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Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (IV)
Uma última etapa, que não foi possível evitar, foi a do contágio, por via da transmissão da crise financeira à chamada “economia real”.
Com a contracção na concessão de crédito por parte dos Bancos, os agentes económicos sentem enormes dificuldades para financiar as suas actividades, atravessando séries crises de tesouraria.
Os investimentos em produtos “tóxicos” provocaram significativas desvalorizações em cadeia, com as principais Bolsas mundiais a sofrer as piores perdas em muitas décadas.
Esta quebra generalizada de confiança, implicando uma retracção no consumo e no investimento, provoca um inevitável “arrefecimento” da economia, com consequências gravosas ao nível do desemprego, num espiral ciclo vicioso.
A finalizar, a “magna questão”: Como quebrar o ciclo? Depende de todos nós…
Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (III)
Num ápice se passaria à terceira etapa da crise: a perda de confiança!
Sentindo-se de alguma forma “ludibriados” (vítimas do clássico “gato por lebre”), e uma vez que o risco decorrente do “subprime” não se encontrava ainda claramente reflectido nas demonstrações financeiras dos Bancos, estes começaram – “portas roubadas… trancas à porta” – a “desconfiar” uns dos outros, limitando a concessão de financiamentos inter-bancários (até porque, em primeira análise, necessitam também de se “auto-financiar”), com a inevitável crise de liquidez…
O que obrigaria os governos, um pouco por todo o mundo, a ter de intervir, definindo planos de acção que se converteriam em verdadeiros “planos de salvação”: significativo acréscimo dos empréstimos dos Bancos Centrais; cauções / avales do Estado, para garantir a obtenção de financiamentos externos; aquisição de activos “tóxicos”; aquisição de participações de capital nos Bancos / “nacionalizações”; culminando no estabelecimento de “níveis mínimos” de concessão de empréstimos pelos Bancos às Pequenas e Médias Empresas.











