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Dia Mundial da Síndrome de Sjögren
23 de Julho é o dia mundial da Síndrome de Sjögren, doença crónica auto-imune do foro reumatológico pouco conhecida, mas com um impacto na sociedade que se estima próximo do que tem o Lúpus ou a Artrite Reumatóide.
Esta síndrome deve o seu nome ao oftalmologista sueco Henrijk Sjögren que pela primeira vez a identificou, em 1933. Atinge maioritariamente as mulheres e caracteriza-se pela secura das mucosas, devido ao ataque das células do sistema imunitário às glândulas exócrinas, que faz com que estas não funcionem normalmente.
Na maioria dos casos, os principais sintomas são fadiga extrema, boca, olhos e pele secos, dores musculares e articulares. No entanto, a sintomatologia varia muito de pessoa para pessoa. Por isso, e porque os sintomas são partilhados com outras doenças, a Síndrome de Sjögren tem um diagnóstico difícil, que pode demorar vários anos.
Não sendo controlada por medicação, a doença vai evoluindo por todo o corpo, provocando danos normalmente irreversíveis, o que se traduz numa diminuição da qualidade de vida, podendo acarretar mesmo incapacidade para as tarefas do quotidiano e o exercício de uma profissão.
Em Portugal foi criado, no final de 2011, o primeiro grupo organizado de doentes com Síndrome de Sjögren, dependente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas. O Núcleo de Sjögren pretende apoiar quem sofre desta doença, partilhar experiências, assim como sensibilizar a população em geral e os próprios profissionais de saúde para esta doença.
Mais informações sobre a Síndrome de Sjögren e este Núcleo podem encontrar-se no sítio web da Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas e na página de Facebook do Núcleo. Podem também ver uma entrevista, dada pela Cristina Carvalho, membro do Núcleo, aqui.
Homenagem a Aristides de Sousa Mendes

(clicar na imagem para ampliar)
A ler, também, este artigo do “The New York Times”, «In Portugal, a Protector of a People Is Honored».
Acordo ortográfico – Relatório da Comissão de Educação, Ciência e Cultura
«Pouco há a assinalar contra reformas ortográficas que assinalem as normais e duradouras mudanças que as línguas sofrem ao longo dos anos. Não é o caso desta. Como os países de língua portuguesa evoluem o “seu” Português de forma independente, uma reforma ortográfica clara e simplificadora provavelmente criaria mais diferenças do que identidades entre as várias formas de Português. Não viria mal ao mundo por isso e seria mais útil para cada um dos povos que escreve Português do que criar uma “ortografia unificada de língua portuguesa” de utilidade duvidosa. Aliás, de alguma maneira essa ortografia unificada contraria a própria história. As várias formas do Português já foram em tempo unas – deixaram de o ser com sucessivos processos em Portugal e no Brasil e poderíamos reconhecer e aceitar essa evolução.»
(Relatório da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República, sobre petição contra o Acordo ortográfico – Relator Michael Seufert – ver documento com o texto integral aqui)
O Mundo, em “100 pessoas”
(clicar na imagem – via jackhagley.com)
A crise política “dia a dia”
- 02.07.2013 – O Presidente da República confere a posse como nova Ministra de Estado e das Finanças a Maria Luís Albuquerque
- 02.07.2013 – O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresenta a sua demissão do Governo
- 02.07.2013 – O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anuncia que não aceita o pedido de demissão de Paulo Portas (texto)
- 03.07.2013 – O Presidente da República comunica que irá realizar reuniões com os partidos com representação parlamentar
- 04.07.2013 – Direcção do CDS-PP propõe adiamento do Congresso do partido, de 6 e 7 de Julho, para 20 e 21 de Julho
- 06.07.2013 – Pedro Passos Coelho anuncia acordo entre o PSD e o CDS-PP para reformulação do Governo (texto)
- 09.07.2013 – O Presidente da República conclui audiências com os partidos com representação parlamentar
- 14.07.2013 a 19.07.2013 – PSD, CDS-PP e PS reunem-se no âmbito do processo negocial visando estabelecer acordo solicitado pelo Presidente da República (relato via site do PS)
- 19.07.2013 – PS divulga o documento com as propostas que apresentou nas negociações com PSD e CDS-PP
- 19.07.2013 – PSD divulga o documento com as propostas que apresentou nas negociações com o PS e CDS-PP
- 21.07.2013 – Comunicação do Presidente da República ao País, anunciando a continuidade em funções do Governo
“Redes sociais” na Roma antiga e no século XVII
Tom Standage, autor de “Writing on the Wall: Social Media – The First 2,000 Years“, escreve sobre as “redes sociais” na Roma antiga, e da forma como os autores utilizavam essas redes para difundir e publicar as suas obras:
- Share it like Cicero: How Roman authors used social networking – One of the stories I tell in “Writing on the Wall” is about the way the Roman book-trade worked. There were no printing presses, so copying of books, which took the form of multiple papyrus rolls, was done entirely by hand, by scribes, most of whom were slaves. There were no formal publishers either, so Roman authors had to rely on word-of-mouth recommendations and social distribution of their works via their networks of friends and acquaintances.
E, também, sobre as coffeehouses dos finais do século XVII, em Inglaterra:
- Social Networking in the 1600s – Like coffee itself, coffeehouses were an import from the Arab world. England’s first coffeehouse opened in Oxford in the early 1650s, and hundreds of similar establishments sprang up in London and other cities in the following years. People went to coffeehouses not just to drink coffee, but to read and discuss the latest pamphlets and news-sheets and to catch up on rumor and gossip.
Coffeehouses were also used as post offices. Patrons would visit their favorite coffeehouses several times a day to check for new mail, catch up on the news and talk to other coffee drinkers, both friends and strangers. Some coffeehouses specialized in discussion of particular topics, like science, politics, literature or shipping. As customers moved from one to the other, information circulated with them.
(via Kottke)
Diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia integra lista dos Registos da Memória do Mundo da UNESCO
O diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, entre 1497 e 1499, atribuído a Álvaro Velho, propriedade da Biblioteca Municipal do Porto, foi inscrito na lista dos Registos da Memória do Mundo da UNESCO.
A candidatura do documento a este reconhecimento internacional teve como fundamento o facto de se tratar de um “testemunho da viagem marítima pioneira […], um dos documentos decisivos que mudaram o curso da história”.
Integram esta lista da UNESCO outros três documentos portugueses, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT): carta de Pêro Vaz de Caminha ao rei de Portugal D. Manuel I sobre a chegada ao Brasil (Terra de Vera Cruz, Brasil, 1 de maio de 1500); Tratado de Tordesillas (na versão castelhana), de 7 de junho de 1494; assim como um conjunto de 83.212 documentos, datados de 1161 a 1699, que tratam da “informação e esclarecimento sobre as relações entre os europeus, sobretudo as dos portugueses com os povos africanos, asiático e latino-americanos”.
Tribunal Constitucional – O que é / Para que serve / Como funciona
No âmbito das comemorações do seu 30.º aniversário, o Tribunal Constitucional divulga publicação intitulada: «Tribunal Constitucional – O Que É / Para Que Serve / Como Funciona», que pode ser consultada neste link, podendo ser igualmente descarregada em versão PDF.
«O que torto nasce nunca se endireita»
Numa semana de Outubro de 1990, dúzia e meia de sábios iluminados reuniram-se no velho edifício da Academia das Ciências de Lisboa para mudarem a ortografia de uma língua falada por mais de 200 milhões de pessoas. Foi assim, neste ambiente de secretismo, quando não havia nenhuma demanda social para esse efeito, que nasceu o acordo ortográfico.
Nasceu torto. E, como diz o povo, o que torto nasce tarde ou nunca se endireita. O acordo nasceu torto desde logo por ignorar a esmagadora maioria dos pareceres técnico-científicos sobre a matéria. Foram produzidas notáveis peças de análise crítica por parte de escritores, professores, linguistas – e todas acabaram no fundo de uma gaveta, olimpicamente ignoradas. O poder político fez tábua rasa dos alertas da comunidade científica – não só portuguesa mas também brasileira – que advertiam para as suas inúmeras deficiências técnicas, para as suas incongruências conceptuais, para os seus clamorosos erros.
Temos, portanto, um acordo que quase ninguém defende, que quase ninguém respeita, que quase ninguém aplica na íntegra.
(Pedro Correia – ler artigo completo no Delito de Opinião)





