iniciais, mas os espanhóis não vacilaram, tendo operado a reviravolta ainda no primeiro tempo. Apesar de o Inter ter restabelecido a igualdade antes do intervalo, o Sevilla chegaria, na fase final do encontro ao golo que lhe garantiu o triunfo.
No Palmarés da prova, após as 11 edições já disputadas sob o formato de “Liga Europa”, é a seguinte a lista de vencedores: Sevilla (2014, 2015, 2016 e 2020), At. Madrid (2010, 2012 e 2018), Chelsea (2013 e 2019), FC Porto (2011) e Manchester United (2017).
Nas 38 edições anteriores (nas temporadas de 1971-72 a 2008-09), com a denominação da Taça UEFA, sagraram-se vencedores: Juventus (1977, 1990 e 1993), Inter (1991, 1994 e 1998) e Liverpool (1973, 1976 e 2001), com três títulos cada; Borussia Mönchengladbach (1975 e 1979), Tottenham (1972 e 1984), Real Madrid (1985 e 1986), Goteborg (1982 e 1987), Parma (1995 e 1999), Feyenoord (1974 e 2002) e Sevilla (2006 e 2007), cada um com dois troféus; PSV Eindhoven (1978), Eintracht Frankfurt (1980), Ipswich Town (1981), Anderlecht (1983), Bayer Leverkusen (1988), Napoli (1989), Ajax (1992), Bayern München (1996), Schalke 04 (1997), Galatasaray (2000), FC Porto (2003), Valencia (2004), CSKA Moscovo (2005), Zenit St. Petersburg (2008) e Shakhtar Donetsk (2009).
Antes disso, criada em 1955, a par com a Taça dos Campeões Europeus, disputou-se, até à época de 1970-71, em 13 edições, a designada Taça das Cidades com Feiras, prova que seria precursora da Taça UEFA, apesar de não ser reconhecida a nível oficial pela UEFA, que teve por vencedores: Barcelona (1958, 1960 e 1966); Valencia (1962 e 1963) e Leeds United (1968 e 1971); Roma (1961), Zaragoza (1964), Ferencvaros (1965), D. Zagreb (1967), Newcastle (1969) e Arsenal (1970).
Num exercício de “consolidação” dos vencedores da competição nas suas três fórmulas/designações, temos os seguintes clubes que conquistaram mais do que um troféu: Sevilla (6); Barcelona, Juventus, Inter, Liverpool, Valencia e At. Madrid (3 cada); Leeds United, Borussia Mönchengladbach, Tottenham, Real Madrid, Goteborg, Parma, Feyenoord, FC Porto e Chelsea (2 cada).















