Archive for Janeiro, 2009

Biblioteca Digital Camões disponibiliza 1200 documentos em linha

A Biblioteca Digital Luís de Camões (do Instituto Camões) passa – a partir de hoje – a disponibilizar o acesso online livre, a cerca de mil e duzentos testemunhos culturais dos últimos cinco séculos, entre textos literários (incluindo textos de grandes autores portugueses já em regime de “domínio público” – falecidos há mais de 70 anos), pautas musicais, ensaios, poesia e estudos científicos.

8 Janeiro, 2009 at 1:20 pm Deixe um comentário

10 anos da introdução do Euro (III)

8 Janeiro, 2009 at 12:10 pm Deixe um comentário

Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (III)

Num ápice se passaria à terceira etapa da crise: a perda de confiança!

Sentindo-se de alguma forma “ludibriados” (vítimas do clássico “gato por lebre”), e uma vez que o risco decorrente do “subprime” não se encontrava ainda claramente reflectido nas demonstrações financeiras dos Bancos, estes começaram – “portas roubadas… trancas à porta” – a “desconfiar” uns dos outros, limitando a concessão de financiamentos inter-bancários (até porque, em primeira análise, necessitam também de se “auto-financiar”), com a inevitável crise de liquidez…

O que obrigaria os governos, um pouco por todo o mundo, a ter de intervir, definindo planos de acção que se converteriam em verdadeiros “planos de salvação”: significativo acréscimo dos empréstimos dos Bancos Centrais; cauções / avales do Estado, para garantir a obtenção de financiamentos externos; aquisição de activos “tóxicos”; aquisição de participações de capital nos Bancos / “nacionalizações”; culminando no estabelecimento de “níveis mínimos” de concessão de empréstimos pelos Bancos às Pequenas e Médias Empresas.

8 Janeiro, 2009 at 8:12 am Deixe um comentário

10 anos da introdução do Euro (II)

7 Janeiro, 2009 at 12:31 pm Deixe um comentário

Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (II)

A segunda etapa desta crise consubstanciou-se na “degradação”. A exposição aos empréstimos “subprime” foi disseminada por inúmeros produtos estruturados, de elevada complexidade – oferecidos pelos Bancos, com a promessa de altos rendimentos associados… a par de exposição limitada ao risco (um verdadeiro “melhor de dois mundos”!) –, que acabariam por se revelar produtos financeiros “tóxicos”.

Uma consequência da manipulação de instrumentos financeiros, por numerosos actores, que, efectivamente, não os dominavam no que respeita às suas verdadeiras propriedades e características intrínsecas, nomeadamente quanto à natureza da sua composição e sensibilidade ao risco.

Só com o apogeu da crise do “subprime” é que todos os intervenientes se deram conta – súbita e algo inesperadamente… – do verdadeiro grau de risco a que se tinham exposto.

7 Janeiro, 2009 at 8:05 am Deixe um comentário

10 anos da introdução do Euro (I)

6 Janeiro, 2009 at 2:30 pm Deixe um comentário

Anatomia da Crise – Quais as origens e causas? (I)

A primeira etapa da presente crise global teve origem na crise do “subprime”: algumas instituições financeiras estado-unidenses concederam empréstimos hipotecários à habitação a particulares, que enfrentavam elevados níveis de endividamento, tendo associadas taxas de juro mais elevadas que a média do mercado.

Estes empréstimos foram contratados tendo por base o valor de mercado do imobiliário nos EUA, o qual se encontrava então numa fase de crescimento constante; uma verdadeira “bolha”: quanto mais o mercado imobiliário crescia, maior era o nível de empréstimos concedidos.

Assistiu-se consequentemente a uma escalada das taxas de juro, que provocaria que esses devedores não tivessem capacidade para continuar a pagar as prestações dos empréstimos contraídos. Os Bancos tiveram então de executar as hipotecas; dado o volume destas incidências, o número de habitações colocadas à venda no mercado aumentou exponencialmente… necessariamente, a lei do mercado “impôs” uma queda dos preços.

Paralelamente, as instituições financeiras haviam recorrido em massa a práticas de titularização, para transferência do risco de crédito, num processo com um efeito multiplicador, que acabou por se traduzir – no fim do ciclo -, na “perda do rasto” de quem suportava efectivamente o risco associado a esses créditos. Quando um investidor adquiria unidades de participação de fundos, expunha-se indirectamente ao risco decorrente dessas múltiplas titularizações.

6 Janeiro, 2009 at 8:15 am Deixe um comentário

Gaza – Notícias via Twitter

Actualização de notícias sobre a guerra em curso na faixa de Gaza, em conta específica via Twitter – ptgaza, ou no diário2.com, com links recomendados por bloggers.

5 Janeiro, 2009 at 6:31 pm Deixe um comentário

Delito de Opinião

Delito de Opinião é o nome de um novíssimo blogue, tendo por mote “Política – Cultura – Quotidiano”, o qual conta entre os seus autores nomes credenciados da blogosfera: Adolfo Mesquita Nunes, Ana Cláudia Vicente, André Couto, Carlos Barbosa de Oliveira, Cristina Ferreira de Almeida, J. M. Coutinho Ribeiro, José Gomes André, João Carvalho, Leonor Barros, Marta Caires, Paulo Gorjão, Pedro Correia, Teresa Ribeiro e “Vieira do Mar”.

5 Janeiro, 2009 at 8:23 am Deixe um comentário

Blogues – Tendências e momentos marcantes (DN)

Mais visuais e à procura de lucro em 2009

A interligação entre blogues e a comunicação social, jornalismo de cidadão, o reforço dos blogues institucionais e a generalização do microblogging foram as grandes tendências de 2008 nos blogues nacionais. Também se falou do fim da blogosfera, mas não passou de um epifenómeno explicável.

A visão é de um atento observador dos blogues portugueses, Leonel Vicente, revisor oficial de contas na vida profissional e autor do blogue Memória Virtual, desde 2003, em que anualmente insiste num balanço sobre a blogosfera portuguesa (ver memoriavirtual.net/seccao/blogosfera-em-2008/).

Ao DN, explicou como a anterior tendência “de complementaridade e interpenetração” entre blogues e a “mediaesfera” se acentuou, quer com “a consolidação de sistemas de blogues ‘afiliados’, a par de blogues mantidos por colunistas da própria publicação”, como no Expresso, Público, SIC, Sol ou Visão. Por exemplo, a versão online do diário da Sonae-com permitiu ligações directas aos comentários dos blogues, enquanto o semanário da Impresa passou “a enviar previamente a determinados autores de blogues algumas das ‘matérias’ a publicar na edição seguinte”, a par do comentário sobre assuntos em destaque na blogosfera, como também faz o Jornal de Notícias.

Em “sentido inverso”, o jornalismo de cidadão foi marcado pela cobertura das eleições presidenciais norte-americanas no Política2008, de Nuno Gouveia, “credenciado para acompanhar a Convenção do Partido Republicano”. Outras tendências foram a “criação de blogues de cariz institucional”, de empresas a partidos políticos, e “o significativo impulso da micropublicação e da ‘publicação instantânea’, com realce para o uso do Twitter“.

Nos momentos em destaque, Leonel Vicente lembra o “importante contributo de mobilização via blogosfera” nas manifestações dos professores ou “o primeiro caso de encerramento de um blogue (Povoaonline) por decisão judicial” e o pedido internacional da Polícia Judiciária para identificar o autor de O Jumento.

Realce ainda para as intervenções da Entidade Reguladora para a Comunicação Social ao “prestar esclarecimentos relativamente a textos publicados em blogues”, com o seu presidente a responder ao Abrupto e a vogal do Conselho Regulador a fazer o mesmo no Blasfémias, enquanto o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas inquiriu um jornalista por textos publicados no blogue Bola na Área.

Para 2009, Leonel Vicente antevê o “crescente predomínio do visual e da imagem sobre a palavra” nos blogues, acompanhado da “monetização” destes espaços, da mobilidade telemóvel e da publicação instantânea, com a “massificação do uso de plataformas de micropublicação”. 

O fim da blogosfera pura

O enterro dos blogues ocorre desde 2006, quando o Chicago Tribune revelou a estabilização da audiência nos blogues e a revista Slate alertou para os “sinais perturbadores” de que os blogues “atingiram o seu máximo”. Em Outubro passado, a Wired escrevia que ferramentas como o “Twitter, Flickr, Facebook fazem os blogues parecer tão 2004”. No mês seguinte, a revista Economist declarava que o blogging se normalizou e o blogue Rough Type apontava que a mediatização levou à perda da personalidade original dos blogues e a uma “morte natural e antecipada”. Neste contexto, o fim da blogosfera também foi discutido por cá, em Novembro.

“Estamos sempre a querer matar coisas”, mas “o que temos é uma evolução do novo a partir do velho”, defendeu José Luís Orihuela, da Universidade de Navarra, no IV Encontro Nacional de Blogues (Lisboa). Para Leonel Vicente, há várias blogosferas, organizadas por “interesses temáticos ou outras afinidades”. É nesse sentido que fala de a “mais mediatizada” ter atingido um “estágio de maturação” com consequente fim de um “estado mais puro” e “alguma da ‘frescura’ que a caracterizava”.

Perdeu-se “a ideia de comunidade social”, ligações e debate entre os blogues, “acentuando-se a ‘colagem’ à actualidade e à agenda mediática”, mas não se pode falar do fim da blogosfera por não ser “um fenómeno de moda”, mas “uma realidade” com “uma aparentemente inesgotável capacidade de renovação e regeneração”.

Pedro Fonseca – Diário de Notícias (04.01.2009)

5 Janeiro, 2009 at 8:10 am Deixe um comentário

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