Posts filed under ‘Sociedade’
O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?
(Maria Clara Assunção – A Biblioteca de Jacinto)
Redacção de um jornal em dia de eleições presidenciais nos EUA (1996)
Election Day Nov. 5, 1996 at The Miami Herald from Robertson Adams on Vimeo.
O chamado ‘novo acordo ortográfico’: um descaso político e jurídico
Acresce que do acto de autenticação (ou assinatura) de um tratado internacional decorrem certos efeitos jurídicos. De entre eles, o da inalterabilidade do texto (art. 10.º da CV) e o do dever geral de boa-fé (art. 18.º da CV), traduzindo-se este último num dever de abstenção de actos que atentem contra o objecto ou fim da convenção. Pois bem, se por um lado o II Protocolo Modificativo do AO, de Julho de 2004, ao arrepio daquele primeiro sentido normativo, alterou, em parte, a redacção originária do AO, fazendo, do mesmo passo, letra morta do n.º 4 do art. 24.º da CV, que considera obrigatórias, desde a adopção do texto, as cláusulas relativas às modalidades da entrada em vigor, por outro – o que se nos afigura bem mais grave – consubstanciou justamente um acto (concertado!) que malogrou, sem apelo nem agravo, o objecto e a finalidade do tratado. Com efeito, não se vê como o propósito assumido da criação de uma ortografia unificada para o português possa ser alcançado com o consentimento à vinculação a ser exprimido por apenas três dos oito Países de Língua Oficial Portuguesa. […]
Mesmo a não se entender assim, sempre haverá de aceitar-se que, por força do art. 2.º do Tratado de 1990 – nos termos do qual os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração de um vocabulário ortográfico comum de língua portuguesa -, a entrada em vigor do AO deverá ser diferida para o momento em que, precisamente, a existência de um vocabulário comum, contendo as grafias consideradas adequadas para todos os povos da lusofonia, torne finalmente exequível o clausulado do Tratado. Talvez por isso Angola e Moçambique relutem, para já, em ratificá-lo.
(José de Faria Costa e Francisco Ferreira de Almeida – Diário de Notícias)
Acordo ortográfico serve os interesses do Brasil, afirma Bagão Félix que não se dá por vencido
Bagão Félix analisa a aplicação do acordo ortográfico considerando que houve uma insuficiente discussão e um escasso escrutínio público sobre uma matéria essencial que é a língua, e sublinha que se trata de um produto de uma coligação que beneficia os interesses do Brasil e um pequeno grupo de intelectuais. O comentador do Conselho Superior da Antena 1 não esconde que é um firme opositor ao acordo ortográfico e espera que todos aqueles que assim pensam não se dêem por vencidos.
(Antena 1 – programa “Conselho Superior” – clicar para ouvir)
«Por que razão os blogues têm cada vez menos importância?»
Esta é a questão colocada por Pacheco Pereira, em artigo publicado no jornal “Público”, de 4 de Fevereiro, também disponível no Abrupto, em que refere nomeadamente:
A mudança política de 2011 foi mortífera para os blogues, começando a notar-se os seus efeitos perversos cerca de dois anos antes do fim do “socratismo”, quando, muito à portuguesa, começou a debandada para a “zona de conforto” que a nova situação anunciava e mais tarde concretizou. Infelizmente para os blogues, bastou um ciclo de mudança política para mostrar como todos os defeitos da vida política portuguesa – o espírito de obediência, a falta de independência crítica, a absurda redução de tudo à dicotomia situação/oposição, e o puro oportunismo pessoal de um país em que a fome é muita e os empregos escassos -, para tornar os blogues meros acrescentos dos partidos políticos e das suas facções. O clubismo político instalou-se e com ele a desertificação ideológica, os silêncios e as falas de conveniência, a submissão ao novo unanimismo, o espírito de claque em guerra com os adversários, e de um modo geral a completa mediocridade daquilo que passa por ser o debate político em Portugal. Os blogues políticos parecem-se cada vez mais com secções das “jotas” partidárias.
Para concluir da seguinte forma:
Eu também tenho um blogue e deixo aos meus leitores o julgamento sobre em que medida se me aplicam as críticas que faço ao meio. E também convém enunciar que há excepções, quer pela qualidade de escrita e análise, quer pela independência e autonomia. Mas são excepções, não servem para caracterizar a coisa.
Um artigo que foi já objecto de interessantes referências no Jornalismo e Comunicação, por parte de Luís Santos e de Elsa Costa e Silva.
Isabel II – 60 anos de reinado
Quem haveria de dizer que o meu cão tinha antepassados “aristocráticos”?!
Graça Moura dá ordem aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico
O recém-empossado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna, na qual dá instruções aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico (AO) e para que os conversores – ferramenta informática que adapta os textos ao AO – sejam desinstalados de todos os computadores da instituição.
Numa directiva datada de Setembro de 2011, o anterior conselho de administração do CCB adoptara o acordo em toda a documentação produzida pela instituição. Uma decisão que o novo presidente agora revogou com o apoio da nova administração. A questão que agora se coloca é a de saber se esta medida é legal, já que o Governo de José Sócrates ordenou, em Janeiro de 2011, que o AO fosse adoptado por todos os serviços do Estado e entidades tuteladas pelo Governo.
(Público)
«Troque os Maias, pela Meyer»?
«A cultura renova-se»?

Que disparate é este?
Ninguém pára um bocadinho para pensar que as ideias de um “criativo” podem ser absurdamente despropositadas?
Actualização – Afinal – numa reacção rápida – acabou por prevalecer algum sentido de sensatez: «Fnac retira cartaz após pressão das redes sociais».







