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Liga das Nações da UEFA – 2020/21
LIGA A
Grupo 1 – Países Baixos, Itália, Bósnia-Herzegovina e Polónia
Grupo 2 – Inglaterra, Bélgica, Dinamarca e Islândia
Grupo 3 – Portugal, França, Suécia e Croácia
Grupo 4 – Suíça, Espanha, Ucrânia e Alemanha
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, de que Portugal conquistou o título da edição inaugural. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).
LIGA B
Grupo 1 – Áustria, Noruega, I. Norte e Roménia
Grupo 2 – R. Checa, Escócia, Eslováquia e Israel
Grupo 3 – Rússia, Sérvia, Turquia e Hungria
Grupo 4 – P. Gales, Finlândia, Irlanda e Bulgária
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga A de 2022/23. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga C (edição de 2022/23).
LIGA C
Grupo 1 – Montenegro, Chipre, Luxemburgo e Azerbaijão
Grupo 2 – Geórgia, Macedónia Norte, Estónia e Arménia
Grupo 3 – Grécia, Kosovo, Eslovénia e Moldávia
Grupo 4 – Albânia, Bielorrússia, Lituânia e Cazaquistão
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga B de 2022/23. Os últimos classificados de cada grupo disputarão “play-out”, sendo duas selecções despromovidas à Liga D (edição de 2022/23).
LIGA D
Grupo 1 – I. Faroé, Letónia, Andorra e Malta
Grupo 2 – Gibraltar, Liechtenstein e S. Marino
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga C de 2022/23.
A fase regular da Liga das Nações será disputada em três jornadas duplas, em Setembro, Outubro e Novembro de 2020, estando a fase final agendada para Junho de 2021.
Esta 2.ª edição da Liga das Nações terá também relação com a fase de qualificação para o “Mundial 2022”: às 10 selecções que se classifiquem em 2.º lugar nos respectivos grupos de apuramento juntar-se-ão as duas selecções que tenham obtido melhor “ranking” na Liga das Nações e que não se tenham classificado nos dois primeiros lugares daqueles grupos – portanto, num total de 12 selecções -, para disputa de 3 vagas para a fase final do Mundial (sendo o apuramento directo unicamente para os vencedores de cada um dos dez grupos).
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Istanbul Başakşehir – København
Olympiakos – Wolverhampton
Rangers – Bayer Leverkusen
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk
Inter – Getafe
Sevilla – Roma
E. Frankfurt/RB Salzburg – Basel
LASK Linz – Manchester United
Os jogos da primeira mão serão disputados a 12 de Março, estando a segunda mão agendada para 19 de Março.
Liga Europa – 1/16 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Espanyol - Wolverhampton 3-2 0-4 3-6 Istanbul Başakşehir - Sporting 4-1 (a.p.) 1-3 5-4 Ajax - Getafe 2-1 0-2 2-3 FC Porto - Bayer Leverkusen 1-3 1-2 2-5 Celtic - København 1-3 1-1 2-4 Basel - APOEL 1-0 3-0 4-0 Sevilla - CFR Cluj 0-0 1-1 1-1 Arsenal - Olympiakos 1-2 (a.p.) 1-0 2-2 LASK Linz - AZ Alkmaar 2-0 1-1 3-1 Manchester United - Brugge 5-0 1-1 6-1 Inter - Ludogorets 2-1 2-0 4-1 RB Salzburg - E. Frankfurt 2-2 1-4 3-6 Benfica - Shakhtar Donetsk 3-3 1-2 4-5 Malmö - Wolfsburg 0-3 1-2 1-5 Gent - Roma 1-1 0-1 1-2 Sp. Braga - Rangers 0-1 2-3 2-4
Um (inesperado) descalabro total, com as quatro equipas portuguesas a serem eliminadas!
Seguem para os 1/8 de final três clubes da Alemanha; dois da Espanha, Inglaterra e da Itália; e um da Áustria, Dinamarca, Escócia, Grécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.
Assinalam-se também as surpreendentes eliminações do Ajax, finalista da Liga Europa em 2017 e semi-finalista da Liga dos Campeões da época passada, e do Arsenal, também finalista na última edição da Liga Europa, duas das equipas que tinham fortes aspirações nesta competição.
Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Shakhtar Donetsk
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Francisco “Chiquinho” Machado (67m – Haris Seferović), Julian Weigl, Adel Taarabt, Rafael “Rafa” Silva, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – João Filipe “Jota”) e Dyego Sousa (79m – Carlos Vinícius)
Shakhtar Donetsk – Andriy Pyatov, Domilson dos Santos “Dodô”, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Ismaily dos Santos, Marcos Antônio, Taras Stepanenko, Marlos Bonfim (62m – Mateus “Tetê” Martins), Alan Patrick Lourenço (90m – Davit Khocholava), Taison Freda (86m – Yevhen Konoplyanka) e Júnior Moraes
1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 9m
1-1 – Rúben Dias (p.b.) – 12m
2-1 – Rúben Dias – 36m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 47m
3-2 – Taras Stepanenko – 49m
3-3 – Alan Patrick Lourenço – 71m
Cartões amarelos – Rafael “Rafa” Silva (50m); Ismaily dos Santos (43m), Taison Freda (83m) e Yevhen Konoplyanka ((87m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Frustração e apreensão são as palavras que prevalecem no fim deste jogo, desta eliminatória e de mais uma campanha europeia do Benfica.
Ser eliminado assim – por um adversário supostamente ao alcance, de nível reconhecidamente inferior, e de forma tão prematura (logo no primeiro confronto a eliminar) – custa bastante.
A forma como se consumou o desfecho – depois de, por três vezes, o Benfica ter estado em vantagem na eliminatória (a primeira delas ainda na Ucrânia, aquando do golo do empate), e, de igualmente, ter visto esfumar-se tal posição em menos de cinco minutos, em cada uma dessas três ocasiões -, a par do histórico recente na Europa, suscita dupla inquietude: de forma mais lata, sobre a dificuldade que o clube vem manifestando em se afirmar a este nível competitivo; no imediato, para o que resta desta temporada, e depois de um mês de Fevereiro bastante negativo, se será possível a equipa “regenerar-se” a tempo de conseguir ainda segurar o 1.º lugar no campeonato…
Vindo da Ucrânia com uma desvantagem, mesmo que pela margem mínima, mas, pelo menos, tendo marcado fora, o Benfica sabia que o 1-0 seria suficiente para seguir em frente, mas também estava consciente – o próprio Bruno Lage o reconheceu – dos riscos que a equipa adversária (uma bem trabalhada miscelânea ucraniano-brasileira) apresentava, pelo que, em bom rigor, seria expectável a necessidade de marcar mais do que o tal golo solitário.
E as coisas até começaram da melhor forma, com uma entrada assertiva, com uma equipa a procurar mostrar-se “mandona”, e, melhor que isso, a conseguir resultados práticos ainda não estavam decorridos dez minutos, com o golo de Pizzi, num remate que surpreendeu a defensiva contrária – sendo que, já antes, Taarabt dispusera de oportunidade flagrante para ameaçar a baliza contrária.
Contudo, logo de seguida, começaria a manifestar-se o que, afinal, seria a tónica desta eliminatória: a incapacidade benfiquista em preservar a vantagem. Apenas três minutos volvidos, na primeira descida do Shakhtar, na sequência de um cruzamento perigoso, numa embrulhada na área com Júnior Moraes e Ferro, Rúben Dias acabaria por ser infeliz, com o contacto na bola a provocar que ela se introduzisse na sua própria baliza.
O Benfica acusou o toque, passou por uma fase de alguma instabilidade, que o Shakthar aproveitou para voltar a criar perigo – Ismaiy rematou ao poste -, valendo então, principalmente, as intervenções atentas de Vlachodimos.
Conseguindo serenar, e voltando a assumir a iniciativa do jogo, o Benfica veria os seus esforços recompensados com o segundo golo, com o mesmo Rúben Dias a redimir-se, marcando de novo, desta vez na “baliza certa”, com um excelente cabeceamento, na sequência de um canto. A eliminatória estava empatada.
Até final do primeiro tempo, o Benfica manteria a toada ofensiva, mas Dyego Sousa permitira a defesa a Pyatov, quanto tinha Pizzi na expectativa da assistência.
Após uma boa exibição do conjunto benfiquista, jogando com intensidade, o resultado tangencial ao intervalo era até algo lisonjeiro para a formação ucraniana…
E se o jogo tinha começado sob bons auspícios, seria difícil que a segunda parte tivesse melhor início, com o Benfica a ampliar a vantagem para 3-1, logo ao segundo minuto!
Num atraso mal medido para o guardião, surgiu, muito oportuno, Dyego Sousa, a interceptar a bola, e, tendo perdido o “timing” para visar as redes, teve ainda a lucidez para, num centro atrasado, solicitar o remate fulgurante de Rafa.
Porém, este “desafogo” do Benfica – com a eliminatória então ganha, e quando se esperaria que pudesse continuar a dominar e, porventura, voltar a marcar, um pouco à imagem do jogo precedente, com o Zenit – não duraria outros dois minutos, altura em que sucedeu o momento determinante da partida e, consequentemente, da eliminatória; Vlachodimos ainda começou por sacudir para canto uma bola que levava muito perigo, mas – há sempre um “mas”… -, também na sequência desse lance de bola parada, Stepanenko voltou a colocar a diferença num tangencial 3-2, o que acabaria por ser decisivo.
O Benfica voltava a necessitar marcar – e, bem vistas as coisas, até tinha quase toda a segunda parte para tal -, mas a verdade é que nunca mais conseguiu explanar o futebol que apresentara na metade inicial do encontro, ao mesmo tempo que continuava a denotar intranquilidade no sector defensivo.
A meio desssa etapa complementar, Bruno Lage arriscou, fazendo entrar Seferović – que, de imediato, até teria uma boa ocasião para chegar ao tal ansiado quarto golo, todavia cabeceando ao lado -, e, desta feita, não obstante o Benfica não tenha marcado, bastariam dois minutos para, em mais um de vários contra-ataques rápidos, o Shakhtar marcar o seu terceiro golo, num cruzamento atrasado de Taison, com Alan Patrick a empatar a 3-3, e, virtualmente, a sentenciar o desfecho da eliminatória.
As apostas ofensivas do Benfica para os derradeiros dez minutos seriam já em “desespero de causa” e, como é regra nestas situações, não frutificariam (pese embora Vinícius pudesse ter sido mais feliz). Chegou, aliás, a pairar a eventual ameaça de a turma portuguesa poder mesmo acabar por vir a perder o jogo, o que, a ter ocorrido, seria castigo excessivo. O empate já foi suficientemente amargo…
Liga dos Campeões – 1/8 de final (1.ª mão)
18.02.2020 – B. Dortmund – Paris St.-Germain – 2-1
26.02.2020 – Real Madrid – Manchester City – 1-2
19.02.2020 – Atalanta – Valencia – 4-1
18.02.2020 – At. Madrid – Liverpool – 1-0
25.02.2020 – Chelsea – Bayern – 0-3
26.02.2020 – Lyon – Juventus – 1-0
19.02.2020 – Tottenham – RB Leipzig – 0-1
25.02.2020 – Napoli – Barcelona – 1-1
Grandes clássicos das competições europeias – (9) Barcelona – Celtic

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1964-65 TCF 2ª El.Barcelona-Celtic 3-1 Celtic-Barcelona 0-0 2003-04 UEFA 1/8 Celtic-Barcelona 1-0 Barcelona-Celtic 0-0 2004-05 LCE Grupo Celtic-Barcelona 1-3 Barcelona-Celtic 1-1 2007-08 LCE 1/8 Celtic-Barcelona 2-3 Barcelona-Celtic 1-0 2012-13 LCE Grupo Barcelona-Celtic 2-1 Celtic-Barcelona 2-1 2013-14 LCE Grupo Celtic-Barcelona 0-1 Barcelona-Celtic 6-1 2016-17 LCE Grupo Barcelona-Celtic 7-0 Celtic-Barcelona 0-2 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - Celtic 14 9 3 2 30 – 10
Pese embora não tenha, hoje por hoje, um estatuto de “grande” do futebol europeu, a verdade é que o Celtic é o terceiro clube da Europa com mais títulos conquistados (apenas superado pelo eterno rival, Rangers, e pelo Linfield), contando 50 títulos de Campeão da Escócia, tendo aliás em curso uma notável série de oito campeonatos nacionais ganhos consecutivamente, desde o ano de 2011.
E, para o efeito, mais importante, é um muito assíduo participante em competições europeias (55 temporadas, nas 65 edições em disputa até à data – tendo-se inclusivamente sagrado Campeão Europeu em 1967, na Final disputada em Lisboa, no Estádio Nacional, para além de ter sido vice-campeão em 1970), o que justifica a frequência deste embate, em particular, com o Barcelona.
Com alguma naturalidade, assinala-se uma clara supremacia catalã (nove vitórias, face a apenas dois triunfos dos escoceses), ainda mais vincada a nível da expressão do score global agregado (30-10), função nomeadamente das robustas goleadas sofridas pelos “católicos” nas suas duas últimas visitas a Camp Nou.
Espanhóis e escoceses defrontaram-se em eliminatórias por três ocasiões, tendo uma delas sido favorável ao Celtic, em 2003-04.
O início desta história remonta a 1964-65, ainda na Taça das Cidades com Feiras, competição precursora da Taça UEFA, com o Barcelona (que começara por eliminar a Fiorentina) a sair vencedor da 2.ª eliminatória, afastando assim o Celtic, que, por curiosidade, superara o Leixões na ronda inicial. Contudo, os catalães – já vencedores da competição em 1958 e 1960 e finalistas em 1962 – não iriam longe, sendo afastados logo na eliminatória seguinte (por “moeda ao ar”!), após três empates com o Racing de Strasbourg.
Após um longo interregno de quase quatro décadas, surgiria então a oportunidade – na Taça UEFA de 2003-04 – para o tal “brilharete” da turma de Glasgow (finalista da edição anterior da prova, batido pelo FC Porto em Sevilha, dirigido por Martin O’Neill), afastando o Barcelona (treinado por Frank Rijkaard e onde alinhava então Javier Saviola) nos 1/8 de final, mercê de um tangencial triunfo em casa (golo de Alan Thompson), seguido por um nulo em Camp Nou, com o jovem guardião David Marshall a ser o “herói” do jogo. Todavia, os escoceses não conseguiriam repetir a caminhada da época precedente, vindo a ser eliminados, nos 1/4 de final, pelo Villarreal.
Já na Liga dos Campeões, em 2007-08, igualmente nos 1/8 de final, o Barcelona (ainda sob o comando de Rijkaard) venceu os desafios das duas mãos ante o Celtic (que, na fase de grupos, afastara o Benfica), em ambos os casos por desfecho tangencial: 3-2 em Parkhead e 1-0 em casa. Os “blaugrana” superariam ainda o Schalke 04 (que eliminara o FC Porto), vindo a perder as meias-finais, ante o futuro Campeão Europeu, Manchester United.
Têm sido mais frequentes – em especial na última meia dúzia de anos – os encontros entre os dois clubes em fases de grupos da Liga dos Campeões, com o Celtic a conseguir “equilibrar as contas” numa única ocasião, na temporada de 2012-13.
Começando por 2004-05, Barcelona e Celtic reencontravam-se, depois da eliminatória da época anterior, com os escoceses a repetir o empate em Camp Nou, mas, desta vez, tendo sido desfeiteados no seu próprio reduto logo na ronda inaugural, terminando no último lugar do grupo. Quanto ao Barcelona, seguiu para os 1/8 de final, eliminatória que viria a perder ante o Chelsea (de José Mourinho, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Tiago).
Em 2012-13, cada um dos emblemas venceu a respectiva partida em casa, por 2-1 (numa noite inesquecível para os escoceses, uma magnífica prenda de 125.º aniversário), surpreendente desfecho que, conjugado com os resultados das restantes jornadas, possibilitou a ambas as equipas o apuramento para a fase a eliminar, em detrimento do… Benfica (3.º classificado no grupo). O Celtic seria afastado logo de seguida, com duas derrotas (0-3 e 0-2) ante a Juventus. Por seu lado, o Barcelona ultrapassaria o AC Milan e o Paris Saint-Germain, vindo a ter a sua carreira interrompida nas meias-finais, outra vez pelo futuro Campeão Europeu, Bayern (com dois pesados desaires, 0-4 e 0-3, num terrífico “score” global de 0-7, o pior de sempre dos catalães em toda a sua história nas competições europeias).
Na época seguinte, com o Barcelona a ganhar ambos os desafios, o jogo da 2.ª volta ficaria assinalado pela primeira goleada (6-1, com hat-trick de Neymar), tendo o Celtic sido, outra vez, 4.º classificado no grupo. O emblema da Catalunha afastaria de seguida o Manchester City, vindo a ser eliminado nos 1/4 de final pelo At. Madrid.
Por fim, na temporada de 2016-17, com outros dois triunfos dos espanhóis, o Barcelona ampliou ainda a expressão da goleada, desta feita para 7-0 (agora com hat-trick de Messi e bis de Suárez) com o Celtic a repetir a última posição no grupo. A turma catalã conseguiria ainda uma fantástica “remontada”, goleando também o Paris Saint-Germain por 6-1 (depois do 0-4 sofrido em Paris), antes de ser afastada, nos 1/4 de final, pela Juventus.
Grandes clássicos das competições europeias – (10) Juventus – Manchester United

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1976-77 UEFA 1/16 M.United-Juventus 1-0 Juventus-M.United 3-0 1983-84 TVT 1/2 M.United-Juventus 1-1 Juventus-M.United 2-1 1996-97 TCE Grupo Juventus-M.United 1-0 M.United-Juventus 0-1 1997-98 LCE Grupo M.United-Juventus 3-2 Juventus-M.United 1-0 1998-99 LCE 1/2 M.United-Juventus 1-1 Juventus-M.United 2-3 2002-03 LCE Grupo M.United-Juventus 2-1 Juventus-M.United 0-3 2018-19 LCE Grupo M.United-Juventus 0-1 Juventus-M.United 1-2 Balanço global J V E D GM GS Juventus - Manchester United 14 6 2 6 17 – 17
O confronto entre Juventus e Manchester United tem-se pautado, em termos históricos, por um absoluto equilíbrio a nível de balanço global, com seis triunfos para cada lado, e, inclusivamente, igualdade em golos marcados e sofridos!
Curiosamente, metade das vitórias do Manchester United foram obtidas nas suas três últimas deslocações a Turim, tendo, por seu lado, a Juventus vencido por duas vezes (e empatado noutras duas ocasiões) em Manchester.
Não obstante estes dois clubes nunca se tenham encontrado numa Final de uma competição europeia, cruzaram-se em três eliminatórias (duas delas, nas meias-finais) e, por quatro ocasiões, integrando o mesmo grupo da Liga dos Campeões.
Em 1976-77, disputando a Taça UEFA – por curiosisidade, depois de, na 1.ª eliminatória, o Manchester United ter afastado o Ajax, enquanto a Juventus eliminava o Manchester City – a turma de Turim teria de voltar a Manchester logo na 2.ª ronda da prova: a derrota sofrida (0-1) seria cabalmente revertida na 2.ª mão, com um categórico 3-0. Nessa temporada, a Juventus (em cujo comando se estreava Giovanni Trappatoni) superaria ainda o Shakhtar Donetsk, o Magdeburg e o AEK de Atenas, antes de bater, na Final a duas mãos, o Athletic de Bilbao, sagrando-se vencedora da competição, um título que reconquistaria por outras duas vezes (em 1990 e 1993).
Sete épocas mais tarde (1983-84), Juventus e Manchester United voltariam a encontrar-se, agora na Taça dos Vencedores de Taças, nas meias-finais, com a turma italiana a superiorizar-se novamente, empatando em Manchester e ganhando em Turim, apurando-se assim para a Final de Basileia, uma página que fica também marcada na história do futebol português, dado que foi disputada ante o FC Porto. Ganhando por tangencial 2-1, a Juventus (ainda sob a batuta de Trappatoni) conquistaria então o seu único troféu nesta prova.
A última vez que os caminhos de italianos e ingleses se cruzaram em eliminatórias, também nas meias-finais, mas da Liga dos Campeões, foi em 1998-99 – no que constituía já a terceira época consecutiva de embates entre ambos, numa espécie de grande rivalidade inaugural na era da Liga dos Campeões -, tendo a sorte sorrido, desta feita, a o Manchester United, a rectificar o empate consentido em Old Trafford com um triunfo (3-2) no terreno do adversário, ganhando assim o direito a disputar a Final, realizada em Barcelona, ante o Bayern, a qual culminaria na épica reviravolta (com os dois golos marcados em período de compensação) que proporcionou então aos “Red Devils” sagrarem-se Campeões Europeus pela segunda vez no seu historial (depois da estreia, em 1968, ante o Benfica).
Na segunda mão dessas meias-finais, disputada em Turim, o Manchester perdia por 2-0 à passagem dos dez minutos iniciais (dois golos de Filippo Inzaghi em apenas cinco minutos), quando uma fantástica exibição de Roy Keane conduziu os ingleses a uma sensacional reviravolta no marcador.
De facto, os dois emblemas haviam-se defrontado já, nas duas temporadas precedentes, na fase de grupos, com duas vitórias da Juventus em 1996-97 e um triunfo para cada lado em 1997-98. Sobre o primeiro desses embates, em que se destacaram Alessandro Del Piero ou Zinedine Zidane, diria Gary Neville: «Big names, big players, in every respect. We lost 1-0 to them in Turin, but it could have been 10-0. It was the biggest battering I’ve ever had on a football pitch».
Em ambos os casos seguiriam em frente na competição, vindo as duas equipas a ser desfeiteadas pelo Borussia Dortmund, na sua gloriosa campanha de 1996-97 (o United nas meias-finais; a Juventus, perdendo a Final); em 1997-98, os ingleses quedar-se-iam pelos 1/4 de final, eliminados pelo Monaco, após dois empates, enquanto a Juventus repetiria a presença (e a derrota) na Final, desta vez batida pelo Real Madrid, de regresso aos títulos (Campeão Europeu pela 7.ª vez) após um longo interregno de 32 anos…
No intervalo de apenas seis anos, Juventus e Manchester United defrontaram-se por oito vezes, as últimas, de novo na fase de grupos, em 2002-03, com o grupo inglês a triunfar nas duas partidas, impondo um 3-0 em Turim (com Ryan Giggs a bisar, ainda na primeira metade). Tal como nas outras ocasiões, independentemente dos desfechos dos confrontos directos, os dois clubes avançaram para a fase a eliminar, vindo ambos a cruzar-se com… o Real Madrid: a turma inglesa ficaria, outra vez, pelos 1/4 de final, conseguindo a “Vecchia Signora” superar os merengues nas meias-finais, antes de perder a sua 5.ª final da Taça/Liga dos Campeões, no desempate da marca de grande penalidade, frente ao AC Milan.
Os mais recentes embates entre estes dois “gigantes” do futebol europeu – após uma demorado “desencontro” de 16 anos – datam da época passada, outra vez integrando o mesmo grupo (com José Mourinho a reencontrar Cristiano Ronaldo, embora em lados opostos, no regresso do jogador a Old Trafford), com a particularidade de, nos dois jogos, os visitantes terem imposto uma derrota aos visitados.
Uma vez mais, Juventus e Manchester United superiorizaram-se à concorrência, ocupando os dois primeiros lugares do respectivo grupo. Os ingleses, depois de uma fantástica reviravolta, ganhando (3-1) em Paris, ao Paris St–Germain, nos 1/8 de final (após o desaire sofrido em casa, por 0-2), seriam liminarmente afastados pelo Barcelona (com duas derrotas) na eliminatória seguinte; quanto à formação de Turim, depois de eliminar o At. Madrid, terminaria também a sua participação pelos 1/4 de final, suplantado pelo sensacional Ajax.
Por curiosidade – à excepção da primeira e da última temporada -, Alex Ferguson liderou o Manchester United em dez dos desafios disputados contra a Juventus, primeiro de Giovanni Trappatoni (de 1976 a 1986), depois de Marcello Lippi (de 1994 a 1999 e, de novo, de 2001 a 2004).
Cristiano Ronaldo – 1.000 Jogos

(Clicar na imagem para ampliar)
Cristiano Ronaldo acaba de iniciar o seu 1.000.º jogo no escalão de seniores!


Liga Europa – 1/16 de final (1.ª mão)
Wolverhampton – Espanyol – 4-0
Sporting – Istanbul Başakşehir – 3-1
Getafe – Ajax – 2-0
Bayer Leverkusen – FC Porto – 2-1
København – Celtic – 1-1
APOEL – Basel – 0-3
CFR Cluj – Sevilla – 1-1
Olympiakos – Arsenal – 0-1
AZ Alkmaar – LASK Linz – 1-1
Brugge – Manchester United – 1-1
Ludogorets – Inter – 0-2
E. Frankfurt – RB Salzburg – 4-1
Shakhtar Donetsk – Benfica – 2-1
Wolfsburg – Malmö – 2-1
Roma – Gent – 1-0
Rangers – Sp. Braga – 3-2
Liga Europa – 1/16 de final – Shakhtar Donetsk – Benfica
Shakhtar Donetsk – Andriy Pyatov, Serhiy Bolbat, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Ismaily dos Santos, Alan Patrick Lourenço (80m – Marcos Antônio), Taras Stepanenko, Marlos Bonfim (83m – Yevhen Konoplyanka), Viktor Kovalenko, Taison Freda (90m – Mateus “Tetê” Martins) e Júnior Moraes
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (90m – Andreas Samaris), Adel Taarabt, Florentino Luís, Franco Cervi, Francisco “Chiquinho” Machado (79m – Rafael “Rafa” Silva) e Haris Seferović (69m – Carlos Vinícius)
1-0 – Alan Patrick Lourenço – 56m
1-1 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 67m
2-1 – Viktor Kovalenko – 72m
Cartão amarelo – Florentino Luís (90m)
Árbitro – Robert “Bobby” Madden (Escócia)
Começam a faltar palavras para qualificar os sucessivos (maus) desempenhos do Benfica nas competições europeias, em anos recentes.
Quando o mínimo que se pode dizer é que o resultado foi o menos mau, numa noite em que a equipa benfiquista se apresentou completamente desconexa, perdida dentro de campo, falha de intensidade, os sinais não são animadores.
Depois da exibição no último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, em que o Benfica se superiorizou claramente ao líder da liga russa, Zenit, o comportamento evidenciado em Kharkiv traduz uma clara regressão.
Defrontando uma formação ucraniana – de regresso à competição após uma “pausa de Inverno” de dois meses – que, mais do que ataque organizado, privilegia as transições rápidas, o Benfica, entrando também na expectativa, ainda conseguiu começar por equilibrar a toada de jogo, no quarto de hora inicial.
Porém, a partir de meio da primeira parte, começaram a vir ao de cima as fragilidades defensivas que têm sido notórias nos últimos jogos, com a turma portuguesa incapaz de encontrar o posicionamento adequado dentro de campo, para contrariar o carrossel do Shakhtar, então a começar a rodopiar em crescente aceleração.
O primeiro susto – com Marlos, na sequência de um contra-ataque, a introduzir a bola na baliza contrária – foi “cancelado” pelo “VAR”, a não validar o que teria sido o tento inaugural do grupo ucraniano. Mas o Shakhtar continuaria a fazer “gato-sapato” das (inoperantes) marcações dos defesas contrários, valendo, nessa fase, a atenção e o acerto de Vlachodimos para evitar males maiores, a par de uma bola salva por Tomás Tavares.
O nulo no final da metade inicial do desafio era claramente lisonjeiro para o Benfica. Mas as coisas iriam piorar no segundo tempo…
O Shakthar necessitaria, então, de apenas dez minutos para, em mais uma jogada envolvente, materializar em golo a sua notória superioridade – isto depois de, no entretanto, o guardião benfiquista ter sido já chamado a outras duas intervenções apertadas (a deter os remates de Júnior Moraes e de Marlos), para além de ter visto uma bola embater no poste da sua baliza (a remate de Ismaily).
Procurando esboçar uma reacção, o Benfica teria a felicidade de, sem até então ter feito grande coisa por isso, rapidamente chegar ao golo, restabelecendo a igualdade no marcador. Tomás Tavares, já na pequena área contrária, surgiria a desviar um passe de Cervi, lance que seria também objecto de análise pelo “VAR”, na perspectiva de um “fora-de-jogo”, mas do qual acabaria por resultar, paralelamente, o assinalar de grande penalidade, por toque sobre o mesmo Cervi. Pizzi, muito focado, não desperdiçaria a ocasião.
Pensou-se que, motivada pelo golo, a formação portuguesa poderia então aproveitar alguma eventual oscilação dos ucranianos/brasileiros do Shakhtar, até em função da sua natural falta de ritmo para disputar noventa minutos em alta rotação.
Puro engano: os visitados não deram sinal de ter acusado o golo sofrido, mantendo a dinâmica e não seriam precisos mais do que cinco minutos para se voltarem a colocar em vantagem, aproveitando uma falha clamorosa de Rúben Dias – descaído sobre a direita, já próximo da linha de fundo, a não despachar, perdendo a bola para Júnior Moraes, que ofereceu o golo a Kovalenko.
A entrada em campo de Rafa parecia ser um sinal de algum inconformismo (Grimaldo tentaria ainda a sorte por duas vezes), mas, na verdade, nos minutos finais, o Benfica preocupar-se-ia, sobretudo, em não deixar ampliar a diferença, frente a um grupo versátil e hábil, muito bem orientado por Luís Castro.
No final, mantendo em aberto o desfecho da eliminatória, a tendência apenas poderá ser revertida se o Benfica conseguir, em Lisboa, uma exibição de sinal diametralmente oposto, assumindo a iniciativa e procurando não apenas controlar, mas dominar o jogo. Será capaz disso?



