Posts filed under ‘Sociedade’
Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (II)
A segunda etapa desta crise consubstanciou-se na “degradação”. A exposição aos empréstimos “subprime” foi disseminada por inúmeros produtos estruturados, de elevada complexidade – oferecidos pelos Bancos, com a promessa de altos rendimentos associados… a par de exposição limitada ao risco (um verdadeiro “melhor de dois mundos”!) –, que acabariam por se revelar produtos financeiros “tóxicos”.
Uma consequência da manipulação de instrumentos financeiros, por numerosos actores, que, efectivamente, não os dominavam no que respeita às suas verdadeiras propriedades e características intrínsecas, nomeadamente quanto à natureza da sua composição e sensibilidade ao risco.
Só com o apogeu da crise do “subprime” é que todos os intervenientes se deram conta – súbita e algo inesperadamente… – do verdadeiro grau de risco a que se tinham exposto.
Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (I)
A primeira etapa da presente crise global teve origem na crise do “subprime”: algumas instituições financeiras estado-unidenses concederam empréstimos hipotecários à habitação a particulares, que enfrentavam elevados níveis de endividamento, tendo associadas taxas de juro mais elevadas que a média do mercado.
Estes empréstimos foram contratados tendo por base o valor de mercado do imobiliário nos EUA, o qual se encontrava então numa fase de crescimento constante; uma verdadeira “bolha”: quanto mais o mercado imobiliário crescia, maior era o nível de empréstimos concedidos.
Assistiu-se consequentemente a uma escalada das taxas de juro, que provocaria que esses devedores não tivessem capacidade para continuar a pagar as prestações dos empréstimos contraídos. Os Bancos tiveram então de executar as hipotecas; dado o volume destas incidências, o número de habitações colocadas à venda no mercado aumentou exponencialmente… necessariamente, a lei do mercado “impôs” uma queda dos preços.
Paralelamente, as instituições financeiras haviam recorrido em massa a práticas de titularização, para transferência do risco de crédito, num processo com um efeito multiplicador, que acabou por se traduzir – no fim do ciclo -, na “perda do rasto” de quem suportava efectivamente o risco associado a esses créditos. Quando um investidor adquiria unidades de participação de fundos, expunha-se indirectamente ao risco decorrente dessas múltiplas titularizações.
Gaza – Notícias via Twitter
Actualização de notícias sobre a guerra em curso na faixa de Gaza, em conta específica via Twitter – ptgaza, ou no diário2.com, com links recomendados por bloggers.
Jornais brasileiros adoptam novas regras ortográficas
Os jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo“, dois dos principais diários brasileiros, adoptam – a partir de hoje, 1 de Janeiro de 2009 – as novas regras de escrita decorrentes da reforma ortográfica da língua portuguesa.
No Brasil, as principais mudanças ortográficas consistem – para além da inclusão das letras K, W e Y no alfabeto – no fim do trema, algumas alterações a nível da acentuação (por exemplo, o fim do acento em ditongos abertos), e nas novas regras relacionadas com a utilização (ou não) do hífen.
Embora o acordo ortográfico entre em vigor oficialmente hoje, terá apenas carácter facultativo até Dezembro de 2012, prevendo-se que os livros didácticos deverão estar totalmente adaptados em 2010.
P. S. Mais detalhes n’ A Origem das Espécies, incluindo referências a “Guias da reforma ortográfica“.
Carrilho da Graça – “Prémio Pessoa” – 2008
O arquitecto João Luís Carrilho da Graça foi hoje distinguido com o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período – e na sequência de uma actividade anterior – tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.
O arquitecto foi premiado por ter criado «uma obra coerente, que se adequa ao ambiente onde é instalada», tendo sido ainda apontada «a clareza e a limpidez das formas», assim como a «capacidade de criar obra nova e recuperar obra antiga, uma função altamente criativa».
Da vasta obra de Carrilho da Graça destacam-se a Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento dos Mares (Expo’98), assim como a recuperação das Ruínas de S. Paulo, em Macau, do edifício onde foi instalado o Museu do Oriente, e do Mosteiro Flor da Rosa, no Crato.
Nas edições anteriores, foram premiados:
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
Portuguesa torna-se a mais idosa do mundo
Maria de Jesus, moradora na aldeia de Corujo, na freguesia da Madalena, concelho de Tomar, com 115 anos de idade, passou desde anteontem a ser a pessoa mais idosa do mundo – após o falecimento de Edna Parker, cidadã estado-unidense, também com 115 anos – de acordo com lista do Gerontology Research Group.
É também português o segundo homem mais idoso da Europa, Augusto Moreira de Oliveira (29º da lista geral de “super-centenários”), com 112 anos, apenas superado pelo britânico Henry William Allingham (4 meses mais velho).
João Paulo Baltazar distinguido com prémio “Direitos Humanos e Integração”
O jornalista da TSF João Paulo Baltazar foi distinguido com o prémio “Direitos Humanos e Integração” – atribuído pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e pela Comissão Nacional da UNESCO, valorizando trabalhos que promovem o diálogo e a integração intercultural -, na categoria rádio, pela grande reportagem “O meu filho chocolate”, em que o repórter ouviu as histórias de quatro casais de pais brancos, com filhos adoptados, negros ou mulatos.




