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Discurso de tomada de posse de Barack Obama

(clicar na imagem para ver e ler o discurso de tomada de posse de Barack Obama como Presidente dos EUA – transcrição via The New York Times)
A confissão de Lance Armstrong
«Tomou substâncias proibidas para melhorar o seu rendimento desportivo? Uma dessas substâncias proibidas era a EPO? Recorreu a transfusões sanguíneas para melhorar o seu rendimento desportivo? Utilizou outras substâncias proibidas como a testosterona, cortizona ou hormonas de crescimento? Nas sete vezes em que venceu a Volta à França utilizou substâncias dopantes? A todas estas perguntas, Lance Armstrong respondeu “sim” na entrevista que concedeu em Austin, Texas, a Oprah Winfrey, e transmitida nesta sexta-feira em horário nobre da televisão nos Estados Unidos.»
(Público)
Mais aqui:
- For Armstrong, a Confession Without Explanation (NYT)
- Dispassionate End to a Crumbled American Romance (NYT)
Sem pretender, de todo, branquear o comportamento de Lance Armstrong – perante quem, não obstante nunca ter sido o meu “favorito”, me curvava e aplaudia as suas extraordinárias façanhas, pelo que muito me decepciona esta confirmação da verdade, ou antes, da grande mentira que foi a sua mítica história de vida -, tenho de reconhecer que esta foi uma atitude de grande coragem (depois de anos e anos de negação), e, infelizmente, confirmar também que Armstrong fazia parte de um sistema alargado, porventura generalizado (conforme refere nesta entrevista, «não inventei o doping, mas também não fiz nada para acabar com ele»…), que, inapelavelmente, lança a suspeita sobre todos os restantes vencedores do “Tour de France”, pelo menos nos últimos trinta anos.
Recupero, a propósito, alguns artigos que aqui fui publicando, relacionados com o tema:
«O Estado social»
Encerra hoje, em Lisboa, uma conferência sobre a reforma do Estado. Já se sabe o que em português corrente isso significa: trata-se de perguntar onde é que o nosso débil “Estado social” pode ser (ainda mais) sangrado para se atingir o desiderato de reduzir quatro mil milhões de euros na despesa.
A hostilidade deste Governo contra as políticas públicas de proteção social assenta em duas premissas ideológicas, totalmente erradas.
A primeira consiste em acreditar que o Estado social nasceu de uma posição política de esquerda. A segunda assenta na ideia de que só em períodos de crescimento se poderá consentir no “luxo” de políticas sociais.
A história – essa dimensão do conhecimento esquecida por quem hoje manda na Europa – ensina-nos o contrário.
O Estado social moderno nasceu com o chanceler Bismarck, numa Alemanha recentemente unificada. Bismarck era profundamente hostil a tudo o que cheirasse a “socialismo”, mas integrou a classe operária alemã no contrato social através da Lei dos Seguros de Saúde (1883), da Lei do Seguro de Acidentes de Trabalho (1884), da Lei do Seguro de Velhice e Invalidez (1889).
A segunda premissa também está errada. O impulso para o Estado social foi dado no meio das ruínas da Grande Depressão dos anos 30, com altos níveis de desemprego e a queda brutal do PIB. Foi em 1933 que Salazar lançou o Estatuto do Trabalho Nacional. Foi em 1935 que Roosevelt fez aprovar o Social Security Act. Foi em 1936 que, na França governada por Léon Blum, os trabalhadores tiveram férias pagas e na Suécia se efetuou o grande acordo entre patronato e sindicatos que ainda hoje explica como esse país se tornou um farol de civilização. Mas numa conferência inaugurada por Carlos Moedas seria demasiado pedir que os factos contassem para alguma coisa.
Periodismo en #Tiemporeal
O site ClasesdePeriodismo.com disponibiliza o download de publicação (ebook) denominada “Periodismo en #TiempoReal“, com o seguinte índice:
– Periodismo y en tiempo real
ESTHER VARGAS
– 10 cosas que pasarán en 2013: #2013Trends
JOSÉ LUIS ORIHUELA
– Cosas que un Community Manager debe saber
KAREN DE LA HOZ
– Entre streamings y tuits: luces y sombras del periodismo en tiempo real
ALEJANDRO ROST
– Instagram y la fotografía para todos
HUGO PASSARELLO
– Periodismo con smartphone
CARLOS E. GARCÍA
– Un blog literario en tiempos de la civilización del espectáculo
JAIME CABRERA
– El lenguaje digital y el corrector 2.0
ÚRSULA VELEZMORO
– ¿Qué proyectos editoriales tienen los extraterrestres?
MARCO AVILÉS
– Cambio de chip en El Salvador
BLANCA ABARCA
– El reto periodístico de las redes sociales: Social Media Press Challenge 2012
KYRA HAMANN
– Dar la cara: ¿La evolución de la petición online?
CRISTIAN CAMBRONERO
– Nuevos medios y el proceso electoral
ERNESTO AROCHE
– Periodismo en tiempo real: periodismo real
ÉLMER MENJÍVAR
– Redacciones: Cuando el capo toca la puerta
DARÍO DÁVILA
– De la Mac 95 al Mapeo, los datos y visualizaciones
CLAUDIA MÉNDEZ
– Lo que aprendimos en un año de Social Media en El Tiempo
RENATA CABRALES
– Esto es para ya. El periodismo ante el reto del tiempo real
LUIS CARLOS DÍAZ
– Periodismo para sobrevivir en España
MARIO TASCÓN
– No le tengas miedo al “mostrito”
MILAGROS SALAZAR
– Nunca es tarde para reciclarnos como periodistas
ELENA MIRANDA
– “Creamos Storify pensando en el futuro del periodismo”
SOFÍA PICHIHUA
«O Relatório do FMI, 2»
1. Se o governo for comandado por agentes racionais e não puramente ideológicos, aquilo que haja de discussão séria sobre o relatório ajudará a expurgar os erros e as soluções tecnicamente inadequadas que uma coisa destas inevitalmente terá (e parece que tem alguns), permitindo que se tomem melhores decisões. Com isto não quero dizer que o governo seja comandado por pessoas racionais ou que a discussão possa ser séria, mas acho que não se deve excluir completamente a hipótese.
2. Independentemente do ponto 1, o FMI cumpre aqui a função de batedor. Faz barulho, levanta a caça, não paga preços eleitorais e ajuda a gerar informação preciosa para o governo sobre que medidas deverão ser, à partida, completamente inaceitáveis e inaplicáveis do ponto de vista político. Como o governo não está em rigor obrigado a tomar essas medidas e como quem fica com a responsabilidade das ideias mais politicamente mirabolantes é o FMI, esta é a maneira certa de levantar a caça. Murmurar frases mutuamente contraditórias sobre o financiamento do ensino obrigatório em entrevistas televisivas e nos dias seguintes é a maneira errada.
3. Finalmente, este relatório e a discussão que está a ocorrer deixa o país a marinar num conjunto de hipóteses aterrorizadoras de corte de despesa que o governo se encarregará de rejeitar ou mitigar quando chegar a altura certa. “Afinal”, dir-se-á, não foi tão mau como se pensava. As piores expectativas não serão cumpridas. Vai-se cortar, vai doer, mas claro que não se vai cortar 4.000 milhões. Mas como os credores já explicaram, o que conta não é tanto a meta mas sim a direcção da corrida, e os esforços do país serão elogiados, e Portugal não é a Grécia, e enfim, mais 1% menos 1%, estabilizadores e multiplicadores e tal.
«Se os portugueses tivessem um governo próprio»
Se tivéssemos um governo próprio, eis o que ele diria à troika da próxima vez que nos visitasse:
“Meus senhores, escutámos nas últimas semanas declarações altamente relevantes de, por um lado, Christine Lagarde (Presidente do FMI) e Olivier Blanchard (economista principal do FMI), por outro, Durão Barroso (Presidente da Comissão Europeia), Claude Juncker (Presidente do Ecofin) e Martin Schulz (Presidente do Parlamento Europeu).
“Todas estas individualidades – de quem decerto já terão ouvido falar – convergem de modo inequívoco na conclusão de que as políticas de austeridade que têm vindo a ser aplicadas na Europa em geral e em Portugal em particular são erradas, destrutivas e contrárias aos propósitos declarados de controlar os défices públicos, conter o crescimento das dívidas soberanas, promover o crescimento e gerar emprego.
(João Pinto e Castro, no Jugular – ver artigo completo)
Nova nota de 5 €
Foi hoje apresentado o desenho da nova nota de 5 €, com entrada em circulação a partir de 2 de Maio de 2013:
Relatório do FMI
O Relatório do FMI, ontem divulgado, “Portugal – Rethinking the State – Selected Expenditure Reform Options”, pode ser consultado aqui.
A forma de apresentação do famigerado documento do FMI (e a insensibilidade do seu conteúdo) é mais uma evidência de uma total inaptidão politica, de incapacidade de mobilizar consensos para as reformas urgentes e inevitáveis e um contributo para que tudo fique pior. Por melhores que sejam as intenções, os elefantes continuam à solta numa loja de porcelana…E assim vamos destruindo, passo-a-passo, o capital social e da confiança que precisaríamos para fazer uma grande reforma do Estado e das suas funções.
(Rui Marques, via página no Facebook)
SPA recusa acordo devido às posições do Brasil e Angola
De acordo com um comunicado do Conselho de Administração da SPA, a entidade afirma que vai “continuar a utilizar a norma ortográfica antiga nos documentos e comunicação escrita com o exterior”.
A entidade sustenta que “este assunto não foi convenientemente resolvido e encontra-se longe de estar esclarecido, sobretudo depois do Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico, e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor” das novas regras. […]
Perante estas posições daqueles países, a SPA considera que “não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica, quando o Brasil, o maior país do espaço lusófono, e Angola, tomaram posições em diferente sentido”.





