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Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Paris St.-Germain - St. Brestois 7-0 3-0 10-0 Atalanta - Club Brugge 1-3 1-2 2-5 Real Madrid - Manchester City 3-1 3-2 6-3 PSV Eindhoven - Juventus 2-1 (3-1ap) 1-2 4-3 Benfica - AS Monaco 3-3 1-0 4-3 Borussia Dortmund - Sporting 0-0 3-0 3-0 Bayern München - Celtic 1-1 2-1 3-2 AC Milan - Feyenoord 1-1 0-1 1-2
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Benfica – Monaco
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro, Orkun Kökçü (87m – João Rego), Kerem Aktürkoğlu (58m – Zeki Amdouni), Andreas Schjelderup (58m – Samuel Dahl) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (87m – Andrea Belotti)
Monaco – Radosław Majecki, Krépin Diatta, Thilo Kehrer, Wilfried Singo, Christian Mawissa (80m – George Ilenikhena), Caio Henrique (80m – Kassoum Ouattara), Maghnes Akliouche, Lamine Camara, Eliesse Ben Seghir, Takumi Minamino (87m – Lucas Michal) e Breel Embolo (65m – Mika Biereth)
1-0 – Kerem Aktürkoğlu – 22m
1-1 – Takumi Minamino – 32m
1-2 – Eliesse Ben Seghir – 51m
2-2 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 76m
2-3 – George Ilenikhena – 81m
3-3 – Orkun Kökçü – 84m
Cartões amarelos – Leandro Barreiro (67m) e Zeki Amdouni (71m); Maghnes Akliouche (62m)
Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)
Tinha ficado já no ar, no final do jogo da 1.ª mão, no Monaco, a inquietação decorrente de o Benfica ter desaproveitado soberanas ocasiões para fechar definitivamente a eliminatória a seu favor. Como se viria a confirmar, a vantagem de um golo (mesmo que obtida em terreno alheio) pode ser muito ténue.
O que é facto é que – mesmo ciente de que jogar para o empate é sempre um risco significativo, que se deve procurar evitar – o Benfica evidenciou uma abordagem desastrada a este desafio da 2.ª mão, concedendo todas as vantagens – até anímicas – ao oponente.
Até à hora de jogo, a equipa benfiquista nunca conseguiu encontrar o “Norte” dentro de campo, sempre em posição de inferioridade face ao desempenho da equipa do principado, perante a intensidade e dinamismo colocado em campo pelos seus principais talentos (com destaque para Akliouche e Ben Seghir), tendo chegado mesmo a passar por momentos em que se viu “encostado às cordas” (o que se verificava, precisamente, antes das primeiras substituições operadas por Bruno Lage).
Com “mais sorte que juízo” o Benfica até teria ainda a benesse de marcar primeiro, duplicando a vantagem na eliminatória, com Aktürkoğlu, por fim, a reencontrar-se com o golo, mercê de um fantástico trabalho prévio de Pavlídis, a deambular dentro da área, nunca desistindo, fazendo “gato sapato” dos vários defesas que lhe iam surgindo ao caminho.
Até à meia hora de jogo, em três encontros (dois e um terço, vá…) com o Benfica, o Monaco “não tinha tido sorte nenhuma”: Minamino acabara de cabecear ao poste da baliza, quando, no minuto imediato, não perdoou, marcando o 1-1.
O empate que se registava ao intervalo era um resultado bem lisonjeiro para a equipa portuguesa. E as coisas não mudariam de figura no início do segundo tempo: a continuar a jogar como o tinha vindo a fazer, só “por milagre” o Benfica conseguiria apurar-se.
A confirmar essa ideia – estava bem à vista de todos –, surgiria mesmo, bem cedo, o segundo golo da turma monegasca, a colocar-se em vantagem no marcador, igualando a eliminatória, e, por coincidência, também neste caso, imediatamente depois de o mesmo Ben Seghir ter rematado com bastante perigo.
Até que o milagre se revelaria: as entradas de Amdouni e, sobretudo, de Dahl (proporcionando maior consistência no flanco esquerdo, num notável trabalho de apoio e complemento a Carreras) viriam a dar uma configuração completamente diferente ao jogo. Com o Benfica a melhorar notoriamente o desempenho, a derradeira meia hora seria “de loucos”.
Com o 2-2, em mais um golo de Pavlídis, na conversão de uma grande penalidade, a um quarto de hora do final, esperar-se-ia que o desfecho da eliminatória pudesse, de alguma forma, estar controlado.
Mas não… Apenas cinco minutos volvidos Trubin – que, na primeira parte, fizera, pelo menos, um par de defesas que salvaram outros tantos golos – deu um enorme “frango” e o Monaco voltava a superiorizar-se no marcador, passando, então, o prolongamento a ser um cenário de forte probabilidade.
Valeu à formação portuguesa o comportamento tipo “kamikaze” dos jogadores do Monaco (o que ficou patente, a espaços, em todos os três jogos, evidenciando as suas grandes fragilidades de organização defensiva) – a fazer lembrar as equipas africanas dos anos 80/90, muito dotadas tecnicamente, mas com notórias insuficiências a nível táctico – para, num último fôlego, o Benfica conseguir ainda resgatar a eliminatória, alcançando o 3-3 (dos quais, três golos apontados num intervalo de apenas oito minutos, entre os 76 e os 84!), tendo Kökçü dada a melhor finalização a uma excelente assistência de Carreras.
Que poderia, aliás, ter-se convertido ainda numa vitória benfiquista, quando, já em tempo de compensação, o árbitro assinalou o que seria a segunda grande penalidade, contudo, revertida pelo “VAR”.
O Benfica – que teve de sofrer bem mais do que deveria – bem pode ir “pôr umas velinhas a Fátima”.
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
11.02.2025 - Stade Brestois - Paris Saint-Germain 0-3 12.02.2025 - Club Brugge - Atalanta 2-1 11.02.2025 - Manchester City - Real Madrid 2-3 11.02.2025 - Juventus - PSV Eindhoven 2-1 12.02.2025 - AS Monaco - Benfica 0-1 11.02.2025 - Sporting - Borussia Dortmund 0-3 12.02.2025 - Celtic - Bayern München 1-2 12.02.2025 - Feyenoord - AC Milan 1-0
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Monaco – Benfica
Monaco – Radosław Majecki, Vanderson Campos, Mohammed Salisu, Thilo Kehrer e Krépin Diatta; Maghnes Akliouche (68m – Eliesse Ben Seghir), Denis Zakaria, Almoatasembellah Al-Musrati e Alexandr Golovin (68m – Takumi Minamino); Breel Embolo e Mika Biereth (57m – Soungoutou Magassa)
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo (67m – Ángel Di María) (86m – Arthur Cabral), António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (67m – Leandro Barreiro), Orkun Kökçü, Andreas Schjelderup (78m – Zeki Amdouni)), Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (78m – Andrea Belotti)
0-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 48m
Cartões amarelos – Álvaro Carreras (16m) e Florentino Luís (56m); Almoatasembellah Al-Musrati (41m), Vanderson Campos (79m) e Denis Zakaria (90m)
Cartão vermelho – Almoatasembellah Al-Musrati (52m)
Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)
O Benfica voltou a ganhar no Principado. Incrivelmente, o Monaco voltou a terminar o jogo reduzido a dez elementos, por circunstâncias em tudo idênticas às do jogo anterior: Carreras (outra vez) poderia ter visto o segundo cartão amarelo, e quem acabou expulso foi, de novo, o jogador da casa (o nosso bem conhecido Al-Musrati), desta vez, por reclamar ostensivamente, na direcção do árbitro, a amostragem de tal cartão. Mas as semelhanças com o desafio da fase de “Liga” terminam por aqui.
A primeira parte foi bastante repartida, com as duas equipas com abordagem similar, apostando em rápidas transições, mas com sucessivas perdas de bola, sem ter, efectivamente, criado soberanas ocasiões de golo. Sem um “fio de jogo” definido, de parte a parte, não se poderá dizer que alguma equipa se tenha claramente superiorizado.
Mal se tinha iniciado o segundo tempo e logo o Benfica se colocaria em vantagem, num lance finalizado com uma fantástica execução técnica de Pavlídis: uma excelente abertura de Tomás Araújo, a solicitar o avançado grego, que, depois de se desembaraçar do defesa contrário, já algo descaído sobre o lado direito e próximo da linha de fundo, com ângulo reduzido, fez a bola “picar” sobre o guardião, anichando-se inapelavelmente no fundo das redes.
Fruto directo ou não de algum descontrolo emocional, as coisas complicar-se-iam decisivamente para o Monaco com a expulsão de Al-Musrati, que, já admoestado com cartão amarelo (apenas dez minutos antes), terá sido algo ingénuo na forma como reinvindicou que Carreras fosse sancionado com igual medida (o que ditaria a sua expulsão), acabando por ser vítima de um critério bastante severo por parte do árbitro.
A partir daí o Monaco perdeu-se completamente; o jogo parecia oferecer tantas facilidades ao Benfica, que, notoriamente, houve dificuldade em manter o foco, tornando-se, até final, um festival de desperdício de lances ofensivos. Por seu lado, as substituições operadas por Adi Hutter não resultaram, e, com o avançar do tempo, parecia adivinhar-se que o Benfica acabaria por ampliar a contagem.
Porém, lançado contra uma “parede” (a equipa da casa, sem bola, via-se forçada a recuar no terreno, para a imediação da sua área), terá faltado ao Benfica – desaproveitando a superioridade numérica de que beneficiou durante cerca de 40 minutos e actuando num ambiente como que a jogar “em casa” – a frieza necessária para materializar tantas ocasiões de perigo, ficando a dever a si próprio não ter, desde logo, “fechado” a eliminatória, num jogo em que deveria ter vencido, à vontade, pelo menos, por três golos de diferença!
A desorientação da formação monegasca teria ainda outras implicações disciplinares, com Vanderson e Zakaria a ficarem igualmente arredados do jogo da segunda mão (tal como sucede, no caso do Benfica, com Florentino, receando-se que também Di María, forçado a sair, por lesão, menos de vinte minutos depois de ter entrado em campo, tenha de ficar afastado dos relvados durante largo período).
Nos minutos derradeiros (e não obstante ter sido Arthur Cabral a entrar para o lugar do argentino), a sensação que pairou foi que a equipa benfiquista, ainda “escaldada” pelo final do jogo ante o Barcelona, terá optado por privilegiar preservar a vantagem.
Esperemos que o Benfica não venha a ter de lamentar a falta de eficácia, numa eliminatória que – disso terá de ter-se a plena consciência – acabou por não ficar ainda decidida, e em que será arriscada uma abordagem, mesmo que a nível do subconsciente, de pensar que, na 2.ª mão, na Luz, “o empate serve”.
Liga dos Campeões – Sorteio do “Play-off” intercalar
Stade Brestois – Paris Saint-Germain
AS Monaco – Benfica
Juventus – PSV Eindhoven
Feyenoord – AC Milan
Manchester City – Real Madrid
Celtic – Bayern München
Club Brugge – Atalanta
Sporting – Borussia Dortmund
Os jogos da primeira mão serão disputados a 11 e 12 de Fevereiro de 2025, estando a segunda mão agendada para dias 18 e 19 de Fevereiro.
Por seu lado, em função das classificações da “Fase de Liga”, o alinhamento dos 1/8 de final será o seguinte:
Stade Brestois/Paris Saint-Germain – Liverpool ou Barcelona
AS Monaco/Benfica – Liverpool ou Barcelona
Juventus /PSV Eindhoven – Arsenal ou Inter
Feyenoord/AC Milan – Arsenal ou Inter
Manchester City/Real Madrid – At. Madrid ou Bayer Leverkusen
Celtic/Bayern München – At. Madrid ou Bayer Leverkusen
Club Brugge/Atalanta – Lille ou Aston Villa
Sporting/Borussia Dortmund – Lille ou Aston Villa
Liga dos Campeões – 2024-25 – 8ª Jornada – Resultados e Classificação
29.01.2025 - Aston Villa - Celtic 4-2 29.01.2025 - Bayer Leverkusen - Sparta Praha 2-0 29.01.2025 - Borussia Dortmund - Shakhtar Donetsk 3-1 29.01.2025 - Young Boys - Crvena zvezda 0-1 29.01.2025 - FC Barcelona - Atalanta 2-2 29.01.2025 - Bayern München - Slovan Bratislava 3-1 29.01.2025 - Internazionale - AS Monaco 3-0 29.01.2025 - FC Salzburg - Atlético de Madrid 1-4 29.01.2025 - Girona - Arsenal 1-2 29.01.2025 - Dinamo Zagreb - AC Milan 2-1 29.01.2025 - Juventus - Benfica 0-2 29.01.2025 - Lille - Feyenoord 6-1 29.01.2025 - Manchester City - Club Brugge 3-1 29.01.2025 - PSV Eindhoven - Liverpool 3-2 29.01.2025 - Sturm Graz - RB Leipzig 1-0 29.01.2025 - Sporting - Bologna 1-1 29.01.2025 - Stade Brestois - Real Madrid 0-3 29.01.2025 - VfB Stuttgart - Paris Saint-Germain 1-4
Liga dos Campeões – 8ª Jornada – Juventus – Benfica
Juventus – Mattia Perin, Timothy Weah, Pierre Kalulu (16m – Manuel Locatelli), Federico Gatti, Weston McKennie, Khéphren Thuram-Ulien (61m – Teun Koopmeiners), Douglas Luiz, Francisco Conceição, Samuel-Germain Mbangula (61m – Nicolás González), Kenan Yıldız e Dušan Vlahović
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo (90m – João Rego), António Silva, Nicolás Otamendi, Alexander Bah, Florentino Luís, Fredrik Aursnes, Orkun Kökçü (90m – Benjamín Rollheiser), Ángel Di María (72m – Kerem Aktürkoğlu), Evangelos “Vangelis” Pavlídis (84m – Zeki Amdouni) e Andreas Schjelderup (72m – Leandro Barreiro)
0-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 16m
0-2 – Orkun Kökçü – 80m
Cartões amarelos – Dušan Vlahović (55m); Nicolás Otamendi (63m) e Alexander Bah (78m)
Árbitro – István Kovács (Roménia)
O (frenético) arranque deste jogo parecia ser a continuação do final do Benfica-Barcelona, com as duas equipas desenfreadamente lançadas no ataque: ainda não estavam completados os dois primeiros minutos, e já tinha havido três ocasiões de perigo, nas imediações das duas balizas! Pavlídis e Schjelderup podiam ter marcado; enquanto Trubin negava também o golo a McKennie.
E, logo aos sete minutos, nova oportunidade, com Pavlídis a lançar Schjelderup, que rematou cruzado, para defesa atenta de Perin.
Apesar de algumas falhas, de parte a parte, tal terá constituído um bom tónico motivacional para a turma benfiquista, a mostrar-se, à medida que o tempo avançava, progressivamente confiante.
É claro que o facto de ter marcado logo à passagem do quarto de hora – tirando também benefício de uma substituição forçada no eixo da defesa contrária – proporcionou uma tranquilidade acrescida, a uma equipa que, ao longo de toda a noite, sempre esteve em posição de apuramento para o “play-off”.
Tal tento surgiu na sequência de uma recuperação de Aursnes, este fez boa abertura para Bah – em novidade nesta partida, a jogar no flanco esquerdo (por impedimento de Carreras), tendo-se saído a contento –, o qual desviou para Pavlídis rematar para o golo. E, ainda antes do intervalo, o Benfica podia ter ampliado a contagem, quando o avançado grego interceptou um passe defeituoso de um defesa contrário.
Até então praticamente inoperante – com sucessivas tentativas de cruzamento de Francisco Conceição, sem resultado prático –, a Juventus procurou ter uma entrada mais afirmativa na segunda metade, mas enfrentaria um colectivo que se mostrou bastante solidário, com muito boa organização defensiva.
Em toda a segunda parte a Juventus assustaria apenas em duas ocasiões, mas com os remates a sair ao lado (um deles, de maior perigo, às malhas laterais da baliza de Trubin).
Já dentro dos derradeiros vinte minutos Bruno Lage procurou colocar “trancas à porta”, com as entradas de Aktürkoğlu (por troca com Di María) e, sobretudo, de Leandro Barreiro.
O golo da confirmação surgiria a dez minutos do final – depois de Barreiro ter falhado o remate pouco antes –, em jogada em que imperou o sentido colectivo (com mais de um minuto de sucessivas trocas de bola), envolvendo, na sua fase final, Aursnes, a libertar, de calcanhar, para Leandro Barreiro, Pavlídis e Aktürkoğlu, que, com uma simulação de corpo, deixou a bola perfeitamente enquadrada para o tiro de Kökçü, sem hipótese de defesa para o guardião.
Até final, a equipa portuguesa levaria ainda perigo à baliza da Juventus, num remate de meia-distância de Aktürkoğlu, com a bola a rasar o poste.
Perante um opositor falho de ideias, com o Benfica a mostrar concentração e competência, o desfecho ajusta-se na perfeição à exibição das duas equipas, em mais uma grande noite europeia.
Numa estatística fantástica entre dois adversários desta cotação, o emblema benfiquista, não só repetiu o triunfo alcançado em Turim há pouco mais de dois anos, como somou a 7.ª vitória em nove jogos frente à Juventus, em contraponto a um único triunfo dos transalpinos, para além de um empate!
Na estreia da fase de Liga da “Champions League” o Benfica termina posicionado no 16.º lugar, portanto, com estatuto de “cabeça-de-série” para os “play-off” (mesmo que, em paralelo, tal signifique, depois, em caso de apuramento, a disputa dos 1/8 de final ante o 1.º ou 2.º classificados, respectivamente, Liverpool e Barcelona).
Liga dos Campeões – 2024-25 – 7ª Jornada – Resultados e Classificação
21.01.2025 - AS Monaco - Aston Villa 1-0 21.01.2025 - Atalanta - Sturm Graz 5-0 21.01.2025 - Atlético de Madrid - Bayer Leverkusen 2-1 21.01.2025 - Bologna - Borussia Dortmund 2-1 21.01.2025 - Club Brugge - Juventus 0-0 21.01.2025 - Crvena zvezda - PSV Eindhoven 2-3 21.01.2025 - Liverpool - Lille 2-1 21.01.2025 - Slovan Bratislava - VfB Stuttgart 1-3 21.01.2025 - Benfica - FC Barcelona 4-5 22.01.2025 - Shakhtar Donetsk - Stade Brestois 2-0 22.01.2025 - RB Leipzig - Sporting 2-1 22.01.2025 - AC Milan - Girona 1-0 22.01.2025 - Sparta Praha - Internazionale 0-1 22.01.2025 - Arsenal - Dinamo Zagreb 3-0 22.01.2025 - Celtic - Young Boys 1-0 22.01.2025 - Feyenoord - Bayern München 3-0 22.01.2025 - Paris Saint-Germain - Manchester City 4-2 22.01.2025 - Real Madrid - FC Salzburg 5-1
Liga dos Campeões – 7ª Jornada – Benfica – Barcelona
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (61m – Leandro Barreiro), Orkun Kökçü (80m – Benjamín Rollheiser), Kerem Aktürkoğlu (71m – Alexander Bah), Andreas Schjelderup (71m – Ángel Di María) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (80m – Zeki Amdouni)
Barcelona – Wojciech Szczęsny, Jules Koundé (74m – Eric García), Ronald Araújo, Pau Cubarsí, Alejandro Balde (74m – Ferran Torres), Pablo Gavira “Gavi” (62m – Fermín López), Marc Casadó (62m – Frenkie de Jong), Pedro “Pedri” González, Lamine Yamal (90m+2 – Gerard Martín), Raphael “Raphinha” Belloli e Robert Lewandowski
1-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 2m
1-1 – Robert Lewandowski (pen.) – 13m
2-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 22m
3-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 30m
3-2 – Raphael “Raphinha” Belloli – 64m
4-2 – Ronald Araújo (p.b.) – 68m
4-3 – Robert Lewandowski (pen.) – 78m
4-4 – Eric García – 86m
4-5 – Raphael “Raphinha” Belloli – 90m+6
Cartões amarelos – Álvaro Carreras (76m); Pablo Gavira “Gavi” (36m), Jules Koundé (66m), Frenkie de Jong (90m+4) e Fermín López (90m+8)
Cartão vermelho – Arthur Cabral (90m+8 – no banco)
Árbitro – Danny Makkelie (Países Baixos)
O que prometia ser uma noite épica acabaria por transformar-se numa azia monumental.
Foi um jogo alucinante, caótico, vertiginoso, entusiasmante! Mesmo que as duas equipas não tenham realizado exibições de grande nível (sendo que a terceira esteve bastante pior).
Praticamente entrando em campo a ganhar, com o primeiro golo apontado antes de completado o segundo minuto de jogo – poderia, aliás, logo de seguida, ter ampliado a contagem –, e mesmo depois de, rapidamente, o Barcelona ter restabelecido a igualdade, a sensação que imperou foi a de que o Benfica iria marcar mais golos, tal a forma como conseguiu provocar e aproveitar o desacerto defensivo do adversário, com a equipa catalã a denotar algo inesperadas fragilidades.
Imediatamente após o segundo tento de Pavlídis – a aproveitar uma descoordenação entre o guardião e um defesa, que chocaram um com o outro, deixando a bola à mercê do avançado grego – , não foi uma previsão de grande risco a de que teria uma boa oportunidade para vir a alcançar o “hat-trick”; o que talvez não se pensasse era que esses três golos fossem obtidos em menos de meia hora!
O 3-1 surgiria na conversão de uma grande penalidade, por alegada falta (difícil de avaliar) de um desastrado Szczęsny sobre Aktürkoğlu. Ainda assim, mesmo antes do intervalo, o Barcelona dera já nota de que não iria baixar os braços…
Não obstante, a toada de jogo não se alteraria de modo significativo nos primeiros minutos do segundo tempo, com Aursnes a não conseguir ultrapassar o guarda-redes, ainda antes de completado o décimo minuto, no que constituiu uma soberana ocasião de o Benfica poder chegar ao 4-1.
E, como “quem não marca, sofre”, Trubin “retribuiu” a falha clamorosa que originara o segundo tento benfiquista, numa tentativa de saída de bola, que, contudo, tabelou em Raphinha, assim involuntário marcador do 3-2.
Duraria pouco a diferença mínima, tendo bastado apenas mais quatro minutos, para, em mais uma das muitas descidas do Benfica, pelo flanco, após cruzamento de Schjelderup – interceptado por Ronald Araújo, a “tirar o pão da boca” a Pavlídis (no que teria sido um incrível “poker”), mas desviando a bola para o fundo das suas redes –, a equipa portuguesa repor a vantagem de duas bolas.
O 4-2 subsistiria até aos 78 minutos, altura em que, porém, a configuração do jogo mudara já radicalmente: as saídas de Aktürkoğlu e de Schjelderup, supostamente para procurar refrescar o meio-campo, não resultaram de todo, tendo o Benfica perdido por completo o controlo do jogo, impotente para suster a intensidade que o Barcelona colocava então em campo, vendo-se cada vez mais impelido a acantonar-se nas imediações da sua área.
O dique acabaria por ceder na sequência de mais uma grande penalidade, também controversa, a proporcionar aos catalães, não só o reentrar no jogo, mas, como que num sistema de vasos comunicantes, e enquanto o Benfica se afundava, reforçar a confiança de que seria possível levar pontos da Luz.
Procurando fazer “das tripas coração” a formação benfiquista ainda aguentou o resultado até escassos quatro minutos do final do tempo regulamentar, quando o defesa Eric García se antecipou à defesa, para cabecear para o 4-4.
Com o jogo completamente partido, já sem táctica que resistisse, Di María, surgindo isolado frente ao guardião, teve ainda nos pés o que teria sido o 5-4, mas não logrou ludibriar Szczęsny. Tal como Aursnes, foram duas perdidas que acabariam por sair muito caras.
Numa fase inebriada do desafio, já em período de compensação, o Benfica beneficiou ainda de um livre próximo da área do Barcelona; na sequência, Leandro Barreiro isolava-se também, tendo sido tocado pelas costas por um defesa, desequilibrando-se; numa rapidíssima transição (enquanto os benfiquistas ficaram a reclamar a correspondente grande penalidade), um lançamento longo para Raphinha, completamente liberto, a correr todo o campo, pelo flanco direito, internando-se ligeiramente para o “cara-a-cara” com Trubin, ao qual não deu hipótese, culminaria com a bola a anichar-se na baliza.
No final, a verdade é que o Benfica apenas viria a perder por não ter conseguido resistir à vertigem de poder chegar ainda ao quinto golo, e acabar mesmo por ganhar um jogo que, antes, tivera “ganho”, por duas vezes, com o marcador em 3-1, e, sobretudo, 4-2, já dentro do derradeiro quarto de hora.
Este era um encontro em que o objectivo primário seria o de somar o ponto que faltava para garantir, desde logo, a continuidade na prova. Com um livre a seu favor, já com o tempo de compensação a esgotar-se, a equipa benfiquista poderia ter optado por preservar a bola, até ao apito final (que, decerto, não demoraria mais que breves segundos); mas será difícil censurar a (que se revelaria) fatal atracção por tentar o 5-4.
Numa partida com tantas falhas de parte a parte, invocar a arbitragem para justificar o insucesso poderá parecer “desculpa de mau pagador”, mas, na realidade, e no decurso de todo o jogo, Danny Makkelie esteve longe de se mostrar assertivo, aparentemente pouco convencido, ele próprio, das decisões que ia tomando, com notórias e sucessivas hesitações. Teve que ser corrigido pelo “VAR” em lances de grande penalidade (subsistindo a incerteza), sendo que, no instante derradeiro, que originaria o 5.º golo do Barcelona, ter-se-á optado por não desacreditar mais o árbitro, numa jogada susceptível de interpretação, quanto à famosa avaliação da “intensidade” do contacto.
Um árbitro que, no mínimo, tem patenteado alguma infelicidade em jogos com equipas portuguesas: para além de não ter igualmente sancionado com grande penalidade, na época anterior, no jogo do Benfica em Milão, com o Inter, um evidente contacto de Barella sobre David Neres, estivera também associado a um erro crasso, no Sérvia-Portugal, de apuramento para o Mundial de 2022, não tendo então validado um golo em que a bola notoriamente ultrapassara a linha de baliza (o que acabaria por custar à selecção nacional ter de disputar o respectivo play-off).
Foi pena.
Liga dos Campeões – 2024-25 – 6ª Jornada – Resultados e Classificação
10.12.2024 - Girona - Liverpool 0-1 10.12.2024 - Dinamo Zagreb - Celtic 0-0 10.12.2024 - Atalanta - Real Madrid 2-3 10.12.2024 - Bayer Leverkusen - Internazionale 1-0 10.12.2024 - Club Brugge - Sporting 2-1 10.12.2024 - FC Salzburg - Paris Saint-Germain 0-3 10.12.2024 - Shakhtar Donetsk - Bayern München 1-5 10.12.2024 - RB Leipzig - Aston Villa 2-3 10.12.2024 - Stade Brestois - PSV Eindhoven 1-0 11.12.2024 - Atlético de Madrid - Slovan Bratislava 3-1 11.12.2024 - Lille - Sturm Graz 3-2 11.12.2024 - AC Milan - Crvena zvezda 2-1 11.12.2024 - Arsenal - AS Monaco 3-0 11.12.2024 - Borussia Dortmund - FC Barcelona 2-3 11.12.2024 - Feyenoord - Sparta Praha 4-2 11.12.2024 - Juventus - Manchester City 2-0 11.12.2024 - Benfica - Bologna 0-0 11.12.2024 - VfB Stuttgart - Young Boys 5-1






