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CARAÍBAS

(via Maps of Mexico).
Iniciamos hoje uma “curta viagem” (de alguns dias…) por uma “paradisíaca” região de rara beleza, onde Cristóvão Colombo aportou há cerca de 500 anos, conhecendo um pouco de alguns dos “jovens países” das Caraíbas – que poderá “visitar”, recorrendo aos links indicados, com mapas e imagens panorâmicas virtuais de cada um dos pontos de maior interesse (“clicando” em cada um desses pontos no mapa!).
[1994]
AMÉRICA (VI)
América do Norte
– Canadá – 9 974 375 km2
– EUA – 9 529 063 km2
– México – 1 967 138 km2
– Bermudas (território britânico) – 54 km2
– Gronelândia (território dinamarquês) – 2 175 600 km2
– São Pedro e Miquelon (território francês) – 242 km2
América Central
– Belize – 22 965 km2
– Costa Rica – 51 100 km2
– El Salvador – 21 041 km2
– Guatemala – 108 889 km2
– Honduras – 112 088 km2
– Nicarágua – 130 700 km2
– Panamá – 75 517 km2
Antilhas
– Cuba – 110 861 km2
– República Dominicana – 48 443 km2
– Haiti – 27 400 km2
– Jamaica – 10 991 km2
– Porto Rico – 9 104 km2
– Anguila / Antígua e Barbuda / Aruba / Bahamas / Barbados / Curaçau / Dominica / Granada / Guadalupe / Ilhas Virgens / Martinica / Montserrat / Santa Lúcia / São Vicente e Grenadinas / St. Kitts e Nevis
América do Sul
– Argentina – 2 780 092 km2
– Bolívia – 1 098 581 km2
– Brasil – 8 511 965 km2
– Chile – 756 626 km2
– Colômbia – 1 141 748 km2
– Equador – 270 667 km2
– Guiana – 215 083 km2
– Guiana Francesa – 86 504 km2
– Paraguai – 406 752 km2
– Perú – 1 285 216 km2
– Suriname – 163 820 km2
– Uruguai – 176 215km2
– Venezuela – 912 050 km2
[1992]
AMÉRICA (V)
“A história da América Latina confunde-se com a das civilizações pré-hispânicas (com os Toltecas, Astecas, Maias e Incas). A conquista europeia começa em 1519 quando Cortés desembarca no México. No Sul, Pizarro torna-se senhor do Império Inca (1530-32). Em menos de 30 anos, os espanhóis estão instalados no continente. Em 1530, as instituições portuguesas funcionam também plenamente no Brasil.
Em meados do século XVI, a sociedade colonial está totalmente implantada no Novo Mundo (espanhol e português). No domínio espanhol, as melhores terras são confiscadas aos índios para a construção de grandes propriedades nas quais os conquistadores utilizam mão-de-obra local com a autorização da Coroa, e com a obrigação de a evangelizar. Desenvolve-se por todo o continente uma economia de plantação, ao mesmo tempo que as minas de ouro e prata são exploradas. Além das consequências económicas e culturais, há que salientar as consequências biológicas desta colonização: as epidemias levam ao desmoronamento da população índia; escravos negros são trazidos de África.
O período entre 1808 e 1825 é caracterizado pela emancipação das colónias americanas, tanto espanholas como portuguesas. Em muitos casos, os generais que chefiavam as lutas pela independência sobem ao poder nos novos países que, em muitos casos, se transformam em ditaduras. A instabilidade política, causada por guerrilhas internas e por guerras externas, não ajuda o frágil desenvolvimento económico, baseado quase exclusivamente na produção de matérias-primas.
A democratização política sentida a partir das últimas décadas não impede a continuação das guerrilhas e de outros problemas, como a produção e tráfico de droga.”
“A Enciclopédia”, vol. 1, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004, p. 440
[1983]
AMÉRICA (IV)
“Os colonos ingleses, a partir dessa data senhores de um imenso país que valorizavam e onde levavam uma vida muito rude, suportavam dificilmente a tutela da metropolitana. Quando Londres decidiu, sem os consultar, atribuir-lhes pesadas taxas (imposto sobre os selos e o chá), rebentou o conflito.
Em 1773, os colonos mais exaltados lançam ao mar em Boston a carga de três navios carregados de chá (Boston Tea Party). O Governo inglês reage com medidas de repressão, enquanto os colonos organizam uma milícia de «cidadãos». O primeiro recontro militar deu-se em Lexington em 19.4.1775. A 10 de Maio do mesmo ano, um «Congresso Continental», reunido em Filadélfia, agrupou todas as milícias sob o comando de George Washington. Em 4.7.1776, para responder ao bloqueio das colónias organizado pelos Ingleses, os rebeldes publicam a Declaração de Independência dos Estados Unidos, redigida por Thomas Jefferson. depois do brilhante triunfo de Saratoga (1777), os Americanos são apoiados pela França que envia sucessivamente dois corpos de voluntários (La fayette e Rochambeau), secundados pela Espanha e Países Baixos. Em 1781, a capitulação do general Cornwallis, em Yorktown, põe praticamente fim às hostilidades e a Inglaterra reconhece oficialmente, pelo Tratado de Versalhes de 1783, a independência dos Estados Unidos da América, formados por 13 antigas colónias.”
“A Enciclopédia”, vol. 1, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004, pp. 439, 440
[1980]
AMÉRICA (III)
“Os Espanhóis, depois da conquista do México por Cortés, exploraram parte da América do Norte. Procuraram em vão metais preciosos, depois desinteressaram-se. Em 1585, Walter Raleigh estabeleceu na Virgínia a primeira colónia inglesa sem sucesso duradoiro. Na verdade, a verdadeira colonização do país só começaria no século XVII com a instalação dos Ingleses ao longo das costas atlânticas, enquanto os Franceses, descendo do Canadá e subindo o golfo do México, exploravam a bacia do Mississípi, da qual se apoderariam em nome do rei Luís XIV (o cavaleiro De La Salle dá o nome de Luisiana a este vasto território). As colónias inglesas tiveram uma expansão e povoamento rápidos (1 200 000 habitantes no século XVIII). Em contrapartida, as colónias francesas, apesar dos esforços de Law (fundação de Nova Orleães, em 1718), serão negligenciadas por muito tempo. Os colonos gozavam de grande autonomia; devido em parte ao afastamento da metrópole e para ajudar a desenvolver o país, mandam vir escravos africanos, tradicionalmente agricultores, sobretudo para os territórios do Sul. As guerras europeias tiveram repercussões na América, onde se defrontaram os Franceses e os Ingleses; estes últimos, em número superior e melhor apetrechados, acabaram por vencer, pelo que a França teve de ceder a maior parte da suas possessões pelo Tratado de Paris de 1763.”
“A Enciclopédia”, vol. 1, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004, p. 439
[1977]
AMÉRICA (II)
“Pouco se sabe das populações primitivas que povoaram o Norte do continente americano. Os numerosos túmulos encontrados na bacia do Mississípi apenas permitem supor que esta região foi habitada por tribos vindas da Ásia, das quais descenderiam os peles-vermelhas. Os Vikings, estabelecidos na Islândia, foram certamente, com Erik, o Vermelho, os primeiros europeus a descobrir a América do Norte. De facto, desde o século X, eles chegaram às costas do Labrador, mas não se estabeleceram definitivamente e foi só a partir do século XV que a Europa teve a revelação do Novo Mundo, com a chegada de Cristóvão Colombo em 1492. Depois das viagens de Cabot (América do Norte, 1497), Pedro Álvares Cabral (Brasil, 1500) e Fernão de Magalhães (1520), o traçado da costa oriental daquele continente ficou conhecido nas suas grandes linhas. A sua forma precisa fica definitivamente estabelecida depois da viagem de Balboa ao Panamá (1513) e das expedições de Cortés (México, 1519), Cartier (Canadá, 1534) e Soto (Florida e Mississípi, 1541).”
“A Enciclopédia”, vol. 1, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004, pp. 438, 439
[1974]
AMÉRICA (I)
“Superfície: 39 milhões de km2, população: 900 milhões de habitantes.
A América, o segundo maior continente, ocupa 28 % da superfície terrestre e alberga 14 % da população mundial. É limitada a ocidente pelo oceano Pacífico e a oriente pelo Atlântico; a norte quase toca a Ásia no estreito de Bering, sendo o ponto mais a sul o cabo Horn. É formada por dois grandes blocos, América do Norte e América do Sul. entre estas, desde o México ao Panamá, situa-se a América Central.
O relevo apresenta, nas duas Américas, um aspecto simétrico. A O, ao longo da costa do Pacífico, nota-se a existência de uma cadeia de montanhas recentes, orientadas no sentido norte-sul. No Centro o relevo é formado por extensas planícies, enquanto a E. predominam as cadeias montanhosas gastas pela erosão.
1. Montanhas. Do Alasca à Terra do Fogo, estende-se uma cadeia contínua formada pelas Montanhas Rochosas e pela Cordilheira dos Andes, onde se encontram numerosos vulcões (Alasca, México, Chile). Toda a costa O da América é afectada, com frequência, por sismos.
2. Planícies. Tanto na América do Norte como na América do Sul, a parte centrela do continente é formada por uma larga bacia de drenagem, onde correm extensos rios. A pradaria canadiana é drenada, a norte, pelo Mackenzie e seus afluentes. a E pelo Saskatchewan; a bacia do Mississípi estende-se por todas as planícies centrais dos EUA. Na América do Sul, a bacia do Orenoco e a do Amazonas prolongam-se, ao sul, pela do Paraguai-Paraná.
3. Os planaltos antigos formam o relevo da parte este das duas Américas. O antigo soco do escudo canadiano é ladeado, a E, pela cadeia hercínica dos Apalaches, que se prolonga, ao Sul, até ao golfo do México. Na América do Sul, o Amazonas separa o planalto das Guianas do Brasil e o planalto da Patagónia une-se aos Andes na extremidade sul do continente.”
“A Enciclopédia”, vol. 1, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004, pp. 432, 433
Réplicas das Caravelas que descobriram o “Novo Mundo” (foto: revista Hola! especial, Madrid, 1992)
[1972]
MAPA DA "AMÉRICA DE COLOMBO"

Mapa de Juan de La Cosa, 1500, no Museu Naval de Madrid
(foto: revista Hola! especial, Madrid, 1992)
[1969]
DESEMBARQUE EM SAN SALVADOR (BAHAMAS) / CARTA DE COLOMBO AOS REIS CATÓLICOS


Desembarque em San Salvador (Bahamas) / Carta de Colombo, relatando a viagem ao “Novo Mundo” (Arquivo de Simancas, Espanha) (fotos: revista Hola! especial, Madrid, 1992)
[1965]
CRISTÓVÃO COLOMBO (IV)
Entretanto, juntamente com o seu irmão Bartolomeo, havia fundado a capital de Santo Domingo, ao qual atribuiu o governo das novas terras, mas que viria também a sofrer uma rebelião, devido às pesadas taxas impostas.
Teria muitas dificuldades em conseguir formar a tripulação para a sua terceira viagem, para o que teve de recorrer a condenados pela justiça. Entre 1498 e 1500, chegou às ilhas de Granada e Trinidad e Tobago. Apenas nesta terceira viagem, chegaria efectivamente ao continente americano.
Para além da escassez das prometidas riquezas, Colombo viria mesmo a ser acusado de tirania e abuso de poder, levando os reis a nomear uma comissão para analisar a situação. Em 1500, Francisco de Bobadilla é enviado à América, mandando prender Colombo e o irmão, que seriam deportados para a Europa. Viriam contudo a ser absolvidos e recompensados pela coroa espanhola.
Colombo viria a realizar a sua quarta viagem entre 1502 e 1504, navegando nas Antilhas, chegando à Martinica. O governador de La Hispaniola proibiria o desembarque de Colombo, que depois de ancorar por um período em Santo Domingo, seguiria para as Honduras e, finalmente, chegando ao Panamá.
Em 1504, retornou definitivamente à Europa. Após a morte da rainha Isabel, nesse ano, viria a desentender-se com o Rei Fernando, sendo-lhe retirados todos os privilégios como governador das novas terras.
Cristóvão Colombo faleceu em Valladolid a 20 de Maio de 1506, sem ver devidamente reconhecidos os seus feitos que abriram novos mundos à humanidade. Até ao fim da vida, acreditou ter chegado à Ásia, sem saber que tinha descoberto um novo continente.
Em 1542, o corpo seria exumado e levado novamente para a R. Dominicana, até que, em 1899, retornaria a Espanha, onde repousa na Catedral de Sevilha.
[1964]



