Posts tagged ‘Selecção’
Mundial 2022 – Coreia do Sul – Portugal
2-1
Kim Seung-Gyu, Kim Moon-hwan, Kwon Kyung-won, Kim Young-gwon (81m – Son Jun-ho), Kim Jin-su, Jung Woo-young, Lee Jae-sung (66m – Hwang Hee-chan), Hwang In-beom, Lee Kang-in (81m – Hwang Ui-jo), Son Heung-min e Cho Gue-sung (90m – Cho Yu-min)
Diogo Costa, Diogo Dalot, Pepe, António Silva, João Cancelo, Rúben Neves (65m – Rafael Leão), Ricardo Horta, Matheus Nunes (65m – João Palhinha), Vítor Ferreira “Vitinha” (82m – William Carvalho), João Mário (82m – Bernardo Silva) e Cristiano Ronaldo (65m – André Silva)
0-1 – Ricardo Horta – 5m
1-1 – Kim Young-gwon – 27m
2-1 – Hwang Hee-chan – 90m
Cartões amarelos – Lee Kang-in (36m) e Hwang Hee-chan (90m)
Árbitro – Facundo Tello (Argentina)
Education City Stadium – Al Rayyan, Doha (18h00 / 15h00)
O terceiro e último encontro da fase de grupos só não foi “mais do mesmo” porque Portugal praticamente entrou a ganhar, não dando azo a um sistema defensivo tão rígido por parte do opositor.
À parte isso – e com Fernando Santos a fazer rodar seis jogadores (entradas de Diogo Dalot, António Silva, Ricardo Horta, Matheus Nunes, Vitinha e João Mário, por troca com Nuno Mendes/Raphaël Guerreiro, Rúben Dias, Wiliam Carvalho, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e João Félix, em repouso – o ritmo de jogo foi ainda substancialmente mais baixo (em especial na segunda parte, em que, literalmente, se chegou a “arrastar”).
Com o apuramento já previamente confirmado e o 1.º lugar do grupo “prometido” (pouco depois da meia hora de jogo o Uruguai já ganhava por 2-0 ao Ghana, pelo que essa posição só fugiria aos portugueses se os ganeses marcassem três golos e Portugal perdesse por dois golos de diferença), o tempo correu vagarosamente, numa modorra de que ninguém parecia despertar.
O que, por seu lado, convinha aos coreanos, que, enquanto se mantivesse o empate, tinham esperança de que poderia, a qualquer momento, suceder um “golpe de sorte” que lhes proporcionasse o golo, quanto bastava para garantirem o apuramento (desde que o Uruguai não ampliasse a vantagem no outro jogo…).
A entrada de Portugal em campo foi boa, com Dalot a “dar nas vistas”, a subir até à linha de fundo, e a oferecer o golo a Ricardo Horta, que não se fez rogado, finalizando com uma bela execução.
Este tento inaugural não provocaria grandes alterações na forma de jogar das duas equipas, com “sinal mais” da equipa portuguesa, mas os coreanos a procurar oferecer a réplica possível.
Até que, num canto, o primeiro sinal de um “dia de sorte” para a Coreia, com a bola a tabelar nas costas de Cristiano Ronaldo (em acção defensiva), e a sobrar para os pés de Kim Young-gwon, que não desperdiçou a soberana oportunidade.
Para além de Diogo Dalot, Vitinha era quem maior inconformismo demonstrava, a “pedir” um lugar no “onze”. Mas esteve sempre muito desacompanhado, pelo que, ao intervalo, o resultado não destoava da exibição das duas equipas.
O segundo tempo praticamente não tem história… A equipa portuguesa, muito a espaços, lá ia tentando sacudir a letargia, mas nem as substituições operadas tiveram qualquer efeito notório (à parte mais um episódio de manifestação de extrema “azia”, por parte de Cristiano Ronaldo, ao ser substituído, num “desabafo” urbi et orbi, para as câmaras, direccionado ao seleccionador, que «estaria com demasiada pressa para o tirar de campo»).
A verdade é que Cristiano teve uma tarde desastrada, com um cabeceamento completamente desconexo (mesmo que se tratasse de um lance em que a bola não seria fácil de dominar) e mais um par de intervenções pouco condizentes com o seu “estilo”.
Chegava então o momento em que Paulo Bento (ausente do banco, por expulsão no final do jogo da Coreia com o Ghana) entenderia que nada tinha a perder, e, ao contrário, poderia ainda ter “tudo a ganhar”.
E teve toda a “felicidade”, na competência do incansável Son: num pontapé de canto a favor de Portugal, já em período de compensação, os coreanos recuperam a bola, com o jogador do Tottenham a correr velozmente todo o campo, praticamente de baliza a baliza, e, no momento preciso, a libertar o esférico para Hwang Hee-chan fazer o golo da vitória!
Para um “final feliz” da Coreia do Sul, seria ainda necessário esperar – após o termo do desafio – praticamente dez “longos minutos” (a segunda parte do Uruguai-Ghana tinha arrancado quase sete minutos depois do reatamento do Portugal-Coreia, tendo tido ainda um período de compensação mais alargado) para confirmar um histórico apuramento para os 1/8 de final (repetindo as proezas de 2002 – em que tinham também derrotado a selecção portuguesa, acabando por chegar às meias-finais, e de 2010).
Já Portugal a única coisa que poderá ter ganho com este desafio foi uma lição, de humildade, de entrega ao jogo, e de concentração. E uma oportunidade para melhorar (muito) o que de menos bom se fez, talvez dando a devida atenção aos sinais protagonizados por Diogo Dalot e por Vitinha.
Mundial 2022 – Portugal – Uruguai
2-0
Diogo Costa, João Cancelo, Rúben Dias, Pepe, Nuno Mendes (42m – Raphaël Guerreiro), Wiliam Carvalho (82m – João Palhinha), Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rúben Neves (69m – Rafael Leão), João Félix (82m – Matheus Nunes) e Cristiano Ronaldo (82m – Gonçalo Ramos)
Sergio Rochet, José María Giménez, Diego Godín (62m – Facundo Pellistri), Sebastián Coates, Guillermo Varela, Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Matías Vecino (62m – Giorgian De Arrascaeta), Mathias Olivera (86m – Matías Viña), Edinson Cavani (72m – Luis Suárez) e Darwin Núñez (72m – Maximiliano Gómez)
1-0 – Bruno Fernandes – 54m
2-0 – Bruno Fernandes (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Rúben Neves (38m), João Félix (77m) e Rúben Dias (89m); Rodrigo Bentancur (6m) e Mathias Olivera (44m)
Árbitro – Alireza Faghani (Irão)
Lusail Stadium – Lusail, Al Daayen (22h00 / 19h00)
Este foi um jogo com bastantes pontos de contacto com a partida de estreia de Portugal no Mundial, outra vez a assumir a iniciativa e com domínio a nível da posse – mesmo que não tivesse sido o “dono da bola” em tão larga extensão como sucedera no encontro ante o Ghana.
O Uruguai não foi, igualmente, tão “inofensivo” quanto o tinham sido os africanos na primeira parte daquele desafio, mas, ainda assim, não deixou de surpreender alguma passividade de quem, teoricamente, estaria mais necessitado de ganhar o jogo, privilegiando, durante largo período, o procurar “não deixar jogar o adversário”.
Com Danilo lesionado, entrou Pepe para o eixo defensivo; pelo mesmo motivo, Otávio foi também substituído por William. Fernando Santos arriscou ainda fazer alinhar de início Nuno Mendes (no lugar de Guerreiro), mas esta troca não correria bem, visto que o lateral se viria a ressentir de lesão, acabando por ter de sair ainda antes do intervalo.
A equipa portuguesa repetiu uma actuação com muitas trocas de bola, mas, muitas vezes, passes curtos e lateralizados, de novo com a pecha da falta de velocidade, sem a dinâmica necessária para criar desequilíbrios e, consequentemente, poder romper a estrutura defensiva adversária.
Não obstante tenha efectuado nove tentativas de remate à baliza, a melhor oportunidade de golo, durante a primeira parte, seria do Uruguai, com Diogo Costa – redimindo-se da desconcentração do final da partida com o Ghana – a executar excelente defesa… uma intervenção que “valeu um golo” (negado a Bentancur).
Tal como sucedera no primeiro jogo, o tento inaugural surgiria de forma algo fortuita, num lance “estranho”: um centro “bombeado” de Bruno Fernandes para a zona da pequena área, com Cristiano Ronaldo a aparecer desmarcado, a aplicar a sua tradicional capacidade de impulsão, mas, desta feita – mesmo que tenha “reclamado” ter desviado a bola – a não conseguir, por “milímetros”, tocar-lhe… ainda assim, o seu gesto técnico (“cabeceamento na atmosfera”) seria determinante para ludibriar o guardião uruguaio, que ficou desarmado, a ver a bola seguir uma trajectória directa à sua baliza.
Com o tempo a passar e o resultado a manter-se, sem “nada a perder”, o Uruguai procurou agitar o jogo, trocando a dupla de avançados (fazendo entrar Suárez e Maxi Gómez para os lugares de Cavan e Darwin). E seria Gómez a provocar o maior “susto” para Portugal, acertando no poste, escassos minutos após ter entrado em campo.
O seleccionador português optou então por fechar os caminhos para a baliza, com as entradas de Palhinha e Matheus Nunes – isto já depois de nova aposta em Rafael Leão não ter sido, desta vez, tão bem sucedida.
Até final Portugal conseguiria manter a bola afastada do seu reduto defensivo, não dando possibilidades aos uruguaios. E, já em período de compensação, num muito controverso lance de contacto da bola com o braço (de Giménez, em queda, apoiando-se no chão), numa interpretação inapropriada por parte do “VAR”, originou o bis de Bruno Fernandes, na conversão da consequente grande penalidade.
Com a equipa Uruguai “entregue”, conformada com a derrota, a equipa nacional poderia ter ainda ampliado a contagem, por duas vezes, e, novamente, através de um inspirado Bruno Fernandes, primeiro com Rochet a “tapar a baliza”, e, de imediato, com um remate ao poste. A ter sucedido, o 3-0 teria sido punição demasiado severa para os sul-americanos, não justificando a exibição da formação portuguesa tal desnível no marcador.
Portugal conseguia a “desforra” da eliminação (nos 1/8 de final) do Mundial de 2018, ante esta mesma selecção do Uruguai, garantindo, ainda com um jogo por disputar, o apuramento para tal fase a eliminar – desta vez sem necessidade de recurso “à calculadora”.
Mundial 2022 – Portugal – Ghana
3-2
Diogo Costa, João Cancelo, Rúben Dias, Danilo Pereira, Raphaël Guerreiro, Rúben Neves (77m – Rafael Leão), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (88m – João Palhinha), Otávio Monteiro (56m – William Carvalho), João Félix (88m – João Mário) e Cristiano Ronaldo (88m – Gonçalo Ramos)
Lawrence Ati-Zigi, Alidu Seidu (66m – Tariq Lamptey), Mohammed Salisu, Daniel Amartey, Alexander Djiku (90m – Antoine Semenyo), Abdul Rahman Baba, André Ayew (77m – Jordan Ayew), Thomas Partey, Salis Abdul Samed (90m – Daniel-Kofi Kyereh), Mohammed Kudus (77m – Osman Bukari) e Iñaki Williams
1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 65m
1-1 – André Ayew – 73m
2-1 – João Félix – 78m
3-1 – Rafael Leão – 80m
3-2 – Osman Bukari – 89m
Cartões amarelos – Danilo Pereira (90m) e Bruno Fernandes (90m); Mohammed Kudus (45m), André Ayew (49m), Alidu Seidu (57m) e Iñaki Williams (90m)
Árbitro – Ismail Elfath (EUA)
Stadium 974 – Ras Abu Aboud, Doha (19h00 / 16h00)
A estreia da selecção nacional na fase final do Campeonato do Mundo teve “quase de tudo”: um domínio tão absoluto como estéril ao longo da primeira parte (a equipa portuguesa chegou a ter “posse de bola” na ordem dos 80%), com o Ghana perfeitamente inofensivo; um golo algo fortuito, a fixar mais um “record” de Cristiano Ronaldo, o único a marcar em cinco “Mundiais” (desde 2006); uma primeira falha defensiva a proporcionar o empate; Portugal a tirar partido das armas com que a formação africana pretenderia surpreender, marcando dois golos em rápidas transições, “virando-se o feitiço contra o feiticeiro”; outro erro a fazer com que o desfecho se mantivesse incerto até ao minuto 100 (!), altura em que uma incrível e caricata desconcentração poderia ter resultado no 3-3!
Ainda na fase inicial da partida, logo aos dez minutos, a equipa portuguesa tivera ocasião soberana para inaugurar o marcador, quando Cristiano Ronaldo, isolado por Bruno Fernandes, não conseguiu dominar a bola da melhor forma, gorando-se tal oportunidade, devido à intervenção de Lawrence Ati-Zigi.
De resto, assistiu-se a uma (excessivamente) paciente troca de bola, entre os vários jogadores da equipa nacional, com os adversários literalmente a “assistir”, mas, quase sempre, de forma denunciada e lenta, sem alterações de ritmo que pudessem desmontar a estratégia defensiva delineada pelo Ghana. Apenas de grande penalidade Portugal viria a chegar ao golo.
Só após o tento do empate – dando a ideia de que Fernando Santos terá protelado em demasia as substituições (à parte a saída “forçada” de Otávio) – a turma nacional se viu compelida a alterar o seu esquema táctico, com a entrada de Rafael Leão, uma opção que logo se revelou ganhadora – beneficiando também do facto de, enfim, a selecção africana ter abdicado da concentração de quase todos os elementos no seu sector defensivo, abrindo mais o jogo.
Bruno Fernandes assumiu a batuta, e foi protagonista, com duas notáveis assistências para outros tantos golos, intervalados por escassos dois minutos, primeiro por João Félix, a isolar-se e a “picar” a bola sobre o guardião contrário, e, quase de imediato, pelo próprio Leão, a surgir também desmarcado, pela esquerda, com um toque subtil a desviar a bola do alcance de Ati-Zigi.
Sem saber muito bem como, ou, pelo menos, sem ter feito grande coisa por isso, o Ghana reduziria ainda para a diferença tangencial, aproveitando um erro da defesa, lançando a dúvida, e fazendo com que Portugal tivesse de sofrer ainda durante os cerca de dez minutos de tempo de compensação, mesmo que tenha, nesse período, controlado bem o jogo, quase sempre em zona ofensiva do terreno.
Faltariam cerca de trinta segundos para o apito final quando, numa reposição de bola, o matreiro Iñaki Williams, sorrateiramente colocado, expectante, atrás de Diogo Costa – praticamente em cima da linha de baliza portuguesa, e sem que o guarda-redes se tivesse apercebido da sua presença ali – rapidamente se esgueirou para lhe roubar a bola, mal ela tinha sido colocada a rolar no chão, valendo ter escorregado, para que não tivesse havido mal maior, com dois defesas a acorrer em socorro do “keeper” português, a interceptar o remate que tinha saído frouxo.
Num balanço final, houve coisas boas, a dar sinais de esperança e a mostrar que há soluções e opções para além do “onze base”, mas também indícios preocupantes, no que respeita às fragilidades defensivas demonstradas, assim como a sensação de que há trabalho por fazer, a nível, por exemplo, de lances de bola parada.
Convocados para o Mundial 2022
Guarda-redes – Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton) e Rui Patrício (Roma);
Defesas – Diogo Dalot (Manchester United), João Cancelo (Manchester City), Danilo Pereira (Paris Saint-Germain), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), António Silva (Benfica), Nuno Mendes (Paris Saint-Germain) e Raphael Guerreiro (Borussia Dortmund);
Médios – João Palhinha (Fulham), Rúben Neves (Wolverhampton), Bernardo Silva (Manchester City), Bruno Fernandes (Manchester United), João Mário (Benfica), Matheus Nunes (Wolverhampton), Otávio Monteiro (FC Porto), Vítor Ferreira “Vitinha” (Paris Saint-Germain) e William Carvalho (Betis);
Avançados – André Silva (RB Leipzig), Cristiano Ronaldo (Manchester United), Gonçalo Ramos (Benfica), João Félix (Atlético Madrid), Rafael Leão (AC Milan) e Ricardo Horta (Sp. Braga).
O seleccionador nacional, Fernando Santos, anunciou esta tarde o nome dos 26 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar de 20 de Novembro a 18 de Dezembro, no Qatar.
Em relação à anterior competição (“EURO 2020”, disputado no ano passado) verifica-se a entrada de onze jogadores: Diogo Costa, José Sá, Diogo Dalot, António Silva, João Mário, Matheus Nunes, Otávio Monteiro, Vitinha, Gonçalo Ramos, Rafael Leão e Ricardo Horta.
Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados os seguintes jogadores: Anthony Lopes, Rui Silva, Nélson Semedo, José Fonte, João Moutinho, Renato Sanches, Sérgio Oliveira, Pedro Gonçalves, Diogo Jota, Gonçalo Guedes e Rafa Silva.
Na convocatória hoje anunciada, o Benfica e o FC Porto contam com três jogadores cada, não tendo sido convocado nenhum jogador do Sporting. São também três os seleccionados de cada um dos seguintes clubes: Manchester City, Manchester United, Paris Saint-Germain e Wolverhampton.
EURO 2024 – Sorteio da Fase de Qualificação
Realizou-se hoje, em Frankfurt, o sorteio da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de Futebol de 2024, cuja fase final será disputada na Alemanha, agendada entre 14 de Junho e 14 de Julho. É a seguinte a constituição dos 10 Grupos:
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Espanha Países Baixos Itália Croácia Escócia França Inglaterra País Gales Noruega Irlanda Ucrânia Arménia Geórgia Grécia Macedónia Norte Turquia Chipre Gibraltar Malta Letónia Grupo E Grupo F Grupo G Polónia Bélgica Hungria R. Checa Áustria Sérvia Albânia Suécia Montenegro I. Faroé Azerbaijão Bulgária Moldova Estónia Lituânia Grupo H Grupo I Grupo J Dinamarca Suíça Portugal Finlândia Israel Bósnia-Herzegovina Eslovénia Roménia Islândia Cazaquistão Kosovo Luxemburgo I. Norte Bielorrússia Eslováquia S. Marino Andorra Liechtenstein
Serão apurados para a fase final os dois primeiros classificados de cada Grupo – decorrendo a fase de qualificação em cinco jornadas duplas, agendadas para os meses de Março, Junho, Setembro, Outubro e Novembro de 2023 –, sendo as restantes três vagas a atribuir por via de play-off, também associados ao desempenho na “Liga das Nações”, previstos para Março de 2024.
Portugal – Espanha (Liga das Nações – 6.ª Jornada)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo, Danilo Pereira, Rúben Dias, Nuno Mendes, William Carvalho (78m – Rafael Leão), Rúben Neves (89m – João Félix), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (73m – João Mário), Diogo Jota (78m – Vítor Ferreira “Vitinha”) e Cristiano Ronaldo
Espanha – Unai Simón, Dani Carvajal, Hugo Guillamón (45m – Sergio Busquets), Pau Torres, José Gayà, Carlos Soler (60m – Pedri), Rodri, Koke (60m – Gavi), Ferran Torres (73m – Nico Williams), Pablo Sarabia (60m – Yéremy Pino) e Álvaro Morata
0-1 – Álvaro Morata – 88m
Cartões amarelos – Bernardo Silva (46m), Nuno Mendes (83m) e João Félix (90m); Hugo Guillamón (31m) e Dani Carvajal (55m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
O que mais surpreendeu nesta partida não foi o seu desfecho, mas, em contraponto, a forma como a Espanha se apresentou em Braga, com uma exibição muito distante dos seus melhores dias, denotando insuspeitas fragilidades, decorrentes de alguma menor qualidade a nível individual, comparativamente a outros conjuntos espanhóis recentes.
De facto, durante toda a primeira parte, a equipa espanhola, com uma posse de bola estereotipada e completamente estéril, não deu, nunca, sinais daquela selecção afirmativa, que se impunha frente a qualquer adversário, tendo, ao invés, sido Portugal a criar os lances de maior perigo, como foi o caso, mais flagrante, do remate de Bruno Fernandes à malha lateral, tendo também Cristiano Ronaldo mostrado desinspiração num par de outros lances.
Este estado de coisas foi-se mantendo durante o quarto de hora inicial do segundo tempo, altura em que Luis Enrique – sem nada a perder – começou a “agitar as águas”, colocando sucessivamente em campo os jovens Pedri (19 anos), Gavi (18 anos), Pino (19 anos) e Nico Williams (20 anos).
A partir daí, se a selecção portuguesa já fora dando indícios de que o resultado a satisfazia – actuando quase sempre na expectativa –, passou, assumidamente, a “especular” com o jogo, procurando fazer a gestão do tempo; não tendo as substituições, tardias (em especial as entradas de Vitinha e Rafael Leão), resultado na alteração desse estado de espírito, não se tendo conseguido, sequer, aproveitar o maior balanceamento ofensivo espanhol.
À medida que o tempo se escoava, a Espanha foi empurrando cada vez mais a equipa portuguesa para o seu reduto defensivo, de onde, praticamente, não conseguiu sair nos derradeiros dez minutos.
O golo – com Morata a surgir completamente solto na zona da pequena área, a empurrar a bola, sem dificuldade, para o fundo da baliza –, que se ia já antecipando, apenas acabou por chegar tarde no jogo, mas, claro, no “timing” perfeito para a formação espanhola.
Depois do que sucedera na fase de qualificação para o Mundial, Portugal – tendo-se “posto a jeito” de novo – voltava a deixar escapar o apuramento (directo), nos últimos instantes do desafio final, quando, em ambos os casos (frente à Sérvia e à Espanha), apenas necessitava de empates caseiros.
Depois do “brilharete” de Praga, este jogo de Braga deixou “más sensações” para o Mundial, com início daqui a menos de dois meses. Têm a palavra os responsáveis, que deverão reflectir, nomeadamente sobre o modelo de jogo e atitude, e agir de forma atempada.
R. Checa – Portugal (Liga das Nações – 5.ª Jornada)
R. Checa – Tomáš Vaclík, David Zima, Jakub Brabec (22m – Ondřej Kúdela), Václav Jemelka, Vladimír Coufal, Tomáš Souček (77m – Jan Kuchta), Alex Král, Jaroslav Zelený (63m – Adam Vlkanova), Antonín Barák (63m – Petr Ševčík), Adam Hložek (63m – Václav Černý) e Patrik Schick
Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Danilo Pereira (83m – João Mário), Mário Rui, William Carvalho (77m – João Palhinha), Bruno Fernandes (77m – Matheus Nunes), Rúben Neves, Bernardo Silva (67m – Ricardo Horta), Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (67m – Diogo Jota)
0-1 – Diogo Dalot – 33m
0-2 – Bruno Fernandes – 45m
0-3 – Diogo Dalot – 52m
0-4 – Diogo Jota – 82m
Cartões amarelos – Não houve
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
É difícil fazer a “leitura” de um jogo sem deixar que, de alguma forma, a mesma seja “contaminada” pelo resultado.
Os números finais – sendo que ficaram, ainda, mais alguns “golos” por marcar – expressam uma superioridade incontestável da equipa portuguesa, em reflexo de uma boa exibição, em especial a nível do sector nevrálgico do meio-campo.
Mas o jogo não foi pleno de facilidades. Poderá até especular-se: se a R. Checa tem convertido a grande penalidade, que, já em período de compensação do primeiro tempo, lhe permitira reduzir a desvantagem para 1-2, como teria evoluído a partida na segunda metade?
Depois de uma meia hora inicial em que não houve um claro domínio de qualquer das equipas, Portugal inaugurou o marcador na sequência de um lance iniciado por Diogo Dalot, com o próprio defesa lateral direito a ir conclui-lo: após ter passado a Bruno Fernandes, este cruzou, não tendo Cristiano Ronaldo conseguido desviar, escapando-se a bola para a zona do segundo poste, onde surgiu Rafael Leão – que teve o mérito de não dar o lance por perdido – a assistir Diogo Dalot, que tinha acompanhado o ataque.
E quando se pensava ir para o intervalo com 1-0, uma jogada colectiva, com William Carvalho a “descobrir” Mário Rui no flanco esquerdo, que faria um bom cruzamento, para Bruno Fernandes, na zona da pequena área, desviar para o fundo da baliza.
E, num ápice, lance na grande área portuguesa, com a bola a bater na mão de Ronaldo (que pareceu procurar proteger a face), originando a sanção de grande penalidade (por via do “VAR”), que Schick remataria por alto. Um lance que terá (pelo seu desfecho) reforçado a confiança da selecção nacional, enquanto, em paralelo, impediu um maior estímulo do conjunto adversário.
O “herói” improvável seria Diogo Dalot, a bisar na partida, poucos minutos depois do recomeço, sentenciando definitivamente o desfecho do encontro. Atrevendo-se novamente em zonas mais adiantadas do terreno, tirou mesmo um adversário do caminho, antes de rematar com êxito para a baliza.
A intensidade de jogo cairia, com naturalidade, com as duas formações “conformadas” com o resultado. Só já próximo do final Diogo Jota voltaria a “agitar as águas”, ampliando para um robusto 4-0, dando perfeita sequência a desvio de cabeça de Cristiano Ronaldo, ao primeiro poste.
Voltando ao início: uma vitória categórica, por números inusuais, frente a adversários desta craveira, e, para mais, em terreno alheio, de uma equipa personalizada, a carburar bem, e a dar sinais de grande confiança.
Beneficiando do imprevisto desaire da Espanha, derrotada, em casa, pela Suíça, Portugal retoma a liderança do grupo, abordando assim a “final” da próxima terça-feira, recebendo a turma espanhola, em vantagem, necessitando apenas de um empate para garantir o apuramento para a “Final 4” da Liga das Nações.
Suíça – Portugal (Liga das Nações – 4.ª Jornada)
Suíça – Jonas Omlin, Silvan Widmer (45m – Renato Steffen), Manuel Akanji, Nico Elvedi, Ricardo Rodríguez (79m – Leonidas Stergiou), Remo Freuler, Granit Xhaka, Djibril Sow (79m – Michel Aebischer), Xherdan Shaqiri (21m – Noah Okafor), Breel Embolo (65m – Steven Zuber) e Haris Seferović
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Danilo Pereira, Nuno Mendes, Bruno Fernandes (74m – Mattheus Nunes), Rúben Neves (82m – Ricardo Horta), Otávio (45m – Gonçalo Guedes), Rafael Leão (62m – Diogo Jota), Vítor Ferreira “Vitinha” (62m – Bernardo Silva) e André Silva
1-0 – Haris Seferović – 1m
Cartões amarelos – Silvan Widmer (34m) e Jonas Omlin (80m); Danilo Pereira (13m) e João Cancelo (59m)
Árbitro – Fran Jović (Croácia)
Bastou um golo de Seferović, ainda antes de completado o minuto inicial da partida, para a configuração do grupo de Portugal ter mudado bastante, com a Espanha a assumir a liderança, o que deverá ditar a necessidade de a equipa portuguesa derrotar os espanhóis, na derradeira ronda desta fase de apuramento, para poder qualificar-se para a “Final Four”.
Entrando a perder, a selecção nacional não conseguiria, durante toda a primeira parte, assentar o jogo, de forma a poder impor a sua superioridade técnica. Na segunda metade, perante uma já inofensiva equipa da Suíça, Portugal insistiu bastante na tentativa de ataque à baliza contrária, mas acabaria por se impor a segurança defensiva, em especial com o guardião Omlin a negar uma “mão cheia” de oportunidades de golo aos avançados portugueses, também desinspirados na finalização.
O desfecho – que vem complicar bastante as contas – acaba por ser um castigo pesado para a inoperância atacante da turma portuguesa, em contraponto à grande eficácia suíça. A Liga das Nações apenas será retomada em Setembro, com Portugal a passar a necessitar, agora, de empatar na R. Checa e ganhar à Espanha, em casa.
Portugal – R. Checa (Liga das Nações – 3.ª Jornada)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo, Pepe, Danilo Pereira, Raphaël Guerreiro, Gonçalo Guedes (88m – João Palhinha), William Carvalho (68m – Bruno Fernandes), Rúben Neves (88m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (68m – Vítor Ferreira “Vitinha”) e Diogo Jota (80m – Rafael Leão)
R. Checa – Jindřich Staněk, David Zima, Jakub Brabec, Aleš Matějů (80m – Alex Král), Vladimír Coufal, Tomáš Souček, Michal Sadílek, Milan Havel (45m – Václav Jemelka), Ondřej Lingr (45m – Jakub Pešek), Adam Hložek (73m – Adam Vlkanova) e Jan Kuchta (45m – Václav Jurečka)
1-0 – João Cancelo – 33m
2-0 – Gonçalo Guedes – 38m
Cartões amarelos – William Carvalho (3m), Cristiano Ronaldo (52m), Rafael Leão (87m) e João Cancelo (90m); Tomáš Souček (24m) e Aleš Matějů (35m)
Árbitro – Matej Jug (Eslovénia)
Noutro bom jogo da selecção portuguesa – mesmo que sem a consistência exibicional do desafio anterior ante a Suíça – ficam, em especial, na retina, as excelentes assistências de Bernardo Silva, a combinar na perfeição com João Cancelo, primeiro, e Gonçalo Guedes, depois. Dois momentos de grande perfume do futebol de Bernardo, hoje por hoje, um dos melhores futebolistas do Mundo.
De resto, os dois golos de Portugal foram marcados, em termos de tempo decorrido, praticamente a “papel químico” do que sucedera com a Suíça (nesse caso, os dois tentos de Cristiano Ronaldo, segundo e terceiro da equipa nacional), desta vez com um intervalo de cinco minutos, ditando, praticamente, o que viria a ser o desfecho da partida.
Finda a primeira volta do torneio, Portugal encontra-se em posição privilegiada, destacado na liderança, e tendo defrontado já a Espanha em terreno alheio. Mas, claro, a margem é ainda estreita, continuando também os espanhóis a depender de si próprios – sendo que, para além de receber a Espanha, caberá à formação portuguesa deslocar-se, na segunda volta, à Suíça e à R. Checa.
Portugal – Suíça (Liga das Nações – 2.ª Jornada)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Danilo Pereira, Nuno Mendes, Otávio (77m – Rafael Leão), William Carvalho (84m – Mattheus Nunes), Rúben Neves (77m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Diogo Jota (67m – Ricardo Horta) e Bruno Fernandes (67m – Bernardo Silva)
Suíça – Gregor Kobel, Kevin Mbabu, Fabian Schär, Fabian Frei, Ricardo Rodríguez (62m – Noah Okafor), Djibril Sow (81m – Mario Gavranović), Granit Xhaka, Renato Steffen (69m – Mattia Bottani), Xherdan Shaqiri (69m – Remo Freuler), Jordan Lotomba e Haris Seferović (62m – Breel Embolo)
1-0 – William Carvalho – 15m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 35m
3-0 – Cristiano Ronaldo – 39m
4-0 – João Cancelo – 68m
Cartões amarelos – Bruno Fernandes (32m); Fabian Schär (14m), Renato Steffen (49m) e Breel Embolo (80m)
Árbitro – Orel Grinfeeld (Israel)
A equipa portuguesa entrou mal no jogo, parecendo como que perdida dentro de campo, a correr atrás da bola, nos dez minutos iniciais, tendo começado mesmo por sofrer um susto, estavam apenas decorridos cinco minutos, quando Seferović introduziu a bola na baliza de Rui Patrício; porém, o golo não seria validado, por contacto com a mão de um jogador suíço, antes da finalização do avançado do Benfica.
O golo de William Carvalho – muito oportuno, a fazer a recarga a um livre apontado por Cristiano Ronaldo, com um remate potente, que, com a bola a passar pela barreira, o guarda-redes defendera com dificuldade, deixando-a, contudo, escapar para a sua frente –, à passagem do quarto de hora, viria transfigurar tudo.
A partir daí a formação nacional ganhou confiança, em contraponto a um conjunto helvético, que, algo descompensado, ia abrindo espaços. Os dois golos de Cristiano Ronaldo, obtidos em menos de cinco minutos, foram apenas uma pequena parte das inúmeras oportunidades de que Portugal beneficiou, para poder ter alcançado um resultado (ainda mais) histórico.
Na segunda parte o rumo da partida não se alteraria, sempre com a selecção portuguesa mais perto de ampliar a vantagem, do que a suíça de chegar ao golo e, por essa via, poder esboçar uma tentativa de reentrar no jogo.
Mas, naturalmente, o ritmo baixaria, a intensidade seria menor, com o resultado a fixar-se num 4-0, que é, ainda assim, notável, frente a um adversário cuja característica distintiva é precisamente a consistência defensiva – coroando uma das melhores exibições da equipa nacional em anos recentes.



