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Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final
Young Boys – Everton
Torino – At. Bilbao
Sevilla – Borussia M’gladbach
Wolfsburg – Sporting
Ajax – Legia Warsaw
AaB Aalborg – Brugge
Anderlecht – Dinamo Moskva
Dnipro – Olympiakos
Trabzonspor – Napoli
Guingamp – D. Kyiv
Villarreal – Salzburg
Roma – Feyenoord
PSV Eindhoven – Zenit
Liverpool – Besiktas
Tottenham – Fiorentina
Celtic – Inter
Os jogos da primeira mão dos 1/16 Final serão disputados a 19 de Fevereiro de 2015, estando a segunda mão agendada para 26 de Fevereiro.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
PSV – D. Moskva – 0-1
Panathinaikos – Estoril – 1-1
1º D. Moskva, 18; 2º PSV, 8; 3º Estoril, 5; 4º Panathinaikos, 2
Grupo J
Steaua – D. Kyiv – 0-2
Rio Ave – AaB Aalborg – 2-0
1º D. Kyiv, 15; 2º AaB Aalborg, 9; 3º Steaua, 7; 4º Rio Ave, 4
Garantiram o apuramento para os 1/16 de final da Liga Europa as seguintes equipas: B. M’gladbach, Villarreal, Brugge, Torino, Besiktas, Tottenham, Salzburg, Celtic, Dinamo Moskva, PSV Eindhoven, Inter, Dnipro, Feyenoord, Sevilla, Everton, Wolfsburg, Napoli, Young Boys, D. Kyiv, AaB Aalborg, Fiorentina, Guingamp, Legia Warsaw e Trabzonspor.
Considerando as equipas que transitam da Liga dos Campeões, teremos os seguintes contingentes por país: Itália, 5 equipas (Roma, Napoli, Torino, Inter e Fiorentina); Espanha (At. Bilbao, Sevilla e Villarreal), Inglaterra (Liverpool, Tottenham e Everton) e Holanda (Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord), com 3 equipas cada; Alemanha (B. M’gladbach e Wolfsburg), Bélgica (Anderlecht e Brugge), Rússia (Zenit e Dinamo Moskva), Turquia (Besiktas e Trabzonspor) e Ucrânia (D. Kyiv e Dnipro), cada um com 2 equipas; e Áustria (Salzburg), Dinamarca (AaB Aalborg), Escócia (Celtic), França (Guingamp), Grécia (Olympiakos), Polónia (Legia Warsaw), Portugal (Sporting) e Suíça (Young Boys).
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Estoril – PSV – 3-3
D. Moskva – Panathinaikos – 2-1
1º D. Moskva, 15; 2º PSV, 8; 3º Estoril, 4; 4º Panathinaikos, 1
Grupo J
AaB Aalborg – Steaua – 1-0
D. Kyiv – Rio Ave – 2-0
1º D. Kyiv, 12; 2º AaB Aalborg, 9; 3º Steaua, 7; 4º Rio Ave, 1
A uma jornada do final desta fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/16 de final da Liga Europa as seguintes treze equipas: Tottenham, Besiktas, Salzburg, Celtic, Dinamo Moskva, PSV Eindhoven, Inter, Feyenoord, Everton, D. Kyiv, Fiorentina, Legia Warsaw e Trabzonspor. As duas equipas portuguesas, Estoril e Rio Ave, estão já virtualmente eliminadas.
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
D. Moskva – Estoril – 1-0
Panathinaikos – PSV – 2-3
1º D. Moskva, 12; 2º PSV, 7; 3º Estoril, 3; 4º Panathinaikos, 1
Grupo J
D. Kyiv – AaB Aalborg – 2-0
Rio Ave – Steaua – 2-2
1º D. Kyiv, 9; 2º Steaua, 7; 3º AaB Aalborg, 6; 4º Rio Ave, 1
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Estoril – D. Moskva – 1-2
PSV – Panathinaikos – 1-1
1º D. Moskva, 9; 2º PSV, 4; 3º Estoril, 3; 4º Panathinaikos, 1
Grupo J
AaB Aalborg – D. Kyiv – 3-0
Steaua – Rio Ave – 2-1
1º Steaua, D. Kyiv e AaB Aalborg, 6; 4º Rio Ave, 0
Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Estoril – Panathinaikos – 2-0
D. Moskva – PSV – 1-0
1º D. Moskva, 6; 2º Estoril e PSV, 3; 4º Panathinaikos, 0
Grupo J
D. Kyiv – Steaua – 3-1
AaB Aalborg – Rio Ave – 1-0
1º D. Kyiv, 6; 2º Steaua e AaB Aalborg, 3; 4º Rio Ave, 0
Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Panathinaikos – D. Moskva – 1-2
PSV – Estoril – 1-0
1º D. Moskva e PSV, 3; 3º Panathinaikos e Estoril, 0
Grupo J
Rio Ave – D. Kyiv – 0-3
Steaua – AaB Aalborg – 6-0
1º Steaua e D. Kyiv, 3; 3º Rio Ave e AaB Aalborg, 0
Liga Europa – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Villarreal København Tottenham Salzburg B. M'gladbach Brugge Besiktas Celtic Zurich Torino Partizan D. Zagreb Apollon HJK Helsinki Asteras Tripolis Astra Giurgiu Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H PSV Inter Sevilla Lille Panathinaikos Dnipro Standard Liège Wolfsburg Estoril Saint-Étienne Feyenoord Everton D. Moskva Karabakh Rijeka Krasnodar Grupo I Grupo J Grupo K Grupo L Napoli D. Kyiv Fiorentina Metalist Sparta Praha Steaua PAOK Trabzonspor Young Boys Rio Ave Guingamp Legia Warsaw Slovan Bratisl. AaB Aalborg D. Minsk Lokeren
A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 18 de Setembro, estando agendado para 11 de Dezembro o termo desta fase de Grupos. A Final da Liga Europa será disputada em Varsóvia a 27 de Maio de 2015.
Liga Europa – Final – Sevilla – Benfica
Juventus Stadium, Turim – Itália
Sevilla – Beto, Coke, Nicolas Pareja, Federico Fazio, Alberto Moreno, Daniel Carriço, José Antonio Reyes (78m – Marko Marin) (104m – Kevin Gameiro), Stéphane Mbia, Vitolo (110m – Diogo Figueiras), Ivan Rakitić e Carlos Bacca
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira (99m – Óscar Cardozo), Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (25m – André Almeida), André Gomes, Nico Gaitán (119m – Ivan Cavaleiro), Rodrigo e Lima
Desempate da marca de grande penalidade
0-1 – Lima
1-1 – Carlos Bacca
Óscar Cardozo permitiu a defesa a Beto
2-1 – Stéphane Mbia
Rodrigo permitiu a defesa a Beto
3-1 – Coke
3-2 – Luisão
4-2 – Kevin Gameiro
Cartões amarelos – Fazio (11m), Moreno (13m) e Coke (98m); Siqueira (30m) e André Almeida (100m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
É fácil agora concluir que o Benfica começou a perder esta Final no momento em que ganhou o direito a nela participar, precisamente em Turim, há menos de duas semanas, quando Enzo Pérez, Lazar Marković e Eduardo Salvio, por motivos disciplinares, ficaram privados de a jogar.
Sobretudo no caso de Enzo Pérez, a sua ausência fez-se sentir de forma notória, pela incapacidade revelada pela equipa em “pensar” o jogo de forma serena, sendo sistematicamente traída pela ansiedade da procura do golo, acusando em demasia a condição – porventura inédita no seu historial, em dez Finais europeias disputadas – de favorita.
Mas o Benfica pode queixar-se de vários outros factores, que justificam esta oportunidade perdida – traduzindo-se na oitava Final sucessiva em que fica marcado pelo inêxito, igualando a Juventus em número de finais falhadas -, mas, neste caso, com a nítida sensação de desperdício, que, inevitavelmente, deixa, mais que um travo amargo, uma verdadeira “azia”.
Desde logo, a lesão sofrida por Sulejmani apenas com pouco mais de 10 minutos de jogo, o que fez com que Jorge Jesus hesitasse durante quase quinze minutos, até se decidir pela opção que entendeu ser a mais apropriada para o substituir (fazendo avançar Maxi Pereira no terreno, e colocando André Almeida como defesa direito – depois de ter chegado a equacionar fazer entrar, de imediato, Ivan Cavaleiro). Pior do que ter jogado esse período em “inferioridade numérica” (Sulejmani estava, então, apenas a fazer figura de “corpo presente”), foi a sensação de desnorte que transmitiu à equipa, completamente perdida em campo, passando por alguns “maus bocados” até cerca dos 35 minutos do primeiro tempo.
Só nos derradeiros cinco minutos desta metade inicial o Benfica voltou a crer em si próprio e nas suas possibilidades, empurrando o Sevilla para o seu reduto defensivo, e desperdiçando a oportunidade de marcar.
O que se intensificaria no primeiro quarto de hora da segunda parte, período em que – aliada a alguma falta de tranquilidade – a incapacidade de concretizar em golo as diversas ocasiões de perigo de que dispôs (quatro sucessivas, à passagem do terceiro minuto), com a bola a fazer várias “carambolas” na defensiva sevilhana, ou com Beto em intervenções de grande “aperto”.
Mas, para além dos erros próprios – de novo, na fase final do jogo, Jesus voltaria a hesitar, assim como, depois, já no prolongamento, não teria a capacidade de arriscar, de forma a procurar evitar o desempate da marca de grande penalidade (Ivan Cavaleiro apenas entraria em campo aos 119 minutos (!), demasiado tarde para aproveitar a debilidade física que a equipa do Sevilla patenteava) -, e de alguma “falta de competência” para ganhar esta Final, houve um outro factor determinante, que não é possível escamotear.
É dificilmente compreensível que se possa ter tratado de incompetência o facto de, uma, duas, três vezes, o árbitro (e seus auxiliares, incluindo os de baliza), não terem visto – ou, pelo menos, não tenham assinalado – outras três situações de grandes penalidades, reclamadas pelo Benfica, uma, a findar a primeira parte, por evidente toque em Gaitán, outra, por derrube a Lima, aos 56 minutos (ambas originariam, adicionalmente, a expulsão dos infractores, dado que veriam o segundo cartão amarelo, respectivamente Fazio e Moreno!), e, ainda, uma terceira, por toque com o braço de Carriço, a desviar remate benfiquista na área de rigor.
Tendo deixado a decisão chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, o ascendente passava automaticamente para a equipa espanhola – que, assim, alcançava o que pretendia desde há largos minutos, inclusivamente já no decurso do tempo regulamentar … -, pelo que nem valeria a pena referir a forma, à margem das regras, como Beto se posicionou para defender duas tentativas de conversão do Benfica, adiantando-se até à linha de pequena área; no fundo, beneficiando do “pavor” denotado por Cardozo, que, depois de ter ensaiado, por duas vezes, a “paradinha”, sem que o guardião português se deixasse enganar, ficou automaticamente “desarmado”, acabando por ter de rematar sem balanço, sem convicção, sem força, à figura, assim como da extrema fadiga que Rodrigo denotava já.
Depois de ter eliminado, nomeadamente, o Tottenham e a favorita Juventus, sem perder um único jogo na prova, o Benfica viu – uma vez mais – escapar-se a Taça, pela segunda vez consecutiva em dois anos. Muito duro de engolir… E, o pior, a inevitável sensação de uma flagrante oportunidade desperdiçada – face à notória superioridade demonstrada em relação ao adversário -, oportunidade que não sabemos quando poderá voltar a repetir-se… Há que continuar a porfiar!
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Juventus – Benfica
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci (73m – Sebastian Giovinco), Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Arturo Vidal (78m – Pablo Osvaldo), Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez e Fernando Llorente (78m – Claudio Marchisio)
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ruben Amorim, Lazar Marković (86m – Miralem Sulejmani), Enzo Pérez, Nicolás Gaitán (76m – Eduardo Salvio), Rodrigo (69m – André Almeida) e Lima
Cartões amarelos – Kwadwo Asamoah (64m); Rodrigo (56m), Enzo Pérez (61m) e Eduardo Salvio (90m)
Cartões vermelhos – Mirko Vučinić (89m – no banco); Enzo Pérez (67m) e Lazar Marković (89m – depois de ter sido substituído, por desentendimento com Vučinić)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Partindo para o que viria a ser a sua primeira viagem a Turim nesta edição da Liga Europa beneficiando da escassa vantagem de um golo adquirida na primeira mão, o Benfica terá de alguma forma começado por surpreender uma algo sobranceira Juventus – porventura excessivamente confiante no seu favoritismo – pela forma como entrou no desafio desta noite, com a equipa muito personalizada, assumindo a iniciativa do jogo, instalando-se, logo desde os primeiros minutos, próximo da baliza adversária.
Esse período inicial poderá ter sido determinante no desfecho que a eliminatória viria a ter, dado que possibilitou à equipa portuguesa refrear o que poderia ter sido um ímpeto avassalador da formação da casa, com a motivação suplementar de a Final da competição se disputar no seu próprio terreno. E, assim, mantendo a sua baliza inviolada nos primeiros vinte minutos, tradicionalmente os mais temidos nestas circunstâncias, o Benfica começaria a reforçar os seus níveis de confiança, na mesma medida em que a Juventus começaria, gradualmente, a ver aumentar os seus níveis de intranquilidade e ansiedade.
No último quarto de hora do primeiro tempo, a Juventus intensificaria a pressão, empurrando o Benfica para trás, quase encostando a equipa portuguesa às “cordas”, mas, paradoxalmente, sem que tivesse criado efectivas e flagrantes oportunidades de golo, para além do lance salvo por Luisão, de cabeça, em cima do risco de golo, e de uma ou outra situação em que Jan Oblak, extremamente confiante, concentrado e seguro, mostrou a sua frieza, com verdadeiros “nervos de aço” (de que daria ainda maior exemplo no segundo tempo, em função das vicissitudes do desafio, com o terreno pesado, pela inclemente chuva que caiu nesse período, com a bola molhada, mas em que o guardião benfiquista revelou um controlo absoluto da bola), com destaque para a resposta a um potente remate de Pilro, a desviar subtilmente a bola por cima da trave.
A segunda parte faria apelo à capacidade de sacrifício e superação do Benfica. A equipa italiana voltou a entrar muito forte, com alta pressão, quase sufocando o adversário, incapaz de ter posse de bola, obrigado a recuar para a sua linha de grande área, limitando-se a aliviar a bola, para nova e imediata investida da Juventus, que, não obstante, nunca revelou capacidade de contrariar a organização defensiva portuguesa, não conseguindo ultrapassar esse bloqueio.
A situação complicar-se-ia quando Enzo Pérez, vendo dois cartões amarelos num curtíssimo intervalo de tempo, provocou que a sua equipa – pela terceira vez nos últimos jogos (depois dos dois encontros contra o FC Porto, para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga) – ficasse em inferioridade numérica. Curiosamente, a jogar com dez, e tal como acontecera nesses dois desafios, a equipa benfiquista uniu-se, denotando um forte sentido de grupo e colectivismo, ao mesmo tempo que a Juventus se ia deixando trair pela crescente ansiedade, resultante da combinação de dois factores: por um lado, o facto de se encontrar com um homem a mais; por outro, de sinal contrário, o tempo que começava a fugir-lhe para inverter o rumo da eliminatória.
Seria nessa fase que o Benfica acabaria inclusivamente por conseguir libertar-se do espartilho a que se vira submetido, procurando a sua sorte, em dois ou três contra-ataques rápidos. E, já na entrada do tempo de compensação (estendido até aos oito minutos), quando Garay teve de sair de campo, depois de ter sido atingido por um pontapé na cara, passando a jogar apenas com nove elementos, a resistência benfiquista tornou-se então heróica, culminando com a eufórica satisfação do alcançar de uma Final europeia pelo segundo ano consecutivo – 10.ª Final da sua história –, no que se traduzirá no seu regresso a Turim, já no próximo dia 14 de Maio, para defrontar o Sevilla… infelizmente, sem poder contar com Enzo Pérez, Markovic (ambos expulsos, o segundo já após ter sido substituído) e Salvio, esperando-se que Garay possa recuperar em tempo útil.



