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Kenenisa Bekele regressa às vitórias e torna-se recordista
Depois de 10 títulos consecutivos de Campeão do Mundo de Cross em 5 anos, entre 2002 e 2006 (nas provas curta e longa), o etíope Kenenisa Bekele desistira na prova da época passada, cedendo o título a Zerzenay Tadesse, atleta da Eritreia.
Hoje, em Edimburgo, Bekele regressou às vitórias, obtendo o seu 11º título de Campeão Mundial, 6º na prova principal, batendo o record de que era co-detentor com os quenianos John Ngugi (vencedor de 1986 a 1989 e em 1992) e Paul Tergat (vencedor entre 1995 e 1999). Na prova deste ano, o queniano Leonard Patrick Komon foi 2º, enquanto que o campeão em título, Zerzenay Tadesse, se quedou pela 3ª posição.
Com uma selecção amplamente renovada, Portugal teve uma presença muito discreta, com Licínio Pimentel a ser o melhor atleta português, num modesto 72º lugar da classificação geral (9º a nível europeu).
Numa competição em que, dos 23 primeiros, apenas o 19º (o estado-unidense Jorge Torres) não representava um país africano, o melhor atleta europeu foi o espanhol Juan Carlos de la Ossa (no 24º lugar).
No sector feminino, a vitória foi também para a Etiópia, por intermédio de Tirunesh Dibaba. Inês Monteiro (na 34ª posição) foi a melhor portuguesa (7ª a nível europeu).
Portugal – Grécia

Depois de uma derrota num jogo sem brilho perante a selecção Campeã do Mundo (Itália), a equipa portuguesa defrontou hoje, em Dusseldorf, na Alemanha, a Grécia, Campeã da Europa em título, repetindo a partida da Final do EURO 2004.
Um golo do antigo jogador do Benfica, Karagounis, na conversão de um livre directo, deu vantagem à selecção grega, ainda na primeira parte, por volta da meia-hora.
E, uma vez mais, a equipa de Portugal mostrou-se impotente para inverter o rumo do encontro, permitindo mesmo – novamente a Karagounis, e também de livre – o dilatar do marcador, cerca da hora de jogo.
Parecendo nada aprender, a cada jogo com a Grécia – não obstante perfilar-se sempre como favorito -, Portugal repete os mesmos erros, denotando paralelamente uma incapacidade para se impor, ou sequer, para criar (e ainda menos concretizar) claras oportunidades de golo em quantidade satisfatória. O golo de Nuno Gomes, aos 75 minutos, numa (rara) boa combinação, mais não representa que o ponto de honra de uma equipa vencida… e convencida.
Derrotados consecutivamente por três vezes (na abertura e na Final do Euro, tal como na fracassada desforra de hoje), pouca moral terão os portugueses para continuar a reivindicar uma putativa superioridade face aos gregos… e nem sequer as ausências de Cristiano Ronaldo, Deco e Nani poderão servir como atenuante para mais uma pobre exibição.
Campeonatos de futebol na Europa – Destaques da jornada
Real Madrid (com segunda derrota consecutiva), Inter e CFR Cluj – todos derrotados – permitem redução da vantagem.
Panathinaikos perde terreno na luta pela liderança no campeonato da Grécia.
Paris Saint-Germain (derrotado em Lyon) em dificuldades para garantir a manutenção.
Intensas disputas pelo acesso à Liga dos Campeões na Holanda (Ajax, Heerenveen, Feyenoord, NAC Breda, Twente e Groningen) e Alemanha (Hamburgo, Bayer Leverkusen, Werder Bremen, Schalke, Stuttgart e E. Frankfurt).
Cristiano Ronaldo bate record de George Best
O português Cristiano Ronaldo, com mais 2 golos marcados na partida hoje disputada pelo Manchester United, frente ao Bolton, atingindo assim os 33 golos nas diversas competições da presente temporada (dos quais 24 no Campeonato inglês), superou o registo de George Best (32 golos em 52 jogos, na época de 1967-68) – ao mesmo tempo que lidera também a tabela dos melhores goleadores da Europa.
Futebol Internacional
Numa fase da época em que começam a definir-se as principais competições futebolísticas na Europa – em Portugal, poderemos, hipoteticamente, ter já o FC Porto a sagrar-se Campeão na próxima jornada!… -, preparei um conjunto de páginas de acompanhamento de alguns dos mais importantes campeonatos de futebol a nível europeu, reunidas no blogue “Futebol Internacional” (com resultados e classificações actualizadas) que convido a visitar.
Sorteio da Liga dos Campeões e da Taça UEFA
Realizou-se hoje em Nyon, na Suíça, o sorteio das próximas eliminatórias da Liga dos Campeões e da Taça UEFA, tendo resultado na seguinte agenda de jogos:
LIGA DOS CAMPEÕES
1/4 Final (1 e 2 / 8 e 9 de Abril)
Arsenal – Liverpool
Roma – Manchester United
Schalke – Barcelona
Fenerbahçe – Chelsea
1/2 Finais (22 e 23 / 29 e 30 de Abril)
Arsenal/Liverpool – Fenerbahçe/Chelsea
Roma/Manchester United – Schalke/Barcelona
(Final em Moscovo a 21 de Maio)
Taça UEFA
1/4 Final (3 / 10 de Abril)
Bayer Leverkusen -Zenit
Glasgow Rangers – Sporting
Bayern Munich – Getafe
Fiorentina – PSV Eindhoven
1/2 Finais (24 Abril / 1 de Maio)
Bayern Munich/Getafe – Bayer Leverkusen/Zenit
Glasgow Rangers/Sporting – Fiorentina/PSV Eindhoven
(Final em Manchester a 14 de Maio)
Taça UEFA – 1/8 Final (2ª mão) – act.
Bayern Munich – Anderlecht – 1-2 / 5-0 (6-2)
Everton – Fiorentina – 2-0 / 0-2 (2-2) – 2-4 g.p.
Zenit St.-Petersburg – Marseille – 2-0 / 1-3 (3-3)
Sporting – Bolton – 1-0 / 1-1 (2-1)
Werder Bremen – Glasgow Rangers – 1-0 / 0-2 (1-2)
Hamburger – Bayer Leverkusen – 3-2 / 0-1 (3-3)
PSV Eindhoven – Tottenham – 0-1 / 1-0 (1-1) – 6-5 g.p.
Getafe – Benfica – 1-0 / 2-1 (3-1)
Depois da eliminação do Benfica na partida de ontem, o Sporting tinha hoje a responsabilidade de (continuar a) ser a única equipa portuguesa em prova nas competições europeias da presente época.
Arriscando – e não obstante as declarações de intenções, de não pretender jogar para o nulo – a verdade é que o Sporting foi deixando o tempo correr, numa estranha apatia… à mercê de um eventual golo fortuito do Bolton.
Seria o jovem Bruno Pereirinha, numa atitude de claro inconformismo, a fazer despertar a equipa da letargia, curiosamente no quarto de hora final do encontro. Nessa fase, o Sporting partiria então, finalmente, de forma decidida, para o ataque, em busca do golo que confirmaria o apuramento.
Foi de inteira justiça que o (excelente) golo tivesse saído dos pés de Pereirinha, que, depois de – já em plena área, descaído sobre o lado direito – ter tirado o adversário directo do caminho, internando-se, rematou forte e colocado, num remate cruzado, ao poste mais distante, sem hipótese de defesa para o guarda-redes adversário.
Até final, seria ainda o Sporting a estar mais perto do segundo golo, mas o jogo chegaria ao seu termo com a vantagem mínima.
O Sporting prossegue para os 1/4 Final da Taça UEFA, consumando-se assim a eliminação das três equipas inglesas em prova até esta eliminatória (depois de duas delas, Everton e Tottenham, terem ontem conseguido anular importantes desvantagens trazidas da 1ª mão… para acabarem por ser vencidas no desempate por pontapés da marca de grande penalidade).
Taça UEFA – 1/8 Final (2ª mão)
Bayern Munich – Anderlecht – 1-2 / 5-0 (6-2)
Everton – Fiorentina – 2-0 / 0-2 (2-2) – 2-4 g.p.
Zenit St.-Petersburg – Marseille – 2-0 / 1-3 (3-3)
Sporting – Bolton – 13.03.2008 / 1-1 (—)
Werder Bremen – Glasgow Rangers – 1-0 / 0-2 (1-2)
Hamburger – Bayer Leverkusen – 3-2 / 0-1 (3-3)
PSV Eindhoven – Tottenham – 0-1 / 1-0 (1-1) – 6-5 g.p.
Getafe – Benfica – 1-0 / 2-1 (3-1)
Getafe – Roberto Abbondanzieri Pato, Cosmin Contra, Manuel Tena, Lucas Licht, Mario Cotelo (74m – Cortés), Fabio Celestini, Francisco Casquero, Jaime Gavilán (80m – Fuertes), Juan Albín, Kepa González (69m – Signorino) e Rubén De la Red
Benfica – Quim, Nélson, Edcarlos (74m – Sepsi), Katsouranis, Léo, Petit, Maxi Pereira (59m – Di María), Rui Costa, Cristián Rodríguez, Nuno Gomes (66m – Mantorras) e Makukula
1-0 – Juan Albín – 77m
Cartões amarelos – Roberto Abbondanzieri Pato (38m), Mario Cotelo (60m) e Lucas Licht (73m); Katsouranis (14m), Maxi Pereira (55m) e Edcarlos (68m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Numa partida insípida, o Benfica confirmou que a crise é bem real, possivelmente mesmo mais profunda do que poderia supor-se, não parecendo a chicotada psicológica proporcionada pela demissão de Camacho ter trazido qualquer ânimo à equipa.
Perante um Getafe, privado de vários jogadores (por lesão e castigo), obrigado a remodelar meia-equipa, que pareceu adoptar como estratégia conceder a iniciativa ao adversário – a par de sistemáticas perdas de tempo, nas reposições de bola por parte do guarda-redes, e, inclusivamente, com mais de uma situação de duas bolas no campo em simultâneo –, para, de acordo com a sua matriz de jogo, replicar em rápidos contra-ataques, o Benfica nunca revelou capacidade para assumir de forma determinada a iniciativa.
Uma oportunidade desperdiçada (de forma incrível, rematando ao poste a um metro da baliza) por Makukula ainda no primeiro quarto de hora e uma outra, já na segunda parte, por intermédio de Rui Costa (rematando forte da zona central, à entrada da grande-área… mas à figura do guarda-redes), foi tudo o que a equipa portuguesa conseguiu construir.
Apesar das tentativas de Chalana, colocando em campo, primeiro, Di María, e, depois, Mantorras, o Benfica nunca conseguiria libertar-se da apatia.
Aproveitando uma falha, o Getafe não perdoaria, marcando o golo que lhe dá nova vitória, numa eliminatória que, desde cedo, controlou.
A partir daí – embora o golo não alterasse substancialmente a situação, uma vez que o Benfica necessitaria sempre, em qualquer circunstância, de marcar 2 golos – a equipa descreu, arrastando-se pelo campo, pouco mais do que limitando-se a esperar pelo escoar do tempo, vencida e convencida.
E assim, desta forma descolorida, se despede o Benfica de mais uma época de competições europeias, eliminado, pelo terceiro ano consecutivo, por equipas espanholas.
Demissão de Camacho
O treinador do Benfica, José Antonio Camacho acaba de pedir a demissão; no termo de um jogo em que empatou no seu Estádio, frente ao U. Leiria (último classificado da I Liga), terá solicitado a rescisão do vínculo laboral que o ligava ao clube ainda por mais uma época, sem exigência de qualquer compensação contratual.
Não tendo nunca – em cerca de seis meses! – conseguido que o Benfica jogasse como equipa (no que constitui o lema da modalidade, football association), sem um modelo de futebol organizado, sem um fio condutor (com a equipa a viver de iniciativas individuais), há muitos jogos atrás que Camacho parecia ter baixado os braços.
Não confiando nos seus jogadores (não acreditando no seu potencial), sentia-se, desde há várias semanas, o seu conformismo e impotência para injectar o sopro de moral e motivação de que a equipa carece, na aparente impossibilidade que denota de se auto-motivar na disputa dos objectivos que lhe restam ainda: garantir o 2º lugar no Campeonato (e consequente qualificação automática para a Liga dos Campeões); conquistar a Taça de Portugal; por que não vencer em Getafe, para prosseguir na Taça UEFA.
Sentia-se que o Benfica necessitava de se libertar de Camacho; que necessitava urgentemente de “sangue novo”, de um responsável (com um perfil de treinador jovem, ambicioso, numa fase de lançamento de carreira) que – no quadro das condicionantes orçamentais do clube – pudesse preparar, planear, programar tempestivamente a próxima época.
Hoje, consumada que está a saída de Camacho – num gesto de grande dignidade profissional -, é fundamental que a Direcção do Benfica não se precipite e que, sem pressas, faça a opção mais adequada para o futuro. No imediato, necessariamente, a equipa não deixará de dar uma resposta positiva a esta situação; mais importante que este final de época (o fundamental será mesmo conservar o 2º lugar…) será a próxima. O seu desfecho começará a desenhar-se agora, em função da decisão que for tomada.
Naide Gomes Campeã do Mundo
A portuguesa Naide Gomes sagrou-se esta tarde Campeã mundial de Salto em Comprimento em pista coberta, competição disputada em Valencia, com 7,00 metros, melhor marca mundial do ano – e, também, novo record nacional -, vencendo a brasileira Maurren Higa Maggi (6,89 metros) e a russa Irina Simagina (6,88 metros).
Entretanto, Nelson Évora acaba de obter a medalha de bronze na prova de Triplo-Salto, com a marca de 17,27 metros, suplantado pelo britânico Philips Idowu (17,75 metros) – Campeão mundial – e pelo atleta cubano David Giralt (17,47 metros).




