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O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 21.02.2019)
Depois de quatro jornadas com a liderança presa por um escasso ponto, sem vacilar, o Coruchense tornou a ampliar, para três pontos, a sua vantagem no comando, o que não sucedia já desde a 11.ª ronda, no início de Dezembro. Para tal beneficiou de um empolgante “derby” municipal, em Santarém, repleto de golos, em que os seus concorrentes se neutralizaram.
Destaque – O destaque da jornada 18 vai precisamente para o confronto que opunha o 2.º e 3.º classificados, respectivamente U. Santarém e Amiense, em partida disputada na capital do Distrito, na qual o grupo de Amiais de Baixo, continuando a elevar bem alto a sua ambição, quase surpreendeu os donos da casa, chegando a dispor de vantagem de dois tentos (3-1). Tal como sucedera no desafio ante o Coruchense, de há três jornadas, os escalabitanos conseguiriam forçar a igualdade, a três bolas, já em período de compensação, o que, por seu lado, deixa o Amiense agora a seis pontos do guia.
Surpresa – Vindo de uma pesada goleada sofrida em Santarém (0-6), o Ferreira do Zêzere foi surpreendido no seu reduto pela aguerrida formação da Glória do Ribatejo, não tendo conseguido melhor que o empate a um golo, com o conjunto do Sul do Distrito a confirmar o resultado positivo que obtivera na semana anterior, frente ao U. Almeirim, pela mesma marca. Mantém-se, assim, a distância entre ambos (cinco pontos, a favor dos ferreirenses, mas que não lhes permite ainda “respirar” com definitiva tranquilidade).
Confirmação – Numa jornada sem grande “turbulência”, nos restantes cinco encontros confirmaram-se as expectativas, com os favoritos a ditarem a sua lei, a par de uma igualdade num repartido embate em Torres Novas.
Começando pelo U. Almeirim, ainda em “convalescença” de três resultados sucessivos menos conseguidos – empates cedidos, por curiosidade, nos terrenos do Ferreira do Zêzere e da Glória do Ribatejo, intervalados por uma goleada sofrida no seu próprio reduto ante o rival U. Santarém –, venceu, mas com maiores dificuldades do que seria expectável, por margem tangencial (1-0), na recepção ao “lanterna vermelha”, Alcanenense.
Em partida entre adversários com forças potenciais menos desiguais, o Cartaxo deu sequência ao bom desempenho deste início de segunda volta (segundo mais produtivo em termos pontuais, a par do Torres Novas, só superados pelo líder), impondo-se por convincente 3-1 frente ao Fazendense, que, desta forma, viu enfim quebrada a sua longa série de onze jogos de invencibilidade (nove para o campeonato e dois na Taça do Ribatejo), desde 11 de Novembro!
O Coruchense, recebendo o Samora Correia, voltou a fazer pairar a incerteza no marcador em determinadas fases do desafio, mas acabaria por triunfar, por 4-2, somando terceira vitória sucessiva, quarta nos cinco jogos disputados na segunda volta, em que apenas consentiu um empate, em Santarém, no reduto do vice-líder, já “fora de horas”.
Em Tomar, o União conseguiu voltar a ganhar, colocando termo a um ciclo negativo de três desaires, batendo o Marinhais por 3-1. Uma vez mais, os unionistas sentiram grande dificuldade em quebrar a resistência do adversário, com o primeiro tento a demorar, também fruto de uma primeira parte de reduzida produtividade do seu futebol. Depois de alcançar a vantagem, os tomarenses ampliariam a marca para o que se supunha fosse um confortável 2-0, o que não impediria que viessem a sofrer ainda alguns calafrios, após o ponto de honra do adversário, apenas conseguindo o golo da tranquilidade definitiva já em tempo de compensação.
Foram mais três pontos somados que proporcionam, paralelamente, serenar e encarar com maior confiança o que falta do campeonato, agora já com a “linha de água” a distantes 13 pontos, tendo, entretanto, subido uma posição, por troca com o Samora Correia, para o 8.º lugar.
Por fim, entre dois clubes históricos, agora a atravessar fase mais positiva no campeonato, o Torres Novas e o At. Ouriense não desfizeram o nulo, com os torrejanos a ampliar para cinco a sua série de jogos sem perder, passando a dispor também de margem de seis pontos em relação à zona de despromoção, na qual se mantêm Marinhais e Alcanenense.
II Divisão Distrital – Depois de ter visto interrompida a sua fantástica série 100% vitoriosa em Caxarias, o Abrantes e Benfica reagiu em força, indo golear a Tomar, a equipa “B” dos unionistas, por categórica marca de 6-0. Numa ronda em que o Pego goleou também (7-1) o Sardoal, o desfecho mais importante foi, não obstante, o da partida entre Riachense e Ortiga, com a vitória dos homens dos Riachos (3-1) a permitir-lhes já, ainda com duas jornadas por disputar, a garantia matemática de qualificação para a fase final, de disputa do título de Campeão e das vagas de acesso à promoção, fechando assim o lote dos seis clubes apurados.
A Sul, a competição prossegue já sem especiais motivos de interesse, com o Rio Maior, tendo ganho por 1-0 ao Benavente, e beneficiando da folga de Forense e Moçarriense, prestes a garantir também a conquista do 1.º lugar da sua série (dispõe agora de cinco pontos de avanço).
Campeonato de Portugal – A notícia da semana foi a estreia do Mação a vencer em casa, ante o Nogueirense, por 2-1, após ter operado reviravolta no marcador, passando assim a contar três vitórias na prova (depois de ter ganho também em Alverca e na Sertã). Os maçaenses trespassaram, assim, a “lanterna vermelha” ao Alcains, mas mantêm-se a inacessíveis dez pontos da zona de manutenção. Por seu lado, o Fátima prossegue numa trajectória descendente, tendo perdido em casa, por 1-2, frente ao Torreense, no que constitui a terceira derrota sucessiva. Nestas três últimas rondas, os fatimenses viram a sua margem de segurança em relação à “linha de água” reduzir-se de forma continuada, primeiro de doze para nove pontos, depois para oito e, agora, para sete pontos… quando faltam disputar (ainda) doze jornadas.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, com o Amiense-U. Tomar adiado para daqui a um mês, a próxima parece ser a jornada de todos os perigos, com os candidatos ao título a enfrentar sérios riscos: o Coruchense, nas Fazendas de Almeirim; o U. Santarém na Glória do Ribatejo; o U. Almeirim em Samora Correia; e o Cartaxo em Ourém. Veremos quem conseguirá “sobreviver”.
No escalão secundário, já com tudo praticamente definido nesta primeira fase, o Abrantes e Benfica recebe o Riachense, enquanto o U. Tomar “B” se desloca ao terreno do Aldeiense.
No Campeonato de Portugal, o Fátima tem uma curta deslocação até Leiria, para desafiar o líder, cabendo ao Mação viajar até Torres Vedras, enfrentando o último opositor dos fatimenses.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Fevereiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 14.02.2019)
Trinta, foram os golos apontados na 17.ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, o que passa a constituir novo “record” da presente edição da prova (por larga margem, dado que o anterior máximo era de apenas 23 tentos, na primeira ronda da segunda volta), correspondendo a uma média de quase 4,3 golos por jogo, fruto de três goleadas e de um inesperado equilíbrio no marcador em Alcanena, num desafio com sete golos.
Destaques – O primeiro destaque vai para a categórica goleada (6-0) imposta pelo U. Santarém ao Ferreira do Zêzere, dando sequência ao robusto triunfo da semana anterior em Almeirim, com os ferreirenses, por seu lado, a repetirem o “placard” já sofrido em Coruche. Nesta fase crucial da competição, quando entramos no seu último terço, o conjunto escalabitano parece ser actualmente o mais assertivo de todos os candidatos.
Depois de um imprevisto nulo caseiro ante o “lanterna vermelha”, o Cartaxo voltou a mostrar a sua ambição, goleando por 5-0 em Samora Correia, com realce para os quatro tentos de Wemerson Silva, já na liderança dos melhores marcadores (total de dez golos), partilhada com Moleiro (Amiense). Segue, não obstante, a considerável distância (sete pontos) do comandante.
Também o Amiense, com outra goleada, por 5-2, na recepção ao Marinhais (que vinha de um ciclo de cinco jogos sem perder), conseguiu voltar aos triunfos, colocando termo a uma série de… cinco jogos sem ganhar (incluindo a partida dos 1/4 de final da Taça), tendo reforçado o seu 3.º lugar, mantendo bem vivas as aspirações a interferir na decisão do título.
Em Alcanena, num encontro em que se tocaram os extremos da tabela, o último classificado, Alcanenense, ofereceu boa réplica ao guia, Coruchense, com o desfecho a saldar-se num triunfo da turma do Sorraia por 4-3, depois de ter chegado a beneficiar de vantagem de dois golos. Pese embora em período porventura menos afirmativo, a verdade é que a formação de Coruche é, a par do Torres Novas, a que mais pontos somou (dez) nas quatro jornadas já disputadas na segunda volta, apenas tendo deixado escapar a vitória em Santarém, ante o seu perseguidor.
Surpresas – Quem continua a desperdiçar pontos onde não se esperaria é o U. Almeirim, que concedeu uma igualdade (1-1) na deslocação à Glória do Ribatejo, um resultado bastante comprometedor para as suas aspirações, voltando a atrasar-se na luta pelos lugares de topo, estando agora a seis pontos do líder e a cinco do U. Santarém. Tratou-se da terceira jornada sucessiva em que os almeirinenses não conseguiram ganhar.
Não terá sido totalmente surpreendente o marcador final do prélio realizado nas Fazendas de Almeirim, mas assinala-se que o favorito, Fazendense, não conseguiu melhor que o empate (1-1) na recepção ao Torres Novas. Para o conjunto da casa foi o sexto empate nas últimas sete jornadas, enquanto os torrejanos, mesmo tendo interrompido um ciclo de três vitórias, dão sequência a esta fase de resultados positivos; aos cinco pontos angariados em toda a primeira volta, somam já mais dez pontos, nos últimos quatro desafios, o que lhes confere agora uma margem de cinco pontos em relação à “linha de água”.
Confirmação – Potenciando o factor casa, o At. Ouriense confirmou a sua melhor posição relativa na pauta classificativa, ganhando ao U. Tomar, mercê de um solitário golo, ascendendo assim ao 6.º lugar, somente a três pontos do Cartaxo. Ao invés, os unionistas, tendo registado terceiro desaire consecutivo, “marcam passo”, vendo afastar-se as equipas classificadas na primeira metade da tabela (o Fazendense está já a seis pontos), apenas com o 8.º classificado (Samora Correia) a manter-se em “ponto de mira” no imediato, um ponto acima.
II Divisão Distrital – O Caxarias fez história em Abrantes, ao impor uma igualdade (1-1) ao Abrantes e Benfica, que viu assim interrompida a sua magnífica senda triunfal, após 19 vitórias em outras tantas partidas disputadas! Com o triunfo (2-0) sobre o U. Tomar “B”, o Riachense deu passo determinante para o apuramento para a fase final, que confirmará na próxima ronda, caso vença, no seu reduto, a formação da Ortiga (que goleou o Sardoal por 6-1), agora o seu rival mais próximo, a seis pontos. Menção ainda à vitória do Tramagal sobre o Pego (4-2).
A Sul, com o triunfo (4-2) do Forense sobre o Pontével, tudo ficou já definido no que respeita aos três grupos qualificados para a fase de apuramento de Campeão: Rio Maior (vencedor na Ribeira de Santarém, ante os “Caixeiros”, por 1-0), Moçarriense (2-0 em Salvaterra de Magos, frente ao Salvaterrense), para além do próprio Forense, em estreia nestas lides.
Campeonato de Portugal – Sem surpresa, pela segunda semana, os clubes do Distrito somam por derrotas os encontros disputados, ambos derrotados em terreno alheio por tangencial 0-1: o Fátima, pelo agora vice-líder, Anadia; o Mação, em Vila Franca de Xira, por uma das equipas que integra o trio dos 3.º classificados, Vilafranquense.
Os fatimenses mantiveram a 9.ª posição, agora a par do Oleiros, com oito pontos de vantagem em relação à “linha de água”; por seu lado, os maçaenses, que subsistem na condição de “lanterna vermelha”, distam agora treze pontos desse limiar.
Antevisão – O “jogo grande” da próxima jornada, no escalão principal, é o “derby” municipal, entre U. Santarém e Amiense, que, em caso de triunfo dos donos da casa, poderá começar a clarificar as águas a nível da disputa do título; ao contrário, se for o emblema de Amiais de Baixo a conseguir ter êxito, tal contenda poderá ficar ainda mais animada.
Os outros candidatos, embora com missões de grau de dificuldade diferenciado, são favoritos, atendendo ainda a que actuam, todos eles, no respectivo reduto: o Coruchense recebe o Samora Correia, com os samorenses vindo de um pesado desaire caseiro; o U. Almeirim terá a visita do “lanterna vermelha”, Alcanenense (que impôs um nulo no Cartaxo, tendo perdido tangencialmente face ao guia); o Cartaxo defronta o Fazendense, que não perde há onze jogos…
Para o U. Tomar, recebendo o Marinhais, será importante voltar às vitórias, em ordem a que o grupo possa serenar definitivamente, ganhando maior ânimo para a fase final da temporada.
Na II Divisão, para além do decisivo Riachense-Ortiga, também o Rio Maior poderá praticamente confirmar o 1.º lugar na Série B, caso vença o Benavente.
No Campeonato de Portugal, pese embora joguem em casa, Fátima e Mação não deverão ter tarefa fácil, recebendo, respectivamente, o Torreense (6.º classificado) e o Nogueirense (8.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Fevereiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 07.02.2019)
Em mais uma jornada com um embate entre dois dos principais pretendentes ao título da I Divisão Distrital, o U. Santarém, goleando em Almeirim, volta a afirmar-se como um dos mais fortes candidatos, ao mesmo tempo que o Cartaxo tornou a atrasar-se, devido ao comprometedor empate caseiro averbado (somando já o sexto jogo que não consegue vencer no seu reduto).
Destaques – Vindo de dois empates nas duas primeiras rondas da segunda volta (no Cartaxo e, em casa, frente ao Coruchense), o U. Santarém foi o grande vencedor da semana, indo golear um rival directo, U. Almeirim, no terreno deste, por 4-1, num desafio em que até começou por se ver em desvantagem no marcador, mas no qual viria a beneficiar de, desde relativamente cedo, os almeirinenses terem ficado em inferioridade numérica (aliás, terminariam o embate reduzidos a apenas nove elementos em campo, numa altura em que o resultado estava já feito).
Uma prova de força dos escalabitanos, que prosseguem a marcação cerrada ao líder, somente a um ponto. Ao invés, o U. Almeirim, que virara da primeira para a segunda volta com duas goleadas ante os então guias, Amiense e Coruchense, deu agora um passo atrás, passando a distar quatro pontos da turma do Sorraia, e três pontos em relação ao adversário que defrontou.
Em Ferreira do Zêzere, depois do U. Almeirim, também o Amiense foi travado, pelo mesmo resultado (igualdade a um golo), com os ferreirenses a dar boa resposta à eliminação da Taça do Ribatejo, aos pés do comandante do escalão secundário. A formação de Amiais de Baixo não consegue vencer há cinco partidas (incluindo a da Taça) – após um magnífico ciclo de sete triunfos consecutivos –, tendo vindo gradualmente a ceder terreno face aos primeiros, resistindo, não obstante, no 3.º posto, agora partilhado com o U. Almeirim.
Destaca-se ainda a recuperação empreendida pelo Torres Novas, que somou terceiro triunfo sucessivo em outros tantos encontros na segunda volta – depois de toda a primeira metade da prova sem conseguir ganhar –, batendo o Samora Correia por 2-1, apresentando o melhor registo de todos os clubes neste período, estando agora somente a dois pontos do Ferreira do Zêzere, e, mais importante, já com uma margem de quatro pontos em relação à “linha de água”.
Por fim, realce também para a primeira vitória do Marinhais no campeonato, sobre o At. Ouriense, mercê de um solitário golo marcado, o suficiente para deixar a “lanterna vermelha” e igualar o rival Glória do Ribatejo na 12.ª posição, dando sequência a um bom ciclo de quatro desafios sem perder, a que se soma o apuramento para as meias-finais da Taça do Ribatejo.
Surpresas – A grande surpresa do fim-de-semana foi o nulo cedido pelo Cartaxo ante o agora último classificado, Alcanenense – que segue com quinze desafios sem triunfar no campeonato, desde a vitória obtida na jornada inaugural, estando em situação cada vez mais delicada, à medida que a competição vai avançando –, enquanto os cartaxeiros voltam a ver ampliar-se o fosso para os primeiros, agora de sete pontos em relação ao líder e de seis pontos face ao 2.º.
Uma meia-surpresa sucedeu também em Tomar, onde o União não foi capaz de contrariar uma muito personalizada equipa do Fazendense, invicta há nove jogos, a qual, depois de seis empates sucessivos, logrou mesmo chegar à vitória, e logo na cidade Templária, “retribuindo” o desfecho da primeira volta (então favorável aos unionistas), colocando assim termo a uma longa série de treze confrontos sem triunfar ante os nabantinos, que perdurava já desde 2013!
Cedo se tendo adiantado no marcador, surpreendendo o adversário em lances de bola parada, o onze das Fazendas de Almeirim chegaria ao 2-0 ainda na primeira metade da partida. Pese embora tenha porfiado bastante, em especial na etapa complementar, o U. Tomar não conseguiria melhor que reduzir para a desvantagem mínima, tendo desperdiçado soberana ocasião para restabelecer a igualdade, praticamente no “último segundo”.
Confirmação – O líder, Coruchense, teve uma tarde tranquila, recebendo e batendo o grupo da Glória do Ribatejo por convincente 3-0, no que foi o quarto desaire sucessivo dos forasteiros.
II Divisão Distrital – O Abrantes e Benfica continua a ganhar (3-1 na Atalaia), enquanto o Riachense obteve um importante empate em Caxarias (1-1), o que lhe permitiu ampliar para cinco pontos a sua vantagem sobre o 4.º classificado, tendo beneficiado também da vitória do U. Tomar “B” (3-2) sobre a formação da Ortiga, com os tomarenses a regressar a essa posição.
A Sul, o Forense surpreendeu o Rio Maior, ganhando no terreno do líder (2-1), não tendo o Moçarriense ido além do empate (2-2) na recepção ao Benavente. A quatro rondas do termo desta primeira fase, parece faltar apenas a confirmação matemática dos clubes que se juntarão na fase final aos já apurados Abrantes e Benfica, Pego e Rio Maior, com as vagas remanescentes a ser, muito provavelmente, preenchidas por Riachense, Forense e Moçarriense.
Campeonato de Portugal – Esta foi uma semana negativa para os representantes do Distrito, ambos desfeiteados em casa, com o Fátima a ser batido pelo Alverca (que, não obstante, subsiste em zona de despromoção), por inesperada marca de 0-3, interrompendo assim uma série de três jogos sem derrota, tendo o Mação perdido (1-3) ante o 3.º classificado, Anadia.
Não há, pois, novidades que pudessem ser de alguma forma animadoras para os maçaenses, reduzindo-se, em paralelo, de doze para nove pontos, a “margem de segurança” dos fatimenses.
Antevisão – Na I Divisão, a perspectiva é de que a 17.ª jornada possa ser favorável para o quarteto da frente, pese embora as deslocações do Coruchense (a Alcanena) e do U. Almeirim (à Glória do Ribatejo), recebendo o U. Santarém e o Amiense, respectivamente, o Ferreira do Zêzere e Marinhais. Mais difícil se antevê a missão do Cartaxo (5.º), em Samora Correia.
No escalão secundário do Distrital, a Norte, o confronto de maior interesse será o que opõe Riachense (3.º) à equipa “B” do U. Tomar (4.º), sendo que o conjunto dos Riachos, se vencer, poderá praticamente garantir a qualificação para a fase final. A Sul, o Forense-Pontével deverá também ditar, desde já, os três apurados, isto no caso de os visitantes não ganharem.
No Campeonato de Portugal, cabe agora ao Fátima visitar Anadia, numa saída de elevado grau de dificuldade, enquanto que o Mação viaja até Vila Franca de Xira, onde não encontrará maiores facilidades, defrontando outro pretendente aos lugares cimeiros.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Fevereiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 31.01.2019)
O União de Tomar despediu-se do sonho da reconquista da Taça do Ribatejo, perdendo na sempre algo ingrata fórmula de desempate por via de pontapés da marca de grande penalidade, após ter imposto um empate no terreno do líder do campeonato. Por curiosidade, avançam para as meias-finais todas as quatro equipas que disputaram esta eliminatória em casa.
Destaques – O primeiro destaque da ronda relativa aos 1/4 de final da Taça do Ribatejo vai para a vitória do Abrantes e Benfica, grupo que milita no escalão secundário, frente ao Ferreira do Zêzere, por 3-1, ampliando para 18 triunfos consecutivos, em outros tantos encontros disputados, a sua fantástica série de êxitos nesta temporada, afastando assim da prova o segundo clube primodivisionário (após ter vencido e eliminado já, na fase de grupos, o Torres Novas).
Em Coruche, no desafio que colocava frente a frente o guia do campeonato, Coruchense, ao actual detentor do troféu da Taça do Ribatejo, U. Tomar, assistiu-se a um jogo que começou por ser equilibrado, com os donos da casa a tentar assumir a iniciativa, procurando aproveitar o vento favorável, embora sem situações concretas de golo para qualquer dos lados.
Porém, com pouco mais de meia hora, o cariz da partida alterar-se-ia de forma substancial, em função de uma jogada em que um jogador da casa atingiu impetuosamente Flávio Graça nas costas, recebendo imediata ordem de expulsão, enquanto o tomarense, forçado a abandonar o rectângulo de jogo, ficaria no chão a contorcer-se com fortes dores durante vinte minutos, até ser transportado para o hospital, não se vindo a confirmar, felizmente, os receios de fractura.
A partir daí, o Coruchense cedeu a iniciativa ao adversário, passando a jogar na expectativa do erro. Se, até final do primeiro tempo, com a preocupação pelo estado físico de Flávio a sobrepor-se, o jogo foi algo incaracterístico – sem prejuízo de os nabantinos terem reclamado ainda uma grande penalidade, não concedida pelo árbitro –, na segunda parte, o domínio seria praticamente total do U. Tomar, acabando os visitados por ser felizes, chegando ao golo inaugural, a meio desse período, após terem beneficiado de lance de bola parada.
Até final, os unionistas, empurrando o adversário para a sua zona defensiva, procurariam, com grande insistência, restabelecer o empate, o que, contudo, só viriam a alcançar já no terceiro minuto dos quatro de tempo de compensação, colocando alguma justiça no marcador, com a curiosidade de, em jogos sucessivos, a turma do Sorraia ter sofrido o tento da igualdade já para além dos 90 minutos, tal como ocorrera na semana anterior, em Santarém.
O União teria ainda oportunidade para consumar a reviravolta no marcador, antes de se chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, situação em que, perdulário, não conseguiu concretizar nenhuma das suas três tentativas, com a bola sempre a subir demasiado, duas vezes por cima do travessão, e, na última, a embater com estrondo na barra da baliza. Após terem sido apurados, na eliminatória anterior, por esta via, os tomarenses acabariam por ser penalizados, num encontro em que, muito dignamente, enfrentando o comandante do campeonato, e em terreno alheio, com exibição globalmente superior ao seu oponente, caíram de pé.
Confirmações – Na capital do Distrito, o U. Santarém venceu o “derby” municipal, ante uma equipa do Amiense a atravessar fase de menor fulgor, sem conseguir triunfar nos últimos quatro jogos, superiorizando-se por 2-0, garantindo assim o apuramento para as meias-finais pelo segundo ano sucessivo.
Por fim, em Marinhais, a equipa da casa – única ainda sem se ter estreado a vencer no campeonato da I Divisão – ganhou ao Pontével, do escalão secundário, por tangencial 1-0, o suficiente para seguir em frente na competição, no seu melhor desempenho da última década.
As meias-finais, a serem disputadas a duas mãos, estão agendadas para 3 e 24 de Março, com os seguintes emparelhamentos: Abrantes e Benfica-Coruchense e U. Santarém-Marinhais.
Campeonato de Portugal – Confirmaram-se as expectativas de desempenho dos clubes representativos do Distrito, na 19.ª jornada do Nacional, com o Fátima a obter um resultado positivo (nulo) na deslocação à Sertã, frente ao Sertanense (agora a última equipa acima da “linha de água”), enquanto o Mação foi, com alguma naturalidade, derrotado em Leiria (3-0) pelo novo líder da prova, U. Leiria.
Os fatimenses mantêm a 9.ª posição, tendo ampliado para doze pontos a sua margem de segurança em relação a tal linha, quando faltam disputar 15 jornadas. De forma simétrica, o Mação, que subsiste como “lanterna vermelha”, dista agora doze pontos do conjunto da Sertã.
Antevisão – Na retoma dos campeonatos Distritais, o grande realce vai para o confronto entre U. Almeirim e U. Santarém, dois dos principais candidatos ao título. Por outro lado, com o Amiense a enfrentar também um teste difícil na deslocação a Ferreira do Zêzere, Coruchense (recebendo a formação da Glória do Ribatejo) e Cartaxo (que terá a visita do Alcanenense) poderão aproveitar a perda de pontos de algum ou alguns dos seus mais directos concorrentes.
O U. Tomar recebe o Fazendense, tendo em mira a possibilidade de começar a subir na tabela, enquanto o Torres Novas – por curiosidade, depois de toda a primeira volta sem vencer, a única equipa que ganhou os dois jogos já disputados na segunda volta (tendo batido o Glória do Ribatejo por 2-0, em jogo em atraso da 14.ª jornada, realizado no passado fim-de-semana) – joga também em casa, ante o Samora Correia, entretanto beneficiado com a sanção imposta ao Marinhais (derrota por 0-3, em partida da ronda inaugural, por ter efectuado quatro substituições no segundo tempo, sendo o limite regulamentar de três alterações no “onze” em tal período).
No escalão secundário, a Norte, destaca-se o Caxarias-Riachense, decisivo para as eventuais aspirações dos comandados de Marco Marques, recebendo o U. Tomar “B” a equipa da Ortiga. A Sul, nota para o Rio Maior-Forense, actuais 1.º e 3.º classificados, podendo também o Moçarriense “carimbar” desde já o apuramento para a fase final, caso vença o Benavente.
No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe uma equipa do Alverca em recuperação na pauta classificativa, num jogo em que não deverá esperar facilidades; por seu lado, o Mação, actuando também em casa, defronta o Anadia, actualmente no 5.º lugar, ainda na expectativa da possibilidade de alcançar as duas primeiras posições, distando somente três pontos do 2.º posto.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Janeiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 24.01.2019)
Com os quatro primeiros classificados a empatar os respectivos jogos, poder-se-ia dizer que tudo ficou na mesma. Mas, nem todos os empates serão “iguais”: poderá valer mais o alcançado pelo Coruchense em Santarém, frente a um rival directo; poderá valer menos o registado pelo U. Almeirim em Ferreira do Zêzere; e, ainda menos, o cedido em casa pelo Amiense, ante o At. Ouriense. Por outro lado, há um ganhador nesta 15.ª ronda: o Cartaxo, em recuperação, paulatinamente a aproximar-se dos lugares de topo, agora “só” a cinco pontos do líder…
Destaques – No jogo grande, entre dois candidatos, em Santarém, opondo o União local e o Coruchense, repetiu-se o desfecho da primeira volta (1-1), desta feita com os escalabitanos a alcançarem o tento da igualdade já a findar o desafio (depois de terem desperdiçado vantagem de três golos na partida anterior). Um resultado que permite à formação do Sorraia manter-se isolada na liderança, após ter enfrentado um dos mais difíceis obstáculos no seu percurso.
Por seu lado, o U. Almeirim registou exactamente o mesmo desfecho (1-1) na deslocação a Ferreira do Zêzere, não tendo, pois, conseguido dar sequência ao ciclo de excelentes resultados que averbara nas rondas precedentes, com goleadas frente aos líderes da classificação. Deste modo, não retirou, no imediato, qualquer benefício da igualdade registada entre os seus actuais mais directos concorrentes na disputa pelo título.
Em Alcanena, num confronto entre dois clubes históricos, que, de forma imprevista, ocupavam as duas últimas posições do campeonato, o Torres Novas conseguiu, enfim, após quinze jornadas, o seu primeiro triunfo na competição, derrotando o Alcanenense por tangencial 1-0, o suficiente para trespassar a “lanterna vermelha” ao seu oponente, mas, sobretudo, um resultado que permite alimentar esperança na recuperação da turma torrejana.
No sempre difícil reduto de Amiais de Baixo, o At. Ouriense (que mantém uma boa 6.ª posição na pauta classificativa) impôs um empate (1-1) ao Amiense, grupo a atravessar período de menor fulgor – depois do brilhante ciclo de seis vitórias consecutivas, não vence há já três jogos –, mantendo-se, não obstante, no quarteto da frente, apenas a dois pontos do líder, mas, agora, também com o Cartaxo já à espreita, três pontos abaixo.
Surpresa – O resultado mais surpreendente ocorreu nas Fazendas de Almeirim, onde o Fazendense prosseguiu a sua senda de empates – sexto consecutivo! –, na recepção ao Marinhais, também a uma bola, com os visitantes, agora os únicos ainda sem ter conseguido estrear-se a vencer, prosseguindo a sua luta pela fuga à zona perigosa da classificação, a pontuarem pela quinta vez em terreno alheio (depois das igualdades já averbadas em Ourém, Samora Correia, Ferreira do Zêzere e Torres Novas).
Confirmações – Na Glória do Ribatejo, o Cartaxo confirmou o seu favoritismo, ganhando por 2-0, o que lhe proporcionou, não só isolar-se no 5.º posto, mas, sobretudo, encurtar distâncias face aos clubes que o precedem na tabela, agora somente a três pontos do Amiense, a quatro do par formado por U. Almeirim e U. Santarém, e a cinco do guia Coruchense (há apenas quatro jornadas, o atraso para o líder era de 11 pontos!), reentrando assim na disputa do 1.º lugar.
Por fim, o U. Tomar deu um passo atrás no ciclo positivo que vinha desenvolvendo, perdendo em Samora Correia por 2-0, interrompendo assim uma série de cinco encontros sem derrota. Num jogo de reduzida qualidade, também condicionado pelo vento que se fez sentir, assinalam-se duas partes distintas: na primeira, os unionistas estiveram claramente por cima, empurrando o adversário para a sua zona defensiva, todavia sem conseguir criar efectivas ocasiões de golo.
Numa partida que parecia talhada para o 0-0, tal a inoperância dos samorenses, até então sem qualquer lance ofensivo digno de nota, uma contestada grande penalidade, na fase inicial do segundo tempo, permitiu aos visitados inaugurar o marcador. Tendo começado, já então, a dar algum espaço de manobra ao seu opositor, que ganhou confiança, a partir daí os tomarenses ressentiram-se, não mais voltando a pegar no jogo, sem conseguirem impor-se na zona nevrálgica do meio-campo. Só nos derradeiros minutos, já mais com o coração, o União voltaria a intensificar a carga sobre a defesa contrária, mas era tarde para que tal pudesse ainda frutificar.
II Divisão Distrital – O Abrantes e Benfica, ganhando ao mais directo rival, Pego, por 1-0, mantém a sua campanha 100% vitoriosa, após 13 jornadas. Realce ainda para a vitória do Riachense (3-1) ante a U. Atalaiense, o que, conjugado com o nulo registado no Ortiga-Tramagal e a derrota caseira do U. Tomar “B” ante o Caxarias (1-2) permitiu maior folga ao conjunto dos Riachos (cinco pontos a mais que o Ortiga e sete face a Caxarias e U. Tomar “B”).
A Sul, com a vitória do Rio Maior em Pontével (2-0), o triunfo do Forense sobre o Espinheirense (3-1), e apesar de o Moçarriense não ter ido além do empate (1-1) no “derby”, ante os Empregados do Comércio, tudo parece já decidido a nível do apuramento para a fase final, dado que o Pontével regista agora um atraso de oito pontos em relação ao 3.º classificado.
Campeonato de Portugal – Quem parece ter também a sua situação definida, mas por más razões, é o Mação, derrotado em casa pelo Alverca (0-1), curiosamente um adversário que proporcionara aos maçaenses estrear-se a vencer, no arranque da 1.ª volta. O atraso, já de onze pontos, em relação à “linha de água” afigura-se praticamente intransponível.
Melhor esteve o Fátima, não desperdiçando a oportunidade de somar mais três preciosos pontos ao seu pecúlio, recebendo e batendo o Santa Iria (primeiro clube abaixa de tal linha) por 2-1, passando a dispor de uma boa margem, de onze pontos, a qual, em circunstâncias normais, lhe deveria permitir gerir com tranquilidade a segunda metade da competição.
Antevisão – Os campeonatos distritais sofrem novo interregno, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/4 de final da Taça do Ribatejo. Dois confrontos avultam em especial: começando pelo Coruchense-U. Tomar, que coloca frente a frente o actual líder do campeonato e o detentor do troféu, numa partida de características sempre especiais como são os jogos a eliminar; por outro lado, um “derby” do município de Santarém, entre U. Santarém e Amiense.
De interesse será também o Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere, colocando à prova a carreira vitoriosa dos abrantinos; assim como curioso se apresenta o embate entre Marinhais e Pontével.
No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se à Sertã, para defrontar o Sertanense, com expectativa de poder pontuar, enquanto o Mação visita o actual vice-líder, U. Leiria.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Janeiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

(“O Templário”, 17.01.2019)
Com “choques de titãs” a sucederem-se a cada jornada, e múltiplas cambiantes entre o quarteto da frente, o desfecho da presente edição do campeonato distrital afigura-se imprevisível. Sairá vencedor o Coruchense que, de imediato, recuperou o comando, por via de uma goleada? Impor-se-á o U. Almeirim, que, nas duas jornadas já disputadas no ano de 2019, goleou dois líderes? No final, acabará o U. Santarém por voltar a superiorizar-se sobre a “linha de meta”, como sucedeu no termo da primeira volta? Será o Amiense capaz de protagonizar nova senda de invencibilidade, que o catapulte novamente para o topo? E o Cartaxo, poderá ainda “renascer”?
Destaques – O primeiro destaque da ronda de abertura da segunda volta vai, de novo, para o U. Almeirim, que depois de ter triunfado categoricamente em Coruche, goleou também o Amiense, por 4-1. Um registo tanto mais assinalável quanto a turma de Amiais de Baixo – que não perdia há 14 jogos (onze no campeonato e três na Taça) – tinha consentido, em toda a primeira metade da prova, somente seis tentos, continuando, aliás, a ter a defesa menos batida. Os almeirinenses ascenderam à 2.ª posição, a par do U. Santarém, um único ponto abaixo da formação do Sorraia.
No Cartaxo, num empolgante desafio, o U. Santarém chegou a dispor de vantagem de 3-0, o que teria constituído um golpe fatal nas aspirações dos cartaxeiros, ao mesmo tempo que poderia ter alimentado a confiança dos escalabitanos, que, desse modo, se teriam isolado na frente; não obstante, os “donos da casa” revelariam ainda uma notável capacidade de reacção, acabando por alcançar a igualdade a três bolas, conseguindo assim “ressuscitar” para o campeonato, pese embora se tenham voltado a atrasar ligeiramente, agora a sete pontos do guia.
Confirmações – Nos restantes quatro jogos – o Torres Novas-Glória foi adiado, devido a trabalhos no Estádio Dr. Alves Vieira, de preparação para jogo internacional da selecção feminina –, confirmaram-se as expectativas, seja no caso dos empates entre At.Ouriense-Fazendense e Marinhais-Samora Correia, como nos triunfos de Coruchense e U. Tomar.
O agora novamente líder, Coruchense, que vinha de dois desaires sucessivos, “desforrou-se” no Ferreira do Zêzere, aplicando uma expressiva goleada, por 6-0 – como que a querer afirmar bem alto: “contem connosco” –, aproveitando também alguma fragilidade que vem sendo denotada pelos ferreirenses, sofrendo sexta derrota em oito partidas disputadas na condição de visitante.
Em Ourém, At. Ouriense e Fazendense, tranquilamente instalados na primeira metade da tabela, reeditaram o que tem constituído, de certa forma, um “resultado padrão” nesta época, empatando a uma bola – foi a quinta igualdade dos visitados e sexta dos forasteiros em 14 jornadas do campeonato, quinta consecutiva dos homens das Fazendas de Almeirim (incluindo o jogo da Taça), que ostentam agora o ciclo mais longo de invencibilidade (seis jornadas).
Ainda não foi desta que o Marinhais se estreou a vencer na presente edição da prova, registando sétimo empate, não conseguindo desfazer o nulo no marcador, na recepção ao Samora Correia, mantendo-se em zona delicada da pauta classificativa, em igualdade pontual com o Alcanenense, apenas à frente do “lanterna vermelha”, Torres Novas (com um jogo em atraso).
O U. Tomar, notoriamente mais capacitado que o seu adversário, tendo assumido desde o começo a iniciativa do jogo, voltou a experimentar dificuldades para inaugurar o marcador frente a uma bastante inexperiente formação do Alcanenense, tendo acabado por superiorizar-se, com naturalidade, com dois golos apontados já no segundo tempo, repetindo o 2-0 da passada semana. Com as duas vitórias averbadas nas duas jornadas realizadas em 2019, atingiu os 20 pontos, um importante patamar de tranquilidade, mantendo-se somente a três pontos do “candidato” Cartaxo (e, paralelamente, do 5.º lugar). Por curiosidade, na época passada, por esta altura, os unionistas estavam a 8 pontos do líder, sendo actualmente a distância de 10 pontos.
II Divisão Distrital – Com mais uma goleada (5-0 no Sardoal), somando a 12.ª vitória em outras tantas partidas, o Abrantes e Benfica garantiu já, matematicamente – ainda com seis rondas por disputar –, o apuramento para a fase final, de disputa do título de Campeão e da promoção. Também o Pego deu passo determinante para tal, ganhando ao Riachense por 3-1, dispondo agora de onze pontos de vantagem sobre o 4.º classificado. A terceira vaga mantém-se em aberto, com forte concorrência (Riachense, Ortiga, U. Tomar “B”, U. Atalaiense, Caxarias e Tramagal estão separados por oito pontos, quando subsistem em disputa 18 pontos).
A Sul, o Moçarriense obteve também importante vitória, por 3-0, sobre o Forense, ampliando para oito pontos a vantagem em relação ao 4.º classificado. Tal como o guia, Rio Maior, parece bem encaminhado, com a vaga restante em disputa entre Forense, Pontével e Benavente.
Campeonato de Portugal – O Fátima reagiu positivamente ao desaire caseiro da jornada anterior, concluindo a primeira volta com um bom triunfo, em Alcains, por 2-0, o que lhe proporcionou subir a um posto a meio da tabela (9.º lugar), com oito pontos de vantagem em relação à “linha de água”. Por seu lado, o Mação continua a perder (0-2, na recepção ao Sintrense), na sétima derrota em casa em nove jogos, onde não fez melhor que dois empates; mantém, assim, a “lanterna vermelha” (a par do Alcains), já a dez pontos da “salvação”, no que se vai começando a parecer cada vez mais uma “missão impossível”.
Antevisão – Sem pausas para “respirar” na disputa entre os primeiros, a próxima jornada tem mais um desafio de grande cartel, colocando frente a frente os candidatos U. Santarém e Coruchense; enquanto o U. Almeirim terá uma saída difícil a Ferreira do Zêzere. Por seu lado, o Amiense recebe o At. Ouriense, com a expectativa de ver como reagirá ao desaire sofrido.
Outros encontros de interesse serão o Glória do Ribatejo-Cartaxo, com os cartaxeiros sem margem de erro, assim como o Samora Correia-U. Tomar. Em Alcanena, defrontam-se os dois últimos classificados, com o Alcanenense a receber o Torres Novas, dois históricos do Distrito.
Na II Divisão, subsiste a curiosidade de saber se o Abrantes e Benfica conseguirá vencer todos os jogos da prova, enfrentando o que será o adversário com maior potencial, o vice-líder, Pego. A Sul, as eventuais aspirações do Pontével serão colocadas à prova na recepção ao Rio Maior.
No Campeonato de Portugal, a abrir a segunda volta, o Fátima terá a visita do Santa Iria, dispondo de boa oportunidade para se distanciar da zona perigosa, enquanto o Mação recebe o Alverca, esperando poder repetir o triunfo da ronda inaugural, estreando-se a vencer em casa.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Janeiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

(“O Templário”, 10.01.2019)
Os resultados da derradeira ronda da primeira volta da prova provocaram um reagrupamento no topo da classificação, com os quatro primeiros agora separados por apenas dois pontos, uma situação de extremo equilíbrio que não se registava já há quatro épocas. Tal como então (por via dos Empregados do Comércio), também agora a liderança é pertença de clubes do município de Santarém: U. Santarém (que, sobre a “linha de meta”, se alcandorou a tal posição) e Amiense.
Destaques – O grande realce vai para a notável vitória do U. Almeirim no reduto do anterior guia, Coruchense, por categórica marca de 3-0. Vindo de um ciclo de dois desaires caseiros, intercalados pela eliminação da Taça, os almeirinenses reagiram da melhor forma, aplicando ao seu adversário idêntica “receita”: também a turma do Sorraia sofre segunda derrota sucessiva, depois de ter perdido em Amiais de Baixo, cedendo assim a liderança, que ostentou durante toda a primeira metade do campeonato (chegou a ter cinco pontos de avanço, até há apenas três jornadas!), tendo baixado mesmo ao 3.º posto, um único ponto acima da equipa de Almeirim.
Noutro jogo de grande cartaz, disputado nas Fazendas de Almeirim, Fazendense e Amiense não desfizeram o nulo inicial, mantendo assim as respectivas séries de invencibilidade: no caso dos visitados, foi o sétimo desafio sem perder; já o conjunto liderado por Jorge Peralta segue há 14 encontros (incluindo na Taça) sem ser batido! Conforme referido, tal proporcionou à formação de Amiais de Baixo continuar a partilhar o comando, agora com o grupo da capital do Distrito.
Surpresa – Não se poderá afirmar que tenha sido uma grande surpresa o facto de um emblema que ainda não venceu na competição (Marinhais) não ter conseguido derrotar o Alcanenense, saldando-se o embate por uma igualdade a um golo. Não obstante, atendendo à trajectória da equipa de Alcanena (tendo acumulado oito derrotas nas dez jornadas precedentes), antevia-se que esta seria uma boa oportunidade para os visitados se estrearem a vencer, o que acabou por não se concretizar, mantendo-se ambos em posição muito periclitante na tabela.
Confirmações – Nas restantes partidas imperou a lógica, com os favoritos a confirmar os seus superiores argumentos potenciais.
Começando pelo novo comandante, U. Santarém, não foi sem dificuldades que acabou por arrancar o triunfo em Torres Novas (2-1, com o tento da vitória obtido já na última fase do jogo), num encontro em que se cruzaram os dois extremos da classificação; com um dos piores desempenhos de sempre do seu rico historial, os torrejanos concluem a metade inicial do campeonato num impensável último lugar, ainda sem ter conseguido vencer uma única vez!
No Cartaxo, os donos da casa superiorizaram-se ao Ferreira do Zêzere, vencendo por 2-0, reduzindo para seis pontos a distância face aos líderes. De forma porventura já algo inesperada, o anunciado candidato ao título parece reentrar na luta por tal objectivo, uma candidatura que será objecto de confirmação já no próximo fim-de-semana.
Em Ourém, o At. Ouriense, que vinha de uma sensacional vitória em Almeirim, prosseguiu a senda de bons resultados, ganhando, mesmo que por tangencial 3-2, ao Samora Correia, partilhando a 5.ª posição com os cartaxeiros, também a seis pontos dos líderes.
O União de Tomar conseguiu, enfim, quebrar o enguiço, voltando aos triunfos no campeonato, após uma “travessia no deserto” de sete jornadas (nas quais somou cinco empates). Recebendo a turma da Glória do Ribatejo, começou por denotar alguma ansiedade em chegar rapidamente ao golo – com um intenso caudal atacante, mas alguma precipitação no momento da finalização –, o que só viria a suceder já na segunda metade do desafio, vindo a chegar ainda, com naturalidade, ao tento da tranquilidade.
Um resultado positivo, com impacto bem relevante: não só possibilitou a subida ao 8.º lugar (a cinco pontos do 5.º), como ampliou para onze pontos a margem em relação à “linha de água”, conferindo plena confiança para encarar a segunda metade da época de forma mais ambiciosa, começando já pela próxima ronda, em que terá boa oportunidade de somar novo triunfo.
II Divisão Distrital – Abrantes e Benfica, a Norte, mantendo o pleno de vitórias (11, após o 2-0 na recepção ao Tramagal) e Rio Maior, a Sul (triunfo por 3-1 ante o Espinheirense) – já com vantagens significativas, respectivamente de 15 pontos e 8 pontos, em relação ao 4.º classificado de cada uma das séries correspondentes – encaminham-se para a fase final de disputa do título de Campeão. O mesmo se poderá aplicar também ao Pego (2.º da série Norte, com oito pontos de avanço sobre o Ortiga), vencedor em Tomar, frente ao U. Tomar “B”, por 2-1.
Campeonato de Portugal – Depois de o Fátima, em jogo antecipado, ter perdido em casa com o Oliveira do Hospital (0-2), também o Mação foi desfeiteado, goleado nas Caldas por 3-0. Mais uma ronda negativa para as equipas do Distrito, a suscitar cada vez mais fortes motivos de preocupação, perante a ameaça de despromoção: os maçaenses voltaram à condição de “lanterna vermelha” (a par do Alcains), a sete pontos da “linha de água”; quanto aos fatimenses, ocupam actualmente o 10.º lugar, ainda cinco pontos acima de tal linha. Porém, os sinais que vêm sendo transmitidos não são nada tranquilizadores, antecipando-se “nuvens sombrias” no horizonte.
Antevisão – No arranque da segunda volta, a I Divisão Distrital apresenta um cartaz de grande aliciante, com destaque para os embates entre Cartaxo e U. Santarém e U. Almeirim e Amiense (envolvendo, novamente, quatro dos cinco primeiros classificados), em que se poderá começar a definir algo mais a nível do que se antevê venha a ser uma acesa disputa pelo título, até final.
Uma jornada em que o Coruchense – caso cumpra a sua parte, de vencer uma bem organizada equipa do Ferreira do Zêzere – poderá colher alguns “dividendos”. Na parte mais baixa da pauta classificativa, o Torres Novas-Glória do Ribatejo poderá ser crucial para uma esperada recuperação torrejana. Em Tomar, o União, recebendo o Alcanenense, pensará certamente em rectificar a má estreia no campeonato, na partida disputada em Alcanena.
No escalão secundário, realce para o confronto entre o Pego e Riachense, em que uma eventual vitória dos pegachos lhes proporcionará praticamente a garantia de apuramento para a fase final. A Sul, as atenções estarão centradas no Moçarriense-Forense.
No Campeonato de Portugal, na última ronda da primeira volta, o Fátima desloca-se a Alcains, podendo aproveitar para pontuar, enquanto o Mação recebe o Sintrense, clube ainda de olhos postos nos lugares de topo da tabela (actual 4.º classificado, a quatro pontos dos líderes).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Janeiro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 27.12.2018)
Pela sexta vez nas últimas dez temporadas, o União de Tomar garantiu o apuramento para os quartos-de-final da Taça do Ribatejo, registo apenas superado pelo Amiense (com sete presenças em tal fase da competição, durante esse período). Numa ronda (1/8 de final) marcada por quatro igualdades a um golo (nos oito desafios disputados), é de assinalar ainda a eliminação do U. Almeirim, menos eficaz no desempate da marca de grande penalidade, permitindo ao Marinhais seguir em frente na prova.
Destaques – No encontro de maior cartaz dos 1/8 de final, o U. Tomar afastou o Fazendense, clube com o palmarés mais recheado de entre todas as formações do Distrito, sendo recordista de títulos na competição, com quatro troféus conquistados (três dos quais na última década).
Numa partida em que o equilíbrio foi nota dominante, tendo rareado as oportunidades de golo, o grupo das Fazendas de Almeirim começaria por chegar à vantagem no marcador logo aos cinco minutos, na sequência de um pontapé de canto, o que, nos minutos seguintes, provocou algum abalo de confiança dos unionistas, tendo experimentado, no decurso do primeiro tempo, dificuldades na construção de lances que pudessem levar perigo até junto da área contrária.
Na metade complementar, os tomarenses, assentando o seu jogo, foram persistindo, não abdicando nunca de procurar chegar ao empate, o que viriam a conseguir por volta da passagem da hora de tempo decorrido, numa boa combinação, a que João Pedro Nascimento deu a melhor sequência. Até final, a assinalar apenas mais uma boa ocasião para os donos da casa, já à entrada dos derradeiros dez minutos, mas sem eficácia na concretização, tendo subsistido o 1-1 no marcador até ao termo do tempo regulamentar (noventa minutos, sem prolongamento).
No desempate da marca de grande penalidade, o Fazendense falhou primeiro, com um remate ao poste, tendo, de seguida, os tomarenses permitido também a defesa do guardião contrário. Já depois de nova tentativa desperdiçada por parte dos homens das Fazendas, a explosão de júbilo dos unionistas surgiria com a defesa do seu jovem guarda-redes, Mahal Miranda, a deter o quinto remate do adversário, o que, com o marcador em 3-2, dispensou, desde logo, o que seria o último pontapé dos visitados.
Para além das surpresas desta ronda, de seguida referenciadas, realce igualmente para o bom desempenho evidenciado pelo Pego, vice-líder da série A da II Divisão, que impôs também um empate a uma bola, na recepção ao U. Santarém – que tem ocupado idêntica posição na tabela classificativa, mas no principal escalão –, vindo a baquear apenas no desempate da marca de grande penalidade, impedido o culminar do que teria sido o desfecho teoricamente mais imprevisto da eliminatória.
Surpresas – Nos outros dois jogos que se saldaram por empates (1-1), a principal surpresa foi a eliminação do U. Almeirim, que, pela segunda vez nesta época não conseguiu vencer em Marinhais (depois da igualdade ali registada, pela mesma marca, em encontro do campeonato), tendo os almeirinenses acabado por vir a ser desfeiteados por via da já referida fórmula de desempate.
Em Pontével, a equipa da casa alcançou o mesmo desfecho ante o Rio Maior, vindo a ser bem-sucedida da marca de grande penalidade, constituindo, a par do Abrantes e Benfica, o duo de sobreviventes na Taça, de entre os clubes da divisão secundária.
Confirmações – Nos restantes desafios, os favoritos impuseram a sua lei, vencendo com maior ou menor dificuldade.
Os dois líderes da I Divisão, Amiense e Coruchense, bateram dois adversários do escalão inferior, respectivamente, o Moçarriense (2-0, em Amiais de Baixo) e a equipa sensação da fase de grupos da Taça do Ribatejo (que afastara o Cartaxo), o Espinheirense (3-0, no Espinheiro, a favor do grupo do Sorraia).
Por seu lado, o Ferreira do Zêzere eliminou, por tangencial 1-0, o Riachense, clube também com fortes pergaminhos na competição (conta três troféus no seu palmarés).
Quanto ao líder da II Divisão, Abrantes e Benfica, voltou a ganhar, em duas semanas sucessivas, ante um mesmo opositor, tendo, desta feita, repetido a goleada, no reduto do Aldeiense: depois dos 8-1 registados na passada semana, no encontro a contar para o campeonato, venceu agora por 4-0, no confronto da Taça.
Para além da sétima presença do Amiense, e sexta do U. Tomar, nos quartos-de-final da Taça do Ribatejo, nas dez últimas edições da prova, o Coruchense obteve o seu 5.º apuramento, o U. Santarém passa a registar agora quatro, face a três do Ferreira do Zêzere e dois do Abrantes e Benfica; Marinhais e Pontével estreiam-se nesta fase da competição, no referido período.
A próxima eliminatória, agendada para 27 de Janeiro de 2019, terá o seguinte alinhamento de jogos: o encontro entre estes dois “estreantes”, Marinhais-Pontével; o “derby” municipal da capital do Distrito, U. Santarém-Amiense; o Coruchense-U. Tomar, outra vez com os nabantinos em embate do maior grau de dificuldade; e Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.
Campeonato de Portugal – Aproveitando a folga no calendário do Campeonato de Portugal, para disputa dos 1/8 de final da Taça de Portugal, o Fátima antecipou o desafio da próxima jornada (16.ª, agendada para 6 de Janeiro), tendo sido desfeiteado, no seu terreno, pelo Oliveira do Hospital (0-2), mantendo a 10.ª posição, não tendo conseguido afastar-se da “linha de água”.
Antevisão – Os campeonatos (Distritais e de Portugal) apenas terão a retoma do respectivo curso normal das jornadas já no novo ano.
Entretanto, estão agendados para o próximo fim-de-semana alguns encontros para acerto de calendário, que haviam sido adiados devido ao mau tempo: na I Divisão Distrital, o U. Almeirim-At. Ouriense (da 8.ª jornada), que poderá, em caso de triunfo dos almeirinenses, deixá-los somente a um escasso ponto do duo da liderança – a outra partida que estava em atraso, entre Glória do Ribatejo e Alcanenense, realizou-se no passado domingo, com triunfo categórico dos donos da casa, por 3-0, “afundando” ainda mais a formação de Alcanena; no escalão secundário, teremos o Salvaterrense-Espinheirense e Benavente-Rio Maior (7.ª jornada).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Dezembro de 2018)
O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

(“O Templário”, 20.12.2018)
Começam a faltar adjectivos para qualificar a fantástica campanha que o Amiense, sob a direcção técnica de Jorge Peralta, vem realizando na presente temporada, tendo alcançado o sexto triunfo sucessivo, o que lhe proporcionou ascender à liderança (partilhada) do Distrital da I Divisão, precisamente a par do oponente que derrotou. A formação de Amiais de Baixo alia tal desempenho colectivo ao de defesa menos batida (apenas seis golos sofridos, em doze jogos), e, ainda, ao facto de dispor de dois dos actuais melhores marcadores (Moleiro e Cristiano).
Destaques – No “tira-teimas”, entre Amiense e o anterior guia isolado, Coruchense, os visitados levaram a melhor (1-0), impondo à turma do Sorraia o primeiro desaire nesta época, igualando assim o adversário no comando, isto quando se atinge já a viragem do ano, confirmando que, aos (quatro) candidatos assumidos, haverá que somar mais um sério pretendente…
Numa jornada repleta de aliciantes embates, o grupo de Amiais de Baixo beneficiou ainda dos deslizes de U. Santarém e U. Almeirim. De facto, os almeirinenses – que tinham em curso um ciclo de seis vitórias nos últimos sete jogos disputados (tendo empatado o desafio restante) –, recebendo nesta 12.ª ronda a visita do Cartaxo, acabariam por ser surpreendidos, perdendo por 0-1, não tendo, pois, conseguido tirado benefício do confronto entre Amiense e Coruchense. Os cartaxeiros parecem estar já afastados do título (reduziram, entretanto, o atraso face aos líderes para oito pontos), mas não deixarão de ter um papel fortemente interventivo na definição dos primeiros lugares, uma vez que dispõem de potencial para “bater o pé” a qualquer opositor.
Quanto ao U. Santarém, não conseguiu desfazer o nulo na recepção ao U. Tomar, ficando muito distante do desfecho averbado no confronto entre os dois velhos rivais a contar para a Taça do Ribatejo. Num jogo com a metade inicial muito animada, seriam até os nabantinos a dispor das primeiras oportunidades para marcar, sendo de anotar que também Nuno Ribeiro protagonizou grande exibição na defesa da sua baliza, impedindo que os escalabitanos chegassem ao golo; a divisão de pontos ajusta-se ao que ambas as equipas apresentaram em campo, num encontro que faria maior jus ao labor de ambos os grupos caso o “placard” tivesse ficado “colorido”.
Foi o quinto empate dos tomarenses nas sete últimas jornadas, nas quais não conseguiram triunfar, o que penaliza deveras a sua posição na pauta classificativa, partilhando agora o 9.º posto com o Ferreira do Zêzere, somente a dois pontos do 7.º lugar, mas já a cinco do 5.º e 6.º.
Realce ainda para o triunfo averbado pelo At. Ouriense em Alcanena, agudizando ainda mais a crise de resultados do conjunto Alcanenense (sem vencer há onze jogos), que terá de melhorar bastante o seu rendimento se almeja libertar-se da zona perigosa da classificação.
Surpresa – A demonstrar à sagacidade que “não há dois jogos iguais”, tivemos mais um cabal exemplo no Glória do Ribatejo-Marinhais. Depois de, entre clubes do escalão secundário, termos tido, em semanas sucessivas, dois jogos entre Abrantes e Benfica e Riachense, pese embora, em ambos os casos, com triunfos dos abrantinos, primeiro por 7-0 (para a Taça), e, depois, por tangencial 1-0 (em Riachos), a formação da Glória do Ribatejo teve agora o ensejo de se “desforrar” da goleada sofrida ante o Marinhais no desafio da Taça (0-6), derrotando o seu rival (2-1), no “derby” do município de Salvaterra de Magos, voltando enfim aos triunfos, de que se encontrava arredada desde a jornada inaugural, o que lhe possibilitou, para já, transpor a “linha de água”, abaixo da qual caiu o Alcanenense (para além de Torres Novas e Marinhais).
Confirmações – Em Samora Correia, com os donos da casa a receberem o Fazendense, assistiu-se também a uma partida de grande interesse, entre dois conjuntos equilibrados, a qual se saldou por uma igualdade a três bolas, num encontro de toada de “parada e resposta”, sem que nenhum dos contendores se tivesse deixado conformar com a evolução do marcador.
Por fim, o Ferreira do Zêzere voltou às vitórias, por convincente marca de 4-2, ante uma equipa do Torres Novas que, não obstante a mudança de treinador, não conseguiu, no imediato, inverter a tendência de resultados negativos, com este clube histórico do futebol distrital a atingir a 12.ª jornada sem ter conseguido ainda estrear-se a vencer (tal como o Marinhais), partilhando assim com o grupo do sul do Distrito a indesejada posição de “lanterna vermelha” do campeonato.
II Divisão Distrital – Agora com o calendário em dia, o Abrantes e Benfica prossegue o seu percurso perfeito, com dez triunfos em outras tantas jornadas, somando o pleno de trinta pontos, depois de ter obtido mais uma retumbante goleada (8-1) no terreno do Aldeiense. Na série mais a Norte, menção ainda à vitória (1-0) do Riachense no Tramagal, retomando o 3.º lugar, beneficiando do empate (1-1) cedido pela equipa “B” do U. Tomar no Sardoal. O mesmo desfecho foi averbado pelo Pego na recepção ao Caxarias, o que não impede os pegachos de manterem, de forma destacada (cinco pontos de vantagem), a 2.ª posição.
A Sul, o Forense, pese embora não tenha conseguido também melhor que a igualdade (3-3) no “derby” com o Salvaterrense, ascendeu (à condição) à liderança, com um ponto a mais que Rio Maior (ainda com um jogo em atraso) e Moçarriense, tendo beneficiado precisamente da derrota (1-2) caseira da turma da Moçarria perante os riomaiorenses.
Campeonato de Portugal – Numa jornada positiva, o Fátima voltou a “respirar melhor”, ao vencer, em Loures, por 1-0, ampliando a sua margem de segurança, agora de seis pontos, precisamente sobre aquele opositor, actualmente a primeira equipa abaixo da “linha de água”. Quanto ao Mação, ainda não foi desta que se estreou a vencer em casa, não tendo ido além do empate (2-2) frente à formação de Santa Iria. Em função de sanção administrativa aplicada ao Alverca, os maçaenses “trespassaram” a “lanterna vermelha”, mas continuam com um importante atraso (sete pontos) em relação à zona de manutenção. Será ainda possível sonhar?
Antevisão – Os campeonatos distritais têm nova pausa, estando a disputa da derradeira ronda da primeira volta agendada apenas para o primeiro fim-de-semana de 2019, dando lugar à entrada em cena da Taça do Ribatejo, para disputa dos 1/8 de final, com jogos agendados para Sábado.
O desafio de maior cartaz será o U. Tomar-Fazendense, um “jogo de tripla”, para além do outro encontro entre equipas do principal escalão: Marinhais-U. Almeirim. Regista-se ainda a curiosidade de nova “repetição” de jogos do Abrantes e Benfica em semanas sucessivas, voltando a cruzar-se com o Aldeiense. De interesse serão também o Pego-U. Santarém e Ferreira do Zêzere-Riachense, assim como o “derby” municipal entre Amiense e Moçarriense.
O Campeonato de Portugal será também retomado já no novo ano, dando lugar, neste fim-de-semana, à disputa da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça de Portugal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Dezembro de 2018)
O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 13.12.2018)
Permita-se-me começar hoje com um breve intróito pessoal, assinalando mais um “número redondo”: desta feita, as 200 edições deste “Pulsar do Campeonato”, desde o artigo inaugural desta contínua série, publicado em “O Templário” a 8 de Novembro de 2012, já lá vão seis anos.
A nível da I Divisão Distrital, quem “soma e segue” é o Amiense, que, com o seu quinto triunfo consecutivo, estabeleceu um novo “record” no presente campeonato, tendo aproveitado para se aproximar ainda mais da liderança, agora somente a três pontos.
Destaques – O primeiro destaque vai, não obstante, para o embate de maior cartaz da 11.ª jornada, que colocava frente-a-frente o comandante, Coruchense – que, por seu lado, tinha também em curso uma série de quatro vitórias sucessivas, tendo, paralelamente, vencido todos os cinco desafios até então disputados em terreno alheio –, ao auto-anunciado candidato ao título, Cartaxo, o qual se saldou por uma igualdade a um golo, no que terá constituído a derradeira oportunidade dos cartaxeiros poderem reentrar na disputa do 1.º lugar, de que, por agora, quando nos aproximamos já do final da primeira metade da competição, estão a distantes (e virtualmente inacessíveis) 11 pontos.
E isto, porque, não é apenas a turma do Sorraia que continua “demasiado longe”: também o Amiense (vencedor, por 2-1, na recepção ao Samora Correia) e U. Santarém, com o triunfo averbado ao “cair do pano”, em Marinhais, mercê de um solitário tento, continuam na peugada do líder, ambos com oito pontos a mais que o Cartaxo (apenas 6.º classificado).
Numa ronda que oferecia alguns perigos iminentes para os grupos da frente, também o U. Almeirim – igualmente com um trajecto quase irrepreensível, tendo ganho seis dos últimos sete jogos realizados – se saiu bem, com uma tão difícil quão preciosa vitória (2-1) em Torres Novas, que lhe proporciona poder aspirar a colar-se ao guia, caso vença também a partida que tem ainda em atraso, da 8.ª jornada, na qual lhe cabe receber a visita do At. Ouriense.
Por fim, de realçar ainda o empolgante desafio protagonizado por União de Tomar e Ferreira do Zêzere, com o desfecho final a fixar-se num empate a três bolas, depois de se ter chegado ao final de uma frenética primeira parte já com cinco tentos apontados. A qualidade do futebol praticado poderá não ter sido a melhor, com algumas falhas a assinalar de parte a parte, mas a emoção e incerteza no marcador final foram marca saliente, assim como a intensidade de jogo na primeira metade do encontro.
Os ferreirenses entraram praticamente a ganhar, com o golo inaugural marcado logo aos quatro minutos; não obstante, com uma excelente resposta – em que se destaca a propensão goleadora do novo reforço unionista, Rafael Santana, autor dos três tentos da sua equipa – o União, não só operaria a reviravolta no marcador, como, inclusivamente, chegaria a vantagem de 3-1, em apenas cerca de meia hora. Já a findar o primeiro tempo, o Ferreira do Zêzere reduziria para 2-3, reentrando na discussão do resultado. Na etapa complementar, os tomarenses procuraram controlar o jogo, segurando a vantagem e espreitando a possibilidade de desferir o golpe final. Porém, e já depois de Nuno Ribeiro ter defendido uma grande penalidade, os ferreirenses acabariam mesmo por restabelecer o empate, a menos de dez minutos do final da partida.
Surpresas – Com as formações do fundo da tabela a ter de “fazer pela vida”, procurando somar pontos, em ordem a poderem ainda libertar-se da ameaça de despromoção, assinalam-se duas surpresas, correspondendo a outras tantas igualdades alcançadas em reduto alheio – numa ronda com um total de quatro empates –, perante adversários mais capacitados.
Por um lado, o Alcanenense, na deslocação às Fazendas de Almeirim, chegou mesmo a dispor de vantagem no marcador, tendo acabado por ceder a igualdade a dois golos ao Fazendense.
Mais surpreendente ainda terá sido o empate (1-1), registado pelo grupo da Glória do Ribatejo em Ourém, ante um At. Ouriense a atravessar período menos positivo (obteve uma única vitória nos cinco últimos jogos), porventura ainda algo afectado pela goleada sofrida em Santarém.
Em qualquer caso, e pese embora os positivos sinais de inconformismo revelados, foi magro o pecúlio angariado pelos visitantes, mantendo-se o quarteto da cauda da tabela com um atraso entre cinco e sete pontos em relação ao 10.º classificado (Ferreira do Zêzere).
II Divisão Distrital – A Norte, a principal nota de realce vai para a goleada (4-0) do Riachense no terreno do Aldeiense, como que querendo dar “prova de vida”, após a mudança no comando técnico, ficando (a par do Ortiga, derrotado em Abrantes) a um ponto do 3.º lugar, ocupado, de forma sensacional – quando está já concluída a primeira volta da prova – pela equipa “B” do União de Tomar, vencedora de um velho clássico do futebol distrital, no Tramagal (1-0).
Abrantes e Benfica (que soma triunfos em todos os oito jogos já finalizados) e Pego começam a ter já praticamente “à vista” o apuramento para a fase final, de apuramento de Campeão.
A Sul, com o Rio Maior a folgar, Moçarriense (com vitória caseira, por 2-0, ante o Espinheirense) e Forense (ganhando por 1-0 em Benavente) aproveitaram para se destacar na frente da prova (tendo ainda os riomaiorenses um jogo em atraso). O Pontével (goleando por 3-0 em Salvaterra de Magos) mantém ainda aspirações a poder chegar aos três primeiros.
Campeonato de Portugal – Após mais uma jornada, subsistem os motivos de preocupação: o Fátima, batido em casa pelo B. C. Branco (1-2), depois de ter começado por marcar, baixou ao 10.º lugar, e, pior, viu reduzir-se para curta margem de três pontos a diferença que o separa da “linha de água”; por seu lado, o Mação, que, finalmente, se reencontrou com as vitórias, tendo ido ganhar à Sertã, também por 2-1, mantém a última posição, agora a sete pontos de tal linha.
Antevisão – No principal escalão do futebol distrital, teremos outro aliciante “tira-teimas”, com uma “embalada” equipa do Amiense a receber o guia, Coruchense, podendo, em caso de vitória da turma de Amiais de Baixo, igualar o seu oponente no comando da pauta classificativa. Mas o calendário reservou-nos uma jornada repleta de interesse, com diversos outros “pratos cheios”: U. Almeirim-Cartaxo ou U. Santarém-U. Tomar serão apenas dois dos principais exemplos.
Na II Divisão Distrital, destacam-se o Tramagal-Riachense e o Moçarriense-Rio Maior.
No Campeonato de Portugal, já a completar a sua primeira volta, o Fátima desloca-se a Loures (último clube acima da “linha de água”), cabendo ao Mação receber o Santa Iria (imediatamente abaixo daquela linha, pese embora com o mesmo número de pontos do emblema de Loures).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Dezembro de 2018)



