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O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 13.11.2025)
Mantendo o pleno de triunfos desde a chegada de Eduardo Fortes ao comando técnico do clube, o U. Tomar progrediu mais um degrau na pauta classificativa, ascendendo ao 5.º posto, já dentro do objectivo declarado para esta temporada – numa ronda em que os agora cinco primeiros saíram vencedores (enquanto os actuais cinco últimos perderam), constituindo o Águias de Alpiarça (a descer) e o Coruchense (a subir) os registos “contra-a-corrente”, tendo os alpiarcenses sido desfeiteados, em casa, pelo guia, ao passo que o grupo do Sorraia bateu o Entroncamento AC.
Destaques – Começando pela partida que agrupava o par melhor posicionado, com o então 4.º classificado, Águias, a receber o líder, a turma de Mação obteve, num desafio que se antecipava exigente, importante e (aparentemente) tranquila vitória, em Alpiarça, por 2-0, com golos no último quarto de hora do primeiro tempo e à passagem da hora de jogo, repetindo o ciclo de quatro triunfos seguidos com que abrira o campeonato (intercalados pelo único jogo em que não ganhou); ao invés, os alpiarcenses baixaram duas posições, ultrapassados por Porto Alto e U. Tomar.
Num confronto entre dois emblemas de grande tradição, no Tramagal, o Torres Novas venceu, também por 2-0, não obstante o nulo ter subsistido até ao intervalo, mas com os torrejanos, prosseguindo sensacional campanha, a sentenciar o desfecho com tentos a abrir a e a fechar a segunda metade, mantendo, assim, a pressão sobre o comandante, apenas a um ponto.
Atendendo ao desempenho que as duas formações vêm realizando – com os tramagalenses, neste regresso ao escalão principal, ainda sem conseguir ganhar, contando somente um ponto –, o triunfo do Torres Novas seria expectável, mas não se revelou fácil. Os visitantes beneficiaram, uma vez mais, de a sua baliza (à guarda do conceituado “Chico” Sousa) parecer estar enfeitiçada: nem de “penalty” se concretizou o que teria sido o primeiro golo marcado por jogadores adversários, subsistindo o fenomenal registo de um único (auto-)golo consentido, em nove jogos!
Em evidência esteve também o Pontével, que, tal como Mação e Torres Novas, foi vencer a reduto alheio, frente ao At. Ouriense, igualmente por 2-0, neste caso com um tento na primeira metade de cada uma das partes do prélio. Este desfecho seria de classificar como surpresa da jornada, não fora o caso de os anfitriões terem somado o sexto embate consecutivo sem ganhar (após terem arrancado o campeonato com três triunfos), obtendo apenas três pontos neste período, o que provocou uma queda na classificação, desde o 2.º até ao 9.º lugar. Em contraponto, os forasteiros, tendo ultrapassado o Entroncamento AC e o Alcanenense, ocupam agora a 10.ª posição.
Confirmações – Em todos os outros cinco desafios da 9.ª jornada, os visitados confirmaram, com maior ou menor dificuldade, o favoritismo que lhes seria creditado – em bom rigor, porventura com mais dificuldades que o que se poderia antever, tendo quatro deles terminado com resultados tangenciais, e, em dois dos casos, com as vitórias a serem arrancada mesmo “in extremis”.
Despachando já o caso do Fazendense, goleou o Cartaxo por categórico 4-0 (com três golos no segundo tempo), ampliando para seis a série (“record” nesta edição da prova) de triunfos sucessivos, afirmando o seu estatuto de perseguidor ao líder, do qual continua separado por três pontos. Por seu lado, os cartaxeiros voltam a denotar permeabilidade defensiva, totalizando já vinte bolas nas suas redes (apenas o At. Riachense apresenta pior registo, com 29 tentos sofridos).
O grupo do Porto Alto, recebendo e batendo o Alcanenense por 1-0 (tendo marcado à passagem da hora de jogo), alarga o seu fantástico ciclo de invencibilidade (que partilha com o Torres Novas), registando agora quatro vitórias e cinco empates, o que lhe confere notável 4.º lugar. Ao contrário, o conjunto de Alcanena, a passar por “dores de crescimento”, perdeu pela terceira semana sucessiva (quatro desaires nas últimas cinco rondas), caindo até intranquilo 13.º lugar.
Em Tomar, numa partida com algumas similitudes com as duas anteriores, o União, mesmo não tendo conseguido manter a consistência exibicional durante os noventa minutos, soube, primeiro, reagir à adversidade, e, depois, de novo, preservar a preciosa vantagem alcançada, ampliando para três este ciclo muito positivo de triunfos. Os tomarenses tiveram boa entrada, assumindo a iniciativa e controlo de jogo, mas sem eficácia; todavia, ainda cedo, o Amiense – equipa de bem maior valia do que denota a ingrata classificação que regista –, equilibrou a contenda. E, num lance infeliz (auto-golo), a turma unionista ver-se-ia mesmo em desvantagem no marcador.
Apesar de ter sentido o toque, com inevitável impacto anímico, o grupo nabantino não se desuniu, reorganizou-se e reequilibrou-se em termos emocionais, e chegaria ao empate em momento muito oportuno, a findar o primeiro tempo. Se, antes, houvera alguma falta de fortuna, o contexto alterar-se-ia por completo, tendo o União completado a reviravolta, estabelecendo o 2-1 a seu favor, não estavam ainda decorridos cinco minutos da etapa complementar. Controlando a pressão contrária, tirando também partido da larga experiência do seu técnico, o resultado não se alteraria até final.
O Abrantes e Benfica (anterior 9.º classificado, agora na 7.ª posição, tendo superado a pontuação de Cartaxo e At. Ouriense) viu-se e desejou-se para levar de vencida o penúltimo, At. Riachense, por sofrido 3-2. Os forasteiros – que ainda não se estrearam a vencer – foram até os primeiros a marcar, aos 60 minutos, tendo os abrantinos operado a reviravolta no “placard” em pouco mais de um quarto de hora; mas a turma dos Riachos surpreenderia, restabelecendo a igualdade (a duas bolas) a escassos três minutos do fim. Os donos da casa chegariam à vitória ao minuto 96…
Por fim, o Coruchense, ainda como que em fase de “convalescença”, voltou a somar três pontos, após o triunfo averbado na semana anterior, nos Riachos. Tendo a visita do Entroncamento AC, a equipa do Sorraia só em período de compensação logrou desbloquear o nulo, interrompendo um ciclo de quatro jogos sem perder dos visitantes. Em função deste desfecho, cavou-se um “fosso” de quatro pontos (oito vs. quatro) entre o Alcanenense e o Amiense e At. Riachense, estando estes dois últimos (tal como o Tramagal) abaixo da “linha de água” virtual.
II Divisão Distrital – A principal ênfase vai para a primeira perda de pontos do Moçarriense, que não foi além do empate (2-2) na deslocação a Salvaterra de Magos, o que possibilitou ao regressado à competição, Ouriquense – a realizar excelente início de campeonato, com o pleno de vitórias –, tendo ido ganhar à Glória do Ribatejo por 2-1, isolar-se na liderança da Série A. Na Série B mantém-se um par no comando, tendo o Vasco da Gama (1-0 em Ferreira do Zêzere) e o Pego (1-0, ante o Mindense) vencido todas as cinco rondas até agora disputadas.
Liga 3 – O U. Santarém deixou escapar, em tempo de compensação, um ponto, na viagem a Évora, derrotado pelo Lusitano por tangencial 1-0, tendo sofrido o golo nos derradeiros instantes. Numa série muito equilibrada – cinco pontos separam o 4.º (Académica) do 10.º e último classificado (1.º Dezembro) – os escalabitanos partilham agora o 7.º posto com o Atlético, a quatro pontos dos “estudantes” de Coimbra. No topo, no embate entre Belenenses e Mafra, os “azuis do Restelo” ganharam 2-1, arrebatando o comando, relegando os mafrenses para a posição imediata.
Campeonato de Portugal – Foi negativa para os clubes do Distrito a 9.ª jornada, tendo o Fátima sido derrotado por pesado 3-0 na Figueira da Foz, pela Naval 1893, enquanto o Samora Correia perdeu por tangencial 2-1 em Cantanhede, frente ao Marialvas. Os fatimenses, agora no 9.º lugar, são os últimos acima da “linha de água”, com muito curta margem, de apenas um ponto, mantendo-se os samorenses (quatro pontos abaixo do Fátima) na antepenúltima posição.
Antevisão – Na próxima jornada da I Divisão Distrital destacam-se os seguintes encontros, envolvendo o trio da dianteira da tabela: Mação-U. Tomar; Torres Novas-Coruchense; e At. Riachense-Fazendense. No escalão secundário, realce para o “derby” Forense-Glória do Ribatejo assim como para uma “cimeira de líderes”, com o Vasco da Gama a ter a visita do Pego.
A sequência regular da Liga 3 e do Campeonato de Portugal sofre um interregno, cabendo ao Fátima recuperar, neste domingo, o jogo que se encontrava em atraso, a disputar nos Açores (Angra do Heroísmo), com o Lusitânia, presentemente no 12.º (antepenúltimo) lugar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Novembro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 06.11.2025)
Num estágio algo prematuro da prova, decorridas oito jornadas, a ordenação das equipas na tabela do campeonato distrital vai-se ajustando, sendo que dois triunfos sucessivos podem proporcionar ascender várias posições, situação inversa sendo aplicável ao caso oposto. De facto, bastaram ao União duas vitórias – nos dois primeiros jogos sob a direcção de Eduardo Fortes – para subir do 10.º ao 6.º posto; ao invés, o Alcanenense, com duas derrotas, baixou de 8.º a 11.º.
Em progressão temos ainda o Fazendense (que ostenta, por ora, o melhor ciclo nesta edição, com cinco vitórias sucessivas) – tendo, neste caso, escalado desde a 11.ª até à 3.ª posição, no decurso de tal período –, o Cartaxo (duas vitórias e um empate nas três últimas rondas) e o Entroncamento AC (sem perder há quatro jogos, nos quais averbou dois triunfos e outros tantos empates).
Em trajectória contrária seguem o At. Ouriense (que, depois de três triunfos a abrir, não mais voltou a ganhar, nos cinco desafios seguintes, descendo da vice-liderança até ao actual 8.º lugar) e Abrantes e Benfica (uma derrota e um empate nos encontros mais recentes). O Amiense regista, agora, a pior série em curso, tendo acumulado cinco desaires consecutivos, caindo de 6.º a 14.º.
Destaques – O desfecho de maior destaque foi a vitória alcançada pelo U. Tomar na deslocação a Alcanena, mercê de um solitário golo, de Wemerson Silva (que, gradualmente, se vem aproximando do “record” de Ferreira, como melhor marcador de sempre do clube, único a superar a centena de tentos, apontados entre 1984 e 2002 – nesta altura separados apenas por dez golos).
Numa primeira parte com as duas equipas muito encaixadas, sem soberanas ocasiões de golo, em que os sectores defensivos se impuseram aos avançados, o nulo ao intervalo ajustava-se ao desempenho evidenciado dentro de campo. Na segunda metade, o União surgiu mais afoito, assinalando-se também o regresso ao clube do avançado Chrystian Pedroso, vindo os tomarenses a marcar, na sequência de um pontapé de canto, sensivelmente a meio dessa etapa complementar.
Tendo ambas as formações ficado reduzidas a dez elementos, devido a expulsões, intercaladas apenas por cinco minutos (primeiro, o jogador do U. Tomar, aos 72 minutos, e, pouco depois, o atleta do Alcanenense), a turma da casa procurou pressionar, mas o grupo unionista logrou evitar que a sua baliza fosse visada, preservando até final a preciosa vantagem oportunamente adquirida.
Naquele que, atendendo à classificação, poderia ser considerado como “jogo grande” da jornada, um quase “derby”, entre Fazendense e Águias de Alpiarça, que repartiam o 3.º posto, os homens das Fazendas levaram a melhor, impondo-se igualmente por tangencial 1-0, o suficiente para descolarem desse rival, mas, mais importante, mantendo em três pontos o diferencial para o guia.
Os donos da casa estiveram por cima na primeira metade, mas foram perdulários, tendo o 0-0 subsistido até à pausa. Tendo acabado por chegar ao golo que lhe proporcionaria um suado triunfo, o Fazendense como que, de alguma forma, se terá retraído, permitindo ao adversário ameaçar num ou noutro lance, mas sem que o desfecho se viesse a alterar.
Num embate entre dois clubes com um palmarés rico – várias vezes Campeões Distritais em anos não muito distantes: o Riachense, em 2009, 2010 e 2013; o Coruchense, em 2015, 2017 e 2021 – mas que, neste arranque de campeonato, se quedavam na cauda da classificação, respectivamente no penúltimo e antepenúltimo lugar, realce para a categórica vitória do conjunto do Sorraia, por 3-0, colocando, enfim, termo a um ciclo muito negativo, de quatro derrotas seguidas.
Entrando praticamente a ganhar (ao quarto minuto) e tendo ampliado a vantagem ainda antes do descanso, o Coruchense transpôs a “linha de água” virtual, por troca com o Amiense, este igualado a quatro pontos justamente com o Riachense, três pontos acima do “lanterna vermelha”, Tramagal.
A última nota de destaque vai para mais um triunfo (o sétimo, em oito jogos) do líder Mação, precisamente nos Amiais de Baixo, impondo à formação visitada a tal quinta derrota consecutiva. Os maçaenses pareciam ter tornado fácil esta partida, chegando ao 3-0 ainda na primeira parte; mas o Amiense, dando de mostras de inconformismo, não se entregou e, porventura aproveitando algum abrandamento do oponente, reduziria, já na compensação, até à diferença mínima, de 2-3.
Confirmações – Não terá havido, pela terceira semana sucessiva, resultados especialmente surpreendentes, confirmando-se, nos restantes prélios da 8.ª ronda, o favoritismo do vice-guia Torres Novas (ante o At. Ouriense), e do Entroncamento AC (com o último, Tramagal), tendo, por outra, imperado o equilíbrio nos confrontos Pontével-Porto Alto e Cartaxo-Abrantes e Benfica.
Em Torres Novas, bastou um golo, a abrir a segunda metade, para os torrejanos continuarem a potenciar o seu extraordinário desempenho defensivo (subsistindo com um único tento consentido – ainda sem que qualquer jogador adversário tivesse conseguido marcar), o que lhes proporciona um fantástico índice de conversão, dos dez golos até agora apontados, num total já de vinte pontos.
Por seu turno, o Entroncamento AC, a atravessar bom momento, não permitiu ao Tramagal dar sequência à estreia a pontuar, verificada na semana anterior, não obstante o nulo no marcador tenha subsistido até final do primeiro tempo. O grupo da cidade ferroviária venceu por 2-0, abrindo o activo à passagem da hora de jogo, e confirmando o triunfo já nos cinco minutos finais.
O Porto Alto marcou primeiro, no reduto do Pontével, mas os anfitriões restabeleceriam a igualdade, voltando a pontuar após duas derrotas – ao passo que os forasteiros mantêm sensacional invencibilidade, passando a somar cinco empates, três deles nas três últimas jornadas.
O Cartaxo-Abrantes e Benfica foi bem animado, com um total de quatro golos, repartidos equitativamente, na quarta semana sucessiva a pontuar por parte dos cartaxeiros (após recuperar de desvantagem de 0-2), tendo os abrantinos reagido bem ao desaire caseiro ante o Fazendense.
II Divisão Distrital – Moçarriense e Ouriquense (Série A) e Vasco da Gama e Pego (Série B) mantêm o pleno de vitórias, após a realização da 4.ª jornada. A turma da Moçarria continua em grande evidência, tendo batido o Benavente por 3-0, passando a totalizar 21 golos marcados (com uma média superior a cinco golos por jogo!). Em destaque esteve também o Pego, que foi vencer (3-1) ao terreno do 3.º classificado, Espinheirense.
As equipas do Forense (6-0 ao Benfica do Ribatejo), Ortiga (5-0 ao Alferrarede), Ouriquense (5-1 ao Rebocho), Caxarias (5-2 aos Lagartos do Sardoal) e Salvaterrense (4-1 em Samora Correia) deram o tom das goleadas, que se vêm revelando usuais neste campeonato.
Liga 3 – Foi enorme a surpresa (proeza) protagonizada pelo U. Santarém (até então penúltimo classificado), indo vencer ao Restelo por 2-0, face ao vice-líder, Belenenses, na 9.ª ronda, com a qual se concluiu já a primeira volta da fase regular desta prova. Os escalabitanos subiram do 8.º ao 6.º posto (empatados com o 5.º classificado, Amora), e somente a três pontos do último lugar de apuramento para a fase final, actualmente ocupado pela Académica. O Mafra (1-0 ao Atlético) é o novo comandante (a par do Caldas), beneficiando também do nulo no Académica-Caldas.
Campeonato de Portugal – Ao invés, foi algo surpreendente, neste caso pela negativa, o desfecho do Fátima, batido (1-3) no seu reduto, pelo Mortágua. Por seu lado, o Samora Correia, recebendo a Naval 1893, empatou a uma bola. Os fatimenses ocupam o 7.º lugar, só dois pontos acima do 10.º, permanecendo os samorenses em penúltimo, a três pontos da “linha de água”.
Antevisão – Na divisão principal as atenções focam-se no Águias de Alpiarça-Mação, no Fazendense-Cartaxo e no reencontro entre dois históricos de grande tradição, Tramagal e Torres Novas. O U. Tomar terá a visita do Amiense. Na II Divisão destacam-se os encontros: Salvaterrense-Moçarriense, Glória do Ribatejo-Ouriquense e Ferreira do Zêzere-Vasco da Gama.
Na Liga 3, o U. Santarém volta a jogar fora, deslocando-se a Évora, para defrontar o Lusitano, seu imediato perseguidor na pauta classificativa. No Campeonato de Portugal, o Fátima visita a Figueira da Foz, onde encontrará o actual 2.º classificado, Naval 1893; cabendo ao Samora Correia viajar até Cantanhede, onde jogará com o Marialvas (6.º, igualado com o Fátima).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Novembro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 30.10.2025)
O Campeonato Distrital parece começar a “arrumar-se”, com as equipas teoricamente mais apetrechadas a aproximar-se dos lugares da frente: dos oito primeiros classificados, ninguém perdeu (tendo, três deles, registado empates), enquanto que, dos oito clubes agora na segunda metade da tabela, nenhum ganhou, o que tem por consequência o ampliar de distâncias.
Porto Alto e Torres Novas – anteriores 2.º e 3.º classificados, que se defrontaram nesta 7.ª ronda, não tendo desfeito o nulo, repartindo os pontos em jogo – subsistem invictos, o que, em paralelo, contribuiu para que os torrejanos tenham cedido a liderança, tendo o Porto Alto baixado à 5.ª posição, dado os seus anteriores parceiros no último lugar do pódio terem vencido ambos.
O U. Tomar, em dia de estreia do novo responsável técnico, Eduardo Fortes – um “regresso a casa”, após treze anos, tendo sido treinador do clube já durante seis temporadas, entre 2006-07 e 2011-12 – teve, desta feita, aquela dose de fortuna que lhe tinha faltado noutras ocasiões, obtendo importante triunfo, que lhe proporciona, não só afastar-se da parte baixa da pauta classificativa, como, mais importante até, devolver a tranquilidade e aumentar a confiança no seio do grupo.
Destaques – O Fazendense, depois de um arranque algo titubeante, com duas derrotas (em Mação e no Porto Alto), afirma-se porventura como o principal desafiante do Mação na disputa pelo título, tendo somado quarto triunfo consecutivo, com uma demonstração de força, indo ganhar a Abrantes por 3-1, ocupando o 3.º posto, a dois pontos do Torres Novas e a três dos maçaenses.
Em evidência, pela positiva, esteve igualmente o Cartaxo, ganhando por 2-0 pela segunda semana sucessiva, agora ao Coruchense (depois de ter também batido o Tramagal), numa contenda cujo desfecho ficou definido logo na meia hora inicial. Por seu lado, a turma do Sorraia não consegue sacudir a crise de resultados que vem atravessando, tendo sofrido quarta derrota seguida, somando já cinco desaires, mantendo-se no antepenúltimo posto, incrivelmente, abaixo da “linha de água”.
É ainda de realçar o categórico triunfo (3-0) averbado pelo Águias de Alpiarça ante o Amiense (“placard” que se verificava já ao intervalo), com os alpiarcenses, com excelente início de temporada, igualados no 3.º lugar com o Fazendense, mercê das cinco vitórias já obtidas. Ao invés, o Amiense emula o ciclo negativo do Coruchense, com quatro desaires sucessivos, integrando, com o grupo do Sorraia, e com o At. Riachense, um trio, apenas com quatro pontos.
Confirmações – Noutra jornada sem grandes surpresas, o novo comandante, Mação, assim como o U. Tomar (que reparte agora a 8.ª posição com o Abrantes e Benfica – a três pontos do 5.º lugar… e a cinco do 3.º) confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, vencendo as respectivas partidas, mantendo, em ambos os casos, as suas balizas “a zeros”.
Os maçaenses não vacilaram e ganharam, também por convincente 3-0, ao Alcanenense, não concedendo veleidades ao adversário, somando o sexto triunfo nos sete encontros até agora disputados. Com um total de 22 golos marcados (média superior a três golos/jogo) a turma de Mação segue o seu caminho de forma bem assertiva (sendo que, a nível de golos sofridos, apenas o Torres Novas apresenta melhor registo, continuando apenas com um tento consentido).
Em Tomar, recebendo a formação do Pontével – com a qual estava empatada pontualmente –, o União teve boa entrada em campo, colocando-se em vantagem ainda antes de completados os primeiros dez minutos. Até final da primeira parte, os tomarenses, mantendo-se na “mó de cima”, voltaram a criar e a desaproveitar oportunidades para ampliar a contagem.
No segundo tempo, porém – e mesmo tendo visto o adversário ficar em inferioridade numérica – a turma unionista denotou grandes dificuldades em contrariar o ímpeto dos forasteiros, que vieram com atitude bem distinta, tendo ameaçado, por mais de uma ocasião, poder chegar ao empate. Valeu, para serenar, o bis de Tomás Nunes, apontado a cerca de dez minutos do termo do desafio.
Os restantes três jogos saldaram-se por empates, em confrontos que já se antecipavam equilibrados. Começando pelo Porto Alto-Torres Novas, as duas equipas terão mostrado respeito mútuo, talvez privilegiando, a partir de certa fase do embate, a manutenção da invencibilidade, em detrimento da assumpção de maior risco, em busca de uma eventual possibilidade de vitória, não se tendo registado qualquer golo. Os torrejanos, apenas com nove golos marcados (só quatro clubes têm pior registo) somam 17 pontos, potenciando a sua impressionante solidez defensiva.
Entroncamento AC e At. Ouriense empataram a duas bolas, mas num confronto de cariz distinto, com bastantes (quatro) tentos, tendo o conjunto de Ourém disposto de duas situações de vantagem no marcador, que, todavia, não conseguiram preservar, possibilitando aos donos da casa chegar à igualdade (2-2) já nos derradeiros dez minutos.
O Tramagal logrou, por fim, pontuar, mas não terá ficado totalmente satisfeito, dado que, tendo estado em vantagem (golo apontado próximo da hora de jogo), permitiu ao At. Riachense empatar (1-1) apenas seis minutos volvidos, tendo ambos os tentos sido obtidos na conversão de grandes penalidades. Depois de dois empates nas duas primeiras jornadas, a formação dos Riachos volta a encadear duas igualdades, somando “pontinhos” que poderão vir a revelar-se preciosos.
II Divisão Distrital – O campeonato é ainda relativamente longo – a fase regular terá, esta época, um total de 22 jornadas – mas o Moçarriense entrou com um embalo fantástico: se as goleadas das duas rondas iniciais (6-1 no Benfica do Ribatejo; e 7-0 frente ao Rebocho) poderão indiciar fragilidades dos oponentes, a goleada (5-0) aplicada na Glória do Ribatejo é, necessariamente, de outro cariz, dado ter sido obtida face a um rival que, até então, partilhava o comando da série.
Agora, só o regressado Ouriquense acompanha, na Série A, o pleno de vitórias do grupo da Moçarria, tendo a formação de Vila Chã de Ourique vencido por 4-1 no terreno do Benfica do Ribatejo. No “derby” entre Salvaterrense e Marinhais, o conjunto de Salvaterra levou a melhor (2-1), mas é outro emblema do município (Forense) – vencedor, também por 2-1, em Rio Maior – que reparte, com as equipas da Glória do Ribatejo e do U. Santarém “B”, o 3.º lugar.
Na Série B, um dos anteriores guias, Espinheirense, não foi além do empate (2-2) em Ferreira do Zêzere, tendo deixado escapar, na liderança, Vasco da Gama (que goleou por 4-0 em Alferrarede) e Pego (2-1 na recepção ao Caxarias), únicos desta série a somar vitórias nos três jogos disputados.
Liga 3 – O U. Santarém não teve argumentos para contrariar a superioridade evidenciada pelo Mafra (actual 3.º classificado) sendo derrotado, no seu reduto, por 1-2 (tendo chegado a estar em desvantagem de dois tentos). Os escalabitanos baixaram ao antepenúltimo lugar, somente com um ponto mais que Lusitano de Évora e Sp. Covilhã. O Caldas continua a comandar, seguido pelo Belenenses (a um ponto) e pelos mafrenses (outro ponto mais abaixo).
Campeonato de Portugal – A 7.ª jornada foi (a par da 3.ª) a mais proveitosa para os clubes do Distrito, que, pela segunda vez nesta época, pontuaram ambos: muito boa vitória (1-0) do Fátima, nos Açores, perante a Juv. Lajense; um positivo empate (0-0) do Samora Correia em Mortágua.
Com o terceiro triunfo sucessivo obtido, os fatimenses ascenderam à 5.ª posição (total de dez pontos, em seis jogos realizados); por seu turno, os samorenses, contando cinco pontos, são penúltimos (13.º), não obstante apenas a três pontos da “linha de água”.
Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se as partidas: Amiense-Mação, Torres Novas-At. Ouriense, Fazendense-Águias de Alpiarça e Alcanenense-U. Tomar. No escalão secundário, os encontros principais serão: Moçarriense-Benavente; e Espinheirense-Pego.
Na Liga 3, já a fechar a primeira volta, o U. Santarém visita o Restelo, onde defrontará o histórico Belenenses. No Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia actuam ambos na condição de visitados, recebendo, respectivamente, o Mortágua (7.º) e a Naval 1893 (actual vice-líder).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Outubro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 23.10.2025)
Tivemos, na 6.ª jornada do Distrital da I Divisão, um domingo em que imperou a lógica, em geral com os favoritos a imporem-se e a arrecadar os três pontos. O clube mais “beneficiado” foi o Fazendense, que, no seu reduto, logrou, enfim, levar de vencida o Coruchense, aproveitando ainda o empate do Porto Alto (no Entroncamento) e a derrota do Águias de Alpiarça (em Abrantes) para ascender, já, a um lugar no pódio, que partilha precisamente com esses dois concorrentes.
Tendo somado terceira vitória sucessiva, o grupo das Fazendas parece confirmar-se como um dos principais rivais na disputa pelo título da presente temporada, distando três pontos do Mação, e quatro em relação ao comandante, Torres Novas. Em contraponto – e se não é possível ganhar campeonatos em seis jornadas, poderão perder-se ou, pelo menos, comprometer-se decididamente as aspirações a tal – o Coruchense, com terceiro desaire sucessivo, baixou até ao antepenúltimo lugar, o que, nesta altura, se consubstanciaria, aliás, em posição de descida ao escalão secundário!
O Amiense, igualmente numa série de três derrotas seguidas, mantém-se em igualdade pontual com a formação do Sorraia – e, caso as competições estivessem no seu termo, a nível do Distrital e do Campeonato de Portugal, seria também despromovido à II Divisão Distrital. Por seu turno, dois jogos perdidos traduzem-se, no caso do U. Tomar, na queda para o 10.º lugar, somente três pontos acima daquele duo; mas, mais inquietante que os resultados das duas últimas semanas, poderia ser o eventual impacto que a saída do treinador Fábio Pereira pudesse vir a gerar.
Destaques – Naquele que, em condições normais, seria o “jogo grande” da jornada (entre dois potenciais candidatos), o Fazendense, recebendo o Coruchense, impôs-se mercê de um solitário tento, conseguindo assim “matar o borrego”, derrotando este adversário, o que não sucedia, para o campeonato, nas Fazendas, há precisamente 13 anos (tendo-se registado, nos sete jogos ali realizados nesse período entre ambos, três empates e quatro triunfos do conjunto do Sorraia).
O líder, Torres Novas, somou quarta vitória consecutiva (igualando as melhores séries até à data registadas nesta edição da prova, protagonizadas também pelo Mação e pelo Águias de Alpiarça), batendo o U. Tomar por 2-0, marcando os golos já na recta final de cada uma das partes. O desfecho da partida não reflectirá, porém, de forma mais apropriada, o que se passou dentro de campo, atendendo ao desempenho das duas equipas durante os noventa minutos.
No “clássico dos clássicos” do futebol distrital, o grupo unionista, deslocando-se ao terreno do comandante, mostrou atitude personalizada, jogando “olhos nos olhos” com o adversário. Depois de um primeiro tempo repartido, em que o Torres Novas foi mais eficaz, na segunda metade, os unionistas dominaram por completo, tendo ameaçado por várias vezes quebrar a inviolabilidade da baliza torrejana (conta, após esta jornada, um único golo sofrido, e apontado na sua própria baliza), incluindo, nomeadamente, três remates aos ferros (os anfitriões também imitariam essa faceta). Um remate fora da área, a dez minutos do fim, inviabilizaria as tentativas tomarenses.
No termo do desafio, o até então técnico do União, como que antecipou, desde logo, a sua saída, já confirmada, expressando insatisfação com a estrutura de suporte do clube a nível directivo.
A subir na pauta classificativa, ocupando agora o 7.º posto, o Abrantes e Benfica ganhou por 3-2 ao Águias de Alpiarça, interrompendo um notável ciclo de quatro triunfos dos alpiarcenses, mas, mais importante para as suas cores, vencendo (à semelhança do Fazendense) pela terceira semana seguida. Os abrantinos entraram a todo o gás e pareciam ter o jogo ganho com dois golos marcados ainda no quarto de hora inicial. Contudo, a turma do Águias não desistiu, e foi um “osso duro de roer”, tendo-lhe bastado dois minutos (dos 42 aos 44) para restabelecer a igualdade, a duas bolas. O tento decisivo só surgiu mesmo à beira do fim, na conversão de uma grande penalidade.
Num fim-de-semana sem particulares surpresas, são ainda dignos de notas de realce os empates registados nas partidas Entroncamento AC-Porto Alto e At. Riachense-At. Ouriense.
No primeiro caso, o Entroncamento, moralizado com o triunfo alcançado em Tomar, entrou também de rompante, marcando logo no primeiro minuto, e ampliando para 2-0 ainda antes da meia hora. Os visitantes reduziram à beira do intervalo, mas os anfitriões colocaram a vantagem de novo em dois golos na fase inicial da segunda metade. A confirmar o desempenho muito positivo que tem vindo a exibir, valeu então à turma do Porto Alto ter novamente reposto a diferença mínima (2-3) no minuto imediato (53), acabando ainda por chegar à igualdade, aos 73 minutos, mantendo-se assim entre os emblemas do topo da tabela.
Já no caso do conjunto dos Riachos, reagiu positivamente a um ciclo muito desfavorável, em que acumulara 18 golos sofridos em três semanas, sem nenhum marcado. Recebendo o At. Ouriense, viu-se em posição desfavorável no marcador pouco depois da hora de jogo, e, tendo jogado a parte final só com dez elementos, alcançou o tento que lhe proporciona – especialmente em termos anímicos – um precioso empate (somando o terceiro ponto na prova), em cima do minuto noventa.
Confirmações – Depois do inesperado desaire caseiro consentido ante o Torres Novas, o Mação voltou a “entrar nos eixos”, ganhando por 2-0 num reduto complicado como é o de Pontével, tendo inaugurado o marcador à passagem dos dez minutos, mas apenas aos 81 minutos vindo a obter o tento da confirmação. Em qualquer caso, tal permitiu-lhe, não só manter a distância mínima, de um ponto, face ao guia, como isolar-se no 2.º posto, tendo beneficiado das perdas de pontos de alguns dos mais directos perseguidores (Porto Alto, Águias de Alpiarça e At. Ouriense).
O Alcanenense veio provocar algum agravamento na crise de resultados do Amiense, goleando por 4-1, isto depois de os homens dos Amiais terem ainda conseguido restabelecer o empate a uma bola, na primeira meia hora; porém, três golos sofridos no segundo tempo ditaram a implacável derrota, num confronto que se constitui numa espécie de “derby”.
Após quatro jogos seguidos sempre a sofrer três golos (sendo que só consentira menos – dois – na estreia, nos Amiais), o Cartaxo adregou, por fim, manter a sua baliza a zeros, impondo ao Tramagal a sexta derrota em outros tantos jogos realizados, mercê de dois golos marcados à passagem do quarto de hora de cada parte do encontro. Com os três pontos obtidos, os cartaxeiros repartem o 8.º lugar com o emblema de Alcanena, tendo ultrapassado, ambos, o U. Tomar.
II Divisão Distrital – A segunda ronda da prova voltou a ficar marcada, tal como no arranque, por algumas goleadas, com clubes “repetentes” (a ganhar e a perder): depois dos 6-1 em Benfica do Ribatejo, o Moçarriense ganhou por 7-0 ao Rebocho (que, por seu lado, acumula já treze golos encaixados, somente em dois jogos); também o Espinheirense, após os 8-0 aplicados em Alferrarede, goleou por 4-0 o Abrantes e Benfica “B” (este, com um total de onze golos sofridos).
Para além das turmas da Moçarria e do Espinheiro, também Ouriquense (4-2 ao Forense), Glória do Ribatejo (2-1 em Samora Correia), Pego (4-0 aos Lagartos do Sardoal) e Vasco da Gama (4-3 na recepção ao At. Pernes) bisaram o triunfo, repartindo a liderança das duas séries. A equipa do Ferreira do Zêzere rectificou o desaire da abertura, indo ganhar a Caxarias por tangencial 1-0.
Antevisão – A 7.ª jornada do escalão principal terá comos principais pontos de interesse os embates: Abrantes e Benfica-Fazendense, duas equipas a atravessar fase positiva; e Porto Alto-Torres Novas, com o guia a enfrentar um sério teste, ante o outro clube ainda invicto. De interesse será também, no polo oposto, o Tramagal-At. Riachense, em que se cruzam os actuais dois últimos classificados. O Mação recebe o Alcanenense, enquanto o U. Tomar tem a visita do Pontével.
Na II Divisão Distrital, destacam-se: o “derby” Salvaterrense-Marinhais; o Glória do Ribatejo-Moçarriense; e o Ferreira do Zêzere-Espinheirense. Na Liga 3, o U. Santarém terá a visita do Mafra, que reparte a 3.ª posição com a Académica. No Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia enfrentam difíceis deslocações, respectivamente aos Açores (ilha Terceira), para defrontar o Juv. Lajense, e a Mortágua, clubes que integram o quarteto entre o 5.º e o 8.º lugar da Série C.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Outubro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 16.10.2025)
O campeonato desta temporada, ainda na sua fase inicial, parece oferecer um grande desafio a qualquer tentativa de prognóstico, sucedendo-se os imprevistos, com a classificação a sofrer nova guinada. Mesmo que possa ter sido apenas um percalço no caminho que se projecta para a equipa do Mação (porventura análogo à que acabaria por ser a única derrota sofrida pelo Ferreira do Zêzere no campeonato anterior, precisamente ante o seu mais directo rival, Samora Correia), a verdade é que os maçaenses foram surpreendidos, sendo desfeiteados, no seu próprio reduto, pelo Torres Novas, que, sensacionalmente, lhes arrebatou a liderança.
Quem haveria de dizer que, após a conclusão da 5.ª jornada, o Águias de Alpiarça estaria igualado pontualmente com o Mação (partilhando, agora, o 2.º posto)? Ou que o Porto Alto (4.º) estaria só um ponto abaixo? Assim como, por seu turno, que, depois de seis pontos perdidos nas três primeiras rondas, o Fazendense necessitaria de tão pouco tempo para recolar, afinal, apenas com três pontos de desvantagem face aos maçaenses? E, pela parte dos tomarenses, que vinham de uma vitória, por goleada (4-0), e que até recebiam o penúltimo classificado, que chegava a Tomar vindo de uma goleada (0-5) sofrida em casa, quem esperaria o desaire que acabou por suceder?
Destaques – Em mais uma jornada ingrata para os visitados (outra vez, pela segunda semana seguida, com cinco triunfos dos forasteiros – sendo que, desta vez, apenas dois dos anfitriões lograram vencer), o principal destaque vai, necessariamente, para o embate entre os dois primeiros classificados, e para o notável triunfo arrancado pelo Torres Novas em Mação, e, mais, por 2-0, tentos apontados, logo a abrir, aos cinco minutos, e, no segundo tempo, próximo da hora de jogo.
Até então com uma fantástica média de mais de quatro golos marcados por jogo (total de 17, em quatro rondas), os maçaenses revelaram-se impotentes para superar a sólida defensiva torrejana, que segue somente com um golo sofrido (por acaso, um auto-golo, no jogo com o Pontével).
Em evidência esteve também o Abrantes e Benfica, com uma inesperada vitória, e por números robustos, em Coruche, goleando por 4-1, passando já a repartir a 7.ª posição com o U. Tomar e Pontével. O grupo do Sorraia até começou por inaugurar o marcador, bem cedo, ainda dentro dos dez primeiros minutos, mas uma expulsão, seguida de grande penalidade, apenas dez minutos depois, espoletaria a “débâcle”. Os abrantinos consumaram a reviravolta antes do intervalo; no segundo tempo, outra expulsão da turma visitada, e, mais tarde, segundo “penalty” contra, faria aumentar a contagem até aos 4-1, com os dois últimos tentos de rajada, a seis minutos do fim.
Não é que – atendendo ao que ambos os conjuntos têm vindo a apresentar – não fosse esperada a vitória do Porto Alto, na recepção ao At. Riachense, mas os donos da casa não desperdiçaram a oportunidade de aplicar retumbante goleada, por 7-0, no que, em paralelo, se traduz na terceira goleada sucessiva sofrida pelo clube dos Riachos (segunda por 7-0), acumulando 18 golos sofridos em três encontros, isto depois de até ter arrancado a prova com dois promissores empates.
Surpresas – O desfecho mais imprevisto terá sido, ainda assim, o que se registou em Tomar, onde o União deu um passo atrás, perdendo por 1-2 com o Entroncamento AC. Numa partida não muito bem jogada, registaram-se, não obstante, várias oportunidades na primeira metade, não materializadas por má definição e por boas intervenções de ambos os guardiões.
Com a equipa unionista talvez a deixar transparecer algum excesso de confiança, perante um adversário que, todavia, se viria a revelar mais agressivo e intenso, o activo seria aberto logo no segundo minuto da etapa complementar, pelos visitantes. Durante todo o tempo restante de jogo, os tomarenses mostraram-se algo precipitados, a jogar mais com o coração do que com a cabeça, só no penúltimo minuto conseguindo chegar ao golo. Pensou-se que poderia haver ainda tempo para aproveitar o facto de a turma adversária estar esgotada fisicamente, mas, contra as expectativas, seriam os homens da cidade ferroviária a marcar de novo, já em tempo de compensação (quarto jogo do União a sofrer golo na recta final), arrancando um precioso triunfo.
Também surpreendente foi a vitória averbada pelo Pontével (que, nas quatro primeiras jornadas, só conseguira bater, precisamente, o Entroncamento AC, logo na estreia) no reduto dos Amiais de Baixo, igualmente por 2-1. Os forasteiros marcaram primeiro, de grande penalidade, ao nono minuto, tendo-se visto em inferioridade numérica ainda antes de decorrida meia hora de jogo. O Amiense restabeleceu a igualdade pouco antes do termo do primeiro tempo, sendo expectável que pudesse beneficiar do facto de jogar mais de 65 minutos com mais um elemento. Contudo, também neste caso os visitantes conseguiriam somar os três pontos, com um golo ao cair do pano.
Confirmações – O grupo do Águias de Alpiarça soma e segue, ampliando para quatro a sua assinalável série de vitórias consecutivas, que lhe conferem, por ora, um brilhante 2.º lugar na tabela, a par do favorito Mação. Os alpiarcenses impuseram-se, em casa, ao Alcanenense, ganhando por 2-1, noutro desafio em que os derrotados tiveram dois jogadores expulsos, de uma assentada, nos descontos da primeira parte, tendo os locais marcado na conversão de um “penalty”. A jogar nove contra onze, a turma de Alcanena conseguiu ainda o impensável: empatar o jogo; mas acabaria por não resistir, sofrendo o segundo tento à entrada do último quarto de hora.
O Fazendense cumpriu o seu papel, indo ganhar ao terreno do Tramagal (que subsiste sem se estrear a pontuar, somando quinto desaire sucessivo), mas a surpresa esteves prestes a acontecer, apenas um solitário golo, já no minuto noventa, tendo proporcionado a vitória aos visitantes.
Em Ourém, o Cartaxo ofereceu outro recital de golos marcados… e sofridos, voltando a empatar a três bolas, ante o At. Ouriense, tal como acontecera em Tomar. Em cinco jogos realizados, os cartaxeiros ganharam uma vez por 3-2, empataram por duas ocasiões a 3-3, e perderam noutras duas vezes por 2-3 – totalizando, pois, 13 golos marcados e 14 sofridos! Desta feita, depois de estarem em desvantagem por 1-0 e por 3-1, chegariam à igualdade com dois tentos nos derradeiros cinco minutos. Após um ciclo de três vitórias a abrir, o At. Ouriense voltou a ceder pontos.
Liga 3 – O U. Santarém antecipara para o mês de Setembro o jogo ante o Caldas, pelo que “folgou” no passado fim-de-semana, assinalado pelos triunfos da Académica (2-0 em Évora, face ao Lusitano), Belenenses (3-0 ao Sp. Covilhã) e Atlético (4-0 ao 1.º Dezembro). Após a disputa de sete rondas, o Caldas comanda com 14 pontos, seguido por Belenenses (13), Académica e Mafra (12). Os escalabitanos, registando oito pontos, posicionam-se no 7.º lugar.
Campeonato de Portugal – Também esta prova esteve sofreu interregno no que respeita ao seu curso regular, tendo o domingo sido aproveitado para recuperar jogos em atraso. À sexta jornada, Fátima e Samora Correia situam-se, ambos, abaixo da “linha de água”, no 11.º e 12.º posto.
II Divisão Distrital – Teve início esta competição, tendo a ronda inaugural ficado assinalada por várias goleadas, ainda para mais, obtidas fora de casa, que deixam antever algum receio quanto à competitividade deste campeonato, dado o desnível de potencial entre os clubes envolvidos.
Espinheirense (ganhando por estrondoso 8-0 em Alferrarede), Caxarias (7-1 em Abrantes, ante a equipa “B” local), Moçarriense (6-1 em Benfica do Ribatejo) e Samora Correia “B” (vencedor, igualmente por 6-1 frente ao Rebocho) deram as notas de maior realce, anotando-se ainda os categóricos triunfos (ambos por 3-0) do Ouriquense em Rio Maior e do Vasco da Gama na Atalaia. O Ferreira do Zêzere teve um “arranque em falso”, batido (1-2) no seu terreno pelo Pego.
Antevisão – Na 6.ª jornada da I Divisão as atenções estarão focadas, especialmente, no clássico do futebol distrital (Torres Novas-U. Tomar), mas, também, no Fazendense-Coruchense e no Pontével-Mação. No escalão secundário destacam-se os desafios Marinhais-Benavente, Ouriquense-Forense, Samora Correia “B”-Glória do Ribatejo e Caxarias-Ferreira do Zêzere. A Liga 3 e o Campeonato de Portugal voltam a estar em pausa, a pretexto de mais uma eliminatória (1/32 avos de final) da Taça de Portugal, já sem qualquer emblema em representação do Distrito.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Outubro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 09.10.2025)
Apenas com quatro jornadas realizadas, olha-se para a classificação e, necessariamente, estranha-se a actual ordenação da tabela: por exemplo, os sensacionais desempenhos do Águias de Alpiarça, no 3.º lugar, e do Porto Alto, em 5.º; como, ao invés, vemos o Fazendense (7.º) e o Coruchense e Abrantes e Benfica (11.º e 12.º) já com atrasos de seis e de oito pontos face ao guia.
Mas, em paralelo, fica também a sensação de que este campeonato parece começar a definir-se demasiado cedo, no que respeita ao título, se atentarmos na forma como o Mação vem passeando a sua superioridade, e vendo, nesta altura, como rivais mais próximos, o Torres Novas (novo vice-líder) e o At. Ouriense (para além da citada formação do Águias). Obviamente, haverá toda uma “maratona” ainda por disputar, mas os primeiros sinais estão dados: os maçaenses terão de lutar, acima de tudo, “contra si próprios”, procurando superar-se a cada semana, vencendo a inércia.
E, sem “condenar” ninguém – recorde-se a fabulosa ponta final da última época realizada pelo Entroncamento AC, a fechar o campeonato com uma incrível série de seis triunfos sucessivos –, os recém-promovidos Pontével, At. Riachense e Tramagal situam-se já nos quatro lugares da cauda da pauta classificativa, acompanhados, por coincidência, pela equipa da cidade ferroviária.
Destaques – Após os 7-0 aplicados ao At. Riachense, o Mação volta, na semana imediata, a golear, desta feita por 5-0, no Entroncamento, somando já um total de 17 golos marcados, a uma média superior a 4 golos por jogo! Antevemos todos, a começar pelos maçaenses, que esta não será certamente a regra, que haverá obstáculos mais difíceis de transpor, mas, por agora, a demonstração de poderio exibida pelos comandados de Mário Nelson é impressiva.
Conjugada com a vitória obtida, a turma de Mação isolou-se no comando beneficiando da derrota sofrida pelo At. Ouriense (0-2) nas Fazendas de Almeirim, colocando termo ao ciclo triunfal do conjunto de Ourém nas três rondas iniciais. O Fazendense, tendo vacilado já por duas vezes, castigado com os desaires sofridos em Mação e no Porto Alto (pese embora ambos por tangencial 1-2), confirmou o seu favoritismo, marcando no último quarto de hora de cada uma das partes.
Em evidência esteve também o U. Tomar, com uma exibição de flagrante superioridade ao longo de todo o tempo de jogo nos Riachos, com os unionistas, sem permitir quaisquer veleidades, a golear o At. Riachense por 4-0, subindo à 6.ª posição, por ora, somente a três pontos do 2.º classificado. Perante um opositor a passar por naturais “dores de crescimento”, esta foi a quarta vez que os nabantinos golearam nos últimos cinco embates entre ambos (depois de 4-0 em 2018, e de 7-0 e 7-1 no ano de 2020), na sexta vitória consecutiva dos tomarenses ante este rival.
Realça-se, ainda, a vitória do Alcanenense no difícil reduto do Pontével, impondo-se por 3-1, recuperando, de pronto, do desaire caseiro ante o Torres Novas, dando um pulo de quatro lugares, até ao 8.º posto. Em contraponto, os donos da casa, depois do triunfo na estreia (face ao Entroncamento AC) não conseguiram repetir a vitória, perdendo pela segunda semana seguida.
Surpresas – Há a registar dois desfechos mais imprevistos, mesmo que um deles tenha de ser considerado de maior relevância: o Águias de Alpiarça somou terceira vitória consecutiva, indo ganhar a Coruche por 2-0 (tentos apontados à passagem do quarto de hora, e, já em tempo de compensação, a confirmar a surpresa), ascendendo ao pódio – tendo sofrido um único golo nos quatro encontros disputados, na estreia, com o Torres Novas –, enquanto o Coruchense volta a dar um passo atrás, com (mais) este inesperado revés (a somar ao desaire caseiro com o At. Ouriense).
Talvez também não expectável foi o resultado registado no Cartaxo (sofrendo igualmente segunda derrota no seu terreno), onde o grupo do Porto Alto, que promete dar que falar, foi vencer por 3-2, numa partida, com sucessivas cambiantes no “placard”. Os forasteiros mantêm a invencibilidade (contando duas vitórias e dois empates), no que já só são acompanhados pelos dois primeiros classificados (Mação e Torres Novas).
Confirmações – Precisamente, a turma torrejana – que mantém, a par dos alpiarcenses, a defesa menos batida, apenas tendo consentido um golo na recepção ao Pontével – deu sequência ao triunfo obtido em Alcanena, derrotando, desta feita, o Amiense, por 2-0. O Torres Novas passou a somar dez pontos, fruto de três vitórias e um empate, que lhe conferem excelente 2.ª posição.
O Abrantes e Benfica logrou, por fim, chegar ao triunfo, ganhando por convincente 3-0 (com golos marcados aos 25, 60 e 90 minutos) ao “lanterna vermelha”, Tramagal, que, por seu turno, registou quarto desaire em outros tantos desafios, penalizado por um exigente calendário nesta fase inicial da prova (defrontara já o At. Ouriense, o Águias de Alpiarça e o Coruchense). Os abrantinos integram um mini-pelotão de cinco concorrentes (com Amiense, Cartaxo, Coruchense e Pontével), entre o 9.º e o 13.º posto, cada qual com uma vitória, um empate e duas derrotas.
Liga 3 – O U. Santarém registou novo triunfo, tendo ido vencer à Tapadinha, frente ao Atlético, por 2-1, com dois golos no quarto de hora inicial do segundo tempo (tendo consentido o tento adversário em período de compensação), passando a somar oito pontos (em sete partidas jogadas), a um ponto do trio formado por Académica, Mafra e 1.º Dezembro, e, afinal, só a dois do vice-líder, Belenenses (pese embora todos estes oponentes tenham menos um encontro realizado).
O Caldas, ganhando no Restelo por 2-0, distanciou-se na liderança, com mais quatro pontos que o emblema de Belém (beneficiando os caldenses de terem antecipado a partida da 5.ª ronda, justamente ante o U. Santarém), cujos restantes jogos estão agendados para este fim-de-semana.
Campeonato de Portugal – O Fátima levou a melhor no confronto entre os representantes do Distrito, ganhando em Samora Correia, em prélio repartido, mercê de um solitário golo, a meio do primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade. Esta foi a segunda vitória seguida dos fatimenses, que lhes permitiu – tendo ainda um jogo em atraso – igualar o registo pontual dos últimos rivais acima da “linha de água” (Juv. Lajense, com dois jogos por disputar; e Marialvas).
Por seu lado, o conjunto samorense subsiste com quatro pontos (menos três que os fatimenses), mantendo a antepenúltima posição. Realce para o pleno de (cinco) vitórias do líder, V. Sernache (que foi ganhar a Angra do Heroísmo, ao Lusitânia, por 4-2), tendo o U. Serra sido surpreendido pelo “lanterna vermelha”, Eléctrico de Ponte de Sôr, não tendo conseguido melhor que resgatar um ponto, já nos descontos, depois de ter chegado a registar desvantagem de dois golos.
Taça do Ribatejo – Concluiu-se, com os jogos da 3.ª ronda, a fase de grupos, em que participaram os clubes que militam na divisão secundária, destacando-se nova goleada (8-1) do Marinhais, no Sardoal. Outra goleada, ganhando por 5-2, em Alferrarede, proporcionou o apuramento à U. Atalaiense. Sem reflexos a esse respeito, o Benavente ganhou também por 5-2 ao Rebocho.
A igualdade (1-1) entre Ouriquense e SC Rio Maior resultou na eliminação dos riomaiorenses (devido ao facto de terem, anteriormente, empatado também com o Benavente). O actual detentor do troféu, Ferreira do Zêzere, conseguiu apurar-se à tangente, ganhando por 1-0 em Minde.
Garantiram o apuramento para a fase a eliminar os seis vencedores de séries (Ouriquense, Glória do Ribatejo, Marinhais, Moçarriense, Pego e Vasco da Gama), assim como as quatro equipas (At. Pernes, U. Atalaiense, Espinheirense e Ferreira do Zêzere) com melhor desempenho de entre os 2.º classificados – em detrimento de SC Rio Maior e Caxarias (não sendo considerados, para tal efeito, os resultados dos jogos com o 4.º classificado, no caso das séries de quatro concorrentes).
Antevisão – Na 5.ª jornada do escalão principal teremos, este sábado, um aliciante embate entre os dois primeiros classificados, com o Mação a receber o Torres Novas, em partida que poderá começar a ser definidora. De interesse será ainda o Coruchense-Abrantes e Benfica, apesar da má posição que ambos ocupam. O U. Tomar terá a visita do Entroncamento AC. Arranca também o campeonato da II Divisão Distrital, com a curiosidade do imediato reencontro entre SC Rio Maior e Ouriquense, realçando-se igualmente os “derbies” Glória do Ribatejo-Marinhais e Benavente-Salvaterrense. O Campeão Distrital em título, Ferreira do Zêzere, recebe o Pego na estreia.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Outubro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 02.10.2025)
O par formado por Mação e At. Ouriense mantém, após a realização da 3.ª jornada, 100% de aproveitamento, com o pleno de nove pontos, emergindo na classificação o Torres Novas, que se isolou no último lugar do pódio, dois pontos abaixo. Numa fase ainda muito preliminar da prova, duas vitórias sucessivas possibilitam galgar várias posições, tendo o Águias subido ao 4.º posto.
Ao invés, tendo sido desfeiteados, Pontével e Fazendense (este, sofrendo segundo desaire) caíram vários lugares na tabela. Pior ainda estão, em especial, o Abrantes e Benfica (penúltimo), para além do Tramagal, “lanterna vermelha”, que somou terceira derrota em outros tantos encontros.
Destaques – Antevia-se claro favoritismo do Mação na recepção ao At. Riachense, mas o que não seria expectável – atendendo ao positivo início de campeonato do grupo dos Riachos, que, até então, obtivera dois empates (um deles em Alcanena) – foi a volumosa expressão do resultado, que se cifrou em 7-0, numa partida de sentido único, em que os maçaenses “devastaram” a defesa contrária com quatro golos no curto período de dez minutos (entre os 24 e os 34).
Ao “hat-trick” de Sandro Isabelinha juntou-se o bis de José Charles, que, com um total de cinco tentos apontados, reparte agora com Emanuel Benito Costa a liderança dos melhores marcadores.
Outra goleada, esta por 4-0, verificou-se nos Amiais de Baixo, tendo os anfitriões batido de modo categórico o Entroncamento AC, reforçando, com mais um golo a meio do segundo tempo, a vantagem de três tentos (obtidos em cerca de um quarto de hora) que registavam já ao intervalo.
Em função deste “placard”, o Amiense, que tem vindo “de menos a mais”, encabeça o quinteto, posicionado entre o 6.º e o 10.º lugar – integrando também o U. Tomar, Coruchense, Cartaxo e Pontével (este com trajectória inversa, “de mais a menos”) –, todos com quatro pontos, contando cada um dos clubes, nestas três rondas, um triunfo, um empate e uma derrota.
A realizar, até agora, uma prova digna de grande realce, o At. Ouriense recebeu o Abrantes e Benfica, tendo-se superiorizado, ganhando por 2-0, somando terceira vitória consecutiva, relegando a formação abrantina para posição nada condizente com a sua valia, repartindo o penúltimo posto com o Entroncamento AC, ambos, cada qual, apenas com um ponto obtido.
O Torres Novas rectificou o algo inesperado empate caseiro cedido ante o Pontével, averbando o segundo triunfo em outras tantas deslocações: depois do 1-0 em Alpiarça, nova vitória mercê de um solitário golo, desta feita em Alcanena, assinalando-se a particularidade de todos os três tentos dos torrejanos terem sido apontados já “ao cair do pano”, em cada uma das três partidas realizadas. O Alcanenense é um dos cinco emblemas que não se estreou ainda a vencer neste campeonato.
Surpresa – A equipa do Porto Alto, continuando a dar muito boa conta de si, mantém o registo de invencibilidade – apenas igualmente partilhado pelas turmas do Mação, At. Ouriense e Torres Novas –, sendo que, depois de ter deixado escapar a vitória nos momentos finais dos desafios ante o Coruchense e o Abrantes e Benfica, surpreendeu um dos principais candidatos, batendo o Fazendense por 2-1, o que lhe confere, para já, um notável 5.º lugar.
Confirmações – O Águias de Alpiarça tirou cabal partido de ter defrontado, de seguida, dois adversários teoricamente menos poderosos, para obter duas importantes vitórias: depois do triunfo alcançado no Tramagal, os alpiarcenses levaram a melhor na recepção ao Pontével, outra vez pela margem mínima (1-0), o que bastou para acumularem seis pontos, ascendendo, pois, ao 4.º lugar.
Por seu lado, o Coruchense reagiu positivamente a dois desfechos aquém das expectativas (empate no Porto Alto e derrota caseira com o At. Ouriense), indo ganhar ao Tramagal por 3-1, tendo chegado ao intervalo já com três golos de vantagem – um desfecho que amplia a série negativa dos tramagalenses para três derrotas, continuando a ser a única equipa sem pontuar.
Em absoluto contraponto ao Torres Novas, o U. Tomar somou terceiro jogo sucessivo a sofrer golos nos derradeiros instantes: se o tento consentido em período de compensação ante o Abrantes e Benfica (4-1), assim como o golo sofrido no último minuto nas Fazendas de Almeirim (1-3) não tinham alterado o desfecho de tais jogos, desta vez, outro golo encaixado para além dos noventa minutos custou a vitória, tendo os unionistas de se contentar com a igualdade (3-3).
Recebendo o Cartaxo, que tão boa réplica dera ao líder, Mação, os tomarenses começaram, aliás, por se ver em desvantagem, na conversão de uma grande penalidade, pouco depois dos vinte minutos. Não obstante, dois minutos volvidos, logo chegaram ao empate, também por via de outro “penalty”. Os visitados operariam mesmo a reviravolta, apontando o 2-1 ainda antes do intervalo.
Porém, na etapa complementar, os cartaxeiros voltaram mais afoitos, restabelecendo outra igualdade, a duas bolas. As alterações tácticas determinadas pelo treinador, Fábio Pereira, resultariam no terceiro golo do União, já dentro do quarto de hora final. Só que, porventura acusando alguma fadiga, decorrente do jogo disputado a meio da semana com o Fazendense, os nabantinos deixaram escapar o triunfo, devido ao terceiro tento do Cartaxo, aos 92 minutos.
Entre duas equipas cujo potencial poderá ter similitudes, as quais se têm revelado permeáveis no sector defensivo (com sete golos já sofridos pelo U. Tomar; sendo oito os golos consentidos no caso do Cartaxo – totalizando, cada qual, oito golos marcados, nas três jornadas disputadas), o resultado final reflectirá alguma justiça face ao desempenho de ambos os conjuntos.
Liga 3 – Depois de um desaire caseiro (0-1, perante o líder, Caldas) a meio da passada semana, o U. Santarém como que se redimiu, tendo, no Domingo, empatado a zero no reduto do 1.º Dezembro. Os escalabitanos, com mais um jogo que a generalidade da concorrência, posicionam-se por ora no 8.º (antepenúltimo) lugar, com cinco pontos em seis jogos (fruto de uma vitória e duas igualdades), apenas à frente de Lusitano de Évora (quatro) e Sp. Covilhã (três pontos).
Na frente da tabela seguem o Caldas (também com um jogo a mais – o que disputou com o U. Santarém), com onze pontos, Belenenses (dez), Académica e 1.º Dezembro (nove pontos).
Campeonato de Portugal – O Fátima deu um primeiro e bastante positivo sinal de inconformismo, estreando-se a ganhar, frente ao Peniche, por 3-1. Já o Samora Correia regressou derrotado da viagem aos Açores (ilha Terceira), tendo perdido por 2-0 com o Juv. Lajense.
Os dois clubes do Distrito, ambos com quatro pontos (sendo que os fatimenses têm um jogo a menos), encontram-se abaixo da “linha de água”, repartindo com o Lusitânia dos Açores o 10.º ao 12.º posto, somente adiante do Oliveira do Hospital (três pontos) e do Eléctrico de Ponte de Sôr (ainda sem pontuar), e a um ponto do Marinhense (9.º e último em posição de manutenção).
O topo da pauta classificativa é, de forma algo surpreendente, ocupado por três emblemas recém-promovidos dos Distritais (de Castelo Branco, Leiria e Coimbra): V. Sernache, com o pleno de quatro vitórias (doze pontos); União da Serra (dez); e Naval 1893 (nove pontos).
Taça do Ribatejo – Na 2.ª ronda da “fase de grupos” desta prova realce para as goleadas aplicadas pelo Ferreira do Zêzere (9-2, no terreno d’Os Lagartos do Sardoal), Marinhais (6-0 ao Mindense) e Moçarriense (5-0 ao Caxarias). Garantiram já o apuramento para a fase a eliminar: Glória do Ribatejo (vencendo, por 4-1, na Atalaia), Marinhais e Moçarriense.
Antevisão – Destacam-se, na 4.ª jornada da I Divisão Distrital, as deslocações dos guias, com o At. Ouriense a visitar as Fazendas de Almeirim, num desafio de elevado grau de dificuldade, enquanto o Mação viaja até ao Entroncamento, para defrontar o actual penúltimo classificado. De interesse serão também as partidas Torres Novas-Amiense e At. Riachense-U. Tomar.
Na Liga 3, o U. Santarém desloca-se a Lisboa, à Tapadinha, para defrontar o Atlético, que ocupa, nesta altura, a 6.ª posição. Por seu turno, no Campeonato de Portugal, anota-se a curiosidade de se cruzarem os dois representantes do Distrito, com o Samora Correia a receber o Fátima.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Outubro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 25.09.2025)
Numa jornada de empates (quatro, nos sete jogos disputados no Domingo), as equipas do At. Ouriense e do Mação foram as únicas a conseguir bisar o triunfo da ronda inaugural, partilhando, pois, o comando da prova, com o pleno de seis pontos; o outro clube a ganhar foi o Águias de Alpiarça, recuperando, em terreno alheio, os três pontos que cedera em casa na semana anterior.
Por seu lado, Alcanenense, At. Riachense e Porto Alto somaram segundo empate em outros tantos jogos, sendo que são ainda nove os clubes sem qualquer vitória averbada. O recém-promovido Tramagal é o único já com duas derrotas, de que decorre a posição de “lanterna vermelha”. O desafio entre U. Tomar (vitorioso na estreia) e Fazendense (derrotado) fora adiado para dia 24.
Destaques – O desfecho de maior sensação foi o que ocorreu em Coruche, com a turma local a ser desfeiteada pelo At. Ouriense, perdendo por 1-2. A formação de Ourém abriu o activo próximo dos 40 minutos, tendo o conjunto do Sorraia restabelecido a igualdade logo a abrir a segunda metade. Sendo expectável que o Coruchense pudesse, durante o tempo que faltava ainda jogar, operar a reviravolta, acabaria, contudo, por ser o At. Ouriense a fixar o resultado a seu favor, já nos minutos finais – cinco pontos perdidos em duas jornadas não estaria certamente nos planos.
Mais empolgante ainda foi a partida entre Cartaxo e Mação, com os anfitriões a começar por surpreender, apontando dois golos num intervalo de apenas cerca de dez minutos, colocando-se, inesperadamente, em vantagem por 2-0, ainda antes de completada a hora de jogo. Mas os maçaenses, não virando a cara à luta, não se entregaram, reduzindo à beira do intervalo. Na etapa complementar, o Mação empataria, próximo da meia hora, vindo a consumar, em cima do derradeiro minuto, muito importante recuperação, que lhe proporcionou ganhar por 3-2.
Ainda uma outra nota de destaque, para o triunfo obtido pelo Águias de Alpiarça, no Tramagal, mercê de um solitário tento, a abrir o segundo tempo, o que proporcionou aos alpiarcenses grande salto na tabela, mas, mais significativo, um triunfo que poderá ser determinante em termos anímicos, dado ter sido alcançado em reduto contrário, e frente a um “concorrente directo”.
Surpresas – Dos quatro encontros que terminaram igualados, por curiosidade todos com o mesmo “placard” (1-1), dois poderão ser, de alguma forma, classificados como surpresa: são os casos do Torres Novas-Pontével e do Abrantes e Benfica-Porto Alto, com dois dos novos promovidos a pontuar fora de casa, frente a opositores, em teoria, com superiores argumentos, sendo que, aliás, em ambos os casos, os visitados apenas “in extremis” evitaram a derrota.
Em Torres Novas, o Pontével colocou-se em vantagem logo nos minutos iniciais, registando-se a particularidade de se ter tratado do terceiro golo consecutivo (ou seja, todos os que este clube obteve até agora no campeonato) marcado por jogadores adversários na sua própria baliza! Os torrejanos só em período de compensação chegariam ao tento do empate.
Por seu turno, em Abrantes, foi também o grupo do Porto Alto a marcar primeiro, já no segundo tempo, vindo os abrantinos a igualar, na conversão de uma grande penalidade, ao minuto noventa, numa altura em que, há mais de vinte minutos, se encontravam em inferioridade numérica. Pela segunda semana seguida, a AREPA deixou escapar a vitória nos instantes finais.
Confirmações – Nas outras duas partidas em que o desfecho ficou empatado, ter-se-á tratado de resultados mais dentro da lógica, se considerarmos que os visitantes disporão de potencial superior aos respectivos rivais: Entroncamento AC-Alcanenense e At. Riachense-Amiense.
No Entroncamento, os anfitriões inauguraram o marcador à passagem dos vinte minutos, tendo o conjunto de Alcanena empatado cerca da hora de jogo. Nos Riachos, foram também os donos da casa a marcar primeiro, também ao minuto vinte, só que, neste caso, o Amiense ripostou de pronto, igualando no minuto imediato – não tendo ocorrido mais alterações nos resultados até final.
Taça de Portugal – Depois de Ferreira do Zêzere e Samora Correia (eliminados logo na ronda inaugural da competição), também U. Santarém, Fátima e Fazendense (que tinham ficado isentos nessa oportunidade) foram afastados na primeira eliminatória que disputaram, pelo que não subsiste já em prova qualquer representante do Distrito.
Os escalabitanos, defrontando um adversário do seu nível (Liga 3), tendo-se deslocado a Amarante, foram batidos por 2-0, desfecho fixado ainda nos primeiros minutos da segunda parte.
Também o Fátima (que disputa o Campeonato de Portugal) enfrentou um oponente daquele escalão (Liga 3), superior ao que se encontra inserido, visitando as Caldas da Rainha, não surpreendendo a derrota, mesmo que por 3-0, só no último minuto tendo sofrido o terceiro tento.
Quanto ao Fazendense (3.º classificado na última edição do Distrital) – apurado para esta competição devido ao facto de os dois primeiros classificados do campeonato (Ferreira do Zêzere e Samora Correia) terem sido também os finalistas da Taça do Ribatejo –, recebeu a visita do Mirandela (actual 11.º classificado da Série A do Campeonato de Portugal), tendo sido derrotado por 1-2, marcando o seu “ponto de honra” já na parte final do desafio.
Anota-se que, nas últimas seis temporadas (desde 2020-21) – num total de 27 participações (de 13 diferentes clubes) – só por uma única vez (o U. Santarém, na época transacta, batendo dois adversários dos Distritais) os emblemas do Distrito lograram superar as duas rondas iniciais, chegando aos 1/32 avos de final da Taça de Portugal (fase em que entram em prova os clubes da Primeira Liga). De resto, quedaram-se, em quinze ocasiões, pela 1.ª eliminatória; tendo disputado a 2.ª ronda por onze vezes.
Taça do Ribatejo – Arrancou no passado fim-de-semana a edição desta temporada da Taça distrital, com a disputa da “fase de grupos”, em que participam somente os clubes inscritos no escalão secundário (no total de 21, repartidos em seis séries – para apurar dez, que se juntarão, na fase seguinte, às 16 equipas da I Divisão).
Da ronda inicial, nota para o desaire caseiro do actual detentor do troféu (que, aliás, conquistou nas duas últimas temporadas), Ferreira do Zêzere – presentemente num contexto distinto –, batido pelo Marinhais, por 1-3, vendo, portanto, quebrada uma invencibilidade de mais de dois anos e meio na “prova rainha” (desde Janeiro de 2023), após ter somado notável série de onze jogos sem perder (quatro triunfos e um empate em 2023-24; e o pleno de seis vitórias em 2024-25).
Destacam-se ainda os triunfos obtidos em terreno alheio por: SC Rio Maior (2-0, ante o Rebocho); Ouriquense, no regresso à competição oficial, após treze anos de interregno (1-0, em Benavente); U. Atalaiense (3-1, frente ao Benfica do Ribatejo); e Moçarriense (2-0, em Salvaterra).
Outra retoma, neste caso da formação d’Os Lagartos do Sardoal (depois de seis anos de ausência), ficou marcada por uma torrente de golos, tendo o Mindense vencido por 6-3.
Antevisão – A 3.ª ronda do Distrital da I Divisão tem como principais focos de atenção os seguintes embates: At. Ouriense-Abrantes e Benfica; Tramagal-Coruchense; e Porto Alto-Fazendense. O Mação, recebendo o At. Riachense, é claro favorito. Quanto ao U. Tomar, terá a visita do Cartaxo, que ofereceu forte réplica aos maçaenses, apresentando-se também, nesta fase inicial, com o melhor marcador da prova, Emanuel Costa, bisando em ambos os jogos realizados.
Na Liga 3, o U. Santarém recebia, esta quarta, o Caldas (integrando o lote de vice-líderes da sua série, e que vem de eliminar o Fátima, para a Taça). No Campeonato de Portugal, o Fátima, actuando também no seu terreno, terá a visita do Peniche (“carrasco” do Ferreira do Zêzere, na Taça); enquanto o Samora Correia viaja até aos Açores (Terceira), para defrontar o Juv. Lajense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Setembro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 18.09.2025)
Na ronda inaugural do Distrital da I Divisão, a equipa do União de Tomar surpreendeu a do Abrantes e Benfica, desforrando-se do desaire sofrido há cerca de cinco meses, obtendo uma inesperada goleada, o que, por ora, posiciona a turma nabantina no topo da tabela classificativa.
No regresso do principal escalão do futebol distrital, esta temporada com a particularidade de não contar com nenhum dos dois primeiros classificados do último campeonato (tendo o vice-campeão, Samora Correia, sido promovido ao Campeonato de Portugal; enquanto o Campeão, Ferreira do Zêzere, foi administrativamente despromovido à II Divisão Distrital, por ter abdicado da subida), e numa jornada em que o equilíbrio foi nota dominante, com resultados tangenciais, assinala-se que só o Torres Novas manteve a sua baliza inviolada, tendo, correspondentemente, o Águias de Alpiarça sido a única equipa a ficar “em branco”.
De entre os 16 concorrentes, apenas quatro (Amiense, Cartaxo, Fazendense e Torres Novas) são totalistas nas últimas doze épocas, com presença ininterrupta na I Divisão desde (pelo menos) 2014-15; nesse período o Coruchense não participou em quatro edições do Distrital, dado ter disputado o Campeonato de Portugal, tendo Mação e U. Tomar participado nessa prova uma vez.
Em função da despromoção do Ferreira do Zêzere, foram quatro os promovidos da II Divisão Distrital, tendo deixado boas indicações na ronda de estreia: o Campeão, Porto Alto (regresso após treze anos de ausência), e o finalista, Tramagal (colocando termo a um longo interregno de 18 anos); o Pontével (após dez anos) e o At. Riachense (“repescado”, beneficiando da sanção aplicada ao emblema ferreirense, por curiosidade uma penalização que fora adoptada no regulamento de provas, precisamente devido ao facto de o clube dos Riachos ter abdicado da subida aos Nacionais no ano de 2009) – sendo que apenas os tramagalenses não lograram pontuar.
Destaques – A primeira nota de realce vai para a goleada averbada pelo U. Tomar, derrotando o Abrantes e Benfica por 4-1. Um desfecho que traduz grande eficácia da formação tomarense, que começara por ter a “sorte” do jogo em dois momentos, com uma bola que embateu nos ferros da sua baliza, e com uma grande penalidade, também desperdiçada pelos abrantinos.
Tendo o nulo no marcador subsistido até ao intervalo, na segunda metade, dois tentos de Wemerson Silva, apontados em pouco mais de dois minutos – conferindo ao avançado unionista, agora com um total de 91 golos marcados ao serviço do clube, a 2.ª posição na lista dos melhores marcadores de sempre do União, tendo superado a marca de 90 golos alcançada por Bolota (este, sobretudo, em jogos da I e da II Divisão nacional), apenas abaixo do registo obtido por Ferreira, único a ultrapassar a centena de golos – praticamente sentenciaram o desfecho da partida.
Com a turma abrantina sem conseguir encontrar antídoto para contrariar a mobilidade do jogo contrário, o “placard” subiria até aos 4-0, tendo os visitantes apontado o ponto de honra já em período de compensação. Uma excelente entrada em prova dos nabantinos, mas que, com um novo grupo em construção, integrando um lote de jogadores muito jovens, obviamente deverão “manter os pés no chão”, sem deslumbramentos, numa caminhada longa como é este campeonato.
Em destaque estiveram também o Cartaxo e o Torres Novas, únicos visitantes a vencer. Os cartaxeiros, deslocando-se ao reduto dos Amiais de Baixo – por singular curiosidade, na quarta vez, em anos recentes, em que os dois emblemas se defrontam na 1.ª jornada do campeonato (depois das épocas de 2016-17, 2022-23 e 2024-25) –, beneficiando de o Amiense ter visto o seu guarda-redes expulso logo nos minutos iniciais, ganharam por 3-2, tendo chegado a dispor de vantagem de três golos, vindo a consentir os tentos dos visitados nos derradeiros cinco minutos.
Quanto aos torrejanos, repetiram os triunfos alcançados nas duas visitas anteriores a Alpiarça, em 2023 e 2024, mas, desta feita, tendo sido uma vitória “arrancada a ferros”, na conversão de uma grande penalidade, já em período de compensação, para lá dos noventa minutos regulamentares.
No “jogo-grande” da jornada, colocando frente-a-frente dois dos principais candidatos, o Mação levou a melhor sobre o Fazendense, impondo-se por tangencial 2-1. Num confronto entre dois dos clubes com melhor desempenho histórico na última década, sempre posicionados nos oito primeiros lugares da classificação, os maçaenses – agora reforçados com a equipa técnica, comandada por Mário Nelson, e vários dos jogadores que, na temporada finda, se sagraram Campeões Distritais, em representação do Ferreira do Zêzere – colocaram-se em vantagem no início do segundo tempo, cederam ainda o tento do empate, mas acabariam por superiorizar-se.
Surpresas – Numa fase inicial, em que são escassos os elementos que permitam aquilatar do real potencial de cada um dos concorrentes, anotam-se, ainda assim, os resultados positivos averbados por três dos recém-promovidos à divisão principal: Porto Alto, At. Riachense e Pontével.
O emblema do Porto Alto, recebendo outro dos principais candidatos, Coruchense – que concluiu o campeonato no 1.º lugar por três vezes nos últimos anos (em 2015, 2017 e 2021), para além de ter ficado, nas restantes épocas, na 2.ª, 3.ª, 4.ª e 5.ª posição –, surpreendeu, com a igualdade a uma bola, tendo, aliás, marcado o primeiro tento da prova, apenas nos derradeiros instantes consentindo o golo que permitiu à turma do Sorraia pontuar.
Quanto ao At. Riachense, de visita a Alcanena, num “quase derby”, arrancou também um empate (2-2), depois de ter, igualmente, aberto o activo; os locais ainda chegaram a operar a reviravolta, mas viriam a ceder o tento da igualdade (bis de Pedro Ferreira) já em tempo adicional.
Melhor fez o Pontével, tirando partido do factor casa, ganhando por 2-1 ao Entroncamento AC – equipa que, de forma sensacional, vencera todos os seus últimos seis jogos do campeonato precedente. Neste encontro, os anfitriões chegaram a vantagem de dois golos, tendo, curiosamente, ambos os tentos sido marcados na própria baliza. O conjunto da cidade ferroviária reduziu para a diferença mínima logo a abrir a segunda parte, mas não conseguiria evitar a derrota.
Confirmação – No outro desafio em que estava envolvido um clube promovido, entre o At. Ouriense e o Tramagal, os tramagalenses começaram também por surpreender, marcando primeiro, tendo os homens de Ourém virado o resultado para 2-1, antes de os visitantes chegarem ainda ao empate a duas bolas; não teriam, porém, capacidade para responder ao terceiro golo dos donos da casa, apenas dois minutos volvidos, fixando o marcador em 3-2 para a turma de Ourém.
Liga 3 – Após a disputa das quatro primeiras jornadas, o U. Santarém soma escassos quatro pontos (fruto de uma vitória e de um empate), ocupando o 8.º (antepenúltimo) posto, numa série, para já, muito equilibrada. No Domingo os escalabitanos sofreram convincente derrota, por 3-0, no terreno do Amora (um dos actuais vice-líderes, três pontos acima).
Campeonato de Portugal – Também com quatro rondas disputadas (mas vários jogos em atraso), não está a ser muito auspicioso o arranque dos representantes do Distrito: o Fátima (com um único ponto obtido em três jogos) ocupa a penúltima posição (13.º), tendo sido derrotado pelo Oliveira do Hospital, por 2-0; por seu turno, o Samora Correia regista desempenho análogo ao do U. Santarém, sendo 9.º (último acima da “linha de água”), tendo perdido em Peniche por 1-0.
Antevisão – Na 2.ª jornada do Distrital destaca-se o Cartaxo-Mação. O U. Tomar deslocar-se-á a Fazendas de Almeirim, mas apenas na quarta-feira, dia 24 de Setembro, dado que o Fazendense jogará, no fim-de-semana, para a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, recebendo o Mirandela (Campeonato de Portugal). As equipas do U. Santarém e do Fátima deslocam-se, respectivamente, a Amarante e às Caldas da Rainha, para defrontar dois grupos que militam na Liga 3.
Quedaram-se pela 1.ª ronda da Taça o Ferreira do Zêzere (goleado por 8-0 em Peniche) e o Samora Correia (afastado no desempate da marca de grande penalidade, na Marinha Grande, depois de empate a um golo) – Fátima, Fazendense e U. Santarém haviam, então, ficado isentos por sorteio.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Setembro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – Supertaça

(“O Templário”, 12.06.2025)
Num embate (o terceiro, no curto intervalo de menos de mês e meio) entre os dois primeiros classificados do campeonato e, também, finalistas da Taça – e depois de o Campeão, Ferreira do Zêzere, ter alcançado a “dobradinha” –, coube, desta feita, a fortuna ao Samora Correia, na disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, em partida tradicionalmente realizada em Torres Novas.
Tal como sucedera na Final da Taça do Ribatejo, quem marcou primeiro acabou por sair derrotado, sendo que a partida se viria a decidir num escasso período de apenas dez minutos, entre os 28 e os 38: os ferreirenses inauguraram o marcador, na conversão de uma grande penalidade (por Tiago Mateus), tendo os samorenses restabelecido a igualdade oito minutos depois (golo apontado pelo australiano Deniz Sen), para logo de seguida, só outros dois minutos volvidos, se colocarem em vantagem (por intermédio de Kelton Garcia), fixando o que viria o ser o resultado final, de 2-1.
No balanço geral do confronto directo entre as duas equipas, num total de quatro desafios disputados, todos eles muito nivelados no marcador final (com resultados tangenciais ou igualado), a formação comandada por Mário Ruas acaba por levar a melhor sobre o grupo liderado por Mário Nelson, com dois triunfos dos samorenses, face a um dos ferreirenses, e um empate. O que não invalida, claro, que o Ferreira do Zêzere se tenha superiorizado a nível das conquistas mais significativas, ostentando o título de Campeão Distrital e o troféu da Taça do Ribatejo.
Em qualquer caso, ficou bem patente que Ferreira do Zêzere e Samora Correia foram os clubes dominadores do futebol distrital, quer a nível da prova de regularidade (no caso dos ferreirenses estabelecendo um “record” histórico absoluto de pontos, tendo perdido um único jogo e empatado outro; tendo, em paralelo, os samorenses obtido também a sua maior pontuação de sempre, num desempenho apenas superado pelos três títulos de Campeão conquistados – sendo que em 1982-83, com a vitória a valer dois pontos, cederam somente três empates), quer da prova a eliminar.
Ao fim de 28 anos de jejum de títulos, o Samora Correia conquistou a terceira Supertaça do seu historial (depois ter sido já vencedor da competição em 1994 e em 1997), igualando a marca de Coruchense, Fazendense, Riachense e Torres Novas enquanto clubes com mais triunfos na prova.
Regista-se, desde modo, que, já há dez anos, nenhuma equipa consegue alcançar o “triplete” de troféus (Campeonato Distrital, Taça do Ribatejo e Supertaça Dr. Alves Vieira), desde que o Coruchense obteve tal proeza, em 2015; antes, outros cinco emblemas já o tinham realizado também: At. Riachense (2010); Monsanto (2004); Abrantes FC (2003); U. Rio Maior (2002); e, por coincidência, o agora novo detentor da Supertaça, Samora Correia (1994).
Passa a ser o seguinte o resumo do Palmarés do futebol distrital, desde a temporada inaugural, de 1924-25, até à época agora finda, de 2024-25, ao longo de um século de competições (com um total de 36 clubes com títulos conquistados – 31 dos quais de Campeão Distrital; tendo sido 25 os vencedores da Taça do Ribatejo; e 16 os que ganharam já a Supertaça):

II Divisão Distrital – As equipas da região Norte do Distrito partiam em vantagem (tangencial, em ambos os casos), mas acabaram por soçobrar, na 2.ª mão, tendo prevalecido os clubes da zona Sul, quer no que respeita à Final, para apuramento do Campeão, como ao “playoff” de subida.
No Tramagal, a turma da Associação Recreativa do Porto Alto – que havia sido batida, no seu reduto, pelo Tramagal, por 0-1 – viria a impor-se, triunfando por convincente marca de 3-1 (tendo, aliás, chegado a dispor de vantagem de três golos), revertendo o desfecho da semana anterior, conquistando assim o seu primeiro título de Campeã Distrital da II Divisão, sucedendo ao Águias.
Na disputa do “playoff” de promoção, o Pontével, após ter perdido nos Riachos por 2-1, manifestou inequívoca superioridade, triunfando por 3-0, garantindo, portanto, a terceira e última vaga de subida ao escalão principal, ficando, ao invés, o Riachense com o amargo de não ter conseguido alcançar esse objectivo, num ano difícil, em que passou por infaustos momentos.
Estão apurados para participar no campeonato da I Divisão Distrital de 2025-26 os seguintes 16 emblemas: Samora Correia, Fazendense, Coruchense, Torres Novas, Abrantes e Benfica, Mação, Alcanenense, At. Ouriense, Amiense, Águias de Alpiarça, Entroncamento AC, U. Tomar, Cartaxo, Porto Alto, Tramagal e Pontével.
Teremos, pois, três regressos, de clubes que há largos anos se encontravam afastados do escalão principal: o Tramagal volta a disputar tal campeonato após 18 anos de interregno (última presença na época de 2006-07), enquanto o Porto Alto retorna depois de 13 anos (última participação em 2011-12), sendo que o Pontével não disputava a prova há dez anos (desde 2014-15).
Antevisão – Disputa-se este Sábado, 14 de Junho, no Estádio Nacional do Jamor, o último jogo da temporada: a Final do Campeonato de Portugal, entre a equipa “B” do Vitória de Guimarães e o Lusitano de Évora, vencedores, respectivamente, das séries Norte e Sul, para apurar o quarto Campeão neste novo formato da prova (correspondendo ao 4.º escalão a nível nacional), depois dos títulos conquistados pelo Paredes (2021-22), Atlético (2022-23) e Amarante (2023-24).
Quanto ao “Pulsar do Campeonato” finda por aqui a sua 13.ª temporada, num total de 420 artigos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Junho de 2025)
Nota – Já após a publicação deste artigo chegou, entretanto, a notícia de que o Ferreira do Zêzere (não dispondo de campo com as medidas regulamentares para disputar o Campeonato de Portugal) abdicou da promoção ao Nacional, revertendo essa vaga de subida a favor do Samora Correia (vice-campeão distrital).



