Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’

O MEU PÉ DE LARANJA LIMA (I)

O prometido é devido: inicia-se hoje uma apresentação de 10 extractos da obra de José Mauro de Vasconcelos, “O Meu Pé de Laranja Lima”. Apreciem estes momentos de rara beleza na escrita; enjoy it.

“A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas.”

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20 Julho, 2003 at 12:37 pm

"O LIVRO DAS ILUSÕES"

“Após a morte da mulher e dos filhos num acidente de avião, David Zimmer entra em depressão. Para tentar fugir ao desespero, entrega-se à escrita de um livro sobre Hector Mann, um virtuoso do cinema mudo dado como desaparecido em 1929. Publicada a obra, David aceita traduzir as Memórias do Túmulo, de Chateaubriand, e refugia-se num lugar perdido para fazer face à hercúlea tarefa que se impôs. É então que recebe uma estranha carta proveniente de uma pequena cidade do Novo México, supostamente escrita pela mulher de Hector: “Hector leu o seu livro e gostaria de encontrá-lo. Está interessado em fazer-nos uma visita?” Trata-se de uma impostura ou Hector Mann está realmente vivo? Zimmer hesita, até que uma noite uma jovem mulher lhe bate à porta e o obriga a decidir-se, transformando para sempre a sua vida. Contada pela jovem mulher, a história do extraordinário e misterioso Hector Mann é o fio condutor do presente romance. Mas o poder narrativo de Paul Auster transporta-nos bem para lá da magia do cinema mudo e mergulha-nos no coração de um universo muito pessoal, em que o cómico e o trágico, o real e o imaginado, a violência e a ternura se misturam e dissolvem. Com O Livro das Ilusões, Paul Auster – um dos mais talentosos e originais escritores americanos – oferece-nos aquela que é, porventura, a mais rica e empolgante das suas obras.” 

Com a apresentação da mais recente obra de Paul Auster, termina este “mini-ciclo” dedicado a uma das maiores figuras da escrita actual a nível mundial. 

Se tiver conseguido despertar – a quem não teve ainda oportunidade de o ler – a curiosidade de conhecer melhor a grandiosidade da sua escrita, terá sido plena e cabalmente atingido o objectivo a que me propus. “Bon apétit!”.

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19 Julho, 2003 at 7:39 pm

"TIMBUKTU"

“Mr. Bones é um cão de raça indefinida, mas de grande inteligência. Desde cachorro tem vivido com William Gurevitch, um vagabundo, um poeta errante, um excêntrico sobrevivente das revoluções dos anos sessenta. Juntos percorreram a América e sobreviveram aos duros Invernos de Brooklin. Agora, em Baltimore, depara-se-lhes aquela que será talvez a última aventura: William, que pressente a chegada da morte, tem de encontrar uma antiga professora sua, para lhe confiar os seus cadernos de poemas e o se leal companheiro de tantos anos …”

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18 Julho, 2003 at 7:56 pm

BÁRBARA E O SERVIÇO PÚBLICO

Mais uma nota para destacar um novo programa de Bárbara Guimarães: “Páginas Soltas”, na SIC Notícias, de segunda a sexta, pelas 20.15 horas; diariamente, uma pequena conversa de 9 minutos com um convidado, tendo sempre por tema um livro. Mais um que vale a pena “jeter un coup d’œil”!

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18 Julho, 2003 at 8:21 am

"MR. VERTIGO"

““Tinha doze anos a primeira vez que caminhei sobre as águas.” Assim começa este novo romance de Paul Auster. Ele próprio afirmou que ao escrevê-lo “qualquer coisa de diferente aconteceu”, talvez marcando uma viragem no seu percurso criativo. A acção inicia-se em Saint Louis, Missouri, nos anos 20, e mergulha na memória colectiva americana, tecendo-se desses acasos, tão ao gosto do autor, que fazem coincidir de certa forma a vida do Rapaz Maravilha com a própria história da América. Paul Auster arquitectou-o como um livro de memórias, escrito pelo herói já no fim da vida, mas pode também ser entendido como um romance iniciático onde o tema da solidão é tratado com fulgurante lucidez. Para além disso, Mr. Vertigo confirma Paul Auster como um dos mais singulares escritores do nosso tempo, levando ousadamente mais longe a sua sedutora arte de narrar que, desta vez, atinge uma dimensão quase épica.”

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17 Julho, 2003 at 7:06 pm

"BROADWAY EM LISBOA"

A propósito de espectáculos a não perder: hoje e amanhã, no Estádio do INATEL, “O Melhor da Broadway”.

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17 Julho, 2003 at 8:59 am

"AS OBRAS COMPLETAS DE WILLIAM SHAKESPEARE EM 97 MINUTOS"

Mantém-se em cena há mais de 6 anos na Companhia Teatral do Chiado. É obra!

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17 Julho, 2003 at 7:55 am

"LEVIATHAN"

“É talvez o livro mais sedutor de Paul Auster. Nele o autor renova de forma cativante … o tema do eu-sombra, do Outro. Quando Peter Aaron, o narrador da história, lê a notícia de que um homem não identificado explodiu numa estrada do Norte do Wisconsin, sabe tratar-se de Benjamim Sachs, o seu melhor amigo e um promissor romancista. A partir desse momento Aaron impõe-se a si próprio a árdua missão de desvendar o mistério que envolve a vida e morte de Sachs, empreendendo uma jornada que é, simultaneamente, uma autodescoberta. Com o objectivo único de repor a verdade e dizê-la, revive a amizade que o ligara ao amigo ao longo de quinze anos. Leviathan é uma história sobre a amizade, a traição, o desejo, as incursões do imprevisto no quotidiano, mas é, sobretudo, uma história audaciosa pela complexidade dos mundos criados, pelo intrincado dos enredos, pelas coincidências bizarras, pelas perturbantes ambiguidades. Um romance onde Auster dá asas à sua arte exemplar de criar ambientes densos, labirínticos e sedutoramente envolventes.”

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16 Julho, 2003 at 7:39 pm

"LULU ON THE BRIDGE"

“Como todos os romances do autor, Lulu on the Bridge combina o mito, a magia e a realidade para nos desvendar os aspectos mais profundos da experiência humana. Izzy, um músico de jazz, é acidentalmente atingido por uma bala quando actua num clube de Nova Iorque e, na última hora que lhe resta de vida, graças às virtudes mágicas de uma pedra misteriosa, é conduzido em sonho ao labirinto estranho e por vezes assustador da sua alma. Ao mesmo tempo thriller e conto de fadas, Lulu on the Bridge é acima de tudo uma extraordinária história sobre as possibilidades redentoras do amor.” 

[47]

15 Julho, 2003 at 7:55 pm

"O CADERNO VERMELHO" (II)

Na sequência das referências que tenho vindo a indicar, atrevo-me hoje a apresentar-vos um capítulo completo (!!!) de “O Caderno Vermelho” (Edições Asa), ou seja, uma das diversas histórias que o compõem: 

“Na mesma ordem de ideias, embora abrangendo um período de tempo mais curto (alguns meses em vez de vinte anos), um outro amigo, R., falou-me de um livro marginal que ele tentava localizar sem sucesso, esquadrinhando livrarias e catálogos à procura daquilo que devia ser uma obra admirável que ele ansiava ler; e contou-me como, uma tarde em que fazia o seu caminho pelo centro da cidade, tomou um atalho para a Grand Central Station, subiu o lanço de escadas que leva à Vanderbilt Avenue, e viu de repente uma jovem ao lado do friso de mármore com um livro à frente dela: o mesmo livro que ele tão desesperadamente tentava encontrar. 

Embora não tivesse por hábito dirigir a palavra a desconhecidos, R. estava demasiado atordoado pela coincidência para ficar calado. “Acredite ou não”, disse à jovem, “tenho andado à procura desse livro por toda a parte.” 

“É maravilhoso”, respondeu a jovem, “acabei agora mesmo de o ler.” 

“Sabe dizer-me onde poderei encontrar outro exemplar?”, perguntou R. “Não consigo explicar-lhe o que isso significaria para mim.” 

“Este é para si”, respondeu a mulher. 

“Mas é seu”, replicou R. 

“Era meu”, disse a mulher, “mas agora já acabei de o ler. Vim aqui hoje para lho dar”.”

[45]

14 Julho, 2003 at 7:15 pm

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