O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 22.10.2020)

À terceira jornada, subsiste apenas uma equipa com o pleno de vitórias, feito ainda de maior relevo por ter sido alcançado com dois triunfos em terreno alheio, incluindo uma goleada em Ferreira do Zêzere e, principalmente, o êxito obtido nesta ronda, no reduto de um dos principais candidatos (Mação); o Abrantes e Benfica lidera, pois, destacado – e, nesta altura ainda tão prematura, já com seis pontos de vantagem sobre concorrentes como U. Tomar, Cartaxo e Mação (pese embora os dois primeiros terem um jogo em atraso, em ambos os casos ante o Moçarriense).

Destaques – Efectivamente, o grande realce da jornada vai para a vitória dos abrantinos em Mação, por tangencial 1-0, numa afirmação de solidez competitiva, perante um adversário que, ao invés – e depois de entrar a golear (8-0) – somou dois desaires algo imprevistos, sobretudo por terem sido sucessivos, perante dois rivais directos (Fazendense e Abrantes e Benfica).

Com um bom arranque de campeonato continua o recém-promovido Alcanenense, com um grupo jovem, mas promissor, que, recebendo o 2.º classificado da época passada, Fazendense, averbou uma igualdade a um golo – segundo empate cedido pela formação das Fazendas de Almeirim em outros tantos desafios fora de casa, após o bom triunfo ante o Mação, em casa –, com o conjunto de Alcanena a partilhar agora a vice-liderança com o Samora Correia.

Precisamente, os samorenses, também a surpreender pela positiva, aproveitaram da melhor forma uma sequência de dois encontros no Campo da Murteira, para somar duas vitórias sucessivas: depois da goleada imposta ao U. Tomar, um convincente triunfo, por 3-1, ante o Rio Maior – isto, depois do empate na estreia, em Torres Novas. A par de Abrantes e Benfica, Alcanenense e Fazendense, o Samora Correia completa o quarteto de clubes ainda invictos na presente edição da prova.

O Cartaxo redimiu-se, de alguma forma, da derrota sofrida em Tomar, indo golear a Ferreira do Zêzere, por 4-0, evidenciando, obviamente, que é uma equipa com a qual será necessário contar para disputa dos lugares cimeiros. Ao contrário, os ferreirenses, depois da assinalável vitória averbada em Amiais de Baixo, voltaram a baquear por números muito pesados no seu próprio terreno – com a atenuante possível de, nesses dois jogos, terem defrontado duas das turmas mais poderosas da competição, o actual líder Abrantes e Benfica e o Cartaxo.

Surpresas – Atendendo às dificuldades patenteadas durante a fase de preparação da época, não deixa de ser também surpreendente a campanha positiva que, por ora, o Riachense vai apresentando (contando agora com uma vitória, um empate, ante o Fazendense, e uma derrota, em Abrantes), tendo vencido (1-0) nesta ronda o Amiense, sendo que, por seu lado, o grupo de Amiais de Baixo somou dois penalizadores desaires sucessivos com que, certamente, não contava.

Após uma entrada em prova com um resultado muito negativo (goleada sofrida em casa, frente ao Alcanenense), o Glória do Ribatejo – que surpreendera, na passada semana, ao derrotar o conceituado Coruchense – voltou a ir buscar um ponto a Torres Novas (que, para já, vai registando um desempenho sofrível no campeonato), empatando a duas bolas (depois de, na época passada, ali ter averbado igualdade a um tento.

Confirmação – O Coruchense aproveitou a recepção ao debutante Entroncamento (que somou terceira derrota, tendo acumulado já 13 golos sofridos, não tendo ainda conseguido estrear-se a marcar) para “curar as feridas” do desaire sofrido na semana anterior na Glória; venceu por inequívoca marca de 3-0, instalando-se na 4.ª posição, a um ponto do par que reparte o 2.º posto, a três pontos do guia.

O oitavo encontro calendarizado para esta 3.ª jornada, entre U. Tomar e Moçarriense foi adiado, para 28 de Outubro, ainda em função do caso positivo relacionado com o COVID-19 no grupo da Moçarria.

II Divisão Distrital – Com duas rondas disputadas no escalão secundário, são quatro os clubes só com vitórias: a Norte, somente o Espinheirense, já líder isolado; a Sul, Forense, Benavente e Salvaterrense partilham a liderança.

Destacam-se, principalmente, os seguintes desfechos, nas partidas de maior aliciante: a goleada de 5-1 aplicada pelo Espinheirense ao Aldeiense; e as igualdades a dois golos no Caxarias-At. Ouriense e no Fátima-Tramagal, na série A; o tangencial triunfo (2-1) do Benavente, na recepção ao Marinhais, num embate entre dois dos candidatos aos lugares de topo na série B.

Campeonato de Portugal – Continuam a ser muito “cinzentas” as nuvens que pairam sobre os clubes representantes do Distrito, com um difícil arranque competitivo neste escalão (tal como evidenciado, igualmente, nos desafios da Taça de Portugal): três jogos, três desaires, nesta jornada 3: o U. Santarém estreou-se na prova, com uma categórica derrota, por 3-0, em Alverca, um dos concorrentes com maiores ambições na série F; o Fátima (SAD) foi contemplado com igual marca em Loures; o U. Almeirim, menos mal, perdeu por tangencial 1-0 em Pêro Pinheiro.

Na classificação, só os almeirinenses somaram pontos (3), com os escalabitanos ainda a zero, e, o Fátima, inclusivamente, por agora, com pontuação negativa (- 3 pontos), dada a falta de comparência na jornada inaugural. Sacavenense e Alverca, ambos apenas com dois jogos realizados, são os únicos só com vitórias.

Antevisão – A 4.ª jornada da I Divisão Distrital oferece-nos alguns desafios que se perspectivam de forte interesse: desde logo, o confronto entre Fazendense e Coruchense (2.º e 3.º classificados no interrompido campeonato precedente), assim como, também, o Abrantes e Benfica-Alcanenense, ou o Amiense-Mação, com os dois emblemas a pretenderem rectificar a má imagem deixada nas duas rondas anteriores. Por seu lado, o U. Tomar enfrenta mais um importante teste, com uma sempre difícil deslocação a Rio Maior.

No escalão secundário, destacam-se o Fátima-Espinheirense, Tramagal-At. Ouriense, Forense-Benavente e Benfica do Ribatejo-Salvaterrense.

Já no âmbito nacional, o Fátima-Alverca foi adiado, cabendo ao U. Almeirim e ao U. Santarém receberem, respectivamente, o Caldas (actual 3.º classificado) e o 1.º Dezembro (8.º lugar).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Outubro de 2020)

25 Outubro, 2020 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo D
Lech Poznań – Benfica – 2-4
Standard Liège – Rangers – 0-2

1º Benfica e Rangers, 3; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 0

Grupo G
Leicester – Zorya Luhansk – 3-0
Sp. Braga – AEK – 3-0

1º Leicester e Sp. Braga, 3; 3º AEK e Zorya Luhansk, 0
(mais…)

22 Outubro, 2020 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1ª jornada – Lech Poznań – Benfica

Lech PoznańLech Poznań – Filip Bednarek, Alan Czerwiński, Tomasz Dejewski, Đorđe Crnomarković, Tymoteusz Puchacz (74m – Vasyl Kravets), Michał Skóraś (90m – Mohammad Awaed), Pedro Tiba, Jakub Moder, Jakub Kamiński (67m – Filip Marchwiński), Daniel Ramirez (67m – Karlo Muhar) e Mikael Ishak (74m – Nikoloz “Nika” Kacharava)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo (67m – Nuno Tavares), Adel Taarabt (62m – Julian Weigl), Gabriel Pires, Luís Fernandes “Pizzi” (45m – Rafael “Rafa” Silva), Everton Soares (87m – Jardel Vieira), Gian-Luca Waldschmidt (62m – Pedro “Pedrinho” da Silva) e Darwin Núñez

0-1 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 9m
1-1 – Mikael Ishak – 15m
1-2 – Darwin Núñez – 42m
2-2 – Mikael Ishak – 48m
2-3 – Darwin Núñez – 60m
2-4 – Darwin Núñez – 90m

Cartões amarelos – Đorđe Crnomarković (17m) e Karlo Muhar (90m)

Árbitro – Nikola Dabanović (Montenegro)

Depois da ainda não “digerida” eliminação da Liga dos Campeões, o Benfica estreava-se na Liga Europa, defrontando um adversário modesto (vice-campeão da Polónia, todavia, presentemente, no 9.º lugar do seu campeonato), que apresentou um futebol pouco evoluído, mas que, ainda assim, causou alguns calafrios, mantendo a incerteza sobre o desfecho da partida até final.

Não obstante a vitória, fruto da eficácia na concretização – com destaque para o “hat-trick” de Darwin Núñez -, o comportamento “europeu” do Benfica continua a suscitar muitas interrogações.

E, assumindo o favoritismo, a turma encarnada até entrou praticamente a ganhar no jogo, mercê de uma grande penalidade conquistada por Waldschmidt, em função de intercepção do defesa com a mão, a qual Pizzi converteu, pese embora sem grande convicção.

Ao contrário do que seria de esperar, em vez de ganhar confiança e embalar para uma boa exibição, o golo tão cedo alcançado pareceu ter feito mal à equipa portuguesa…

Que começara, desde logo, a denotar inquietante desacerto na sua zona defensiva, pelo que acabaria por não surpreender o tento do empate da formação polaca. O Lech Poznań voltaria a assustar, com uma bola na trave.

Até que começaria o “festival” Darwin Núñez, a recolocar o Benfica em vantagem pouco antes do intervalo, num lance de classe superior, culminando o cruzamento do lateral direito, Gilberto – a substituir o lesionado André Almeida, com paragem para mais de seis meses -, com uma potente cabeçada, depois de uma extraordinária impulsão, num remate inapelável para o guardião polaco.

No recomeço, a turma benfiquista poderia beneficiar novamente de mais esse tónico de confiança, mas as coisas logo começariam a correr mal; no lance imediato a uma ocasião soberana, desperdiçada – com um defesa contrário a salvar sobre a linha de baliza – o conjunto polaco restabeleceria, outra vez, o empate, expondo uma vez mais as notórias fragilidades da organização defensiva do Benfica, é verdade, com um quarteto muito pouco “rodado”nesse sector.

Passando por uma fase de alguma oscilação, com o jogo “partido”, podendo o golo cair para qualquer dos lados, acabaria por ser Darwin a bisar, de novo, num lance de grande categoria. Não obstante pela terceira vez estar em vantagem, o Benfica nunca deu mostra de ter o jogo “fechado”, ou, se quisermos, o Lech Poznań nunca deixou de manter em sobressalto a defesa benfiquista, apesar de, com alguma naturalidade, ir baixando de rendimento.

O quarto golo do Benfica, terceiro do jovem uruguaio, que se estreou a marcar neste desafio – já depois de Jorge Jesus ter “dado ordem” de salvaguardar o resultado, com a entrada de um terceiro defesa central, Jardel -, veio dar ao marcador uma expressão ilusória de superioridade da equipa portuguesa, a qual, contudo, ficou por demonstrar de forma categórica, pelo menos ao nível do que é a (grande) diferença de potecial entre ambos os plantéis.

Em qualquer caso, ficam sinais positivos a nível ofensivo, e, principalmente, os primeiros três pontos, somados, em terreno alheio, um estímulo para novos triunfos, preferencialmente mais convincentes.

Para a história fica igualmente o registo da 200.ª vitória do Benfica em provas da UEFA (excluindo-se desta contagem a “Taça das Cidades com Feiras”) e o atingir dos 500 pontos (dado contar igualmente com 100 empates) – marca apenas superada pelos “colossos” Real Madrid, Barcelona, Bayern München, Juventus e Liverpool!

22 Outubro, 2020 at 7:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
RB Salzburg – Lokomotiv Moskva – 2-2
Bayern – At. Madrid – 4-0

1º Bayern, 3; 2º Lokomotiv Moskva e RB Salzburg, 1; 4º At. Madrid, 0

Grupo B
Real Madrid – Shakhtar Donetsk – 2-3
Inter – B. M’Gladbach – 2-2

1º Shakhtar Donetsk, 3; 2º B. M’Gladbach e Inter, 1; 4º Real Madrid, 0

Grupo C
Manchester City – FC Porto – 3-1
Olympiakos – Marseille – 1-0

1º Manchester City e Olympiakos, 3; 3º Marseille e FC Porto, 0

Grupo D
Midtjylland – Atalanta – 0-4
Ajax – Liverpool – 0-1

1º Atalanta e Liverpool, 3; 3º Ajax e Midtjylland, 0

Grupo E
Chelsea – Sevilla – 0-0
Rennes – Krasnodar – 1-1

1º Krasnodar, Rennes, Chelsea e Sevilla, 1

Grupo F
Zenit – Brugge – 1-2
Lazio – B. Dortmund – 3-1

1º Lazio e Brugge, 3; 3º Zenit e B. Dortmund, 0

Grupo G
Barcelona – Ferencváros – 5-1
D. Kyiv – Juventus – 0-2

1º Barcelona e Juventus, 3; 3º D. Kyiv e Ferencváros, 0

Grupo H
RB Leipzig – Istanbul Başakşehir – 2-0
Paris St.-Germain – Manchester United – 1-2

1º RB Leipzig e Manchester United, 3; 3º Paris St.-Germain e Istanbul Başakşehir, 0

21 Outubro, 2020 at 9:56 pm Deixe um comentário

Eleições Presidenciais EUA – 2020 (VIII)

Com a contagem decrescente a aproximar-se do “Dia D” – faltando agora somente duas semanas para a data das Eleições -, a evolução registada na última semana parece ter sido desfavorável para Joe Biden, que cede algum terreno em Estados charneira para o resultado global, casos da Pennsylvania (20 “Grandes eleitores”) e do Arizona (11), reduzindo assim o seu total de votos praticamente “garantidos”, de 290 para 259, o que (ainda) não chegaria para assegurar a vitória.

Isto, apesar de ter reforçado posições no Colorado (9), que passa de “forte probabilidade” para “seguro”, e na Carolina do Norte, que passa de situação de “empate” para ligeira tendência a favor do candidato democrata; ao invés, na Florida, baixa também de escalão, passando de ligeira tendência favorável a situação de empate – em qualquer destes três casos, sem efeito a nível da contagem anterior (aplicável exclusivamente a Estados em que dispõe de claro favoritismo ou forte probabilidade de vitória).

Resume-se no mapa abaixo a actualização das tendências apontadas pelas sondagens, a seguir detalhadas:


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  • Joe Biden – Claro favoritismo em 17 Estados, num total correspondente a 212 “Grandes eleitores”: California (55); New York (29); Illinois (20); New Jersey (14); Virginia (13); Washington (12); Massachussetts (11); Maryland (10); Colorado (9); Connecticut (7); Oregon (7); New Mexico (5); Hawaii (4); Rhode Island (4); Delaware (3); Maine (3, do total de 4); e Vermont (3); para além do District of Columbia (3).
  • Donald Trump – Claro favoritismo em 17 Estados, num total correspondente a 109 “Grandes eleitores”: Indiana (11); Tennessee (11); Alabama (9); Carolina do Sul (9); Kentucky (8); Lousiana (8); Oklahoma (7); Arkansas (6); Kansas (6); Mississippi (6); Utah (6); West Virginia (5); Idaho (4); Nebraska (4, do total de 5); Dakota do Norte (3); Dakota do Sul (3); e Wyoming (3).

Considerando outros Estados, em que parece forte a probabilidade das respectivas vitórias, Biden somaria mais 47 “Grandes eleitores” (Michigan – 16; Minnesota – 10; Wisconsin – 10; Nevada – 6; e New Hampshire – 4; a que acresce 1 do Nebraska); enquanto Trump alcançaria outros 16 “Grandes eleitores” (Missouri – 10; Alaska – 3; e Montana – 3).

Com a redução da vantagem na Pennsylvania e no Arizona, Biden não consegue alcançar a “garantia” de vitória a nível global, pelo que o resultado destas eleições seria determinado nos restantes 8 Estados, correspondendo a um total de 154 “Grandes eleitores”:

  • Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato democrata – 3 Estados, num total correspondente a 46 “Grandes eleitores”:
    • Pennsylvania (20)
    • Carolina do Norte (15)
    • Arizona (11)
  • Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato republicano – 1 Estado, num total correspondente a 38 “Grandes eleitores”:
    • Texas (38)
  • Actualmente em situação de “empate” – 4 Estados, num total correspondente a 69 “Grandes eleitores” (a que acresce 1 “Grande Eleitor” no Estado do Maine):
    • Florida (29)
    • Ohio (18)
    • Georgia (16)
    • Iowa (6)

20 Outubro, 2020 at 9:54 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 15.10.2020)

Com o Distrital da I Divisão desta nova temporada a ser – logo na sua 2.ª jornada – directamente afectado pela situação de pandemia (isto, claro, para além da perturbação já decorrente da anormalidade da ausência de público), provocando o adiamento do jogo Cartaxo-Moçarriense (devido ao facto de um dos elementos da formação da Moçarria ter testado positivo em relação ao “COVID 19”), o realce vai para o facto de nada menos do que três dos principais candidatos aos lugares de topo terem sido derrotados: U. Tomar, Coruchense e Mação – com Abrantes e Benfica e o recém-promovido Alcanenense a serem os únicos clubes a conseguir bisar o triunfo.

Destaques – Eram conhecidas as dificuldades que a longa viagem a Samora Correia apresentava ao União de Tomar (três desaires nas quatro últimas visitas para o campeonato – que, passaram, portanto, a quatro derrotas nas cinco épocas mais recentes), e ainda não cabalmente firmado o grau de preparação da equipa para enfrentar este tipo de desafios, logo no arranque da prova.

Porém, não se esperaria de todo que a turma unionista – que tão boa conta de si havia dado na estreia, goleando outro candidato, Cartaxo – viesse a baquear com tal estrondo, como sucederia, também ela goleada, por pesados 4-0, num jogo completamente ao reverso do da semana passada.

Os nabantinos entraram em campo assumindo a sua condição de superior potencial, procurando, desde início, o ataque, mas, desinspirados, não só não conseguiriam – situação que se prolongaria até final – chegar ao golo, como, inclusivamente, permitiram ao adversário inaugurar o marcador.

Parecendo acusar em demasia o toque, o grupo tomarense enervou-se, desconcentrou-se e, pouco depois, num lance fortuito, de descoordenação entre defesa e guarda-redes, “ofereceu” o segundo golo. A partir daí, era já (demasiado) grande a “montanha” a transpor; em contraponto, os samorenses, praticamente em cada investida, marcavam, ampliando o “placard” para 3-0.

Também fruto dessa perturbação, o União voltaria – tal como sucedera há duas semanas – a ficar reduzido a dez unidades, acabando então por já não ser surpreendente que o Samora tivesse mesmo chegado ao 4-0, frente a um conjunto há muito impotente para “remar contra a maré”.

Um desfecho muito negativo que, naturalmente, não compromete nada – até porque, como referido, outros dois candidatos também ficaram a “zero” na pontuação nesta ronda –, mas que indica a necessidade de manter comportamento diverso, em situações de adversidade, procurando preservar a serenidade, continuando a explanar o seu futebol, de forma a conseguir “dar a volta”.

No “jogo grande” da tarde, o Fazendense (2.º classificado na temporada anterior), que vinha de um imprevisto empate cedido nos Riachos, recebeu o Mação – que tivera entrada fulgurante, goleando (8-0) o Entroncamento –, rectificando tal “passo em falso”, ganhando por 1-0, a mostrar que este será um campeonato (pese embora desequilibrado, a nível dos 16 concorrentes) muito disputado, com um leque amplo de equipas capazes de lutar pela vitória em qualquer terreno.

Surpresas – A maior surpresa da ronda foi a derrota de outro dos principais candidatos, Coruchense, na curta deslocação à vizinha Glória do Ribatejo, com o aguerrido grupo da casa – goleado, na estreia, também no seu reduto, ante o Alcanenense – a impor-se por inesperado 2-0.

Em Amiais de Baixo houve igualmente surpresa, com o Ferreira do Zêzere – também goleado, na semana anterior, em casa – a ir recuperar três pontos, no último minuto, ganhando ao Amiense por tangencial 1-0, beneficiando do facto de a formação visitada se ter visto em inferioridade.

Confirmações – Nos outros três encontros, a lógica imperou, desde logo com o segundo triunfo em dois jogos do par que reparte a liderança: o Abrantes e Benfica, na recepção ao Riachense, vencendo por 4-2, depois de se ter visto forçado a operar reviravolta no marcador, aproveitando também situação de desvantagem numérica do adversário; o Alcanenense, indo ganhar ao Entroncamento por 2-0, no reencontro entre os dois clubes recém-promovidos, com o conjunto de Alcanena, para já, a mostrar-se mais adaptado às exigências competitivas do principal escalão.

Mais incerto seria talvez o prognóstico do embate entre Rio Maior e Torres Novas, em que os donos da casa acabariam por vincar a sua superioridade, triunfando por 3-1.

II Divisão Distrital – Na jornada inaugural do campeonato da divisão secundária a equipa mais em realce na série a Norte, foi o Caxarias, que se impôs por categórica marca de 4-0 num compromisso que se antecipava difícil, no terreno do histórico Tramagal. O regressado At. Ouriense venceu pelos mesmos números, mas frente à equipa “B” do Abrantes e Benfica.

Na série a Sul, uma torrente de golos – total de 26, em cinco jogos, à média de 5,2 golos/jogo! –, com goleadas do Marinhais (5-1) e do Benavente (4-0), ante as formações “B” do Fazendense e do Samora Correia, respectivamente; também o Forense goleou (4-1) na recepção ao igualmente regressado à competição Águias de Alpiarça.

Taça de Portugal – Com a eliminação – em jogo em atraso, da 1.ª eliminatória, disputado a meio da passada semana – do Fazendense, pelo 1.º Dezembro (perdendo por 0-2), apenas subsiste um clube (dos cinco iniciais) em representação do Distrito… mas que ainda não se estreou na competição, dado ter o U. Santarém adiado igualmente o seu primeiro jogo, ante o Lourinhanense.

Antevisão – A 3.ª ronda da divisão principal tem como principal aliciante o confronto entre os candidatos Mação e Abrantes e Benfica, sendo também de especial interesse as partidas Alcanenense-Fazendense e Ferreira do Zêzere-Cartaxo, com os visitantes, teoricamente favoritos, a enfrentarem missões bastante arriscadas. Por seu lado, o U. Tomar, que deverá receber o Moçarriense, poderá voltar aos triunfos, confirmando as suas maiores credenciais.

Na II Divisão Distrital, o Caxarias recebe o At. Ouriense, em jogo de particular interesse, anotando-se ainda o Fátima-Tramagal; enquanto, a Sul, se salientam os confrontos Benavente-Marinhais e Salvaterrense-Porto Alto, desafios de grande proximidade e fortes rivalidades.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Outubro de 2020)

18 Outubro, 2020 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2020/21 – 4.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Polónia-Bósnia-Herzegovina – 3-0 / Itália-Países Baixos – 1-1

1.º Polónia, 7; 2.º Itália, 6; 3º Países Baixos, 5; 4.º Bósnia-Herzegovina, 2

Grupo 2 – Inglaterra-Dinamarca – 0-1 / Islândia-Bélgica – 1-2

1.º Bélgica, 9; 2º Dinamarca e Inglaterra, 7; 4º Islândia, 0

Grupo 3 – Croácia-França – 1-2 / Portugal-Suécia – 3-0

1.º Portugal e França, 10; 3.º Croácia, 3; 4º Suécia, 0

Grupo 4 – Ucrânia-Espanha – 1-0 / Alemanha-Suíça – 3-3

1.º Espanha, 7; 2.º Alemanha e Ucrânia, 6; 4.º Suíça, 2

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).

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14 Outubro, 2020 at 9:42 pm Deixe um comentário

Portugal – Suécia (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho (80m – João Moutinho), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (88m – Renato Sanches), Diogo Jota (88m – Rafa Silva), Bernardo Silva (75m – André Silva) e João Félix (75m – Daniel Podence)

Suécia Suécia – Robin Olsen, Mikael Lustig (54m – Mattias Johansson), Pontus Jansson, Victor Lindelöf, Pierre Bengtsson, Dejan Kulusevski (88m – Sebastian Larsson), Kristoffer Olsson, Albin Ekdal, Viktor Claesson, Marcus Berg (88m – Martin Olsson) e Robin Quaison (62m – Alexander Isak)

1-0 – Bernardo Silva – 21m
2-0 – Diogo Jota – 44m
3-0 – Diogo Jota – 72m

Cartões amarelos – Diogo Jota (52m) e Bruno Fernandes (85m); Albin Ekdal (36m), Kristoffer Olsson (57m), Pontus Jansson (62m), Jan Andersson (Treinador – 72m) e Marcus Berg (79m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Depois do animador resultado obtido em França, a selecção nacional recebia a Suécia, actual último classificado do grupo, com a responsabilidade de ser favorita. E, assumindo-se, não enjeitou tal responsabilidade.

Mesmo privada de Cristiano Ronaldo, em isolamento, após ter acusado positivo em teste relativo ao COVID-19, a equipa portuguesa teve sempre mais iniciativa e domínio do jogo, pese embora os suecos se terem também apresentado de forma desinibida, sem excessivas cautelas defensivas, e provocando mesmo alguns calafrios no último reduto português, sobretudo na fase final do primeiro tempo, com a bola, caprichosamente, a bater nos ferros da baliza de Rui Patrício.

Já depois de não ter dado a melhor sequência a um par de oportunidades, Portugal chegaria mesmo ao golo, por Bernardo Silva, após boa assistência de Diogo Jota. Estava dado o mote para o que seria a grande figura desta partida, com um jogo memorável: o “substituto” de Cristiano Ronaldo, precisamente Diogo Jota, que viria ainda a ser o autor dos outros dois golos de Portugal.

Em função dos perigosos contra-ataques da Suécia, o segundo tento da selecção portuguesa, obtido mesmo a findar os primeiros 45 minutos, revelar-se-ia determinante em termos da evolução do encontro.

Ainda assim, a formação sueca voltou para a segunda parte mantendo em mira, em primeira instância, a possibilidade de reduzir a desvantagem, forçando a equipa nacional a agrupar-se no seu meio campo, com Rui Patrício, outra vez, a grande nível. Até que, aproveitando também os espaços, num lance de grande talento de Diogo Jota, desenvencilhando-se dos adversários que lhe surgiram no caminho, marcou um golo de belo efeito, selando a convincente vitória portuguesa.

Em paralelo, da Croácia até chegaram a ser positivas as notícias, quando os croatas empataram a um golo; todavia, a França acabaria por vencer por 2-1, mantendo-se, pois, a liderança partilhada do grupo, antes do derradeiro ciclo de dois jogos, primeiro com Portugal a receber os Campeões do Mundo em título – num desafio que poderá revestir-se de cariz decisivo (em caso de vitória de uma das equipas, a que ganhar garante automaticamente o apuramento para a fase final) -, antes de se deslocar ao terreno dos… vice-campeões do Mundo.

Não obstante mantenha um excelente desempenho nesta fase de qualificação da Liga das Nações, a missão que Portugal tem pela frente continua a ser tudo menos fácil…

14 Outubro, 2020 at 9:39 pm Deixe um comentário

Eleições Presidenciais EUA – 2020 (VII)

As sondagens podem vir a revelar-se erradas – no sentido em que os resultados poderão vir a divergir de forma relevante das tendências actuais -, mas, a apenas três semanas das eleições, só uma grande reviravolta (inclusivamente maior do que a sucedida há quatro anos) poderá retirar a vitória a Joe Biden.

Com o tempo a começar a escassear para uma eventual recuperação por parte de Donald Trump – que, por agora, parece em nada ter beneficiado da situação de “COVID-19”, de que, em termos pessoais, prontamente se mostrou restabelecido -, o candidato democrata reforça posições determinantes em alguns dos Estados em que tinha uma vantagem ainda relativamente frágil, como eram os casos do Arizona (11 “Grandes Eleitores”), Wisconsin (10) e Nevada (6), para além de uma das circunscrições do Nebraska. Ao invés, Trump cede no Iowa (6), que parece estar agora em situação de “empate técnico”, vendo, pois, reduzir-se ainda mais a sua base de sustentação.

Contando com os Estados em que detém claro favoritismo, e com aqueles em que apresenta, nesta altura, vantagens relevantes, Biden somaria 290 “Grandes Eleitores”, o suficiente para garantir a eleição (sendo necessários 270 para a vitória).

Resume-se no mapa abaixo a actualização das tendências apontadas pelas sondagens, a seguir detalhadas:


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  • Joe Biden – Claro favoritismo em 16 Estados, num total correspondente a 203 “Grandes eleitores”: California (55); New York (29); Illinois (20); New Jersey (14); Virginia (13); Washington (12); Massachussetts (11); Maryland (10); Connecticut (7); Oregon (7); New Mexico (5); Hawaii (4); Rhode Island (4); Delaware (3); Maine (3, do total de 4); e Vermont (3); para além do District of Columbia (3).
  • Donald Trump – Claro favoritismo em 17 Estados, num total correspondente a 109 “Grandes eleitores”: Indiana (11); Tennessee (11); Alabama (9); Carolina do Sul (9); Kentucky (8); Lousiana (8); Oklahoma (7); Arkansas (6); Kansas (6); Mississippi (6); Utah (6); West Virginia (5); Idaho (4); Nebraska (4, do total de 5); Dakota do Norte (3); Dakota do Sul (3); e Wyoming (3).

Considerando outros Estados, em que parece forte a probabilidade das respectivas vitórias, Biden somaria mais 87 “Grandes eleitores” (Pennsylvania – 20; Michigan – 16; Arizona – 11; Minnesota – 10; Wisconsin – 10; Colorado – 9; Nevada – 6; e New Hampshire – 4; a que acresce 1 do Nebraska); enquanto Trump alcançaria outros 16 “Grandes eleitores” (Missouri – 10; Alaska – 3; e Montana – 3).

Neste novo cenário, os resultados dos 6 restantes Estados, com disputas mais “renhidas”, correspondendo a um total de 123 “Grandes eleitores”, apenas poderiam ser relevantes caso Biden não viesse a confirmar a vitória em alguns dos Estados anteriores (teria de perder, pelo menos, no Arizona e no Wisconsin – caso em que poderíamos ter um empate absoluto):

  • Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato democrata – 1 Estado, num total correspondente a 29 “Grandes eleitores”:
    • Florida (29)
  • Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato republicano – 1 Estado, num total correspondente a 38 “Grandes eleitores”:
    • Texas (38)
  • Actualmente em situação de “empate” – 4 Estados, num total correspondente a 55 “Grandes eleitores” (a que acresce 1 “Grande Eleitor” no Estado do Maine):
    • Ohio (18)
    • Georgia (16)
    • Carolina do Norte (15)
    • Iowa (6)

13 Outubro, 2020 at 9:30 am Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2020

O prémio Nobel da Economia 2020 foi hoje atribuído a Paul R. Milgrom (EUA) e Robert B. Wilson (EUA), “pelas melhorias na teoria dos leilões e invenções de novos formatos de leilão”.

12 Outubro, 2020 at 11:39 am Deixe um comentário

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