Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’
PABLO NERUDA – 100 ANOS (IV)
.Pido silencio. (.Estravagario.)
Ahora me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.
Yo voy a cerrar los ojos.
Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raíces preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.
En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.
La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.
Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo.
Ahora si quieren se vayan.
He vivido tanto que un día
tendrán que olvidarme por fuerza,
borrándome de la pizarra:
mi corazón fue interminable.
Pero porque pido silencio
no crean que voy a morirme:
me pasa todo lo contrario:
sucede que voy a vivirme.
Sucede que soy y que sigo.
No será, pues, sino que adentro
de mí crecerán cereales,
primero los granos que rompen
la tierra para ver la luz,
pero la madre tierra es oscura:
y dentro de mí soy oscuro:
soy como un pozo en cuyas aguas
la noche deja sus estrellas
y sigue sola por el campo.
Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.
Nunca me sentí tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.
Ahora, como siempre, es temprano.
Vuela la luz con sus abejas.
Déjenme solo con el día.
Pido permiso para nacer.
[1562]
PABLO NERUDA – 100 ANOS (III)
“De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.
Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.”
(do “Poema 20” de “Veinte poemas de amor y una canción desesperada“)
[1558]
PABLO NERUDA – 100 ANOS (II)
” …. Deixa que o vento corra, coroado de espuma, que me chame e me busque galopando na sombra, enquanto eu, mergulhado nos teus imensos olhos, nesta noite imensa, descansarei, meu amor…”
Pablo Neruda
Obras principais: Crepusculário (1923), Vinte poemas de amor e uma canção desesperada (1924), Tentativa do homem infinito (1926), Residência na terra (vol. I, 1931; vol.II, 1935; vol.III,1939), Ode a Stalingrado (1942), Terceira residência (1947), Canto geral (1950), Odes elementares (1954), Estravagario (1958), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta (1960), Cem sonetos de amor, ensaios (Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral Esplendor e morte de Joaquín Murieta (1967). Em 1974, foi publicado o volume autobiográfico Confesso que vivi.
Há 1 ano no Memória Virtual – A Trilogia de Nova Iorque
[1554]
EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL – I GUERRA MUNDIAL
A Biblioteca Nacional apresenta uma interessante e original exposição de cartazes tendo por motivo a I Guerra Mundial.
“… Esta exposição patenteia uma selecção de 65 cartazes de um vasto conjunto de 256 obras sobre o referido período histórico. Pertencentes ao património da BN, fazem parte, na sua quase totalidade (253), da generosa doação de 356 cartazes, sobre vários temas, efectuada por Abílio Pacheco Teixeira Rebelo de Carvalho, em 1977, a esta instituição.”
“Os 256 cartazes que podem ser consultados neste site, especialmente concebido para a sua divulgação, estão relacionados ou são proximamente decorrentes da I Guerra Mundial e fazem parte da Colecção de Cartazes da Biblioteca Nacional.”
P. S. Aproveitando a oportunidade para “publicitar” (mais um) outro “blogue” que tenho o prazer de começar agora a desenvolver, relacionado com a organização de um “evento internacional” a nível empresarial (torneio desportivo europeu entre diversas “filiais” da Companhia).
P. S. 2 – Novo agradecimento à Isabel que me vai mantendo informado das iniciativas da Biblioteca Nacional.
[1552]
PABLO NERUDA – 100 ANOS (I)
Faz hoje 100 anos, nascia Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, que viria a ser imortalizado como Pablo Neruda.
Em Portugal, o lançamento das obras “Cadernos de Temuco” e “Cem Sonetos de Amor” dá início à comemoração do centenário do poeta, um dos mais importantes do século XX, Prémio Nobel em 1971.
Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, conhecido pelo pseudónimo de Pablo Neruda (nome que oficialmente adoptaria em 1946), nasceu em Parral, no Chile, em 12 de Julho de 1904.
Publicaria os primeiros trabalhos literários na cidade de Temuco; a primeira obra publicada seria .Crepusculário. (1923), seguindo-se (em 1924), os famosos .Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada..
Até final da década de 20, foi Cônsul do Chile na Birmânia, Ceilão, Java e Singapura, antes de seguir para Espanha (de 1934 a 1938) e no México (1940 a 1943), vindo a ser eleito senador em 1945; teria de abandonar o Chile em 1950, devido à ilegalização do Partido Comunista. Regressaria ao seu país em 1952.
Seria ainda embaixador em França (1970). Em Outubro de 1971, ser-lhe-ia atribuído o Prémio Nobel da Literatura. Faleceu em Santiago, em 23 de Setembro de 1973, 12 dias depois da queda e morte de Salvador Allende.
Poeta romântico na fase inicial do seu percurso, sob a inspiração de Walt Whitman, atravessaria depois o surrealismo, influenciado por André Breton, vindo a tornar-se marxista e revolucionário, lutando pela República em Espanha e, depois, pelas revoluções latino-americanas.
Há 1 ano no Memória Virtual – .Textos pré-blogue.
[1550]
LUAR NA LUBRE EM TORRES NOVAS
Esta noite, em Torres Novas, espectáculo do grupo galego Luar na Lubre, apresentando o seu último disco (Hai un paraíso), com a participação da jovem portuguesa, Sara Vidal (cantando “O meu país”).
[1536]
"DESPORTOS & LETRAS" – EXPOSIÇÃO
“Citado há mais de cem anos entre nós (Ramalho Ortigão, 1887), o foot-ball era, já em 1926, no dizer de Aquilino Ribeiro, o desporto favorito dos portugueses. Este ainda propôs (1958), por analogia com outros, que se foram nacionalizando, o vocábulo «pedibola», mas não vingou. A modalidade domina, entretanto, a actualidade, inspirando a exposição da Biblioteca Nacional, que não quis ficar-se, todavia, pelo conceito de massas subjacente ao acontecimento do Euro 2004.”
Este é parte do texto de promoção a Exposição patente na Biblioteca Nacional, de 3 de Junho a 4 de Setembro (entrada livre!), exibindo obras e iconografia (desde a banda desenhada aos álbuns de cromos) relacionada com variadas actividades desportivas, com espaço também para o Olimpismo.
[1477]
BIBLIOTECA DO CONHECIMENTO ONLINE
Constitui sempre um motivo de satisfação poder divulgar iniciativas deste género.
A Biblioteca do Conhecimento Online “reune as principais editoras de revistas científicas internacionais de modo a oferecer um conjunto vasto de artigos científicos disponíveis on-line”.
…Isto, apesar de o acesso aos conteúdos disponibilizados na “b-on Biblioteca do Conhecimento Online” ser reservado aos utilizadores (todos aqueles que integrem os quadros da instituição aderente ou nela desenvolvam actividade, incluindo, nomeadamente, investigadores, docentes, estudantes, bolseiros e pessoal técnico).
[1458]
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA – "UMA CIDADE DE FUTEBOL" (II)
Na Cordoaria Nacional, são recuperadas imagens de fotógrafos como Joshua Benoliel, António Passaporte, Firmino Marques da Costa e Amadeu Ferrari, mostrando um conjunto de momentos simbólicos, passando pela inauguração dos estádios dos principais clubes de Lisboa e do Estádio Nacional (na década de 50), até ao nacionalismo numa série de fotos do jogo Portugal-Espanha, de 1947 (vitória lusa por 4-1).
Podem ver-se também trabalhos de três fotógrafos contemporâneos: António Júlio Duarte, com fotos do futebol amador e feminino; Pedro Letria e o retrato dos bastidores, desde os balneários às conferências de imprensa, passando também pela imagem televisiva do futebol; Paulo Catrica mostra-nos variados espaços de futebol, em “Campos & Stadiums”.
[1437]




