Posts filed under ‘Economia e Gestão’

Una cuestión de confianza

En fin, aprendí que una de las pocas cosas buenas que tienen las crisis es que demuestran de qué madera está hecha la gente.

Hoy, me entristece ver en España a tantas personas quejándose y lamentándose todo el día: en los medios, en la red y en la calle. Ya está bien. Dejemos de llorar.

No podremos salir de la crisis mientras sigamos siendo una sociedad quejumbrosa, ni mientras sigamos pensando que siempre la culpa de todo es de los demás.

Hay que ponerse a trabajar para cambiar nuestra suerte y abandonar de una vez el coro de los lamentos.

Los políticos, como dice un colega, hacen mal algo que nadie hace mejor que ellos. Hay que dejar que lo hagan, hay que controlarlos desde la oposición y desde los medios, y hay que cambiarlos en las elecciones, pero no podemos cifrar en ellos nuestro futuro, ni como sociedad, ni como personas.

He aprendido que la confianza (no el resentimiento, la envidia, la sospecha, ni la venganza) es lo que nos hace avanzar, lo que nos impulsa a crear, a cambiar y a innovar. La confianza es el aceite de nuestras relaciones (personales, sociales y profesionales), y es también el lubricante de los mercados.

Tenemos que recuperar la confianza y no dejarla escapar. Y tenemos que hacerlo antes de tocar fondo, ya que entonces será demasiado tarde y estará minada.

(José Luis Orihuela – eCuaderno)

31 Maio, 2012 at 8:20 pm Deixe um comentário

O ‘joker’ europeu

[…] Esse ponto é que dois anos e meio de impasses constituem a prova cabal que a crise do euro e da União Europeia decorre, mais do que do descontrolo financeiro grego, da impotência da própria governação europeia. […]

Realizaram-se 24 cimeiras desde o começo da crise, o que dá um bom filme da contumaz impotência europeia: todas elas foram, ou de conversa inconclusiva, ou de anúncio de decisões que, na maior parte dos casos, nunca passaram à prática. Como se todos soubessem o que há a fazer, mas ninguém soubesse como.

(Manuel Maria Carrilho, Diário de Notícias)

31 Maio, 2012 at 2:14 pm Deixe um comentário

A curva de Laffer

A “curva de Laffer” – modelização económica desenvolvida em particular pelo economista estado-unidense Arthur Laffer –  traduz uma representação teórica, que advoga que, com uma única excepção (ponto no qual é conseguida a maximização da receita fiscal – ponto “C”, no gráfico), existem sempre duas taxas distintas de impostos (no gráfico, representados, por exemplo, pelos pontos “A” e “B”) que resultam na arrecadação da mesma receita fiscal.

Partindo dos extremos, a receita fiscal será nula, quer a taxa de impostos seja 0% ou 100% – se a taxa for 100%, ninguém irá pretender trabalhar (ou pagar para adquirir algo)… para não receber nada em troca.

Para qualquer nível de taxa inferior à do ponto de maximização de receita, um acréscimo de taxa traduzir-se-á no aumento da receita fiscal; a partir desse ponto (que, na realidade, pode ser um intervalo…), aumentos de taxa terão um efeito contraproducente: a receita fiscal passará a reduzir-se…

Naturalmente, esta curva não será simétrica e pode ser distorcida para a direita ou para a esquerda, consoante a elasticidade da receita fiscal face às variações de taxa, sendo a busca do ponto de equilíbrio (a articular com o investimento privado) uma quimera.

Em qualquer caso, a conclusão é a de que, a partir de determinado nível de carga fiscal, o seu aumento torna-se improdutivo.

Se já estaremos na parte da direita da curva de Laffer, poderá ser ainda cedo para afirmar; o que  hoje é conhecido é que a receita fiscal apresenta uma notória tendência decrescente.

21 Março, 2012 at 7:20 pm Deixe um comentário

Kiva – empreste pequenos montantes e mude a vida de alguém para melhor

Já ouviu falar de micro-crédito? E em concreto do KIVA? Pois o KIVA cujo lema é Kiva – Loans that change lives tem larga experiência como mediador de micro-crédito um pouco em todo o mundo e conta também com vários investidores portugueses. O processo baseia-se em pequenos empréstimos (a partir de 25 dólares – cerca de 20€) que qualquer um de nós pode colocar à disposição de um dos vários projectos que são apresentados na plataforma. Se o projecto auxiliado reunir um mínimo de investimento indispensável inicia-se e, no tempo anunciado, o investimento deverá ser recuperado e devolvido a quem emprestou. No fundo, estamos perante mais um caso de social lending ou de crowdfunding. Mas, será que funciona mesmo?

A convite do blogue Economia & Finanças, escrevi um pequeno artigo sobre a minha experiência pessoal com o Kiva, desde 2010, e os 8 projectos – Tanzânia (comércio alimentar), Mali (agricultura), Filipinas (comércio de peixe), Equador (comércio), Uganda (para financiar custos com estudos), R. Dominicana (comércio de artigos de medicina natural), Peru (comércio) e Burundi (frutas e vegetais) – em que dei uma pequena colaboração, o qual pode ler aqui.

29 Fevereiro, 2012 at 6:35 pm Deixe um comentário

10 anos do fim do Escudo



















A “teoria da relatividade” aplicada ao dinheiro: no dia 28 de Fevereiro de 2002 todas estas notas foram trocadas por… 220,92 €!

O Decreto-Lei n.º 117/2001, de 17 de Abril, determinou a cessação do curso legal das notas e moedas expressas em escudos, deixando – a partir de 1 de Março de 2002 – de ter curso legal e poder liberatório, sendo consequentemente retiradas da circulação as notas denominadas em Escudos, emitidas pelo Banco de Portugal, tal como as moedas metálicas.

Para quem ainda disponha destas notas “em carteira”, podem algumas das mesmas ser ainda trocadas, no Banco de Portugal, até dia 28 de Fevereiro de 2022

Não obstante, tal apenas é aplicável aos seguintes modelos, que tinham curso legal há 10 anos, aquando do último dia de vida do Escudo:

  • 500$00, CH 13, efígie «João de Barros»;
  • 1000$00, CH 13, efígie «Pedro Álvares Cabral»;
  • 2000$00, CH 02, efígie «Bartolomeu Dias»;
  • 5000$00, CH 03, efígie «Vasco da Gama»;
  • 10000$00, CH 02, efígie «Infante D. Henrique».

28 Fevereiro, 2012 at 8:45 am 2 comentários

Como era feito o dinheiro (1920)

(via ContraFactos & Argumentos)

13 Fevereiro, 2012 at 12:13 pm Deixe um comentário

Custo horário do trabalho na União Europeia

(Le Monde – Géo & Politique – via Tomar A Dianteira)

Um dos pilares do plano da “Troika” – expresso nomeadamente na desvalorização fiscal, por via da redução da Taxa Social Única (mas que, na interpretação do Governo, pode ter cambiantes diversas, de outra índole, como a famigerada meia-hora adicional de trabalho diário, ou a redução de dias de férias e de feriados) – pretende proporcionar um acréscimo da competitividade das exportações portuguesas, aproximando o custo horário do trabalho em Portugal ao dos países do Leste da Europa…

Como será fácil de perceber, não é com “meias-horas”, ou meia dúzia de dias de trabalho suplementar por ano, que tal desiderato será passível de ser alcançado.

Pese embora as loas ao acordo de concertação social, parece evidente que o acréscimo de competitividade não é alcançável  – em particular, na extensão necessária – por esta via, da desvalorização salarial.

P. S. Bem a propósito: «Quebrar os monopólios em Portugal daria mais ao PIB já do que mexer na lei laboral».

23 Janeiro, 2012 at 11:40 pm Deixe um comentário

Standard & Poor’s põe em cheque estratégia europeia


(Le Monde)

Os leitores interrogar-se-ão por que razão a S&P faz esta “incursão” quase geral nas notações das dívidas da zona euro, deixando de fora apenas a Alemanha (que mantém o triplo A e passa a ter uma perspetiva “estável”). A agência aponta duas razões fundamentais, que são políticas. A primeira: o acordo conseguido na cimeira europeia de 9 de dezembro “não produziu um avanço com dimensão e âmbito”. A segunda: o processo de reforma “baseado unicamente no pilar da austeridade orçamental arrisca-se a tornar-se auto-liquidacionista“. E com essa dinâmica pode disparar, entre outros efeitos, a “fadiga das reformas”, diz a agência.

(Expresso)

14 Janeiro, 2012 at 2:21 pm Deixe um comentário

Um mimo

As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo… isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado.

[…]

As nomeações da EDP, como antes as da Caixa, são um mau sinal dentro da EDP e da Caixa, e são um mau sinal do País. Já não é descaramento, é descarrilamento. A indignação durará uns dias, depois passa, cai o pano sobre a nódoa. A nódoa fica.

(Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios)

9 Janeiro, 2012 at 6:57 pm 1 comentário

«Agenda para o crescimento da economia»

A propósito da mensagem de Ano Novo do Presidente da República, aqui recupero o que escrevi a 25 de Novembro:

Acrescento apenas uma interrogação: sendo o “Plano da Troika” composto por “duas pernas”, apresentando-se uma delas notoriamente manca, como esperar que tal plano possa vir a resultar?

2 Janeiro, 2012 at 9:57 am Deixe um comentário

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