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O Pulsar do Campeonato – 5.ª jornada
(“O Templário”, 15.10.2015)
Demorou cinco jornadas a ascensão do favorito Fátima à posição de guia isolado do campeonato distrital da I Divisão, na sequência de uma série de quatro triunfos sucessivos (ganhando no último fim-de-semana à U. Abrantina por 3-1, primeiro desafio em que ganha por margem não tangencial); apenas o Cartaxo – com um golo mesmo ao “cair do pano”, na ronda inaugural – tendo impedido o pleno de vitórias dos fatimenses.
Destaque – A principal nota de realce da jornada, num destaque infelizmente negativo para o União de Tomar, foi a expressão da vitória do Cartaxo (ocupando já o 2.º posto da tabela, posição que partilha agora com os Empregados do Comércio), goleando a formação nabantina pela pesada marca de 6-1.
Um resultado que, confirmando a superioridade evidenciada pelos visitados neste encontro – com um grupo ainda jovem, mas de boa qualidade –, é manifestamente excessivo, apenas explicável pelo muito oportuno aproveitamento das oportunidades proporcionadas pelos unionistas, com várias falhas comprometedoras, e que não estaria nas cogitações de ninguém, atendendo particularmente ao equilíbrio patenteado na meia hora inicial, com o nulo no marcador a ser quebrado já na aproximação aos 40 minutos de jogo.
No recomeço, o Cartaxo logo ampliou para 2-0, tendo os rubro-negros reagido então positivamente, reduzindo ainda para a margem mínima, de 1-2, voltando a colocar tudo em aberto. Porém, o terceiro tento dos cartaxenses, surgido de pronto, seria determinante para uma terrível meia hora final, com os tomarenses como que apáticos, a denotarem dificuldade de concentração – em contraponto com os adversários, sempre muito lestos, a aproveitar quase todas as ocasiões –, colocando em evidência as carências de que a equipa padece nesta altura, perante a sua inexperiência e a ausência de algumas referências, em especial, no caso deste jogo em concreto, a necessidade de uma “voz de comando” dentro de campo, que pudesse ter conseguido manter a tranquilidade do conjunto.
Uma tarde má, mas que não significará mais do que a perda de três pontos, assim o grupo consiga recompor-se rapidamente, recuperando o equilíbrio evidenciado na temporada anterior, mas sem deixar de ter os “pés assentes no chão”, a nível do que será razoável esperar-se do seu desempenho neste campeonato.
Surpresas – A grande surpresa da jornada foi o desaire caseiro sofrido pelo Riachense, derrotado pelo Moçarriense, graças a um solitário tento, que afasta ainda mais a turma de Riachos dos primeiros lugares (tal como o candidato Fazendense, distam já ambos 9 pontos do comandante), ao mesmo tempo que a formação da Moçarria – à margem das duas goleadas já sofridas nesta fase inicial da prova – “justifica” o triunfo da primeira jornada.
Menos surpreendente terá sido a vitória do Mação em Amiais de Baixo, não obstante também com uma inesperada expressão do marcador (um categórico 3-0), com o Amiense – tendo o jogo da 3.ª ronda, com o União de Tomar, sido agendado para esta quarta-feira, 14 de Outubro, de que não é ainda conhecido o desfecho aquando da escrita deste comentário – a afundar-se na classificação, ocupando a indesejável posição de “lanterna vermelha”, com um único ponto obtido e ainda, ao fim de sete jogos oficiais, sem se ter estreado a marcar nesta época…
Confirmações – Nas outras três partidas, imperou alguma normalidade, com o Fazendense, pese embora não sem dificuldade, a obter o primeiro triunfo, ganhando ao Rio Maior por tangencial 2-1; o U. Almeirim a consentir a igualdade (1-1) na recepção ao At. Ouriense; e a equipa dos Empregados do Comércio, continuando a confirmar a vocação para excelentes arranques de temporada, a empatar também (2-2) em Torres Novas, mantendo a invencibilidade, no que é, por agora, igualada apenas por Fátima e Cartaxo.
II Distrital – Na segunda ronda deste campeonato, a principal menção vai para o segundo triunfo de Ferreira do Zêzere (4-0 ao Tramagal) e Benavente (1-0 em Marinhais), ambos, já, a isolarem-se no comando das correspondentes séries, perseguidos respectivamente por Pego e Atalaiense (a Norte) e Glória do Ribatejo (a Sul), com estes três clubes a empatar, depois das vitórias averbadas na jornada inicial.
CNS – No Campeonato Nacional de Seniores, confirmaram-se as dificuldades antevistas para o Alcanenense, derrotado por 0-2 na Sertã, caindo para a antepenúltima posição da série, a par do V. Sernache; na frente, o U. Leiria cedeu o primeiro empate (0-0) na recepção à Naval, mantendo quatro pontos de vantagem, agora sobre o B. C. Branco. Mas a nota de sensação vai para o primeiro êxito do Coruchense, ganhando em Loures (3-1), frente a um dos anteriores vice-líderes, o que, contudo, por agora, não lhe permitiu trespassar a “lanterna vermelha”, mas não pode deixar de ser visto como um sinal de esperança num futuro mais tranquilo.
Antevisão – Como será uma constante ao longo desta temporada, a próxima jornada do Distrital da I Divisão surge bem recheada de aliciantes confrontos, de que se destaca especialmente o duelo entre os actuais vice-líderes, Empregados do Comércio-Cartaxo, mas, também, o Mação-Torres Novas e o At. Ouriense-Fazendense, tudo “jogos de tripla”. O União de Tomar recebe o seu congénere de Almeirim, na expectativa de poder retomar o trilho das vitórias, enquanto o guia terá uma saída que poderá constituir-se em mais um efectivo teste, até Rio Maior.
Na II Divisão Distrital, destacam-se os encontros Caxarias-Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo-Samora Correia.
No Campeonato Nacional de Seniores, depois da deslocação à Sertão, o Alcanenense visita agora o seu parceiro de tabela, V. Sernache; por seu lado o Coruchense, recebendo o Torreense (actual 7.º classificado), terá oportunidade para confirmar o encetar do caminho da recuperação.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Outubro de 2015)
O Pulsar do Campeonato – 4.ª jornada
(“O Templário”, 08.10.2015)
À quarta jornada do Distrital da I Divisão, e na sequência de uma gradual subida na tabela, após o empate da ronda inaugural, o favorito Fátima – somando terceiro triunfo sucessivo, com a particularidade de todos eles terem sido obtidos pela margem mínima – ascende à liderança da prova, ainda que, por agora, partilhada com os Empregados do Comércio, grupo que viu quebrada a senda de vitórias que averbara nos três primeiros encontros.
Por curiosidade, desta vez, dos actuais cinco primeiros classificados, apenas o Fátima ganhou, tendo os restantes empatado; numa prova que registava, até então, apenas duas igualdades (em 20 jogos realizados), esta ronda fica assinalada por nada menos de três empates.
Destaque – A vitória do Fátima na recepção ao Riachense (1-0), com a turma fatimense, até agora, a encarar a competição com grande seriedade e rigor, não entrando em exuberâncias, mas sendo eficaz, voltando a derrotar – depois do triunfo em Fazendas de Almeirim – outro candidato aos lugares cimeiros, que disputara também, no ano anterior, o campeonato nacional.
Surpresas – A principal surpresa da jornada foi a vitória (2-1) da U. Abrantina frente a um candidato ao título, Fazendense, que – com um arranque de campeonato irreconhecível, não tendo ainda conseguido vencer –, partilha, por agora, a indesejada posição de “lanterna vermelha” com o Amiense, com um único ponto alcançado; a atenuante que a formação almeirinense poderá invocar a seu favor é o facto de ter já defrontado Fátima e Riachense… pese embora com resultados pouco animadores.
A outra “meia-surpresa” vem precisamente do nulo imposto pelo conjunto de Amiais de Baixo na deslocação ao terreno da até então 100% vitoriosa equipa dos Empregados do Comércio. Não obstante não ter ainda conseguido marcar qualquer golo (!) em seis jogos oficiais já disputados nesta temporada – é a única equipa ainda a “zeros” –, a verdade é que o Amiense vem dando sinais de empreender uma recuperação, de que fora já indício o desaire tangencial ante o Portimonense, da II Liga, na partida da Taça de Portugal.
Confirmações – Os restantes resultados seriam mais ou menos expectáveis, desde logo com outro nulo, verificado no clássico entre União de Tomar e Torres Novas, num desafio em que ambas as equipas se equivaleram, não tendo nenhuma delas conseguido concretizar as (relativamente escassas) oportunidades de que dispuseram para marcar.
Assim como esteve de acordo com a lógica a igualdade entre At. Ouriense e Cartaxo (1-1), ou a vitória do Mação sobre o Moçarriense (5-1), com a formação da Moçarria a sofrer segunda goleada (depois do 0-5 registado em Tomar).
Menos evidente “a priori” poderia ser a vitória do Rio Maior sobre o U. Almeirim (2-1), mas a turma da casa, já com novo responsável técnico, e dispondo de um lote de jogadores de qualidade, fez valer a sua condição de visitada, impondo-se a uma equipa que vem dando boa conta de si, estando curiosamente estes dois clubes agora igualados na pauta classificativa, conjuntamente com o Mação, um trio que persegue de perto, a apenas um ponto, o par formado por At. Ouriense e Torres Novas, estes também somente um ponto abaixo do Cartaxo.
II Distrital – No arranque do campeonato da II Divisão Distrital, em que participam 18 equipas, repartidas em duas séries de 9 clubes, assinalam-se os regressos à competição de índole oficial da Associação de Futebol de Santarém dos clubes de Marinhais, Benfica do Ribatejo e do Forense; ao contrário, suspenderam a prática do futebol senior a nível associativo, o Pontével, U. Chamusca, V. Mindense, Sabacheira, Rossiense, Goleganense e Muge.
Na jornada inaugural da prova, menção aos triunfos obtidos fora de portas por Caxarias (com excelente estreia, goleando por 5-1 no Tramagal), Ferreira do Zêzere (1-0 em Santarém, face ao União local), Pego (2-0 em Pernes) e Porto Alto (3-1 no terreno do Forense); no “derby” local entre Glória do Ribatejo e Marinhais, triunfo dos visitados por 1-0.
CNS – No regresso do Campeonato Nacional de Seniores, as duas equipas representativas do Distrito tiveram, desta feita, comportamento distinto: o Alcanenense, pese embora com grande dificuldade, em partida muito disputada, levou de vencida (4-3) a formação do Águias do Moradal, actual “lanterna vermelha” da série, tendo assim o grupo de Alcanena subido ao 5.º posto, instalando-se a meia da tabela, liderada pelo U. Leiria, que somou a quinta vitória noutros tantos jogos; ao invés, o Coruchense, batido em casa (0-1) pelo Real de Massamá, agrava a sua crise de resultados, acumulando já cinco desaires no campeonato, mantendo-se sem pontuar.
Antevisão – Na próxima jornada da I Divisão Distrital, dois prélios sobressaem dos demais: a difícil deslocação do União de Tomar ao terreno do Cartaxo – a par dos dois líderes a única equipa ainda invicta na prova, o que lhe confere nesta altura o 3.º posto; e a recepção do Torres Novas ao Empregados do Comércio, com os torrejanos a pretender confirmar que o desaire caseiro ante o At. Ouriense estará já superado, colocando assim um forte desafio à invencibilidade do adversário, também a defesa menos batida (tendo um único tento sofrido).
Na II Divisão Distrital, destacam-se os encontros Pego-U. Santarém, Marinhais-Benavente e Samora Correia-Barrosense.
No Campeonato Nacional de Seniores antecipa-se mais uma jornada problemática para os representantes do Distrito: o Alcanenense viaja até à Sertã para defrontar a equipa que se lhe segue imediatamente na classificação, Sertanense; o Coruchense terá mais um difícil obstáculo, em Loures, um dos actuais 2.º classificados da série, a apenas um ponto do líder Sintrense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Outubro de 2015)
O Pulsar do Campeonato – 3.ª jornada
(“O Templário”, 01.10.2015)
Com três rondas decorridas no Campeonato Distrital da I Divisão, os Empregados do Comércio – beneficiando do algo inesperado desaire caseiro do Torres Novas –, curiosamente repetindo o percurso da fase inicial da época passada, somando terceiro triunfo consecutivo, assumiram a liderança isolada da prova.
Num domingo em que o União de Tomar “folgou” – tendo visto o seu encontro com o Amiense adiado para 14 de Outubro, dada a participação do conjunto de Amiais de Baixo na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal –, registe-se a curiosidade de os agora quatro primeiros da pauta classificativa terem repetido o êxito registado na semana anterior.
Destaques – A vitória do Fátima em Fazendas de Almeirim (2-1) no “jogo da jornada” (potencialmente entre os dois principais candidatos ao título), com o grupo fatimense, de forma paulatina, sem grande exuberância, mas segura, a “levar a água ao seu moinho”, curiosamente depois de, na semana anterior, terem derrotado também, e igualmente pela margem mínima, a outra equipa do município almeirinense. O que, por outro lado, confirma o mau arranque do Fazendense, já com oito pontos perdidos – a distância que o separa do guia, ocupando o antepenúltimo posto –, pese embora a atenuante de terem defrontado já dois dos clubes despromovidos do Campeonato Nacional de Seniores.
O triunfo do Empregados do Comércio na Moçarria (2-0), que permitiu à formação escalabitana isolar-se no comando, confirmando o promissor início de temporada, enquanto o Moçarriense não conseguiu confirmar a surpresa da primeira jornada, em que tinha ganho ao At. Ouriense.
Surpresas – A principal surpresa desta jornada terá sido a derrota do até então co-líder, Torres Novas, na recepção ao At. Ouriense (1-3), com a turma de Ourém a querer demonstrar que o passo em falso da ronda inaugural estará ultrapassado, ascendendo na tabela, já até ao grupo dos 4.º classificados, curiosamente integrado também pelos torrejanos e pelo U. Almeirim.
Confirmações – A vitória do Cartaxo, por números claros (3-0) frente a uma equipa do Rio Maior ainda em período de transição, após a saída do responsável técnico, e depois de uma tardia preparação da época, mas sem que é reafirmado o valor dos cartaxenses, que continuam, a par do Fátima, na vice-liderança, somente a dois pontos dos “Caixeiros”.
Em mais um desafio de grande expectativa, entre duas das melhores equipas da competição, o triunfo (primeiro no campeonato) do Riachense, sobre o Mação (que, por seu lado, e ao invés, soma segundo desaire sucessivo), por 3-1.
Também o U. Almeirim confirmou o triunfo que alcançara na estreia, agora recebendo a U. Abrantina, que bateu por 1-0, com a equipa de Abrantes, para já, a ser a única que somou terceira derrota sucessiva, ocupando portanto (com o Amiense, este com um jogo em atraso) a indesejada posição de “lanterna vermelha”.
Taça de Portugal – O passado fim-de-semana foi também ocasião para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, com as três equipas representativas do Distrito de Santarém, desta feita, com excelente comportamento, tendo Alcanenense e Coruchense feito mesmo figura, ao eliminarem duas equipas de escalão superior (II Liga) – por coincidência, ocupando actualmente os dois últimos lugares da classificação –, ambas no desempate da marca de grande penalidade, depois de terem mantido a igualdade no final do tempo regulamentar e do prolongamento: no caso da formação de Alcanena, afastando o Sp. Covilhã (após empate a duas bolas); tendo a turma do Sorraia (que impôs o nulo no marcador), superando a Oliveirense.
Por seu lado, o Amiense, depois da contundente goleada sofrida na ronda inicial da prova, teve agora uma saída de grande dignidade, perdendo pela margem mínima (0-1) frente a outra equipa da II Liga, Portimonense.
Antevisão – Na próxima jornada, renovam-se os desafios de especial interesse, desde logo o Fátima-Riachense, entre duas equipas que militaram no Nacional no ano transacto e que ambicionam disputar os lugares cimeiros da edição desta temporada do Distrital. Mas, também, o At. Ouriense-Cartaxo, entre dois agrupamentos em que a juventude impera, mas com valores seguros, também apostados em “dar nas vistas”.
Ou ainda, necessariamente, no que mais directamente nos diz respeito, o “clássico” entre os tradicionais rivais U. Tomar e Torres Novas, os dois clubes do Distrito com maior historial, que se defrontarão, em provas de índole oficial – Campeonatos nacionais, Distritais, Taça de Portugal e Taça do Ribatejo – pela 84.ª vez, num duelo muito repartido, com ligeira superioridade estatística dos unionistas, tendo somado 35 vitórias, contra 33 dos torrejanos, para além de 15 empates.
No regresso do Campeonato Nacional de Seniores, e conforme já referido nesta coluna, menção particular à recepção do Alcanenense ao “lanterna vermelha”, Águias do Moradal, e do Coruchense ao Real Massamá, agendamento que permite acalentar esperanças de obtenção de tão necessárias vitórias para as equipas do Distrito.
Terá também início o campeonato da II Divisão Distrital, com a participação de um total de 18 clubes, repartidos em duas séries de nove, com destaque para os seguintes encontros na jornada de arranque da competição: U. Santarém-Ferreira do Zêzere e o “derby” local Glória do Ribatejo-Marinhais (neste caso, um regresso à competição oficial, que se saúda).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Outubro de 2015)
O Pulsar do Campeonato – 2.ª jornada
(“O Templário”, 24.09.2015)
Após a disputa da 2.ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, Torres Novas e Empregados do Comércio – únicas formações que conseguiram repetir a vitória – assumiram a liderança da tabela classificativa, que, por agora, se caracteriza essencialmente pelo grande equilíbrio entre os diversos concorrentes, com nada menos de seis clubes que ganharam um jogo e perderam o outro, num total de dez equipas já com vitória(s) e, também, dez já com derrota(s).
E, também a nível de golos marcados, há metade dos concorrentes já com três ou mais golos marcados; ao invés, apenas Riachense e Amiense ainda não se estrearam a marcar. Assinala-se ainda que o Torres Novas é já o único concorrente a manter a inviolabilidade das suas redes.
Uma curiosidade: considerando o actual alinhamento das equipas na hierarquia da classificação geral, os seis primeiros venceram nesta jornada (nos seis jogos em que houve um vencedor, dado o empate registado no encontro restante), tendo os quatro seguintes perdido.
Destaques – O União de Tomar a revelar uma veia goleadora, com a particularidade assinalável de os cinco tentos com que bateu o Moçarriense terem sido apontados (todos eles) nos 45 minutos iniciais, chegando-se portanto ao intervalo já com o “resultado feito” (5-0), assumindo-se a turma nabantina como a mais goleadora – liderando assim o pelotão dos 5.º classificados –, de que Pelé continua a ser o principal expoente, já com três golos na sua conta pessoal.
A vitória convincente (3-1) obtida pelos “Caixeiros” de Santarém – a repetir um excelente arranque de campeonato, à semelhança do registado na temporada anterior –, perante o Mação, um opositor com ambições… que desfeiteara o União de Tomar na semana anterior.
Por fim, o nulo registado em Fazendas de Almeirim, entre dois candidatos aos lugares cimeiros, Fazendense e Riachense, que – “não podendo” perder segundo jogo sucessivo –, subsistem ainda sem ganhar neste campeonato, tendo marcado o primeiro ponto, ocupando, para já, posições na cauda da pauta classificativa (partilhando o 11.º lugar).
Surpresas – Ao contrário do verificado na ronda inaugural, não houve, nesta segunda jornada, grandes surpresas, assinalando-se, não obstante, o categórico triunfo averbado pelo At. Ouriense na recepção ao Amiense (3-0), equipa que confirma um mau arranque de época, e que terá de seguida mais um teste de muito elevado grau de dificuldade na recepção ao Portimonense, em partida a contar para a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal.
Confirmações – A primeira nota para relevar a dificuldade que – conforme transparece do desfecho final do encontro (1-0) – o Fátima (que terá o “ónus” de ser perspectivado com um maior nível de exigência) terá enfrentado para confirmar o triunfo face ao U. Almeirim, o seu primeiro na prova, em que, nos dois desafios já disputados, não foi além de um golo em cada um deles.
Outra para sublinhar a margem “afirmativa” (4-1) pela qual o Cartaxo foi derrotar o recente campeão da II Divisão Distrital, U. Abrantina, e em terreno alheio, parecendo confirmar o forte potencial que se atribui ao grupo cartaxense, nesta altura a repartir a 3.ª posição com o favorito Fátima.
A última para registar a aparente lógica com que o Torres Novas foi ganhar a Rio Maior (2-0), impondo a sua condição de favorito, se bem que se saiba não poder esperar-se nunca facilidades, em nenhum campo, para mais actuando na condição de visitante, e sabendo-se que o conjunto agora derrotado até tinha tido uma estreia positiva, ganhando em Amiais de Baixo.
CNS – Na 4.ª jornada do Campeonato Nacional de Seniores, Alcanenense e Coruchense confirmam a dificuldade de lidar a este nível competitivo, sofrendo mais duas pesadas derrotas.
No caso do conjunto de Alcanena, perdendo por 0-3 em Castelo Branco, frente a um dos principais candidatos à subida, B. C. Branco, mantém-se consequentemente “estacionado” – desde o jogo inaugural – nos três pontos, apenas mais um que o par da cauda da tabela (Sertanense e Águias do Moradal – este último, precisamente o próximo adversário dos alcanenenses).
Por seu lado, a formação do Sorraia somou a quarta derrota em outras tantas partidas, sofrendo uma goleada (4-0) em Sintra, imposta pelo 1.º de Dezembro, um dos guias da série, a par do Loures. O Coruchense recebe, na próxima ronda, o Real de Massamá, actual 8.º classificado, em desafio em que a vitória se afigura de “primeira necessidade”.
Antevisão – Na próxima ronda as atenções estarão sobremaneira focadas num aliciante prélio, que oporá Fazendense e Fátima; de forte interesse será também o encontro entre Riachense e Mação, ambos os desafios porventura de maior responsabilidade para as equipas que actuam em casa, dado não terem ainda vencido na época em curso.
Para além de um curioso “derby” local, entre Moçarriense e Empregados do Comércio, o outro líder, Torres Novas, recebe a visita do At. Ouriense, numa partida que poderá servir para aquilatar melhor as pretensões de cada um destes concorrentes.
O jogo que oporá Amiense e União de Tomar não se disputa no fim-de-semana, dado que, conforme referido, o grupo da casa jogará para a Taça de Portugal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Setembro de 2015)
O Pulsar do Campeonato – 1.ª jornada
(“O Templário”, 17.09.2015)
Projecção – Teve início no passado fim-de-semana mais uma edição do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, esta época com acrescida expectativa de competitividade, dado o lote de equipas que se apetrecharam em ordem à disputa dos primeiros lugares, de que necessariamente sobressai o Fátima.
Efectivamente, numa prova que abarca nada menos de três clubes despromovidos do Campeonato Nacional de Seniores (Fátima, At. Ouriense e Riachense), foram os fatimenses – os quais vêem agora interrompida uma longa série de 31 temporadas nos Nacionais, culminada com a participação na II Liga, escalão de que se despediram apenas há quatro anos – que, no decurso da pré-época, maior esforço de investimento realizaram, suportado por investidores árabes (Arábia Saudita), no âmbito de um projecto que visa, no imediato, sob a batuta do treinador tomarense João Henriques, o regresso aos Nacionais, tendo a ambição, no horizonte de cinco anos, de poder atingir a I Liga!
Pelo que, “a priori”, terá o Fátima de ser colocado num patamar diferente, em relação aos restantes concorrentes, posicionamento a confirmar ou infirmar em função da evolução do campeonato, dentro de campo, semana a semana, dependendo principalmente da forma como o seu plantel se adaptar às especificidades deste escalão.
Nesta análise teórica, “no papel”, num plano imediatamente seguinte, perfila-se um conjunto de outros concorrentes, principais candidatos aos lugares de topo, encabeçado pelo Fazendense (bastante reforçado com jogadores que, na época anterior, se sagraram campeões distritais ao serviço do Coruchense), Mação (também com reforços de qualidade), Cartaxo, Torres Novas, Riachense (sempre um forte concorrente, aureolado com diversos títulos distritais num passado bem recente, em 2009, 2010 e 2013) e União de Tomar (na sua condição de vice-campeão, dependente porém da concretização de esperados reforços, que aguardam “luz verde” para, viajando do Brasil, se juntarem ao grupo).
E, para além do referido leque de sete clubes, que serão naturais candidatos a um lugar no pódio – no final só haverá lugar para três… – surgem outras equipas apetrechadas com bons valores, e que poderão intrometer-se na disputa por um lugar na primeira metade da tabela, nomeadamente os Empregados do Comércio, Amiense e U. Almeirim. Para além dos recém-promovidos Moçarriense e U. Abrantina, as maiores incógnitas serão porventura o despromovido At. Ouriense e o Rio Maior, que, até bastante tarde, teve dificuldade em definir o seu plantel.
Destaques – Postos os considerandos anteriores, após o pontapé de saída neste campeonato, os primeiros destaques vão para o empate imposto pelo Cartaxo na recepção ao Fátima, a uma bola (com os cartaxenses a obter o tento da igualdade mesmo a findar o desafio); e para o triunfo do U. Almeirim (3-1), no derby local, na recepção ao Fazendense – turma que constituirá porventura a maior ameaça ao favoritismo fatimense –, com os unionistas almeirinenses a revelarem bons argumentos, que os poderão vir a alcandorar a posição de relevo. Para começar, fica o registo da curiosidade de nenhum dos dois principais candidatos ter conseguido vencer.
Surpresas – Mas, para além dos desfechos anteriores, as principais surpresas da ronda foram a vitória dos Empregados do Comércio em Riachos (1-0), com o grupo escalabitano a pretender começar, desde logo, a demonstrar que mantém o bom nível evidenciado na temporada anterior, sempre temível, curiosamente ainda mais quando actua fora do seu reduto; e o inesperado triunfo do Rio Maior (1-0) no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, frente a uma equipa do Amiense, eventualmente ainda massacrada pelo impacto do desnivelado marcador registado na partida da Taça de Portugal (0-9).
Confirmações – Nesta jornada inaugural houve lugar também a desfechos mais ou menos expectáveis, como foram a vitória do Torres Novas sobre o recente campeão da II Divisão Distrital, a U. Abrantina (2-0), e do Moçarriense, na recepção ao At. Ouriense, neste caso com os recém-promovidos a ganhar aos despromovidos do Nacional na época finda por 1-0.
União – Na estreia, depois do pesado desaire sofrido na Taça de Portugal – de que, a propósito, se viu entretanto definitivamente arredado, dado não ter sido bafejado pela fortuna no sorteio de repescagem para a 2.ª eliminatória, contrariamente ao sucedido com o Amiense –, o União de Tomar, bastante desfalcado, por lesões e jogadores que, por questões burocráticas, não foi ainda possível inscrever, não conseguiu contrariar o favoritismo do Mação, que, actuando no seu terreno, e fazendo jus ao potencial que denota, venceu por 2-1. Numa partida cedo marcada por duas expulsões (uma para cada lado), os maçaenses rapidamente se colocaram em vantagem, apontando o tento inaugural desta edição do campeonato, ao qual os tomarenses ainda ripostariam, com o melhor marcador da época anterior, Pelé, a fazer o “gosto ao pé”, na conversão de uma grande penalidade, ainda antes do intervalo. Contudo, na metade complementar, ao segundo golo dos visitados, já os unionistas não teriam possibilidade de responder, não evitando assim a primeira derrota.
CNS – No Campeonato Nacional de Seniores, já na sua 3.ª jornada, as equipas representativas do Distrito, Alcanenense e Coruchense, integradas, respectivamente, nas Séries F e G, começam desde logo a denotar algumas dificuldades para se “aguentar no balanço” da exigência competitiva de uma competição de índole nacional, ambas derrotadas nesta ronda: a formação de Alcanena, visitada por um dos líderes, U. Leiria (que, a par do Caldas, soma três vitórias), perdendo por 0-2, mantém os 3 pontos que a colocam, para já, no grupo do 5.º ao 8.º classificados; enquanto o conjunto de Coruche, desfeiteado, também em casa, pelo Sintrense (1-2) acumula já três desaires, sendo consequentemente a “lanterna vermelha” (10.º da sua série). Recorde-se que apenas os dois primeiros de cada série se apuram para a fase final, de disputa da promoção à II Liga, enquanto os restantes oito clubes disputarão, na segunda fase, a permanência no Nacional.
Antevisão – Na próxima ronda – num calendário que, dado o equilíbrio de forças, promete entusiasmantes confrontos semana a semana – os jogos de maior cartaz serão o Fazendense-Riachense, Empregados do Comércio-Mação e Fátima-U. Almeirim, começando eventualmente a dar algumas pistas adicionais sobre o que poderá vir a ser o desempenho de cada equipa. Por seu lado, o U. Tomar, recebendo o Moçarriense, espera somar os seus primeiros três pontos…
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Setembro de 2015)
O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal
(“O Templário”, 10.09.2015)
Com a retoma da competição para as equipas do distrito, inicia-se outro andamento deste “Pulsar” do futebol regional, com comentários à evolução dos campeonatos distritais, assim como à participação em provas de âmbito nacional. A volta desta coluna fica assinalada pelo retorno – 14 anos depois –, do União de Tomar a tais competições de cariz nacional, no caso à chamada “prova-rainha”, a Taça de Portugal, de que estava arredado desde a temporada de 2001-02, um justo prémio ao seu meritório desempenho na época finda, na sua condição de vice-campeão distrital.
É, todavia, um regresso com a ingrata missão de abordar um cruel desfecho, para as cores nabantinas, da 1.ª eliminatória da Taça de Portugal, com os “rubro-negros” tomarenses a serem desfeiteados por contundente 0-7, pela União de Leiria. Um desafio, aguardado com grande expectativa, mas em que ficou bem vincada a diferença de ritmo competitivo entre uma equipa profissional e outra amadora, com os leirienses a revelarem “outro andamento”.
Enfrentavam-se duas equipas de escalões diferentes, uma a militar na I Divisão Distrital, a outra, no Campeonato Nacional de Seniores, no qual se perfila como candidata à subida à II Liga. Uma repleta de juventude, outra com um plantel recheado de experiência, com jogadores de I Divisão, de que, aliás, o clube do Liz se despediu há apenas três anos. Antecipava-se que seriam fundamentais para a evolução da partida os minutos iniciais, nos quais o jovem grupo nabantino teria de procurar superar a natural ansiedade decorrente de se ver integrado num jogo de nível e responsabilidade acrescidos, de que carece de experiência, procurando em paralelo transferir, à medida que o tempo fosse avançando – e caso conseguisse manter a sua baliza inviolada – alguma intranquilidade e pressão para o adversário.
A equipa da casa entrou em campo com boa disposição, denotando uma atitude positiva, pertencendo-lhe mesmo as primeiras investidas no meio-campo contrário. Porém, tudo se esboroaria de pronto: praticamente com apenas um quarto de hora decorrido, o “placard” assinalava já um grande desnível, de 0-3. Logo aos 6 minutos, num lance de bola parada, o guardião Telmo ainda daria excelente resposta a um livre de boa execução, com atento desvio para canto… na sequência do qual, antecipando-se à defensiva local, os visitantes inaugurariam o marcador.
Agora, conhecido o resultado final, e apreciada a forma como o jogo decorreu em termos globais, será porventura escassa a legitimidade para falar de eventuais lapsos de arbitragem, mas o segundo tento, obtido aos 11 minutos, na sequência de uma grande penalidade, acabaria por se revelar determinante, na medida em que, ao contrário do desejado, não só tranquilizou de forma absoluta o U. Leiria, como teve o efeito oposto na equipa tomarense, que, a partir daí – vindo ainda a sofrer o terceiro golo, apenas mais cinco minutos volvidos –, teria grande dificuldade em voltar a serenar e a encontrar-se. E os leirienses nem necessitariam de tal lance, e nas circunstâncias em que ocorreu: num ataque tomarense, Diogo Moreira pareceu ser derrubado em falta, ficando a contorcer-se no terreno; os adversários, ao invés de pararem o jogo, colocando a bola fora de campo, para a assistência ao jogador “rubro-negro”, encetaram um rápido contra-ataque, que originaria, já dentro da área, um desarme, que o árbitro considerou em falta, portanto passível de ser sancionado com a tal penalidade máxima.
Até final do primeiro tempo, o União de Tomar conseguiria manter, durante cerca de meia hora, a sua baliza a salvo, pese embora as frequentes investidas dos leirienses. Contudo, numa tarde em que nada correu bem, o início do segundo tempo replicaria o sucedido na primeira metade, com o 0-4 a surgir logo aos cinco minutos, resultante de um lance de infelicidade, num desencontro entre o defesa central e o guarda-redes, com um atraso a originar um ressalto involuntário e a bola a encaminhar-se lentamente para o risco fatal… Depois, entre os 61 e os 72 minutos, mais três golos selaram o marcador final, que, nos derradeiros vinte minutos, não sofreria alteração, pese embora o “vendaval” a que os tomarenses se viram então sujeitos.
Procurando lutar contra a adversidade, com o meio-campo nabantino com grandes dificuldades para procurar suster o ritmo avassalador do opositor, perante uma desamparada linha defensiva, de sublinhar o brio e a dignidade com que a jovem turma nabantina, com grande abnegação, enfrentou todo o encontro, no qual, afinal, acabou por ter mais de “uma parte” sem sofrer golos, se somarmos a última meia hora do primeiro tempo e os derradeiros vinte minutos – podendo, por outro lado, ter inclusivamente chegado ao “ponto de honra”, caso tivesse sido mais feliz e eficaz num ou noutro lance.
É de ressalvar que o União de Tomar não ficou ainda definitivamente afastado da Taça de Portugal, dependendo de sorteio para repescagem de 14 equipas (das 59 agora derrotadas nesta 1.ª eliminatória), que transitarão para a fase seguinte, na qual participarão já os 19 clubes da II Liga (excluindo-se as equipas “B” de Benfica, FC Porto, Sporting, Sp. Braga e V. Guimarães).
Como nota final, esta não foi também a pior derrota do clube, bem longe disso… para além dos desaires sofridos ante o Tramagal na época de 1951-52 (0-13 no Tramagal e 0-9 em Tomar), recentemente (2007-08) o União perdeu também por 0-9 em Torres Novas – havendo ainda registo de outras goleadas por 0-7, nos últimos anos: igualmente em casa, com o Alcains (1999-00), em Cernache do Bonjardim (2001-02), e em Alcanena, ante o Alcanenense (2009-10).
Curiosamente, as duas equipas do distrital de Santarém sofreram das maiores goleadas nesta eliminatória: para além do União de Tomar, o Amiense foi derrotado por 0-9 em Castelo Branco, ante o Benfica local. No final da temporada se poderá aquilatar com maior propriedade se terão tido particular infelicidade no sorteio, defrontando eventualmente duas das equipas mais fortes do Campeonato Nacional de Seniores, candidatas à promoção à II Liga.
É agora altura de “virar agulha”, com o início do campeonato distrital da I Divisão agendado para o próximo fim-de-semana, com os unionistas a começarem com um sério teste, numa deslocação sempre de elevado grau de dificuldade, a Mação, numa prova em que se pré-anuncia haver também um concorrente com “outro andamento”…
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Setembro de 2015)
O Pulsar do Campeonato – 26.ª jornada
(“O Templário”, 30.04.2015)
Com os dois primeiros lugares já entregues, subsistiam por decidir, na derradeira ronda do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, o 3.º lugar, assim como o escalonamento das equipas ainda em luta pela manutenção, objectivos distintos que se cruzavam directamente em Santarém, no desafio entre Empregados do Comércio e Pontével.
De facto, tal como na época transacta, Benavente e Pontével voltavam a ver-se envolvidos, no último jogo da competição, nessa indesejável disputa para evitar a descida ao escalão secundário. Depois de uma muito boa recta final, com três vitórias sucessivas (sucedendo a um ciclo de seis desaires), o Benavente acabaria por vir a ser surpreendido, perdendo, na última jornada, no “derby” municipal, frente ao já despromovido Barrosense (1-0), com a turma da Barrosa a arrastar assim o clube da sede do município também para a II Divisão. Isto porque, por um lado, o Pontével, batalhando até ao fim, arrancou um eventualmente determinante empate (3-3) em Santarém; e, por outro, porque se confirmou neste fim-de-semana, que serão, pelo menos, duas as equipas do Distrito a despromover do Campeonato Nacional de Seniores.
Precisamente, tal desfecho (igualdade dos Empregados do Comércio na recepção ao Pontével) viria a ter um elevado custo para os escalabitanos, que, após a excelente temporada realizada (em que lideraram durante largo tempo, tendo inclusivamente chegado a dispor da possibilidade de, a somente quatro jornadas do fim, voltar a assumir o comando), acabaram por ser ingloriamente penalizados com a queda até ao 6.º lugar, assim se vendo ultrapassados, no último dia de prova, por nada menos de três concorrentes! O culminar de um final de época já em esforço, sem conseguir vencer nas últimas seis jornadas do campeonato…
Assim, o Fazendense, com uma impressiva goleada, por 8-0, sobre… a outra equipa de Santarém, o União, viria a arrebatar o 3.º posto, com um ponto de vantagem sobre o Torres Novas (vencedor na Chamusca, por 3-2) e dois pontos a mais que Mação (também vitorioso, pela mesma marca, face a um já tranquilo Rio Maior) e Empregados do Comércio.
Em relação aos dois primeiros classificados, o Campeão Coruchense não alcançou melhor que o empate a um golo no Cartaxo, enquanto o vice-campeão, União de Tomar – curiosamente encerrando a competição com a sua melhor série da temporada, à semelhança do ano anterior – somou quarto triunfo consecutivo, ganhando em Amiais de Baixo, ao Amiense (clube que disputará com o grupo de Coruche, na próxima sexta-feira, a final da Taça do Ribatejo), por 1-0, com mais um golo de Pelé, a somar 24 tentos, confirmando-se como melhor marcador da prova.
Nas contas finais do campeonato, cinco pontos a separar os dois primeiros classificados; a lógica fria dos números indica que teria bastado ao União de Tomar ganhar em casa ao Coruchense, para se sagrar Campeão… ou, noutra perspectiva, mais factual, enquanto os unionistas somaram 55 pontos nos 24 desafios com os restantes 12 concorrentes, o grupo do Sorraia “apenas” obteve 54. Continuando ainda nos números: a turma de Coruche (com o melhor ataque e a segunda melhor defesa) realizou excelente segunda volta, somando 33 pontos aos 27 obtidos na primeira metade; o União de Tomar (segundo melhor ataque) foi a equipa mais “regular”, com os parciais de 28 (na primeira volta) e 27 pontos (segundo melhor desempenho na segunda metade, a par do Mação).
Num balanço geral, comparativo face à época precedente, o Coruchense subiu do 2.º ao 1.º lugar; tendo o União de Tomar registado a mais significativa progressão, do 6.º para o 2.º posto; o Fazendense melhorou também (de 4.º para 3.º), precisamente por troca directa com o Torres Novas, enquanto o Mação subiu de 7.º para 5.º, tendo os Empregados do Comércio – que tanto prometeram durante período tão alargado da prova – acabado por melhorar também apenas duas posições (de 8.º para 6.º), com o Cartaxo a seguir-lhes de imediato as pisadas (de 9.º para 7.º). Em qualquer dos casos, uma notável estabilidade a nível das equipas que ocuparam os lugares cimeiros nos dois últimos campeonatos.
Ao invés, a principal baixa foi a do Amiense (de 5.º para 8.º), tendo o Pontével repetido o 10.º posto do ano anterior, com o Benavente a passar de 12.º para 11.º (ainda assim insuficiente para evitar a descida), também por troca directa com o U. Chamusca. Entre os três clubes promovidos, destaque para o Campeão da II Divisão Distrital do ano anterior, Rio Maior, a obter o 9.º posto, sendo o único a garantir a manutenção; as outras duas equipas, Barrosense e U. Santarém, que se quedaram nas duas últimas posições da tabela (substituindo Assentis e U. Abrantina), tiraram “bilhete de ida-e-volta”, regressando assim ao escalão secundário.
Quem parece estar de regresso ao escalão principal é precisamente a formação de Abrantes, vencedora na recepção ao Moçarriense (2-1), mantendo o 2.º posto, assim como o líder U. Almeirim, que foi ganhar a Assentis pela mesma marca, e, também o Pego (3.º classificado), batendo o Glória do Ribatejo por 4-1. A quatro jornadas do termo desta fase de apuramento de Campeão, os três primeiros dispõem de importante vantagem sobre o Assentis, respectivamente nove, oito e sete pontos, o que indicia que poderão estar encontradas as três equipas a promover à I Divisão Distrital… a não ser que o Assentis conseguisse repetir a extraordinária recuperação que realizou na primeira fase do campeonato; só que, agora, para além de começar a escassear drasticamente o tempo para tal recuperação, o grau de dificuldade é deveras acrescido.
Por fim, no Campeonato Nacional de Seniores, também com quatro rondas ainda por disputar na sua segunda fase (apenas três jogos, no caso do At. Ouriense), a par do empate do Alcanenense na recepção ao líder U. Leiria (3-3), o pesado desaire caseiro sofrido pela formação de Ourém face ao Sertanense (2-6), não tendo ainda sentenciado matematicamente a sua despromoção, confirma, desde já – sendo o Fátima o 6.º classificado, a nove pontos –, que serão, pelo menos, duas as equipas a regressar ao Distrital (contando com o desistente Riachense); o destino do Fátima (nesta altura em posição de disputa do “play-off”) fica agora de “mãos dadas” com o do Pontével, dependente da manutenção dos fatimenses no Nacional.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Abril de 2015)












