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MUNDIAL 2006 (XXXVII) – 1966
A VIII edição do Campeonato do Mundo de Futebol, cuja Fase Final foi disputada em Inglaterra no ano de 1966, bateu todos os records de inscrições, pela primeira vez ultrapassando 70 países inscritos (total de 74).
Não obstante, o facto de que 3 continentes (Ásia, África e Oceânia) apenas dispusessem de uma vaga na Fase Final provocaria várias desistências; efectivamente, 21 dos países inscritos não chegariam a realizar qualquer jogo de qualificação (tal como o Campeão do Mundo, Brasil, e o país organizador, Inglaterra – ambos qualificados “de ofício”).
Dos inicialmente inscritos Argélia, Camarões, Congo, Etiópia, Gabão, Ghana, Guiné, Libéria, Líbia, Mali, Marrocos, Nigéria, Senegal, África do Sul (candidatura recusada pela FIFA devido às práticas segregacionistas do apartheid – apenas viria a ser aceite em 1992), Sudão, Tunísia e República Árabe Unida (federação do Egipto e da Síria), nenhum deles disputaria efectivamente a qualificação.
A grande surpresa chegaria da “desconhecida” equipa da Coreia do Norte, apurada com uma dupla vitória (6-1 e 3-1) sobre a Austrália.
Portugal conseguia, pela primeira vez na sua história, a qualificação para o Mundial, de forma “surpreendente”, eliminando o vice-campeão do Mundo (Checoslováquia)… já em Inglaterra, eliminaria também o Campeão do Mundo (Brasil)!
A Jugoslávia foi também uma das principais selecções a “ficar de fora”, eliminada pela França.
O México, “crónico” representante da América do Norte e Central, marcando novamente presença na Fase Final, possibilitava ao seu guarda-redes Antonio Carbajal disputar o seu 5º Campeonato do Mundo (desde 1950).
MUNDIAL 2006 (XXXVI) – 1962

O Brasil, com as suas estrelas Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo, bisando o título de Campeão Mundial
MUNDIAL 2006 (XXXV) – 1962
Grupo 1
Uruguai – Colômbia – 2-1
URSS – Jugoslávia – 2-0
Jugoslávia – Uruguai – 3-1
URSS – Colômbia – 4-4
URSS – Uruguai – 2-1
Jugoslávia – Colômbia – 5-0
1º URSS, 5; 2º Jugoslávia, 4; 3º Uruguai, 2; 4º Colômbia, 1
Grupo 2
Chile – Suíça – 3-1
RFA – Itália – 0-0
Chile – Itália – 2-0
RFA – Suíça – 2-1
RFA – Chile – 2-0
Itália – Suíça – 3-0
1º RFA, 5; 2º Chile, 4; 3º Itália, 3; 4º Suíça, 0
Grupo 3
Brasil – México – 2-0
Checoslováquia – Espanha – 1-0
Brasil – Checoslováquia – 0-0
Espanha – México – 1-0
Brasil – Espanha – 2-1
México – Checoslováquia – 3-1
1º Brasil, 5; 2º Checoslováquia, 3; 3º México, 2; 4º Espanha, 2
Grupo 4
Argentina – Bulgária – 1-0
Hungria – Inglaterra – 2-1
Inglaterra – Argentina – 3-1
Hungria – Bulgária – 6-1
Hungria – Argentina – 0-0
Inglaterra – Bulgária – 0-0
1º Hungria, 5; 2º Inglaterra, 3; 3º Argentina, 3; 4º Bulgária, 1
1/4 Final
Jugoslávia – RFA – 1-0
Brasil – Inglaterra – 3-1
Checoslováquia – Hungria – 1-0
Chile – URSS – 2-1
1/2 Finais
Brasil – Chile – 4-2
Checoslováquia – Jugoslávia – 3-1
3º / 4º
Chile – Jugoslávia – 1-0
Final
Brasil – Checoslováquia – 3-1
Campeão do Mundo – BRASIL
Vice-Campeão do Mundo – Checoslováquia
3º Chile
4º Jugoslávia
MUNDIAL 2006 (XXXIV) – 1962
Mesmo sem poder contar com Pelé, lesionado logo no jogo de abertura com o México, o Brasil, conduzido por Garrincha e Zagallo, acabaria por se impor com naturalidade: depois de vencer o seu grupo, à frente da Checoslováquia, eliminaria nos ¼ final a Inglaterra, para se impor ao país organizador, o Chile, nas ½ finais. Na final, teria de defrontar novamente… a Checoslováquia, que venceu por 3-1, com golos de Amarildo, Zito e Vavá.
O jogo entre o Chile e a Itália (no qual, os chilenos, vencendo por 2-0, eliminariam a Itália) degeneraria numa triste “batalha campal”. Uruguai, Argentina (suplantada pela Hungria e Inglaterra) e Espanha (última no Grupo em que foram apurados os países que atingiriam a Final da prova) seriam também eliminados na fase de grupos, não atingindo sequer os ¼ final.
Um jogo histórico foi também o URSS-Colômbia que, a meia hora do fim, a URSS vencia por 4-1, mas em que, em apenas 9 minutos, os colombianos conseguiriam alcançar o 4-4… apesar do guarda-redes soviético ser o lendário Lev Yashin, que viria a ser consagrado como o melhor guarda-redes de sempre dos Mundiais.
A vitória do Chile sobre a URSS (que vencera o seu Grupo, eliminando o Uruguai), que permitiu à equipa da casa o acesso às ½ finais, provocaria uma imensa manifestação de júbilo popular. O Chile não conseguiria contudo deter a carreira vitoriosa do Brasil; a consolação viria no jogo de disputa do 3º e 4º lugares, com a vitória por 1-0 sobre a Jugoslávia.
Esta prova fica marcada pelo golo mais rápido de sempre da história das Fases Finais de Campeonatos do Mundo: o checoslovaco Vaclav Masek marcaria golo ao mexicano Carbajal iam decorridos apenas 15 segundos de jogo! (Não obstante, seria o México a vencer a partida…). Em 1982, o inglês Bryan Robson demorou apenas 27 segundos para marcar o primeiro golo à França; em 1978, o francês Bernard Lacombe marcara à Itália ao fim de 37 segundos.
Mas foi nas fases de qualificação que seria marcado o golo mais rápido de sempre dos Mundiais de Futebol: em 1993, Davide Gualtieri, de S. Marino, em apenas 9 segundos de jogo, chegou ao golo contra a Inglaterra!
MUNDIAL 2006 (XXXIII) – 1962
Grupo 1
Suécia – Bélgica – 2-0 / 2-0
Bélgica – Suíça – 2-4 / 1-2
Suécia – Suíça – 4-0 / 2-3
1º Suécia, 6; 1º Suíça, 6; 3º Bélgica, 0
Desempate: Suíça – Suécia – 2-1
Grupo 2
Finlândia – França – 1-2 / 1-5
França – Bulgária – 3-0 / 0-1
Finlândia – Bulgária – 0-2 / 1-3
1º França, 6; 1º Bulgária, 6; 3º Finlândia, 0
Desempate: Bulgária – França – 1-0
Grupo 3
I. Norte – RFA – 3-4 / 1-2
Grécia – RFA – 0-3 / 1-2
Grécia – I. Norte – 2-1 / 0-2
1º RFA, 8; 2º I. Norte, 2; 3º Grécia, 2
Grupo 4
Hungria – RDA – 2-0 / 3-2
Holanda – Hungria – 0-3 / 3-3
RDA – Holanda – 1-1
1º Hungria, 7; 2º Holanda, 2; 3º RDA, 1
Grupo 5
Noruega – Turquia – 0-1 / 1-2
URSS – Turquia – 1-0 / 2-1
URSS – Noruega – 5-2 / 3-0
1º URSS, 8; 2º Turquia, 4; 3º Noruega, 0
Grupo 6
Luxemburgo – Inglaterra – 0-9 / 1-4
Portugal – Luxemburgo – 6-0 / 2-4
Portugal – Inglaterra – 1-1 / 0-2
1º Inglaterra, 7; 2º Portugal, 3; 3º Luxemburgo, 2
Grupo 8
Escócia – Irlanda – 4-1 / 3-0
Checoslováquia – Escócia – 4-0 / 2-3
Irlanda – Checoslováquia – 1-3 / 1-7
1º Checoslováquia, 6; 2º Escócia, 6; 3º Irlanda, 0
Desempate: Checoslováquia – Escócia – 4-2
Grupo 9
P. Gales – Espanha – 1-2 / 1-1
Grupo 10
Jugoslávia – Polónia – 2-1 / 1-1
Israel – Itália – 2-4 / 0-6
MUNDIAL 2006 (XXXII) – 1962
A Fase Final da VII edição do Campeonato do Mundo de Futebol disputou-se novamente na América do Sul, no Chile – iniciando-se então um regime de alternância entre o continente americano e a Europa, que vigoraria até à última edição, disputada em 2002 na Ásia (Japão e Coreia do Sul).
Esta edição da prova contava à partida com 56 países inscritos, dos quais apenas 49 disputariam a fase de qualificação (para apuramento dos 14 países que se reuniriam ao Campeão, Brasil, e ao Chile).
Portugal seria mais uma vez eliminado, num Grupo vencido pela Inglaterra, com um resultado de pouca “honra”, derrotado por 2-4 com o Luxemburgo, coincidindo com a estreia de Eusébio na selecção.
Os finalistas e organizadores da prova de 1958 (Suécia) seriam eliminados, num jogo de desempate, pela Suíça. Também a França, 3º em 1958, não conseguiu impor-se à Bulgária… que a eliminaria novamente, 32 anos depois.
RFA, Hungria, URSS, Checolsováquia, Inglaterra, Itália, Espanha e Jugoslávia garantiram com alguma naturalidade o apuramento.
A prova ficou também marcada pela estreia de alguns países africanos, nomeadamente a Etiópia, Ghana, Marrocos, Nigéria e Tunísia; por seu lado, o Egipto e a Síria disputaram a fase de qualificação de forma unificada, sob o nome de República Árabe Unida.
MUNDIAL 2006 (XXXI) – 1958

O Brasil conquistava finalmente a sua primeira Taça Jules Rimet, iniciando o percurso para o Penta-Campeonato Mundial, que concretizaria em 2002
MUNDIAL 206 (XXX) – 1958
Grupo 1
I. Norte – Checoslováquia – 1-0
Argentina – RFA – 1-3
RFA – Checoslováquia – 2-2
Argentina – I. Norte – 3-1
Checoslováquia – Argentina – 6-1
RFA – I. Norte – 2-2
Desempate: I. Norte – Checoslováquia – 2-1
1º RFA, 4; 2º I. Norte, 3; 3º Checoslováquia, 3; 4º Argentina, 2
Grupo 2
Jugoslávia – Escócia – 1-1
França – Paraguai – 7-3
Paraguai – Escócia – 3-2
Jugoslávia – França – 3-2
Paraguai – Jugoslávia – 3-3
França – Escócia – 2-1
1º França, 4; 2º Jugoslávia, 4; 3º Paraguai, 3; 4º Escócia, 1
Grupo 3
Hungria – P. Gales – 1-1
Suécia – México – 3-0
México – P. Gales – 1-1
Suécia – Hungria – 2-1
Hungria – México – 4-0
Suécia – P. Gales – 0-0
Desempate: P. Gales – Hungria – 2-1
1º Suécia, 5; 2º P. Gales, 3; 3º Hungria, 3; 4º México, 1
Grupo 4
Brasil – Áustria – 3-0
URSS – Inglaterra – 2-2
URSS – Áustria – 2-0
Brasil – Inglaterra – 0-0
Brasil – URSS – 2-0
Inglaterra – Áustria – 2-2
Desempate: URSS – Inglaterra – 1-0
1º Brasil, 5; 2º URSS, 3; 3º Inglaterra, 3; 4º Áustria, 1
1/4 Final
RFA – Jugoslávia – 1-0
Brasil – P. Gales – 1-0
Suécia – URSS – 2-0
França – I. Norte – 4-0
1/2 Finais
Suécia – RFA – 3-1
Brasil – França – 5-2
3º / 4º
França – RFA – 6-3
Final
Brasil – Suécia – 5-2
Campeão do Mundo – BRASIL
Vice-Campeão do Mundo – Suécia
3º França
4º RFA
MUNDIAL 2006 (XXIX) – 1958
Em 1958, na Suécia, nascia o mito Pelé, então com 17 anos, que viria a ser consagrado como o melhor futebolista de todos os tempos.
Não obstante, o melhor marcador da prova seria o francês Just Fontaine, com 13 golos, um record virtualmente imbatível. Pelé quedar-se-ia então pelos 6 golos, vindo a totalizar 12 golos nas suas 4 presenças em Fases Finais de Mundiais (até 1970). O melhor marcador de sempre em Mundiais é contudo o alemão Gerd Müller, com 14 golos (em 1970 e 1974).
A França, com 23 golos, fixava também um record em Fases Finais do Mundial; não resistiria ao poderio do Brasil… e de Pelé, perdendo por 5-2. Redimir-se-ia, no jogo de disputa do 3º e 4º lugar, goleando a RFA por 6-3.
Para além de ser o primeiro Campeonato do Mundo com tansmissão televisiva para todo o mundo, esta prova fica marcada também – depois das anteriores 5 edições – pelo primeiro jogo sem golos numa Fase Final do Mundial, o 0-0 entre o Brasil e a Inglaterra.
Numa final com o país da casa (Suécia, que eliminara o Campeão do Mundo em título, RFA), com uma clara vitória por 5-2, o Brasil conquistava finalmente o seu primeiro Campeonato do Mundo, depois da desilusão de 1950. Mário Zagallo iniciava o seu percurso de vitória; estaria ligado aos 4 primeiros títulos mundiais do Brasil: em 1958 e 1962 como jogador, em 1970 como treinador e em 1994 como treinador adjunto.
MUNDIAL 2006 (XXVIII) – 1958
Grupo 1
Irlanda – Dinamarca – 2-1 / 2-0
Inglaterra – Dinamarca – 5-2 / 4-1
Inglaterra – Irlanda – 5-1 / 1-1
1º Inglaterra, 7; 2º Irlanda, 5; 3º Dinamarca, 0
Grupo 2
França – Bélgica – 6-3 / 0-0
França – Islândia – 8-0 / 5-1
Bélgica – Islândia – 8-3 / 5-2
1º França, 7; 2º Bélgica, 5; 3º Islândia, 0
Grupo 3
Noruega – Bulgária – 1-2 / 0-7
Noruega – Hungria – 2-1 / 0-5
Hungria – Bulgária – 4-1 / 2-1
1º Hungria, 6; 2º Bulgária, 4; 3º Noruega, 2
Grupo 4
P. Gales – Checoslováquia – 1-0 / 0-2
RDA – P. Gales – 2-1 / 1-4
Checoslováquia – RDA – 3-1 / 4-1
1º Checoslováquia, 6; 2º P. Gales, 4; 3º RDA, 2
Grupo 5
Áustria – Luxemburgo – 7-0 / 3-0
Holanda – Luxemburgo – 4-1 / 5-2
Áustria – Holanda – 3-2 / 1-1
1º Áustria, 7; 2º Holanda, 5; Luxemburgo, 0
Grupo 6
URSS – Polónia – 3-0 / 1-2
Finlândia – Polónia – 1-3 / 0-4
URSS – Finlândia – 2-1 / 10-0
1º URSS, 6; 1º Polónia, 6; 3º Finlândia, 0
Desempate: URSS – Polónia – 2-0
Grupo 7
Grécia – Jugoslávia – 0-0 / 1-4
Grécia – Roménia – 1-2 / 0-3
Roménia – Jugoslávia – 1-1 / 0-2
1º Jugoslávia, 6; 2º Roménia, 5; 3º Grécia, 1
Grupo 8
Portugal – I. Norte – 1-1 / 0-3
Itália – I. Norte – 1-0 / 1-2
Portugal – Itália – 3-0 / 0-3
1º I. Norte, 5; 2º Itália, 4; 3º Portugal, 3
Grupo 9
Espanha – Suíça – 2-2 / 4-1
Escócia – Espanha – 4-2 / 1-4
Suíça – Escócia – 1-2 / 2-3
1º Escócia, 6; 2º Espanha, 5; 3º Suíça, 1



