Posts tagged ‘Selecção’

Mundial 2018 – Dia de decisão


2 Dezembro, 2010 at 8:35 am Deixe um comentário

Portugal – Espanha (Particular) – 4-0

Imagens da maior vitória de sempre da selecção de Portugal sobre a da Espanha, Campeã Mundial e Europeia em título

18 Novembro, 2010 at 12:24 am Deixe um comentário

Islândia – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)

Islândia Islândia – Gunnleifur Gunnleifsson, Ragnar Sigurdsson, Birkir Saevarsson (85m – Veigar Páll Gunnarsson), Kristján Sigurdsson, Indridi Sigurdsson (85m – Arnor Sveinn Adalsteinsson), Grétar Steinsson, Ólafur Skúlason, Eidur Gudjohnsen, Heidar Helguson, Helgi Daníelsson e Theodor Bjarnason (68m – Gunnar Heidar Thorvaldsson)

Portugal Portugal – Eduardo, João Pereira, Pepe, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (77m – Tiago), João Moutinho, Nani (87m – Danny) e Hugo Almeida (65m – Hélder Postiga)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 3m
1-1 – Heidar Helguson – 17m
1-2 – Raul Meireles – 27m
1-3 – Hélder Postiga – 72m

Cartão amarelo – Ólafur Skúlason (36m) e Eidur Gudjohnsen (79m); Tiago (79m)

Árbitro – Thomas Einwaller (Áustria)

Depois da tranquilizadora vitória frente à Dinamarca, possibilitando à selecção portuguesa como que um recomeço nesta fase de apuramento, melhor não se podia pedir que um golo logo aos 3 minutos, num encontro fora, perante um adversário que se antevia ir adoptar uma postura defensiva, que podia complicar-nos o jogo…

Como complicou, passado cerca de um quarto de hora, ao conseguir – num lance em que a defesa, a denotar dificuldades de concentração e de acertar com as marcações, e, em particular, o guarda-redes português, não ficam isentos de responsabilidades – empatar a partida.

E, não obstante a selecção nacional ter sido feliz, com Raul Meireles, numa excelente execução, a repor a vantagem, apenas mais dez minutos decorridos, a imagem que perdurou ao longo de largas fases deste jogo foi sobretudo a de uma equipa algo trapalhona e com dificuldades a nível da sua organização.

À entrada da meia hora final, subsistindo uma algo perigosa vantagem mínima, Portugal teria então o mérito de não abdicar de procurar um melhor resultado, mais tranquilo, o que, justamente, viria a conseguir, por Hélder Postiga, aproveitando da melhor forma uma deficiente intervenção do guarda-redes adversário, apenas dois minutos decorridos sobre um dos melhores lances da partida, em que a finalização não tivera a melhor sequência.

Nos últimos vinte minutos, a equipa portuguesa, já liberta de preocupações – e com a Islândia a cair de rendimento, oferecendo cada vez menos resistência -, teria ainda alguns ensejos de dilatar o marcador, o que acabaria por não se concretizar, assim se repetindo os números da vitória da pretérita sexta-feira, frente à Dinamarca.

Com o pleno de 6 pontos nesta dupla jornada, Portugal relança-se na disputa desta fase de qualificação para o EURO 2012… que apenas retomará em Junho de 2011 (altura em que receberá a Noruega).

GRUPO H                Jg   V   E   D     G     Pt
1º Noruega              3   3   -   -    5- 2    9
2º Portugal             4   2   1   1   10- 7    7
3º Dinamarca            3   2   -   1    4- 3    6
4º Chipre               3   -   1   2    5- 8    1
5º Islândia             3   -   -   3    2- 6    -

4ª jornada
12.10.10 – Dinamarca – Chipre – 2-0
12.10.10 – Islândia – Portugal – 1-3

(mais…)

12 Outubro, 2010 at 9:33 pm Deixe um comentário

Portugal – Dinamarca (Euro-2012 – Qualif.)

Portugal Portugal – Eduardo, João Pereira, Pepe, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (75m – Tiago), João Moutinho, Nani (88m – Varela) e Hugo Almeida (69m – Hélder Postiga)

Dinamarca Dinamarca – Thomas Sørensen (32m – Anders Lindegaard), Lars Jacobsen, Simon Kjaer, Per Krøldrup, Christian Poulsen, Michael Silberbauer, Daniel Jensen (58m – Christian Eriksen), William Kvist (72m – Peter Løvenkrands), Martin Vingaard, Nicklas Pedersen e Dennis Rommedahl

1-0 – Nani – 29m
2-0 – Nani – 31m
2-1 – Ricardo Carvalho (p.b.) – 79m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 85m

Cartão amarelo – Michael Silberbauer (3m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Sem margem para errar, obrigado a vencer, Portugal tinha hoje a possibilidade de um recomeço, nesta fase de qualificação para o EURO 2012, coincidindo com a estreia de Paulo Bento como seleccionador nacional, depois de a equipa ter estado como que órfã nos dois jogos iniciais.

Perante uma equipa da Dinamarca que adoptou, desde início, uma toada de expectativa, a selecção portuguesa começaria por denotar algumas dificuldades em transpor a organização defensiva contrária, destacando-se as iniciativas que originaram dois cantos consecutivos, aos 6 e 7 minutos. E, à medida que os minutos iam decorrendo, parecia complicar-se o caminho para a baliza dinamarquesa.

Até que, em dois minutos – com uma rara eficácia, aproveitando na perfeição falhas do meio-campo dinamarquês, com duas comprometedoras perdas de bola -, Nani conseguiria encontrar a chave, marcando dois golos que tornaram simples o que se antevia complexo, proporcionando a tão necessária tranquilidade à equipa de Portugal.

Ainda antes do intervalo, Cristiano Ronaldo teria um belo remate, com o guarda-redes Lindegaard (que havia substituído o lesionado Sørensen) a corresponder da melhor forma, com uma excelente defesa.

O mesmo Ronaldo estaria novamente perto do golo, ao rematar com estrondo à trave, na sequência de uma excelente jogada de Fábio Coentrão, estavam decorridos 54 minutos. E seria ainda Ronaldo, aos 70 minutos, com mais um forte tiro – obrigando novamente o guardião dinamarquês a aplicar-se a fundo, embora não segurando a bola -, a proporcionar uma perigosíssima recarga de Carlos Martins, à “boca da baliza”, contra o corpo de Lindegaard, muito bem a fechar o ângulo, quando se antecipava já o terceiro golo de Portugal.

A Dinamarca apenas a espaços, bastante pontualmente, parecia querer reagir, procurando criar algum perigo, embora sem dispor de oportunidades flagrantes de golo… até ao minuto 79, em que, na sequência de um canto – quando Portugal jogava com menos um, pelo facto de Fábio Coentrão estar a receber assistência fora do campo -, Ricardo Carvalho, com infelicidade, tocaria a bola com o braço na direcção da baliza, marcando um auto-golo.

Dois minutos volvidos, Hélder Postiga, surgindo isolado, em boa posição – dispondo ainda da opção de Ronaldo, que o acompanhara na desmarcação -, rematou mal enquadrado, por cima da baliza.

Mais um minuto, e um grande susto – a fazer recordar o jogo de há dois anos, no Estádio de Alvalade, quando, nos minutos finais, os dinamarqueses inverteram uma desvantagem de 1-2 para um triunfo por 3-2 -, com a bola a ser novamente introduzida na baliza portuguesa, felizmente, na sequência de um lance sancionado com “fora de jogo” pelo árbitro.

A tranquilidade definitiva surgiria – precisamente na fase mais difícil que a selecção portuguesa atravessara em todo o jogo – a cinco minutos do fim, com Ronaldo, que, porfiando, tendo ameaçado por mais de uma vez, a conseguir finalmente ter êxito. E o quarto golo de Portugal só não surgiria por acaso, numa cavalgada com vários elementos a descer sobre a área dinamarquesa e a bola a sair (ser desviada pelo guarda-redes?) miraculosamente.

Com uma boa exibição colectiva, e excelentes actuações de Nani e, na segunda metade, de Cristiano Ronaldo, Portugal alcança com toda a justiça a primeira (e muito importante) vitória nesta fase de apuramento. Precisam-se mais…

GRUPO H                Jg   V   E   D     G     Pt
1º Noruega              3   3   -   -    5- 2    9
2º Portugal             3   1   1   1    7- 6    4
3º Dinamarca            2   1   -   1    2- 3    3
4º Chipre               2   -   1   1    5- 6    1
5º Islândia             2   -   -   2    1- 3    -

3ª jornada
08.10.10 – Chipre – Noruega – 1-2
08.10.10 – Portugal – Dinamarca – 3-1

(mais…)

8 Outubro, 2010 at 9:37 pm Deixe um comentário

Megalomania

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol desde 1996, Gilberto Madaíl teve a felicidade de contar com uma geração de talentosos jogadores para – potenciando os seus sucessos desportivos, consubstanciados nas qualificações para a Fase Final dos Europeus de 2000 e 2008 e dos Mundiais de 2002, 2006 e 2010 – se afirmar no dirigismo desportivo.

Determinado e ambicioso, teve um papel importante no impulsionar das candidaturas à organização do Europeu 2004 e, de forma mais surpreendente, ao Mundial de 2018.

As suas tendências megalómanas começaram por ser vincadas com a contratação de Luiz Felipe Scolari – que acabara de se sagrar Campeão Mundial – para seleccionador nacional, entre 2003 e 2008, o qual, sendo um técnico sofrível, teve o mérito de aproveitar o trabalho que anteriormente havia sido desenvolvido (por Carlos Queiroz e sua equipa, nas camadas jovens, e por José Mourinho, no FC Porto, consecutivamente vencedor da Taça UEFA e da Liga dos Campeões, nos anos de 2003 e 2004), incentivando um forte espírito de grupo, culminado com o atingir da Final do Euro 2004 e das 1/2 Finais do Mundial 2006.

Terminada a era Scolari, Madaíl “não se ficou por menos”: não se poupou a esforços para contratar Carlos Queiroz, então conceituado pela posição ocupada no Manchester United – visto como sucessor de Sir Alex Ferguson -, cometendo porém um erro que lhe viria a ser fatal, a excessiva extensão do contrato celebrado (4 anos), que conduziu às peripécias conhecidas, que culminaram na sua demissão por alegada justa causa (decorrida apenas metade do período contratual), que bem cara poderá vir a sair aos cofres da Federação.

Numa incrível e desesperada “fuga para a frente”, Gilberto Madaíl coloca agora José Mourinho – e, ao mesmo tempo, e, a par com o técnico português, ambos colocam também Florentino Pérez -, numa posição muito desconfortável, que não deveria nunca ter sucedido: Madaíl foi a Madrid aliciar um profissional com contrato (obviamente de exclusividade!) com o Real Madrid, para – qual homem providencial ou “salvador da pátria” – se ausentar durante cerca de 10 dias, de forma a poder orientar a selecção nacional em dois jogos de apuramento para o Europeu de 2012, a disputar nos próximos dias 8 e 12 de Outubro.

Inacreditável!

Em meu entendimento, Mourinho não deveria sequer ter permitido esperanças a Madaíl. Diplomaticamente, deveria ter deixado claro de forma definitiva que o seu projecto profissional actual não é compatível com aventuras desta índole. Ao deixar a porta “entreaberta” – justificando-se com o seu patriotismo, disponibilizando-se a “custo zero” -, empurrando a decisão para o Presidente do clube que representa, coloca sobre ele uma pressão injustificável, ao mesmo tempo que, inevitavelmente, não deixa de se fragilizar como profissional perante a sua actual entidade patronal (o que, mais tarde, não deixará de lhe ser cobrado, caso as coisas não lhe corram bem no clube).

Mesmo se admitíssemos que, hipoteticamente, a ideia de Madaíl tivesse alguma base lógica ou racional (ele próprio a apresentou como uma iniciativa “emocional”!…) – o que, como afirmo, não me parece ser, de todo, o caso – surge óbvio que, uma vez mais, o presidente da Federação tem um erro crasso: antes de chegar à fala com Mourinho, impunha-se o entendimento prévio com o Real Madrid (a autorização do clube para que se abordasse o técnico).

A seguir o desenvolvimento desta verdadeira epopeia

17 Setembro, 2010 at 7:54 pm Deixe um comentário

Noruega – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)

Noruega Noruega – Jon Knudsen, Tom Hogli, Brede Hangeland, Kjetil Waehler (28m – Vadim Devidov), Espen Ruud, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (86m – Ruben Yttergard Jenssen), Erik Huseklepp, Morten Gamst Pedersen e John Carew (38m – Mohammed Abdellaoue)

Portugal Portugal – Eduardo, Sílvio, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Miguel Veloso, Manuel Fernandes, Raul Meireles, Tiago (72m – Danny), Quaresma (84m – Liédson), Nani e Hugo Almeida

1-0 – Erik Huseklepp – 21m

Cartões amarelos – Bjorn Helge Riise (75m); Raul Meireles (60m) e Hugo Almeida (90m)

Árbitro – Laurent Duhamel (França)

Parecendo querer entrar em campo com uma disposição que permitisse rectificar a má imagem e o mau resultado da passada sexta-feira, Portugal acabaria por “entregar o ouro ao bandido”, numa infelicidade de Eduardo, a jogar deficientemente com o pé, deixando-se antecipar por um adversário, ressaltando a bola para outro jogador norueguês, com a baliza escancarada, fazer o golo.

Acusando o toque, a equipa portuguesa passaria uma fase de algum desnorte, não conseguindo, em toda a primeira parte, criar qualquer efectiva oportunidade de golo.

A abrir a segunda parte, em apenas cinco minutos a Noruega disporia de duas ocasiões de grande perigo, com a bola a cruzar toda a zona de baliza e a sair junto ao poste. Pareciam mais próximo do golo os noruegueses que os portugueses…

Sem que seja claro de quem é actualmente a responsabilidade da orientação da equipa e das opções tácticas (do suspenso Carlos Queiroz ou do seu adjunto Agostinho Oliveira), é difícil compreender que – frente à Noruega, país cujo campeonato tem um calendário diferente, com os jogadores a chegarem a esta fase da época muito mais rodados – Portugal actue com elementos praticamente sem minutos de jogo nas suas equipas, e, naturalmente, sem ritmo competitivo, casos do trio da zona nevrálgica do meio-campo: Manuel Fernandes, Raul Meireles e Tiago. Assim como não é fácil de entender a demora nas substituições, sem que sequer tenham sido esgotadas as três possibilidades disponíveis…

A equipa portuguesa deu sempre a sensação de estar a jogar em inferioridade numérica, perdendo a maior parte das “segundas bolas”.

Seria já em desespero, com bolas bombeadas para a área, que Portugal tentaria ainda chegar ao empate, que, de facto, não fez por merecer.

Cedendo pontos preciosos nesta jornada dupla inaugural, Portugal começa a não ter “margem de erro”, pelo que o próximo confronto, contra a Dinamarca, se revela decisivo, sendo a vitória obrigatória

GRUPO H               Jg    V   E   D     G     Pt
1º Noruega             2    2   -   -    3- 1    6
2º Dinamarca           1    1   -   -    1- 0    3
3º Chipre              1    -   1   -    4- 4    1
4º Portugal            2    -   1   1    4- 5    1
5º Islândia            2    -   -   2    1- 3    -

2ª jornada

07.09.10 – Dinamarca – Islândia – 1-0
07.09.10 – Noruega – Portugal – 1-0

(mais…)

7 Setembro, 2010 at 8:30 pm Deixe um comentário

Portugal – Chipre (Euro-2012 – Qualif.)

Portugal Portugal – Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Manuel Fernandes (78m – João Moutinho), Raul Meireles, Danny (61m – Liedson), Nani, Quaresma e Hugo Almeida (84m – Yannick Djaló)

Chipre Chipre – Antonis Georgallides, Elias Charalambous, George Merkis, Marios Elia (66m – Savvas Poursaitides), Constantinos Charalambides (76m – Marios Nikolaou), Constantinos Makridis, Marinos Satsias, Siniša Dobrašinović, Andreas Avraam, Efstathios Aloneftis (56m – Yiannis Okkas)  e Michalis Konstantinou

0-1 – Aloneftis – 3m
1-1 – Hugo Almeida – 8m
1-2 – Konstantinou – 11m
2-2 – Raul Meireles – 29m
3-2 – Danny – 50m
3-3 – Yiannis Okkas – 57m
4-3 – Manuel Fernandes – 60m
4-4 – Andreas Avraam – 89m

Cartão amarelo – Elias Charalambous (67m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

No dia em que partiu José Torres, numa triste ironia, a selecção de Portugal relembra nesta altura o pós-Saltillo: uma equipa completamente à deriva, sem rumo, absolutamente desconcentrada, sem qualquer ligação entre os sectores, averbando um resultado absolutamente inacreditável e inaceitável.

Com o seleccionador suspenso (por 1 mês, pela Federação Portuguesa de Futebol; por 6 meses, pela Autoridade Anti-Dopagem de Portugal), na bancada, a selecção entrou em campo a perder, concedendo um golo ao adversário logo aos 3 minutos.

Mesmo conseguindo empatar apenas cinco minutos volvidos, continuariam ao longo de todo o tempo de jogo as comprometedoras falhas defensivas, traduzindo uma confrangedora intranquilidade, proporcionando a uma débil selecção cipriota atingir a inimaginável marca de 4 golos!

Mal orientada, com opções discutíveis – jogando com dois médios defensivos e apenas um ponta-de-lança -, sem comando dentro e fora de campo, mesmo alegando em sua defesa um remate à trave e outro ao poste, a equipa portuguesa apenas pode queixar-se de si própria.

Na abertura da fase de qualificação para o EURO 2012, Portugal começa já a “fazer contas de cabeça”…

GRUPO H               Jg    V   E   D     G     Pt
1º Noruega             1    1   -   -    2- 1    3
2º Chipre              1    -   1   -    4- 4    1
3º Portugal            1    -   1   -    4- 4    1
4º Dinamarca           -    -   -   -    -- -    -
5º Islândia            1    -   -   1    1- 2    -

1ª jornada

03.09.10 – Islândia – Noruega – 1-2
03.09.10 – Portugal – Chipre – 4-4

3 Setembro, 2010 at 10:32 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Espanha (1/8 Final)

Portugal Espanha 0-1

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pepe (72m – Pedro Mendes), Simão Sabrosa (72m – Liedson), Raul Meireles, Tiago, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (58m – Danny)

Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol, Joan Capdevila, Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, David Villa (88m – Pedro Rodríguez) e Fernando Torres (58m – Fernando Llorente)

0-1 – David Villa – 63m

(Foto Record)

Um primeiro sinal de aviso logo no minuto inicial, com um excelente remate de Fernando Torres, a que Eduardo correspondeu com uma magnífica intervenção, situação quase de imediato repetida por mais duas vezes, com David Villa como protagonista, deram o mote a uns 5 minutos de abertura de jogo aflitivos, de verdadeiro sufoco, sem que a equipa portuguesa conseguisse “pegar na bola”.

Quando foi possível ultrapassar essa espécie de bloqueio psicológico, Portugal dispôs, por sua vez, nos minutos que se sucederam, de duas ocasiões de perigo junto da área espanhola, conquistando dois pontapés de canto sucessivos.

O jogo acalmaria de intensidade, até que, aos 20 minutos, um remate de Tiago obrigaria Casillas a uma intervenção de elevado índice de dificuldade, ainda apertado por Hugo Almeida, que, de cabeça, procurava fazer a emenda. Portugal disporia de uma outra grande oportunidade, estavam decorridos 27 minutos, na sequência de um livre apontado por Cristiano Ronaldo, com um potente remate que provocaria grande atrapalhação a Casillas… sem que, contudo, ninguém aparecesse para a recarga.

Já com a primeira parte a encaminhar-se para o seu termo, aos 39 minutos, Hugo Almeida não conseguiu dar a melhor sequência a uma assistência de Raul Meireles. E, aos 42 minutos, Casillas a ter de sair da sua área, antecipando-se a Simão Sabrosa, que corria veloz em perseguição da bola. De imediato, outra ocasião de perigo, com Tiago, em boa posição, a rematar de cabeça… mas defeituosamente.

O segundo tempo iniciar-se-ia com uma toada mais pausada, com o primeiro sobressalto, aos 51 minutos, a ser provocado por Hugo Almeida, descaído sobre o lado esquerdo, a esperar por Cristiano Ronaldo, para procurar fazer a assistência, com Puyol, com um corte imperfeito, a criar muito perigo para a sua baliza.

Aos 56 minutos, uma boa jogada de ataque da equipa portuguesa, com a bola a passar por vários jogadores, e Raul Meireles a cruzar em direcção da zona da pequena área, obrigando Casillas a afastar o perigo a soco.

A primeira intervenção de Llorente, aos 60 minutos, obrigaria Eduardo à “defesa da noite”, num gesto de reflexo. No minuto seguinte, Villa remataria a bola colocada, a passar a rasar o poste da baliza portuguesa.

E, aos 63 minutos, numa jogada algo confusa, num momento de desconcentração da defesa portuguesa, hesitante, pensando numa eventual situação de fora de jogo [que, através do recurso a meios tecnológicos, se viria a confirmar… por 22 centímetros!], surgiria David Villa, descaído sobre o lado esquerdo, isolado, à segunda, em recarga a um primeiro pontapé ainda defendido por Eduardo, a rematar para o fundo da baliza portuguesa. Ao fim de 5 horas e meio de jogo, Eduardo sofria o primeiro golo na prova…

Com a equipa portuguesa a acusar o toque, na sequência de uma perda de bola que proporcionou uma jogada rápida da Espanha, o guarda-redes evitaria o segundo golo, iam decorridos 70 minutos.

Numa altura em que o tempo começava a correr demasiado depressa, Carlos Queiroz tentava espevitar a equipa, com uma dupla substituição, entrando Pedro Mendes e Liedson, respectivamente por troca com Pepe e Simão Sabrosa.

Aos 76 minutos, uma vez mais, Eduardo a opor-se a um potente remate de David Villa.

A Espanha, em vantagem no marcador, assegurava a posse de bola, deixando o tempo escoar-se, não dando oportunidade a Portugal de “pegar no jogo”.

Quase a findar a partida, aos 87 minutos, Llorente, isolado na cara de Eduardo, desviou subtilmente de cabeça, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.

Esgotada física e, sobretudo, animicamente, sem capacidade de reacção, a sensação que persiste é que a selecção de Portugal como que “desistiu cedo demais” de lutar por um resultado positivo, acabando por sair sem glória deste Mundial, não obstante ter sofrido um único golo na competição.


(infografia La informacion.com)

Melhor jogador – Xavi Hernández

Cartões amarelos – Tiago (80m); Xabi Alonso (74m)

Cartão vermelho – Ricardo Costa (89m)

Árbitro – Hector Baldassi (Argentina)

(ver crónica, estatísticas e fotos no The New York Times)

Cape Town (19h30)

29 Junho, 2010 at 9:22 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Brasil

Portugal Brasil 0-0

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Duda (54m – Simão Sabrosa), Pepe (64m – Pedro Mendes), Tiago, Raul Meireles (84m – Miguel Veloso), Danny, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo

Brasil Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo (44m – Josué), Júlio Baptista (82m – Ramires), Nilmar e Luís Fabiano (85m – Grafite)

(foto via Record)

Entrando em campo com um onze de tendência conservadora, com uma opção privilegiando a prudência, Portugal viu-se, logo desde o início, submetido à pressão brasileira, conquistando dois cantos nos dois minutos iniciai, com Daniel Alves a dar o primeiro sinal de perigo com um bom remate, ligeiramente ao lado, aos cinco minutos, e, pouco depois, numa primeira incursão de Maicon pelo flanco direito do ataque, Fábio Coentrão a conseguir uma boa antecipação.

Só aos 17 minutos Portugal conseguiria soltar-se e ensaiar o primeiro remate à baliza do Brasil. À passagem da meia hora o perigo espreitou as duas balizas, com Eduardo com uma excelente defesa, a remate de Nilmar (com a bola ainda a embater na trave – o que se repetiria aos 37 minutos, dessa vez com Eduardo a “desviar a bola com o olhar”… para o poste), e, no outro lado, do ataque português, com Tiago a não conseguir finalizar. O mesmo Tiago que viria a colocar à prova a concentração de Júlio César, iam então já decorridos 41 minutos.

Com bastante maior tempo de posse de bola e claro predomínio da parte da selecção brasileira, o nulo registado no marcador era porventura algo lisonjeiro para Portugal.

Entretanto, no outro jogo, a Costa do Marfim começara por “assustar”, com dois golos no espaço de seis minutos (aos 14 e aos 20), mas a manutenção do resultado ao intervalo era de molde a conferir alguma (relativa) tranquilidade à equipa portuguesa.

Parecendo querer adormecer o jogo no seu recomeço, Portugal teria, aos 48 minutos, uma boa iniciativa de contra-ataque, com Lúcio a evitar que Cristiano Ronaldo conseguisse marcar.

Cerca dos 60 minutos, novo remate à baliza, com Simão Sabrosa a solicitar Júlio César a nova intervenção. E Portugal desperdiçaria mesmo uma soberana oportunidade, com Raul Meireles a não conseguir dar a melhor finalização a uma boa jogada de Cristiano Ronaldo.

O Brasil, com uma toada de jogo mais pausada, de bastante menor intensidade, procurava atrair Portugal, para aproveitar algum eventual erro nas transições defesa-ataque.

À medida que o tempo corria para o final, e com o resultado inalterado no jogo das Costa do Marfim (mantendo-se a vantagem de 2 golos já registada ao intervalo), Portugal deveria então ter arriscado na procura do golo que lhe poderia dar a vitória no jogo… e consequente primeiro lugar no Grupo… mas – exceptuando uma descida de Simão Sabrosa, a cruzar para Cristiano Ronaldo, bastante apertado na área brasileira -, jogando sempre pelo seguro, acabou por não investir nessa possibilidade, optando por garantir o empate frente aos penta-campeões do Mundo.

Aliás, já em tempo de compensação, Eduardo seria forçado a boa intervenção, para desviar a bola que, rematada por Ramires, embatendo num defesa português, adquirira uma trajectória traiçoeira.

O empate final a zero pareceu acabar por satisfazer ambas as equipas, garantindo o apuramento, com o Brasil a vencer o Grupo e Portugal a concluir no segundo lugar, com o “melhor ataque” (7 golos – tal como a Argentina) e a “melhor defesa” (sem sofrer qualquer golo na fase de Grupos).

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Duda (25m), Tiago (31m), Pepe (40m) e Fábio Coentrão (45m); Luís Fabiano (15m) e Juan (25m) e Felipe Melo (43m)

Árbitro – Benito Archundia (México)

Durban (15h00)

25 Junho, 2010 at 4:51 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Coreia do Norte

Portugal Coreia do Norte 7-0

Portugal Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pedro Mendes, Tiago, Raul Meireles (70m – Miguel Veloso), Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa (74m – Duda) e Hugo Almeida (77m – Liedson)

Coreia do Norte Ri Myong-Guk, Cha Jong-Hyok (75m – Nam Song-Chol), Pak Chol-Jin, Ri Jun-Il, Ji Yun-Nam, Ri Kwang-Chon, An Yong-Hak, Mun In-Guk (58m – Kim Yong-Jun), Pak Nam-Chol (58m – Kim Kum-Il), Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se

1-0 – Raul Meireles – 29m
2-0 – Simão Sabrosa – 53m
3-0 – Hugo Almeida – 56m
4-0 – Tiago – 60m
5-0 – Liedson – 81m
6-0 – Cristiano Ronaldo – 87m
7-0 – Tiago – 89m


(foto via TSF)

Num jogo em que o único resultado aceitável era a vitória portuguesa, dado não só o desnível de potencial entre ambas as selecções, mas também o calendário do grupo de apuramento, e na sequência do nulo registado na jornada inaugural, a selecção nacional entrou em campo com boa disposição, deliberadamente ofensiva, criando duas ocasiões de perigo, logo aos 4 e aos 6 minutos, ambas por… Ricardo Carvalho: primeiro, num falhado remate à meia-volta; e, logo de seguida, acertando novamente no poste.

Não aproveitadas estas oportunidades decorrentes de uma entrada com algum fulgor, a Coreia do Norte começou gradualmente a ganhar confiança, tornando-se cada vez mais atrevida, começando por dar um primeiro sinal de aviso à passagem dos 10 minutos, com um remate a rasar o poste, nova ameaça aos 17 minutos e, ainda outra, cerca dos 23 minutos, fase em que a equipa portuguesa parecia algo aturdida coma a reacção coreana.

Procurando acalmar a toada algo precipitada, Portugal veria coroada de êxito uma boa jogada, com Tiago a fazer uma boa abertura, para uma excelente finalização de Raul Meireles, a marcar o golo inaugural da equipa portuguesa na prova, jogava-se o 29º minuto da partida.

Daí até final do primeiro tempo, apenas digno de menção um remate cruzado, da esquerda para a direita, de Cristiano Ronaldo, a sair ligeiramente ao lado da baliza, já com 41 minutos e, mesmo a fechar, uma iniciativa de Simão, porém com o cruzamento a não sair bem.

A selecção da Coreia do Norte iniciava a segunda parte do jogo, na condição de eliminada… mas seria a equipa portuguesa a assumir, de novo, a iniciativa do jogo, com Tiago, com um bom remate, a colocar à prova a atenção do guarda-redes adversário logo no minuto inicial, a que responderiam de imediato os coreanos, obrigando Eduardo a “dizer presente”.

Num reinício animado, seria Hugo Almeida a dividir uma bola com o guarda-redes norte-coreano, em mais uma jogada de perigo eminente. E, de seguida, um livre apontado por Jong Tae-Se, com Eduardo a mostrar estar concentrado.

Pouco depois, Hugo Almeida, desenquadrado da baliza, não conseguiria dar a melhor sequência a uma boa jogada da ofensiva portuguesa. Antes de a equipa da Coreia do Norte se desequilibrar por completo, ante o turbilhão ofensivo português, com 3 golos no espaço de 7  minutos, marcados sucessivamente por Simão Sabrosa, Hugo Almeida e Tiago.

Após 10 minutos de sonho (que, já noutras circunstâncias, viria a repetir a findar o encontro), Portugal acalmaria a toada, procurando aliciar a equipa coreana a subir no terreno, visando explorar eventuais situações de contra-ataque.

Cristiano Ronaldo ainda acertaria com estrondo na trave, em mais um potente remate. Do outro lado, Jong Tae-Se ameaçaria uma vez mais Eduardo, já na aproximação dos 80 minutos, precisamente antes de mais um golo português, o quinto, por Liedson, entrado em campo escassos minutos antes.

Haveria ainda tempo para o consumar do descalabro coreano, com um golo risível de Cristiano Ronaldo, a beneficiar de uma carambola do esférico no guarda-redes, que lhe tabelou na nuca, ressaltando para a cabeça, antes de cair no chão, à mercê de um leve empurrão para a baliza com o pé, e, de seguida, com Tiago, com mais uma excelente execução de cabeça, a bisar.

Com uma boa exibição, não obstante ter sido alcançada frente a um débil opositor, Portugal beneficiaria do mérito de ter obrigado a equipa coreana a abrir o seu jogo, desequilibrando por completo (destroçando mesmo) a sua estrutura defensiva, o que conseguiria aproveitar da melhor forma, com alto grau de eficácia, sem nunca abdicar de procurar dilatar a marca.

Depois dos 5-3 de 1966, outro Portugal – Coreia do Norte entra na história dos Mundiais: 7-0!

E, com 9 (!) golos de vantagem em relação à Costa do Marfim, só uma absolutamente indesejável catástrofe impediria Portugal de prosseguir para os 1/8 Final…

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Pak Chol-Jin (32m) e Hong Yong-Jo (47m); Pedro Mendes (38m) e Hugo Almeida (70m)

Árbitro – Pablo Pozo (Chile)

Cape Town (12h30)


(CNN)

O jogo visto no Twitter, via The Guardian.

Crónica no The New York Times.

21 Junho, 2010 at 2:22 pm Deixe um comentário

Older Posts Newer Posts


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Abril 2026
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.