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Liga Europa – “Play-off” intercalar – Benfica – Toulouse

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras (59m – Alexander Bah), João Neves, Orkun Kökçü, Ángel Di María, Rafael “Rafa” Silva, João Mário (59m – David Neres) e Arthur Cabral (87m – Marcos Leonardo)

ToulouseToulouse – Guillaume Restes, Mikkel Desler, Logan Costa, Rasmus Nicolaisen, Moussa Diarra (70m – Christian Mawissa), Stijn Spierings (77m – Cristian Cásseres), Vincent Sierro, Aron Dønnum (70m – Shavy Babicka), Yann Gboho (86m – Naatan Skyttä), Gabriel Suazo e Thijs Dallinga (77m – Frank Magri)

1-0 – Ángel Di María (pen.) – 68m
1-1 – Mikkel Desler – 75m
2-1 – Ángel Di María (pen.) – 90m+8

Cartões amarelos – Orkun Kökçü (90m); Stijn Spierings (37m), Mikkel Desler (43m), Guillaume Restes (58m), Naatan Skyttä (90m), Christian Mawissa (90m) e Frank Magri (90m)

Cartão vermelho – Christian Mawissa (90m)

Árbitro – Donatas Rumšas (Lituânia)

Defrontando um adversário com uma experiência muito limitada a nível das competições europeias (de que, aliás, estava ausente há 14 temporadas), o Benfica voltou a ter uma exibição muito cinzenta, denotando enormes dificuldades para superar a (reforçada) barreira defensiva do Toulouse.

Há que dizer que a equipa francesa – em situação difícil na sua Liga, a procurar escapar à zona de despromoção – foi praticamente inofensiva, limitando-se a procurar preservar a sua baliza, e a ensaiar algumas transições rápidas.

E que, logicamente, coube ao Benfica assumir a iniciativa, com grande domínio em termos de posse de bola, mas que, ao longo do tempo, se ia revelando infrutífero. Faltou intensidade, ritmo, variações de jogo, para desmontar a teia do Toulouse, com um significativo número de elementos aglomerados no seu sector mais recuado.

À medida que o tempo ia correndo, sem que se pudessem assinalar flagrantes oportunidades de golo, o conjunto francês ia ganhando confiança, atrevendo-se mesmo a fazer algumas investidas no meio-campo contrário.

O treinador do Benfica viu-se forçado a mexer no “onze”, para acelerar o jogo, fazendo entrar David Neres (e, em simultâneo, Bah, a ocupar o lugar de lateral direito, passando Aursnes para o lado esquerdo, em detrimento do jovem Carreras, que se estreara como titular).

A equipa ganhou alguma dinâmica, mas o golo só surgiria, já em fase adiantada, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar um contacto com o braço, quando o cabo-verdiano Logan Costa saltava para procurar aliviar uma bola na área.

Pensou-se que o mais difícil estaria feito, e, certamente, ninguém esperaria o que, escassos minutos volvidos, viria a ocorrer, aproveitando alguma passividade do meio-campo benfiquista: o golo do Toulouse, a restabelecer a igualdade!

Até final, foi já mais em desespero que o Benfica procurou repor a vantagem, de forma atabalhoada e precipitada, sem um fio de jogo, sem uma jogada com princípio, meio e fim.

Valeu, uma vez mais, ter vindo ao de cima – já “in extremis”, com sete minutos decorridos de tempo de compensação – a tal inexperiência da formação francesa. Num lance confuso na área, mas sem perigo aparente, um defesa do Toulouse falhou o tempo de entrada, acabando por pisar a bota do adversário.

A equipa portuguesa teve a “sorte” de deparar com um árbitro muito atento, que voltou a sancionar os franceses com outra grande penalidade. Dois “penalties”, dois remates de Di María, dois golos. Assim se conseguia evitar o que teria sido uma grande surpresa, para enorme desconsolo do Toulouse.

Perante tão pouco labor, ou, melhor dito, tão pouca qualidade no labor exercido, o Benfica acabou premiado com a vitória, salvo pelos tais “penalties”. Não será todos os dias que terá duas grandes penalidades a seu favor…

Partindo em vantagem (mesmo que tangencial) para a segunda mão, a equipa portuguesa é favorita a seguir em frente, mas terá de trabalhar mais e melhor, em França, onde esperará, porventura, um adversário menos contido do que o que se mostrou na Luz.

15 Fevereiro, 2024 at 10:59 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 de Final

FC Porto – Arsenal
Napoli – Barcelona
Paris Saint-Germain – Real Sociedad
Inter – At. Madrid
PSV Eindhoven – Borussia Dortmund
Lazio – Bayern München
København – Manchester City
RB Leipzig – Real Madrid

Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 13, 14, 20 e 21 de Fevereiro de 2024. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 5, 6, 12 e 13 de Março.

18 Dezembro, 2023 at 12:26 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
København – Galatasaray – 1-0
Manchester United – Bayern München – 0-1

1º Bayern München, 16; 2º København, 8; 3º Galatasaray, 5; 4º Manchester United, 4

Grupo B
Lens – Sevilla – 2-1
PSV Eindhoven – Arsenal – 1-1

1º Arsenal, 13; 2º PSV Eindhoven, 9; 3º Lens, 8; 4º Sevilla, 2

Grupo C
Union Berlin – Real Madrid – 2-3
Napoli – Sp. Braga – 2-0

1º Real Madrid, 18; 2º Napoli, 10; 3º Sp. Braga, 4; 4º Union Berlin, 2

Grupo D
FC Salzburg – Benfica – 1-3
Inter – Real Sociedad – 0-0

1º Real Sociedad, 12; 2º Inter, 12; 3º Benfica, 4; 4º FC Salzburg, 4

Grupo E
Celtic – Feyenoord – 2-1
At. Madrid – Lazio – 2-0

1º At. Madrid, 14; 2º Lazio, 10; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 4

Grupo F
Newcastle – AC Milan – 1-2
Borussia Dortmund – Paris Saint-Germain – 1-1

1º Borussia Dortmund, 11; 2º Paris Saint-Germain, 8; 3º AC Milan, 8; 4º Newcastle, 5

Grupo G
RB Leipzig – Young Boys – 2-1
Crvena zvezda – Manchester City – 2-3

1º Manchester City, 18; 2º RB Leipzig, 12; 3º Young Boys, 4; 4º Crvena zvezda, 1

Grupo H
Royal Antwerp – Barcelona – 3-2
FC Porto – Shakhtar Donetsk – 5-3

1º Barcelona, 12; 2º FC Porto, 12; 3º Shakhtar Donetsk, 9; 4º Royal Antwerp, 3

As equipas do Bayern München, København, Arsenal, PSV Eindhoven, Real Madrid, Napoli, Real Sociedad, Inter, At. Madrid, Lazio, Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain, Manchester City, RB Leipzig, Barcelona e FC Porto garantiram o apuramento para os 1/8 de final.

Transitam para a Liga Europa (play-off de apuramento para os 1/8 de final): Galatasaray, Lens, Sp. Braga, Benfica, Feyenoord, AC Milan, Young Boys e Shakhtar Donetsk.

13 Dezembro, 2023 at 10:59 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – FC Salzburg – Benfica

FC Salzburg – Alexander Schlager, Amar Dedić, Kamil Piątkowski, Strahinja Pavlović, Samson Baidoo, Luka Sučić, Lucas Gourna-Douath, Mads Bidstrup (90+5m – Roko Šimić), Oscar Gloukh (82m – Dijon Kameri), Petar Ratkov (55m – Fernando dos Santos Pedro) e Dorgeles Nene (55m – Sékou Koïta)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, João Neves, Orkun Kökçü (68m – Gonçalo Guedes), Ángel Di María, João Mário (90+1m – Arthur Cabral), Rafael “Rafa” Silva (90+4m – Florentino Luís) e Casper Tengstedt (45m – Petar Musa)

0-1 – Ángel Di María – 32m
0-2 – Rafael “Rafa” Silva – 45m
1-2 – Luka Sučić – 57m
1-3 – Arthur Cabral – 90+2m

Cartões amarelos – Lucas Gourna-Douath (10m), Petar Ratkov (51m), Dijon Kameri (82m) e Alexander Schlager (90m); Felipe Silva “Morato” (45m) e Petar Musa (72m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

O Benfica abordava este último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, como que a necessitar de um “milagre”. Mas, ao mesmo tempo, um daqueles “milagres” que, racionalmente, até se afigurava ter alguma razoável dose de probabilidade de poder vir a ser alcançado. Afinal, em primeira instância, do que se tratava era de ganhar o jogo, e, daí à imprescindível diferença de dois golos… seria só mais um “pulinho”.

Um objectivo que, por paradoxal que possa parecer, demoraria apenas 45 minutos a ser alcançado – para depois, acabar por estar à beira de se ter gorado, não fosse o consumar de tal “milagre”, já fora de horas, através de um “mal-amado” Arthur Cabral.

Roger Schmidt teve, uma vez mais, de fazer adaptações no sector defensivo, desde logo com Aursnes e Morato no papel de laterais, mas, desta feita, também com a necessidade de mexer no eixo central, dado o castigo de António Silva, substituído por Tomás Araújo.

A formação austríaca, com todas as vantagens “na mão” (mais pontos, jogando em casa, e podendo inclusivamente perder… por um golo de diferença), começou por ter maior iniciativa nos primeiros minutos, exercendo forte pressão, como se o Benfica tivesse necessitado de algum tempo para perceber como poderia encontrar o antídoto para contrariar o adversário.

A acção de João Neves e de Tengstedt viria a revelar-se determinante para uma exibição personalizada do colectivo. Claro, a sorte também faz parte do jogo, mesmo que possa ser daquela que dá muito trabalho: pouco passava da meia hora, quando, num canto directo, Di María (que, no minuto precedente, ensaiara já um perigoso remate em arco), com um “golo olímpico”, fazia como o código postal: era meio caminho andado.

Marcar primeiro era o segredo para que fosse possível concretizar o indispensável “milagre”: naturalmente, os austríacos sentiram o golo e o perigo, e vacilaram. Perante o maior ritmo imposto pela turma portuguesa, não surpreenderia o ampliar da vantagem, para os tais dois golos de diferença, já em período de compensação do primeiro tempo, por Rafa – que, aliás, logo no quarto de hora inicial, tinha desperdiçado excelente oportunidade –, desta vez a conseguir tirar partido da sua velocidade, antecipando-se à defesa contrária.

Ao intervalo, Schmidt trocaria Tengstedt por Musa, talvez buscando o refrescar de uma posição que, nesta noite, se antecipava ser muito exigente. Não obstante, a toada de jogo não se alteraria significativamente, com o Benfica, mantendo o domínio, a parecer estar mais perto do terceiro golo, não fosse a noite “desinspirada” de Rafa, a nível da concretização, nomeadamente com um remate, já na pequena área, a sair à figura do guardião austríaco.

Seria um pouco “contra a corrente do jogo” que o Salzburg, num remate de longe, tendo sofrido ainda um desvio em Tomás Araújo, reduziria para a desvantagem mínima, ainda antes do quarto de hora da segunda metade, num “balde de água fria” para as aspirações benfiquistas.

Sentindo, ainda assim, que tudo continuava em aberto, o Benfica, denotando uma confiança que lhe tinha faltado noutras ocasiões, não abdicaria, agora com Aursnes em realce, a arriscar nas subidas pelo lado direito. Pouco passava da hora de jogo quando, noutro canto apontado por Di María, Otamendi, com um desvio subtil, fez com que a bola esbarrasse contra o poste. E, ainda antes dos 70 minutos, o mesmo Di María, a rematar, outra vez em arco, outra vez com a bola a embater no poste.

Tudo chegou a parecer “perdido”, quando, o Salzburg introduziu, pela segunda vez, a bola na baliza de Trubin, em lance, contudo, invalidado, por fora-de-jogo.

O tempo ia-se escoando a velocidade acelerada, e, porventura, seriam então já poucos os que confiariam que o Benfica podia ainda “sair vivo” nas competições europeias desta temporada, no que, a ter sucedido, seria dura penalização para a sua falta de eficácia (para além de Rafa, Otamendi e Di María, também Musa desperdiçaria flagrante ocasião de golo).

Foi então, já “nos descontos”, que Arthur Cabral – o qual acabara de entrar em campo, ao minuto 91 –, com um toque de calcanhar, seria feliz, tornando-se no “herói improvável”, a conferir a possibilidade de a sua equipa transitar para a Liga Europa.

Com uma exibição notoriamente diferente – para muito melhor – do que fora o seu padrão nesta fase de grupos (à excepção, apenas, do primeiro tempo da partida frente ao Inter), o Benfica acabaria por, evidenciando a sua notória superioridade, obter uma tão justa quanto categórica vitória, na exacta medida das suas necessidades, a terminar da melhor forma uma algo “sombria” campanha na Liga dos Campeões desta época.

12 Dezembro, 2023 at 10:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Galatasaray – Manchester United – 3-3
Bayern München – København – 0-0

1º Bayern München, 13; 2º København e Galatasaray, 5; 4º Manchester United, 4

Grupo B
Arsenal – Lens – 6-0
Sevilla – PSV Eindhoven – 2-3

1º Arsenal, 12; 2º PSV Eindhoven, 8; 3º Lens, 5; 4º Sevilla, 2

Grupo C
Sp. Braga – Union Berlin – 1-1
Real Madrid – Napoli – 4-2

1º Real Madrid, 15; 2º Napoli, 7; 3º Sp. Braga, 4; 4º Union Berlin, 2

Grupo D
Real Sociedad – FC Salzburg – 0-0
Benfica – Inter – 3-3

1º Real Sociedad e Inter, 11; 3º FC Salzburg, 4; 4º Benfica, 1

Grupo E
Feyenoord – At. Madrid – 1-3
Lazio – Celtic – 2-0

1º At. Madrid, 11; 2º Lazio, 10; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 1

Grupo F
AC Milan – Borussia Dortmund – 1-3
Paris Saint-Germain – Newcastle – 1-1

1º Borussia Dortmund, 10; 2º Paris Saint-Germain, 7; 3º Newcastle e AC Milan, 5

Grupo G
Manchester City – RB Leipzig – 3-2
Young Boys – Crvena zvezda – 2-0

1º Manchester City, 15; 2º RB Leipzig, 9; 3º Young Boys, 4; 4º Crvena zvezda, 1

Grupo H
Shakhtar Donetsk – Royal Antwerp – 1-0
Barcelona – FC Porto – 2-1

1º Barcelona, 12; 2º FC Porto e Shakhtar Donetsk, 9; 4º Royal Antwerp, 0

Bayern München, Arsenal, PSV Eindhoven, Real Madrid, Real Sociedad, Inter, At. Madrid, Lazio, Borussia Dortmund, Manchester City, RB Leipzig e Barcelona garantiram já o apuramento para os 1/8 de final.

As quatro vagas restantes serão disputadas, respectivamente, entre: København, Galatasaray e Manchester United; Napoli e Sp. Braga; Paris Saint-Germain, Newcastle e AC Milan; FC Porto e Shakhtar Donetsk.

29 Novembro, 2023 at 11:01 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Inter

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Florentino Luís (79m – Orkun Kökçü), João Neves, Ángel Di María (89m – Tomás Araújo), Rafael “Rafa” Silva (90m – Tiago Gouveia), João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado) e Casper Tengstedt (79m – Petar Musa)

InterInter – Emil Audero, Yann Bisseck, Stefan de Vrij (77m – Federico Dimarco), Francesco Acerbi, Matteo Darmian (67m – Juan Cuadrado), Davide Frattesi, Kristjan Asllani, Davy Klaassen (67m – Nicolò Barella), Carlos Augusto, Marko Arnautović (67m – Marcus Thuram) e Alexis Sánchez (79m – Lautaro Martínez)

1-0 – João Mário – 5m
2-0 – João Mário – 13m
3-0 – João Mário – 34m
3-1 – Marko Arnautović – 51m
3-2 – Davide Frattesi – 58m
3-3 – Alexis Sánchez (pen.) – 72m

Cartões amarelos – João Mário (72m) e Felipe Silva “Morato” (78m); Juan Cuadrado (76m)

Cartão vermelho – António Silva (84m)

Árbitro – Andris Treimanis (Letónia)

Do dia para a noite. De uma exibição luminosa para (mais) uma actuação sombria.

Com um início fulgurante, intenso e, sobretudo, de grande objectividade, o Benfica surpreendeu tudo e todos – podendo conjecturar-se que terá começado por tirar partido do facto de o Inter ter feito rodar, em relação ao jogo da primeira volta, nada menos de dez (!) titulares (o defesa central Acerbi foi o único a alinhar de início nos dois encontros).

Com o entendimento entre a dupla Tengstedt e João Mário a revelar um (raro e, de certo modo, estranho) nível de perfeição (até porque foi o avançado a, por três vezes, “assistir” o médio, para um inaudito “hat-trick”), atingindo plena eficácia ofensiva, com Florentino e João Neves a proporcionar segurança no meio-campo, a equipa portuguesa, que praticamente entrara a ganhar, parecia ter a vitória “no bolso”, com pouco mais de meia hora jogada.

Esse terá sido um dos “pecados” nesta noite: primeiro, por um lado, ter-se-á acreditado, demasiado cedo, que o jogo estava “finito”; depois, num contraponto típico do “8 ou 80”, também cedo demais (logo após ter sofrido o 3-1), de imediato se deixou impor implacável dúvida e instalarem-se ameaçadores “fantasmas”. E, não obstante, o quarto golo até esteve perto de chegar…

O pior foi que, pela quarta vez nesta edição da “Liga dos Campeões” (tal como sucedera em casa, ante o Salzburg, em Milão, e em San Sebastián), o Benfica voltou a ter um monumental “apagão”, de cerca de meia hora, em que, positivamente, andou à deriva, incapaz de suster a forma ágil como a turma italiana explorava as alas.

Simone Inzaghi terá dado uma “dura” aos seus jogadores ao intervalo, que vieram para a segunda parte com disposição radicalmente distinta; e, por curiosidade, a recuperação do 0-3 até ao 3-3, operada em apenas vinte minutos, seria, em larga medida, obra desses “reservistas”.

Quando o técnico italiano apostou na “artilharia pesada” (Cuadrado, Barella e Thuram tinham entrado em campo cinco minutos antes do tento do empate), recorrendo ainda a Dimarco e a Lautaro Martínez, numa deliberada aposta em busca da vitória, o completar da reviravolta que, então, se projectava pudesse ocorrer, acabou por não se concretizar.

Reduzido a dez elementos aos 84 minutos, o Benfica teria de jogar ainda cerca de um quarto de hora em inferioridade numérica, unindo-se, então, de forma brava e solidária, para, pelo menos preservar o empate. Teria ainda oportunidade para poder chegar à vitória, mas sofreria grande “calafrio”, com um remate (de Barella) a embater no poste da baliza de Trubin.

Muito passivo no banco, transmitindo a imagem de não confiar nos “reforços”, Roger Schmidt foi adiando, até ao limite, qualquer substituição, acabando, numa mera táctica de “queimar tempo”, a fazer entrar Chiquinho e Tiago Gouveia ao minuto 90+9! Contrariamente ao que o público pedia (arriscar), privilegiou-se manter em aberto a possibilidade (que subsiste de probabilidade remota) de vir ainda a chegar à Liga Europa, o que implicaria vencer em Salzburgo por dois golos de diferença.

Schmidt volta a lamentar as falhas de arbitragem – e é claro que, nos quatro jogos disputados frente ao Inter, em todos eles houve situações que deixaram grandes dúvidas, sempre em prejuízo do Benfica –, reclamando uma falta no lance que origina o 3-2, do “penalty” (em jogada também precedida de óbvia falta sobre João Neves) que proporcionou o 3-3, e da exagerada expulsão de António Silva, mas terá, principalmente, em focar-se em procurar corrigir o que, de algum modo, será controlável, que são os erros próprios.

Numa campanha europeia de muitos equívocos, o Benfica terá tido de contentar-se com o mínimo dos mínimos, por ora, o evitar a repetição dos zero pontos de há seis épocas.

29 Novembro, 2023 at 11:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Bayern München – Galatasaray – 2-1
København – Manchester United – 4-3

1º Bayern München, 12; 2º København e Galatasaray, 4; 4º Manchester United, 3

Grupo B
Arsenal – Sevilla – 2-0
PSV Eindhoven – Lens – 1-0

1º Arsenal, 9; 2º Lens e PSV Eindhoven, 5; 4º Sevilla, 2

Grupo C
Real Madrid – Sp. Braga – 3-0
Napoli – Union Berlin – 1-1

1º Real Madrid, 12; 2º Napoli, 7; 3º Sp. Braga, 3; 4º Union Berlin, 1

Grupo D
FC Salzburg – Inter – 0-1
Real Sociedad – Benfica – 3-1

1º Real Sociedad e Inter, 10; 3º FC Salzburg, 3; 4º Benfica, 0

Grupo E
Lazio – Feyenoord – 1-0
At. Madrid – Celtic – 6-0

1º At. Madrid, 8; 2º Lazio, 7; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 1

Grupo F
AC Milan – Paris Saint-Germain – 2-1
Borussia Dortmund – Newcastle – 2-0

1º Borussia Dortmund, 7; 2º Paris Saint-Germain, 6; 3º AC Milan, 5; 4º Newcastle, 4

Grupo G
Crvena zvezda – RB Leipzig – 1-2
Manchester City – Young Boys – 3-0

1º Manchester City, 12; 2º RB Leipzig, 9; 3º Crvena zvezda e Young Boys, 1

Grupo H
Shakhtar Donetsk – Barcelona – 1-0
FC Porto – Royal Antwerp – 2-0

1º FC Porto e Barcelona, 9; 3º Shakhtar Donetsk, 6; 4º Royal Antwerp, 0

Bayern München, Real Madrid, Real Sociedad, Inter, Manchester City e RB Leipzig garantiram já – ainda com duas jornadas por disputar – o apuramento para os 1/8 de final.

8 Novembro, 2023 at 10:07 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Real Sociedad – Benfica

Real Sociedad – Alejandro “Álex” Remiro, Aritz Elustondo (86m – Álvaro Odriozola), Igor Zubeldia, Robin Le Normand, Aihen Muñoz, Brais Méndez (70m – Beñat Turrientes), Martín Zubimendi, Mikel Merino, Takefusa Kubo (70m – Carlos Fernández), Ander Barrenetxea (78m – Arsen Zakharyan) e Mikel Oyarzabal

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, João Neves, Florentino Luís (31m – David Jurásek), João Mário (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Fredrik Aursnes, Ángel Di María (85m – Casper Tengstedt), Rafael “Rafa” Silva (85m – Gonçalo Guedes) e Arthur Cabral (64m – Petar Musa)

1-0 – Mikel Merino – 6m
2-0 – Mikel Oyarzabal – 11m
3-0 – Ander Barrenetxea – 21m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 49m

Cartões amarelos – Ander Barrenetxea (63m) e Carlos Fernández (86m); Florentino Luís (20m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

A exibição do Benfica esta tarde/noite em San Sebastián foi, pelo menos durante a meia hora inicial, um verdadeiro descalabro, com a equipa completamente perdida dentro de campo, à mercê de um adversário que, ainda assim, foi perdulário.

O problema é que esta situação não é nova nesta temporada: já assim sucedera no jogo de estreia, frente ao Salzburg, e, também em Milão, frente ao Inter. Sendo que, desta feita, ficou bem mais evidente que soluções improvisadas, não rotinadas, nem trabalhadas, ou porventura, nem sequer devidamente testadas, são meio caminho andado para o desastre.

Com Morato adaptado a lateral esquerdo, numa rara defesa a três, e João Neves, numa posição híbrida, entre lateral direito e ala, o Benfica ensaiava ainda o posicionamento das suas peças em campo, quando, logo ao sexto minuto, a Real Sociedad inaugurava o marcador.

Com um grupo que faz do colectivo a sua maior força, em flagrante contraponto com o mostrado pelo Benfica nesta partida, com os seus jogadores a saberem perfeitamente o que fazer dentro de campo, com uma fluidez como se “jogassem de olhos fechados”, aproveitando o desnorte contrário, os visitados rapidamente ampliariam a contagem.

Se é que subsistiam ainda, antes do desafio começar, algumas aspirações da parte da formação portuguesa, a verdade é que o assunto “Champions” ficava arrumado para o Benfica, em pouco mais de dez minutos…

Pouco depois (ao minuto 15), outra vez a bola introduzida na baliza de Trubin, desta vez num lance invalidado pelo “VAR”. Mas seria apenas o adiar do 3-0, que surgiria mesmo, num lance de bela execução técnica de Barrenetxea, apenas com 21 minutos jogados!

Para se aquilatar do “terror” que o Benfica viveu durante essa meia hora, a equipa da casa desperdiçaria ainda uma grande penalidade (aos 29 minutos), por Brais Méndez… tendo tido, entretanto, um outro “golo” invalidado.

Roger Schmidt, a ver a devastação que os seus comandados iam sentindo, foi forçado a rectificar, em ordem a procurar minimizar os danos, fazendo sair, estavam decorridos apenas 31 minutos, Florentino, de forma a colocar em campo um defesa lateral, Jurásek.

O jogo de alguma forma “estabilizaria”, com a Real Sociedad também a perceber que não havia necessidade de manter tão alta rotação.

Na segunda parte o Benfica teve uma boa entrada, com um golo (que seria o de “honra”) logo ao quarto minuto, a dar algum ânimo. Mas, na realidade, nunca deu a sensação de que pudesse ter capacidade para, sequer, colocar o resultado em dúvida, podendo, aliás, os donos da casa ter ainda chegado ao golo de novo.

Com a turma basca praticamente a limitar-se a gerir a vantagem e o tempo durante a segunda metade, o Benfica acabou por escapar ao que, a certa altura, se temeu pudesse ser uma das maiores goleadas sofridas na sua história, tendo acabado por atenuar o impacto da derrota, com um resultado deveras lisonjeiro.

Ainda com duas jornadas por disputar, acumulando quatro desaires em outros tantos jogos disputados, tendo-se, enfim, estreado a marcar na presente edição da prova, o Benfica está já virtualmente afastado da “Liga dos Campeões”, mais não podendo, nesta altura, que sonhar com o 3.º lugar do grupo, ainda assim, um objectivo que, por ora, parece longínquo (na medida em que implicará, necessariamente, ganhar em Salzburgo; e, excepto se conseguisse, na próxima ronda, reduzir o diferencial de três pontos, ganhar por mais de dois golos!).

8 Novembro, 2023 at 8:38 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Galatasaray – Bayern München – 1-3
Manchester United – København – 1-0

1º Bayern München, 9; 2º Galatasaray, 4; 3º Manchester United, 3; 4º København, 1

Grupo B
Sevilla – Arsenal – 1-2
Lens – PSV Eindhoven – 1-1

1º Arsenal, 6; 2º Lens, 5; 3º Sevilla e PSV Eindhoven, 2

Grupo C
Sp. Braga – Real Madrid – 1-2
Union Berlin – Napoli – 0-1

1º Real Madrid, 9; 2º Napoli, 6; 3º Sp. Braga, 3; 4º Union Berlin, 0

Grupo D
Inter – FC Salzburg – 2-1
Benfica – Real Sociedad – 0-1

1º Real Sociedad e Inter, 7; 3º FC Salzburg, 3; 4º Benfica, 0

Grupo E
Feyenoord – Lazio – 3-1
Celtic – At. Madrid – 2-2

1º Feyenoord, 6; 2º At. Madrid, 5; 3º Lazio, 4; 4º Celtic, 1

Grupo F
Paris Saint-Germain – AC Milan – 3-0
Newcastle – Borussia Dortmund – 0-1

1º Paris Saint-Germain, 6; 2º Newcastle e Borussia Dortmund, 4; 4º AC Milan, 2

Grupo G
RB Leipzig – Crvena zvezda – 3-1
Young Boys – Manchester City – 1-3

1º Manchester City, 9; 2º RB Leipzig, 6; 3º Crvena zvezda e Young Boys, 1

Grupo H
Barcelona – Shakhtar Donetsk – 2-1
Royal Antwerp – FC Porto – 1-4

1º Barcelona, 9; 2º FC Porto, 6; 3º Shakhtar Donetsk, 3; 4º Royal Antwerp, 0

25 Outubro, 2023 at 9:56 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Real Sociedad

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (81m – Francisco “Chiquinho” Machado), António Silva, Nicolás Otamendi, David Jurásek (59m – Juan Bernat), David Neres (69m – Tiago Gouveia), João Neves, Rafael “Rafa” Silva, Fredrik Aursnes, João Mário (45m – Orkun Kökçü) e Petar Musa (45m – Arthur Cabral)

Real Sociedad – Alejandro “Álex” Remiro, Hamari Traoré (70m – Aritz Elustondo), Igor Zubeldia, Robin Le Normand, Aihen Muñoz, Brais Méndez, Martín Zubimendi, Mikel Merino, Takefusa Kubo (76m – Carlos Fernández), Ander Barrenetxea (76m – Arsen Zakharyan) e Mikel Oyarzabal (90m – Mohamed-Ali Cho)

0-1 – Brais Méndez – 63m

Cartões amarelos – Aritz Elustondo (71m) e Mikel Merino (75m); Juan Bernat (78m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

É difícil encontrar palavras para caracterizar uma exibição tão sombria como a desta noite, por parte da equipa do Benfica.

Parecendo ter sido surpreendida pela assertiva entrada em campo do adversário, atrevido, a assumir a iniciativa do jogo, instalando-se no meio-campo contrário, a formação benfiquista denotou grandes dificuldades para se libertar de tal espartilho… de alguma forma como se ainda estivesse na segunda parte do jogo de Milão.

A falta de agressividade e de intensidade foi tal que a Real Sociedad explanou o seu (bom) jogo a seu bel-prazer, quase sempre confortável, com tempo para pensar e espaço para jogar, dando ideia, em muitas ocasiões, de não estar a ser submetida a qualquer tipo de pressão. O flanco direito da turma basca ameaçava levar o perigo à baliza de Trubin a cada jogada que ensaiava.

Só à passagem dos vinte minutos a equipa portuguesa conseguiria, de alguma forma, sacudir a letargia, mas não iria além de uns meros fogachos inconsequentes. Ao intervalo, o nulo era já lisonjeiro. Era fácil perceber que, a continuar assim, o jogo se afigurava mais para perder, do que para ganhar.

Roger Schmidt ainda tentou “emendar a mão”, com duas substituições logo ao intervalo, mas as entradas de Kökçü e de Arthur Cabral não se traduziriam em qualquer melhoria efectiva.

Pouco passava do quarto de hora da segunda parte quando a Real Sociedad chegou ao golo que, há largo tempo, vinha já prometendo. Logo depois, os visitantes poderiam ter ampliado a contagem, com Kubo a ameaçar de novo, com um remate à trave.

Só na parte final do jogo, já após a entrada de Tiago Gouveia, o Benfica conseguiria procurar esboçar alguma reacção, mas já mais com o coração do que com a cabeça, o que, contudo seria insuficiente para evitar mais uma derrota.

Uma noite em que o Benfica “não esteve em campo”…

24 Outubro, 2023 at 9:54 pm Deixe um comentário

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