Posts filed under ‘Media e Comunicação’
A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (XIII)
1978 é também o ano de estreia de “Uma Casa na Pradaria” e de “Os Cinco“.
E, noutro segmento, do humor do “Planeta dos Homens“, revelando em Portugal a grande estrela Jô Soares.
Em Outubro, é conferida autonomia total ao “2º canal”, que passava a competir directamente com o “1º canal”, tendo ficado famoso o telejornal do 2º programa, caracterizado por um elevado nível de qualidade, com a apresentação de António Santos ou Joaquim Furtado, entre outros.
A 16 de Dezembro de 1978, desde as 10 horas da manhã (e até às 3 horas da madrugada do dia seguinte), a RTP apresenta uma emissão contínua especial, dedicada à “Operação Pirâmide”, numa ideia de Raul Solnado e Fialho Gouveia, com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa, visando apelar à solidariedade dos portugueses. O resultado excederia as mais optimistas expectativas.
No ano de 1979, a RTP produz a sua primeira longa-metragem, “Bárbara”, de Alfredo Tropa.
É também o ano da transferência de serviços para as novas instalações, na Av. 5 de Outubro, em Lisboa.
A 1 de Junho, o Governo autoriza as emissões de televisão a cores, a inaugurar em Março de 1980 (em termos de emissões regulares), sendo, pouco depois, definida a opção pelo sistema PAL (em detrimento do SECAM).
Na “rentrée” de 1979, a RTP alarga a sua equipa de locutores, na sequência de concurso público, surgindo novas caras da televisão: Judite de Sousa, Diana Andringa, Manuela Moura Guedes, Isabel Bahía, Helena Ramos e Fátima Medina, entre outros nomes.
Por imposição da Eurovisão, a edição dos Jogos Sem Fronteiras realizada em Cascais a 5 de Setembro de 1979, com apresentação de Fialho Gouveia e Eládio Clímaco, marcaria efectivamente o primeiro programa transmitido a cores.
1979 é ainda o ano que assinala o início da transmissão regular de jogos de futebol do Campeonato Nacional da I Divisão.
A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (XII)
No dia 25 de Abril de 1976, data das primeiras eleições Legislativas, para constituição da Assembleia da República, a RTP apresenta as primeiras emissões experimentais a cores.
Em Outubro de 1976, durante todo o mês, o “2º canal” está inoperacional, em reestruturação.
Por estes anos, a televisão emite uma série juvenil que ficaria na memória da minha geração: “Os Pequenos Vagabundos” (“Les Galapiats“). A par de outros enormes sucessos que, ainda hoje, todos recordamos: Sandokan, Miguel Strogoff, e… Espaço 1999!
E, também, séries infantis que deixariam uma marca vincada: Wickie, o Viking; Heidi; Abelha Maia (em 1978); ou Abre-te Sésamo. Assim como o “Fungagá da Bicharada”, com Júlio Isidro e José Barata Moura (futuro Reitor da Universidade de Lisboa).
No 2º canal, Lauro António apresentava o “Cinemateca”, programa sobre cinema.
Em 1977, comemorando os 20 anos da televisão em Portugal, chegam a Portugal as primeiras telenovelas brasileiras, com “Gabriela, Cravo e Canela“; viriam a revolucionar o panorama televisivo português.
Por esta altura, iniciava-se também um programa que marcaria um período, o concurso “A Visita da Cornélia”, apresentado por Raul Solnado, onde despontariam novas figuras da cultura e do espectáculo em Portugal.
É também o ano da chegada a Portugal dos “Marretas” (“The Muppet Show”, com os famosos Sapo Cocas e a Miss Piggy, para além dos “Velhos” Statler e Waldorf).
O dia 18 de Dezembro de 1977 regista a primeira transmissão via satélite para os Açores.
Já no ano de 1978, a “Escrava Isaura” – novela transmitida à hora de almoço – sucede a “Gabriela”, tornando-se também num retumbante êxito de audiências. À noite, a aposta era em “O Casarão“, uma novela em jeito de saga familiar, cuja narrativa abarcava um vasto período de tempo, recorrendo à técnica do “flash-back”, que confundiria alguns dos espectadores.
DEMISSÃO DA DIRECÇÃO DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Não será fácil a substituição de António José Teixeira, João Morgado Fernandes, Eduardo Dâmaso e Helena Garrido.
Como não será fácil revitalizar o projecto “DN”, particularmente na vertente de “crescimento das vendas”.
A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (XI)
Herman José que, à época do 25 de Abril, era então um talento emergente (de apenas 20 anos), começando por fazer dupla com o já consagrado Nicolau Breyner, como “Senhor Feliz e Senhor Contente”, em “Nicolau no País das Maravilhas”, programa emitido em 1975: “Diga à gente, diga à gente, como vai este país…”.
Ano em que o Festival da Canção teria como vencedor um militar, Duarte Mendes, com a canção “Madrugada“.
A 11 de Março, a televisão “participa” na história, por intermédio de Adelino Gomes, fazendo a cobertura em directo, a partir do RALIS (à entrada de Lisboa) do conflito entre facções militares, num episódio de quase “tragicomédia” que, por pouco, não assumiu proporções desastrosas.
Exactamente um ano depois do “Golpe de Estado” de 1974, realizavam-se em Portugal – após cerca de 5 décadas – as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte.
A RTP transmitia, pela primeira vez, os “Jogos Sem Fronteiras“, programa que marcaria a história da televisão na Europa.
Também nesse ano, a 10 de Agosto de 1975, iniciavam-se as transmissões da RTP Açores, com emissão do Centro Regional dos Açores, a partir do estúdio instalado em Ponta Delgada.
A 6 de Novembro de 1975, o mais famoso debate da televisão portuguesa, opondo Mário Soares a Álvaro Cunhal, que aí celebrizaria a expressão “Olhe que não, olhe que não…“.
A fechar o “ano quente” de 1975, a 2 de Dezembro, a RTP transformava-se em empresa pública.
A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (X)
A partir desse dia (25 de Abril de 1974) opera-se uma alteração radical na História de Portugal, estabelecendo um marco divisório do tempo.
Três dias depois, a 28 de Abril, Luís Filipe Costa e Maria Margarida transmitiam um “TV7” especial, com imagens da libertação dos presos políticos de Caxias.
Passando por outra “data histórica”, o 1º de Maio de 1974, com a televisão a assegurar uma vasta cobertura das manifestações em todo o país.
Esse ano regista o surgimento de programas como “Escrever é Lutar” (com Fernando Assis Pacheco e José Carlos Vasconcelos) ou “A Política é de Todos”, a par do “Teledomingo”, um sucesso conduzido por Joaquim Letria.
Nessa época, Vasco Granja iniciava a apresentação do clássico “Cinema de Animação” (cerca de 1 000 emissões, ao longo de 16 anos), em que combinava desenhos animados de origem americana (com grande incidência no Canadá, em particular, filmes de Norman McLaren) e de países ocidentais, com os provenientes do bloco do leste da Europa (nomeadamente da Checoslováquia e da Bulgária), de sistema político de ideologia comunista.
Mas, a nível da televisão, nem tudo correria da melhor forma, com algumas “convulsões” de natureza política: a 25 de Maio de 1974, no âmbito do “Processo Revolucionário Em Curso”, a RTP via a sua concessão suspensa, passando o serviço de Radiotelevisão a ser gerido pelo Governo, por via de Administradores designados pelo Estado; alguns dos melhores profissionais seriam compelidos a afastar-se.
Por outro lado, o famoso “lápis azul” da censura – que, de forma tão vincada, condicionara a liberdade de expressão – teria ainda alguns resquícios no “pós-25 de Abril”, por exemplo, com a suspensão da transmissão das cerimónias do 10 de Junho de 1974, quando o grupo de teatro “A Comuna” caricaturava as principais figuras do antigo regime. Anos mais tarde (em 1987), seria Herman José a sentir na pele a acção censória, com o seu programa “Humor de Perdição” a ser suspenso devido a polémicas “entrevistas históricas”.
VÍDEOS
Oportunidade para recuperar, uma vez mais, a relação completa dos vídeos que por aqui foram passando (via You Tube), a partir de agora “segmentados” por área temática:
Filmes
– Al Gore – An Inconvenient Truth
– Casablanca
– Morocco (1930)
– Gold Diggers of 1933
Futebol
Música
– Luar na Lubre – Tu Gitana
– Elvis Costello – She
– Carla Bruni – Quelqu’un m’a dit
– U2 – New Year’s Day
– Damien Rice – Blower’s Daughter
– Israel Kamakawiwo’ole – Somewhere Over The Rainbow
– Coldplay – The Hardest Part
– Pink Floyd – Wish You Were Here
– Madonna – Jump
– Rui Veloso – Porto Sentido
– Queen – Bohemian Rhapsody
– Travis – Side
– U2 – Sometimes You Can’t Make It On Your Own
– Queen – The Show Must Go On
– Queen – We are the champions
– Annie Lennox – Why
Outros
A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (IX)
A partir de 1 de Outubro de 1970, o “2º canal” começa a ser também transmitido pelo Centro Emissor do Porto; em Abril de 1971, o Centro Emissor da Lousã passava a transmitir para o Centro do País.
Depois de 6 anos como responsável pela transmissão da Missa na televisão, o Padre António Ribeiro assumia, no ano de 1971, o cargo de Cardeal Patriarca de Lisboa.
Também em 1971, “A Família Forsyte” marcaria uma época da televisão, com o início das sagas familiares. E, ainda nesse ano, José Hermano Saraiva iniciava-se na televisão, com o programa “O Tempo e a Alma”, que viria a constituir um grande êxito.
Na sequência de um concurso para locutores, a televisão mostrava – a partir de Fevereiro de 1972 – “caras novas”, de que foram exemplo: Maria Elisa, Eládio Clímaco, Fernando Balsinha, Raul Durão ou Ana Zanatti.
A 25 de Abril desse mesmo ano, a RTP participava no primeiro Festival OTI da Canção, representado por Tonicha, com “Glória, Glória, Aleluia”.
A 6 de Agosto de 1972 eram inauguradas as emissões para a Região Autónoma da Madeira, a partir dos estúdios do Centro Regional da Madeira no Funchal.
O ano de 1972 fica ainda assinalado pelo programa “Histórias da Música”, da autoria e apresentado, produzido e realizado pelo Maestro António Vitorino de Almeida, que se estreava também na televisão.
Em 1973, o programa “Domingo à Noite” vence a votação do melhor programa promovida pela revista “Tele-Semana”. Ao mesmo tempo, Artur Agostinho e Maria Elisa apresentavam “O Tempo em Que Você Nasceu”, com entrevistas a personalidades públicas e um flashback à “actualidade” do respectivo ano de nascimento.
Na madrugada de 25 de Abril de 1974, pelas 3 horas, as tropas do MFA – Movimento das Forças Armadas ocupavam os estúdios da RTP no Lumiar, ficando a televisão sob controlo do “movimento dos capitães“.
"PÚBLICO"
O “Público” disponibiliza online a sua edição de hoje, assinalando a renovação do jornal, em particular com um novo grafismo.
PROJECÇÕES ÀS 20H00: "SIM"
RTP
SIM – 57 a 61 %
NÃO – 39 a 43 %
Abstenção – 56 % a 60 %
SIC
SIM – 58,0 a 61,8 %
NÃO – 38,2 a 42,0 %
Abstenção – 54,6 % a 57,4 %
TVI
SIM – 57,6 a 62,6 %
NÃO – 37,8 a 42,4 %
Perante o peso relativo da abstenção, reformulo a questão que aqui tinha expresso na Sexta-feira: “Porquê então este referendo?”
"NOVO PÚBLICO" / "PÁGINA1" (RR)
A partir do próximo dia 12 de Fevereiro, o Público “reinventa-se”, com um grafismo substancialmente remodelado e com nova paginação. (via Atrium)
Outra novidade será apresentada pela Rádio Renascença até final do mês, com o lançamento de uma publicação em papel – “página1”, em formato “PDF”, que poderá ser descarregada via Internet, diariamente, com actualizações às 12 horas e às 17 horas. (via Jornalismo e Comunicação)



