Posts filed under ‘Sociedade’
Sociedade Portuguesa Autores não adopta o novo acordo ortográfico
A SPA continuará a utilizar a norma ortográfica antiga nos seus documentos e na comunicação escrita com o exterior, uma vez que o Conselho de Administração considera que este assunto não foi convenientemente resolvido e se encontra longe de estar esclarecido, sobretudo depois de o Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor do Acordo.
Assim, considera a SPA que não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica quando o maior país do espaço lusófono (Brasil) e também Angola tomaram posições em diferente sentido. […]
Entidade das Contas e Financiamentos Políticos
Tendo tomado hoje posse como Vogal Revisor Oficial de Contas da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos – «órgão independente que funciona junto do Tribunal Constitucional e que tem como atribuição coadjuvá-lo tecnicamente na apreciação e fiscalização das contas anuais dos partidos políticos e das contas das campanhas eleitorais para todos os órgãos do poder político de base electiva» – função que pressupõe obviamente uma posição de estrita e rigorosa independência, assim como, nos termos da respectiva lei orgânica, a interdição de desenvolvimento de quaisquer «actividades político-partidárias de carácter público», cessa naturalmente a publicação, neste blogue, de qualquer comentário de índole político-partidária.
Papa Francisco

(foto via)
Jorge Mario Bergoglio, arcebispo emérito de Buenos Aires (Argentina), de 76 anos, jesuíta, foi hoje eleito como 266.º Papa, adoptando o nome de Francisco.
Jornalismo “moldável”

As duas diferentes primeiras páginas do L’Équipe, de 25 de Fevereiro, a propósito do jogo Paris St.-Germain – Marseille, nas edições de Paris e de Marselha (duas principais cidades francesas).
(via Le Monde)
Óscares – 2013 – Vencedores
E os vencedores dos Óscares foram:
- Melhor filme – “Argo”
- Melhor realizador – Ang Lee (“A Vida de Pi” – Life of Pi)
- Melhor actor – Daniel Day-Lewis (“Lincoln”)
- Melhor actriz – Jennifer Lawrence (“Guia para um final feliz” – Silver Linings Playbook)
- Melhor actor secundário – Christoph Waltz (“Django Libertado” – Django Unchained)
- Melhor actriz secundária – Anne Hathaway (“Os Miseráveis” – Les Misérables)
Consultar a lista completa aqui.
«Pegando de cernelha boicotes a Relvas»
Um grupo de rapazes marcou uma sessão num clube de Gaia para cantar Grândola. Cantaram mal. Não gostei mas guardei a viola no saco: os rapazes estavam no seu clube, organizaram aquela sessão. Tinham direito a desafinar à sombra de uma azinheira ou na sua sala de Gaia. Mas Miguel Relvas apareceu e boicotou a reunião, cantando maviosamente. Repudio, claro, a atitude do ministro: os rapazes cantadores da Grândola têm direito a desafinar, no dia e local que marcaram para o fazer. Cito a canção: “Em cada rosto igualdade.” Com rosto, o Zeca referia-se mais a garganta. “Em cada garganta igualdade” (bela ideia). Os gargarejos dos rapazes não podem ser abafados pelo ministro, lá porque ele canta melhor. Digo-o com a convicção de quem, se um dia a voz do ministro for calada, será o primeiro a defendê-lo. Cito outra vez: “Terra da fraternidade.” Quer isto dizer, ninguém cala ninguém. Ora, isso não entende Miguel Relvas, que, no dia seguinte, ontem, voltou à carga no ISCTE. Aqui, outro grupo de rapazes marcou uma sessão para mostrar cartazes e gritar palavras de ordem. Contumaz, Relvas apareceu e boicotou, com o seu silêncio, a liberdade de expressão dos gritadores. Volto a dizer, a liberdade de expressão de Relvas acaba onde começa a dos outros. E volto a repetir: fossem de Relvas as sessões em Gaia e no ISCTE, e delas ele tivesse sido expulso por intrusos, eu estaria aqui a defendê-lo. Aliás, é o que dizem as palavras de Grândola.
(Ferreira Fernandes, Diário de Notícias)
«A democracia e a liberdade de expressão»
Todavia, o que aconteceu no Clube dos Pensadores, em Gaia, e no ISCTE, em Lisboa, não pode merecer elogios. Uma coisa é manifestar-se desagrado público pela governação, algo perfeitamente legítimo e até elogiável em várias circunstâncias. Outra coisa diferente é utilizar uma manifestação para intimidar fisicamente uma pessoa ou impedi-la de exercer a sua liberdade de expressão. […]
Calar um homem porque se discorda dele, com o objectivo de “proteger a democracia”, é tão idiota quanto pretender extinguir o oxigénio do planeta para acabar com os fogos.
Sim, estou a parafrasear James Madison. Ele sabia muito bem que a liberdade de expressão não existe para que os tiranos sejam silenciados. Existe para que os tiranos falem e nós lhes possamos responder, denunciando as suas falácias. Isso – e não a limitação de uns para benefício de outros – é que é a democracia.
(José Gomes André, Delito de Opinião)





