Archive for Maio, 2012

Liga Europa – Final – At. Madrid – Athletic Bilbao

Com mais um excelente desempenho do colombiano Radamel Falcão – a bisar a condição de melhor marcador da competição, assim como a presença na Final, em dois anos consecutivos, marcando, tal como no ano passado, golos decisivos para a conquista do troféu (na época anterior, ao serviço do FC Porto, o único golo da Final; hoje, mais dois golos) – o Atlético de Madrid sagrou-se hoje vencedor da Liga Europa, repetindo o triunfo alcançado na primeira edição da prova, em 2009-10.

Na Final de hoje, disputada em Bucareste, o Atlético de Madrid venceu categoricamente a equipa basca do Athletic Bilbao por 3-0, golos de Falcão aos 7 e 34 minutos, e de Diego, aos 85 minutos.

9 Maio, 2012 at 10:32 pm Deixe um comentário

Gilles Villeneuve

Passam hoje 30 anos (!) do desaparecimento de Gilles Villeneuve. Numa cerimónia evocativa, o filho, Jacques Villeneuve, Campeão do Mundo de Fórmula 1 em 1997, conduziu hoje o Ferrari 312 T4, com que o pai se sagrara vice-campeão do Mundo no ano de 1979.

(foto AP Photo/Ercole Colombo – via)

8 Maio, 2012 at 6:14 pm 1 comentário

Eleições na Grécia e em França

No mesmo dia (ontem) em que o Presidente cessante, Nicolas Sarkozy (48,6 %), foi derrotado por François Hollande (51,4 %) nas Eleições Presidenciais em França, da Grécia chegavam-nos notícias muito preocupantes, com os resultados eleitorais a ditarem um impasse, tendo o líder do partido vencedor (Antonis Samaras) reconhecido já a sua impotência para formar Governo, passando agora esse encargo para a segunda força mais votada, da extrema-esquerda (Syriza).

Os partidos que, tradicionalmente, vinham alternando na liderança do Governo (Nova Democracia e PASOK) – que integravam o Governo de coligação, o qual constituía o principal suporte ao plano de resgate com a Troika internacional do FMI / Comissão Europeia / BCE – perderam, respectivamente 14,6 % e 30,7 % (!), passando de um domínio hegemónico (no seu conjunto), de 77 %, para apenas 32 % dos votos – ficando aquém do número mínimo de deputados par obter a maioria no Parlamento (somam apenas 149, sendo a maioria alcançada com 151 – não obstante o partido vencedor ser premiado, pelo sistema eleitoral grego, com um bónus de 50 mandatos).

Tingindo ainda de tons mais sombrios esta votação, a força de extrema-direita, de inspiração “neo-nazi”, “Golden Dawn” praticamente atinge os 7 % dos votos, a que correspondem 21 deputados no Parlamento.

Para além do Syriza, quer os “Independentes” (de direita), quer o “Dimar” (“Esquerda Democrática”), assim como o KKE (Partido Comunista), são abertamente contrários ao acordo com a Troika e às medidas de austeridade a que a Grécia se encontra submetida.

Não se vislumbrando a possibilidade de formação de um Governo na sequência destes resultados, a única via de a Grécia escapar a uma catastrófica situação de ingovernabilidade deverá ser a de… realizar novas eleições a muito curto prazo!

7 Maio, 2012 at 10:42 pm 1 comentário

2 de Maio de 1962 – Benfica Bi-Campeão Europeu


Estádio Olímpico de Amesterdão – 02.05.1962

BenficaBenfica – Costa Pereira; Mário João e Ângelo; Cavém, Germano e Cruz; José Augusto, Eusébio, José Águas (cap.), Coluna e Simões

Real Madrid Real Madrid – Araquistáin; Casado, Miera, Felo, Santamaria; Pachín, Tejada, Del Sol, Di Stéfano; Puskas e Gento

0-1 – Puskas – 17m
0-2 – Puskas – 23m
1-2 – José Águas – 25m
2-2 – Cavém – 34m
2-3 – Puskas – 38m
3-3 – Coluna – 51m
4-3 – Eusébio (pen.) – 65m
5-3 – Eusébio – 68m

Árbitro – Leo Horn (Holanda)

2 Maio, 2012 at 2:14 pm Deixe um comentário

Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison

Numa época em que a Europa denota carecer imperiosamente de referências, revelando-se imprescindível superar preconceitos e buscar fonte de inspiração nos “founding fathers” dos EUA, o livro de José Gomes André, “Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison”, proporciona, para além da preservação, a divulgação de forma mais alargada – numa excelente obra em português -, do legado de Madison [1751-1836].

Um legado sintetizado por Viriato Soromenho-Marques, na apresentação do livro, no seguinte “Decálogo”, como que uma lista de 10 regras ou princípios fundamentais de serviço público:

1º Primado da Política – os problemas financeiros e económicos são, sempre, um problema de mau desenho das políticas respectivas;

2º Importância do realismo – a política faz-se com pessoas reais, concretas, e não com pessoais ideais; as boas leis implicam um conhecimento profundo da condição humana;

3º Ousadia intelectual e moral – muitas das soluções da engenharia política propostas por Madison, nomeadamente na defesa do federalismo, são completamente novas, inovadoras;

4º Racionalidade na política – a força dos argumentos racionais é estratégica, permitindo combinar o respeito pelos adversários com uma impiedosa capacidade argumentativa;

5º O federalismo é a forma superior de republicanismo – a forma superior de democracia representativa, garantindo a dupla cidadania e a dupla defesa dos direitos fundamentais;

6º O perigo da usurpação não vem da letra da lei, mas sim da força das coisas – a Constituição federal americana adquiriu um nível de visibilidade constitucional notável, servindo ainda hoje de paradigma;

7º A essência da política é o interesse comum (“salvação pública”) – defesa da propriedade, da segurança física, direito ao trabalho e ao futuro, sendo a política um mero instrumento;

8º A essência do federalismo consiste na prevenção de conflitos inúteis – acordos com quem vive ao nosso lado (por vezes, inimigos de ontem) e não, necessariamente, com quem gostamos, convertendo-os em “amigos funcionais”;

9º O federalismo proporciona que até os pequenos (Estados da União) podem atingir alguma grandeza – dando oportunidades a quem provém de áreas mais periféricas;

10º Combinação entre a paixão pela política e a paixão pelo conhecimento – o amor pela cultura, pelos livros (o regresso ao silêncio e “recolhimento” da leitura), associado a um conhecimento da herança mundial.

A que adiciono breves excertos de citações, expressando o pensamento e conceito federalista advogado por Madison, apresentadas por José Gomes André, neste indispensável livro:

«Os poderes delegados ao governo federal pela Constituição proposta são poucos e definidos. Os que irão permanecer nos governos estaduais são numerosos e indefinidos. Os primeiros serão exercidos principalmente sobre matérias externas, como a guerra, a paz, a negociação [de Tratados] e o comércio externo; […] Os poderes reservados aos vários Estados estender-se-ão a todas as questões que, no curso normal das coisas, dizem respeito à vida, liberdade e propriedade das pessoas, e à ordem interna, desenvolvimento e prosperidade do Estado.»

«Os elementos de um processo federal incluem um sentido de parceria [partnership] entre os membros de um pacto federal, manifesto através de uma cooperação negociada nos vários assuntos, […] e baseado num compromisso para uma negociação aberta [open bargaining] entre todas as partes em relação a qualquer tema, lutando de modo a se obter um consenso ou, caso isso não suceda, uma solução ajustada [accommodation] que proteja a integridade fundamental de todos os parceiros.»

«Se os homens fossem anjos nenhuma espécie de governo seria necessária. Se fossem os anjos a governarem os homens, não seriam necessários controlos externos nem internos sobre o governo. Ao construir um governo em que a administração será feita por homens sobre outros homens, a maior dificuldade reside nisto: primeiro é preciso habilitar o governo a controlar os governados; e, seguidamente, obrigar o governo a controlar-se a si próprio. A dependência do povo é, sem dúvida, o controlo primário sobre o governo; mas a experiência ensinou à humanidade a necessidade de precauções auxiliares.»

«Devemos referir-nos à seguinte reflexão admonitória: que nenhum governo criado e administrado por seres humanos poderá ser perfeito; que o governo menos imperfeito será por conseguinte o melhor governo; que os abusos verificados em todos os outros tipos de governo levou à preferência do governo republicano como sendo o melhor de todos eles, uma vez que é o menos imperfeito […].»

José Gomes André, “Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison”, pp. 93-94, 99, 109 e 122

2 Maio, 2012 at 8:58 am Deixe um comentário

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