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LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Liverpool 1-0 2-0 3-0 Real Madrid - Arsenal 0-1 0-0 0-1 Bayern - AC Milan 1-1 1-4 2-5 PSV Eindhoven - Lyon 0-1 0-4 0-5 Chelsea - Barcelona 1-2 1-1 2-3 Glasgow Rangers - Villarreal 2-2 1-1 3-3 Werder Bremen - Juventus 3-2 1-2 4-4 Ajax - Inter Milan 2-2 0-1 2-3

Em mais uma gloriosa noite europeia, o Benfica fez história, garantindo o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões, derrotando em Liverpool o Campeão Europeu em título por 2-0, com golos de Simão Sabrosa (35 minutos) e Fabrizio Miccoli (88 minutos).
Numa partida em que começou por ser sujeita a intensa pressão do adversário, a equipa do Benfica soube ser solidária e, passados os primeiros 20 a 25 minutos, começar a “respirar”, subindo no terreno, até chegar ao golo, numa soberba execução de Simão Sabrosa, deambulando em “slalom” frente à defesa inglesa, para desferir um potente e imparável remate, em arco, colocado ao canto superior direito da baliza.
Logo aí, o Benfica praticamente resolvia a eliminatória, perdendo o Liverpool o discernimento na procura do golo, repetindo as jogadas estereotipadas, bombeando a bola para a área, para a cabeça do “gigante” Peter Crouch, que nunca revelou capacidade para chegar ao golo (impedido também por uma extraordinária defesa de Moretto, não obstante o guarda-redes benfiquista ter revelado, a espaços, alguma intranquilidade).
O segundo golo, também num brilhante “pontapé de moínho” de Miccoli – já no final da partida – foi o corolário natural dos espaços proporcionados pela equipa inglesa nos últimos 20 minutos de jogo (com Karagounis mais uma vez a pautar a condução do jogo benfiquista), numa fase em que o Liverpool começava a descrer da possibilidade de inverter o rumo da eliminatória e em que, de forma desgarrada, cada um por si (com destaque para a boa exibição de Steven Gerrard) procurava, em vão, visar a baliza do Benfica.
Com a “estrelinha” da sorte em dois momentos em que a bola embateu nos ferros da baliza (o Benfica também teve uma dessas ocasiões), mas beneficiando também da excelente atitude da equipa e da solidez da defesa (com Léo mais uma vez em grande plano) e um meio-campo aguerrido, a equipa portuguesa justifica, no conjunto das duas partidas da eliminatória, a passagem à fase seguinte, impondo-se pela primeira vez a uma das equipas com maior palmarés mundial, e logo com duas vitórias e um categórico resultado agregado de 3-0!
Nos 1/4 Final, o Benfica é acompanhado por AC Milan, Arsenal, Barcelona, Juventus, Lyon (com Tiago a destacar-se no jogo de hoje, com 2 golos) e Villarreal. Pelo caminho ficaram alguns dos grandes “colossos” do futebol europeu, como (para além do Liverpool) o Real Madrid, Bayern e PSV Eindhoven (todos antigos Campeões Europeus), assim como o Chelsea de José Mourinho.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Geovanni (60′ – Karagounis), Robert (70′ – Ricardo Rocha), Beto, Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes (77′ – Miccoli)
Liverpool – Reina; Finnan, Carragher, Traoré, Warnock (70′ – Hamann); Luis Garcia, Gerrard, Xabi Alonso, Kewell (63′ – Djibril Cissé); Morientes (70′ – Fowler), Crouch
0-1 – Simão – 36 minutos
0-2 – Miccoli – 89 minutos
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Chelsea - Barcelona 1-2 1-1 2-3 Glasgow Rangers - Villarreal 2-2 1-1 3-3 Werder Bremen - Juventus 3-2 1-2 4-4 Ajax - Inter Milan 2-2 14/3
BENFICA, 1 – PORTO, 0
Num jogo que não constituiu um bom espectáculo de futebol, o Benfica conquistou mais uma inquestionável vitória (a segunda da época, frente ao FC Porto), conseguindo, no espaço de 5 dias, derrotar os dois últimos Campeões Europeus.
Na partida de hoje, mais uma vez (tal como acontecera com o Sporting na época passada, ou o Liverpool, na Terça-feira), uma das equipas (no caso, o FC Porto) abdicou de jogar o jogo “pelo jogo”; os portistas pareciam apenas pretender evitar a derrota, tendo o Benfica assumido, logo a partir do primeiro quarto de hora, o controlo do encontro.
Tal como no jogo de Terça-feira, o Benfica teve a felicidade de chegar ao golo (estavam decorridos 40 minutos), desta vez num livre de “muito longe”, marcado pelo francês Robert, com grande responsabilidade de Vítor Baía.
Na segunda parte, o FC Porto pareceu então querer “entrar no jogo”, mas o Benfica – com uma defesa sólida, com Luisão “imperial”, uma muito boa exibição de Anderson e, Léo, mais uma vez, pleno de confiança, a vencer claramente o duelo com Quaresma – não permitiu que a equipa adversária construísse qualquer jogada de perigo; pelo contrário, no último quarto de hora, o Benfica, em contra-ataque, disporia de duas ou três oportunidades para ampliar a vantagem. Destaque ainda para as exibições de Petit e Manuel Fernandes, assegurando o domínio da zona nevrálgica do meio-campo.
Uma palavra final para a má exibição do árbitro, com um comportamento errático a nível disciplinar (procurando evitar mostrar cartões no início do jogo; acabando por ter de a eles recorrer com frequência); Quaresma devia ter sido expulso por duas vezes; McCarthy podia ter sido também expulso; Léo cometeu falta que poderia também originar a sua expulsão; muitas faltas assinaladas, a interromper a fluidez do jogo (ignorando mesmo a “lei da vantagem”, numa jogada em que o Benfica partia para a baliza adversária); alguns foras-de-jogo mal assinalados; uma grande penalidade por assinalar (Petit foi impedido de chegar à bola, quando se aprestava para fazer o segundo golo, a 5 minutos do final); João Ferreira conseguiu, escusadamente, enervar os 55 000 benfiquistas presentes.
Na disputa do campeonato, o Benfica reduz a diferença para o FC Porto para 5 pontos (agora perseguido de perto pelo Sporting, a apenas 2 pontos), mas continua bastante longe da perspectiva de poder revalidar o título; surpreendentemente, é o Sporting que se perfila agora como principal candidato, pelo menos se extrapolarmos os resultados realizados na época passada por FC Porto, Sporting e Benfica frente aos adversários das 10 jornadas que falta disputar: a repetirem-se os resultados da época passada, o Sporting seria Campeão (com 68 pontos); o Braga seria segundo (com 67 pontos); o Benfica e FC Porto (com 66 pontos) seriam, respectivamente, terceiro e quarto classificados. Tudo estará portanto ainda por decidir; têm a palavra os 4 (5, com o Boavista?…) candidatos.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
Terça, 21.02.2006
BENFICA – LIVERPOOL – 1-0
REAL MADRID – ARSENAL – 0-1
BAYERN – AC MILAN – 1-1
PSV EINDHOVEN – LYON – 0-1
Quarta, 22.02.2006
CHELSEA – BARCELONA – 1-2
WERDER BREMEN – JUVENTUS – 3-2
AJAX – INTER – 2-2
GL. RANGERS – VILLARREAL – 2-2
BENFICA – LIVERPOOL

Em mais uma prova de personalidade, o Benfica alcançou uma justíssima vitória perante o Campeão Europeu em título, o histórico Liverpool, por 1-0, com um golo de Luisão, já depois dos 80 minutos.
Depois de uma primeira parte de futebol bastante pobre de ambas as equipas, não tanto receando-se mutuamente, mas antes denotando pouca ambição, o cariz da partida mudaria na meia hora final, em particular a partir do momento em que Karagounis começou a espalhar uma amostra do “perfume” do seu futebol, com destaque também para o desempenho de Petit, dando solidez ao meio-campo, numa altura em que o Benfica parecia ficar mais vulnerável face aos contra-ataques do Liverpool. Uma palavra de justiça também para a bela exibição de Léo!
Nesse período final, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, procurando a vitória; não tendo disposto de muitas oportunidades, acabou por ser feliz, ao conseguir chegar ao golo na sequência de um livre apontado por Petit, “picando” a bola sobre a barreira, para a entrada triunfal, de cabeça, de Luisão, mais uma vez a assumir-se como figura decisiva, corporizando o espírito e alma benfiquista.
O Benfica volta a ser um “grande” na Europa, tendo sido a única equipa a vencer em casa neste primeiro dia de 1ª eliminatória dos 1/8 Final da Liga dos Campeões, em que equipas como o R. Madrid, Bayern e PSV Eindhoven parecem ter comprometido a sua continuidade na prova, em detrimento de Arsenal, AC Milan e Lyon, que, tal como os portugueses, partem com vantagem para a 2ª mão da eliminatória.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo (87′ – Ricardo Rocha); Robert (77′ – Nélson), Petit, Beto (58′ – Karagounis), Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes
Liverpool – Reina; Finnan, Hyypia, Carragher, Riise; Luis Garcia, Sissoko (35′ – Hamman), Xabi Alonso, Kewell; Morientes (78′ – Gerrard), Fowler (66′ – Djibril Cissé)
1-0 – Luisão – 84 minutos
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL

BENFICA – LIVERPOOL – 1-0
REAL MADRID – ARSENAL – 0-1
BAYERN – AC MILAN – 1-1
PSV EINDHOVEN – LYON – 0-1
EGIPTO CAMPEÃO DE ÁFRICA
O Egipto sagrou-se hoje pentacampeão de África em Futebol, ao vencer a 25ª edição da “Coupe d’Afrique des Nations”, batendo na Final da prova a Costa do Marfim, por 4-2, na transformação de pontapés da marca de grande penalidade, depois de 0-0 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
No jogo de atribuição do 3º e 4º lugares, a Nigéria venceu o Senegal por 1-0.
Campeão – EGIPTO
Vice-Campeão – Costa do Marfim
3º Nigéria
4º Senegal
Palmarés
1957 (Sudão) – Egipto – Etiópia – 4-0
1959 (Egipto) – Egipto – Sudão – 2-1
1962 (Etiópia) – Etiópia – Egipto – 4-2 (a.p.)
1963 (Ghana) – Ghana – Sudão – 3-0
1965 (Tunísia) – Ghana – Tunísia – 3-2 (a.p.)
1968 (Etiópia) – Congo – Ghana – 1-0
1970 (Sudão) – Sudão – Ghana – 1-0
1972 (Camarões) – Congo – Mali – 3-2
1974 (Egipto) – Zaire – Zâmbia – 2-2 (a.p.) / 2-0
1976 (Etiópia) – Marrocos – Guiné-Conacry – 1-0
1978 (Ghana) – Ghana – Uganda – 2-0
1980 (Nigéria) – Nigéria – Argélia – 3-0
1982 (Líbia) – Ghana – Líbia – 1-1 (7-6 g.p.)
1984 (C. Marfim) – Camarões – Nigéria – 3-1
1986 (Egipto) – Egipto – Camarões – 0-0 (5-4 g.p.)
1988 (Marrocos) – Camarões – Nigéria – 1-0
1990 (Argélia) – Argélia – Nigéria – 1-0
1992 (Senegal) – C. Marfim – Ghana – 0-0 (11-10 g.p.)
1994 (Tunísia) – Nigéria – Zâmbia – 2-1
1996 (África Sul) – África Sul – Tunísia – 2-0
1998 (Burkina Faso) – Egipto – África Sul – 2-0
2000 (Nigéria / Ghana) – Camarões – Nigéria – 2-2 (4-3 g.p.)
2002 (Mali) – Camarões – Senegal – 0-0 (4-3 g.p.)
2004 (Tunísia) – Tunísia – Marrocos – 2-1
2006 (Egipto) – Egipto – C. Marfim – 0-0 (4-2 g.p.)
Egipto (5 títulos); Ghana (4 títulos); Camarões (4 títulos); Congo e NIgéria (2 títulos); Etiópia, Sudão, Zaire, Marrocos, Argélia, C. Marfim, África Sul e Tunísia (1 título).
JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO
Têm hoje início em Turim (Itália) – decorrendo até ao próximo dia 26 de Fevereiro – os Jogos Olímpicos de Inverno, na sua XX edição. Portugal será representado por um único atleta, Danny Silva, que participará na prova de Esqui de Fundo.





