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Grandes clássicos das competições europeias – (3) Barcelona – AC Milan

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1959-60 TCE 1/8 Milan-Barcelona 0-2 Barcelona-Milan 5-1 1988-89 STE Final Barcelona-Milan 1-1 Milan-Barcelona 1-0 1993-94 LCE Final Milan-Barcelona 4-0 (Spyros Louis,Atenas) 2000-01 LCE Grupo Barcelona-Milan 0-2 Milan-Barcelona 3-3 2004-05 LCE Grupo Milan-Barcelona 1-0 Barcelona-Milan 2-1 2005-06 LCE 1/2 Milan-Barcelona 0-1 Barcelona-Milan 0-0 2011-12 LCE Grupo Barcelona-Milan 2-2 Milan-Barcelona 2-3 2011-12 LCE 1/4 Milan-Barcelona 0-0 Barcelona-Milan 3-1 2012-13 LCE 1/8 Milan-Barcelona 2-0 Barcelona-Milan 4-0 2013-14 LCE Grupo Milan-Barcelona 1-1 Barcelona-Milan 3-1 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - AC Milan 19 8 6 5 30 – 23
Num clássico rico, envolvendo uma Final da Liga dos Campeões, para além de uma Supertaça Europeia, assinalam-se, em especial, as (três) goleadas registadas nos confrontos entre estes dois históricos do futebol mundial.
Logo em 1959, o Barcelona derrotou o AC Milan por 5-1; em 1994, na referida Final da Liga dos Campeões, foi a vez de os italianos golearem por inequívoco marcador de 4-0; um desfecho do qual o Barcelona, de alguma forma, se desforrou, nos 1/8 de final da época de 2012-13.
Na primeira daquelas épocas, após ter afastado o clube italiano nos 1/8 de final da Taça dos Campeões Europeus, a formação catalã superaria o Wolverhampton (com duas goleadas), antes de sucumbir nas meias-finais, ante o Real Madrid (perdendo por duplo 1-3).
Na Supertaça Europeia de 1988-89, o Campeão Europeu AC Milan – com Gullit, Rijkaard e Van Basten – levaria a melhor frente ao Barcelona (vencedor da Taça das Taças), ganhando por tangencial 1-0 em “San Siro”.
Em 1994, o “dream team” do Barcelona (liderado por Cruijff, contando com Koeman, Guardiola, Romário ou Stoitchkov, tetra-campeão de Espanha) assumia, em teoria, claro favoritismo, perante um adversário que não conseguia vencer há seis jogos no campeonato de Itália, e que se apresentava privado de nomes como Baresi, Costacurta ou Marco van Basten.
Contrariando as expectativas gerais, a turma dirigida por Fabio Capello resolveria a contenda em pouco mais de 45 minutos (ao marcar, logo a abrir o segundo tempo, o seu terceiro tento). O AC Milan, com uma equipa alicerçada em Maldini, Desailly e Dejan Savićević, superiorizava-se de novo – de forma inequívoca, como que um “passeio”, dominando de princípio a fim, goleando por 4-0 – ao Barcelona, numa célebre Final, disputada em Atenas, assim conquistando o seu primeiro troféu da “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela 5.ª vez (de um total de sete títulos conquistados).
Os dois clubes cruzaram-se, depois, em três eliminatórias, todas elas na principal prova da UEFA, sempre com o Barcelona a sair vencedor, eliminando, nessas três ocasiões, o AC Milan.
Em 2005-06, nas meias-finais, os catalães – orientados por Frank Rijkaard, com Ronaldinho Gaúcho em destaque, numa equipa em que alinhavam também Deco e Samuel Eto’o (ainda antes do apogeu de Xavi e Iniesta) – ganharam em Itália por tangencial 1-0, vantagem que preservaram com um nulo em Camp Nou – numa rara eliminatória em que os italianos ficaram em branco no cômputo dos dois jogos – o suficiente para garantir ao Barcelona a sua quinta presença na Final, conquistando o título de Campeão Europeu pela segunda vez (primeira sob o formato de Liga dos Campeões), ao bater, no Stade de France, em Paris, o Arsenal.
Em 2011-12, depois de terem partilhado o mesmo grupo – tendo o Barcelona vencido outra vez em Milão (3-2) -, apurando-se ambos para a fase a eliminar, reencontraram-se nos 1/4 de final: após o nulo em San Siro, os blaugrana impuseram-se por 3-1 em casa; viriam, contudo, a ceder nas meias-finais, ante o Chelsea.
Na temporada imediata, novo embate, desta feita nos 1/8 de final, com o Barcelona – com a tal goleada de 4-0 – a reverter o desaire (0-2) averbado em Itália, na 1.ª mão. O emblema catalão superaria ainda o Paris Saint-Germain (mercê de dois empates), antes de cair com estrondo, outra vez nas meias-finais, com duas goleadas sofridas ante o Bayern (0-4 e 0-3).
Para além da época de 2011-12, catalães e milaneses integraram o mesmo Grupo da Liga dos Campeões noutras três temporadas.
Logo em 2000-01, ainda na fase inicial de grupos, tinha sido a vez de o AC Milan ganhar na Catalunha, a que se seguiu uma recheada igualdade (3-3) em Itália (com hat-trick de Rivaldo – que, dois anos depois, se transferiria para “San Siro” -, numa equipa em que alinhava Simão Sabrosa), o que resultou, então, na eliminação do Barcelona (3.º classificado no grupo, também atrás do Leeds United). Quanto aos rossoneri, quedar-se-iam pela segunda fase de grupos, suplantados por Deportivo Coruña e Galatasaray.
Na temporada de 2004-05, cada um dos clubes venceu as respectivas partidas disputadas em casa: 1-0 em Milão; 2-1 em Espanha – tendo avançado ambos na competição. O Barcelona seria depois suplantado, nos 1/8 de final, pelo Chelsea; por seu lado, o AC Milan começaria por afastar o Manchester United (com dois empates); o arqui-rival Inter, nos 1/4 de final, com vitórias nos jogos das duas mãos, e o PSV Eindhoven, nas meias-finais, apurando-se assim para a sua 10.ª Final da Taça/Liga dos Campeões.
Tratou-se da também histórica Final de Istambul, frente ao Liverpool, na qual, depois de chegar ao intervalo a ganhar por 3-0, o AC Milan consentiria três golos ao adversário no curto intervalo de seis minutos (entre os 54 e os 60 minutos), para acabar por ser batido no desempate da marca de grande penalidade, perdendo pela quarta vez no jogo decisivo.
Por fim, em 2013-14 – no(s) último(s) confronto(s) até à data -, após a igualdade a um golo em Milão, o Barcelona venceu, na 2.ª volta, por 3-1, tendo ambos os clubes avançado novamente para a fase eliminar (suplantando o Ajax e o Celtic). O AC Milan seria afastado logo nos 1/8 de final, com dois desaires sofridos ante o At. Madrid (1-4 no “Vicente Calderón”). Um destino comum ao que o Barcelona viria a ter, o qual, após superar o Manchester City com dois triunfos, acabou por ser também eliminado pelos colchoneros, nos 1/4 de final.
Grandes clássicos das competições europeias – (4) Barcelona – Chelsea

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1965-66 TCF 1/2 Barcelona-Chelsea 2-0 Chelsea-Barcelona 2-0 1965-66 TCF 1/2 Barcelona-Chelsea 5-0 (Desempate-Barcelona) 1999-00 LCE 1/4 Chelsea-Barcelona 3-1 Barcelona-Chelsea 5-1 2004-05 LCE 1/8 Barcelona-Chelsea 2-1 Chelsea-Barcelona 4-2 2005-06 LCE 1/8 Chelsea-Barcelona 1-2 Barcelona-Chelsea 1-1 2006-07 LCE Grupo Chelsea-Barcelona 1-0 Barcelona-Chelsea 2-2 2008-09 LCE 1/2 Barcelona-Chelsea 0-0 Chelsea-Barcelona 1-1 2011-12 LCE 1/2 Chelsea-Barcelona 1-0 Barcelona-Chelsea 2-2 2017-18 LCE 1/8 Chelsea-Barcelona 1-1 Barcelona-Chelsea 3-0 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - Chelsea 17 6 6 5 29 – 21
Este “clássico” Barcelona-Chelsea é uma rivalidade dos “tempos modernos”, já na era da Liga dos Campeões, com um “aperitivo” na época de 1965-66, na Taça das Cidades com Feiras (prova não organizada pela UEFA).
De facto – após tal confronto inaugural, favorável ao Barcelona, decidido apenas num terceiro jogo -, os dois clubes cruzaram-se, no decurso de um período de 18 anos (de 2000 a 2018), nada menos que 14 vezes, disputando seis eliminatórias (duas delas meias-finais da “Champions League”)… mas nenhuma Final, com a turma catalã a levar a melhor em quatro dessas ocasiões – a que acrescem os dois jogos realizados na fase de grupos de 2006-07.
Pelo que o aparente equilíbrio a nível de vitórias, empates e derrotas é desfeito, se tivermos em consideração o desfecho das eliminatórias, com o Barcelona a seguir em frente por cinco vezes, face a apenas dois casos (2005 e 2012) em que foi o Chelsea a levar a melhor.
Na estreia dos duelos entre ambos, na referida temporada de 1965-66, depois de triunfos caseiros por 2-0 em ambas as mãos das meias-finais da Taça das Cidades com Feiras, apenas num terceiro jogo, de desempate, disputado na cidade condal (local definido por “moeda ao ar”), a eliminatória ficou decidida, com um categórico 5-0 para a equipa “blaugrana”. Na Final, a duas mãos, o Barcelona, batendo o Zaragoza, conquistaria o seu terceiro troféu na competição.
Após um interregno de 34 anos, os dois emblemas voltaram a encontrar-se, na época de 1999-00, com o Chelsea a vencer em Londres por 3-1, vantagem que se revelaria insuficiente, face à goleada sofrida em Barcelona, perdendo por 5-1, números alcançados, não obstante, apenas após prolongamento. Todavia, o conjunto catalão (onde alinhavam Luís Figo e Simão Sabrosa) viria a ser afastado logo de seguida, perdendo as meias-finais ante o Valencia.
De 2004-05 a 2008-09, apenas na temporada de 2007-08 não tivemos direito a reedição deste “clássico”.
No primeiro dessas edições da Liga dos Campeões, o Chelsea (dirigido por José Mourinho – que, logo na sua época de estreia no clube, reconquistaria, após um longo jejum de 50 anos, o título de Campeão de Inglaterra -, contando com Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Tiago) reverteria o 1-2 sofrido em Barcelona, com um 4-2 em Londres (tendo chegado a 3-0 ainda antes dos vinte minutos). A formação inglesa ultrapassaria ainda o Bayern, vindo contudo a ser batida nas meias-finais pelo Liverpool (devido a um único tento sofrido, nos 180 minutos da eliminatória).
Em 2005-06, novo reencontro, outra vez nos 1/8 de final, desta feita com o Barcelona a ir vencer a “Stamford Bridge” por 2-1, preciosa vantagem que conservou, em casa, com um empate a uma bola. Na sua caminhada triunfal para a conquista da primeira “Liga dos Campeões” (segundo título de Campeão Europeu) o Barcelona (dirigido por Frank Rijkaard) superiorizar-se-ia ainda ao Benfica (1/4 de final) e AC Milan, antes de bater, na Final no “Stade de France”, o Arsenal.
Confirmando “que não há duas sem três”, os dois clubes defrontaram-se, uma vez mais, em 2006-07, agora na fase de grupos, cabendo então ao Chelsea ganhar em casa (1-0), tendo ido empatar 2-2 a “Camp Nou”, apurando-se ambos para a fase a eliminar. O então Campeão em título, Barcelona, cairia logo nos 1/8 de final, ante o Liverpool; quanto ao Chelsea, depois de afastar o FC Porto e o Valencia, acabaria por ter a “mesma sorte”, sendo – novamente, tal como sucedera em 2004-05 – afastado nas meias-finais pelo Liverpool, desta vez no desempate da marca de grande penalidade.
Após um ano de intervalo, Barcelona e Chelsea voltaram a cruzar-se em 2008-09, nas meias-finais, com o desfecho a saldar-se por dois empates, mas a favorecer o Barcelona (na época de estreia de Pep Guardiola), que, após o nulo registado em “Camp Nou”, conseguiria, na 2.ª mão, já em período de compensação, marcar um golo em Londres (por Andrés Iniesta) que lhe proporcionaria o apuramento, numa partida marcada por uma muito “infeliz” arbitragem, extremamente contestada pelos ingleses (isto depois de o Chelsea ter deixado antes pelo caminho a Juventus e o… Liverpool). Vencendo a Final, disputada em Roma, frente ao detentor do título, Manchester United, o Barcelona sagrar-se-ia então Campeão Europeu pela terceira vez no seu historial.
A disputa das meias-finais da Liga dos Campeões teria uma reedição três anos volvidos, em 2011-12, desta vez com o Chelsea a ser mais bem sucedido, ganhando em casa por 1-0 e forçando um empate a dois golos em Barcelona, tal como fizera cinco anos (desta vez, recuperando de uma desvantagem de 0-2, em inferioridade numérica, por expulsão de Terry, com o tento decisivo, de Fernando Torres, a surgir também em tempo de compensação).
Os “blues” garantiam a presença na Final de Munique (arbitrada por Pedro Proença), na qual, mais “felizes” nas grandes penalidades, bateriam o anfitrião Bayern, assim conquistando para o Chelsea o primeiro troféu de Campeão da Europa, sob a direcção de Roberto Di Matteo (após ter substituído André Villas-Boas, no período entre os jogos da 1.ª e da 2.ª mão dos 1/8 de final).
Por fim, as duas equipas tornaram a confrontar-se nos 1/8 de final, há duas épocas (2017-18), com o Barcelona a ser, outra vez, mais forte: após a igualdade a um golo averbada em Londres, os catalães venceram por categórico 3-0 em casa. Todavia, o Barcelona veria a sua campanha findar logo de seguida, nos 1/4 de final, ao perder, de forma absolutamente imprevista, também por 3-0, em Roma (desperdiçando assim a aparentemente “confortável” vantagem de 4-1 obtida na 1.ª mão).
Grandes clássicos das competições europeias – (5) Real Madrid – AC Milan

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1955-56 TCE 1/2 Real Madrid-Milan 4-2 Milan-Real Madrid 2-1 1957-58 TCE Final Real Madrid-Milan 3-2 (Est.Heysel,Bruxelas) 1963-64 TCE 1/4 Real Madrid-Milan 4-1 Milan-Real Madrid 2-0 1988-89 TCE 1/2 Real Madrid-Milan 1-1 Milan-Real Madrid 5-0 1989-90 TCE 1/8 Milan-Real Madrid 2-0 Real Madrid-Milan 1-0 2002-03 LCE Grupo Milan-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Milan 3-1 2009-10 LCE Grupo Real Madrid-Milan 2-3 Milan-Real Madrid 1-1 2010-11 LCE Grupo Real Madrid-Milan 2-0 Milan-Real Madrid 2-2 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - AC Milan 15 6 3 6 24 – 25
Real Madrid e AC Milan são “apenas” os dois clubes com maior número de galardões a nível das competições europeias, ostentando nas respectivas vitrines um total acumulado de 33 troféus, conquistados em 64 anos de provas da UEFA, dos quais 20 títulos de Campeão Europeu (ocupando, também, nesse particular, os dois primeiros postos da hierarquia)!
Não surpreende, pois, o (quase) absoluto equilíbrio nas partidas que entre si disputaram (seis vitórias para cada lado e três empates), com os italianos com uma ligeiríssima vantagem de um golo no “score global”.
Por curiosidade – como que a fazer antecipar as históricas carreiras de ambos os emblemas -, encontraram-se logo na edição inaugural da Taça dos Clubes Campeões Europeus, nas meias-finais, com o Real a levar a melhor, com um triunfo por 4-2 em Madrid a não dar hipótese de recuperação ao adversário, que não foi além de um escasso 2-1 em Milão. A turma espanhola venceria, na primeira Final da prova, disputada em Paris, no Parque dos Príncipes, o Stade de Reims, por 4-3.
Apenas dois anos volvidos, na época de 1957-58, Real Madrid e AC Milan disputaram a única Final em que “coabitaram” ao longo de todo o historial das provas da UEFA, com os “merengues” a conquistarem então o seu terceiro título sucessivo de Campeões da Europa, ganhando por tangencial 3-2 (com o tento decisivo, apontado por Francisco “Paco” Gento, já no prolongamento) no Estádio do Heysel.
Tendo todos os 15 desafios entre ambos sido realizados no âmbito da principal competição europeia, cruzaram-se quatro vezes em eliminatórias, sendo que cada uma das equipas seguiu em frente em duas ocasiões.
Para além do(s) confronto(s) de estreia (em 1955-56), o Real Madrid foi mais forte, de novo, agora nos 1/4 de final da temporada de 1963-64, goleando o então Campeão Europeu em título por 4-1 no “Santiago Bernabeu”, vantagem suficiente para encaixar a desfeita por 0-2 de “San Siro”. O Real golearia ainda o Zurich (6-0), nas meias-finais (depois de ter já vencido na Suíça), vindo, todavia, a perder a Final (a sua 7.ª, na Taça dos Campeões), ante o arqui-rival do AC Milan (o Inter).
Já no final da década de 80 – e após um interregno de cerca de 25 anos nos encontros entre ambos – o “dream team” do AC Milan (dirigido por Arrigo Sacchi) superiorizou-se também por duas vezes: nas meias-finais de 1988-89, após o empate a um golo na partida da 1.ª mão, goleando por 5-0 (golos de Ancelotti, Rijkaard, Gullit, Van Basten e Donadoni) – no que constitui a maior derrota de sempre do Real (então com Leo Beenhaker no banco) nas competições europeias, apenas igualada em jogo ante o Kaiserslautern, na Taça UEFA de 1982; e, de imediato, na época de 1989-90, nos 1/8 de final, defendendo com sucesso, em Espanha (derrota por 0-1), a preciosa vantagem de 2-0 averbada em casa.
Na primeira destas temporadas, um imbatível AC Milan sagrar-se-ia, de forma categórica, Campeão Europeu – obtendo o seu terceiro título, após um “jejum” de vinte anos -, goleando, na Final de Camp Nou, o Steaua, por 4-0, com Ruud Gullit e Marco van Basten ambos a bisar.
Em 1990, depois de afastar ainda o Mechelen (1/4 de final) e o Bayern (em ambos os casos, apenas após prolongamento), o AC Milan bisaria tal sucesso, conquistando o quarto troféu na prova, mercê de um tangencial triunfo face ao Benfica, por via de um solitário golo, apontado por Frank Rijkaard.
No século XXI, agora sob a égide da Liga dos Campeões, espanhóis e italianos cruzaram-se noutras três oportunidades, sempre integrando o mesmo grupo de qualificação, também aqui sob o signo do equilíbrio: duas vitórias para cada e duas igualdades.
Em 2002-03, já na segunda fase de grupos, cada equipa venceu o desafio realizado no respectivo terreno (1-0 em Milão, com uma fantástica assistência de Rui Costa para o golo de Shevchenko; e 3-1 em Madrid), avançando ambas na prova. O então Campeão em título, Real Madrid, suplantaria, de seguida, o Manchester United (nos 1/4 de final), antes de ver o seu percurso interrompido pela Juventus; quando ao AC Milan, depois de eliminar o Ajax e o rival Inter, alcançaria o seu sexto título de Campeão Europeu, ganhando na Final, em Old Trafford, à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade.
Na temporada de 2009-10, os “rossoneri” foram vencer ao “Santiago Bernabeu” (3-2), empatando depois, no seu estádio, a uma bola. Os dois conjuntos voltaram a averbar as duas primeiras posições do respectivo grupo, mas não iriam muito mais além: o AC Milan, goleado pelo Manchester United por 4-0 (score agregado de 7-2) e o Real Madrid, batido pelo Olympique de Lyon, quedavam-se ambos pelos 1/8 de final.
Por fim, na(s) última(s) vez(es) em que se confrontaram até à data, logo no ano seguinte (2010-11), outra igualdade (arrancada “a ferros”) em Itália, desta feita 2-2, tendo o Real (orientado por José Mourinho, e com Pepe, Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo no “onze”) vencido no seu reduto, por 2-0. Pela terceira vez em outras tantas ocasiões, ambos os clubes obtinham a qualificação para a fase a eliminar.
O AC Milan seria afastado logo nos 1/8 de final, pelo Tottenham; por seu lado, o Real começaria por se desforrar do Olympique de Lyon, tendo, por coincidência, afastado de seguida o Tottenham (ganhando os dois jogos, goleando por 4-0 em casa), antes de vir a cair, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão, Barcelona (0-2 no “Santiago Bernabeu” e 1-1 em “Camp Nou”).
Grandes clássicos das competições europeias – (6) Real Madrid – Inter

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1963-64 TCE Final Inter-Real Madrid 3-1 (Est. Prater, Viena) 1965-66 TCE 1/2 Real Madrid-Inter 1-0 Inter-Real Madrid 1-1 1966-67 TCE 1/4 Inter-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Inter 0-2 1980-81 TCE 1/2 Real Madrid-Inter 2-0 Inter-Real Madrid 1-0 1982-83 TVT 1/4 Inter-Real Madrid 1-1 Real Madrid-Inter 2-1 1984-85 UEFA 1/2 Inter-Real Madrid 2-0 Real Madrid-Inter 3-0 1985-86 UEFA 1/2 Inter-Real Madrid 3-1 Real Madrid-Inter 5-1 1998-99 LCE Grupo Real Madrid-Inter 2-0 Inter-Real Madrid 3-1 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Internazionale 15 6 2 7 20 – 19
Sem se defrontarem já há mais de vinte anos, Real Madrid e Inter pontuam um dos duelos mais empolgantes do historial das competições europeias, com uma Final e quatro meias-finais (para além de outros dois embates, nos 1/4 de final) entre estes dois emblemas, com tendência indefinida, pese embora a ligeiríssima vantagem italiana em número de vitórias.
Tendo começado por se sagrar Campeão Europeu em 1963-64 – batendo o Real Madrid, em Viena, por 3-1 (com bis de Sandro Mazzola) -, o Inter (então orientado por Helenio Herrera) viria, contudo, a ser afastado em todas as quatro meias-finais disputadas (as duas últimas, em 1985 e 1986, após notáveis “remontadas” do Real), apenas tendo superado uma das seis eliminatórias em que se cruzou com este adversário (na já distante temporada de 1966-67).
Em 1966, perante o então bi-Campeão da Europa (o Inter revalidara o título, em 1964-65, em casa, frente ao Benfica), o Real Madrid averbava – mercê de uma tangencial vitória caseira (1-0) e de uma igualdade a um golo em Milão – a sua oitava presença na Final da Taça dos Campeões Europeus (em onze edições da prova), para conquistar pela sexta vez o troféu, ao ganhar ao Partizan de Belgrado por 2-1.
No ano seguinte, o Inter (ainda com o “feiticeiro” Herrera “ao leme”) seria mais efectivo, triunfando nos jogos das duas mãos dos 1/4 de final, confirmando o 1-0 registado em casa com uma mais afirmativa vitória em Madrid, por 2-0. Acabaria, porém, por perder a Final da edição de 1966-67 da Taça dos Campeões Europeus, disputada no Estádio Nacional, em Lisboa, ante o Celtic.
Já na década de 80, logo na temporada de 1980-81, o Real Madrid (em cujo “onze” alinhavam Camacho e Del Bosque) como que “devolveria” o 2-0 com que fora batido em 1967, o suficiente para acomodar o efeito da derrota por 1-0 em Milão, proporcionando-lhe – após um interregno de 15 anos – regressar à Final da principal competição europeia de clubes, a qual, contudo, viria a perder, no Parque dos Príncipes, em Paris, ante o Liverpool.
Dois anos volvidos, Inter e Real Madrid voltavam a “medir forças”, desta vez na Taça dos Vencedores das Taças (1/4 de final), com os espanhóis quase a replicar o desfecho da eliminatória de 1966, empatando outra vez em Milão (1-1), ganhando em Madrid, na 2.ª mão, por tangencial 2-1. O Real afastaria de seguida (nas meias-finais) o Austria de Viena, tendo marcado presença na Final, em Gotemburgo, acabando, porém, por ser novamente desfeiteado, agora pelo sensacional Aberdeen, de Alex Ferguson.
Outros dois anos decorridos e espanhóis e italianos tornavam a cruzar-se, agora nas meias-finais da Taça UEFA da época de 1984-85, com o Real Madrid (tendo então por núcleo a “Quinta del Buitre”, com Butragueño, Martín Vázquez, Míchel ou Sanchís), depois de ter perdido em Milão por 2-0, a obter um convincente triunfo por 3-0 na 2.ª mão, o que lhe conferiu direito a mais uma Final, a qual os “merengues” – ganhando igualmente por categórico 3-0 na Hungria (golos de Michel, Santillana e Valdano), ante o Videoton – logo deixaram definida a seu favor (permitindo-se inclusivamente perder a 2.ª mão, no “Santiago Bernabeu”, por 0-1), conquistando o primeiro troféu nessa competição. Já antes, nos 1/8 de final, o Real Madrid invertera um 0-3 face ao Anderlecht com uma fantástica goleada por 6-1 em Madrid…
Culminando uma fase de frequentes embates, Real Madrid e Inter voltariam a encontrar-se logo na temporada imediata, de 1985-86, outra vez nas meias-finais da Taça UEFA. De facto, no decurso de um período de cinco anos, entre 1981 e 1986, defrontaram-se por oito vezes, em quatro eliminatórias.
Os “nerazzurri” venceriam, outra vez, a partida da 1.ª mão (por 3-1), desvantagem a que o Real daria, de novo, cabal resposta, goleando por 5-1… após prolongamento (com Hugo Sánchez e Santillana ambos a bisar no marcador). Uma recuperação que se seguia a uma outra fabulosa “remontada” do Real Madrid, também nos 1/8 de final, anulando uma desvantagem de 1-5 perante o Borussia Mönchengladbach, mercê de um impressionante 4-0 em Madrid.
Por curiosidade, tal como sucedera no ano anterior, a formação espanhola repetiria aquele mesmo “placard” (5-1) na 1.ª mão da Final, frente ao Köln, pelo que a vitória (2-0) dos alemães, em desafio disputado em Berlim, mais não seria que o atenuar da expressão do triunfo do Real Madrid, bisando assim a conquista da Taça UEFA, em dois anos consecutivos.
A última vez que Inter e Real se reencontraram foi já em 1998 – poucos meses depois de o emblema espanhol ter conquistado a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela sétima vez -, integrando o mesmo grupo da “Champions”, tendo cada clube vencido o jogo disputado no respectivo reduto: 2-0 em Madrid; 3-1 em Milão.
Ambas as equipas seguiriam em frente (o Real como um dos dois melhores segundos classificados de entre os seis grupos), vindo, todavia, a quedar-se logo na primeira ronda a eliminar (1/4 de final): os “merengues”, batidos pelo Dínamo de Kiev; o Inter, suplantado pelo Manchester United (que acabaria por vencer a épica final de Camp Nou, em Maio de 1999, ante o Bayern).
Liga Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)
Istanbul Başakşehir – København – 1-0
Olympiakos – Wolverhampton – 1-1
Rangers – Bayer Leverkusen – 1-3
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk – 1-2
Inter – Getafe – (Adiado)
Sevilla – Roma – (Adiado)
E. Frankfurt – Basel – 0-3
LASK Linz – Manchester United – 0-5
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total P. St.-Germain - B. Dortmund 2-0 1-2 3-2 Manchester City - Real Madrid --- 2-1 --- Valencia - Atalanta 3-4 1-4 4-8 Liverpool - At. Madrid 2-3 (a.p.) 0-1 2-4 Bayern - Chelsea --- 3-0 --- Juventus - Lyon --- 0-1 --- RB Leipzig - Tottenham 3-0 1-0 4-0 Barcelona - Napoli --- 1-1 ---
Grandes clássicos das competições europeias – (7) Real Madrid – Ajax

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1967-68 TCE 1ª El.Ajax-Real Madrid 1-1 Real Madrid-Ajax 2-1 1972-73 TCE 1/2 Ajax-Real Madrid 2-1 Real Madrid-Ajax 0-1 1995-96 LCE Grupo Ajax-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Ajax 0-2 2010-11 LCE Grupo Real Madrid-Ajax 2-0 Ajax-Real Madrid 0-4 2011-12 LCE Grupo Real Madrid-Ajax 3-0 Ajax-Real Madrid 0-3 2012-13 LCE Grupo Ajax-Real Madrid 1-4 Real Madrid-Ajax 4-1 2018-19 LCE 1/8 Ajax-Real Madrid 1-2 Real Madrid-Ajax 1-4 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Ajax 14 8 1 5 27 – 15
Num confronto entre dois verdadeiros “clássicos” do futebol europeu, a memória mais presente será a da última temporada, com o Ajax a golear categoricamente (4-1), na 2.ª mão dos 1/8 de final da “Liga dos Campeões”, em pleno Estádio Santiago Bernabéu, assim colocando termo ao reinado de três anos do Real Madrid, com um fantástico ciclo de outros tantos troféus consecutivos conquistados na mais importante prova de clubes da Europa.
Mas, de facto, não é de agora a capacidade do Ajax de surpreender em Madrid, onde vencera já noutras duas ocasiões, em 1973 e em 1995. Aliás, o Real não conseguiu ainda ser completamente “feliz” em nenhuma das sete épocas em que encontrou este adversário.
A primeira vez que os caminhos de ambos os clubes se cruzaram – então com dois lendários treinadores nos respectivos bancos (Miguel Muñoz e Rinus Michels) – data já de há mais de 50 anos, na época de 1967-68, na 1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, com a Real Madrid a seguir em frente, depois de empatar em Amesterdão, ganhando em casa por 2-1, apenas no prolongamento tendo conseguido desfazer a igualdade na eliminatória.
Os merengues – que, dois anos antes, tinham conquistado o sexto troféu na competição – afastariam ainda, de seguida, o Hvidovre (1/8 de final) e o Sparta de Praga, antes de caírem, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão Europeu, Manchester United. Quando ao Ajax, em que despontava Cruijff, ensaiava ainda os primeiros passos numa trajectória europeia que conduziria a quatro finais da prova nas cinco temporadas seguintes, com três títulos sucessivos conquistados.
Por curiosidade, o Real Madrid viria também a fazer parte desse percurso, precisamente no ano da conquista do terceiro troféu pelos holandeses (1972-73), tendo sido ultrapassado nas meias-finais, com duas vitórias do Ajax (liderado por Ștefan Kovács), por 2-1 em casa e por 1-0 em Madrid, com “os filhos de Deus” (Cruijff, Neeskens, Mühren ou Krol, entre outros, que estiveram na base da sensacional selecção da “laranja mecânica” de 1974) a ganharem, na Final de Belgrado, à Juventus, também mercê de um solitário golo, apontado por Johnny Rep.
Na sequência da já antes referida eliminatória da época passada, o Ajax voltaria a surpreender, indo ganhar também a Turim, frente à… Juventus (2-1), antes de acabar por ver o seu sonho ser abruptamente interrompido, nas meias-finais, pelo Tottenham, com um desaire caseiro, devido a um golo sofrido aos 96 minutos (depois de ter ido igualmente vencer a Londres, por 1-0)!
Ajax e Real Madrid integraram o mesmo grupo da “Liga dos Campeões” em quatro ocasiões: em 1995, e, depois, de forma sucessiva, em 2010, 2011 e 2012.
Na primeira dessas vezes, o grupo holandês (orientado por Louis van Gaal, com Kluivert, Seedorf, os gémeos De Boer, Davids, Litmanen ou Overmars) – então novamente detentor do título de Campeão da Europa, conquistado em Viena, ante o AC Milan (numa “desforra” da Final de 1969) – faria quase uma campanha “perfeita”, cedendo apenas um empate, tendo vencido ambos os desafios face ao Real Madrid: 1-0 em casa e 2-0 em Madrid, completando assim uma série de quatro triunfos em quatro jogos frente a este rival.
Os dois clubes avançariam para a fase a eliminar, com os espanhóis a ficar-se logo nessa primeira ronda (1/4 de final), batidos pela Juventus. Quando ao Ajax, começaria por eliminar o Borussia Dortmund, ganhando igualmente as duas partidas – completando então uma fantástica série (ainda hoje “record”, em termos de épocas sucessivas) de 21 jogos consecutivos de invencibilidade em competições europeias (incluindo a Supertaça) -, afastando de seguida o Panathinaikos, vindo, porém, a perder a Final de Roma, igualmente face à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade, após empate a um golo.
Correram menos bem para os holandeses as “experiências” de 2010 a 2012 – coincidindo com as três épocas de José Mourinho ao comando técnico do Real Madrid -, com o emblema espanhol a sair vencedor de todos os seis encontros disputados, quase sempre com goleadas: 4-0, 3-0 e 4-1 em Amesterdão; 3-0 e 4-1 em Madrid (o resultado menos desequilibrado foi o 2-0 de Madrid, em 2010) – o que acabaria por resultar na eliminação do Ajax, em todas essas três temporadas, ainda na fase de grupos.
Na época de 2010-11, após golear por 4-0 em Amesterdão, o Real Madrid superaria o Lyon (1/8 de final) e Tottenham, antes de ser batido nas meias-finais pelo Barcelona, de Pep Guardiola (com um 0-2 no Santiago Bernabéu e empate em Camp Nou).
Na temporada seguinte, após um duplo 3-0 ante o Ajax – e uma rota 100% vitoriosa na fase de grupos -, o Real transporia, sem dificuldade, as duas primeiras rondas a eliminar, afastando CSKA de Moscovo e APOEL, quedando-se, outra vez, pelas meias-finais, perdendo no desempate da marca de grande penalidade ante o Bayern (de Heynckes), com Cristiano Ronaldo, Kaká e Sergio Ramos perdulários.
Por fim, em 2012-13 (num grupo fortíssimo, com Borussia Dortmund e Manchester City), outras duas vitórias do Real Madrid, desta feita por duplo 4-1 (com um “hat-trick” de Cristiano Ronaldo em Amesterdão), repetindo-se a história: os merengues ultrapassariam, nas duas eliminatórias iniciais, o Manchester United e o Galatasaray, vindo a baquear, pela terceira vez consecutiva, nas meias-finais (depois de uma incrível série de seis eliminações nos 1/8 de final, entre 2005 e 2010), no reencontro com o Borussia Dortmund, em função da goleada (1-4) sofrida na Alemanha (a tal partida do “poker” de Lewandowski), de nada valendo o 2-0 de Madrid.
Grandes clássicos das competições europeias – (8) Real Madrid – Borussia Dortmund

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1997-98 LCE 1/2 R.Madrid-B.Dortm. 2-0 B.Dortm.-R.Madrid 0-0 2002-03 LCE Grupo R.Madrid-B.Dortm. 2-1 B.Dortm.-R.Madrid 1-1 2012-13 LCE Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-2 2012-13 LCE 1/2 B.Dortm.-R.Madrid 4-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-0 2013-14 LCE 1/4 R.Madrid-B.Dortm. 3-0 B.Dortm.-R.Madrid 2-0 2016-17 LCE Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-2 R.Madrid-B.Dortm. 2-2 2017-18 LCE Grupo B.Dortm.-R.Madrid 1-3 R.Madrid-B.Dortm. 3-2 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Borussia Dortmund 14 6 5 3 24 – 19
Real Madrid e Borussia Dortmund apenas há pouco mais de vinte anos se cruzaram pela primeira vez nas competições europeias, tendo todos os 14 jogos que disputaram sido realizados já no âmbito da Liga dos Campeões.
Tal como registado entre Barcelona e Celtic, também neste caso os dois clubes se cruzaram em eliminatórias por três ocasiões (duas delas nas meias-finais), tendo integrado o mesmo grupo da Liga dos Campeões em quatro temporadas, com a particularidade de se terem defrontado por quatro vezes na época de 2012-13.
O balanço global é claramente favorável ao Real Madrid (seis vitórias a três), tendo, paralelamente, ganho duas das três eliminatórias entre ambos.
Em 1997-98, a meia-final ante o então Campeão Europeu em título, B. Dortmund, foi o passaporte do Real – ganhando 2-0 em casa (com uma história caricata pelo meio) e empatando na Alemanha – para a Final de Amesterdão, na qual (batendo a Juventus por 1-0) conquistaria (então sob o comando técnico de Jupp Heynckes, contando com nomes como os de Roberto Carlos, Seedorf e Morientes) a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela 7.ª vez, assim colocando, enfim, termo a um prolongado jejum, que perdurava há 32 anos.
Na temporada de 2012-13 – já depois de se terem cruzado na fase de Grupos, com triunfo caseiro do Borussia e empate em Madrid, tendo seguido ambos os clubes em frente, para a fase a eliminar -, a formação de Dortmund impôs-se nas meias-finais, após uma goleada por 4-1 no Westfalenstadion, assinalada com um magnífico “poker” de Robert Lewandowski, com Jürgen Klopp a bater José Mourinho e… Cristiano Ronaldo (autor do “tento de honra” dos merengues). O emblema germânico viria, contudo, a perder a Final, no Estádio de Wembely, ante a também equipa alemã do Bayern.
O Real Madrid (agora liderado por Carlo Ancelotti, com Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo na equipa) voltaria a ter sucesso após eliminar o B. Dortmund, em 2013-14 (vitória por 3-0 em casa, tendo sofrido em Dortmund, onde perdeu 0-2, com Iker Casillas a “salvar” a eliminatória) – desforrando-se assim da desfeita da edição precedente -, numa época em que tornou a afastar nas meias-finais o então detentor do título, neste caso o Bayern, com um categórico 4-0 em Munique, antes de conquistar a “10.ª”, na Final de Lisboa (Estádio da Luz), batendo o At. Madrid por 4-1 (depois de ter chegado ao empate já em tempo de compensação, marcando mais três golos no prolongamento).
Antes, em 2002-03, Real e Borussia tinham-se encontrado na segunda fase de Grupos, com uma vitória dos espanhóis (2-1) e uma igualdade (1-1), o que ditaria o apuramento do conjunto de Madrid, em detrimento do de Dortmund (3.º classificado, num grupo vencido pelo AC Milan). O Real Madrid afastaria, nos 1/4 de final, o Manchester United, vindo, todavia, interrompida a sua campanha nas meias-finais, eliminado pela Juventus.
Em anos mais recentes, registam-se dois empates a duas bolas, em 2016-17, e duas vitórias do Real Madrid, na edição imediata da “Champions”.
Na primeira destas duas temporadas, o Borussia Dortmund afastaria o Benfica (1/8 de final), antes de ser eliminado pelo Monaco, tendo, surpreendentemente, perdido os jogos das duas mãos. Por seu lado, o Real Madrid daria seguimento a mais uma campanha de êxito, coroada com a conquista do seu 12.º título de Campeão Europeu, tendo suplantado, sucessivamente: Napoli (dois triunfos, nos 1/8 de final), Bayern (ganhando também os dois desafios, o segundo após prolongamento) e At. Madrid (batido por 3-0 no “Santiago Bernabéu”), goleando a Juventus, na Final de Cardiff, por convicente marca de 4-1.
Em 2017-18, os dois desaires sofridos pela turma alemã custar-lhe-iam a eliminação na fase de Grupos (3.º lugar, num grupo vencido pelo Tottenham). O Real Madrid voltaria a ter um percurso triunfal, que lhe proporcionaria sagrar-se vencedor da “Liga dos Campeões” pela 7.ª vez (passando a somar um fantástico total de 13 títulos de Campeão Europeu!), tendo afastado o Paris Saint-Germain (2 vitórias nos 1/8 de final), a Juventus (com um 3-0 em Turim, com um assombroso golo de Cristiano Ronaldo, tendo sofrido em Madrid, onde somente ao 98.º minuto, conseguiu desempatar a eliminatória, outra vez por Cristiano) e o Bayern (ganhando em Munique e empatando em casa), culminando na vitória na Final, em Kiev, ante o Liverpool (3-1), no jogo de despedida do português do clube branco, assim como do treinador Zinédine Zidane (entretanto já regressado), ambos também aureolados com a conquista de três títulos europeus consecutivos.
Liga das Nações da UEFA – 2020/21
LIGA A
Grupo 1 – Países Baixos, Itália, Bósnia-Herzegovina e Polónia
Grupo 2 – Inglaterra, Bélgica, Dinamarca e Islândia
Grupo 3 – Portugal, França, Suécia e Croácia
Grupo 4 – Suíça, Espanha, Ucrânia e Alemanha
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, de que Portugal conquistou o título da edição inaugural. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).
LIGA B
Grupo 1 – Áustria, Noruega, I. Norte e Roménia
Grupo 2 – R. Checa, Escócia, Eslováquia e Israel
Grupo 3 – Rússia, Sérvia, Turquia e Hungria
Grupo 4 – P. Gales, Finlândia, Irlanda e Bulgária
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga A de 2022/23. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga C (edição de 2022/23).
LIGA C
Grupo 1 – Montenegro, Chipre, Luxemburgo e Azerbaijão
Grupo 2 – Geórgia, Macedónia Norte, Estónia e Arménia
Grupo 3 – Grécia, Kosovo, Eslovénia e Moldávia
Grupo 4 – Albânia, Bielorrússia, Lituânia e Cazaquistão
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga B de 2022/23. Os últimos classificados de cada grupo disputarão “play-out”, sendo duas selecções despromovidas à Liga D (edição de 2022/23).
LIGA D
Grupo 1 – I. Faroé, Letónia, Andorra e Malta
Grupo 2 – Gibraltar, Liechtenstein e S. Marino
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga C de 2022/23.
A fase regular da Liga das Nações será disputada em três jornadas duplas, em Setembro, Outubro e Novembro de 2020, estando a fase final agendada para Junho de 2021.
Esta 2.ª edição da Liga das Nações terá também relação com a fase de qualificação para o “Mundial 2022”: às 10 selecções que se classifiquem em 2.º lugar nos respectivos grupos de apuramento juntar-se-ão as duas selecções que tenham obtido melhor “ranking” na Liga das Nações e que não se tenham classificado nos dois primeiros lugares daqueles grupos – portanto, num total de 12 selecções -, para disputa de 3 vagas para a fase final do Mundial (sendo o apuramento directo unicamente para os vencedores de cada um dos dez grupos).
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Istanbul Başakşehir – København
Olympiakos – Wolverhampton
Rangers – Bayer Leverkusen
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk
Inter – Getafe
Sevilla – Roma
E. Frankfurt/RB Salzburg – Basel
LASK Linz – Manchester United
Os jogos da primeira mão serão disputados a 12 de Março, estando a segunda mão agendada para 19 de Março.



