Posts filed under ‘Blogosfera’

NOVOS LINKS

A propósito, uma nova actualização de links para “blogues” recomendados (obviamente, a lista nunca estará concluída e, nesta fase, a tendência será para continuar a crescer… já vamos em 40!), incluindo também duas novas secções (em fase “de arranque”), remetendo para alguns dos “melhores blogues” brasileiros e, para já, em língua estrangeira, apenas um em inglês (nos próximos dias, tentarei também pesquisar a “blogosphère française”).

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22 Julho, 2003 at 7:45 pm

"OS BLOGS EM PORTUGAL E NO BRASIL"

Apresento a seguir extractos de uma interessante análise, escrita por Binoc (“O Meu Problema é Sexo”) no passado 31 de Maio. 

“Iniciei o meu primeiro blog em 2001. Na época, não conhecia nenhum blog português. A minha aprendizagem, na falta de referências lusas, fez-se naturalmente, com a “escola brasileira”. O meu primeiro “mestre” foi o Iberê Rodrigues, que escreve o pic-ceu e que apesar de praticamente desconhecido, continua a ser para mim, o melhor blogueiro de língua portuguesa que li até hoje. 

É evidente que este termo “escola brasileira”, é algo muito amplo e de contornos difusos. Basta-nos comparar os “destaques” do Weblogger Brasil com os “Blogs of Note” do blogger.br para verificar que a “gurizada” (a gaiatagem) está quase toda no Weblogger e o pessoal mais velho, no blogger (uns no brasileiro, outros no americano) e que entre ambos, existem diferenças abismais. Mas ainda assim, penso que é real a existência dessa “escola brasileira”, porque independentemente da idade do blogueiro, é comum aos blogs “made in brasil” a existência duma festa de cor e arte visual, que raramente encontramos paralelo nos blogs anglo-saxónicos, sempre austeros na sua aparência. 

Comparando os blogs do Brasil com os de Portugal, diria que a grande diferença entre eles, deriva do enorme atraso que os portugueses sofrem em relação aos do Brasil. 

Em Portugal, o movimento blog só agora começa a “mexer”, enquanto no Brasil as coisas vão já naquela triste fase, que um dia Portugal também há-de viver, em que os blogs são algo tão comum que, até mesmo qualquer adolescente retardado, desde que se interesse por internet, tem o seu blog. 

A tristeza reside, evidentemente, em o blog desses adolescentes consistir assim numa “coisa” com música e uma mistura anárquica de bonecada, erros grosseiros de ortografia e abreviaturas. 

Em Portugal, muito boa gente ainda julga que um blog deverá conter textos repletos de pérolas literárias e ter uma utilidade superior qualquer, que não seja irmã daquela que leva multidões a fazer sexo sem objectivos de procriação: o mero prazer. 

… 

Mas independentemente de me sentir à margem do mundo blogueiro português, tal não me impede de acompanhar a sua evolução e talvez até, por causa desse meu distanciamento, verificar com certa objectividade, o autismo de que muitos blogs portugueses padecem. Muitos vão ao ponto de não possuirem sequer links para outros blogs, nem sistemas de comentários. Tratam-se de blogs ensimesmados. 

… 

Conheço alguns blogs (brasileiros) escritos por jornalistas. Costumam apresentar-se antes de tudo como seres humanos e entre amigos, pelo que nessa condição, o traje é informal e a conversa é, apesar de escrita, próxima das conversas de café. Nestas circunstâncias, quase todos sabemos que é conveniente não só falar, mas também ouvir. Senão, a conversa tranforma-se em monólogo, ou pior ainda, em aula de faculdade. 

Para terminar, só referir que no Brasil já se passou essa invasão de vips armados em blogueiros e ninguém morreu. Cada vez há mais blogs. (Mas apesar de serem milhares e milhares, falam uns com os outros, faz parte).” 

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22 Julho, 2003 at 8:34 am

"ARQUIVO DA INTERNET":

Escreve Pacheco Pereira no “Público” sobre o “Arquivo da Internet”, esta nova ferramenta de comunicação sem fronteiras, de que sublinho o seguinte excerto: 

“Veja-se o caso da blogosfera. A blogosfera devia ter um “depósito obrigatório” imediato. Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos “sui generis””. 

É um tema que me toca particularmente: a informática permite-nos “agarrar” o passado, “conservá-lo” e, mais que isso, sobretudo, fazê-lo “reviver” sempre que quisermos; é uma memória virtual, mas uma memória virtual viva… 

A propósito, estou a pensar no desenvolvimento de um novo “blogue”, precisamente com esse nome (“Memória Virtual”), ainda em fase de teste, que espero conseguir colocar em marcha em Setembro. 

Particularmente, diz-me algo que o ISCTE tenha colaborado num estudo sobre o “arquivamento” da Internet; parece-me óbvio é que esta matéria não pode cair no esquecimento.

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19 Julho, 2003 at 1:00 pm

WELCOME

Não deixa de me dar algum prazer, já na qualidade de “veterano” dos blogues (já com três semanas!) referenciar um blogue “novo em folha” (começou há 2 dias…): Viagens na Minha Terra; começou bem: desde logo pelos links a Chico Buarque e a paisagens paradisíacas na Austrália (as férias estão mesmo aí…), mas não só (obviamente). Seja bem-vindo! 

Já mais antigo (este já tem mais de uma semana!…), mas deixando antever uma qualidade notável, o Companhia de Moçambique. A visitar com regularidade. 

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18 Julho, 2003 at 6:47 pm

O DEBATE SOBRE A BLOGOSFERA CONTINUA

Diz o blogue dos marretas (que, por uma grave falha minha, apenas agora incluí nos links): 

“A quantidade e a diversidade – e mesmo a especificidade – só pode ser benéfica. Tal como na imprensa tradicional, quantos mais títulos houver, mais escolha tem o público. Depois, os leitores decidem os que preferem. Os blogues têm ainda a enorme vantagem de não dependerem do número de leitores para garantir a sua sobrevivência. Ela depende apenas da vontade do autor e não das escolhas de quem os (não) visita.” 

Concordo plenamente! 

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17 Julho, 2003 at 8:39 am

A REVOLUÇÃO NA "BLOGOSFERA"

Mais um texto magnífico de Pacheco Pereira (Abrupto) sobre o diagnóstico do state of the art actual da “Blogosfera”:

“O que se está a dar é a democratização da blogosfera com a entrada de muita gente no duplo sentido: novos blogues e novos leitores. Por outro lado, a exposição exterior dos blogues introduziu diferentes critérios de avaliação que não coincidiam com os dominantes no seu interior. 

Este efeito acabou com a blogosfera cosy , fortemente estratificada entre blogues a quem ninguém ligava nenhuma e blogues que através de um permanente diálogo, do auto-elogio, de um espírito de elite que ultrapassava claramente qualquer barreira ideológica, se apresentavam como primus inter pares. 

… 

Era também natural que a maioria das pessoas se conhecessem umas às outras e fossem amigos. Quando, num meio de comunicação qualquer, todos se conhecem, ou todos tem a mesma idade, ou todos tem a mesma formação, ou todos lêem os mesmos livros, ou frequentam todos os mesmos restaurantes, é porque esse meio está na infância.

Tudo isto gera muitas tensões e uma certa irritação era inevitável (“os “de cima” não podem continuar vivendo à moda antiga”). Nalguns blogues mais antigos há uma clara evolução do blogue-optimismo para o blogue-cepticismo, que nada justifica, porque só um cego é que pensa que a blogosfera está pior porque não é um clube de vinte amigos. É natural que tenham vontade de migrar e para isso, por razões psicológicas, desvalorizam o que deixam para trás. 

Um dos aspectos mais saudáveis da democratização da blogosfera é que hoje é mais difícil “competir” (tomem a palavra com a latitude que quiserem), ter influência, já há muitas vozes qualificadas, muito saber em muitas áreas, uma diversificação temática, de opiniões e de escritas, que a capacidade para se afirmar já não depende do elogio mútuo, mas de se ter ou não uma voz própria e persistência. Este último factor é o que mais falta na blogosfera, onde um mês é um século e se chega a conclusões taxativas lendo cinco ou seis blogues de um dia para o outro. 

Eu sou liberal no sentido antigo, prezo a chuva e o mau tempo, a fúria e a calma das discussões, e gosto de ouvir muitas vozes diferentes. Como já disse e repito, na blogosfera, a “mão invisível” está dentro da cacofonia e para exercer o seu efeito positivo é suposto ser mesmo “invisível”. A blogosfera portuguesa passou de ter uma mão “visível” para ter uma “invisível” e foi, em primeiro lugar, o número que provocou esse efeito. Mais gente, mais vozes, tudo mais árduo. Esta é a revolução.”

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16 Julho, 2003 at 7:45 am

"BLOGOSFERA"

Ainda a propósito da tal “mini-revolução” provocada pelos “blogues”, escreve José Mário Silva no Blogue-de-Esquerda: 

“AVISO À NAVEGAÇÃO (ESCRITO APÓS UMA NOITE LONGA EM QUE NÃO CONSEGUI LER NEM METADE DOS BLOGUES QUE ME INTERESSAM). Caros bloggers, companheiros de armas, é escusado lutar contra a evidência: já ninguém consegue acompanhar, com a devida atenção, tudo o que se passa de importante neste mundo (a blogosfera) em que a Terra Incognita cresce mais depressa que a nossa capacidade de desenhar novos mapas. Eu tentei pôr-me à la page (horas a fio em frente ao ecrã) e não consegui. Pior, arrependi-me da tentativa inglória. Porque neste momento, há que dizê-lo, ou se lê ou se escreve. E eu quero escrever. É uma realidade dura (um pouco triste, mesmo) mas é a que temos.”

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14 Julho, 2003 at 7:09 pm

PASTILHAS

Diz Miguel Esteves Cardoso no Pastilhas

“Na verdade, o impulso diário de ir ler os meus blogues – de ver o que diz X; como reagiu Y; o que se passa com Z – é mais parecido com a semana que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. 

Eu estava em Évora e a minha principal actividade era fazer bicha nas poucas tabacarias da cidade, na ânsia de poder comprar um jornal de Lisboa ou do Porto que contasse o que estava a acontecer. Se acaso conseguisse aterrar as mãos planantes num rectângulo de papel impresso, levantava voo, como se aquelas folhas molhadas de tinta cheirosa fossem aeródromos. 

Ao fazer o meu longo “check-in” diário junto dos vários blogues, é essa a sensação que tenho. E tudo cada vez mais à margem dos jornais com que passei a minha vida, com menos pressa de atravessar a rua para comprá-los. 

A isto – e muito bem – chama-se uma revolução. 

Obrigado.” 

Subscrevo a 98 % no que respeita ao entusiasmo (no meu caso, o impulso de comprar o jornal mantém-se… a palavra impressa sempre exerceu um fascínio não mensurável; por outro lado, há que não perder a noção da realidade e reduzir as coisas à sua efectiva expressão: esta será apenas uma “mini-revolução”). 

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12 Julho, 2003 at 8:36 am

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