Posts filed under ‘Desporto’
Benfica Campeão Europeu de Hóquei em Patins

Novamente numa Final entre duas equipas portuguesas (tal como se verificara em 2013), hoje disputada no Pavilhão da Luz, o Benfica, ganhando à Oliveirense por 5-3, sagrou-se Campeão Europeu de Hóquei em Patins, troféu que conquista pela segunda vez na sua história (depois do triunfo de 2012-13), e que junta às Taças CERS conquistadas em 1990-91 e 2010-11 e à Supertaça Europeia.
Para chegar a esta Final (7.ª da história do clube, na prova), e tal como há três anos, o Benfica eliminara ontem, na partida das 1/2 Finais, o Barcelona, no desempate da marca de grande penalidade (2-1), depois de 1-1 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
Antes, nos 1/4 Final tinha já eliminado o Vendrell, também de Espanha, com 5-3 na Catalunha e 5-5 no Pavilhão da Luz, depois de ter ganho o seu Grupo de apuramento, à frente do Vic (Espanha – 5-1 e 6-7), Bassano (Itália – 9-6 e 8-2) e Mérignac (França – 8-0 e 5-2).
Os heróis que conquistaram esta taça foram: Pedro Henriques, Valter Neves, Diogo Rafael, João Rodrigues (os quatro a bisar a conquista do título, pelo Benfica), Guillem Trabal, Carlos Nicolia, Jordi Adroher, Marc Torra, Tiago Rafael e Miguel Rocha, sob a orientação técnica de Pedro Nunes.
Esta foi a sexta vez que a competição foi conquistada por equipas portuguesas.

(foto via MaisFutebol)
Palmarés da prova:
- Barcelona (21) – 1972-73, 1973-74, 1977-78, 1978-79, 1979-80, 1980-81, 1981-82, 1982-83, 1983-84, 1984-85, 1996-97, 1999-00, 2000-01, 2001-02, 2003-04, 2004-05, 2006-07, 2007-08, 2009-10, 2013-14 e 2014-15
- Reus (7) – 1966-67, 1967-68, 1968-69, 1969-70, 1970-71, 1971-72 e 2008-09
- Igualada (6) – 1992-93, 1993-94, 1994-95, 1995-96, 1997-98 e 1998-99
- Liceo Coruña (6) – 1986-87, 1987-88, 1991-92, 2002-03, 2010-11 e 2011-12
- Voltregà (3) – 1965-66, 1974-75 e 1975-76
- FC Porto (2) – 1985-86 e 1989-90
- Benfica (2) – 2012-13 e 2015-16
- Sporting (1) – 1976-77
- Noia (1) – 1988-89
- Barcelos (1) – 1990-91
- Follonica (1) – 2005-06
Liga Europa – 1/2 finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Sevilla - Shakhtar Donetsk 3-1 2-2 5-3 Liverpool - Villarreal 3-0 0-1 3-1
Apenas o Liverpool conseguiu impedir o pleno espanhol nos finalistas das competições europeias desta temporada, defrontando na final o Sevilla, que atinge o jogo decisivo da prova pelo terceiro ano consecutivo!
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Manchester City 1-0 0-0 1-0 Bayern - At. Madrid 2-1 0-1 2-2
Dois anos depois repete-se – agora em Milão – a final de Lisboa, de 2014, entre Real Madrid e Atlético de Madrid.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
Shakhtar Donetsk – Sevilla – 2-2
Villarreal – Liverpool – 1-0
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
Manchester City – Real Madrid – 0-0
At. Madrid – Bayern – 1-0
Liga Europa – Sorteio das 1/2 Finais
Shakhtar Donetsk – Sevilla
Villarreal – Liverpool
Os jogos desta eliminatória serão disputados nos próximos dias 28 de Abril e 5 de Maio de 2016.
Liga dos Campeões – Sorteio das 1/2 Finais
Manchester City – Real Madrid
At. Madrid – Bayern
Os jogos da primeira mão serão disputados nos próximos dias 26 e 27 de Abril de 2016. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 3 e 4 de Maio.
Liga Europa – 1/4 final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Shakhtar Donetsk - Sp. Braga 4-0 2-1 6-1 Sparta Praha – Villarreal 2-4 1-2 3-6 Sevilla - Athletic Bilbao 1-2 2-1 (5-4 gp) 3-3 Liverpool - Borussia Dortmund 4-3 1-1 5-4
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Wolfsburg 3-0 0-2 3-2 Benfica – Bayern 2-2 0-1 2-3 At. Madrid - Barcelona 2-0 1-2 3-2 Manchester City - P. St.-Germain 1-0 2-2 3-2
Sinal notório do grande equilíbrio dos confrontos destes 1/4 de final: todas as quatro eliminatórias decididas por tangencial margem de 3-2 no agregado das duas mãos.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão) – Benfica – Bayern
Benfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu (88m – Luka ), Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Eduardo Salvio (68m – Anderson Talisca), Mehdi Carcela-González, Pizzi (58m – Gonçalo Guedes) e Raúl Jiménez
Bayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich, Javi Martínez, David Alaba, Thiago Alcântara, Xabi Alonso (90m – Juan Bernat), Arturo Vidal, Douglas Costa, Thomas Müller (84m – Robert Lewandowski) e Franck Ribéry (90m – Mario Götze)
1-0 – Raúl Jiménez – 27m
1-1 – Arturo Vidal – 38m
1-2 – Thomas Müller – 52m
2-2 – Anderson Talisca – 76m
Cartões amarelos – Mehdi Carcela-González (70m) e André Almeida (90m); Javi Martínez (74m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Numa conclusão sumária, confirmou-se que a “missão era impossível”.
E, todavia – mesmo privado do concurso de Jonas (castigado), Nico Gaitán, Mitroglou (para além de Júlio César ou Luisão), por lesão -, o Benfica até começou por conseguir o que parecia mais difícil, ao colocar-se em vantagem no marcador, numa excelente antecipação, em voo, de Raúl Jiménez, a aproveitar uma saída em falso de Neuer, a cabecear sem hipóteses para o guardião bávaro, igualando assim a eliminatória.
Mas, efectivamente – e pese embora nova boa exibição do guarda-redes Ederson -, o mais difícil era mesmo manter a baliza benfiquista inviolada, tal a expressão de posse de bola da equipa alemã (a aproximar-se, no final da partida, dos 70%), e a pressão imposta sobre o meio campo e zona defensiva contrária, qual “rolo compressor”.
Poderiam as coisas ter sido diferentes, em termos de desfecho da eliminatória? Quem sabe, se o Benfica tivesse concretizado a soberana oportunidade de que dispôs para ampliar o resultado para 2-0 (negada por Neuer), apenas quatro minutos volvidos após o primeiro tento… talvez pudesse prolongar o sonho.
Como se receava, o golo do Bayern – novamente por Vidal, numa recarga de “baliza aberta”, após um deficiente desvio de Ederson, para a frente, e para a zona central -, empatando o jogo, poucos minutos antes do intervalo, praticamente sentenciou tal desfecho.
Depois, com a obtenção do segundo tento pelos alemães, num lance estudado de bola parada (canto), chegou a poder recear-se que algum desânimo se apoderasse da equipa portuguesa, que veria ainda uma bola embater no poste da baliza de Ederson.
Mas não, o grupo soube reagir da melhor forma à desilusão, não virando a cara à luta, enfrentando o adversário “olhos nos olhos”, conseguindo, na sequência de uma soberba execução de Talisca, na conversão de um livre, marcar novamente, restabelecendo a igualdade.
E o mesmo Talisca teria ainda nos pés, também na marcação de um outro livre, a cinco minutos do final, a possibilidade de dar a vitória ao clube português, com a bola, contudo, a sair ligeiramente ao lado da baliza. Até final, seria o conjunto benfiquista a procurar com mais insistência chegar ainda ao golo.
No conjunto das duas mãos, o tangencial diferencial de 2-3, espelha bem a oposição que o Benfica ofereceu ao amplamente favorito Bayern, dispondo de meios e recursos largamente superiores.
Não aconteceu a desejada “noite mágica” no Estádio da Luz, mas foi de forma honrosa que a equipa portuguesa se despediu da Liga dos Campeões, concluindo uma bela campanha nesta temporada.
Uma palavra, para definir a atitude e o comportamento do Benfica nestes dois jogos: Dignidade!



