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BADEN-POWELL
Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nasceu em Paddington, Londres, a 22 de Fevereiro de 1857, filho de um Reverendo e professor da Universidade de Oxford.
Órfão de pai desde os 3 anos, começou por ter as primeiras aulas com a sua própria mãe, antes de ingressar na escola. Teria, desde cedo, lições de piano e violino, ao mesmo tempo que despertava o seu espírito de aventura, interessando-se pela observação e reconhecimento de percursos, acampando e fazendo expedições de barco à vela na costa sul de Inglaterra ou de canoa no rio Tamisa, usando mapas e bússola, e recorrendo a fogueiras para cozinhar os alimentos.
Viria a ingressar na carreira militar, que o conduziria à Índia, em 1876, enquanto especialista em observação e exploração, fazendo mapas e reconhecimento do terreno.
Rapidamente assumiria funções de treino e formação de outros militares, organizando pequenas patrulhas com um líder e reconhecimento de desempenho, atribuindo distintivos com o tradicional desenho do indicador do ponto cardeal Norte, que viria a inspirar o símbolo do Escutismo.
Passaria ainda pela região dos Balcãs, Malta e pela África do Sul, onde se distinguiu na defesa de Mafeking, face aos ataques dos Boers, em 1899/1900.
Regressando a Inglaterra em 1903 como herói nacional, o seu manual “Aids to Scouting” (escrito com fins militares) seria usado por jovens líderes e professores na aprendizagem da observação.
Até que, em 1907, com início a 1 de Agosto, organizaria um campo experimental na ilha de Brownsea (Canal da Mancha), com cerca de 20 jovens (agrupados em 4 patrulhas), visando colocar em aplicação as suas ideias, num acampamento sob a sua liderança, que constituiria o marco fundador do Escutismo.

No ano seguinte, publicaria “Scouting for Boys” (obra traduzida em mais de 35 línguas), que resultaria na formação espontânea de patrulhas de Escuteiros, visando experimentar – colocando em prática – as suas ideias.
Abandonaria a carreira militar em 1910, com 53 anos de idade, dedicando-se então ao desenvolvimento do movimento de Escutistas; em 1920, aquando do primeiro Jamboree Mundial (primeira concentração internacional de escuteiros), viria a ser designado Chefe Mundial.
Já agraciado (pelo Rei Jorge V) com o título de Lord Baden-Powell of Gilwell, regressaria a África, em 1938, num retiro no Quénia, onde viria a falecer em 1941, com 83 anos. A sua esposa, Lady Olave Baden-Powell prosseguiria a sua obra, enquanto viveu, até 1977.
Autor de mais de 30 livros, obteve graduações honorárias de, pelo menos, 6 Universidades.
UNIÃO EUROPEIA – PROJECTO DE TRATADO REFORMADOR ONLINE
Encontra-se já disponível para consulta online o Projecto de Tratado Reformador da União Europeia, na sua versão original, em francês.
Destaque para os artigos 9º – Instituições da União (pág. 10 a 16); 10º – Cooperações reforçadas (pág. 17 a 20); 33º – Procedimentos de revisão dos Tratados (pág. 34 a 36); 35º – Abandono voluntário da União (pág. 36); 269º – Recursos próprios da União (pág. 130 – prevendo a possibilidade de estabelecimento de novas categorias de fundos próprios, abrindo caminho a um eventual imposto europeu, subordinado à aprovação dos Estados-membros).
RESULTADOS E VEREADORES ELEITOS – C. M. LISBOA
PS – 57 907 votos – 29,5 % – 6 vereadores (26,6 % – 5 vereadores em 2005)
– António Costa
– Manuel Salgado
– Ana Sara Brito
– Marcos Perestrello
– Rosália Vargas
– José Cardoso da Silva
“Lisboa com Carmona” – 32 734 votos – 16,7 % – 3 vereadores
– Carmona Rodrigues
– Pedro Feist
– Gabriela Seara
PPD/PSD – 30 855 votos – 15,7 % – 3 vereadores (42,4 % – 8 vereadores em 2005)
– Fernando Negrão
– José Salter Cid
– Margarida de Almeida de Saavedra
“Cidadãos por Lisboa” – 20 006 votos – 10,2 % – 2 vereadores
– Helena Roseta
– Manuel João Silva Ramos
CDU – 18 681 votos – 9,5 % – 2 vereadores (11,4 % – 2 vereadores em 2005)
– Ruben de Carvalho
– Rita Magrinho
BE – 13 348 votos – 6,8 % – 1 vereador (7,9 % – 1 vereador em 2005)
– José Sá Fernandes
CDS-PP – 7 258 votos – 3,7 % (5,9 % – 1 vereador em 2005)
PCTP/MRPP – 3 122 votos – 1,6 %
PNR – 1 501 votos – 0,8 %
PND – 1 187 votos – 0,6 %
MPT – 1 052 votos – 0,5 %
PPM – 745 votos – 0,4 %
Abstenção – 62,6 %
PSD – MARQUES MENDES
Finalmente, já cerca das 22 horas, depois de todos os intervenientes no processo eleitoral terem feito as suas declarações, surgiria o grande derrotado da noite, Marques Mendes, começando por, democraticamente, felicitar António Costa pela vitória, para de seguida declarar que o PSD disputou estas eleições em condições particularmente difíceis, agradecendo o esforço e empenhamento do candidato Fernando Negrão e dos seus apoiantes.
Referiu que Fernando Negrão não ganhou a eleição, mas ganhou o respeito dos social-democratas, mostrando-se orgulhoso pela escolha e grato pelo seu desempenho.
Reconheceria que o resultado é mau e que a responsabilidade é sua. A conquista ou a manutenção do poder não deve ser conseguida a qualquer preço; é uma questão de credibilidade, visando restaurar a confiança na política, pelo que não hesitou em provocar a queda da Câmara anterior, originando este processo eleitoral.
Em que a derrota não significa desistir; considera que estamos a meio de um ciclo; a vida política faz-se de vitórias e derrotas, tendo sido obtidas vitórias em eleições anteriores. O grande e definitivo desafio serão as eleições legislativas de 2009.
Concluiria com a constatação da necessidade de clarificar os equívocos internos; o partido tem de se concentrar nos seus adversários e não em questões internas. Por esse motivo, propõe a antecipação das eleições directas para o partido, em que naturalmente será candidato.
P. S. Quando se pensava que a noite eleitoral ficava assim encerrada, surgiria ainda Jerónimo de Sousa a reclamar mais uma vitória para a CDU, como terceira força política na cidade e uma força indispensável para a sua governação…
P. P. S. – José Sócrates faria ainda questão de ter a “palavra final”, num discurso da vitória, perante os apoiantes do Partido Socialista, congratulando-se com a primeira vitória do PS em Lisboa desde 1976, e com o início de um novo ciclo na cidade.
"LISBOA COM CARMONA"
Carmona Rodrigues, garantindo o segundo lugar nestas eleições, acaba por surgir como um surpreendente vencedor, com os seus animados apoiantes clamando “Vitória”.
Começaria por interpretar a elevada taxa de abstenção como querendo significar que os lisboetas não consideravam necessária a realização destas eleições.
Para, de imediato, realçar que os seus resultados foram importantes para que possa continuar a desenvolver os projectos.
Satisfeito com o “grande e histórico” resultado, finalizaria declarando que todos deverão assumir as suas responsabilidades: não será o facto de não haver maioria absoluta, que impedirá que haja condições de governabilidade; garantindo que não será ele a constituir-se em “força de bloqueio”, “abrindo assim a porta” a uma junção de forças com António Costa.
PS
António Costa começou por saudar os lisboetas, em particular os que foram votar. A partir de hoje, como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, declara estar ao serviço de todos os lisboetas.
Congratula-se com o facto de o Partido Socialista, pela primeira vez desde há 31 anos, ter conquistado – concorrendo isolado – a Câmara, vencendo em todas as suas 53 freguesias.
Finalizaria a sua declaração de vencedor anunciando “10 passos” prioritários, a desenvolver no início do seu mandato… sem que contudo esclarecesse – na inexistência de uma maioria absoluta, com o resultado final do Partido Socialista a quedar-se no limite inferior dos intervalos projectados às 19 horas, com uma expressão percentual limitada – a política de alianças que perspectiva para fazer aprovar as suas decisões.
"MOVIMENTO DE CIDADÃOS"
Helena Roseta considera que a democracia representativa necessita ser renovada, “refrescada”. O motivo principal da abstenção, do “não-voto”, é um sinal de protesto, pelo cansaço e desilusão que as pessoas sentem… não obstante considerar o seu “Movimento de Cidadãos” um “sinal de esperança”.
Finalizaria confirmando que não estará disponível para prescindir dos seus ideais a troco de qualquer lugar na vereação; prometendo que nenhum grande projecto será aprovado sem que seja previamente discutido pelos lisboetas.
PSD
Fernando Negrão começa por agradecer aos eleitores e ao PSD pelo apoio na campanha eleitoral, declarando assumir as suas responsabilidades.
Para, de seguida, interpelado pelos jornalistas, declarar que o eleitorado entendeu não dar o seu voto ao PSD, numas eleições que caracterizou de difíceis, finalizando com o anúncio de que se iria filiar no partido.
Marques Mendes parece continuar à espera…
CDS-PP
O candidato do CDS-PP, Telmo Correia – acompanhado por Paulo Portas – acaba de assumir “pessoalmente a responsabilidade pelo resultado eleitoral”, pedindo a demissão de vice-presidente e de líder parlamentar do partido.
De imediato, Paulo Portas sublinha o sentido de responsabilidade de Telmo Correia, agradecendo-lhe o trabalho realizado, ao mesmo tempo que recorda que estas eleições eram uma oportunidade para avaliar a acção do Governo, que acaba de conquistar uma autarquia de que não era detentora, enquanto o seu partido perdeu a representação que tinha na Câmara Municipal de Lisboa. Finaliza a sua intervenção, assumindo as suas responsabilidades, pela escolha da lista, solicitando a convocação de um Conselho Nacional, e anunciando que se encontra a fazer uma reflexão pessoal, cujas conclusões comunicará ao referido Conselho.
ILAÇÕES
Perante os resultados antecipados, que ilações retirarão os partidos do espectro da Direita e Centro-Direita – com o CDS-PP a não eleger qualquer vereador à Câmara Municipal de Lisboa, pela primeira vez em 30 anos de Democracia, e com o PSD a ter o seu pior resultado de sempre -, em eleições que são tradicionalmente apercebidas pelos eleitores como momento oportuno para penalizar as forças políticas no Governo?
Têm a palavra Marques Mendes e Paulo Portas…



