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O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 12.03.2026)
Em tarde de (mais três) goleadas, não foi marcado, ao invés, qualquer golo no “jogo grande” da 18.ª ronda (em atraso há precisamente um mês, devido às intempéries, agora recuperada), que colocava frente-a-frente o 1.º e o 3.º classificado. Do nulo registado no Fazendense-Porto Alto beneficiou o Mação, que, sendo um dos vencedores com goleada, se guindou, uma vez mais (mesmo que, por agora, à condição) à posição de liderança. Ainda assim, o trio da frente subsiste concentrado num intervalo de apenas três pontos, à entrada para o último terço do campeonato.
Destaques – Começando então pelo Fazendense-Porto Alto, uma partida de alta rotação e grande intensidade, em que os anfitriões – depois dos dez golos apontados na semana anterior – não lograram, desta feita, atingir as redes contrárias (nem de “penalty”), com a turma da AREPA a continuar a dilatar a sua fantástica série de invencibilidade, somando doze triunfos e oito empates.
O grupo das Fazendas, puxando dos “galões” do estatuto de comandante, que ostentava, e da sua condição de visitado, começou por assumir a iniciativa do jogo, tendo exercido supremacia na metade inicial da primeira parte do encontro; porém, sem ter conseguido materializar em golo tal domínio, com o guardião contrário em evidência, tendo defendido uma grande penalidade.
A partir daí os forasteiros reequilibraram a contenda, e, no decurso do segundo tempo, mantiveram sempre o adversário “em sentido”, tendo de se preocupar também com o seu sector mais recuado, numa fase em que o Fazendense já não conseguia apresentar a fluidez com que começara a partida. No cômputo geral, a repartição de pontos ajusta-se ao que ambas as equipas exibiram em campo.
A noutra nota de maior destaque vai para o triunfo alcançado pelo Amiense na deslocação ao Entroncamento, por 2-0: um tento já na parte final do primeiro tempo e outro logo a abrir a segunda metade sentenciaram o encontro, com o conjunto dos Amiais de Baixo a confirmar a excelente segunda volta que vem registando, tendo cedido um único empate (em casa, com o Torres Novas) nas cinco jornadas já realizadas, incluindo três triunfos fora de portas, no Cartaxo, Pontével e, agora, na cidade ferroviária, o que lhe proporciona já “respirar” bastante melhor.
No que respeita às goleadas, em bom rigor, traduzirão mais as fragilidades que os emblemas derrotados vêm patenteando que, propriamente, a pujança das turmas vitoriosas; de facto, trata-se dos três últimos classificados, que, no seu conjunto, seguem com um acumulado de 25 derrotas consecutivas (treze no caso do Tramagal; oito do Cartaxo; e quatro pelo At. Riachense)!
Analisando cada um de “per se”: o Tramagal, que vinha de um 10-0, sofrido nas Fazendas de Almeirim, actuando outra vez em terreno alheio, foi, desta feita, goleado por 6-0 pelo Coruchense, novamente após ter chegado ao intervalo com desvantagem de dois golos. Tal não invalida, claro, a boa recuperação que a formação do Sorraia vem evidenciando, com dez pontos já somados na segunda volta, fruto de três vitórias e um empate, apenas tendo sido desfeiteada pela AREPA.
Por seu turno, o penúltimo classificado, Riachense, perdera por 4-2 em Tomar, tendo sido goleado por 1-6, no seu próprio reduto, na última semana, pela turma do Porto Alto, repetindo a diferença de cinco golos (0-5) na recepção ao novo guia, Mação, a voltar a triunfos por margem categórica.
Em relação ao Cartaxo, já muito foi dito e escrito. Goleado por 9-0 em Torres Novas (há cerca de mês e meio) e por 5-0 no Porto Alto, sofreu agora o seu desaire caseiro mais avolumado até à data, tendo sido também concludentemente derrotado pelo U. Tomar, por 6-1, no que constitui a terceira vitória sucessiva dos nabantinos, a reforçar o 8.º posto, não só deixando para trás quaisquer eventuais preocupações com a zona perigosa da tabela (tendo passado a totalizar 29 pontos, dispõe de confortável margem de segurança de 12/13 pontos face à “linha de água”), como, inclusivamente podendo “olhar para cima”, agora a quatro pontos do 5.º lugar.
Em função dos resultados que vêm averbando mais recentemente, em especial com um total de vinte golos apontados nos últimos seis encontros, os unionistas apresentam, nesta altura – mesmo com um jogo a menos –, o terceiro melhor registo ofensivo, apenas superado por Mação e AREPA.
Sobre a partida no Cartaxo em concreto, tendo começado por inaugurar o marcador, os tomarenses sofreram o golo do empate praticamente de imediato, numa desatenção defensiva; não obstante, não demorariam a recolocar-se em vantagem, indo para o descanso já a ganhar por 3-1. Na etapa complementar, com naturalidade, o marcador continuou, gradualmente, a aumentar.
Neste caso específico, mais do que a expressão dos números, importará salientar a seriedade com que a equipa do União encarou este compromisso, perante um oponente muito combalido, devendo reconhecer-se também, por seu lado, a dignidade e carácter dos homens que continuam, contra todas as adversidades, a envergar a camisola e a defender o emblema cartaxeiro, tendo talvez como missão principal procurar levar até ao termo a sua participação neste campeonato.
Confirmações – Numa ronda sem particulares surpresas, o Torres Novas confirmou o seu favoritismo, na recepção ao Alcanenense, num bom triunfo perante um rival de valor, mesmo que por tangencial 1-0. Nas outras duas partidas, o resultado foi idêntico: 2-2 no Abrantes e Benfica-At. Ouriense, bem como no Pontével-Águias de Alpiarça, porventura com os visitantes a ter ficado mais satisfeitos com a distribuição de pontos verificada.
O Pontével por duas vezes esteve em vantagem, por duas vezes possibilitou a recuperação aos alpiarcenses, depois de ter chegado ao intervalo a ganhar por 2-1. Em Abrantes fora o grupo de Ourém a marcar primeiro (1-0 no termo dos primeiros 45 minutos), tendo, já na parte final do desafio, voltado a beneficiar de momentânea superioridade no “placard” (2-1), antes de os abrantinos estabelecerem o empate final.
II Divisão Distrital – Houve surpresa(s) na 14.ª ronda, na série mais a Sul: se não seria expectável que o Moçarriense cedesse pontos na recepção à equipa da Glória do Ribatejo, atendendo ao favoritismo conferido ao guia, ante aquele que é apenas o 7.º classificado, muito maior foi o deslize do Ouriquense, visitado pelo “lanterna vermelha”, Benfica do Ribatejo, tendo também perdido pontos, de forma absolutamente imprevista, empatando pelo mesmo resultado (1-1).
Nessa série, quem terá dado passo determinante na disputa pelo apuramento para a fase final foi o Forense, goleando por 5-0 o QT-SC Rio Maior, abrindo um fosso de oito pontos face a esse rival (5.º classificado), agora com Salvaterrense (4.º, a quatro pontos) como principal concorrente.
A Norte, o Vasco da Gama “soma e segue”: depois de 5-1 ao Abrantes e Benfica “B” e de 5-0 ao Ferreira do Zêzere, goleou, no passado Domingo, o Alferrarede, por retumbante 8-0! Quinze jogos, quinze vitórias, é o fantástico registo do incontestado comandante, já doze pontos à maior face ao vice-líder, U. Atalaiense (vencedor, por 2-1, ante os “Lagartos” do Sardoal). De notar ainda o desaire do Pego no terreno do Caxarias (2-0) e a vitória (4-0) do At. Pernes na Ortiga.
Liga 3 – Após dois triunfos na fase regular, o U. Santarém foi desfeiteado (0-2), em casa, pelo Belenenses, isto depois de, a meio da semana, ter vencido o Mafra, por 3-1. À 5.ª jornada desta fase final, os escalabitanos ocupam o 5.º lugar, a três pontos de Académica (2.º) e Amarante (3.º).
Campeonato de Portugal – O Fátima obteve importante triunfo em Mortágua, por 1-0, tendo ainda desperdiçado um “penalty”; passando a contar 25 pontos, subiu à 8.ª posição, com três pontos de vantagem sobre a zona de descida. Ao invés, o Samora Correia, em inferioridade numérica desde muito cedo, não evitou a derrota na Figueira da Foz, por 2-1, mantendo o 12.º posto, agora já com um atraso de sete pontos da “linha de água”, quando restam seis rondas.
Antevisão – Na I Divisão Distrital o Fazendense volta a ter um sério teste, na deslocação a Coruche, enquanto Mação (recebendo o Pontével) e o Porto Alto (visitado pelo Entroncamento AC) dispõem de claro favoritismo; realce ainda para o grande clássico: U. Tomar-Torres Novas. Na II Divisão, destacam-se: o Glória-Forense, Benavente-Ouriquense e Pego-Vasco da Gama.
Na Liga 3, o U. Santarém é visitado pelo Amarante. No Campeonato de Portugal, cabe, desta vez, ao Fátima receber a Naval 1893 (3.º), enquanto o Samora Correia é anfitrião do Marialvas (9.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Março de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 05.03.2026)
A 20.ª jornada do Distrital da I Divisão ficou marcada, em especial, pela goleada de 10-0 imposta pelo (de) novo líder, Fazendense, ao Tramagal. Não se tratando de desfecho inédito, é, ainda assim, bastante raro: ao longo do vasto historial do Distrital – em mais de 15 mil jogos disputados –, identificam-se menos de três dezenas de resultados com dez (ou mais) golos de diferença.
O “record” absoluto, de 15-0, é partilhado por Cartaxo (frente ao At. Pernes, em 1972) e por U. Rio Maior (ante o Azinhaga, em 2001) – duas equipas que são, aliás, “repetentes” nesta matéria: 13-1 no Cartaxo-Alferrarede (2000), 12-0 no Cartaxo-Ferreira do Zêzere (2006) e 10-0 no Cartaxo-Tramagal (2006); assim como, por seu turno, 10-0 no U. Rio Maior-S. Torcatense (1999).
Tendo-se registado ainda outros casos de goleadas retumbantes (igualmente por 10-0), também em anos relativamente recentes, nas seguintes partidas: At. Riachense-ACR Linhaceira (2001), Samora Correia-Caxarias (2005) e, por último, desta vez com o Cartaxo no “reverso da medalha”, no U. Tomar-Cartaxo (em 2022). Já esta época, salientava-se o 9-0 no Torres Novas-Cartaxo.
Destaques – Sobre o 10-0 do Fazendense-Tramagal pouco mais haverá a dizer, para além do facto de os tramagalenses terem chegado ao intervalo apenas com dois golos de desvantagem, não tendo, depois, conseguido suster a avalanche contrária, de forma a impedir o avolumar do marcador, perante o desnível de recursos de que cada equipa dispõe nesta altura.
Atrás dos tempos, tempos virão, e o Tramagal, emblema histórico, que superou a fasquia do centenário, com um palmarés dos mais ricos do Distrito, terá o carácter para conseguir reerguer-se uma e outra vez mais, enaltecendo-se a dignidade que tem mantido nesta fase muito difícil.
Em grande evidência esteve igualmente, ainda mais uma vez, o Porto Alto, também com uma goleada de excepção, por 6-1, nos Riachos, um desfecho que, pela sua magnitude, não estaria nas conjecturas. O grupo da AREPA, que não consentia qualquer golo desde 14 de Dezembro, não vacilou perante o tento sofrido (3-1 ao intervalo), afirmando-se como ameaça crescente na disputa pelo lugar do topo, de que, embora à condição, passou agora a distar escassos dois pontos.
Até porque o anterior comandante, Mação, parecendo passar por período, de certo modo, de “maré vaza”, não logrou desfazer o nulo na deslocação a Torres Novas, num desafio em que já se poderia antecipar que as duas equipas estariam muito “encaixadas”. Em função deste resultado os maçaenses perderam a liderança, agora um ponto abaixo do Fazendense, que beneficia ainda do facto de manter um jogo a menos, que terá de disputar em Tomar, ainda sem data definida.
O Coruchense prossegue a sua recuperação, tendo, desta feita, ido vencer a Abrantes, mercê de um solitário golo, apontado logo no regresso após o descanso, consolidando a 7.ª posição.
A última nota de realce vai ainda para o U. Tomar, que obteve segundo triunfo seguido, desta feita no Entroncamento, impondo-se por 2-0. Exibindo superioridade inquestionável, perante um adversário falho de argumentos que pudesse contrapor, o menos lógico terá até acabado por ser o 0-0 subsistir até ao segundo tempo, assim como o tento da confirmação da vitória só ter chegado precisamente no “último suspiro” do desafio. Ainda com doze encontros por disputar, o União somou já praticamente tantos pontos quantos os averbados na época passada (26, face a 27), tendo, aliás, superado o total de vitórias registadas nesse campeonato (oito, contra sete).
Surpresa – Atendendo ao desempenho que as duas equipas vinham apresentando nas últimas semanas terá sido, de facto, apenas “meia-surpresa” a vitória conquistada pelo Amiense em Pontével, por 2-1. O grupo dos Amiais chegou à vantagem de dois tentos, apontados, ambos, a meio da segunda parte, não tendo os anfitriões feito melhor que estabelecer a diferença mínima.
Confirmações – Num prélio que colocava frente-a-frente o 5.º e 6.º classificados, houve inversão de posições, em função do triunfo (2-0) do Alcanenense frente ao Águias de Alpiarça; depois do nulo registado ao intervalo, o grupo da casa, em nova sequência positiva de resultados, resolveu a contenda a seu favor logo no recomeço, dispondo agora de um ponto a mais que este rival.
O Cartaxo prolongou a sua série negativa, tendo averbado a sétima derrota consecutiva, isto pese embora tenha, enfim, quebrado longo jejum sem marcar golos, desde 30 de Novembro. Os cartaxeiros começaram por ver a turma visitante, At. Ouriense, chegar a 3-0 (com o segundo e terceiro golos no primeiro quarto de hora da segunda parte, depois de ter inaugurado o marcador logo aos dez minutos), vindo a reduzir para o 1-3 final, à entrada do derradeiro quarto de hora.
II Divisão Distrital – A novidade, na 16.ª ronda, foi a perda de pontos do Ouriquense – que só em tempo de compensação conseguiu resgatar um ponto, ao empatar a duas bolas, na recepção à Glória do Ribatejo –, o que, em paralelo, proporcionou ao Moçarriense – vencedor, com maiores dificuldades de que o “placard” (5-2) poderá indiciar, ante o Salvaterrense – isolar-se na liderança, agora com dois pontos a mais que a turma de Vila Chã de Ourique. A Sul, destaca-se ainda a goleada de 7-1, averbada pelo Marinhais em Samora Correia, frente à equipa “B” local.
A Norte, o Vasco da Gama prossegue a sua caminhada triunfal, qual “rolo compressor”, tendo goleado o Ferreira do Zêzere por 5-0, mantendo o pleno, de 14 vitórias! À semelhança do indicado no intróito, relativamente ao histórico de goleadas na divisão principal, também neste caso ficam bem patentes as voltas que os “alcatruzes da nora” podem dar, num curto intervalo de tempo: em Maio de 2024, o Vasco da Gama completava a sua participação no campeonato com 29 derrotas em 30 jogos (tendo obtido um único ponto); um ano volvido (Maio de 2025), o Ferreira do Zêzere culminava excelente campanha, coroada com a conquista do título de Campeão Distrital, com um “record” de 28 vitórias e um empate. No início de Março de 2026, assim estamos…
O notável trabalho de base que tem vindo a ser desenvolvido nas camadas de formação no Vasco da Gama haveria de frutificar, como se vem constatando e como, decerto, se continuará a verificar.
Liga 3 – O U. Santarém foi batido em Coimbra, pela Académica, por 3-1, não tendo ido além do “ponto de honra”, após ter chegado a registar desvantagem de três golos. Com três encontros disputados, subsistindo com três pontos, o grupo escalabitano baixou ao penúltimo posto (7.º), apenas à frente do Trofense… não obstante só a três pontos do trio que partilha a vice-liderança (Académica, Amarante e Varzim), e a quatro do novo guia, V. Guimarães “B”.
Campeonato de Portugal – Foi uma ronda com sensações mistas, para os clubes do Distrito: o Samora Correia obteve importante triunfo ante o 4.º classificado, Mortágua, por 1-0; enquanto o Fátima se quedou pela igualdade (1-1) na recepção à Juv. Lajense, num confronto com um rival directo na luta pela manutenção. Os fatimenses, com 22 pontos em 19 jogos, mantêm o último lugar (9.º) acima da “linha de água”, em igualdade pontual com os açorianos (estes já com 20 jogos realizados); os samorenses continuam na 12.ª posição, agora com diferença de cinco pontos.
Antevisão – Para o próximo fim-de-semana está calendarizada a recuperação das jornadas dos campeonatos distritais que tinham sido adiadas devido às intempéries: na 18.ª ronda da I Divisão o “prato” principal será o embate entre Fazendense e Porto Alto, de grande relevância nas contas do título, deslocando-se o Mação aos Riachos, enquanto o U. Tomar viajará até ao Cartaxo; na 14.ª jornada da II Divisão, realce para mais um “derby”, Marinhais-Salvaterrense, sendo também de especial importância no apuramento para a fase final o Forense-QT-SC Rio Maior, cabendo ao Moçarriense receber a Glória do Ribatejo; a Norte, o Vasco da Gama terá a visita do Alferrarede.
Na Liga 3, o U. Santarém, que tinha agendado, para a última quarta-feira, jogo de acerto de calendário, recebendo o Mafra, actuará de novo em casa, no Domingo, ante o Belenenses. Por seu lado, no Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia têm difíceis compromissos fora de portas, respectivamente em Mortágua e na Figueira da Foz (ante o 3.º classificado, Naval 1893).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Março de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

(“O Templário”, 26.02.2026)
Numa ronda em que imperou a lógica, os três clubes do pódio levaram de vencida, com maiores ou menores dificuldades, os respectivos adversários, subsistindo concentrados num intervalo de três pontos, com o líder (à condição), Mação, somente um ponto acima do Fazendense.
Quanto ao Porto Alto, que continua a prolongar a sua invencibilidade, já de 18 jogos nesta prova, averbou sexta vitória sucessiva, com um “score” acumulado de 16-0; isto é, não só se mantém invicto, como, adicionalmente, preserva as suas redes invioláveis desde 14 de Dezembro, altura em que consentiu o último golo, em partida ante o U. Tomar – a turma da AREPA partilha agora com o Fazendense e Torres Novas a condição de clubes com menos golos sofridos (dez).
Pela negativa, e ainda com números mais expressivos, anota-se que o Cartaxo não marca desde o passado dia 30 de Novembro, apresentando um “score” de 0-23 (!), tendo começado por obter um empate (0-0), a que seguiram seis derrotas consecutivas. Os problemas que o emblema cartaxeiro tem atravessado vêm, de alguma forma, desvirtuando a equidade desportiva, atendendo não só às faltas de comparência, assim como à evidência de que as condições do grupo se deterioraram significativamente nas últimas semanas, de que são sintomáticas as pesadas goleadas sofridas.
Destaques – A primeira nota de realce da 19.ª jornada (subsistindo por disputar os desafios da 18.ª ronda, entretanto recalendarizados para 8 de Março) vai para a vitória averbada pelo Fazendense – por ora, o concorrente com menos pontos perdidos no campeonato (um total de nove, decorrendo de três desaires sofridos) – perante o At. Ouriense, em Ourém, por tangencial 1-0, mercê de um tento apontado já no findar do primeiro tempo da partida.
Destaca-se ainda o outro triunfo em reduto alheio, com o Abrantes e Benfica a procurar superar a crise de resultados com que se tem deparado (vinha de seis derrotas nas sete jornadas precedentes), tendo ido ganhar ao Tramagal, por 2-0, resolvendo a contenda num intervalo de cerca de vinte minutos, ainda na metade inicial do encontro. Esta foi a 17.ª derrota dos tramagalenses (que subsistem com um único ponto na classificação), 11.ª sucessiva.
Frente a um adversário que, nesta altura, constitui uma incógnita em relação à forma como se poderá apresentar em campo, o Porto Alto mostrou uma atitude responsável, goleando o Cartaxo por 5-0, respeitando os homens que envergam a camisola do seu oponente. Pese embora todas as condicionantes que têm tido de enfrentar, os jogadores cartaxeiros procuram manter um desempenho digno, não se entregando, tentando oferecer a réplica possível. A formação da AREPA cedo se colocou em vantagem, tendo, ainda assim, experimentado alguma ansiedade em, rapidamente, ampliar a contagem, o que, com naturalidade, viria a consumar na segunda metade.
Se os três primeiros ganharam (já lá iremos, ao Mação, que, mesmo com dificuldades, confirmou o seu favoritismo ante o Entroncamento AC), situação distinta se verificou em relação aos seis clubes que se lhes seguem na pauta classificativa, dos quais apenas o Alcanenense logrou vencer.
Começa por notar-se nova perda de pontos por parte do Torres Novas, que não foi além do nulo na visita aos Amiais de Baixo, ante uma equipa do Amiense na melhor fase da época (com 14 dos seus 19 pontos conquistados nas sete últimas rondas); os torrejanos passaram a distar seis pontos do comandante (que poderão vir a converter-se em oito, se o Fazendense ganhar o jogo em atraso).
Por seu turno, o 5.º e 7.º classificados, respectivamente, Águias de Alpiarça e Coruchense, anularam-se também, tendo igualmente subsistido até final o 0-0.
Para além da já antes referida derrota caseira do At. Ouriense, também o Pontével (anterior 7.º classificado) foi batido pelo Alcanenense (6.º): não tendo havido golos no primeiro tempo, o conjunto de Alcanena marcaria por duas vezes no período de um quarto de hora, ainda na fase inicial da etapa complementar. Com este regresso aos triunfos, o Alcanenense reduziu para apenas dois pontos a diferença face ao Águias de Alpiarça, consolidando a sua posição, dispondo agora de avanço de seis pontos em relação ao perseguidor mais próximo (Coruchense).
Confirmações – Num Domingo sem surpresas de relevo, Mação e U. Tomar, actuando nos respectivos terrenos, saíram vencedores, ante o Entroncamento AC e o Riachense.
No caso dos unionistas – que estavam sem competir praticamente há um mês –, tal foi bem positivo em variadas vertentes: em primeira instância, dilatando ainda mais o diferencial face ao rival directo em causa (23 vs. 11 pontos); em paralelo, tendo cinco dos seis clubes posicionados na cauda da tabela sido derrotados (a excepção foi o empate do Amiense), tal deverá proporcionar maior tranquilidade (beneficiando agora de sete pontos de margem em relação à “linha de água”) e confiança, para o desafio da próxima jornada, de grande importância, no Entroncamento.
Não obstante os nabantinos tivessem um registo de diversas goleadas recentes perante o emblema dos Riachos (4-0 em 2017-18, 7-0 em 2019-20 e 7-1 em 2020-21; para além do 4-0 com que haviam vencido, na primeira volta, no reduto contrário), não seria talvez de esperar, atendendo à tentativa de recuperação que o Riachense vinha encetando, a forma assertiva como o União dominou o jogo, sustentada também nos dois golos obtidos ainda nos dez minutos iniciais.
Os tomarenses chegariam ainda ao 3-0, a meio da segunda parte, vindo a consentir um primeiro ponto do adversário, mas ripostando de pronto, repondo a vantagem de três golos; antes de, já prestes a findar o prélio, sofrerem novo tento, fixando-se o “placard” em 4-2. Com um total de 34 golos marcados (média exacta de dois por jogo), o U. Tomar apresenta bom registo ofensivo, porém muito penalizado pelos 30 golos sofridos, nos 17 encontros disputados.
O líder, Mação, a denotar passar por período menos afirmativo, teve de sofrer bastante para concretizar a vitória, face a um opositor que se mantinha invicto há seis jornadas. O Entroncamento AC começou, aliás, por surpreender, inaugurando o marcador a meio da primeira parte, e preservando a vantagem para além do intervalo, até à hora de jogo, ocasião em que os maçaenses restabeleceram a igualdade. Só a escassos seis minutos do termo os anfitriões operariam a reviravolta no marcador, vindo a estabelecer o 3-1 final em período de compensação.
II Divisão Distrital – Não houve novidades, também neste escalão: os líderes da Série A (Moçarriense e Ouriquense) e da Série B (Vasco da Gama) triunfaram de forma convincente: 2-0 do grupo da Moçarria, na deslocação a Benavente; 5-2 da turma de Vila Chã de Ourique no Rebocho; e 5-1 do Vasco da Gama com o Abrantes e Benfica “B”. Anotam-se ainda as vitórias do QT-SC Rio Maior, em casa, frente ao Marinhais, e da U. Atalaiense, em Pernes, ambas por 3-1.
Liga 3 – Depois da muito boa estreia, tendo ido ganhar à Trofa, o U. Santarém foi desfeiteado, no passado Sábado, no seu terreno, pela equipa “B” do V. Guimarães, por tangencial 0-1. Com os três pontos somados nos dois jogos já realizados, os escalabitanos integram um quarteto, entre o 4.º e o 7.º posto, a um ponto do Vitória, a dois do Belenenses, e a três do novo guia, Varzim.
Campeonato de Portugal – O embate entre os dois representantes do Distrito saldou-se por um empate a duas bolas, mais penalizador para o Fátima, que chegara ao intervalo em vantagem por 2-0, tendo, na segunda parte, permitido ao Samora Correia resgatar mais um ponto. Os fatimenses ascenderam, ainda assim, ao 8.º lugar, mas igualados em pontos (21) com o Peniche e Juv. Lajense, sendo o clube açoriano o primeiro abaixo da “linha de água”; por seu lado, os samorenses (14 pontos) trespassaram a “lanterna vermelha” ao Lusitânia, tendo subido à 12.ª posição.
Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se as partidas: Torres Novas-Mação e Riachense-Porto Alto; visitando o U. Tomar, como referido, o Entroncamento, para um confronto de rivalidade histórica. O Fazendense recebe o Tramagal. No escalão secundário, realce para o Ouriquense-Glória do Ribatejo, Moçarriense-Salvaterrense, e Vasco da Gama-Ferreira do Zêzere.
Na Liga 3, o U. Santarém viaja até Coimbra, para defrontar a Académica. Por fim, no Campeonato de Portugal, já na 20.ª jornada, o Fátima volta a actuar em casa, em partida de crucial relevância, recebendo a Juv. Lajense; enquanto o Samora Correia terá a visita do Mortágua (4.º classificado).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Fevereiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 19.02.2026)
Com o calendário das competições distritais perturbado pelos efeitos das intempéries – tendo as jornadas dos campeonatos da I e II Divisão Distrital previstas para dia 8 de Fevereiro (respectivamente, 18.ª e 14.ª) sido adiadas para 8 de Março, o que, em paralelo, forçará a recalendarização da primeira mão das meias-finais da Taça do Ribatejo (subsistindo, por outro lado, ainda por definir a data de alguns prélios, em atraso, que estavam agendados para 1 de Fevereiro, entre eles o U. Tomar-Fazendense) – o último domingo deu lugar à disputa dos quartos-de-final da Taça, assim como à recuperação de um dos jogos da 17.ª jornada do escalão principal.
Esteve em evidência, em especial, o Moçarriense, “tomba-gigantes”, que afastou o Torres Novas, mesmo que apenas no desempate da marca de grande penalidade. Em função do sorteio previamente realizado, e do alinhamento determinado para as meias-finais da prova, ficámos já a saber, antecipadamente, que a Final da Taça do Ribatejo desta temporada será disputada entre um emblema da divisão principal (e, mais que isso, entre um dos principais candidatos ao título, Mação ou Fazendense) e um clube da II Divisão Distrital (não sendo decerto mera coincidência que se trate de um dos actuais líderes de cada uma das séries, Moçarriense ou Vasco da Gama).
Destaques – Já se perspectivaria que o Torres Novas (que, nesta época, tem marcado presença sistemática nos lugares do topo da tabela da I Divisão, actual 4.º classificado) não teria tarefa fácil na deslocação à Moçarria, para defrontar um dos comandantes da Série A da II Divisão (a par do Ouriquense), ainda invicto ao fim de 16 jogos (incluindo três na Taça). E o risco que os torrejanos corriam veio a confirmar-se na plenitude, com o Moçarriense a mostrar as suas credenciais, colocando-se em vantagem logo na fase inicial da contenda, tendo mantido o 1-0 praticamente até ao final do tempo regulamentar, altura em que o Torres Novas viria a restabelecer a igualdade.
Seria, porém, um golo inglório, uma vez que, no desempate da marca de “penalty”, que de imediato se seguiu, os homens da casa levaram a melhor, vencendo por 4-2. Fez-se história na Taça, com o inédito apuramento do Moçarriense para as meias-finais, depois de seis afastamentos nos oitavos-de-final entre 2017 e 2024, sendo que o melhor que o grupo da zona de Santarém tinha alcançado até à data haviam sido três presenças nos quartos-de-final, em 2006, 2010 e 2016.
A outra formação da divisão secundária apurada para as meias-finais foi o Vasco da Gama, guia incontestado da Série B (em que mantém o pleno de triunfos, em doze encontros já realizados), que, recebendo o vice-líder, Pego, se impôs por inapelável 4-0, depois de ter chegado ao intervalo já com vantagem de dois tentos. Tal como o Moçarriense (14 vitórias e 3 empates), a turma da freguesia de Fátima passou a somar um total de 17 jogos sem perder (15 triunfos e 2 igualdades)!
A agremiação do Vasco da Gama (que, na ronda anterior, eliminara o Amiense) conta já com uma Taça do Ribatejo no seu palmarés, conquistada em 1989, tendo superado a barreira dos quartos-de-final pela primeira vez nos últimos trinta anos (1995), sendo que, desde então, atingira os oitavos-de-final apenas em cinco ocasiões (2001, 2014, e de 2022 a 2024).
Surpresa – Acabou por ser, de facto, apenas “meia-surpresa”, uma vez que o actual líder (pese embora à condição) da divisão principal, Mação, assegurou a presença nas meias-finais, de que se encontrava arredado desde que fora finalista vencido (pelo U. Tomar) em 2018 – após seis eliminações sucessivas nos oitavos-de-final, entre 2020 e 2025.
Mas, os maçaenses, não tendo conseguido melhor que o empate a uma bola na recepção ao Pontével (7.º classificado no campeonato), arriscaram bastante, até porque tiveram de passar por uma longa série no desempate da marca de grande penalidade, que se estendeu até aos 9-8…
O Mação, que estava sem competir desde 25 de Janeiro, até começou por marcar bem cedo, logo aos oito minutos, mas consentiria o tento da igualdade (aliás, apontado na própria baliza) apenas quatro minutos volvidos, com o “placard” a subsistir inalterado até final dos noventa minutos.
Confirmação – O Fazendense – que, tendo um desafio em atraso, persegue de perto o comandante, somente com um ponto a menos – teria, em teoria, a tarefa mais “facilitada” de entre o alinhamento dos confrontos dos quartos-de-final, uma vez que lhe cabia receber o At. Pernes (4.º classificado da Série B da II Divisão). E, no cômputo final, acabou por deixar bem expressa a sua superioridade, goleando por 5-0… mas apenas no segundo tempo tendo logrado desbloquear o jogo, quebrando a resistência do adversário, depois do nulo ter subsistido até ao intervalo.
Na etapa complementar tudo seria diferente, com os golos a suceder-se em “catadupa”, tendo o grupo das Fazendas marcado os dois primeiros tentos praticamente seguidos, tendo os restantes três sido obtidos num intervalo de menos de quinze minutos. O Fazendense, recorde-se, é o “Rei” da Taça, com cinco troféus conquistados (o último deles em 2022), tendo sido também semi-finalista em 2024, quedando-se pelos quartos-de-final em 2025 (afastado pelo U. Tomar).
É o seguinte o alinhamento das meias-finais, a disputar a duas mãos (agora previstas para 18 de Março e 3 de Abril), já previamente sorteado: Mação-Fazendense e Moçarriense-Vasco da Gama.
Entretanto, em partida em atraso da 17.ª jornada da I Divisão Distrital, o Coruchense obteve importante triunfo ante o At. Ouriense, tendo ido vencer por 2-1, operando reviravolta no marcador: o conjunto de Ourém chegou ao golo próximo da meia hora, indo para o descanso em vantagem; a formação do Sorraia empatou a meio da segunda parte, assegurando a vitória já ao findar da contenda, tendo, em função deste desfecho, igualado o Pontével na 7.ª posição.
Liga 3 – Tendo sido adiado o encontro da ronda inaugural da fase final, em que o U. Santarém deveria receber o Mafra, a turma escalabitana fez a sua estreia, no passado sábado, com mais um notável resultado, tendo ido vencer por 2-1 à Trofa (frente a uma equipa do Trofense que vinha de um empate no Restelo, com o Belenenses). Após a segunda jornada, o U. Santarém é, inesperadamente, o líder da competição (atendendo ao número de golos marcados), posição que reparte com o Mafra, Académica e Varzim, todos com três pontos – com a particularidade de os três primeiros terem, todos eles, um desafio em atraso, tendo disputado um único jogo, cada um.
Campeonato de Portugal – Os emblemas do Distrito tiveram um domingo positivo, com o Samora Correia em maior evidência, batendo o Lajense por 2-0, no que constitui apenas o terceiro triunfo dos samorenses na prova, passando a somar 13 pontos, tendo igualado o Eléctrico de Ponte de Sôr e o Lusitânia, reduzindo ligeiramente, para oito pontos, o atraso face à “zona de salvação”.
Quanto ao Fátima, conseguiu averbar um empate (1-1) na deslocação a Peniche, “minimizando os danos”: pese embora se mantenha em zona de despromoção (10.º), passa a contar 20 pontos, só um ponto abaixo do rival que defrontou e, também, por curiosidade, do último adversário do Samora – que, nesta altura, são, precisamente, os dois últimos clubes acima da “linha de água”.
Antevisão – Avançando já para a 19.ª ronda da I Divisão Distrital, destaca-se o prélio entre At. Ouriense e Fazendense, enquanto o Mação terá a visita do Entroncamento AC. Por seu turno, o U. Tomar retomará a competição, após uma pausa de praticamente um mês (desde 25 de Janeiro), recebendo o At. Riachense, actual penúltimo classificado, mas que vem encetando recuperação.
No escalão secundário (15.ª jornada) realce para as seguintes partidas: Benavente-Moçarriense; QT-SC Rio Maior-Marinhais; At. Pernes-U. Atalaiense; e Pego-Espinheirense.
Na Liga 3, já na 3.ª ronda da fase final, de apuramento de Campeão e promoção à II Liga, o U. Santarém terá a visita da equipa “B” do V. Guimarães.
Por seu lado, no Campeonato de Portugal (19.ª jornada), regista-se a curiosidade do embate entre os dois representantes do Distrito, com o Fátima a receber o Samora Correia.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Fevereiro de 2026)
Nota – Foi a equipa do Moçarriense que, de facto, eliminou o Amiense nos 1/8 de final, devendo-se, pois, a lapso de escrita, a referência apresentada no texto a que fora o Vasco da Gama a eliminar a turma dos Amiais de Baixo (sendo que, em tal eliminatória, o Vasco da Gama afastara, efectivamente, o Espinheirense).
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 05.02.2026)
Na sequência da calamidade que atingiu a zona centro do País na madrugada de 28 de Janeiro (“Depressão Kristin”, um “ciclone-bomba” com rajadas de vento a rondar os 200 km/hora, provocando inúmeros danos, em especial em coberturas de instalações e estruturas metálicas, a par da interrupção do fornecimento de energia eléctrica e de água, bem como do acesso a telecomunicações), tal provocou o adiamento de dezenas de jogos das diversas competições promovidas pela Associação de Futebol de Santarém, nomeadamente dois encontros da I Divisão Distrital (aquele em que o U. Tomar deveria receber o líder, Fazendense, assim como o desafio entre o At. Ouriense e o Coruchense), para além de três a contar para o escalão secundário.
Os municípios de Ferreira do Zêzere, Ourém e Tomar estão entre os mais fustigados pela tempestade, que deixou ainda marca mais vincada na região de Leiria, aqui expressando uma nota de solidariedade para com as populações que se viram confrontadas com esta severa provação.
A nível desportivo, propriamente dito, a 17.ª jornada do Distrital da I Divisão ficou ainda marcada – para além dos referidos dois adiamentos – pelo facto de não ter sido também realizada uma terceira partida, entre Mação e Cartaxo, devido ao facto de a equipa forasteira não ter comparecido em campo, situação gravosa, que – sem que qualquer justificação tenha sido publicamente transmitida – se poderá conjecturar decorrer de sérias dificuldades no seio da “SAD” do emblema cartaxeiro, sendo de anotar que não comparecera já no jogo da Taça, nas Fazendas de Almeirim.
Do futebol jogado dentro de campo, o realce maior vai para a subida da AREPA ao pódio – desta feita, sem ser à condição, dado o Torres Novas ter recuperado já, entretanto, o jogo que tivera em atraso –, mercê da conjugação do triunfo averbado pela turma do Porto Alto na recepção ao Abrantes e Benfica, com o desaire sofrido pelos torrejanos no reduto do Pontével.
Destaques – Tendo-se reduzido a cinco o número de encontros realizados no passado Domingo, a contar para a divisão principal, começa, pois, por destacar-se a vitória do Porto Alto, por tangencial 1-0, ante o Abrantes e Benfica, mercê de um tento apontado no “último suspiro”, quebrando enfim a resistência abrantina, o suficiente para que a formação da casa somasse o seu décimo triunfo (a que acrescem sete empates), ascendendo assim à 3.ª posição, agora somente a três pontos do novo guia, Mação (ressalvando-se que o vice-líder, Fazendense, a um ponto dos maçaenses, tem um jogo a menos, o que deverá disputar em Tomar).
Terá sido uma “meia-surpresa” a derrota imposta pelo Pontével ao Torres Novas (que não perdia há quatro jornadas), por 2-1, até porque os torrejanos começaram por inaugurar o marcador, a meio da primeira parte, preservando a vantagem até ao descanso. Porém, logo no recomeço, os donos da casa restabeleceram a igualdade, vindo a consumar a reviravolta à passagem dos 70 minutos. Um resultado que, no imediato, relega a formação de Torres Novas para o 4.º posto, enquanto proporciona ao Pontével posicionar-se na primeira metade da tabela (7.º lugar), e, mais importante, voltar a dispor de uma importante margem de segurança face à linha de água.
Nesse âmbito, foi ainda relevante o desfecho do embate entre Amiense e At. Riachense, colocando frente-a-frente dois rivais em disputa directa pela permanência, com o grupo dos Amiais a levar a melhor, ganhando igualmente pela margem mínima, tendo chegado ao golo também já na etapa final do desafio. Com quatro vitórias nas seis últimas rondas (mais um empate) – tendo, pois, averbado 13 dos 18 pontos que regista na pauta classificativa – conseguiu, por fim, libertar-se da zona perigosa, em detrimento do Cartaxo, subindo ao 12.º lugar. Por seu lado, o conjunto dos Riachos, que vinha de dois triunfos, “marca passo” nos onze pontos, a seis da “salvação”.
Surpresa – Para além do triunfo do Pontével, a surpresa da jornada foi protagonizada pelo Entroncamento AC, que logrou recuperar de desvantagem de 0-2 ao intervalo, impondo uma igualdade a duas bolas face ao Alcanenense, pese embora o facto de este se encontrar a jogar em “casa emprestada”, no Espinheiro. Este foi já o quinto empate da turma da cidade ferroviária nas seis jornadas mais recentes (tendo, no jogo restante, triunfado, na semana precedente, ante o Pontével), conseguindo, assim, manter-se “à tona”. Por seu turno, o Alcanenense, ainda 6.º classificado, viu distanciar-se o Águias, agora a quatro pontos.
Confirmação – De facto, recebendo o “lanterna vermelha”, Tramagal, a formação alpiarcense obteve lógico triunfo, por 3-1, depois de cedo ter definido o rumo da partida, com dois tentos dentro dos primeiros quinze minutos. Os forasteiros ainda terão assustado, reduzindo para 2-1 antes de finda a primeira parte, vindo, não obstante, o Águias de Alpiarça a confirmar a vitória, com o terceiro golo, obtido já no quarto de hora final. Esta foi já a décima derrota consecutiva dos tramagalenses – que acumulam um total de 16 desaires em 17 jogos, ainda sem se ter conseguido estreado a ganhar neste regresso ao escalão principal, após quase duas décadas.
II Divisão Distrital – Temos novo (co-)líder na Série A: o Ouriquense não foi além do empate (1-1) na deslocação ao Forense, do que beneficiou o Moçarriense (goleando o Rebocho, em Coruche, por 6-0) para ascender ao 1.º lugar, mesmo que em igualdade pontual. Realce ainda para a vitória do Marinhais em Benavente, por 2-0, agora só a um ponto do Salvaterrense (este com um jogo a menos) e a dois do 3.º lugar (Forense).
Na Série B, o jogo do comandante (Vasco da Gama), previsto realizar em Pernes, foi adiado, sendo que o vice-líder, Pego, não conseguiu também melhor que a igualdade (1-1) no Sardoal, tendo nove pontos menos que o guia. Ainda imprevista foi a derrota caseira (1-3) da U. Atalaiense ante a Ortiga, mantendo a agremiação da Atalaia o 3.º posto, dado o At. Pernes não ter jogado.
Liga 3 / Campeonato de Portugal – Estas duas provas estiveram em pausa no passado fim-de-semana, apenas tendo sido realizados alguns jogos que se encontravam em atraso, relativos ao quarto escalão de âmbito nacional. Procedeu-se, entrementes, ao sorteio da fase final da Liga 3, ditando a seguinte sequência de jogos para o U. Santarém, na primeira volta: Mafra (casa), Trofense (fora), V. Guimarães “B” (c), Académica (f), Belenenses (c), Amarante (c) e Varzim (f).
Antevisão – As atenções estarão concentradas, na próxima jornada da I Divisão Distrital, no confronto entre o 2.º e o 3.º classificados, com o Fazendense a receber a visita da equipa do Porto Alto; cabendo ao Mação, de novo na liderança (pese embora à condição), deslocar-se aos Riachos. De interesse se afigura também o desafio entre Torres Novas e Alcanenense.
Subsistirá, por outro lado, alguma expectativa e incerteza quanto à efectiva realização do encontro entre o Cartaxo e o U. Tomar, sendo de sublinhar que o Regulamento Disciplinar da Associação de Futebol de Santarém prevê a aplicação de pena de desclassificação e automática baixa de divisão em caso de falta de comparência injustificada a dois jogos oficiais consecutivos ou a três interpolados, em prova disputada por pontos. Nesse cenário hipotético, o clube desclassificado constaria na classificação no último lugar, com zero pontos, não sendo considerados, para efeito de classificação dos restantes clubes – tendo-se cumprido já, na íntegra, a primeira volta do campeonato –, apenas os resultados do(s) jogo(s) disputado(s) por aquele clube na segunda volta.
Na divisão secundária, teremos mais um “derby” (Marinhais-Salvaterrense, actuais 5.º e 4.º classificados), a par de outros prélios de grande importância em termos da disputa pelo acesso à fase final, designadamente o Forense-QT-SC Rio Maior (respectivamente, 3.º e 6.º), Ortiga-At.Pernes (também 5.º e 4.º classificados na sua série) e o Caxarias-Pego (6.º e 2.º).
A Liga 3 tem a sua ronda de abertura da fase de apuramento de Campeão e de promoção à II Liga, tendo o U. Santarém a difícil missão de enfrentar o Mafra (2.º classificado na fase inicial).
No Campeonato de Portugal, cabe ao Fátima ser visitado pelo Oliveira do Hospital (3.º classificado, a um ponto da Naval 1893), ao passo que o Samora Correia recebe o Peniche (8.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Fevereiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 29.01.2026)
Já com a segunda volta em andamento, os emblemas do pódio (Fazendense, Mação e Torres Novas) concentram-se agora num diferencial pontual equivalente a um único triunfo; e, até o 4.º classificado, o sensacional e invicto Porto Alto, dista somente escassos cinco pontos do comandante. Isto, porque, na cimeira de líderes, o Fazendense levou a melhor sobre o Mação, “devolvendo” o 2-1 com que tinha sido desfeiteado na abertura da prova – assim reassumindo a posição cimeira –, enquanto os dois rivais mais próximos venciam também as respectivas partidas.
De assinalar em paralelo, nesta ronda inicial da segunda metade da prova, o facto, até agora inédito nesta temporada, de quatro dos seis últimos classificados terem vencido (ou até – se não considerarmos, para este efeito, o caso do “lanterna vermelha”, Tramagal – quatro triunfos em cinco, só o Cartaxo tendo sido também desfeiteado); o que, conjugado com as derrotas de quatro dos clubes do meio da tabela (Alcanenense, U. Tomar, Pontével e Coruchense), resultou igualmente num reagrupamento, com o 8.º classificado (U. Tomar) e o 14.º (Amiense, primeira equipa em zona de despromoção) agora separados apenas por curta margem de cinco pontos.
Destaques – No “jogo grande” da jornada, nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense recebia o Mação, num confronto entre os dois primeiros classificados, que, em função do desfecho da partida, trocaram de posição entre si pela terceira vez, na disputa pelo topo da tabela.
Foi um desafio algo atípico, em que, paradoxalmente, a melhor fase de cada formação em cada uma das partes se traduziu em superioridade do adversário no marcador: pese embora a iniciativa dos donos da casa, foram os maçaenses a abrir o activo, à passagem dos vinte minutos. Na etapa complementar, os anfitriões lograram restabelecer a igualdade logo de entrada, por via da conversão de uma grande penalidade; a partir daí seria o Mação a mostrar-se mais afoito em busca da vitória, que, todavia, acabaria por vir a sorrir ao Fazendense, noutro lance de bola parada, com infelicidade dos visitantes, sofrendo um auto-golo que ditou o resultado deste embate.
Começam a faltar palavras para qualificar o campeonato que o Porto Alto (“AREPA”) – clube que, sublinhe-se, participa no escalão principal apenas pela segunda vez (depois de um 10.º lugar entre onze concorrentes, na edição de 2011-12, tendo, então, averbado somente três triunfos) – vem realizando, passando a somar já nove vitórias, além de sete empates, subsistindo invencível, a dois pontos do 3.º classificado, Torres Novas. Na visita a Coruche, os forasteiros, com actuação personalizada, obtiveram mais um sucesso, derrotando o Coruchense por 2-0, com os dois tentos apontados na fase inicial do segundo tempo, não concedendo veleidades à turma do Sorraia.
De realçar ainda o triunfo (segundo seguido) do At. Riachense: depois de se ter superiorizado ao Pontével, o grupo dos Riachos bateu agora o Alcanenense por tangencial 1-0 (tento apontado logo ao sexto minuto), desfecho tanto mais de valorizar quanto o conjunto de Alcanena seguia numa série de cinco vitórias consecutivas. Saltando, num ápice, de cinco para onze pontos, o Riachense reduziu também para cinco o atraso pontual face aos últimos rivais posicionados acima da “linha de água” virtual (Entroncamento AC e Cartaxo), voltando, pois, a entrar na luta pela manutenção.
A nota final de destaque vai para a vitória do Amiense no Cartaxo, por 2-0, tendo os forasteiros marcado a meio da segunda parte, vindo a confirmar o desfecho em cima do minuto noventa. Com o terceiro triunfo obtido nas cinco últimas jornadas (mais um empate), a turma dos Amiais parece cada vez mais próxima de poder libertar-se da zona de descida, em contraponto com a situação dos cartaxeiros, em notória perda (terceiro desaire sucessivo), e só um ponto acima.
Confirmações – Os resultados dos quatro encontros restantes poderão enquadrar-se dentro da lógica. Ainda assim, o Torres Novas teve de se aplicar para levar de vencida o Águias de Alpiarça, por sofrido 2-1, depois de ter começado por ver-se em desvantagem ainda nos dez minutos iniciais, vindo a empatar mercê de um tento na própria baliza, estabelecendo o “placard” final no início da segunda parte da contenda. Um resultado relevante para os torrejanos, deixando os alpiarcenses mais isolados, no 5.º posto (a seis pontos do Porto Alto e já a oito do Torres Novas).
Os outros três prélios tiveram resultado coincidente (3-2): a favor dos visitados – Abrantes e Benfica e Entroncamento AC –, respectivamente na recepção ao U. Tomar e ao Pontével; em benefício dos forasteiros, no caso do At. Ouriense, no Tramagal, tendo a agremiação de Ourém sido a que maior partido tirou a nível da pauta classificativa, ascendendo do 10.º ao 7.º lugar.
Quer a formação da cidade ferroviária, quer a oureense, dispuseram de vantagem de dois golos (3-1), vindo, nas duas partidas, a consentir o segundo tento adversário já em período de compensação – anotando-se que, em ambos os casos, se chegou a registar situação de empate a uma bola, isto após Entroncamento AC e At. Ouriense terem começado por inaugurar o marcador (tendo-se atingido o intervalo com o resultado em 1-0, no Entroncamento; e de 1-2, no Tramagal).
Tal como sucedera na semana passada em Coruche, também em Abrantes o U. Tomar marcou primeiro (logo aos doze minutos), tendo, inclusivamente, ampliado a contagem para 2-0, ainda antes da meia hora; porém, à semelhança da ronda anterior, os nabantinos voltariam a ser derrotados, desta vez com contornos algo mais traumáticos, atendendo à vantagem de que haviam chegado a dispor e que esbanjaram ainda antes do intervalo, possibilitando à equipa do Abrantes e Benfica repor a igualdade (2-2), antes de, no recomeço, os abrantinos fixarem o 3-2 final.
A ganhar por 2-0, e com ascendente em termos exibicionais e motivacionais, o grupo unionista sentiu em demasia o primeiro tento adversário, vindo a ceder animicamente, perdendo o controlo. Após o terceiro golo sofrido, o União ainda esboçou resposta, empurrando o oponente para o seu sector recuado, tendo mesmo desperdiçado soberana ocasião para chegar ao 3-3, com um remate aos ferros da baliza, numa jogada em que o avançado surgia isolado; para além de outros lances já mais com o coração do que com a cabeça, sem a necessária eficácia. Uma derrota muito penalizadora, perante um rival que vinha de cinco desaires sucessivos, amplificando a inquietação suscitada pelo facto de o União apenas ter obtido quatro pontos nas sete últimas jornadas.
II Divisão Distrital – Os quatro primeiros da Série A ganharam, mantendo-se as posições relativas, tendo saído mais prejudicado o QT-SC Rio Maior (5.º), batido (2-1) pelo líder, Ouriquense, com os riomaiorenses agora a quatro pontos do duo que reparte a 3.ª posição (Forense e Salvaterrense). Na Série B, o Vasco da Gama mantém o pleno de (12) triunfos, tendo vencido o anterior vice-líder, U. Atalaiense, por categórico 3-0, tendo já dez pontos mais que o novo 2.º classificado (Pego), com o conjunto da Atalaia a ver aumentar o seu atraso para doze pontos!
Liga 3 – O U. Santarém culminou uma campanha de grande brilhantismo, com outra notável vitória (2-1) face ao vencedor da série, Belenenses (bisando o triunfo obtido no Restelo), garantindo assim a 4.ª posição e consequente qualificação para a fase de apuramento de Campeão e promoção à II Liga, a par de Belenenses, Mafra e Académica. Um excelente desempenho dos escalabitanos, a superar as expectativas, integrando-se entre os “grandes” desta competição!
Campeonato de Portugal – Ao invés, foi bastante aziaga a jornada para Fátima e Samora Correia, ambos derrotados: os fatimenses, por tangencial 2-1, na Marinha Grande, ante o Marinhense; os samorenses, goleados por 4-0 em Oliveira do Hospital. A dez rondas do final, o Fátima é agora 9.º (último em zona de manutenção), e só com um ponto mais que os mais directos perseguidores; o Samora Correia continua em último, a nove pontos do outro emblema do Distrito.
Antevisão – Na I Divisão Distrital o destaque maior vai para o encontro U. Tomar-Fazendense, tendo os unionistas a espinhosa missão de enfrentar o comandante; o Mação recebe o Cartaxo, sendo natural favorito, enquanto o Torres Novas se desloca a Pontével. No escalão secundário, realce para os jogos: Forense-Ouriquense, Rio Maior-Salvaterrense e At. Pernes-Vasco da Gama.
No Campeonato de Portugal, cabe ao Fátima ser visitado pelo Oliveira do Hospital (3.º classificado, a um ponto da Naval 1893), ao passo que o Samora Correia recebe o Peniche (8.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Janeiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 22.01.2026)
A jornada com que se concluiu a primeira metade do Distrital da I Divisão voltou a ter um encontro adiado (entre Alcanenense e Cartaxo – sendo que os cartaxeiros passam a ter dois jogos em atraso no campeonato, não tendo também comparecido nas Fazendas de Almeirim, no desafio da Taça do Ribatejo). Com os triunfos dos dois primeiros classificados, Mação e Fazendense viram para a segunda parte da competição separados somente por um ponto, tendo agendado um “choque de titãs” já para este domingo. Para além da estreia do Riachense a ganhar, regista-se o deslize do Torres Novas, parecendo começar a afastar-se (agora a sete pontos) do topo da tabela (podendo beneficiar, ainda assim, do facto de ter um jogo a menos, agendado para o Cartaxo).
Destaques – A primeira nota de realce da 15.ª ronda vai para a vitória (2-0) do Mação em Abrantes, tendo os maçaenses confirmado a sua posição de comando, em contraponto ao agravamento da crise de resultados dos abrantinos, numa série muito negativa, de cinco derrotas consecutivas, que os fez cair do 6.º ao 11.º lugar. Bastaram pouco mais de cinco minutos, no início da segunda parte (dois tentos apontados, aos 51 e 57 minutos), para que o Mação arrumasse a contenda a seu favor, somando terceiro triunfo seguido na prova.
Em evidência continua o Porto Alto, que não só completa esta metade da prova ainda invicto (registando oito vitórias e sete empates), como, inclusivamente, ascendeu ao pódio, tendo vencido no Tramagal por categórico 3-0, e beneficiando do desfecho da partida do Torres Novas. Tendo chegado ao intervalo já em vantagem, os forasteiros selaram o desfecho do encontro com mais dois tentos, entre os 70 e os 85 minutos – beneficiando também do facto de o Tramagal ter ficado, entretanto, reduzido a dez elementos –, afirmando-se como segunda equipa mais goleadora.
Foi preciso esperar pela última jornada da primeira volta para que o Riachense alcançasse, enfim, a sua primeira vitória, por 3-2, frente ao Pontével. Após ter “ameaçado” em Torres Novas, na semana anterior, a formação dos Riachos, apostando numa recuperação que lhe possa proporcionar a manutenção no principal escalão, chegou, nesta partida, a dispor de vantagem de três golos (apontados aos 15 e 25 minutos, e, depois, logo no recomeço), não tendo os visitantes conseguido melhor do que reduzir até à diferença mínima. Com os quatro pontos averbados nos três últimos desafios, reduziu-se a cinco pontos o atraso do Riachense face à “linha de água”.
Confirmações – Numa ronda sem grandes surpresas – se assim não considerarmos o antes referido triunfo do At. Riachense –, as equipas do Fazendense, Coruchense e Águias de Alpiarça, actuando nos respectivos redutos, impuseram-se aos seus oponentes, pese embora pela diferença mínima, pelo que, mesmo que tal indicie naturais dificuldades, não deixaram de se sair a contento.
Nas Fazendas, ainda em “convalescença” do desaire sofrido em Alcanena (e da consequente perda da liderança), o Fazendense terá tido tarefa mais exigente do que se poderia esperar, perante um Amiense motivado pelos bons resultados recentes. Ainda assim, chegou relativamente cedo ao 2-0 (à passagem da meia hora de jogo), vindo a consentir o ponto de honra do adversário a meio do segundo tempo, a fazer prolongar a incerteza no desfecho (2-1) até ao termo da partida.
Em Coruche, o U. Tomar, com exibição personalizada, marcou primeiro, precisamente a meio da parte inicial, tendo preservado a vantagem até ao descanso. Porém, emulando o Mação, o Coruchense marcaria por duas vezes em escasso intervalo de tempo (entre os 50 e os 60 minutos), consumando a reviravolta no “placard”. Apesar das tentativas unionistas, o 2-1 a favor do conjunto do Sorraia não se alteraria, gorando-se a possibilidade de os tomarenses pontuarem.
Num prélio disputado em Alpiarça, por inversão da ordem dos jogos, portanto, com o Águias a actuar no seu terreno pela terceira ronda sucessiva, os alpiarcenses foram, desta feita, mais felizes: depois da derrota ante o Porto Alto, e do empate cedido frente ao Entroncamento AC, bateram o At. Ouriense, mercê de um solitário golo, apontado apenas na etapa complementar, reforçando, por ora, a 5.ª posição, nesta altura cinco pontos acima do Alcanenense (este com um jogo a menos), e com oito pontos de avanço face ao trio formado por U. Tomar, Coruchense e Pontével.
Por fim, no Entroncamento, a formação local somou o quarto empate sucessivo, ante o Torres Novas, a uma bola, desfecho que, atendendo ao factor casa, num confronto de tradicional rivalidade, não deixará de se revestir de alguma lógica. Não obstante os torrejanos se tenham adiantado no marcador a cerca de vinte minutos do final, os anfitriões tiveram ainda a capacidade de reagir em tempo útil, restabelecendo a igualdade menos de dez minutos volvidos, assim voltando a emergir acima da “linha de água”, em detrimento do Amiense.
II Divisão Distrital – O Vasco da Gama (3-1 na recepção à Ortiga) completou a primeira volta 100% vitorioso, numa magnífica série triunfal, já de onze jogos! U. Atalaiense (3-0 em Minde) e Pego (6-1 ao Abrantes e Benfica “B”) são os rivais melhor posicionados na série B, pese embora já a distantes nove e dez pontos do comandante, respectivamente. Anota-se, nesta série, o empate a quatro bolas, entre Lagartos do Sardoal e Ferreira do Zêzere, com o clube actual Campeão em título do Distrital bastante afastado (oito pontos) da zona de apuramento para a fase final.
Na série A, foi renhido o Moçarriense-Forense (2-1, a favor dos donos da casa), tendo o Ouriquense ido ganhar a Santarém, por tangencial 1-0. Com a vitória (2-1) averbada pelo Salvaterrense no “derby” ante o Glória do Ribatejo, temos agora Forense e Salvaterrense igualados na 3.ª posição, mas já a oito pontos do Moçarriense, e a dez do Ouriquense. Esta série mantém ainda tudo em aberto na luta pelo 3.º lugar, numa disputa muito repartida, envolvendo seis equipas, incluindo também: QT-SC Rio Maior, Marinhais, Glória do Ribatejo e Benavente
Liga 3 – O U. Santarém obteve um resultado positivo, atendendo às circunstâncias, dado ter empatado a zero em Mafra, ante o vice-líder, mantendo-se as posições, dado que o Atlético registou resultado idêntico na viagem à Serra da Estrela, para defrontar o Sp. Covilhã. As equipas do Belenenses, Mafra e Académica garantiram já o apuramento para a fase final, sendo a quarta e última vaga decidida apenas na derradeira jornada, entre U. Santarém e Atlético (com 22 pontos cada, mas com vantagem dos escalabitanos no critério de desempate) e Lusitano de Évora (21).
Campeonato de Portugal – A 15.ª ronda desta prova teve tendência mista, com um importante triunfo do Fátima, na recepção ao Lusitânia, por 2-0, proporcionando aos fatimenses subir ao 7.º posto, todavia apenas dois pontos acima da “linha de água”; já o Samora Correia foi desfeiteado no seu reduto, pelo Marinhense, também por 2-0, um desaire comprometedor ante um concorrente directo na luta pela manutenção, voltando a atrasar-se, agora a sete pontos da zona de “salvação”.
Antevisão – A ronda de abertura da segunda volta do Distrital integra, desde logo, um escaldante embate entre os dois primeiros, com o Fazendense a receber o Mação; ficando a faltar ainda 14 jornadas, nada ficará decidido, mas tal não retira importância ao desfecho deste desafio. De interesse serão também as partidas Coruchense-Porto Alto e Abrantes e Benfica-U. Tomar.
Na II Divisão, realce para os encontros: Vasco da Gama-U. Atalaiense, colocando frente-a-frente os dois melhores classificados da série B; Ouriquense-QT-SC Rio Maior; Salvaterrense-Benavente; para além, claro, de mais um “derby”: Marinhais-Glória do Ribatejo.
Não se antevê tarefa fácil para o U. Santarém, que encerra a sua participação na fase regular da Liga 3 recebendo o já vencedor da série, Belenenses; mas deverá recordar-se que os escalabitanos surpreenderam, tendo ido ganhar ao Estádio do Restelo, por 2-0, a fechar a primeira volta. O Atlético recebe o Mafra, deslocando-se o Lusitano a Sintra, para jogar com o 1.º Dezembro.
No Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia actuam, ambos, em terreno alheio, cabendo aos fatimenses visitar a Marinha Grande, para defrontar o Marinhense (11.º), que vem de um triunfo em Samora; por seu turno, os samorenses deslocam-se ao terreno do Oliveira do Hospital, actual 4.º classificado, em mais um desafio que se antecipa de elevado grau de complexidade.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Janeiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

(“O Templário”, 15.01.2026)
A primeira jornada de 2026, penúltima da primeira volta do Distrital, estava recheada de desafios aliciantes, incluindo dois “derbies”, o reeditar de um clássico, entre dois dos clubes com maior palmarés – que não se cruzavam no principal escalão há quase duas décadas –, e um embate entre duas das formações que mais terão apostado na presente temporada. Ainda assim, a nota de maior relevância veio de Alcanena, onde o Fazendense, vendo interrompida uma magnífica série de dez triunfos consecutivos, acabando mesmo por ser derrotado, perdeu a liderança a favor do Mação.
Destaques – Num confronto entre 6.º e 1.º classificado, mesmo que disputado no terreno da equipa menos bem posicionada, o comandante dispunha, em teoria, de maior dose de favoritismo. Porém, subsistindo o nulo ao intervalo, seria o Alcanenense a chegar ao golo, colocando-se em vantagem, a qual viria a confirmar já em tempo de compensação, estabelecendo o 2-0 final. À (agora quebrada) longa sequência triunfal do Fazendense, acabou por impor-se o ciclo em curso da turma de Alcanena, que somou quinta vitória sucessiva, a segunda melhor série nesta época.
Em contraponto, o Mação não vacilou: recebendo o Coruchense, grupo de grandes pergaminhos e, à partida, com aspirações a realizar boa campanha, ditou a lei do mais forte, goleando por inapelável 5-1, depois de ter chegado ao descanso com vantagem tangencial, de 2-1, com os últimos dois tentos apontados já nos derradeiros minutos. Com um total de 45 golos marcados (média superior a 3,2 golos/jogo), o novo guia parece surgir, de novo, muito assertivo, como que a querer embalar para a segunda volta, mesmo que, por ora, o diferencial seja mínimo (34 pontos dos maçaenses, face a 33 do concorrente das Fazendas).
Em evidência esteve também, noutro plano, o Amiense – que, com sete pontos averbados nas três últimas rondas, logrou, ao fim de várias semanas, emergir acima da “linha de água”, pese embora em igualdade pontual com o Entroncamento AC. Visitado pela formação do Abrantes e Benfica a atravessar uma algo inquietante crise de resultados, o conjunto dos Amiais contribuiu para agravar ainda tal estado, vencendo por categórico 3-0, impondo aos abrantinos quarto desaire seguido; não obstante o nulo se tenha prolongado por mais de uma hora, o Amiense viria a marcar três golos quase de rajada (aos 68, 75 e 78 minutos), não possibilitando ao adversário esboçar reacção.
Num dos “derbies” do passado domingo, entre Pontével e Cartaxo – em que, contrariando o que poderiam ser as expectativas, os pontevelenses se apresentavam já melhor classificados que o rival –, pois, potenciando as características do seu reduto, levaram a melhor, com dois golos a abrir a segunda parte, ampliando para quatro pontos a diferença face aos cartaxeiros (mesmo que estes tenham um jogo em atraso), instalando-se em notável posição na parte superior da tabela, repartindo o 7.º lugar com o U. Tomar, com margem de oito pontos em relação à zona de descida.
Surpresa – O desfecho mais surpreendente da ronda terá sido o empate caseiro cedido pelo ainda 5.º classificado, Águias de Alpiarça, ante o Entroncamento AC, que, ainda assim, não evitou cair abaixo da “linha de água”, descendo ao 14.º (antepenúltimo) posto. Os alpiarcenses inauguraram o marcador estavam cumpridos apenas os cinco minutos iniciais, mas seriam surpreendidos com a reviravolta operada pelos forasteiros, empatando a meio do primeiro tempo, e chegando ao 2-1 também na metade da etapa complementar. Num esforço final, o Águias de pronto restabeleceria a igualdade, mas, até final, o 2-2 já não se alteraria.
Confirmações – Também renhido foi o outro “derby” do fim-de-semana, entre Torres Novas e Riachense. Pese embora ocupem lugares díspares na pauta classificativa (os torrejanos, no pódio, agora a cinco pontos do líder; sendo os riachenses penúltimos classificados), os visitantes começaram por surpreender, marcando primeiro, e chegando ao intervalo em vantagem. Só um bis de Miguel Miguel, entre os 60 e os 75 minutos, proporcionaria ao Torres Novas somar os três pontos em disputa, alargando ainda mais (para abissais 24 pontos) o fosso entre ambos os clubes.
O Porto Alto soma e segue: prestes a completar-se a primeira metade do campeonato, mantém-se invicto, totalizando agora sete vitórias e sete empates, que lhe conferem muito meritória 4.ª posição, somente a um ponto do pódio. Recebendo o At. Ouriense, que vinha de uma sequência positiva de resultados (dois triunfos e um empate, no reduto do comandante), a formação da AREPA não concedeu veleidades, ganhando por inequívoco 3-0.
U. Tomar e Tramagal, dois emblemas históricos do Distrito, voltaram a cruzar-se na divisão principal 19 anos depois do último embate, tendo os nabantinos voltado a triunfar, desta vez com goleada, por 5-2. Frente a um oponente que joga o jogo pelo jogo, pela positiva, e que demonstrou ter bons executantes, os unionistas, com uma entrada acutilante, chegaram ao termo dos 45 minutos iniciais a ganhar já por 4-0: tendo aberto o activo ao quinto minuto, marcariam outros três tentos, num curto espaço, entre os 25 e os 35 minutos.
Na segunda parte, com a contenda decidida, o ritmo decaiu, tendo os tramagalenses reduzido. O União ainda chegou ao 5-1, mas, já em cima da hora, um notável “chapéu de aba larga” resultou no 5-2 final. Um desfecho que proporcionará aos tomarenses maior tranquilidade para a segunda volta, ao mesmo tempo que, virtualmente, terá sentenciado o destino do Tramagal, que obteve, até à data, um único ponto, distando já longínquos onze pontos dos lugares de “salvação”.
II Divisão Distrital – Demonstrando que o escalão secundário proporciona também momentos vibrantes, tivemos um “jogo grande”, entre os dois primeiros classificados da Série A, tendo Ouriquense e Moçarriense repartido os pontos em disputa, empatando a duas bolas, num duelo empolgante, com massa adepta a condizer, tendo a turma da Moçarria sido a primeira a deter a marcha triunfal do grupo de Vila Chã de Ourique, mantendo-se separados por dois pontos.
Pelo que, nesta altura, cumpridas que estão dez jornadas (faltando uma para concluir a primeira volta), o Vasco da Gama (Série B) passou a ser o único clube 100% vitorioso, o que celebrou em “grande estilo”, com uma retumbante goleada de 7-0 no Sardoal, dispondo já de dez pontos de vantagem sobre o 3.º classificado (Pego, que empatou a zero em Alferrarede), e treze em relação a At. Pernes e Ortiga, pelo que terá virtualmente assegurado o apuramento para a fase final.
Liga 3 – Depois de, no início do ano, o U. Santarém ter batido o 1.º Dezembro por 1-0, o que lhe proporcionou igualar o Atlético no 4.º posto, os escalabitanos, tendo recebido precisamente os alcantarenses no último domingo, não foram além do empate (1-1), mantendo-se a hierarquia, quando restam disputar duas rondas, a três pontos da Académica (3.º, com um jogo a menos), e com três pontos de vantagem face aos perseguidores: Lusitano de Évora, Amora e Caldas.
Campeonato de Portugal – Foi positiva a primeira jornada do ano (também primeira da segunda volta), tendo o Fátima ido empatar a zero a Santa Catarina da Serra, frente ao União da Serra, enquanto o Samora Correia fez ainda melhor, indo vencer a Angra do Heroísmo, face ao Lusitânia, por 2-1, um triunfo precioso para alimentar a esperança na possibilidade de permanência. Os fatimenses partilham o 8.º posto com a Juv. Lajense, últimas equipas acima da “linha de água”, com mais dois pontos que o Marialvas (10.º), ao passo que os samorenses, pese embora se mantenham em último, reduziram para seis pontos o atraso em relação à zona de manutenção.
Antevisão – A fechar a primeira volta no Distrital, o novo guia, Mação, desloca-se a Abrantes, para defrontar um adversário que tem vindo em perda, cabendo ao Fazendense receber o Amiense. Por seu lado, o Torres Novas actua também em terreno alheio, no Entroncamento. O U. Tomar visita Coruche. Na divisão secundária destacam-se as partidas: Moçarriense-Forense, Salvaterrense-Glória do Ribatejo e Vasco da Gama-Ortiga.
Na penúltima ronda da fase regular da Liga 3, o U. Santarém tem uma difícil saída, a Mafra, para defrontar o vice-líder. No Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia, jogando em casa, perante adversários da cauda da tabela, respectivamente Lusitânia (12.º) e Marinhense (13.º), terão boas oportunidades de somar pontos, porém, em desafios de acrescida responsabilidade.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Janeiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

(“O Templário”, 25.12.2025)
Numa ronda (13.ª) que ficou incompleta – tendo sido adiado o desafio entre Cartaxo e Torres Novas, devido às más condições do terreno – os dois primeiros golearam, em mais uma afirmação de força, enquanto, no confronto entre duas das “equipas-sensação” do campeonato, o Porto Alto levou a melhor em Alpiarça, trocando de posição com o Águias, ascendendo assim ao 4.º lugar. O Alcanenense, com quarto triunfo sucessivo, esteve também em evidência.
Destaques – A primeira nota de realce vai para mais uma imponente goleada aplicada pelo Mação, desta feita, em reduto alheio: depois dos 7-0 ao Águias de Alpiarça, em partida da Taça do Ribatejo, os maçaenses repetiram a “chapa 7”, agora no Tramagal, ante o “lanterna vermelha”. Os tramagalenses ainda conseguiram “equilibrar” a contenda até ao intervalo, altura em que a desvantagem era tangencial (0-1); porém, na segunda metade, e depois do segundo tento logo a abrir, o Mação marcaria mais dois golos aos 71 e 73 minutos, a que acresceriam ainda outros três, já nos cinco derradeiros minutos. Águias e Tramagal “pagaram a factura” dos resultados menos conseguidos pelo vice-líder, no Porto Alto, e, em casa, com o At. Ouriense.
O guia, Fazendense, não deixou também os seus créditos por mãos alheias, batendo o Pontével por inapelável 4-0: tendo chegado ao final do primeiro tempo a ganhar igualmente por um solitário golo, arrumaria a questão em apenas um quarto de hora, com mais três tentos, apontados entre os 60 e os 75 minutos. O “score” obtido é tão mais significativo se atendermos a que os pontevelenses vinham de triunfo, precisamente pelo mesmo “placard”, ante o Abrantes e Benfica. Esta foi já a décima vitória consecutiva do grupo das Fazendas no campeonato, numa impressionante série triunfal, tendo alargado também, para seis, o número de jogos seguidos sem sofrer golos.
Em “maré alta” está também o Alcanenense, que, depois de ter superado uma fase negativa, de três desaires, ganhou pela quarta jornada sucessiva, em absoluto contraponto com o ciclo que o Abrantes e Benfica vem atravessando, outra vez desfeiteado (depois de ter sofrido pesadas goleadas nas duas rondas anteriores). Mesmo actuando no seu reduto, e, não obstante terem marcado primeiro, à passagem do quarto de hora inicial, os abrantinos voltaram a ser impotentes para evitar nova derrota, com dois golos sofridos nos últimos dez minutos da primeira parte.
Em Alpiarça encontravam-se duas das formações que mais têm surpreendido pela positiva, em disputa directa pelo 4.º posto – sendo que o Águias (que tinha em curso uma série de três vitórias no campeonato) se posicionava só a dois pontos do pódio, antes de entrar em campo no passado domingo. Mais eficaz, a turma do Porto Alto, com um tento apontado na parte final de cada uma das duas metades do encontro, venceu por 2-0, ultrapassando o rival na tabela, continuando, em paralelo, a prolongar a sua invencibilidade – somando agora seis triunfos e sete empates.
Surpresa – O Coruchense volta, pela segunda semana, a ter um resultado aquém do que poderiam ser as expectativas: após um ciclo bastante favorável, de quatro vitórias, à derrota em Alcanena sucedeu-se agora o empate caseiro cedido ante o Amiense, a uma bola, com o conjunto dos Amiais a procurar recuperar o atraso na pauta classificativa, tendo angariado quatro pontos nos dois últimos jogos, mas sem ter conseguido ainda transpor a “linha de água”, dois pontos abaixo do actual 13.º classificado, Entroncamento AC. Sendo que não deverá afastar-se, desde já, o risco de poderem vir a ser quatro os clubes a despromover à II Divisão Distrital, num cenário em que Fátima e Samora Correia não viessem a alcançar a manutenção no Campeonato de Portugal.
Confirmações – Confirmou-se, infelizmente para os tomarenses, o favoritismo que seria concedido ao At. Ouriense – beneficiando do factor casa, e motivado com o empate arrancado em Mação – na recepção ao U. Tomar. Pois, a turma de Ourém aproveitaria da melhor forma, para as suas cores, duas falhas da defesa contrária, para chegar a confortável vantagem (2-0) ainda em fase relativamente inicial do prélio, marcando aos dez e aos 24 minutos.
Os unionistas ainda ripostaram, reduzindo, antes do intervalo, para tangencial 2-1, o que lhes daria alento para, na segunda metade, procurar chegar a novo golo, que lhes pudesse proporcionar pontuar nesta difícil deslocação. Só que, logo no primeiro minuto após o recomeço, poderiam ter deitado tudo a perder, com uma falta sancionada com uma grande penalidade, a qual, contudo, seria desperdiçada, com um remate demasiado por alto.
Os lances de ataque que o União ia procurando criar revelaram-se ineficazes, tendo, aliás, o At. Ouriense tido também ocasião de poder ampliar a vantagem. As pretensões dos tomarenses ficariam ainda mais dificultadas quando, nos minutos finais, ficaram reduzidos a dez elementos, e o resultado desfavorável acabaria por não se alterar. Este foi já o quinto jogo (incluindo o da Taça) sem vitória para o U. Tomar, que baixou à 8.ª posição, liderando um quarteto, que integra também o Coruchense, o Pontével e o Abrantes e Benfica.
Nos Riachos o empate entre o At. Riachense e o Entroncamento AC enquadra-se também dentro da lógica expectável. Os anfitriões marcaram primeiro, mas consentiriam o restabelecimento da igualdade à beira do descanso – conseguiram, ainda assim, travar uma série de cinco derrotas consecutivas, mas, somando apenas cinco pontos, fruto de outros tantos empates, continuam a distar seis pontos do adversário de domingo, por agora a última equipa acima da zona de descida.
II Divisão Distrital – Com a primeira volta já aproximar-se do seu termo (disputadas nove das onze rondas), Ouriquense e Vasco da Gama mantêm o pleno de vitórias, totalizando 27 pontos. A formação de Vila Chã de Ourique foi a Samora Correia, golear a equipa “B” local por 4-0, precisamente o mesmo desfecho averbado pelo seu mais directo rival, Moçarriense, também fora de portas, em Santarém, tendo igualmente por oponente a respectiva equipa “B”. Com o triunfo (3-1) do Marinhais sobre o Forense, dilatou-se já para sete pontos a distância do 3.º classificado face ao grupo da Moçarria. As formações do Forense (18 pontos), QT-SC Rio Maior (16), Salvaterrense (15), Benavente (14), Glória do Ribatejo (13) e do próprio Marinhais (12) estão ainda dentro da luta pela última vaga de apuramento para a fase final.
Mais a Norte, o Pego, batendo o At. Pernes por 3-2, ascendeu à vice-liderança, já a oito pontos do comandante (Vasco da Gama, vencedor em Minde, por 2-1), tendo a U. Atalaiense perdido também pontos, ao empatar (1-1) nas Caxarias, o mesmo desfecho registado pelo Espinheirense, que recebeu a Ortiga. U. Atalaiense (18 pontos), At. Pernes (17), Espinheirense (15) e Ortiga (14) são os concorrentes actualmente com mais possibilidades de poder alcançar um lugar no pódio.
Liga 3 – O U. Santarém deslocou-se às Caldas da Rainha, onde obteve importante vitória, por 2-0, partilhando o 6.º posto com o Amora, a três pontos do Atlético, último emblema em posição (4.º lugar) de apuramento para a fase final, quando restam disputar quatro jornadas. O Belenenses, goleando na Covilhã por 4-0, tem praticamente garantida tal qualificação.
Campeonato de Portugal – O Fátima perdeu em Castelo Branco, por tangencial 1-0, sendo agora o 9.º e último classificado acima da “linha de água”, só um ponto acima do Marialvas. Quanto ao Samora Correia, obteve um positivo empate a um golo no terreno do União da Serra, mantendo, porém, a última posição, oito pontos abaixo dos fatimenses, concluída que está a primeira volta.
Antevisão – Todas as provas têm, agora, um interregno de Natal e Ano Novo. O Distrital regressa apenas a 11 de Janeiro, com vários embates de especial aliciante, na I Divisão: Alcanenense-Fazendense, Mação-Coruchense, colocando os dois primeiros classificados à prova; assim como os “derbies” Torres Novas-Riachense e Pontével-Cartaxo; para além do reeditar de um velho clássico entre U. Tomar e Tramagal. No escalão secundário, realce para os jogos: Glória do Ribatejo-Benavente e, sobretudo, o Ouriquense-Moçarriense, entre os clubes do topo da série A.
Na Liga 3, o U. Santarém recebe o 1.º Dezembro, o seu mais imediato perseguidor, a dois pontos. No Campeonato de Portugal, o Fátima visita o União da Serra (5.º), viajando o Samora Correia até aos Açores, para defrontar o Lusitânia (12.º classificado), em Angra do Heroísmo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Dezembro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

(“O Templário”, 18.12.2025)
Numa altura em que se encontram já disputados 40% dos jogos do Distrital da I Divisão da presente época, o campeonato tem vindo a revelar-se bem mais interessante e equilibrado do que, à partida, se poderia antever, desde logo com sucessivas alternâncias na liderança (U. Tomar, na 1.ª jornada; At. Ouriense e Mação, na 2.ª; Mação, na 3.ª e 4.ª; Torres Novas, na 5.ª e 6.ª; de novo o Mação, da 7.ª à 11.ª; para, na 12.ª ronda, ascender ao comando o Fazendense), mas, também, com surpresas muito positivas, como são os casos dos desempenhos do Torres Novas, bem como do Águias de Alpiarça e do ainda invicto Porto Alto, anotando-se igualmente a concentração pontual de sete dos 16 concorrentes (com o 6.º e o 12.º classificados separados só por um ponto!).
Destaques – O maior destaque vai para a partida que colocava frente-a-frente os então 3.º e 2.º classificados, com o Torres Novas a receber o Fazendense. Ora, se é verdade que os torrejanos continuam a apresentar a defesa menos batida (apenas cinco golos sofridos), a turma das Fazendas (mantendo a baliza inviolada há cinco jogos) regista, agora, somente mais um tento consentido.
Num embate emotivo, a formação anfitriã sofreu o significativo contratempo de ter ficado em desvantagem numérica, a partir dos trinta minutos, ou seja, ainda com mais (de) uma hora por jogar. O nulo perduraria, apenas vindo a ser desfeito, num daqueles lances que podem ser determinantes nas contas finais, já cinco minutos para lá dos noventa, proporcionando assim ao Fazendense alargar para nove a sua extraordinária sequência de vitórias consecutivas.
Após duas derrotas tangenciais (ambas por 1-2) nas três rondas iniciais (em Mação, logo a abrir, e no Porto Alto), o grupo das Fazendas de Almeirim só sabe ganhar, contando já dez triunfos, tendo-se alcandorado à liderança, beneficiando de outro desfecho favorável no passado domingo.
Em evidência pela positiva continua a equipa do Águias de Alpiarça, que rectificou de pronto a má imagem que tinha deixado na semana anterior, em Mação, no jogo da Taça, indo vencer por 3-1 aos Riachos – cujo clube estreava novo responsável técnico, figura notável do futebol português, Daniel Kenedy. A equipa local praticamente entrou a ganhar, inaugurando o marcador logo ao segundo minuto, mas os alpiarcenses não se descompuseram, restabelecendo a igualdade ainda antes de completado o primeiro quarto de hora, consumando a reviravolta próximo da hora de jogo, vindo a fixar o resultado à entrada dos dez minutos finais, isolando-se no 4.º posto, apenas dois pontos abaixo do Torres Novas (e a quatro do agora vice-líder, Mação).
É de destacar também a goleada aplicada pelo Pontével na recepção ao Abrantes e Benfica, com quatro golos marcados quase “de rajada” – aos quatro, nove, 23 e 25 minutos –, que terão deixado como que “atordoados” os abrantinos (que, para mais, vinham de outra goleada sofrida, no seu próprio reduto, ante o Torres Novas, por 1-6). Até final o resultado (4-0) já não se alteraria, passando, deste modo, as duas equipas a estar igualadas em pontos, integrando, a par de Alcanenense e U. Tomar, um algo imprevisto quarteto, posicionado entre o 6.º e o 9.º lugar.
Realça-se, por fim, uma outra goleada, esta ainda por números mais expressivos (5-0, já com 3-0 ao intervalo), no desafio entre Amiense e Tramagal, tendo o conjunto dos Amiais logrado, enfim, colocar termo a uma longa série de oito jornadas sem ganhar (nas quais, aliás, averbara um único ponto), parecendo confirmar as grandes dificuldades que o Tramagal vem experimentando para competir a este nível (tratou-se da quinta derrota sucessiva dos visitantes, que acumulam já onze desaires em doze encontros, não tendo ainda conseguido estrear-se a vencer).
Surpresas – A ronda do passado fim-de-semana ficou marcada, sobretudo, por um inesperado desfecho, registado na partida entre Mação e At. Ouriense, que se saldaria por uma igualdade a três bolas. Os maçaenses começaram por ser surpreendidos logo de início, com o primeiro tento dos forasteiros; tendo retorquido pouco depois com o golo do empate e colocando-se mesmo em vantagem à passagem da meia hora. Porém, de imediato, o At. Ouriense faria o 2-2 com que se atingiu o intervalo. No recomeço, o Mação voltou a liderar o “placard” (3-2), vindo, todavia, o At. Ouriense a marcar de novo, estabelecendo o resultado final, com os maçaenses a cederem dois pontos (cinco pontos perdidos em duas rondas), deslize que lhes custou a perda da liderança.
Também algo imprevisto terá sido o resultado do Alcanenense-Coruchense, com a formação da casa a ganhar por 3-1, somando terceiro triunfo sucessivo, interrompendo um ciclo de quatro êxitos do conjunto do Sorraia. Tendo chegado ao descanso em vantagem (1-0), o grupo de Alcanena permitiu ainda o empate aos forasteiros, antes de arrancar para a vitória.
Confirmações – Os restantes dois desafios resultaram noutros tantos empates, de alguma forma dentro da lógica. No Entroncamento, com o conjunto local a ter a visita do Cartaxo, não foi desfeito o nulo no marcador, em função do que os visitantes passaram a integrar, conjuntamente com o Coruchense e o At. Ouriense, um trio, um ponto apenas atrás do quarteto anteriormente referido. Já a equipa da cidade ferroviária (13.ª classificada), mesmo tendo quebrado uma sequência negativa, de três derrotas, passou a registar um atraso já de seis pontos face a tal terceto.
Em Tomar, o União recebia o Porto Alto, que prolongou a sua invencibilidade, contando agora um total de cinco vitórias e sete empates nas doze partidas disputadas no campeonato. Os unionistas marcaram primeiro, à passagem da meia hora, mas a vantagem foi de curta duração, dado que, apenas seis minutos volvidos, os visitantes igualaram a contenda.
Na segunda metade, mesmo que o Porto Alto tivesse beneficiado de maior tempo de posse de bola, as duas formações tiveram oportunidades para marcar, a última delas, mesmo a findar o encontro, numa ocasião soberana para os tomarenses, mas o resultado (1-1) não se alteraria.
II Divisão Distrital – O destaque maior continua a ir para o Ouriquense (3-0, ao Marinhais) e Vasco da Gama (2-0, ao Espinheirense) que somam por vitórias todas as oito partidas até à data disputadas no campeonato da divisão secundária, liderando as respectivas séries.
No “derby”, o Forense bateu o Salvaterrense por tangencial 1-0, anotando-se também o difícil triunfo (2-1) do Moçarriense, na recepção ao QT-SC Rio Maior, permitindo à formação da Moçarria manter apenas dois pontos de atraso face ao Ouriquense. Mais a Norte, os empates caseiros cedidos por At. Pernes (1-1, ante o Ferreira do Zêzere) e U. Atalaiense (1-1, frente ao Pego) originaram que estas duas equipas passassem a distar cinco pontos do guia, Vasco da Gama.
Liga 3 – O U. Santarém não foi além do 0-0 na recepção ao Amora, baixando ao penúltimo (9.º) lugar, dois pontos acima do Sp. Covilhã, pese embora a quatro pontos do 4.º classificado, Caldas. Num clássico do futebol nacional, Belenenses (1.º) e Académica (3.º) empataram a um golo.
Campeonato de Portugal – Também o Fátima empatou a zero na recepção ao Eléctrico de Ponte de Sôr, enquanto o Samora Correia foi desfeiteado (0-1), no seu terreno, pelo Benfica e Castelo Branco, tendo consentido o golo numa fase em que o adversário estava reduzido a dez unidades. Os fatimenses partilham a 8.ª posição com a Juv. Lajense, dois pontos acima da “linha de água”; “afundando-se” os samorenses no último lugar (14.º), já a distantes nove pontos daquele par.
Antevisão – Na última ronda do ano de 2025, o Fazendense (recebendo o Pontével) e o Mação (de visita ao Tramagal) são favoritos. Maiores dificuldades se projectam na deslocação do Torres Novas ao Cartaxo, cabendo ao U. Tomar uma difícil saída a Ourém. Na II Divisão, destacam-se os seguintes prélios: Pego-At. Pernes; e QT-SC Rio Maior-Glória do Ribatejo.
Na Liga 3, o U. Santarém viaja até às Caldas, defrontando um rival que vem de quatro desaires. No Campeonato de Portugal, o Fátima vai a Castelo Branco, e o Samora a Santa Catarina da Serra.
A propósito da comemoração, no passado sábado, dos 100 anos da instituição do jornal “O Templário”, aqui reitero os meus Parabéns à Directora, Isabel Miliciano, aproveitando ainda para expressar também o orgulho de poder manter, já desde o ano de 2012, este singelo contributo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Dezembro de 2025)



