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Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Galatasaray – Manchester United – 3-3
Bayern München – København – 0-0
1º Bayern München, 13; 2º København e Galatasaray, 5; 4º Manchester United, 4
Grupo B
Arsenal – Lens – 6-0
Sevilla – PSV Eindhoven – 2-3
1º Arsenal, 12; 2º PSV Eindhoven, 8; 3º Lens, 5; 4º Sevilla, 2
Grupo C
Sp. Braga – Union Berlin – 1-1
Real Madrid – Napoli – 4-2
1º Real Madrid, 15; 2º Napoli, 7; 3º Sp. Braga, 4; 4º Union Berlin, 2
Grupo D
Real Sociedad – FC Salzburg – 0-0
Benfica – Inter – 3-3
1º Real Sociedad e Inter, 11; 3º FC Salzburg, 4; 4º Benfica, 1
Grupo E
Feyenoord – At. Madrid – 1-3
Lazio – Celtic – 2-0
1º At. Madrid, 11; 2º Lazio, 10; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 1
Grupo F
AC Milan – Borussia Dortmund – 1-3
Paris Saint-Germain – Newcastle – 1-1
1º Borussia Dortmund, 10; 2º Paris Saint-Germain, 7; 3º Newcastle e AC Milan, 5
Grupo G
Manchester City – RB Leipzig – 3-2
Young Boys – Crvena zvezda – 2-0
1º Manchester City, 15; 2º RB Leipzig, 9; 3º Young Boys, 4; 4º Crvena zvezda, 1
Grupo H
Shakhtar Donetsk – Royal Antwerp – 1-0
Barcelona – FC Porto – 2-1
1º Barcelona, 12; 2º FC Porto e Shakhtar Donetsk, 9; 4º Royal Antwerp, 0
Bayern München, Arsenal, PSV Eindhoven, Real Madrid, Real Sociedad, Inter, At. Madrid, Lazio, Borussia Dortmund, Manchester City, RB Leipzig e Barcelona garantiram já o apuramento para os 1/8 de final.
As quatro vagas restantes serão disputadas, respectivamente, entre: København, Galatasaray e Manchester United; Napoli e Sp. Braga; Paris Saint-Germain, Newcastle e AC Milan; FC Porto e Shakhtar Donetsk.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Inter
Benfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Florentino Luís (79m – Orkun Kökçü), João Neves, Ángel Di María (89m – Tomás Araújo), Rafael “Rafa” Silva (90m – Tiago Gouveia), João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado) e Casper Tengstedt (79m – Petar Musa)
Inter – Emil Audero, Yann Bisseck, Stefan de Vrij (77m – Federico Dimarco), Francesco Acerbi, Matteo Darmian (67m – Juan Cuadrado), Davide Frattesi, Kristjan Asllani, Davy Klaassen (67m – Nicolò Barella), Carlos Augusto, Marko Arnautović (67m – Marcus Thuram) e Alexis Sánchez (79m – Lautaro Martínez)
1-0 – João Mário – 5m
2-0 – João Mário – 13m
3-0 – João Mário – 34m
3-1 – Marko Arnautović – 51m
3-2 – Davide Frattesi – 58m
3-3 – Alexis Sánchez (pen.) – 72m
Cartões amarelos – João Mário (72m) e Felipe Silva “Morato” (78m); Juan Cuadrado (76m)
Cartão vermelho – António Silva (84m)
Árbitro – Andris Treimanis (Letónia)
Do dia para a noite. De uma exibição luminosa para (mais) uma actuação sombria.
Com um início fulgurante, intenso e, sobretudo, de grande objectividade, o Benfica surpreendeu tudo e todos – podendo conjecturar-se que terá começado por tirar partido do facto de o Inter ter feito rodar, em relação ao jogo da primeira volta, nada menos de dez (!) titulares (o defesa central Acerbi foi o único a alinhar de início nos dois encontros).
Com o entendimento entre a dupla Tengstedt e João Mário a revelar um (raro e, de certo modo, estranho) nível de perfeição (até porque foi o avançado a, por três vezes, “assistir” o médio, para um inaudito “hat-trick”), atingindo plena eficácia ofensiva, com Florentino e João Neves a proporcionar segurança no meio-campo, a equipa portuguesa, que praticamente entrara a ganhar, parecia ter a vitória “no bolso”, com pouco mais de meia hora jogada.
Esse terá sido um dos “pecados” nesta noite: primeiro, por um lado, ter-se-á acreditado, demasiado cedo, que o jogo estava “finito”; depois, num contraponto típico do “8 ou 80”, também cedo demais (logo após ter sofrido o 3-1), de imediato se deixou impor implacável dúvida e instalarem-se ameaçadores “fantasmas”. E, não obstante, o quarto golo até esteve perto de chegar…
O pior foi que, pela quarta vez nesta edição da “Liga dos Campeões” (tal como sucedera em casa, ante o Salzburg, em Milão, e em San Sebastián), o Benfica voltou a ter um monumental “apagão”, de cerca de meia hora, em que, positivamente, andou à deriva, incapaz de suster a forma ágil como a turma italiana explorava as alas.
Simone Inzaghi terá dado uma “dura” aos seus jogadores ao intervalo, que vieram para a segunda parte com disposição radicalmente distinta; e, por curiosidade, a recuperação do 0-3 até ao 3-3, operada em apenas vinte minutos, seria, em larga medida, obra desses “reservistas”.
Quando o técnico italiano apostou na “artilharia pesada” (Cuadrado, Barella e Thuram tinham entrado em campo cinco minutos antes do tento do empate), recorrendo ainda a Dimarco e a Lautaro Martínez, numa deliberada aposta em busca da vitória, o completar da reviravolta que, então, se projectava pudesse ocorrer, acabou por não se concretizar.
Reduzido a dez elementos aos 84 minutos, o Benfica teria de jogar ainda cerca de um quarto de hora em inferioridade numérica, unindo-se, então, de forma brava e solidária, para, pelo menos preservar o empate. Teria ainda oportunidade para poder chegar à vitória, mas sofreria grande “calafrio”, com um remate (de Barella) a embater no poste da baliza de Trubin.
Muito passivo no banco, transmitindo a imagem de não confiar nos “reforços”, Roger Schmidt foi adiando, até ao limite, qualquer substituição, acabando, numa mera táctica de “queimar tempo”, a fazer entrar Chiquinho e Tiago Gouveia ao minuto 90+9! Contrariamente ao que o público pedia (arriscar), privilegiou-se manter em aberto a possibilidade (que subsiste de probabilidade remota) de vir ainda a chegar à Liga Europa, o que implicaria vencer em Salzburgo por dois golos de diferença.
Schmidt volta a lamentar as falhas de arbitragem – e é claro que, nos quatro jogos disputados frente ao Inter, em todos eles houve situações que deixaram grandes dúvidas, sempre em prejuízo do Benfica –, reclamando uma falta no lance que origina o 3-2, do “penalty” (em jogada também precedida de óbvia falta sobre João Neves) que proporcionou o 3-3, e da exagerada expulsão de António Silva, mas terá, principalmente, em focar-se em procurar corrigir o que, de algum modo, será controlável, que são os erros próprios.
Numa campanha europeia de muitos equívocos, o Benfica terá tido de contentar-se com o mínimo dos mínimos, por ora, o evitar a repetição dos zero pontos de há seis épocas.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayern München – Galatasaray – 2-1
København – Manchester United – 4-3
1º Bayern München, 12; 2º København e Galatasaray, 4; 4º Manchester United, 3
Grupo B
Arsenal – Sevilla – 2-0
PSV Eindhoven – Lens – 1-0
1º Arsenal, 9; 2º Lens e PSV Eindhoven, 5; 4º Sevilla, 2
Grupo C
Real Madrid – Sp. Braga – 3-0
Napoli – Union Berlin – 1-1
1º Real Madrid, 12; 2º Napoli, 7; 3º Sp. Braga, 3; 4º Union Berlin, 1
Grupo D
FC Salzburg – Inter – 0-1
Real Sociedad – Benfica – 3-1
1º Real Sociedad e Inter, 10; 3º FC Salzburg, 3; 4º Benfica, 0
Grupo E
Lazio – Feyenoord – 1-0
At. Madrid – Celtic – 6-0
1º At. Madrid, 8; 2º Lazio, 7; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 1
Grupo F
AC Milan – Paris Saint-Germain – 2-1
Borussia Dortmund – Newcastle – 2-0
1º Borussia Dortmund, 7; 2º Paris Saint-Germain, 6; 3º AC Milan, 5; 4º Newcastle, 4
Grupo G
Crvena zvezda – RB Leipzig – 1-2
Manchester City – Young Boys – 3-0
1º Manchester City, 12; 2º RB Leipzig, 9; 3º Crvena zvezda e Young Boys, 1
Grupo H
Shakhtar Donetsk – Barcelona – 1-0
FC Porto – Royal Antwerp – 2-0
1º FC Porto e Barcelona, 9; 3º Shakhtar Donetsk, 6; 4º Royal Antwerp, 0
Bayern München, Real Madrid, Real Sociedad, Inter, Manchester City e RB Leipzig garantiram já – ainda com duas jornadas por disputar – o apuramento para os 1/8 de final.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Real Sociedad – Benfica
Real Sociedad – Alejandro “Álex” Remiro, Aritz Elustondo (86m – Álvaro Odriozola), Igor Zubeldia, Robin Le Normand, Aihen Muñoz, Brais Méndez (70m – Beñat Turrientes), Martín Zubimendi, Mikel Merino, Takefusa Kubo (70m – Carlos Fernández), Ander Barrenetxea (78m – Arsen Zakharyan) e Mikel Oyarzabal
Benfica – Anatoliy Trubin, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, João Neves, Florentino Luís (31m – David Jurásek), João Mário (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Fredrik Aursnes, Ángel Di María (85m – Casper Tengstedt), Rafael “Rafa” Silva (85m – Gonçalo Guedes) e Arthur Cabral (64m – Petar Musa)
1-0 – Mikel Merino – 6m
2-0 – Mikel Oyarzabal – 11m
3-0 – Ander Barrenetxea – 21m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 49m
Cartões amarelos – Ander Barrenetxea (63m) e Carlos Fernández (86m); Florentino Luís (20m)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
A exibição do Benfica esta tarde/noite em San Sebastián foi, pelo menos durante a meia hora inicial, um verdadeiro descalabro, com a equipa completamente perdida dentro de campo, à mercê de um adversário que, ainda assim, foi perdulário.
O problema é que esta situação não é nova nesta temporada: já assim sucedera no jogo de estreia, frente ao Salzburg, e, também em Milão, frente ao Inter. Sendo que, desta feita, ficou bem mais evidente que soluções improvisadas, não rotinadas, nem trabalhadas, ou porventura, nem sequer devidamente testadas, são meio caminho andado para o desastre.
Com Morato adaptado a lateral esquerdo, numa rara defesa a três, e João Neves, numa posição híbrida, entre lateral direito e ala, o Benfica ensaiava ainda o posicionamento das suas peças em campo, quando, logo ao sexto minuto, a Real Sociedad inaugurava o marcador.
Com um grupo que faz do colectivo a sua maior força, em flagrante contraponto com o mostrado pelo Benfica nesta partida, com os seus jogadores a saberem perfeitamente o que fazer dentro de campo, com uma fluidez como se “jogassem de olhos fechados”, aproveitando o desnorte contrário, os visitados rapidamente ampliariam a contagem.
Se é que subsistiam ainda, antes do desafio começar, algumas aspirações da parte da formação portuguesa, a verdade é que o assunto “Champions” ficava arrumado para o Benfica, em pouco mais de dez minutos…
Pouco depois (ao minuto 15), outra vez a bola introduzida na baliza de Trubin, desta vez num lance invalidado pelo “VAR”. Mas seria apenas o adiar do 3-0, que surgiria mesmo, num lance de bela execução técnica de Barrenetxea, apenas com 21 minutos jogados!
Para se aquilatar do “terror” que o Benfica viveu durante essa meia hora, a equipa da casa desperdiçaria ainda uma grande penalidade (aos 29 minutos), por Brais Méndez… tendo tido, entretanto, um outro “golo” invalidado.
Roger Schmidt, a ver a devastação que os seus comandados iam sentindo, foi forçado a rectificar, em ordem a procurar minimizar os danos, fazendo sair, estavam decorridos apenas 31 minutos, Florentino, de forma a colocar em campo um defesa lateral, Jurásek.
O jogo de alguma forma “estabilizaria”, com a Real Sociedad também a perceber que não havia necessidade de manter tão alta rotação.
Na segunda parte o Benfica teve uma boa entrada, com um golo (que seria o de “honra”) logo ao quarto minuto, a dar algum ânimo. Mas, na realidade, nunca deu a sensação de que pudesse ter capacidade para, sequer, colocar o resultado em dúvida, podendo, aliás, os donos da casa ter ainda chegado ao golo de novo.
Com a turma basca praticamente a limitar-se a gerir a vantagem e o tempo durante a segunda metade, o Benfica acabou por escapar ao que, a certa altura, se temeu pudesse ser uma das maiores goleadas sofridas na sua história, tendo acabado por atenuar o impacto da derrota, com um resultado deveras lisonjeiro.
Ainda com duas jornadas por disputar, acumulando quatro desaires em outros tantos jogos disputados, tendo-se, enfim, estreado a marcar na presente edição da prova, o Benfica está já virtualmente afastado da “Liga dos Campeões”, mais não podendo, nesta altura, que sonhar com o 3.º lugar do grupo, ainda assim, um objectivo que, por ora, parece longínquo (na medida em que implicará, necessariamente, ganhar em Salzburgo; e, excepto se conseguisse, na próxima ronda, reduzir o diferencial de três pontos, ganhar por mais de dois golos!).
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Galatasaray – Bayern München – 1-3
Manchester United – København – 1-0
1º Bayern München, 9; 2º Galatasaray, 4; 3º Manchester United, 3; 4º København, 1
Grupo B
Sevilla – Arsenal – 1-2
Lens – PSV Eindhoven – 1-1
1º Arsenal, 6; 2º Lens, 5; 3º Sevilla e PSV Eindhoven, 2
Grupo C
Sp. Braga – Real Madrid – 1-2
Union Berlin – Napoli – 0-1
1º Real Madrid, 9; 2º Napoli, 6; 3º Sp. Braga, 3; 4º Union Berlin, 0
Grupo D
Inter – FC Salzburg – 2-1
Benfica – Real Sociedad – 0-1
1º Real Sociedad e Inter, 7; 3º FC Salzburg, 3; 4º Benfica, 0
Grupo E
Feyenoord – Lazio – 3-1
Celtic – At. Madrid – 2-2
1º Feyenoord, 6; 2º At. Madrid, 5; 3º Lazio, 4; 4º Celtic, 1
Grupo F
Paris Saint-Germain – AC Milan – 3-0
Newcastle – Borussia Dortmund – 0-1
1º Paris Saint-Germain, 6; 2º Newcastle e Borussia Dortmund, 4; 4º AC Milan, 2
Grupo G
RB Leipzig – Crvena zvezda – 3-1
Young Boys – Manchester City – 1-3
1º Manchester City, 9; 2º RB Leipzig, 6; 3º Crvena zvezda e Young Boys, 1
Grupo H
Barcelona – Shakhtar Donetsk – 2-1
Royal Antwerp – FC Porto – 1-4
1º Barcelona, 9; 2º FC Porto, 6; 3º Shakhtar Donetsk, 3; 4º Royal Antwerp, 0
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Real Sociedad
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (81m – Francisco “Chiquinho” Machado), António Silva, Nicolás Otamendi, David Jurásek (59m – Juan Bernat), David Neres (69m – Tiago Gouveia), João Neves, Rafael “Rafa” Silva, Fredrik Aursnes, João Mário (45m – Orkun Kökçü) e Petar Musa (45m – Arthur Cabral)
Real Sociedad – Alejandro “Álex” Remiro, Hamari Traoré (70m – Aritz Elustondo), Igor Zubeldia, Robin Le Normand, Aihen Muñoz, Brais Méndez, Martín Zubimendi, Mikel Merino, Takefusa Kubo (76m – Carlos Fernández), Ander Barrenetxea (76m – Arsen Zakharyan) e Mikel Oyarzabal (90m – Mohamed-Ali Cho)
0-1 – Brais Méndez – 63m
Cartões amarelos – Aritz Elustondo (71m) e Mikel Merino (75m); Juan Bernat (78m)
Árbitro – Clément Turpin (França)
É difícil encontrar palavras para caracterizar uma exibição tão sombria como a desta noite, por parte da equipa do Benfica.
Parecendo ter sido surpreendida pela assertiva entrada em campo do adversário, atrevido, a assumir a iniciativa do jogo, instalando-se no meio-campo contrário, a formação benfiquista denotou grandes dificuldades para se libertar de tal espartilho… de alguma forma como se ainda estivesse na segunda parte do jogo de Milão.
A falta de agressividade e de intensidade foi tal que a Real Sociedad explanou o seu (bom) jogo a seu bel-prazer, quase sempre confortável, com tempo para pensar e espaço para jogar, dando ideia, em muitas ocasiões, de não estar a ser submetida a qualquer tipo de pressão. O flanco direito da turma basca ameaçava levar o perigo à baliza de Trubin a cada jogada que ensaiava.
Só à passagem dos vinte minutos a equipa portuguesa conseguiria, de alguma forma, sacudir a letargia, mas não iria além de uns meros fogachos inconsequentes. Ao intervalo, o nulo era já lisonjeiro. Era fácil perceber que, a continuar assim, o jogo se afigurava mais para perder, do que para ganhar.
Roger Schmidt ainda tentou “emendar a mão”, com duas substituições logo ao intervalo, mas as entradas de Kökçü e de Arthur Cabral não se traduziriam em qualquer melhoria efectiva.
Pouco passava do quarto de hora da segunda parte quando a Real Sociedad chegou ao golo que, há largo tempo, vinha já prometendo. Logo depois, os visitantes poderiam ter ampliado a contagem, com Kubo a ameaçar de novo, com um remate à trave.
Só na parte final do jogo, já após a entrada de Tiago Gouveia, o Benfica conseguiria procurar esboçar alguma reacção, mas já mais com o coração do que com a cabeça, o que, contudo seria insuficiente para evitar mais uma derrota.
Uma noite em que o Benfica “não esteve em campo”…
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester United – Galatasaray – 2-3
København – Bayern München – 1-2
1º Bayern München, 6; 2º Galatasaray, 4; 3º København, 1; 4º Manchester United, 0
Grupo B
Lens – Arsenal – 2-1
PSV Eindhoven – Sevilla – 2-2
1º Lens, 4; 2º Arsenal, 3; 3º Sevilla, 2; 4º PSV Eindhoven, 1
Grupo C
Union Berlin – Sp. Braga – 2-3
Napoli – Real Madrid – 2-3
1º Real Madrid, 6; 2º Napoli e Sp. Braga, 3; 4º Union Berlin, 0
Grupo D
FC Salzburg – Real Sociedad – 0-2
Inter – Benfica – 1-0
1º Real Sociedad e Inter, 4; 3º FC Salzburg, 3; 4º Benfica, 0
Grupo E
At. Madrid – Feyenoord – 3-2
Celtic – Lazio – 1-2
1º At. Madrid e Lazio, 4; 3º Feyenoord, 3; 4º Celtic, 0
Grupo F
Borussia Dortmund – AC Milan – 0-0
Newcastle – Paris Saint-Germain – 4-1
1º Newcastle, 4; 2º Paris Saint-Germain, 3; 2º AC Milan, 2; 4º Borussia Dortmund, 1
Grupo G
RB Leipzig – Manchester City – 1-3
Crvena zvezda – Young Boys – 2-2
1º Manchester City, 6; 2º RB Leipzig, 3; 3º Crvena zvezda e Young Boys, 1
Grupo H
Royal Antwerp – Shakhtar Donetsk – 2-3
FC Porto – Barcelona – 0-1
1º Barcelona, 6; 2º FC Porto e Shakhtar Donetsk, 3; 4º Royal Antwerp, 0
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Inter – Benfica
Inter – Yann Sommer, Benjamin Pavard, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Denzel Dumfries (73m – Matteo Darmian), Nicolò Barella (90m – Davy Klaassen), Hakan Çalhanoğlu (84m – Kristjan Asllani), Henrikh Mkhitaryan, Federico Dimarco (84m – Carlos Augusto), Marcus Thuram (73m – Alexis Sánchez) e Lautaro Martínez
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (23m – Tomás Araújo), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Juan Bernat (80m – Arthur Cabral), João Neves, Orkun Kökçü (68m – Petar Musa), Ángel Di María (80m – David Jurásek), Fredrik Aursnes, Rafael “Rafa” Silva (68m – Francisco “Chiquinho” Machado) e David Neres
1-0 – Marcus Thuram – 62m
Cartões amarelos – Lautaro Martínez (67m), Nicolò Barella (68m), Denzel Dumfries (70m) e Kristjan Asllani (90m)
Árbitro – Danny Makkelie (Países Baixos)
O Inter tinha já deixado a ideia, no desafio da 2.ª mão dos quartos-de-final da época passada, disputado em Abril, de ter capacidade para, querendo, “acelerar” o jogo, colocando maior intensidade, a um ritmo que o Benfica denotava dificuldade em acompanhar.
Pois, desta vez, tal foi bem exponenciado. E, porém, raramente a máxima de “duas partes distintas” poderá ter sido aplicada de forma mais cabal: no primeiro tempo, sem flagrantes oportunidades de golo, com o jogo muito repartido, o Benfica equilibrou a contenda; na segunda metade, sentir-se-ia impotente para suster a “avalanche” italiana.
A derrota pela margem mínima acaba por ser um resultado lisonjeiro para a equipa portuguesa, que poderia perfeitamente ter saído goleada de Milão.
Estreando Juan Bernat na lateral esquerda da defesa, libertando Aursnes, e com Morato a substituir o habitual titular, António Silva, o Benfica entrou em campo sem um “ponta-de-lança” de raiz, apostando na mobilidade de David Neres, assim como no virtuosismo de Di María e na velocidade de Rafa.
A ideia seria a de, a partir do meio-campo, formado pelo trio João Neves, Kökçü e Aursnes, conseguir municiar as “setas”, que pudessem impor algum respeito à defesa contrária, visando suster a iniciativa ofensiva contrária. Mas o Inter adaptou-se rapidamente a esse Benfica a procurar levar a bola para zonas mais adiantadas do terreno, respondendo com rápidas transições.
Aursnes ainda testaria os reflexos de Sommer, mas a verdade é que as equipas pareciam bem “encaixadas”, mesmo que o Benfica tivesse maior tempo de posse de bola. Uma vez mais a turma benfiquista lamentaria o facto de o árbitro não ter sancionado, com grande penalidade, um contacto de Barella sobre David Neres.
Porém, perante o esforço físico que fora forçado a despender, a segunda parte seria totalmente distinta. O Inter imprimiu (ainda) maior ritmo ao jogo, e o Benfica desorientou-se por completo, agora absolutamente incapaz de ter bola, recorrendo a sucessivos cortes e alívios, colocando-se à mercê de sucessivas investidas dos italianos, que pareciam multiplicar-se dentro de campo.
Adivinhava-se o golo, que Trubin ainda evitou um par de vezes, também, em mais outras ocasiões, com a ajuda dos ferros da sua baliza. Dumfries e Lautaro Martínez estiveram muito perto de marcar, tendo o guardião benfiquista salvado a recarga de Barella, depois do ressalto da bola na trave; e, logo de seguida, o mesmo Lautaro a acertar no poste!
Para que serviu “tanta sorte” do Benfica, se acabou por perder o jogo? O que parecia inevitável sucedeu mesmo: mais um rápido ataque do Inter, e Marcus Thuram a aparecer, solto de marcação, a rematar, sem dificuldade, para o fundo das redes.
Roger Schmidt ainda faria entrar Chiquinho e Musa (e, mais tarde, numa opção ainda de maior risco, recorrendo também a Arthur Cabral), e o Benfica até deu a sensação de ter conseguido “voltar a respirar”. Só que o Inter tinha já alcançado o que pretendia: estando em vantagem, era, então, altura de, em primeira instância, assegurar a sua preservação.
Ainda assim, até final, as maiores ocasiões de perigo voltariam, ainda, a pertencer à equipa italiana, com Lautaro Martínez a ficar a dever a si próprio mais um par de golos, e Trubin a confirmar uma noite de grande nível. O Benfica “safou-se” de “boa”…
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Galatasaray – København – 2-2
Bayern München – Manchester United – 4-3
1º Bayern München, 3; 2º Galatasaray e København, 1; 4º Manchester United, 0
Grupo B
Sevilla – Lens – 1-1
Arsenal – PSV Eindhoven – 4-0
1º Arsenal, 3; 2º Lens e Sevilla, 1; 4º PSV Eindhoven, 0
Grupo C
Real Madrid – Union Berlin – 1-0
Sp. Braga – Napoli – 1-2
1º Napoli e Real Madrid, 3; 3º Sp. Braga e Union Berlin, 0
Grupo D
Benfica – FC Salzburg – 0-2
Real Sociedad – Inter – 1-1
1º FC Salzburg, 3; 2º Inter e Real Sociedad, 1; 4º Benfica, 0
Grupo E
Feyenoord – Celtic – 2-0
Lazio – At. Madrid – 1-1
1º Feyenoord, 3; 2º At. Madrid e Lazio, 1; 4º Celtic, 0
Grupo F
AC Milan – Newcastle – 0-0
Paris Saint-Germain – Borussia Dortmund – 2-0
1º Paris Saint-Germain, 3; 2º AC Milan e Newcastle, 1; 4º Borussia Dortmund, 0
Grupo G
Young Boys – RB Leipzig – 1-3
Manchester City – Crvena zvezda – 3-1
1º Manchester City e RB Leipzig, 3; 3º Crvena zvezda e Young Boys, 0
Grupo H
Barcelona – Royal Antwerp – 5-0
Shakhtar Donetsk – FC Porto – 1-3
1º Barcelona e FC Porto, 3; 3º Shakhtar Donetsk e Royal Antwerp, 0
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – FC Salzburg
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, Orkun Kökçü (72m – Francisco “Chiquinho” Machado), João Neves, Ángel Di María (72m – David Neres), Rafael “Rafa” Silva (84m – Tiago Gouveia), João Mário (16m – Felipe Silva “Morato”) e Petar Musa (84m – Casper Tengstedt)
FC Salzburg – Alexander Schlager, Amar Dedić, Strahinja Pavlović (89m – Kamil Piątkowski), Samson Baidoo (71m – Oumar Solet), Aleksa Terzić, Mads Bidstrup, Lucas Gourna-Douath, Maurits Kjærgaard, Roko Šimić (71m – Petar Ratkov), Karim Konaté (59m – Sékou Koïta) e Oscar Gloukh (71m – Luka Sučić)
0-1 – Roko Šimić (pen.) – 15m
0-2 – Oscar Gloukh – 51m
Cartões amarelos – Anatoliy Trubin (2m), Rafael “Rafa” Silva (54m) e Nicolás Otamendi (69m); Lucas Gourna-Douath (21m), Samson Baidoo (58m), Roko Šimić (67m) e Sékou Koïta (90m)
Cartão vermelho – António Silva (13m)
Árbitro – Halil Umut Meler (Turquia)
O quarto de hora inicial deste desafio de estreia na Liga dos Campeões da presente temporada só não foi o exemplo acabado da “Lei de Murphy” porque o FC Salzburg desperdiçou, logo ao terceiro minuto, uma grande penalidade. De resto, um desastre completo para a equipa do Benfica.
Depois da conturbada saída de Odysseas Vlachodimos – que actuara em 57 dos últimos 61 desafios europeus do clube, disputados nas temporadas de 2018-19 a 2022-23 –, o Benfica fazia alinhar na baliza o jovem (22 anos) ucraniano Anatoliy Trubin, que acabara de fazer o seu primeiro jogo na equipa, quatro dias antes, em Vizela.
Coincidência ou não, na primeira intervenção que teve, logo aos dois minutos, numa saída precipitada da baliza, em vez de socar na bola, socou… o adversário, sendo o Benfica sancionado com a consequente grande penalidade, que Konaté, também desconcentrado, falhou clamorosamente, rematando muito por alto.
O conjunto austríaco apresentava um “onze” com uma média de idade muito jovem, que abordou este desafio com uma atitude atrevida, surpreendendo o adversário, em teoria favorito, e a jogar em casa, e que, naturalmente, pretendia também assumir a iniciativa do jogo e as investidas ao meio-campo contrário.
Tal proporcionou uma fase inicial bastante aberta, com João Mário, ainda cedo, a rematar ao poste, não tendo Musa conseguido fazer a recarga com a direcção certa, esbarrando num adversário.
O que se seguiu foi o culminar da tal “Lei de Murphy”: um atraso deficiente e desconexo de Bah, com Trubin, outra vez, desfocado do lance, Otamendi, com dificuldade, a evitar o golo, mas a bola, a fazer um “balão” e, na trajectória descendente, a embater na trave, com António Silva, posicionado sobre a linha de baliza, surpreendido com tal trajectória, instintivamente a afastar a bola com a mão, numa fracção de segundo irreflectida: aos 13 minutos, segunda grande penalidade contra o Benfica, e o defesa central expulso!
Desta feita a conversão seria confiada a Šimić, que não desperdiçou, colocando a sua equipa em vantagem. O Benfica, reduzido a dez, e a perder, tinha uma missão árdua pela frente.
O grupo reagiu bem, de forma solidária, conseguindo assentar o jogo, repor a calma possível e necessária, e, gradualmente, começando a empurrar a formação austríaca para a sua zona defensiva, obrigando o guardião Schlager a um par de boas intervenções.
Porém, todos os esforços seriam debalde perante nova descoordenação, logo no recomeço, com Morato e Aursnes a não acertarem as marcações, proporcionando a Gloukh ampliar a contagem para 2-0.
Ainda com cerca de 40 minutos para jogar, logo se perceberia que o desfecho da partida não se alteraria, agora com a equipa benfiquista animicamente derrotada.
Num balanço final, este terá sido um jogo atípico, em que o Benfica pagou caro as falhas “infantis” que cometeu, numa competição, de grande exigência, que requer rigor e concentração ao mais alto nível. Importa reagir de pronto.



