Mundial 2010 – Final – Holanda – Espanha

11 Julho, 2010 at 10:01 pm Deixe um comentário

Holanda 0-1

Holanda Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst (105m – Edson Braahfeid), Mark van Bommel, Nigel de Jong (99m – Rafael van der Vaart), Arjen Robben, Wesley Sneijder, Dirk Kuyt (71m – Eljero Elia) e Robin van Persie

Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol, Joan Capdevila, Sergio Busquets, Xabi Alonso (87m – Cesc Fábregas), Andrés Iniesta, Xavi Hernández, Pedro Rodríguez (60m – Jesús Navas) e David Villa (106m – Fernando Torres)

0-1 – Andrés Iniesta – 116m

Melhor jogador – Andrés Iniesta

Cartões amarelos – Robin van Persie (15m), Mark van Bommel (22m), Nigel de Jong (28m), Giovanni van Bronckhorst (54m), John Heitinga (57m), Arjen Robben (84m), Gregory van der Wiel (111m) e Joris Mathijsen (117m); Carles Puyol (16m), Sergio Ramos (23m), Joan Capdevila (67m), Andrés Iniesta (118m) e Xavi Hernández (120m)

Cartão vermelho – John Heitinga (109m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Johannesburg (19h30)

(foto via Record)

O jogo da Final do Campeonato do Mundo, entre as selecções da Espanha e Holanda, começou por prometer bastante, com a equipa espanhola a ameaçar a baliza holandesa por 2 vezes logo nos 10 minutos iniciais, primeiro com Sergio Ramos a cabecear e a solicitar a intervenção do guarda-redes adversário, depois com uma combinação entre Xavi e David Villa, a rematar à malha lateral.

Com os esquemas tácticos de ambas as equipas a encaixarem-se, com grande rigidez e intensidade nas marcações, o jogo decairia de qualidade, paralelamente a uma escalada da dureza colocada em alguns lances, com o árbitro a ter de exibir o cartão amarelo por 5 vezes no espaço de 13 minutos.

Passava já da meia hora de jogo quando ocorreria a situação de maior frisson… num lançamento de linha lateral de longa distância, com a bola a ser devolvida pela Holanda, para o guarda-redes Casillas, que se viu em apuros para evitar que acabasse por violar a sua baliza. Complementando o antes falhado gesto de fair-play, a Holanda marcaria o correspondente pontapé de canto com… um passe para o guardião espanhol.

Pouco depois, o primeiro lance ofensivo de perigo criado pela Holanda, com uma boa abertura, criando desequilíbrios,  para o lado esquerdo da grande área espanhola, onde um jogador holandês acabaria por… rematar na atmosfera.

Mesmo a fechar o primeiro tempo, Robben, com um remate sesgado junto ao poste, obrigaria Casillas a nova intervenção de elevado grau de dificuldade.

Tal como na abertura do jogo, a Espanha teria um reinício de partida em força, com uma flagrante ocasião de golo, na sequência de um canto, com um Puyol pleno de auto-confiança, a cabecear em plena área adversária, assistindo um companheiro; contudo, Capdevila, em posição privilegiada, não conseguiu fazer o desvio fatal. Pouco depois, numa “carga de ombro” algo deslocada – foi, efectivamente, uma carga pelas costas – o árbitro perdoaria à Holanda uma grande penalidade (mais à frente, já com 78 minutos decorridos, indultaria Iniesta, não o sancionando disciplinarmente).

Depois de uma entrada determinada da Espanha, a Holanda voltaria a equilibrar o jogo, dispondo mesmo, pouco depois dos 60 minutos, da maior sensação de golo, com Robben, beneficiando de uma excelente abertura em profundidade de Sneijder, a isolar-se pela faixa central, rasgando a defesa, mas, no “cara a cara” com Casillas, a não conseguir tornear o guarda-redes espanhol, a sair decididamente de entre os postes, a fazer espectacularmente a “mancha”, assim salvando a sua baliza.

A Espanha retribuiria o brinde cerca dos 70 minutos, quando David Villa, que, já na zona da pequena área, beneficiara de uma defeituosa tentativa de desvio de Heitinga, desperdiçou uma clamorosa oportunidade de golo, sendo agora a vez de Stekelenburg oferecer o corpo à bola. E, aos 77 minutos, em novo lance de “bola parada”, Sergio Ramos a fugir à marcação e, surgindo fulgurantemente, a rematar de cabeça, mas sem a melhor direcção…

Aos 83 minutos, Robben teria novo duelo com Casillas, desta vez num lance de mais difícil concretização, com o guarda-redes espanhol a conseguir furtar-lhe a bola.

No prolongamento manter-se-ia a toada de jogo, com a Espanha mais afoita; aos 95 minutos, Fábregas obrigaria Stekelenburg a nova intervenção de elevada dificuldade.

Com a expulsão de Heitinga, os derradeiros dez minutos seriam, para a equipa holandesa, principalmente de contenção, com a Espanha a tentar evitar o desempate da marca de grande penalidade… o que conseguiria, a 4 minutos do termo, com Iniesta, solto no lado direito da grande área, a ter todo o tempo para preparar o remate, fulminante, enviando a bola para o fundo da baliza holandesa, possibilitando a vitoriosa explosão de euforia espanhola, que – confirmando o seu estatuto de melhor equipa – soma ao título de Campeã da Europa, o ceptro máximo, de Campeã do Mundo!

P. S. Um título ampla e justamente celebrado pela imprensa espanhola… com um momento mágico que entra para a história (beijo de Casillas a Sara Carbonero, sua namorada e repórter de televisão, que o entrevistava em directo)!

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Futebol e política ESPANHA – Campeã do Mundo Futebol – 2010

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