Posts filed under ‘Da Vinci’

POLINÉSIA

A Polinésia (literalmente, “Muitas Ilhas” – Poly Nesos) é uma região de forma triangular que cruza o Pacífico, desde a Nova Zelândia até à Ilha da Páscoa, e a Norte, até ao Hawaii, com ilhas de origem vulcânica e pequenas ilhas de corais e atóis.

Em termos político-administrativos, compreende: Polinésia Francesa, Pitcairn (colónia britânica), Ilha da Páscoa (Chile), Ilhas Cook (associadas à N. Zelândia), Niue (“ilha-nação”, associada à N. Zelândia), Tonga, Samoa Americana, Samoa, Tokelau (N. Zelândia), Wallis e Futuna (França) e Tuvalu.

23 Outubro, 2006 at 6:09 pm Deixe um comentário

MELANÉSIA

A região da Melanésia (literalmente “Ilhas dos Negros” – Melas Nesos – com base na cor predominante da pele dos seus habitantes) cobre uma área desde a Nova Guiné (Indonésia e Papua-Nova Guiné) até às Ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledónia (França) e uma parte das Ilhas Fiji (não obstante estas integrarem também a Polinésia).

Abrange algumas das maiores ilhas da região, surgindo como reminiscências de um continente submerso.

23 Outubro, 2006 at 1:58 pm Deixe um comentário

MICRONÉSIA

A região da Micronésia (literalmente, “pequenas ilhas” – Mikros Nesos) estende-se entre as Filipinas (a Oeste) e o Hawaii (a Leste) e a Indonésia (a Sudoeste), essencialmente no Pacífico Norte, abrangendo milhares de ilhas.

Em termos político-administrativos, reparte-se por 7 entidades: Repúblicas das Ilhas Marshal, de Kiribati e Palau, Estados Federados da Micronésia, Guam (dependência dos EUA), Ilhas Marianas (Estado associado aos EUA) e Nauru.

Mapahttp://www.mapsouthpacific.com/micronesia/index.html

23 Outubro, 2006 at 12:36 pm Deixe um comentário

MAPA OCEANO PACÍFICO

Mapa Oceano Pacífico

(via http://www.mapsouthpacific.com/pacific/index.html)

“The Pacific, greatest of oceans, has an area exceeding that of all dry land on the planet. One theory claims that the moon may have been flung from the Pacific while the world was still young.”
David Stanley, Moon Handbooks South Pacific

(via http://www.lib.utexas.edu/maps/australia/west_pacific_islands98.jpg)

Uma primeira aproximação, muito geral: Tonga, Tuvalu, Vanuatu e Kiribati (entre outros “micro-estados”) situam-se – todos – algures, no imenso Pacífico Sul, entre a Austrália e a América do Sul.

É nesta região que se situa também a parcela de terra mais isolada do resto da humanidade: a Ilha da Páscoa (Easter Is.), “um ponto perdido” no Oceano Pacífico, a meio caminho entre a costa da América do Sul e o Tahiti, distando 3 700 km do Chile (país a que pertence) e 4 050 km de Papeete (Tahiti).

23 Outubro, 2006 at 8:46 am Deixe um comentário

TONGA, TUVALU, VANUATU, KIRIBATI, PALAU …


(via http://www.expeditiontrips.com/upload/images/rmap_77_2006-06-23_122025/map-southpacific.gif)

São nomes que, no mínimo, (me) despertam curiosidade… e um inevitável fascínio!

Trata-se de (pequenos) países situados no Pacífico Sul (à excepção de Palau…), de que me proponho “partir à descoberta” nos próximos dias… (tal como, há cerca de ano e meio, “parti à descoberta” das Caraíbas).

E aproveitando para “reavivar” uma “categoria” há bastante tempo “adormecida”: Da Vinci

20 Outubro, 2006 at 1:58 pm Deixe um comentário

GRANDES VIAS (XV)

A selecção do traçado para a travessia do Vale do Tarn (França), com o Viaduto de Millau, foi concretizada por decisão ministerial em Junho de 1989, integrando um viaduto de 2 500 metros, elevando-se a mais de 200 metros acima do vale, em detrimento da possibilidade de construção de um túnel.

Até à sua inauguração, na travessia entre Sauveterre e Larzac, descia-se dos 930 metros de altitude de Engayresque, aos 359 metros de altitude de Millau, subindo depois novamente aos 765 metros de Potensac.

A obra seria sujeita a consulta pública no final de 1993, tendo sido aprovada em Janeiro de 1995.

Após a selecção do gabinete de arquitectura, em 1996, seria necessário esperar ainda até Outubro de 2001 (depois de aturados estudos de aerodinâmica e dos efeitos do vento) para que a obra fosse definitivamente adjudicada (na sequência de concurso internacional, lançado em Janeiro de 2000); a 14 de Dezembro de 2001, o Ministro do Equipamento e Transportes da França colocava a “primeira pedra”, assinalando o início da construção com um pequeno bloco de betão.

A 21 de Fevereiro de 2003, o pilar “P2” ultrapassava os 141 metros, batendo o anterior record em França. A 13 de Junho, seria o record mundial a ser batido, ao alcançar os 181 metros ; a altura de 245 metros seria atingida a 20 de Outubro de 2003, o tabuleiro do viaduto fixar-se-ia a 270 metros de altura!

Apenas 15 meses após o início, concluía-se a 28 de Maio de 2004 a monumental construção do tabuleiro metálico do viaduto, com uma largura de 32 metros e 2 460 metros de comprimento, assente sobre sete majestosos pilares.

A 14 de Dezembro de 2004, era oficialmente inaugurado o Viaduto de Millau, uma referência mundial da engenharia; a abertura à circulação aconteceria dois dias depois.

Uma “visita virtual” (antes da construção do viaduto) pode ser feita aqui.

(vidé também a página do Viaduto de Millau)

29 Julho, 2005 at 8:30 am 1 comentário

GRANDES VIAS (XIV)

Ponte Vasco da Gama4

Com 17 185 metros, dos quais cerca de 10 km sobre o rio Tejo, a Ponte Vasco da Gama é a maior ponte da Europa, cuja construção foi iniciada em Fevereiro de 1995, tendo sido inaugurada em 4 de Abril de 1998.

Compreende 12 345 metros de viadutos: Viaduto Norte, com 488 metros; Viaduto da Expo, com 672 metros; Viaduto Central, com 6 531 metros (80 vãos, apoiados sobre 81 pilares), Viaduto Sul, com 3 825 metros. O acesso Norte tem 945 metros; o acesso Sul estende-se por 3 895 metros.

Apoia-se em dois pilares principais de betão, com 150 metros de altura, permitindo uma altura livre para navegação de 45 metros.

A altura do tabuleiro varia de 14m (maior parte do percurso) a 30m (sobre os dois canais navegáveis, de 130m de extensão). Os pilares foram reforçados para suportar o impacto de barcos.

Colaboraram na construção desta monumental obra de engenharia, 3 300 trabalhadores.

[2480]

28 Julho, 2005 at 8:45 am

GRANDES VIAS (XIII)

Foi no já longínquo ano de 1953 que o Ministério das Obras Públicas constituiu uma comissão visando o estudo da viabilidade da construção de uma ponte sobre o Rio Tejo em Lisboa.

O concurso público para a sua construção seria aberto em 1959, prevendo a ligação entre Alcântara e Almada, com um tabuleiro superior para circulação rodoviária e, na parte inferior, um outro, para circulação ferroviária.

A obra – com grandes similitudes à Ponte Golden Gate em São Francisco (EUA) – seria adjudicada em Maio de 1962 a um consórcio liderado pela United States Steel International (New York), Inc., tendo os trabalhos tido início a 5 de Novembro do mesmo ano, com base num projecto de um Gabinete de Engenharia americano (Steinman, Boynton, Gronquist & London), com intervenção do Gabinete da Ponte sobre o Tejo e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

Após 4 anos de trabalhos, chegando a envolver um máximo de 3 000 trabalhadores (num total de mais de 2 milhões de dias de trabalho/homem), a Ponte sobre o Tejo seria inaugurada em 6 de Agosto de 1966, sendo na época a maior da Europa. Baptizada como Ponte Salazar, seria renomeada, menos de 10 anos depois, passando a designar-se por Ponte 25 de Abril.

Apenas em Novembro de 1998 teriam termo os trabalhos de alargamento do tabuleiro rodoviário (para seis vias) – a ponte fora inicialmente construída com 2 vias em cada sentido e um separador central (mais tarde eliminado, passando, em Julho de 1990, a 5 vias) –, sendo feita a instalação do tabuleiro inferior ferroviário, inaugurado em Agosto de 1999.

Com um vão central de 1 013 metros e dois vãos laterais de 483 metros cada (a que se juntam dois vãos extremos na margem Norte e um vão extremo na margem Sul, cada um com cerca de 100 metros), tendo portanto um comprimento total de cerca de 2 280 metros, é uma das maiores pontes suspensas do mundo.

As torres principais elevam-se cerca de 190 metros acima do nível das águas (com o pilar principal sul a uma profundidade de 80 metros abaixo do nível de água, tendo o pilar principal norte uma profundidade de 35 metros), dispondo de uma altura livre de navegação de 70 metros, possibilitando o acesso ao porto de Lisboa de navios de grande porte.

(vidé nomeadamente http://www.lusoponte.pt/p25.htm).

27 Julho, 2005 at 8:32 am 2 comentários

GRANDES VIAS (XII)

O Eurotúnel / Túnel da Mancha (“Chunnel”) é um túnel ferroviário submarino (40 metros abaixo do solo), ligando a França e a Inglaterra, uma verdadeira obra-prima da engenharia (a mais importante do século XX), construído “a meias” entre ambos os países, sendo o segundo mais longo túnel ferroviário do mundo, após o Túnel de Seikan no Japão.

Com 50 km de comprimento, dos quais 39 km sob o mar, é constituído por três túneis paralelos, dois ferroviários (para cada um dos sentidos) e um terceiro, operando como túnel de acesso de apoio, ligado aos principais por várias passagens transversais.

Seria inaugurado em 1994 – colocando termo ao histórico “isolamento” britânico do continente europeu –, após ter sido criado em 1957 o primeiro grupo de estudos do túnel do canal, que viria a propor, em 1960, a solução que viria a ser adoptada, integrando 3 túneis paralelos. O projecto apenas seria oficialmente lançado em 1973, embora apenas em 1986 fosse aberto o concurso para a sua construção, finalmente iniciada em 1987, com máquinas perfuradoras a partir de ambas as costas, formando as secções do túnel, que se encontrariam “a meio do caminho” em 1990.

Diariamente, podem circular até 600 comboios, transportando passageiros, automóveis e camiões, reduzindo o trajecto de Londres a Paris a uma duração de cerca de 3 horas.

26 Julho, 2005 at 8:48 am

GRANDES VIAS (XI)

O Canal do Panamá, localizado no istmo do Panamá, ligando os Oceanos Atlântico e Pacífico, foi construído entre 1908 e 1914, tendo os trabalho sido iniciados pelo Engenheiro Ferdinand de Lesseps, responsável também pela construção do Canal do Suez.

Devido à forma em “S” do Panamá, o Oceano Atlântico situa-se a Oeste do Canal, ficando o Oceano Pacífico, contrariamente à orientação geral, a Leste; a travessia do Atlântico para o Pacífico é feita portanto de Noroeste para Sudeste.

Seria inicialmente propriedade dos EUA; apenas em 1977, seria assinado um acordo que previa a transferência definitiva do seu controlo para o Panamá a partir de 31 de Dezembro de 1999.

Tem uma extensão de 82 km, com uma largura de cerca de 150 metros, baseando-se em 3 eclusas duplas (para os dois sentidos), em níveis diferentes, operando a água como um “elevador”, a partir da abertura de válvulas de enchimento de cada uma das comportas; por exemplo, a partir da entrada do lado do Atlântico (eclusa de Gatún), os navios começam por ser elevados 26 metros, até ao nível do Lago de Gatun; segue-se um processo inverso, de descida até ao nível do Oceano Pacífico (com uma altura média das águas superior em cerca de 24 cm ao Oceano Atlântico!), operada por via das eclusas de Pedro Miguel e Miraflores.

A travessia é feita entre 16 a 20 horas. Tal como o Canal do Suez, tem a finalidade estratégica de evitar a necessidade de contornar um continente, no caso a América do Sul, para passar de um Oceano a outro.

25 Julho, 2005 at 8:40 am

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