Archive for 5 Janeiro, 2009

Gaza – Notícias via Twitter

Actualização de notícias sobre a guerra em curso na faixa de Gaza, em conta específica via Twitter – ptgaza, ou no diário2.com, com links recomendados por bloggers.

5 Janeiro, 2009 at 6:31 pm Deixe um comentário

Delito de Opinião

Delito de Opinião é o nome de um novíssimo blogue, tendo por mote “Política – Cultura – Quotidiano”, o qual conta entre os seus autores nomes credenciados da blogosfera: Adolfo Mesquita Nunes, Ana Cláudia Vicente, André Couto, Carlos Barbosa de Oliveira, Cristina Ferreira de Almeida, J. M. Coutinho Ribeiro, José Gomes André, João Carvalho, Leonor Barros, Marta Caires, Paulo Gorjão, Pedro Correia, Teresa Ribeiro e “Vieira do Mar”.

5 Janeiro, 2009 at 8:23 am Deixe um comentário

Blogues – Tendências e momentos marcantes (DN)

Mais visuais e à procura de lucro em 2009

A interligação entre blogues e a comunicação social, jornalismo de cidadão, o reforço dos blogues institucionais e a generalização do microblogging foram as grandes tendências de 2008 nos blogues nacionais. Também se falou do fim da blogosfera, mas não passou de um epifenómeno explicável.

A visão é de um atento observador dos blogues portugueses, Leonel Vicente, revisor oficial de contas na vida profissional e autor do blogue Memória Virtual, desde 2003, em que anualmente insiste num balanço sobre a blogosfera portuguesa (ver memoriavirtual.net/seccao/blogosfera-em-2008/).

Ao DN, explicou como a anterior tendência “de complementaridade e interpenetração” entre blogues e a “mediaesfera” se acentuou, quer com “a consolidação de sistemas de blogues ‘afiliados’, a par de blogues mantidos por colunistas da própria publicação”, como no Expresso, Público, SIC, Sol ou Visão. Por exemplo, a versão online do diário da Sonae-com permitiu ligações directas aos comentários dos blogues, enquanto o semanário da Impresa passou “a enviar previamente a determinados autores de blogues algumas das ‘matérias’ a publicar na edição seguinte”, a par do comentário sobre assuntos em destaque na blogosfera, como também faz o Jornal de Notícias.

Em “sentido inverso”, o jornalismo de cidadão foi marcado pela cobertura das eleições presidenciais norte-americanas no Política2008, de Nuno Gouveia, “credenciado para acompanhar a Convenção do Partido Republicano”. Outras tendências foram a “criação de blogues de cariz institucional”, de empresas a partidos políticos, e “o significativo impulso da micropublicação e da ‘publicação instantânea’, com realce para o uso do Twitter“.

Nos momentos em destaque, Leonel Vicente lembra o “importante contributo de mobilização via blogosfera” nas manifestações dos professores ou “o primeiro caso de encerramento de um blogue (Povoaonline) por decisão judicial” e o pedido internacional da Polícia Judiciária para identificar o autor de O Jumento.

Realce ainda para as intervenções da Entidade Reguladora para a Comunicação Social ao “prestar esclarecimentos relativamente a textos publicados em blogues”, com o seu presidente a responder ao Abrupto e a vogal do Conselho Regulador a fazer o mesmo no Blasfémias, enquanto o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas inquiriu um jornalista por textos publicados no blogue Bola na Área.

Para 2009, Leonel Vicente antevê o “crescente predomínio do visual e da imagem sobre a palavra” nos blogues, acompanhado da “monetização” destes espaços, da mobilidade telemóvel e da publicação instantânea, com a “massificação do uso de plataformas de micropublicação”. 

O fim da blogosfera pura

O enterro dos blogues ocorre desde 2006, quando o Chicago Tribune revelou a estabilização da audiência nos blogues e a revista Slate alertou para os “sinais perturbadores” de que os blogues “atingiram o seu máximo”. Em Outubro passado, a Wired escrevia que ferramentas como o “Twitter, Flickr, Facebook fazem os blogues parecer tão 2004”. No mês seguinte, a revista Economist declarava que o blogging se normalizou e o blogue Rough Type apontava que a mediatização levou à perda da personalidade original dos blogues e a uma “morte natural e antecipada”. Neste contexto, o fim da blogosfera também foi discutido por cá, em Novembro.

“Estamos sempre a querer matar coisas”, mas “o que temos é uma evolução do novo a partir do velho”, defendeu José Luís Orihuela, da Universidade de Navarra, no IV Encontro Nacional de Blogues (Lisboa). Para Leonel Vicente, há várias blogosferas, organizadas por “interesses temáticos ou outras afinidades”. É nesse sentido que fala de a “mais mediatizada” ter atingido um “estágio de maturação” com consequente fim de um “estado mais puro” e “alguma da ‘frescura’ que a caracterizava”.

Perdeu-se “a ideia de comunidade social”, ligações e debate entre os blogues, “acentuando-se a ‘colagem’ à actualidade e à agenda mediática”, mas não se pode falar do fim da blogosfera por não ser “um fenómeno de moda”, mas “uma realidade” com “uma aparentemente inesgotável capacidade de renovação e regeneração”.

Pedro Fonseca – Diário de Notícias (04.01.2009)

5 Janeiro, 2009 at 8:10 am Deixe um comentário


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