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PORTUGAL E O IRAQUE

Who . Ramiro Lopes da Silva;

What . Designado para a chefia da missão das Nações Unidas;

Where . No Iraque;

Why . Em substituição (ainda que interinamente) de Sérgio Vieira de Mello;

When . Ontem;

How . Por nomeação do Secretário-Geral, Kofi Annan.

Tendo por objectivo reforçar a segurança, sem que a ONU perca a sua identidade própria . visando assumir, de alguma forma, a condução do processo de pacificação no terreno.

É claro que é uma grande responsabilidade, um enorme desafio, mas simultaneamente uma honra extensiva a Portugal.

Creio que desejaremos todos que a sua missão (e, em termos gerais, a da ONU) possa vir a tornar-se mais efectiva e contribuir decisivamente para a resolução dos graves problemas que se colocam hoje no Iraque.

A propósito, Portugal poderá vir a ter um outro participante no desenho do .futuro. Iraque: José Lamego deverá integrar a equipa que irá preparar a redacção da próxima Constituição do país.

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24 Agosto, 2003 at 10:57 am

“LA HISPANIOLA” (V)

Em termos culturais, destaque óbvio para a música/dança, em especial o Merengue e a Salsa, assim como para a arte “taína” (pintura e cerâmica), a par das exuberantes pinturas de quentes cores tropicais, em que as palmeiras invariavelmente predominam.

As pedras nacionais são o Âmbar (resina de vegetal fossilizada), para além da “Larimar” (“turquesa dominicana”, cor azul-céu).

Decorreram entretanto em Santo Domingo, de 1 a 17 de Agosto, os XIV Jogos Panamericanos, com a presença de 45 países americanos, abrangendo um vasto leque de modalidades desportivas – um grande desafio (e instrumento de promoção) para o poder político e, em geral, para todo o país – cujas competições foram dominadas, a nível desportivo, pelos EUA, Cuba, Brasil, México e Canadá. Este é um bom exemplo de como, ainda nos dias de hoje, com a “Internet global”, podemos estar (em Portugal) completamente à margem de acontecimentos desta envergadura, de grande relevância a nível regional, de que não nos chegam qualquer tipo de ecos por via dos “media tradicionais”.

A fechar: na classificação do Índice de Desenvolvimento Humano, a R. Dominicana surge na 94ª posição, com os seguintes indicadores mais relevantes: Esperança de vida, 66,7 anos; Taxa de literacia, 84 %; PIB em biliões de USD, 7 020; pontuação no índice geral, 73,7.

P.S. Mais agradecimentos ao bloguitica nacionalbloguitica internacional.

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22 Agosto, 2003 at 5:21 pm

“LA HISPANIOLA” (IV)

Estado da América Central, localizado na parte oriental da ilha, nas Antilhas, com uma área de cerca de 48 500 km2 (face aos cerca de 28 000 km2 do vizinho Haiti), a parte ocidental da República Dominicana é constituída por uma sucessão de cadeias montanhosas; a parte oriental, mais baixa, é um conjunto de planícies e colinas.

Caracteriza-se por uma vegetação luxuriante, com chuvas tropicais praticamente diárias.

A par das belas praias como, por exemplo, Puerto Plata e Samaná (na Costa Norte – Oceano Atlântico); Punta Cana (na Costa Leste – Mar das Caraíbas); Ilha Saona e La Romana (na Costa Sul – Mar das Caraíbas), “convivem”, à beira das estradas, construções precárias, habitadas por muitos dominicanos de escassos recursos, mas que, dados os reduzidos salários, optam por não ter um emprego, sobrevivendo da agricultura e de algum comércio.

A República Dominicana parece ser também, hoje em dia, “um país à venda”, com inúmeros lotes de terreno à disposição dos investidores estrangeiros.

Não dispondo de termos de comparação com os países da região, certo é que a República Dominicana apresenta, não obstante, um grau de desenvolvimento bastante superior ao do Haiti, cuja população acaba por atravessar (legalmente ou não) as fronteiras para trabalhar no lado oriental da ilha.

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21 Agosto, 2003 at 7:49 pm 1 comentário

“VISÃO” (DO LADO DE CÁ) DO IRAQUE

“Não há justificação para o terrorismo.

A morte do representante especial da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello, é um acontecimento trágico para a humanidade.

Combater o terrorismo com acções unilaterais, aventureiras e fundadas na mentira, como a da invasão do Iraque, só gera mais terrorismo. Enfrentar terrorismo com terrorismo, como em Israel, não leva a resultados positivos.

Não há perdão para quem cometeu o atentado contra o QG da ONU… Será que algum dia se vai perceber a estratégia subjacente a este verdadeiro “tiro ao lado”? Um trágico erro ou uma acção deliberada para afastar a ONU da construção de uma solução internacional, mantendo isolados e sem “pontes” os norte-americanos?

Os EUA que entraram em Bagdad sem mandato da ONU não sabem como sair de lá. …”.

Carlos Cáceres Monteiro, “Visão” (21.08.03)

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21 Agosto, 2003 at 4:19 pm

VISÃO (A PARTIR) DO IRAQUE

Porque a blogosfera é universal, de vez em quando vamos descobrindo novas páginas, com novas perspectivas que, no caso, se revelam essenciais para a compreensão do que está a acontecer.

Este é um “blogue” escrito por uma iraquiana, de 24 anos, que diz sobre si própria: “I survived the war. That’s all you need to know. It’s all that matters these days anyway”.
Chama-se Baghdad burning e escreveu ontem:

“Sergio de Mello’s death is catastrophic. We are all a little bit dazed. He was, during these last few months, the best thing that seems to have happened to Iraq. In spite of the fact that the UN was futile in stopping the war, seeing someone like de Mello gave people some sort of weak hope. It gave you the feeling that, no, the Americans couldn’t run amuck in Baghdad without the watchful of eye of the international community”.

E depois continua… (imperdível).

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21 Agosto, 2003 at 11:48 am

“LA HISPANIOLA” (III)

A população, de cerca de 8 milhões de habitantes (dos quais cerca de 3 milhões na capital, Santo Domingo), constituída essencialmente por mestiços, vive sobretudo da agricultura (cana-de-açúcar, café, tabaco e cacau), do turismo (povo hospitaleiro, apresentando o país bons índices de segurança) e de “Zonas Francas Industriais” (que asseguram cerca de 70 % da globalidade das exportações do país). Outro produto “típico” nacional (cuja matéria-prima é precisamente a cana-de-açúcar), sendo assegurado, a nível interno, um consumo superior a 70 % da produção, é a famosa “vitamina R” (de “Rum”), sempre presente na inevitável “Piña colada” (e, em termos gerais, em qualquer outra bebida…).

O salário mínimo na República Dominicana é de apenas 3200 pesos, equivalendo a cerca de 85 euros/mês, oscilando o salário médio entre 4000 a 7000 pesos (105 a 185 euros).

O regime é de cariz presidencialista, com um peculiar calendário pré-eleitoral; para as eleições presidenciais de Maio de 2004, apesar de ainda a 9 meses de distância, são já inúmeros os panfletos de propaganda eleitoral aos diversos candidatos (cerca de 10, com base nos cartazes expostos por todo o país), aparentando portanto um elevado espírito de missão de serviço público (com o que os cerca de 90000 pesos de remuneração mensal auferida pelo Presidente poderão ter também alguma relação?).

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20 Agosto, 2003 at 6:09 pm

ONU – IRAQUE – QUE FUTURO?

Com o cobarde ataque terrorista de hoje, a ONU, que não aprovara o início da guerra, acabou vítima de .caucionar. o pós-guerra.

Vítima da .confusão., em termos de .alvo., entre os EUA e a ONU (eventualmente vista como fonte .legitimadora. da .ocupação. norte-americana).

Quem está por trás do ataque terrorista? Quais os objectivos que visa? Finalmente, não deixa de ser uma trágica ironia que – em contraponto a um Iraque que não teria possivelmente condições de .exportar. o terrorismo no pré-guerra (contrariamente às .supostas ameaças de armas de destruição maciça. que levaram a que fosse desencadeada) -, acaba por surgir, agora que a guerra que o visava combater .havia já terminado. (declaração de G. W. Bush em 1 de Maio), na sua máxima força.

Parece ser patente que há grupos no Iraque que não têm qualquer interesse na pacificação e na normalização da vida do país.

Mas outras ilações têm de ser extraídas: a .tal guerra. que fora .muito fácil. de vencer (surpreendentemente fácil, se nos recordarmos da falta de resistência que as tropas americanas enfrentaram na sua entrada em Bagdade), transmuta-se agora numa .muito difícil. luta pela paz. Parece também evidente que os americanos não se tinham preparado devidamente para o pós-guerra, revelando um grande desconhecimento do .terreno., da língua, dos costumes, da mentalidade do povo iraquiano.

O país começou a fragmentar-se e não chegou a afirmar-se uma sólida direcção central, não se tendo conseguido evoluções relevantes no processo de transição para a devolução da soberania aos iraquianos.

Não só a missão (eminentemente de ordem humanitária) da ONU não está a atingir os seus objectivos, como não se conseguiu garantir minimamente a segurança (as .baixas., militares e civis, não pararam de aumentar, desde Maio).

Este será o desafio essencial do futuro próximo . garantir a segurança, que possa proporcionar condições para uma actuação mais efectiva.

Agora, mais .a frio., passadas algumas horas sobre os tristes acontecimentos de hoje, quero, não obstante, acreditar que este revés . que atinge pessoalmente uma das figuras mais importantes, no topo da estrutura da Organização das Nações Unidas . não venha a ter implicações mais dramáticas, ao nível do que aconteceu à sua antecessora .Sociedade das Nações. e que a ONU possa continuar a sua actividade de pacificação, conciliação e harmonização a nível mundial.

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19 Agosto, 2003 at 11:11 pm 1 comentário

NOTÍCIA CONFIRMADA (?)

Dizem as televisões: “É oficial: Sérgio Vieira de Mello morreu…”.

É uma tragédia inqualificável; um tremendo abalo no desenvolvimento do processo de paz e de reconstrução do Iraque.

Neste momento, não tenho mais palavras…

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19 Agosto, 2003 at 6:23 pm

INDIGNAÇÃO

As únicas palavras que me ocorrem face ao lamentável atentado terrorista desta tarde, nas instalações da ONU no Iraque são INDIGNAÇÃO e CONDENAÇÃO!

Isto (tal como todos os actos da mesma natureza) não poderia ter acontecido nunca; não há nada que o possa justificar!

Como é possível que o alvo deste atentado possa ter sido Sérgio Vieira de Mello? A esta hora, é ainda desconhecido o seu actual estado; resta ter a esperança de que se não confirmem algumas das notícias que começaram já a circular…

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19 Agosto, 2003 at 6:11 pm

“LA HISPANIOLA” (II)

Desde 1822, a república negra do Haiti passou a dispor do domínio sobre o conjunto da ilha, situação vigente até 1844, data em que Juan Pablo Duarte e o seu movimento “La Trinitaria” conseguiram obter a independência face ao Haiti.

Porém, em 1861, foi proclamada a anexação e nova reintegração da República Dominicana na Espanha, até que, em 1863, a “Guerra da Restauração” (cuja festa é celebrada a 16 de Agosto), dirigida por Gregório Lupéron devolveu a independência à nação.

De 1870 a 1916, o país sofreu vários golpes de Estado, acabando por cair na órbita dos EUA, a que se seguiu o regime ditatorial de Rafael Trujillo, de 1924 até 1961, data em foi deposto e assassinado.

Não obstante a aparente unidade nacional e regime democrático instituído a partir de 1966 (com eleições presidenciais a cada quatro anos), a desigualdade sócio-económica mantém-se em grande escala, praticamente inexistindo uma classe média.

P. S. Mais agradecimentos, pelas referências, ao ecosthe fleeting impulse e, pelos simpáticos comentários e “dicas”, ao innersmile (mais um “blogue” português a acompanhar de perto – aliás, é de realçar que os “blogues hospedados” no “livejournal”, que estão um pouco “à margem” do sistema “blogspot”, deverão ser mais divulgados, dado que se encontram textos – e fotos – de muita qualidade; nos próximos dias, procurarei dar mais notícias).

[157]

19 Agosto, 2003 at 5:50 pm

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