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Adeus a Jorge Ferreira – Um testemunho
Na hora do adeus a Jorge Ferreira, um testemunho na primeira pessoa, certamente apenas um exemplo, de entre muitos outros que aqui poderia mencionar:
Conheci o professor Jorge Ferreira, no ano de 2004, sendo eu seu aluno no Instituto Politécnico de Tomar. Foi um dos professores, se não O professor que me marcou mais no meu percurso académico. A lembrança que me irá acompanhar da sua forma de ser, resume-se ao facto de ter sido um docente rigoroso, com um humor por vezes irónico (do qual sou bastante apreciador), directo, frontal e extremamente cativante a dar aulas de Introdução ao Direito. Sempre disse, que o Dr. Jorge Ferreira, estava para as aulas de Direito, assim como o Professor José Hermano Saraiva estava para a História! Ou seja, mesmo que uma pessoa não gostasse de Direito, ficava vidrado com a forma como ele explicava e incentivava os alunos ao leccionar as aulas. Só quero com isto, pondo as cores partidárias de parte, tentar dar a conhecer às pessoas o docente e homem que o Professor Jorge Ferreira foi… Os meus sinceros sentimentos à sua família.
Ricardo Ferreira
(via Público)
Nabantia – O último “post” de Jorge Ferreira
Jorge Ferreira mantinha – sob a discrição de um anonimato de que os mais atentos anteviam a autoria -, completaram-se ontem precisamente dois anos, o melhor blogue sobre uma cidade que aprendeu a amar, em cujo Instituto Politécnico dava aulas e a que se dedicou com todas as suas forças e energias nos últimos anos, Tomar.
Numa trágica ironia, o blogue Nabantia perfez ontem o seu 2º aniversário, ainda evocado pelo já muito gravemente doente Jorge Ferreira. Aqui fica a minha singela homenagem, transcrevendo o seu último escrito:
Considerando o facto de em dois anos não ser possível, ainda, pesem todos os avanços da ciencia, assegurar uma vida em plenitude quer no aspecto físico, quer mental, vê-se a Gerência Nabantia na contingência de descansar um diazito desta lufa-lufa. O estado social também tem o direito de dar uma folguita aos blogues…
Que descanse em paz!
(via Fumaças)
Obrigado, Jorge Ferreira!
É mais uma notícia que nos deixa sem palavras.
Para além de toda a sua vida pessoal e profissional, com múltiplas actividades, desde a política, à advocacia, passando pela docência (no Instituto Politécnico de Tomar) e pelo papel de colunista, Jorge Ferreira era um dos mais entusiastas da blogosfera, desdobrando-se por vários blogues, permanentemente atento e acompanhando a actualidade no dia a dia.
Sem que tivesse tido o privilégio de o conhecer pessoalmente, foi-se criando entre nós uma ligação de cumplicidade / amizade “virtual”, com uma empatia potenciada também pelos seus escritos sobre Tomar e pelo interesse e atenção que fazia a gentileza de ir dedicando aos meus blogues, sempre com uma palavra simpática de incentivo. Um homem naturalmente bom, cheio de energia e de vida.
De uma forma sempre discreta, deixara antever, por mais de uma vez, que a doença que procurava combater, o ia atacando, o ia minando.
Deixa-nos hoje, aos 48 anos de idade. Costuma dizer-se que é uma perda irreparável; assim é com toda a propriedade: fica um espaço vazio, que não mais poderá ser preenchido.
Obrigado, Jorge Ferreira!
Mais um…
Mais um dia especial, desta vez na “era do Facebook” (obrigado Ana Silvério, Rui Oliveira, Tito de Morais, Rui Branco, Catarina Campos, Carlos Castro, João Gomes, Marta Botelho, Teresa Sampaio, João Canavilhas e Catarina Lira Pereira).
O meu obrigado sobretudo a ti, que – pela quinta vez – estás ao meu lado, de mão dada, nesta ocasião, tal como em todos os dias desde então.
Konversas Ponto Org|tomar café em Tomar
Foi com gosto que acedi ao convite de João Ferreira Dias para uma breve “conversa” sobre blogues e a blogosfera, em particular sobre Tomar e o Carreira da Índia, que pode ler aqui, no Køntråstës.org.
Paixão
O meu amigo Paixão despediu-se de nós hoje.
Reuniu-se à sua volta para lhe dizer adeus o mesmo grupo que – há já 28 anos – se juntou pela primeira vez, na casa dele, para uns intermináveis e inesquecíveis jogos de “Monopólio”. Ou para uns também memoráveis “load aspas aspas enter” no ZX Spectrum.
Não mais vamos poder voltar a tê-lo connosco, ele que – vencido por uma doença implacável e impiedosa, de que há pouco mais de um mês ainda ignorava padecer -, tendo a sua vida sido abruptamente coarctada quando estaria normalmente apenas a meio, deixou de ter existência física.
Mas a sua memória subsistirá para sempre entre nós, seus amigos, fortalecendo os laços que nos unem, a nós, e a ele.
Ao mesmo tempo que nos faz parar para pensar sobre a escala / hierarquia de valores que o nosso mundo nos impõe hoje em dia.
O meu amigo Paixão tinha algumas paixões; para além da infinitamente maior a qualquer outra, o filho que agora deixa, uma das que mais lhe dizia era a música. Através dela, aqui lhe presto a minha singela homenagem.
Paixão, sei que foi com muito gosto que escreveste estes textos para publicação no Memória Virtual, que nesta ocasião aqui recordo. Obrigado por eles e por tudo o resto!
P. S. Vou procurar recuperar o teu ZX Spectrum. E guardá-lo para sempre.
20 anos

…de uma experiência irrepetível, o primeiro dia de trabalho.






