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Portugal – Malta (Mundial 2010 – Qualif.)
Num jogo em que só um resultado era possível – a vitória! – Portugal teve o grande mérito de não se deixar possuir pela ansiedade, não complicando o que seria naturalmente fácil.
Assim, numa partida de “sentido único”, a equipa portuguesa começou a “carimbar” a passagem ao play-off logo no primeiro quarto de hora, com um golo de Nani, culminando uma excelente execução técnica.
A selecção de Malta porfiou e conseguiria resistir ainda com o resultado na margem mínima até ao derradeiro minuto da primeira parte, momento em que Simão Sabrosa tranquilizou definitivamente a grande massa adepta portuguesa que marcou presença em Guimarães nesta noite.
Quando, pouco depois do recomeço, Miguel Veloso ampliou para 3-0, pensou-se que o resultado iria naturalmente continuar a dilatar-se. Curiosamente o encontro entraria então numa toada quezilenta, com alguns cartões amarelos a serem exibidos (depois de Carlos Queirós ter já salvaguardado os jogadores em risco de exclusão para o play-off, precisamente Raul Meireles, Liedson e Nani, substituídos “a tempo”) e o marcador acabaria por apenas se alterar, tal como na etapa inicial da partida – numa demora também fruto de duas boas intervenções do guarda-redes de Malta -, no último minuto, repetindo-se o 4-0 da primeira volta.
Está assim concluída a primeira fase desta difícil empreitada, com o apuramento para o decisivo play-off “arrancado a ferros”, para cujo sorteio Portugal deverá partir em posição de cabeça-de-série, em conjunto com a França, Rússia e Grécia, enfrentando portanto uma das seguintes selecções: Eslovénia; Bósnia-Herzegovina, Ucrânia ou Irlanda.
Estão já apuradas para a Fase Final do “Mundial 2010” as selecções vencedoras de cada um dos nove Grupos de qualificação: Dinamarca, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Espanha (com o Campeão da Europa a fazer o pleno, com dez vitórias em dez jogos!), Inglaterra, Sérvia, Itália e Holanda.
Entre os 36 países da zona europeia que hoje se despediram da principal competição mundial, contam-se alguns com tradições no futebol, como são os casos nomeadamente da Suécia, Hungria, R. Checa, Polónia, Turquia, Bélgica, Croácia, Áustria, Roménia, Bulgária, Noruega e Escócia.
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe e Miguel Veloso; Pedro Mendes, Simão Sabrosa, Deco e Raul Meireles (62m – Nuno Assis); Nani (73m – João Moutinho) e Liedson (62m – Edinho)
Malta – Andrew Hogg, Emanuel Muscat, Ian Azzopardi, Brian Said, John Hutchenson, Shaun Bajada (73m – Ryan Fenech), Roderick Briffa (88m – Kevin Sammut), Michael Mifsud, Andrew Cohen (23m – Clayton Failla), Kenneth Scicluna e Jamie Pace
1-0 – Nani – 14m
2-0 – Simão Sabrosa – 45m
3-0 – Miguel Veloso – 52m
4-0 – Edinho – 90m
Cartões amarelos – Bosingwa (78m) e Pepe (84m); Kenneth Scicluna (43m) e Clayton Failla (75m)
Árbitro – Alan Kelly (Irlanda)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 10 6 3 1 16 - 5 21 2º Portugal 10 5 4 1 17 - 5 19 3º Suécia 10 5 3 2 13 - 5 18 4º Hungria 10 5 1 4 10 - 8 16 5º Albânia 10 1 4 5 6 - 13 7 6º Malta 10 - 1 9 0 - 26 1
11ª jornada
14.10.09 – Dinamarca – Hungria- 0-1
14.10.09 – Portugal – Malta – 3-0
14.10.09 – Suécia – Albânia – 4-1
Portugal – Hungria (Mundial 2010 – Qualif.)
O jogo desta noite no Estádio da Luz – que abre à equipa de Portugal, “de par em par”, as portas de acesso ao play-off – espelha de forma cabal o que tem sido o percurso da selecção nacional nesta fase de Qualificação para o Mundial.
Sabendo, imediatamente após o início da partida, o resultado do Dinamarca-Suécia, com os dinamarqueses a garantirem desde já, com a vitória, o primeiro lugar do Grupo e consequente apuramento para a Fase Final, Portugal e Hungria passavam a depender de si próprios para alcançar a segunda posição.
Paradoxalmente, ou talvez não, a equipa portuguesa denotou – logo de entrada – uma grande ansiedade, procurando de forma algo precipitada chegar à baliza adversária, não conseguindo organizar o seu jogo, exibindo-se de forma algo desgarrada, sem ligação entre os sectores, com primazia do individual (nomeadamente Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa) em detrimento do colectivo.
Frente a uma selecção húngara, com algumas limitações técnicas, mas com forte presença física – uma equipa “chata”, qual “carraça”, com marcações impiedosas, não dando espaços, e que, aqui e ali, procurava ameaçar, chegando mesmo a dar alguns sinais de aviso (teria, já em desvantagem por 1-0, uma bola na trave da baliza de Eduardo, prestes a findar a primeira parte) – Portugal ia revelando alguma intranquilidade.
Até que, numa iniciativa de Cristiano Ronaldo – que, lesionado no lance, sairia pouco depois, sendo substituído por Nani -, obrigando o guarda-redes húngaro a uma defesa apertada, soltando a bola para a frente, surgiria Simão Sabrosa, muito oportuno, a inaugurar o marcador.
Pensava-se que, estando o mais difícil atingido, o conjunto português se poderia tranquilizar, assentando o jogo, e explanando a sua superior qualidade técnica. O que, todavia, não aconteceria, nem até final do primeiro tempo, nem nos vinte minutos iniciais da segunda metade, com a bola a ser jogada muitas vezes pelo ar (com vantagem para a Hungria), ao invés de ser jogada rente à relva; em lugar de imprimir a necessária velocidade, o jogo da equipa nacional era lento e denunciado, facilitando o papel da equipa adversária, a qual, nem assim, se mostraria mais afoita…
Só a partir dos 65 minutos a selecção portuguesa pareceu despertar de alguma letargia, com um conjunto de iniciativas e vários cantos ganhos (quase sempre inconsequentes, esbarrando na altura da defesa adversária), até que, finalmente, conseguiria, no espaço de cinco minutos, ampliar a vantagem para uns confortáveis 3 golos: primeiro, com Liedson a dar a melhor sequência a um bom centro; depois, novamente Simão Sabrosa, de primeira, a “encher o pé”, rematando para o fundo da baliza.
Conseguia assim, por fim, reconciliar-se com os espectadores, que acorreram em bom número (50 000), ávidos de ver a sua selecção jogar bem… e ganhar, procurando manifestar o seu apoio, mas com a equipa apenas a conseguir gerar essa vaga de apoio – de dentro para fora do relvado – quando dela já não necessitava…
A primeira fase desta difícil empreitada deverá ser concretizada na próxima quarta-feira, se a normalidade da vitória portuguesa imperar. A que se seguirá, em Novembro, o decisivo play-off, para cujo sorteio se espera que Portugal parta em posição de cabeça-de-série, provavelmente em conjunto com a França, Grécia (se confirmar a segunda posição no seu Grupo) e Rússia, enfrentando possivelmente uma das seguintes selecções: Eslováquia, Eslovénia ou R. Checa; Bósnia-Herzegovina, Ucrânia e Irlanda. Apenas assim não seria se a Ucrânia viesse a perder o segundo lugar para a Croácia, caso em que Portugal deixaria de constar na lista de “cabeças-de-série”.
Depois da jornada desta noite, estão já apuradas para a Fase Final as selecções da Dinamarca, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Sérvia, Itália e Holanda. Subsistem por apurar apenas dois vencedores de Grupo: Suíça ou Grécia (Grupo 2); e Eslováquia ou Eslovénia (Grupo 3). Com presença certa no play-off estão já: Rússia, Bósnia-Herzegovina, França e Irlanda.
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pedro Mendes, Simão Sabrosa (80m – Miguel Veloso), Deco e Raul Meireles; Cristiano Ronaldo (27m – Nani) e Liedson (83m – Nuno Gomes)
Hungria – Gábor Babos, Lászlo Bodnár, Gábor Gyepes, Roland Juhász, Vilmos Vanczák, Balázs Tóth, Krisztián Vadócz (56m – Tamas Priskin), Zoltán Gera, Balazs Dzsudzsák (84m – József Varga), Szabolcs Huszti (67m – Akos Buzsaky) e Sándor Torghell
1-0 – Simão Sabrosa – 18m
2-0 – Liedson – 74m
3-0 – Simão Sabrosa – 79m
Cartões amarelos – Não houve
Árbitro – Alain Hamer (Luxemburgo)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 9 6 3 - 16 - 4 21 2º Portugal 9 4 4 1 13 - 5 16 3º Suécia 9 4 3 2 9 - 4 15 4º Hungria 9 4 1 4 9 - 8 13 5º Albânia 9 1 4 4 5 - 9 7 6º Malta 9 - 1 8 0 - 22 1
10ª jornada
10.10.09 – Dinamarca – Suécia – 1-0
10.10.09 – Portugal – Hungria – 3-0
Hungria – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Conhecendo já – aquando do início do encontro – o resultado do jogo hoje disputado em Malta, com vitória da Suécia, às selecções de Portugal e da Hungria apenas a vitória interessava nesta crucial partida.
Não obstante, frente a uma equipa húngara que se apresentou com uma atitude de contenção, na expectativa, revelando aqui e ali alguma dureza, o jogo seria bastante disputado na zona central do terreno, com a selecção nacional a não conseguir evidenciar a fluidez e o domínio que exercera em Copenhaga, frente à Dinamarca… com a significativa diferença de ter marcado cedo, no primeiro lance ofensivo que criou.
O mais difícil parecia estar feito. Porém, tal não libertaria a equipa portuguesa da tensão a que se encontra sujeita, com os jogadores a denotarem alguma tendência para o individualismo. Até final da primeira parte, apenas Cristiano Ronaldo, à passagem da meia hora de jogo, disporia de nova ocasião de perigo.
O tempo parecia decorrer placidamente, sem que Portugal e Hungria revelassem capacidade para alterar o marcador, sem qualquer incidência particular até à entrada do último de quarto de hora da partida. A equipa portuguesa desperdiçaria então uma nova oportunidade, estavam decorridos 75 minutos, enquanto os húngaros davam dois sérios avisos, aos 74 e 77 minutos.
Até ao minuto 94, Portugal teria ainda que sofrer bastante para evitar que algum ressalto traiçoeiro lhe retirasse a vitória… fundamental para que a equipa prossiga na senda da qualificação para a fase final a disputar na África do Sul.
Outras boas notícias da jornada: o empate da Dinamarca na Albânia, que faz com que o 1º lugar continue em aberto, com um duplo confronto da maior importância agendado para o próximo dia 10 de Outubro (antes da derradeira ronda), entre Dinamarca-Suécia e Portugal-Hungria; a derrota da Escócia frente à Holanda, que deverá garantir que os 2º classificados dos restantes 8 grupos disputarão o play-off.
Nas classificações de outros grupos, destaque para a Espanha e Inglaterra, que se juntam à Holanda como países já com o apuramento confirmado, assim como para a Eslováquia, que – tal como a Alemanha, Rússia, Sérvia e Itália – garantiram já, pelo menos, a presença no play-off.
Hungria – Gabor Babos, Laszlo Bodnar, Gabor Gyepes, Roland Juhasz, Balazs Toth (83m – Akos Buzsaky), Peter Halmosi, Balazs Dzsudzsa, Pal Dardai (65m – Tamas Priskin), Sandor Torghell, Krisztian Vadocz e Szabolcs Huszti (65m – Tamas Hajnal)
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles, Tiago (90m – Rolando) e Deco (48m – Simão Sabrosa); Cristiano Ronaldo e Liedson (82m – Nani)
0-1 – Pepe – 9m
Cartões amarelos – Balazs Toth (50m); Pepe (69m) e Duda (77m)
Árbitro – Stephane Lannoy (França)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 8 5 3 - 15 - 4 18 2º Suécia 8 4 3 1 9 - 3 15 3º Portugal 8 3 4 1 10 - 5 13 4º Hungria 8 4 1 3 9 - 5 13 5º Albânia 9 1 4 4 5 - 9 7 6º Malta 9 - 1 8 0 - 22 1
9ª jornada
09.09.09 – Malta – Suécia – 0-1
09.09.09 – Albânia – Dinamarca – 1-1
09.09.09 – Hungria – Portugal – 0-1
Dinamarca – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Numa partida em que a vitória poderia ser crucial para a obtenção do apuramento para a Fase Final do Campeonato do Mundo, a equipa portuguesa entrou em campo sem qualquer avançado, apostando no controlo do meio-campo, que lhe permitiria, ao longo de cerca de meia hora – entre os 10 e os 40 minutos – um notório domínio do encontro, contudo sem materialização em golos.
Depois de uma fase inicial, nos primeiros 5 minutos, em que os jogadores da selecção nacional tiveram dificuldade em “encaixar-se” na forma como a equipa dinamarquesa se movimentava, fazendo circular a bola, com duas ou três acções de desequilíbrio no flanco direito do ataque, Portugal “pegou na bola”, avançando no terreno, empurrando os adversários para as imediações da sua área de baliza.
Teve, nesse período, pelo menos três oportunidades de golo, com Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa (por duas vezes) a não conseguirem ser eficazes. Procurando, muito a espaços, o contra-ataque, a Dinamarca apenas disporia de uma ocasião de perigo.
Porém, prestes a findar a primeira parte, sem que o guarda-redes português tivesse efectuado qualquer defesa, no primeiro remate à baliza, a Dinamarca inaugurou o marcador.
No início da segunda parte, com a entrada de Liedson para o lugar de Tiago, a equipa nacional alterou o seu esquema táctico em campo, o que acabaria por permitir à Dinamarca recuperar o controlo do jogo, sem que Portugal tivesse conseguido construído qualquer jogada ofensiva no primeiro quarto de hora.
Depois de, num lance algo fortuito, com o guarda-redes dinamarquês a não segurar a bola, ter desperdiçado mais uma soberana oportunidade de golo, o jogo como que ficou “partido”, jogando-se aos repelões e de forma algo precipitada. Não obstante, Portugal criaria ainda nova ocasião de perigo antes de, a quatro minutos do fim, Liedson conseguir finalmente o golo – no seu jogo de estreia na selecção nacional -, empatando o jogo.
Até final, a equipa portuguesa empurrou novamente a Dinamarca para a defesa, com Nuno Gomes e Liedson, já em período de descontos, a obrigarem Andersen a intervir para salvaguardar a sua baliza, mas o resultado não se alteraria.
Continuamos de “calculadora na mão”…
Dinamarca – Stephan Andersen, Christian Poulsen, Simon Kjaer, Anders Moller-Christensen, Michael Silberbauer (66m – William Kvist), Lars Jacobsen, Jakob Poulsen (90m – Jesper Gronkjaer), Dennis Rommedahl, Jon Dahl Tomasson, Martin Jorgensen (61m – Hjalte Norregaard) e Nicklas Bendtner
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles (81m – Nuno Gomes), Tiago (45m – Liedson) e Deco; Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa (71m – Nani)
1-0 – Nicklas Bendtner – 43m
1-1 – Liedson – 86m
Cartões amarelos – Simon Kjaer (60m) e Stephan Andersen (87m); Liedson (48m)
Árbitro – Massimo Busacca (Suíça)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 7 5 2 - 14 - 3 17 2º Hungria 7 4 1 2 9 - 4 13 3º Suécia 7 3 3 1 8 - 3 12 4º Portugal 7 2 4 1 9 - 5 10 5º Albânia 8 1 3 4 4 - 8 6 6º Malta 8 - 1 7 0 - 21 1
8ª jornada
05.09.09 – Dinamarca – Portugal – 1-1
05.09.09 – Hungria – Suécia – 1-2
Albânia – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Num ambiente adverso, frente a uma equipa albanesa que não teve pejo em usar, desde início do jogo, alguma agressividade, Portugal não cumpriu o que Carlos Queirós, num exercício de tentativa de motivação dos seus jogadores, antecipara: o de alcançar uma vitória “fácil” e/ou categórica.
Efectivamente, foi necessário sofrer muito para – “a ferros” – conseguir alcançar os 3 pontos, esta noite em Tirana; apenas no antepenúltimo dos cinco minutos de tempo de compensação, quando os jogadores albaneses já haviam abdicado de disputar o jogo, recolhendo-se às imediações da sua área, num lance típico de bola lançada em profundidade, surgiu Bruno Alves, nas costas da defesa, a antecipar-se e desviar de cabeça para o golo.
Até aí – e, portanto, ao longo de todo o encontro – Portugal denotara uma falta de ideias e de dinâmica, sem oportunidades de perigo dignas de realce, à excepção do lance do primeiro golo, com uma descida de Bosingwa pelo corredor lateral direito, cruzando com “conta, peso e medida” para a cabeça de Hugo Almeida, que não se fez rogado, inaugurando o marcador.
E, quando se pensaria que o mais difícil – quebrar a muralha defensiva albanesa – estava feito, praticamente no minuto imediato, num lance de desconcentração da defesa portuguesa, a deixar-se antecipar, a Albânia empatava o jogo.
Com uma equipa algo saturada física e psicologicamente, Portugal não conseguiria imprimir mudanças de ritmo, nem acelerar o jogo, com as substituições operadas por Carlos Queirós a não resultar em mais do que um ou dois fogachos da parte de Nani. Seria, consequentemente, já em desespero, que Portugal conseguiria manter a esperança do apuramento, que teria ficado bastante comprometido em caso de empate.
De qualquer forma, após a vitória da Dinamarca hoje na Suécia, as contas para o primeiro lugar parecem irremediavelmente afastadas – dificilmente os dinamarqueses deixarão escapar a vitória no Grupo e a qualificação directa (recebendo, no seu terreno, os três adversários ainda na disputa do acesso à Fase Final do Mundial) -, com a equipa portuguesa a ver-se praticamente compelida a recentrar os seus objectivos no segundo lugar e eventual apuramento via play-off.
No pressuposto de que Portugal venceria todas as 4 partidas que tem ainda a disputar – sendo a próxima, daqui a 3 meses… na Dinamarca, seguindo-se, quatro dias depois, a visita à Hungria -, alcançaria um total de 21 pontos, sendo que, nesse cenário, o máximo de pontos que a Hungria poderia atingir seria de 19, o que a afastaria da qualificação. Com a Suécia a ter ainda de se deslocar à Dinamarca, só a vitória (em todos os 5 jogos) lhe permitiria também atingir os 21 pontos.
Realizaram-se hoje diversos outros jogos de qualificação, um pouco por todo o mundo, com Japão, Austrália, Coreia do Sul e Holanda a serem os primeiros a garantir um lugar na Fase Final do Campeonato Mundial, a disputar no próximo ano na África do Sul.
Albânia – Islli Hidi, Elvin Beqiri, Kristi Vangjeli, Lorik Cana, Debatik Curri, Endri Vrapi, Amsi Agolli, Ervin Bulku, Klodian Duro (87m – Besart Berisha), Ervin Skela (90m – Dorian Bylykbasi) e Erion Bogdani (65m – Hamdi Salihi)
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho (76m – Nani), Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles e Deco; Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida (70m – Edinho) e Boa Morte (45m – Simão Sabrosa)
0-1 – Hugo Almeida – 27m
1-1 – Erion Bogdani – 29m
1-2 – Bruno Alves – 90m
Cartões amarelos – Kristi Vangjeli (9m), Debatik Curri (21m), Amsi Agolli (54m) e Islli Hidi; Raul Meireles (54m) e Pepe (80m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 6 5 1 - 13 - 2 16 2º Hungria 6 4 1 1 8 - 2 13 3º Portugal 6 2 3 1 8 - 4 9 4º Suécia 6 2 3 1 6 - 2 9 5º Albânia 8 1 3 4 4 - 8 6 6º Malta 8 - 1 7 0 - 21 1
7ª jornada
06.06.09 – Suécia – Dinamarca – 0-1
06.06.09 – Albânia – Portugal – 1-2
10.06.09 – Suécia – Malta – 4-0
Mundial 2010 – Qualificação
GRUPO 1 Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 5 4 1 - 12 - 2 13 2º Hungria 6 4 1 1 8 - 2 13 3º Portugal 5 1 3 1 6 - 3 6 4º Suécia 4 1 3 - 2 - 1 6 5º Albânia 7 1 3 3 3 - 6 6 6º Malta 7 - 1 6 0 - 17 1
01.04.09 – Hungria – Malta – 3-0
01.04.09 – Dinamarca – Albânia – 3-0
Portugal – Suécia (Mundial 2010 – Qualif.)
25 remates, 11 cantos, pelo menos 3 momentos de pouca felicidade de Danny (54m), Deco (76m) e Cristiano Ronaldo (85m), zero golos… o balanço de mais um jogo da fase de qualificação, o quarto consecutivo que Portugal não consegue vencer (e o terceiro nulo nas últimas três partidas)!
Uma exibição de muito querer, algumas fases de (bom) futebol colectivo, com destaque para a abertura de Tiago, numa diagonal perfeita, a solicitar a desmarcação de Danny, que rematou muito por alto; mas que esbarrou numa apresentação algo conservadora da equipa da Suécia, formando uma muralha (de grande altura) quase intransponível, reduzindo o risco ao mínimo.
Depois de um período de maior fulgor ofensivo, a selecção portuguesa acabaria por decaír de produção nos últimos dez minutos, numa altura em que a incapacidade concretizadora ficara já bem patente. Ao que não será alheio que a equipa tenha jogado mais de uma hora sem um verdadeiro “ponta-de-lança”, confiando essa tarefa a Cristiano Ronaldo ou a Danny, sem sucesso.
Estavam difíceis as contas do apuramento; mais difíceis ficaram (considerando aliás que apenas os vencedores de cada grupo terão a qualificação directamente assegurada, devendo os 8 melhores segundos classificados – do total de 9 grupos – realizar um play-off para atribuição das restantes 4 vagas na Fase Final a disputar no próximo ano na África do Sul). Portugal necessitará de uma “segunda volta” bem melhor para que seja ainda possível atingir esse objectivo. Vitórias na Dinamarca e Hungria precisam-se…
Portugal – Eduardo; Bosingwa (45m – Rolando), Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles e Tiago (62m – Deco); Danny (66m – Hugo Almeida), Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa
Suécia – Andreas Isaksson; Mikael Nilsson, Mellberg, Daniel Majstorovic e Johansson; Ramus Elm, Kim Kallstrom, Svensson (81m – Sebastian Larsson) e Samuel Holmen (58m – Wilhelmsson); Henrik Larsson e Johan Elmander (86m – Berg)
Árbitro – Franck de Bleeckere (Bélgica)
GRUPO 1 Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 4 3 1 - 9 - 2 10 2º Hungria 5 3 1 1 5 - 2 10 3º Portugal 5 1 3 1 6 - 3 6 4º Suécia 4 1 3 - 2 - 1 6 5º Albânia 6 1 3 2 3 - 3 6 6º Malta 6 - 1 5 0 -14 1
5ª jornada
28.03.09 – Malta – Dinamarca – 0-3
28.03.09 – Albânia – Hungria – 0-1
28.03.09 – Portugal – Suécia – 0-0
Cabazada
Há acordares assim, bruscos: tendo desligado a televisão precisamente no minuto anterior ao primeiro golo do Brasil no jogo desta madrugada, quando Portugal vencia por 1-0, tive de “esfregar os olhos” para confirmar se estava mesmo a ver bem a notícia sobre o resultado final do Brasil-Portugal.
Desde 20 de Novembro de 1955, ainda nos tempos da bola quadrada, que a selecção portuguesa de futebol não sofria 6 golos (então, frente à Suécia).
Esta noite (ainda com data de 19, pela hora brasileira…), próximo de Brasília, a equipa de Portugal repetiu o resultado de outrora, saindo vergada ao peso de uma humilhante derrota por 6-2, que não deixará de nos ser recordada por muitos e bons anos.
“Ingenuidade”, alega o seleccionador Carlos Queirós… ah, e que sofremos “golos estúpidos” ou “patéticos”. E, ainda, que “assume toda a responsabilidade, porque não quer que ela pese sobre os jogadores” (!).
Num país de brandos costumes, o “assumir a responsabilidade” passa exclusivamente, nos dias que correm, por afirmar que “se assume a responsabilidade”?
Provavelmente, Carlos Queirós beneficiará de mais um “voto de confiança” do presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Sabemos o que acontece com frequência nos jogos imediatamente seguintes: a margem de erro é agora absolutamente nula; mais um desaire significará então, inapelavelmente, o fim da linha para Queirós…
Digam-me lá se não foi uma “bela prenda de aniversário”?…
Portugal – Albânia (Mundial 2010 – Qualif.)
Numa paupérrima exibição, sem velocidade nem ritmo, sem rasgo, sem chama, perante uma frágil selecção da Albânia – reduzida a 10 elementos durante mais de 50 minutos -, Portugal revelou-se impotente para encontrar soluções que lhe permitissem superar a barreira defensiva albanesa, podendo eventualmente ter começado a comprometer as suas possibilidades de apuramento para o Mundial 2010.
Portugal – Quim, Miguel (75m – Nuno Gomes), Bruno Alves, Pepe, Paulo Ferreira, Raul Meireles, João Moutinho (55m – Nani), Manuel Fernandes, Cristiano Ronaldo, Danny (55m – Quaresma) e Hugo Almeida
Albânia – Arian Beqa, Elvin Beqiri (24m – Admir Teli), Kristi Vangjeli, Lorik Cana, Debatik Curri, Amsi Agolli, Ervin Bulku, Klodian Duro (77m – Besart Berisha), Ervin Skela, Altin Lala e Erion Bogdani (45m – Endri Vrapi)
Cartões amarelos – Hugo Almeida (90m); Admir Teli (36m) e Altin Lala (40m)
Cartão vermelho – Admir Teli (42m)
Árbitro – Knut Kircher (Alemanha)
GRUPO 1 Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 3 2 1 - 6 - 2 7 2º Hungria 4 2 1 1 4 - 2 7 3º Suécia 3 1 2 - 2 - 1 5 4º Portugal 4 1 2 1 6 - 3 5 5º Albânia 4 1 2 1 3 - 2 5 6º Malta 4 - - 4 0 -11 -
4ª jornada
15.10.08 – Malta – Hungria – 0-1
15.10.08 – Portugal – Albânia – 0-0






