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Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Napoli
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Richard Ríos, Enzo Barrenechea, Fredrik Aursnes (90m – Tiago Freitas), Leandro Barreiro (90m – José Neto), Heorhiy Sudakov (76m – António Silva) e Franjo Ivanović (76m – Evangelos “Vangelis” Pavlídis)
Napoli – Vanja Milinković-Savić, Sam Beukema (45m – Matteo Politano), Amir Rrahmani, Alessandro Buongiorno (59m – Juan Jesus), Giovanni Di Lorenzo, Scott McTominay, Eljif Elmas (81m – Antonio Vergara), Mathías Olivera (45m – Leonardo Spinazzola), David Neres, Noa Lang (74m – Lorenzo Lucca) e Rasmus Højlund
1-0 – Richard Ríos – 20m
2-0 – Leandro Barreiro – 49m
Cartões amarelos – Amar Dedić (78m); Noa Lang (52m) e Antonio Vergara (87m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
É caso para questionar: onde estava este Benfica?
Em mais um jogo sem margem de erro, obrigada a ganhar para poder manter alguma esperança, defrontando o actual campeão de Itália, a equipa benfiquista realizou a sua melhor exibição desta temporada.
Assumindo, desde o começo, a iniciativa, fê-lo de forma assertiva, sem tibiezas, mesmo quando, ainda em fase prematura do desafio, desperdiçou dois golos “cantados”, primeiro por Ivanović (isolado na cara do guarda-redes, a fazer como que um “passe”) e, logo depois, por Aursnes, também sem marcação, a rematar ligeiramente ao lado, de tanto procurar colocar a bola.
Há que reconhecê-lo e dizê-lo: esta exibição teve “dedo” de Mourinho, desde logo pela forma como organizou a equipa dentro de campo, procedendo a algumas alterações cirúrgicas, para optimizar o rendimento perante o adversário em concreto: as entradas de Tomás Araújo, para o centro da defesa, e de Ivanović, pese embora em detrimento de um valor seguro como se tem revelado Pavlídis. Mourinho apostou e ganhou.
Numa conjugação de bons desempenhos, em que se anotam os de Ríos e Sudakov, mais do que as individualidades, foi o colectivo a sobressair.
Tal era a enxurrada de futebol ofensivo do Benfica, perante uma atónita equipa do Napoli, sem encontrar antídotos, que, aos vinte minutos, já a equipa portuguesa poderia estar a ganhar por 3-0!
Mesmo que só tivesse conseguido materializar um desses lances em golo, num toque subtil de Ríos, a desviar a bola do alcance do guardião – dando inegável (pese embora escassa) justiça ao resultado –, ficava a promessa que, mantendo a consistência, o desfecho só poderia ser favorável.
É verdade que a turma italiana procurou mostrar-se mais afoita após se ter visto em desvantagem, mas não causaria efectivo perigo.
Tal fora o desnível exibicional das duas formações durante a primeira parte, que Antonio Conte não hesitou em fazer duas mexidas no “onze” logo ao intervalo.
Contudo, não teriam tempo de “mostrar serviço”, dado que, ainda antes dos cinco minutos da metade complementar, já o Benfica ampliava a vantagem, passando a beneficiar de uma margem que lhe conferia bom conforto, num cruzamento (muito) bem medido de Richard Ríos, a assistir Leandro Barreiro, que, com um toque de calcanhar, direccionou a bola para o fundo da baliza.
O Napoli arriscou, passando a acercar-se mais amiúde do sector defensivo contrário, mas, em paralelo, concedendo também maiores espaços, que o Benfica poderia ter aproveitado, noutras duas ocasiões, em que, todavia, o guarda-redes Milinković-Savić esteve a grande “altura”, tapando o caminho para as suas redes.
As estatísticas valem o que valem: o Benfica conseguiu, por fim – após uma longa série de sete partidas sem ganhar na Luz, em jogos da “Champions League”, desde a goleada de 4-0 frente ao At. Madrid, no início de Outubro do ano passado (dois empates e cinco derrotas) –, voltar a triunfar em casa, mas, mais relevante foi a forma categórica como o fez, mandando no jogo.
Esta segunda vitória na presente edição da prova alimenta a esperança de um (ainda algo remoto) apuramento, que parecia estar já fora de causa. Será, muito provavelmente, necessário ganhar um jogo (em Turim, com a Juventus, ou ante o Real Madrid) – um eventual cenário de dois empates não deverá ser suficiente –, mas, se o Benfica conseguir dar continuidade a esta bitola exibicional, não será impossível…
Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2025
Num campeonato com várias cambiantes – tendo Oscar Piastri liderado, com boa vantagem, em fase já adiantada da temporada; e após uma extraordinária (pese embora insuficiente) recuperação do tetra-campeão Max Verstappen, que chegara a ter atraso superior a 100 pontos (205 vs. 309) em relação a Piastri (e de 70 pontos para Norris), ganhando as três últimas provas (seis vitórias nos últimos nove Grandes Prémio) – seria Lando Norris a acabar por sagrar-se, pela primeira vez, Campeão Mundial, com uma escassa margem, de apenas dois pontos!
Na derradeira e decisiva prova, em Abu Dhabi, necessitando apenas de terminar no 3.º lugar para confirmar a conquista do título, Norris, com frieza e pragmatismo, limitou-se a gerir a vantagem de 12 pontos de que dispunha, não se envolvendo na disputa pela vitória (Verstappen, que partira da “pole position” não deu hipóteses à concorrênca), e, naturalmente, abdicando mesmo, na parte final, de arriscar uma desnecessária ultrapassagem ao seu colega de equipa, Piastri.
Tendo apenas de controlar a pressão que Leclerc (4.º classificado) ia procurando fazer, o momento de maior “frisson” viveu-se quando, depois de uma paragem nas boxes, Norris teve de ultrapassar Tsunoda, que “dançou” à sua frente, ziguezagueando na pista, forçando o piloto da McLaren a pisar as linhas delimitadoras.
Max Verstappen venceu oito dos Grandes Prémios da temporada, face a sete triunfos no novo campeão, Lando Norris, assim como de Oscar Piastri; George Russell venceu também duas corridas.
Classificação Final do Mundial de Pilotos:
1º Lando Norris (Grã-Bretanha) – McLaren – 423
2º (Países Baixos) – Red Bull Racing – 421
3º Oscar Piastri (Austrália) – McLaren – 410
4º George Russell (Grã-Bretanha) – Mercedes – 319
5º Charles Leclerc (Mónaco) – Ferrari – 242
6º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Ferrari – 156
7º Kimi Antonelli (Itália) – Mercedes – 150
8º Alexander Albon (Tailândia) – Williams – 73
9º Carlos Sainz (Espanha) – Williams – 64
10º Fernando Alonso (Espanha) – Aston Martin – 56
11º
12º Isack Hadjar (França/Argélia) – Racing Bulls – 51
13º Oliver Bearman (Grã-Bretanha) –
14º Liam Lawson (N. Zelândia) – Racing Bulls – 38
15º Esteban Ocon (França) – – 38
16º Lance Stroll (Canadá) – Aston Martin – 33
17º Yuki Tsunoda (Japão) – Red Bull Racing – 33
18º Pierre Gasly (França) – Alpine – 22
19º Gabriel Bortoleto (Brasil) – Kick Sauber – 19
Não pontuaram os pilotos: Franco Colapinto (Argentina – Alpine) e Jack Doohan (Austrália – Alpine).
Classificação do Mundial de Construtores:
1º McLaren – 833
2º Mercedes – 469
3º Red Bull Racing – 451
4º Ferrari – 398
5º Williams – 137
6º Racing Bulls – 92
7º Aston Martin – 89
8º – 79
9º Kick Sauber – 70
10º Alpine – 22
Nota – Yuki Tsunoda obteve três pontos (do seu total de 33) pilotando um Racing Bulls.
É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo:
- 7 títulos – Michael Schumacher (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004); e Lewis Hamilton (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019, 2020);
- 5 títulos – Juan Manuel Fangio (1951, 1954, 1955, 1956, 1957);
- 4 títulos – Alain Prost (1985, 1986, 1989, 1993); Sebastien Vettel (2010, 2011, 2012, 2013); e Max Verstappen (2021, 2022, 2023, 2024);
- 3 títulos – Jack Brabham (1959, 1960, 1966); Jackie Stewart (1969, 1971, 1973); Niki Lauda (1975, 1977, 1984); Nelson Piquet (1981, 1983, 1987); e Ayrton Senna (1988, 1990, 1991);
- 2 títulos – Alberto Ascari (1952, 1953); Graham Hill (1962, 1968); Jim Clark (1963, 1965); Emerson Fittipaldi (1972, 1974); Mika Häkkinen (1998, 1999); e Fernando Alonso (2005, 2006);
- 1 título – Giuseppe Farina (1950); Mike Hawthorn (1958); Phil Hill (1961); John Surtees (1964); Denis Hulme (1967); Jochen Rindt (1970); James Hunt (1976); Mario Andretti (1978); Jody Scheckter (1979); Alan Jones (1980); Keke Rosberg (1982); Nigel Mansell (1992); Damon Hill (1996); Jacques Villeneuve (1997); Kimi Räikkönen (2007); Jenson Button (2009); Nico Rosberg (2016); e Lando Norris (2025).
Sorteio – Mundial 2026
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D México Canadá Brasil EUA Coreia do Sul Suíça Marrocos Austrália África do Sul Qatar Escócia Paraguai Pl.-off Eur.D Pl.-off Eur.A Haiti Pl.-off Eur.C Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Alemanha Países Baixos Bélgica Espanha Equador Japão Irão Uruguai Costa do Marfim Tunísia Egipto Arábia Saudita Curaçau Pl.-off Eur.B Nova Zelândia Cabo Verde Grupo I Grupo J Grupo K Grupo L França Argentina Portugal Inglaterra Senegal Áustria Colômbia Croácia Noruega Argélia Uzbequistão Panamá Pl.-off FIFA2 Jordânia Pl.-off FIFA1 Ghana Pl.-off Eur.A - Itália / P. Gales / Bósnia-Herzeg. / I. Norte Pl.-off Eur.B - Ucrânia / Polónia / Albânia / Suécia Pl.-off Eur.C - Turquia / Eslováquia / Kosovo / Roménia Pl.-off Eur.D - Dinamarca / Chéquia / Irlanda / Maced. Norte Pl.-off FIFA1 - R. D. Congo vs. Jamaica / Nova Caledónia Pl.-off FIFA2 - Iraque vs. Bolívia / Suriname
Portugal estreia-se na Fase Final do Mundial 2026 a 17 de Junho, frente ao vencedor do play-off intercontinental (R. D. Congo / Jamaica / Nova Caledónia), em Houston; voltará a jogar a 23 de Junho, com o Uzbequistão (Houston), finalizando a fase de grupos a 27 de Junho, ante a Colômbia (Miami).
Liga Conferência – 2025-26 – 4ª Jornada – Resultados e Classificação
27.11.2025 - AZ Alkmaar - Shelbourne 2-0 27.11.2025 - Hamrun Spartans - Lincoln Red Imps 3-1 27.11.2025 - Zrinjski Mostar - BK Häcken 2-1 27.11.2025 - Lech Poznań - Lausanne 2-0 27.11.2025 - Omonoia - Dynamo Kyiv 2-0 27.11.2025 - Raków Częstochowa - Rapid Wien 4-1 27.11.2025 - Sigma Olomouc - Celje 2-1 27.11.2025 - Univ. Craiova - Mainz 1-0 27.11.2025 - Slovan Bratislava - Rayo Vallecano 2-1 27.11.2025 - Aberdeen - Noah 1-1 27.11.2025 - Fiorentina - AEK Athens 0-1 27.11.2025 - Breiðablik - Samsunspor 2-2 27.11.2025 - Drita - Shkëndija 1-0 27.11.2025 - Rijeka - AEK Larnaca 0-0 27.11.2025 - Jagiellonia Białystok - KuPS Kuopio 1-0 27.11.2025 - Legia Warsaw - Sparta Praha 0-1 27.11.2025 - Racing Strasbourg - Crystal Palace 2-1 27.11.2025 - Shamrock Rovers - Shakhtar Donetsk 1-2
Liga Europa – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação
27.11.2025 - AS Roma - Midtjylland 2-1 27.11.2025 - Aston Villa - Young Boys 2-1 27.11.2025 - FC Porto - Nice 3-0 27.11.2025 - Viktoria Plzeň - Freiburg 0-0 27.11.2025 - Fenerbahçe - Ferencvárosi 1-1 27.11.2025 - Feyenoord - Celtic 1-3 27.11.2025 - Lille - Dinamo Zagreb 4-0 27.11.2025 - P.A.O.K. - Brann 1-1 27.11.2025 - Ludogorets - Celta de Vigo 3-2 27.11.2025 - Bologna - FC Salzburg 4-1 27.11.2025 - Crvena zvezda - FCSB 1-0 27.11.2025 - Go Ahead Eagles - VfB Stuttgart 0-4 27.11.2025 - Genk - FC Basel 2-1 27.11.2025 - Maccabi Tel-Aviv - Ol. Lyonnais 0-6 27.11.2025 - Nottingham Forest - Malmö 3-0 27.11.2025 - Panathinaikos - Sturm Graz 2-1 27.11.2025 - Rangers - Sp. Braga 1-1 27.11.2025 - Betis - Utrecht 2-1
Liga dos Campeões – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação
25.11.2025 - Ajax - Benfica 0-2 25.11.2025 - Galatasaray - Union Saint-Gilloise 0-1 25.11.2025 - Borussia Dortmund - Villarreal 4-0 25.11.2025 - Chelsea - FC Barcelona 3-0 25.11.2025 - Bodø/Glimt - Juventus 2-3 25.11.2025 - Manchester City - Bayer Leverkusen 0-2 25.11.2025 - O. Marseille - Newcastle United 2-1 25.11.2025 - Slavia Praha - Athletic Bilbao 0-0 25.11.2025 - Napoli - Qarabağ 2-0 26.11.2025 - F.C. Copenhagen - Kairat Almaty 3-2 26.11.2025 - Pafos - AS Monaco 2-2 26.11.2025 - Arsenal - Bayern München 3-1 26.11.2025 - Atlético de Madrid - Internazionale 2-1 26.11.2025 - Eintracht Frankfurt - Atalanta 0-3 26.11.2025 - Liverpool - PSV Eindhoven 1-4 26.11.2025 - Olympiacos - Real Madrid 3-4 26.11.2025 - Paris Saint-Germain - Tottenham 5-3 26.11.2025 - Sporting - Club Brugge 3-0
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Ajax – Benfica
Ajax – Vítězslav Jaroš, Youri Regeer (83m – Raúl Moro), Josip Šutalo, Youri Baas, Owen Wijndal (60m – Jorthy Mokio), Davy Klaassen (74m – Kian Fitz-Jim), Ko Itakura, Kenneth Taylor, Rayane Bounida (74m – Oscar Gloukh), Mika Godts (74m – Kasper Dolberg) e Wout Weghorst
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, António Silva, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Enzo Barrenechea, Richard Ríos, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro (90m – Rodrigo Rêgo), Heorhiy Sudakov (81m – Tomás Araújo) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (90m – Manuel “Manu” Silva)
0-1 – Samuel Dahl – 6m
0-2 – Leandro Barreiro – 90m
Cartões amarelos – Wout Weghorst (69m); Samuel Dahl (74m)
Árbitro – Sven Jablonski (Alemanha)
O fantasma dos zero pontos foi afastado, a vitória (os três pontos) – num desafio em que se defrontaram os dois últimos classificados, únicos ainda sem pontuar nesta edição da “Champions League” – era o resultado obrigatório para que o Benfica pudesse continuar a sonhar, mas a exibição foi muito pobre.
Frente a um rival combalido, não só pela frustrante campanha europeia, mas, principalmente, pela irreconhecível prestação no campeonato dos Países Baixos (actual 6.º classificado, já a 14 pontos do líder, PSV, quando estão disputadas apenas 13 jornadas) – sem vencer há três jogos, vindo, aliás, de duas derrotas, traduzindo-se a mais recente num desaire caseiro ante uma equipa do fundo da tabela –, a formação portuguesa não poderia esperar melhor do que, praticamente, entrar a ganhar em Amesterdão.
Na sequência de um canto, e beneficiando do alívio do guarda-redes para a sua frente (a bom remate de cabeça de Ríos), Dahl surgiu embalado, a disparar um míssil teleguiado, sem hipótese de defesa.
Porém, o Benfica não teria a capacidade para, aproveitando a fase de maior fragilidade do oponente, se “agigantar” e, porventura, de sentenciar o desfecho do jogo.
Ao invés, permitiria que, gradualmente, o Ajax de alguma forma se recompusesse em termos anímicos e viesse a tomar conta do jogo, sem que o conjunto benfiquista conseguisse ter posse de bola.
O Benfica teve então a sorte de não ter sofrido o golo do empate, numa excelente ocasião de Klaassen, negada por notável intervenção de Trubin.
Na primeira metade do segundo tempo a toada do jogo não se alterou, e a turma portuguesa continuou a sofrer, perante a ameaça neerlandesa, outra vez com o seu guardião a ser chamado a desviar um perigo remate de Bounida, logo à passagem dos cinco minutos; e, poucos minutos volvidos, em nova oportunidade de Klaassen, a falhar o remate, frente a Trubin.
A vitória só pareceu mais segura a partir do momento em que Mourinho apostou tudo no reforço do sector defensivo, com a entrada de Tomás Araújo, a formar uma defesa a cinco, momento a partir do qual passou a dominar por completo a zona mais recuada do campo, evitando maiores sustos, face a um adversário que ia descrendo, já sem soluções.
Nesses dez minutos finais o Benfica teria então um par de lances em que, por fim, conseguiu lançar a bola para as costas da defesa contrária, beneficiando dos espaços, um deles aproveitado da melhor forma por Leandro Barreiro, numa boa combinação com Aursnes, a conseguir isolar-se e a não vacilar frente a Jaroš, selando o triunfo benfiquista.
No cômputo geral, se a vitória se poderá aceitar como desfecho com alguma lógica, atendendo à improdutividade do futebol ofensivo do Ajax, o marcador acabou por ser claramente lisonjeiro para o Benfica. Um caso notório em que o resultado foi bem melhor que a exibição.
Veremos se a equipa terá possibilidade de dar a sequência desejada, dada a imperiosa necessidade de ganhar também o(s) próximo(s) jogo(s), a começar pela recepção ao Napoli.
Mundial 2026 – Qualificação – Zona Europeia
As selecções da Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026, a disputar nos EUA, Canadá e México.
Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das quatro vagas restantes, as seguintes selecções: Eslováquia, Kosovo, Dinamarca, Ucrânia, Turquia, Irlanda, Polónia, Bósnia-Herzegovina, Itália, País de Gales, Albânia e R. Checa (2.º classificados de cada Grupo), para além de Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte (qualificados via “Liga das Nações”).
Para efeitos do sorteio das oito”semi-finais”, estas 16 equipas serão repartidas em 4 potes:
- Pote 1 – Itália, Dinamarca, Turquia e Ucrânia
- Pote 2 – Polónia, País de Gales, R. Checa e Eslováquia
- Pote 3 – Irlanda, Albânia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo
- Pote 4 – Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte
Portugal – Arménia (Mundial 2026 – Qualif.)
Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Renato Veiga, Rúben Dias (73m – Rúben Neves), João Cancelo (73m – Matheus Nunes), João Neves, Bruno Fernandes, Vítor Ferreira “Vitinha” (67m – João Félix), Bernardo Silva (56m – Carlos Forbs), Rafael Leão (56m – Francisco Conceição) e Gonçalo Ramos
Arménia – Henri Avagyan, Kamo Hovhannisyan, Styopa Mkrtchyan, Sergei Muradian, Erik Piloyan (56m – Georgii Arutiunian), Nayair Tiknizyan, Eduard Spertsyan, Karen Muradyan (82m – Artyom Bandikyan), Narek Aghasaryan (45m – Edgar Sevikyan), Artur Serobyan (45m – Zhirayr Shaghoyan) e Grant-Leon Ranos (65m – Arayik Eloyan)
1-0 – Renato Veiga – 7m
1-1 – Eduard Spertsyan – 18m
2-1 – Gonçalo Ramos – 28m
3-1 – João Neves – 30m
4-1 – João Neves – 41m
5-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 45m
6-1 – Bruno Fernandes – 52m
7-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 72m
8-1 – João Neves – 81m
9-1 – Francisco Conceição – 90m
Cartão amarelo – Sergei Muradian (70m)
Árbitro – Irfan Peljto (Bósnia-Herzegovina)
Depois de ter falhado dois “matchpoints” naquela que terá sido, porventura, a mais fácil fase de qualificação, ninguém esperaria que a selecção portuguesa pudesse vir a baquear no objectivo do apuramento directo para o Mundial, dado necessitar, no pior dos cenários, de ganhar frente a um adversário muito frágil, como é a equipa da Arménia.
Compenetrado do seu papel, Portugal cedo inaugurou o marcador. Mas, como parecemos não gostar de coisas fáceis, ainda conseguimos complicar quando consentimos o tento do empate arménio, perante uma equipa que, até agora, nos cinco encontros anteriores, apenas marcara dois golos (ambos apontados na histórica vitória frente à Irlanda).
Mesmo numa fase inicial com exibição pouco convincente, valeu o pronto aproveitamento de uma falha defensiva – um inoportuno passe atrasado de um defesa – para recolocar a turma portuguesa em vantagem, e afastar qualquer eventual fantasma. Até porque, de imediato surgiria o terceiro golo. A festa podia começar.
E, naturalmente, numa lógica de vasos comunicantes, ao mesmo tempo que a selecção nacional se libertava (principalmente a nível mental, agora já sem qualquer bloqueio), podendo explanar o seu futebol e evidenciar a sua óbvia superioridade, a Arménia ia ficando cada vez mais perdida dentro de campo, sem conseguir acertar marcações, falha de rigor, mesmo não se remetendo a porfiada defesa.
Ao intervalo, já com o resultado em 5-1, perante os espaços e a margem de manobra concedidos pelo adversário, a percepção que se podia extrair é que a contagem só não chegaria aos dez se “nós não quiséssemos”.
Bruno Fernandes e, em especial, João Neves brilhariam a grande altura, cada um apontando um “hat-trick”, ficando na retina a espectacular conversão de um livre directo por parte do parisiense. A equipa não desligou, manteve a seriedade no jogo, e o “placard” foi-se avolumando com naturalidade.
E, numa exibição que acabou por ser de bom nível, só não se chegou à dezena de golos marcados por alguma falta de eficácia, não tendo faltado ocasiões para tal.
Esta última partida acabou por ser, de alguma forma, o reflexo do que foi esta fase de apuramento: tão fácil, que era quase impossível falhar. Mas, em qualquer caso, deverá atentar-se nos alertas que proporcionou, de situações a rectificar para a fase final.
Surpreendente foi a qualificação da Irlanda para o “play-off”, arrancando, in extremis, em período de compensação, uma sensacional vitória em Budapeste – com destaque para o herói Troy Parrott, autor de todos os cinco golos que proporcionaram os inesperados triunfos frente a Portugal e à Hungria –, ficando a selecção magiar, de forma incrível, imediatamente eliminada deste Mundial.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 6 4 1 1 20 - 7 13 2º Irlanda 6 3 1 2 9 - 7 10 3º Hungria 6 2 2 2 11 -10 8 4º Arménia 6 1 - 5 3 -19 3
6ª jornada
16.11.2025 – Hungria – Irlanda – 2-3
16.11.2025 – Portugal – Arménia – 9-1
(mais…)
Irlanda – Portugal (Mundial 2026 – Qualif.)
Irlanda – Caoimhín Kelleher, Seamus Coleman, Nathan Collins, Dara O’Shea, Jake O’Brien, Liam Scales (86m – James Dunne), Finn Azaz (79m – Festy Ebosele), Jack Taylor (68m – Conor Coventry), Josh Cullen, Chiedozie Ogbene (86m – Michael “Mikey” Johnston) e Troy Parrott (68m – Adam Idah)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Gonçalo Inácio (45m – Renato Veiga), Rúben Dias, Diogo Dalot, João Neves (78m – Gonçalo Ramos), Vítor Ferreira “Vitinha”, Rúben Neves, Bernardo Silva (63m – Francisco Trincão), João Félix (63m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
1-0 – Troy Parrott – 17m
2-0 – Troy Parrott – 45m
Cartões amarelos – Finn Azaz (38m) e Jack Taylor (45m) e Liam Scales (86m); João Cancelo (19m) e Rúben Dias (45m)
Cartão vermelho – Cristiano Ronaldo (59m)
Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)
Como disse Roberto Martínez: «Tudo o que podia correr mal, correu mal». Porquê?
Ao entrar em campo, já conhecedora do resultado obtido pela Hungria na Arménia, a selecção portuguesa sabia que só a vitória esta noite lhe proporcionaria confirmar já hoje o apuramento para o Mundial.
Fosse ou não por isso, a verdade é que Portugal assumiu a iniciativa do jogo desde o primeiro minuto, apresentando estatísticas demolidoras em termos de posse de bola (mais de 80%!). Mas, também cedo, desde logo ficou patente que a estratégia da Irlanda passava por oferecer a bola ao adversário, atrair os jogadores portugueses até às imediações da sua área, para, de pronto, mal recuperava a bola, fazer lançamentos em profundidade, para as costas da defesa, que, amiúde, se revelaram perigosos.
Enquanto Portugal, num jogo de paciência, ia trocando a bola entre os seus jogadores, com sucessivas trocas de flanco, procurando abrir uma brecha – teria sido necessário imprimir maior ritmo e intensidade –, mas sem, de facto, conseguir qualquer oportunidade flagrante de golo, já a Irlanda, cada vez que recuperava a bola, fazia soar as campainhas, face à velocidade das setas Ogbene e Parrott.
A acrescer a um ataque absolutamente improfícuo juntaram-se os erros defensivos, numa exibição muito pobre: na sequência de um atraso de um defesa para Diogo Costa, uma hesitação revelar-se-ia fatal; o guardião português não despachou a bola de primeira, e, já sem alternativa, no último instante, ao pontapeá-la, ela ressaltou no avançado contrário, ficando à sua mercê, não fora a estirada, “in extremis”, a desviar para canto. Na conversão da bola parada, muita passividade da defesa, dando liberdade para um primeiro toque de cabeça de um irlandês, encaminhando a bola para Parrott, também de cabeça, marcar, quase que como por “ricochete”.
Se a tarefa já não se antecipava fácil, perante um oponente remetido a uma porfiada defesa, concentrando nove (ou mais) dos seus elementos nas imediações da sua área, a partir do momento em que Portugal se viu em desvantagem, naturalmente, tudo se complicava.
E, isto, porque a selecção nacional nunca conseguiu dar sinais de poder encontrar antídoto para contrariar a forma de jogar de uma equipa empolgada pela forma como o jogo decorria e pelo entusiasta apoio do seu público.
A formação portuguesa ia procurando remar contra a maré, mas sem efeitos práticos. Ao invés, noutro contra-ataque, seria a Irlanda a ter a melhor ocasião para marcar, num remate ao poste de Ogbene.
E se as coisas já estavam más, piorariam ainda, a findar a primeira parte, com o segundo golo irlandês, outra vez por Parrot, desta feita num remate que fez a bola entrar junto ao poste, deixando pairar a dúvida se o guarda-redes teria possibilidade de fazer algo mais.
Perante a evidência de que o sector atacante não estava a carburar, mas parecendo dar primazia às falhas defensivas, o seleccionador nacional começou por fazer duas substituições no eixo da defesa, logo ao intervalo. No início da segunda parte, ainda se chegou a pensar que um golo de Portugal pudesse desbloquear a situação, mas seria “sol de pouca dura”.
O jogo acabou à hora de jogo, quando Cristiano Ronaldo se fez expulsar (vendo o primeiro cartão vermelho, em 226 jogos pela selecção), devido a uma cotovelada num defesa contrário, evidenciando o descontrolo emocional que alastrava à equipa. As alterações que Martínez promoveria logo de seguida, no sector ofensivo, chegavam, naturalmente, demasiado tarde. Até final, a Irlanda estaria mais perto de poder chegar ao terceiro golo do que Portugal de marcar.
O apuramento para o Mundial fica, pela segunda vez adiado, agora dependente de uma vitória frente à Arménia, no domingo (o empate poderá ser suficiente, desde que a Hungria não vença a Irlanda por mais de dois golos de diferença) – mas os indícios deixados neste jogo são preocupantes, na perspectiva de uma fase final, “mais a doer” do que estas eliminatórias, em que a margem de erro é extremamente diminuta.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 5 3 1 1 11 - 6 10 2º Hungria 5 2 2 1 9 - 7 8 3º Irlanda 5 2 1 2 6 - 5 7 4º Arménia 5 1 - 4 2 -10 3
5ª jornada
13.11.2025 – Arménia – Hungria – 0-1
13.11.2025 – Irlanda – Portugal – 2-0
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