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"LA HISPANIOLA" (I)
Em 1492, Cristóvão Colombo alcançou a ilha de “La Hispaniola”, na qual viria a ser fundada, por seu irmão Bartolomeu Colombo, em 1496, a primeira cidade da América: Santo Domingo (na qual foi construída, a partir de 1523, também a primeira Catedral do continente americano).
Explorada de modo quase anárquico pelos espanhóis, praticando uma agricultura de plantações baseada no trabalho forçado, a ilha viria então a ficar praticamente despovoada.
No século XVII, os franceses instalaram-se na parte ocidental (Haiti), convertendo-se a ilha (em 1682) em duas colónias, dominadas por Espanha e França.
A parte oriental, de língua e cultura espanholas, assistiu, no século XVIII, à valorização da cana-de-açúcar, mas o tráfico de escravos negros provocou revoltas (assim como no Haiti, onde se desencadeou a primeira revolução da América Latina, em 1809, expulsando os franceses).
Em 1821-22, foi declarada a independência (“efémera”) da República Dominicana.
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TIMOR-LESTE
A primeira nação do século XXI atravessa naturais dificuldades, associadas ao início de uma longa .caminhada., no sentido da criação das infra-estruturas mínimas.
O Prémio Nobel e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramos Horta, faz o diagnóstico da situação, apontando os pontos positivos e os aspectos a melhorar no desenvolvimento do seu país.
Do lado dos pontos positivos, destaque para a melhoria dos indicadores de saúde, a fixação das fronteiras marítimas e o avanço do processo de preparação da exploração de petróleo.
Nos aspectos a melhorar, salienta-se a ineficácia do sistema judicial (uma prioridade), para além da falta de um quadro legal relativamente ao investimento estrangeiro e às sociedades, do Código Comercial e lacunas a nível das leis laborais.
Para conhecer melhor a situação actual deste país, remeto para um bom .blogue., mantido por Paulo Gorjão.
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (VII)
Por fim, no que respeita aos factores .Desempenho económico. / .Difusão tecnológica., destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, .PIB em biliões de USD.; .PIB per capita em USD.; .% Crescimento anual do PIB 1990-2001.; .Taxa de inflação média anual 1990-2001.; .Telefones por 1 000 habitantes.; .Telemóveis por 1 000 habitantes.; .Utilizadores de Internet por 1 000 habitantes.:
– Noruega: 166 / 36 815 / 2,9 / 2,2 / 732 / 815 / 464
– Islândia: 7,7 / 27 312 / 2,1 / 2,9 / 664 / 865 / 599
– Suécia: 210 / 23 591 / 1,7 / 1,8 / 739 / 790 / 516
– Austrália: 369 / 19 019 / 2,7 / 2,2 / 541 / 574 / 371
– Holanda: 380 / 23 701 / 2,3 / 2,4 / 621 / 767 / 491
– Bélgica: 230 / 22 323 / 1,9 / 1,9 / 498 / 747 / 310
– EUA: 10 065 / 35 277 / 2,1 / 2,7 / 667 / 451 / 502
– Canadá: 695 / 22 343 / 2,1 / 1,7 / 676 / 362 / 467
– Japão: 4 141 / 32 601 / 1,0 / 0,6 / 586 / 588 / 384
– Suíça: 247 / 34 171 / 0,3 / 1,5 / 732 / 728 / 307
.
– Portugal: 110 / 10 954 / 2,6 / 4,3 / 425 / 774 / 282
Relativamente aos aspectos económicos, Portugal terá ainda que recuperar de forma significativa, particularmente o valor de PIB per capita, assim como necessita conseguir a redução da taxa média de inflação.
Destaque para o número de telemóveis por 1 000 habitantes (uma particularidade portuguesa, que terá provocado inclusivamente a redução do número de telefones fixos), .competindo. ao nível dos maiores utilizadores mundiais (nomeadamente os países nórdicos: Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia; para além de Áustria, Itália, Israel e Hong Kong, também acima de 800, com o .recordista mundial. a ser o Luxemburgo, com 920).
Finalmente, a nível de utilizadores de Internet, haverá ainda um longo caminho a percorrer para uma aproximação aos países do topo mundial.
Termina hoje a apresentação dos principais indicadores integrantes do Relatório da ONU sobre o .Índice de Desenvolvimento Humano..
Em síntese, aqui foram destacados, nos últimos 7 dias, os países com melhor desempenho nos aspectos mais relevantes dessa classificação, assim como os correspondentes dados comparativos referentes a Portugal.
Muito mais haveria concerteza a dizer (nomeadamente sobre os países .menos ricos., para usar um eufemismo), mas tal seria uma tarefa árdua e que iria inevitavelmente tornar a leitura cansativa e fastidiosa. Farei portanto, tal como no primeiro dia, nova remissão para o relatório emitido pela ONU.
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (VI)
Relativamente a outro dos factores determinantes nesta classificação . .Gastos Públicos com Educação. / .Literacia.. destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, .Gastos Públicos com Educação (% do PIB); .Taxa de literacia de adultos.; .Taxa de literacia população entre 15 e 24 anos.; .Ratio de estudantes no ensino secundário.:
– Noruega: 6,8 / 100 / 100 / 95
– Islândia: n.d. / 100 / 100 / 83
– Suécia: 7,8 / 100 / 100 / 96
– Austrália: 4,7 / 100 / 100 / 90
– Holanda: 4,8 / 100 / 100 / 90
– Bélgica: 5,9 / 100 / 100 / n.d.
– EUA: 4,8 / 100 / 100 / 88
– Canadá: 5,5 / 100 / 100 / 98
– Japão: 3,5 / 100 / 100 / 100
– Suíça: 5,5 / 100 / 100 / 88
.
– Portugal: 5,8 / 92,5 / 99,8 / 85
Realce positivo para a recuperação que Portugal tem conseguido ao nível da taxa de literacia, que se espera esteja a caminho dos 100 %. A percentagem de estudantes no ensino secundário (incidindo sobre a totalidade da população em idade de frequentar esse grau de escolaridade) será um dos aspectos ainda a melhorar.
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (V)
Em relação a outro dos factores determinantes na classificação em análise . .Crises e Desafios de Saúde. / .Sobrevivência. . destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, .% de adultos infectados pelo vírus da SIDA.; .Casos de Tuberculose por 100 000 habitantes.; .Consumo de cigarros por adulto (média anual).; .Esperança de vida à nascença.; .Taxa de mortalidade infantil (por 1 000).; .Taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos (por mil).:
– Noruega: 0,08 / 3 / 739 / 78,9 / 4 / 4
– Islândia: 0,15 / 2 / 2 013 / 79,8 / 3 / 4
– Suécia: 0,08 / 2 / 1 085 / 80,1 / 3 / 3
– Austrália: 0,07 / 4 / 1 708 / 79,2 / 6 / 6
– Holanda: 0,21 / 3 / 2 775 / 78,3 / 5 / 6
– Bélgica: 0,16 / 6 / 1 830 / 78,8 / 5 / 6
– EUA: 0,61 / 2 / 2 092 / 77,1 / 7 / 8
– Canadá: 0,31 / 3 / 1 820 / 79,3 / 5 / 7
– Japão: 0,10 / 21 / 2 950 / 81,6 / 3 / 5
– Suíça: 0,50 / 5 / 2 880 / 79,1 / 5 / 6
.
– Portugal: 0,52 / 17 / 2 036 / 76,2 / 5 / 6
Nestes indicadores, merecem particular referência os valores apresentados pela Noruega e Suécia.
Portugal regista aqui importantes desafios, nomeadamente na luta contra os casos de SIDA e Tuberculose.
Realce para os relativamente bons indicadores registados por Portugal no critério .Sobrevivência. (à excepção da esperança média de vida . indicador em que o Japão e a Suécia são os únicos países do mundo acima dos 80 anos).
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S. TOMÉ E PRÍNCIPE
Numa primeira apreciação, será de saudar o regresso ao país do presidente de S. Tomé, Fradique de Menezes – ontem à noite, após o estabelecimento de um acordo com os militares que haviam despoletado um golpe de estado na passada semana – no sentido em que, conforme se deseja, tal signifique o “regresso a uma situação de direito”.
O “memorando de entendimento” prevê um novo governo para o país e a realização de um fórum entre os partidos políticos sobre a situação em São Tomé.
É de desejar que a “descoberta de petróleo” no país signifique mais prosperidade para toda a população e não a motivação para querelas que não contribuam para o desenvolvimento e progresso do país.
Poderemos ter essa esperança?
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (IV)
No que respeita a um dos factores determinantes desta classificação . .Acesso a serviços de saúde e recursos. . destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; .Gastos Públicos com Saúde (% PIB).; .Gastos Privados com Saúde (% PIB).; .Gastos com Saúde per capita (USD).:
– Noruega: 413 / 6,5 / 1,1 / 2 769
– Islândia: 326 / 7,6 / 1,4 / 2 642
– Suécia: 311 / 6,2 / 1,8 / 2 108
– Austrália: 260 / 6,0 / 2,3 / 2 213
– Holanda: 251 / 5,5 / 2,6 / 2 216
– Bélgica: 395 / 6,2 / 2,5 / 2 306
– EUA: 276 / 5,8 / 7,3 / 4 499
– Canadá: 186 / 6,5 / 2,5 / 2 534
– Japão: 197 / 5,9 / 1,8 / 2 009
– Suíça: 336 / 6,0 / 4,7 / 3 161
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– Portugal: 312 / 5,8 / 2,4 / 1 397
Destaque para o número de médicos por cada 100 000 habitantes na Noruega (indicador em que Portugal apresenta, talvez um pouco surpreendentemente, a 11ª posição mundial), numa classificação liderada pela Itália, com um rácio de 567.
A nível de Gastos Públicos com Saúde, o primeiro lugar de entre os 10 países mais desenvolvidos pertence à Islândia; não obstante, Israel e a Alemanha ultrapassam os 8 % do PIB.
Relativamente aos Gastos Privados com Saúde, os EUA e a Suíça ocupam posições muito destacadas, relativamente aos restantes países. O .recordista mundial. é, contudo, o Líbano, com 8,5 % do PIB (não devendo esquecer-se que se trata de uma medida da relação entre os gastos e a .riqueza. produzida pelo país).
Em termos de Gastos com Saúde per capita, Portugal ocupa a 24ª posição, aproximada ao seu nível na tabela geral.
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (III)
Ao longo dos anos, os países mais bem posicionados no .Índice de Desenvolvimento Humano. apresentaram a seguinte tendência de evolução (nos estudos relativos, respectivamente, aos anos de 1975; 1980; 1985; 1990; 1995; 2001):
– Noruega: 8º / 6º / 7º / 7º / 4º / 1º (94,4)
– Islândia: 6º / 1º (88,4) / 3º / 2º / 9º / 2º
– Suécia: 7º / 9º / 9º / 10º / 5º / 3º
– Austrália: 12º / 11º / 11º / 14º / 2º / 4º
– Holanda: 5º / 7º / 5º / 5º / 3º / 5º
– Bélgica: 13º / 13º / 13º / 12º / 6º / 6º
– EUA: 4º / 3º / 2º / 3º / 7º / 7º
– Canadá: 3º / 4º / 1º (90,4) / 1º (92,4) / 1º (92,9) / 8º
– Japão: 9º / 8º / 6º / 4º / 8º / 9º
– Suíça: 1º (87,2) / 2º / 4º / 6º / 12º / 10º
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– Portugal: 24º (78,5) / 27º (79,9) / 25º (82,1) / 26º (84,7) / 23º (87,6) / 23º (89,6)
A posição relativa de Portugal tem apresentado portanto ligeiras flutuações, tendo sido possível recuperar 4 lugares entre 1980 e 1995, conseguindo-se manter a posição em 2001.
O Canadá, que fora o líder mundial entre 1985 e 1995 regista uma .forte queda., para a 8ª posição. A Suíça teve também uma evolução menos favorável, tendo perdido os primeiros lugares.
Inversamente, a Noruega, para além da Austrália, Bélgica e Suécia, foram os países com melhores evoluções no período em análise.
Têm conseguido manter posições de relevo, de uma forma estável e permanente, a Islândia e a Holanda.
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (II)
Numa primeira análise à tabela geral, constata-se que os países de mais elevado índice de desenvolvimento humano são os países nórdicos (Noruega, Islândia e Suécia. a Dinamarca e a Finlândia ocupam, respectivamente, a 11ª e 14ª posições).
Em termos gerais, os 15 países membros da União Europeia posicionam-se nos 24 primeiros lugares: Suécia em 3º; Holanda em 5º; Bélgica em 6º; depois, do 11º ao 19º, temos, respectivamente, Dinamarca, Irlanda, Reino Unido, Finlândia, Luxemburgo, Áustria, França, Alemanha e Espanha; a Itália é 21º; Portugal e Grécia .fecham o pelotão europeu., em 23º e 24º.
Nas primeiras 25 posições, as excepções à predominância europeia resumem-se a apenas seis: Austrália, EUA, Canadá, Japão, N. Zelândia (20º) e Israel (22º).
Os futuros membros da União Europeia surgem a partir do 25º lugar (Chipre . vidé post nº 4, de 29 de Junho) e, depois, Eslovénia (29º), R. Checa (32º), Malta (33º), Polónia (35º), Hungria (38º), Eslováquia (39º), Estónia (41º), Lituânia (45º) e Letónia (50º) . a propósito da próxima adesão (daqui a menos de 1 ano) destes países, tenciono escrever alguns textos tendo por objectivo dar a conhecer um pouco da sua realidade actual.
Os países de expressão oficial portuguesa (o estudo, reportado a 2001, não inclui ainda Timor Lorosae) posicionam-se da seguinte forma: Brasil (65º); Cabo Verde (103º); S. Tomé e Príncipe (122º – espero poder escrever algo de positivo nos próximos dias sobre o desfecho da situação conturbada pelo que o país passa nestes dias, até na sequência do protagonismo assumido na obra de Miguel Sousa Tavares, “EQUADOR”, que foi o primeiro tema deste “blogue”); Angola (164º); Guiné-Bissau (166º) e Moçambique (170º).
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HUMAN DEVELOPMENT INDEX (I)
A ONU publicou recentemente o seu último relatório do “Índice de Desenvolvimento Humano“, em que são analisados, para um “universo” de 175 países, um vasto conjunto de indicadores de desenvolvimento humano.
Ao longo desta semana, proponho-me apresentar – tendo presente o objectivo genérico deste “blogue” – numa série de sete pequenos “artigos”, um resumo dos principais aspectos desse relatório. Um modesto contributo para que se possa discutir as suas conclusões com um maior conhecimento de causa.
E, começando pelo princípio, pelo imediato, “a classificação” mundial surge assim ordenada:
1. Noruega . 94,4
2. Islândia . 94,2
3. Suécia . 94,1
4. Austrália . 93,9
5. Holanda . 93,8
6. Bélgica . 93,7
7. EUA . 93,7
8. Canadá . 93,7
9. Japão . 93,2
10. Suíça . 93,2
.
23. Portugal . 89,6
.
55. México . 80,0
56. Antígua e Barbuda . 79,8
.
141. Togo . 50,1
142. Camarões . 49,9
.
175. Serra Leoa . 27,5
Os países classificados até à 55ª posição, são considerados de “Elevado Desenvolvimento Humano”; os posicionados até ao 141º lugar, são apresentados como de “Médio Desenvolvimento Humano”; os restantes 34 países são indicados como de “Reduzido Desenvolvimento Humano”.
Numa perspectiva positiva, a posição de Portugal não pode, obviamente, deixar de nos fazer sentir alguma satisfação (é preciso ter presente a noção da nossa dimensão, da nossa evolução histórica, do nosso passado mais ou menos recente), mas, ao mesmo tempo, não poderá deixar de constituir um desafio para que seja possível superar as dificuldades e os aspectos ainda a melhorar.
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