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Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Schalke 04 – Benfica

Schalke 04Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida (58m – Hans Sarpei), Kyriakos Papadopoulos, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Jefferson Farfán, Joel Matip, Ivan Rakitic (66m – Jermaine Jones), José Manuel Jurado (78m – Peer Kluge), Klaas-Jan Huntelaar e Raúl González

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Nico Gaitán (46m – Eduardo Salvio), Carlos Martins, Fábio Coentrão, Javier Saviola (63m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo (71m – Alan Kardec)

1-0 – Jefferson Farfán – 73m
2-0 – Klaas-Jan Huntelaar
– 85m

Cartões amarelos – Atsuto Uchida (57m) e Jefferson Farfán (62m); Nico Gaitán (45m), Salvio (49m) e Javi García (56m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Escudado na vitória alcançada na ronda inaugural da prova, e perante um adversário intranquilo face ao péssimo arranque de campeonato na Alemanha, o Benfica iniciou o jogo com determinação, em busca do golo, que não conseguiria concretizar, não obstante algumas oportunidades criadas, logo aos 2 minutos (Cardozo), e, novamente, aos 13 minutos (Saviola), para além de ter beneficiado de dois pontapés de canto consecutivos (7 minutos).

Contudo, depois de uma fase inicial de domínio benfiquista, pressionando o adversário e não concedendo espaços, por volta dos 20 minutos o Schalke começou a equilibrar o jogo. Até final da primeira metade não haveria grandes ocasiões a assinalar, à excepção de um remate de Raúl ao poste, com Roberto a defender superiormente a recarga de Rakitic.

No recomeço, nova boa entrada da equipa portuguesa, com duas jogadas de ataque nos minutos iniciais, com Salvio a dinamizar o sector ofensivo… seria, porém, “sol de pouca dura”.

Aproveitando uma falha de César Peixoto, não conseguindo o corte de cabeça, a equipa alemã colocar-se-ia em vantagem, com um remate cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes benfiquista. Logo aí se percebeu que dificilmente o Benfica teria a capacidade de reacção necessária.

Já na fase derradeira do encontro, e depois de Cardozo ter saído lesionado, o Schalke dilataria mesmo a vantagem, com um segundo golo, por intermédio de Huntelaar, que, para já, veio desequilibrar as contas da classificação do Grupo a favor dos alemães.

29 Setembro, 2010 at 9:32 pm Deixe um comentário

Megalomania

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol desde 1996, Gilberto Madaíl teve a felicidade de contar com uma geração de talentosos jogadores para – potenciando os seus sucessos desportivos, consubstanciados nas qualificações para a Fase Final dos Europeus de 2000 e 2008 e dos Mundiais de 2002, 2006 e 2010 – se afirmar no dirigismo desportivo.

Determinado e ambicioso, teve um papel importante no impulsionar das candidaturas à organização do Europeu 2004 e, de forma mais surpreendente, ao Mundial de 2018.

As suas tendências megalómanas começaram por ser vincadas com a contratação de Luiz Felipe Scolari – que acabara de se sagrar Campeão Mundial – para seleccionador nacional, entre 2003 e 2008, o qual, sendo um técnico sofrível, teve o mérito de aproveitar o trabalho que anteriormente havia sido desenvolvido (por Carlos Queiroz e sua equipa, nas camadas jovens, e por José Mourinho, no FC Porto, consecutivamente vencedor da Taça UEFA e da Liga dos Campeões, nos anos de 2003 e 2004), incentivando um forte espírito de grupo, culminado com o atingir da Final do Euro 2004 e das 1/2 Finais do Mundial 2006.

Terminada a era Scolari, Madaíl “não se ficou por menos”: não se poupou a esforços para contratar Carlos Queiroz, então conceituado pela posição ocupada no Manchester United – visto como sucessor de Sir Alex Ferguson -, cometendo porém um erro que lhe viria a ser fatal, a excessiva extensão do contrato celebrado (4 anos), que conduziu às peripécias conhecidas, que culminaram na sua demissão por alegada justa causa (decorrida apenas metade do período contratual), que bem cara poderá vir a sair aos cofres da Federação.

Numa incrível e desesperada “fuga para a frente”, Gilberto Madaíl coloca agora José Mourinho – e, ao mesmo tempo, e, a par com o técnico português, ambos colocam também Florentino Pérez -, numa posição muito desconfortável, que não deveria nunca ter sucedido: Madaíl foi a Madrid aliciar um profissional com contrato (obviamente de exclusividade!) com o Real Madrid, para – qual homem providencial ou “salvador da pátria” – se ausentar durante cerca de 10 dias, de forma a poder orientar a selecção nacional em dois jogos de apuramento para o Europeu de 2012, a disputar nos próximos dias 8 e 12 de Outubro.

Inacreditável!

Em meu entendimento, Mourinho não deveria sequer ter permitido esperanças a Madaíl. Diplomaticamente, deveria ter deixado claro de forma definitiva que o seu projecto profissional actual não é compatível com aventuras desta índole. Ao deixar a porta “entreaberta” – justificando-se com o seu patriotismo, disponibilizando-se a “custo zero” -, empurrando a decisão para o Presidente do clube que representa, coloca sobre ele uma pressão injustificável, ao mesmo tempo que, inevitavelmente, não deixa de se fragilizar como profissional perante a sua actual entidade patronal (o que, mais tarde, não deixará de lhe ser cobrado, caso as coisas não lhe corram bem no clube).

Mesmo se admitíssemos que, hipoteticamente, a ideia de Madaíl tivesse alguma base lógica ou racional (ele próprio a apresentou como uma iniciativa “emocional”!…) – o que, como afirmo, não me parece ser, de todo, o caso – surge óbvio que, uma vez mais, o presidente da Federação tem um erro crasso: antes de chegar à fala com Mourinho, impunha-se o entendimento prévio com o Real Madrid (a autorização do clube para que se abordasse o técnico).

A seguir o desenvolvimento desta verdadeira epopeia…

17 Setembro, 2010 at 7:54 pm Deixe um comentário

Liga Europa (1ª Jornada)

Grupo C

Lille – Sporting – 1-2
Levski – Gent – 3-2

1º Levski e Sporting, 3; 3º Gent e Lille, 0

Grupo L

Beşiktaş – CSKA Sofia – 1-0
FC Porto – Rapid Wien – 3-0

1º FC Porto e Beşiktaş, 3; 3º CSKA Sofia e Rapid Wien, 0

(mais…)

16 Setembro, 2010 at 6:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Twente – Inter – 2-2
Werder Bremen – Tottenham – 2-2

1º Inter, Tottenham, Twente e Werder Bremen, 1

Grupo B
Lyon – Schalke – 1-0
Benfica – Hapoel Tel-Aviv – 2-0

1º Benfica e Lyon, 3; 3º Schalke e Hapoel Tel-Aviv, 0

Grupo C
Manchester United – Glasgow Rangers – 0-0
Bursaspor – Valencia – 0-4

1º Valencia, 3; 2º Glasgow Rangers e Manchester United, 1; 4º Bursaspor, 0

Grupo D
Barcelona – Panathinaikos – 5-1
Kobenhavn – Rubin Kazan – 1-0

1º Barcelona e Kobenhavn, 3; 3º Rubin Kazan e Panathinaikos, 0

Grupo E
Bayern – Roma – 2-0
CFR Cluj – Basel – 2-1

1º Bayern e CFR Cluj, 3; 3º Basel e Roma, 0

Grupo F
Marseille – Spartak Moskva – 0-1
Zilina – Chelsea – 1-4

1º Chelsea e Spartak Moskva, 3; 3º Marseille e Zilina, 0

Grupo G
Real Madrid – Ajax – 2-0
AC Milan – Auxerre – 2-0

1º AC Milan e Real Madrid, 3; 3º Ajax e Auxerre, 0

Grupo H
Arsenal – Braga – 6-0
Shakhtar Donetsk – Partizan – 1-0

1º Arsenal e Shakhtar Donetsk, 3; 3º Partizan e Braga, 0

15 Setembro, 2010 at 8:37 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Hapoel Tel-Aviv

BenficaBenfica – Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins, Pablo Aimar (71m – Airton), Nico Gaitán (57m – Maxi Pereira), Javier Saviola (87m – César Peixoto) e Óscar Cardozo

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman (74m – Valeed Badier), Dedi Ben-Dayan, Romain Rocchi (61m – Yossi Schivhon), Avihai Yadin, Gil Vermouth, Eran Zahavi, Ben Sahar (58m – Toto Tamuz) e Itay Shechter

1-0 – Luisão – 21m
2-0 – Óscar Cardozo – 68m

Cartões amarelos – Shechter (22m) e Dedi Ben-Dayan (60m)

Árbitro – Aleksei Nikolaev (Rússia)

No regresso à Liga dos Campeões, três anos após a sua última participação, recebendo a equipa com menos credenciais do Grupo – não obstante o bom desempenho realizado pelos israelitas na época passada na Liga Europa -, o Benfica entrou em campo com a disposição de assumir a iniciativa de jogo, em busca da vitória.

Contudo, após uma primeira fase de jogo algo morno, o Benfica tinha já passado por alguns sustos, inclusivamente com um jogador da equipa de Israel a ser tocado em plena grande área por Luisão, quando, estavam decorridos 21 minutos, o defesa central, instalado na área adversária, deu a melhor sequência a um cruzamento de Carlos Martins, com um bom pontapé.

A vencer, o Benfica continuaria a ser, ao longo do tempo de jogo, a equipa com maior propensão ofensiva, embora sempre numa toada algo prudente, com o Hapoel a jogar também numa estratégia de risco mínimo.

Na sequência de um falhanço de Óscar Cardozo, o avançado benfiquista começaria a ouvir alguns apupos, o que o levaria – poucos minutos depois, ao conseguir, com facilidade, empurrar a bola para a baliza, consumando o segundo golo da equipa portuguesa – a fazer um gesto com o indicador sobre a boca, mandando calar os adeptos… o que acabaria por gerar uma ampla vaga de assobios.

A partir do segundo golo, o Benfica soltou-se, o jogo abriu e houve mais algumas ocasiões de perigo, principalmente na área da equipa de Israel, mas, também, numa ou noutra ocasião, próximo da baliza de Roberto. Não obstante, com o ritmo de jogo intervalado pelas substituições, o resultado acabaria por não sofrer alteração.

Sem deslumbrar, uma entrada segura, com o “pé direito”, do Benfica, nesta fase de Grupos da Liga dos Campeões.

14 Setembro, 2010 at 8:38 pm Deixe um comentário

Noruega – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)

Noruega Noruega – Jon Knudsen, Tom Hogli, Brede Hangeland, Kjetil Waehler (28m – Vadim Devidov), Espen Ruud, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (86m – Ruben Yttergard Jenssen), Erik Huseklepp, Morten Gamst Pedersen e John Carew (38m – Mohammed Abdellaoue)

Portugal Portugal – Eduardo, Sílvio, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Miguel Veloso, Manuel Fernandes, Raul Meireles, Tiago (72m – Danny), Quaresma (84m – Liédson), Nani e Hugo Almeida

1-0 – Erik Huseklepp – 21m

Cartões amarelos – Bjorn Helge Riise (75m); Raul Meireles (60m) e Hugo Almeida (90m)

Árbitro – Laurent Duhamel (França)

Parecendo querer entrar em campo com uma disposição que permitisse rectificar a má imagem e o mau resultado da passada sexta-feira, Portugal acabaria por “entregar o ouro ao bandido”, numa infelicidade de Eduardo, a jogar deficientemente com o pé, deixando-se antecipar por um adversário, ressaltando a bola para outro jogador norueguês, com a baliza escancarada, fazer o golo.

Acusando o toque, a equipa portuguesa passaria uma fase de algum desnorte, não conseguindo, em toda a primeira parte, criar qualquer efectiva oportunidade de golo.

A abrir a segunda parte, em apenas cinco minutos a Noruega disporia de duas ocasiões de grande perigo, com a bola a cruzar toda a zona de baliza e a sair junto ao poste. Pareciam mais próximo do golo os noruegueses que os portugueses…

Sem que seja claro de quem é actualmente a responsabilidade da orientação da equipa e das opções tácticas (do suspenso Carlos Queiroz ou do seu adjunto Agostinho Oliveira), é difícil compreender que – frente à Noruega, país cujo campeonato tem um calendário diferente, com os jogadores a chegarem a esta fase da época muito mais rodados – Portugal actue com elementos praticamente sem minutos de jogo nas suas equipas, e, naturalmente, sem ritmo competitivo, casos do trio da zona nevrálgica do meio-campo: Manuel Fernandes, Raul Meireles e Tiago. Assim como não é fácil de entender a demora nas substituições, sem que sequer tenham sido esgotadas as três possibilidades disponíveis…

A equipa portuguesa deu sempre a sensação de estar a jogar em inferioridade numérica, perdendo a maior parte das “segundas bolas”.

Seria já em desespero, com bolas bombeadas para a área, que Portugal tentaria ainda chegar ao empate, que, de facto, não fez por merecer.

Cedendo pontos preciosos nesta jornada dupla inaugural, Portugal começa a não ter “margem de erro”, pelo que o próximo confronto, contra a Dinamarca, se revela decisivo, sendo a vitória obrigatória…

GRUPO H               Jg    V   E   D     G     Pt
1º Noruega             2    2   -   -    3- 1    6
2º Dinamarca           1    1   -   -    1- 0    3
3º Chipre              1    -   1   -    4- 4    1
4º Portugal            2    -   1   1    4- 5    1
5º Islândia            2    -   -   2    1- 3    -

2ª jornada

07.09.10 – Dinamarca – Islândia – 1-0
07.09.10 – Noruega – Portugal – 1-0

(mais…)

7 Setembro, 2010 at 8:30 pm Deixe um comentário

Portugal – Chipre (Euro-2012 – Qualif.)

Portugal Portugal – Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Manuel Fernandes (78m – João Moutinho), Raul Meireles, Danny (61m – Liedson), Nani, Quaresma e Hugo Almeida (84m – Yannick Djaló)

Chipre Chipre – Antonis Georgallides, Elias Charalambous, George Merkis, Marios Elia (66m – Savvas Poursaitides), Constantinos Charalambides (76m – Marios Nikolaou), Constantinos Makridis, Marinos Satsias, Siniša Dobrašinović, Andreas Avraam, Efstathios Aloneftis (56m – Yiannis Okkas)  e Michalis Konstantinou

0-1 – Aloneftis – 3m
1-1 – Hugo Almeida – 8m
1-2 – Konstantinou – 11m
2-2 – Raul Meireles – 29m
3-2 – Danny – 50m
3-3 – Yiannis Okkas – 57m
4-3 – Manuel Fernandes – 60m
4-4 – Andreas Avraam – 89m

Cartão amarelo – Elias Charalambous (67m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

No dia em que partiu José Torres, numa triste ironia, a selecção de Portugal relembra nesta altura o pós-Saltillo: uma equipa completamente à deriva, sem rumo, absolutamente desconcentrada, sem qualquer ligação entre os sectores, averbando um resultado absolutamente inacreditável e inaceitável.

Com o seleccionador suspenso (por 1 mês, pela Federação Portuguesa de Futebol; por 6 meses, pela Autoridade Anti-Dopagem de Portugal), na bancada, a selecção entrou em campo a perder, concedendo um golo ao adversário logo aos 3 minutos.

Mesmo conseguindo empatar apenas cinco minutos volvidos, continuariam ao longo de todo o tempo de jogo as comprometedoras falhas defensivas, traduzindo uma confrangedora intranquilidade, proporcionando a uma débil selecção cipriota atingir a inimaginável marca de 4 golos!

Mal orientada, com opções discutíveis – jogando com dois médios defensivos e apenas um ponta-de-lança -, sem comando dentro e fora de campo, mesmo alegando em sua defesa um remate à trave e outro ao poste, a equipa portuguesa apenas pode queixar-se de si própria.

Na abertura da fase de qualificação para o EURO 2012, Portugal começa já a “fazer contas de cabeça”…

GRUPO H               Jg    V   E   D     G     Pt
1º Noruega             1    1   -   -    2- 1    3
2º Chipre              1    -   1   -    4- 4    1
3º Portugal            1    -   1   -    4- 4    1
4º Dinamarca           -    -   -   -    -- -    -
5º Islândia            1    -   -   1    1- 2    -

1ª jornada

03.09.10 – Islândia – Noruega – 1-2
03.09.10 – Portugal – Chipre – 4-4

3 Setembro, 2010 at 10:32 pm Deixe um comentário

José Torres (1938-2010)

Com toda a propriedade, o bom gigante, que, um dia, pediu: «deixem-me sonhar», proporcionando imensas alegrias a tantos portugueses…

3 Setembro, 2010 at 11:38 am Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Espanha (1/8 Final)

Portugal Espanha 0-1

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pepe (72m – Pedro Mendes), Simão Sabrosa (72m – Liedson), Raul Meireles, Tiago, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (58m – Danny)

Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol, Joan Capdevila, Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, David Villa (88m – Pedro Rodríguez) e Fernando Torres (58m – Fernando Llorente)

0-1 – David Villa – 63m

(Foto Record)

Um primeiro sinal de aviso logo no minuto inicial, com um excelente remate de Fernando Torres, a que Eduardo correspondeu com uma magnífica intervenção, situação quase de imediato repetida por mais duas vezes, com David Villa como protagonista, deram o mote a uns 5 minutos de abertura de jogo aflitivos, de verdadeiro sufoco, sem que a equipa portuguesa conseguisse “pegar na bola”.

Quando foi possível ultrapassar essa espécie de bloqueio psicológico, Portugal dispôs, por sua vez, nos minutos que se sucederam, de duas ocasiões de perigo junto da área espanhola, conquistando dois pontapés de canto sucessivos.

O jogo acalmaria de intensidade, até que, aos 20 minutos, um remate de Tiago obrigaria Casillas a uma intervenção de elevado índice de dificuldade, ainda apertado por Hugo Almeida, que, de cabeça, procurava fazer a emenda. Portugal disporia de uma outra grande oportunidade, estavam decorridos 27 minutos, na sequência de um livre apontado por Cristiano Ronaldo, com um potente remate que provocaria grande atrapalhação a Casillas… sem que, contudo, ninguém aparecesse para a recarga.

Já com a primeira parte a encaminhar-se para o seu termo, aos 39 minutos, Hugo Almeida não conseguiu dar a melhor sequência a uma assistência de Raul Meireles. E, aos 42 minutos, Casillas a ter de sair da sua área, antecipando-se a Simão Sabrosa, que corria veloz em perseguição da bola. De imediato, outra ocasião de perigo, com Tiago, em boa posição, a rematar de cabeça… mas defeituosamente.

O segundo tempo iniciar-se-ia com uma toada mais pausada, com o primeiro sobressalto, aos 51 minutos, a ser provocado por Hugo Almeida, descaído sobre o lado esquerdo, a esperar por Cristiano Ronaldo, para procurar fazer a assistência, com Puyol, com um corte imperfeito, a criar muito perigo para a sua baliza.

Aos 56 minutos, uma boa jogada de ataque da equipa portuguesa, com a bola a passar por vários jogadores, e Raul Meireles a cruzar em direcção da zona da pequena área, obrigando Casillas a afastar o perigo a soco.

A primeira intervenção de Llorente, aos 60 minutos, obrigaria Eduardo à “defesa da noite”, num gesto de reflexo. No minuto seguinte, Villa remataria a bola colocada, a passar a rasar o poste da baliza portuguesa.

E, aos 63 minutos, numa jogada algo confusa, num momento de desconcentração da defesa portuguesa, hesitante, pensando numa eventual situação de fora de jogo [que, através do recurso a meios tecnológicos, se viria a confirmar… por 22 centímetros!], surgiria David Villa, descaído sobre o lado esquerdo, isolado, à segunda, em recarga a um primeiro pontapé ainda defendido por Eduardo, a rematar para o fundo da baliza portuguesa. Ao fim de 5 horas e meio de jogo, Eduardo sofria o primeiro golo na prova…

Com a equipa portuguesa a acusar o toque, na sequência de uma perda de bola que proporcionou uma jogada rápida da Espanha, o guarda-redes evitaria o segundo golo, iam decorridos 70 minutos.

Numa altura em que o tempo começava a correr demasiado depressa, Carlos Queiroz tentava espevitar a equipa, com uma dupla substituição, entrando Pedro Mendes e Liedson, respectivamente por troca com Pepe e Simão Sabrosa.

Aos 76 minutos, uma vez mais, Eduardo a opor-se a um potente remate de David Villa.

A Espanha, em vantagem no marcador, assegurava a posse de bola, deixando o tempo escoar-se, não dando oportunidade a Portugal de “pegar no jogo”.

Quase a findar a partida, aos 87 minutos, Llorente, isolado na cara de Eduardo, desviou subtilmente de cabeça, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.

Esgotada física e, sobretudo, animicamente, sem capacidade de reacção, a sensação que persiste é que a selecção de Portugal como que “desistiu cedo demais” de lutar por um resultado positivo, acabando por sair sem glória deste Mundial, não obstante ter sofrido um único golo na competição.


(infografia La informacion.com)

Melhor jogador – Xavi Hernández

Cartões amarelos – Tiago (80m); Xabi Alonso (74m)

Cartão vermelho – Ricardo Costa (89m)

Árbitro – Hector Baldassi (Argentina)

(ver crónica, estatísticas e fotos no The New York Times)

Cape Town (19h30)

29 Junho, 2010 at 9:22 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Brasil

Portugal Brasil 0-0

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Duda (54m – Simão Sabrosa), Pepe (64m – Pedro Mendes), Tiago, Raul Meireles (84m – Miguel Veloso), Danny, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo

Brasil Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo (44m – Josué), Júlio Baptista (82m – Ramires), Nilmar e Luís Fabiano (85m – Grafite)

(foto via Record)

Entrando em campo com um onze de tendência conservadora, com uma opção privilegiando a prudência, Portugal viu-se, logo desde o início, submetido à pressão brasileira, conquistando dois cantos nos dois minutos iniciai, com Daniel Alves a dar o primeiro sinal de perigo com um bom remate, ligeiramente ao lado, aos cinco minutos, e, pouco depois, numa primeira incursão de Maicon pelo flanco direito do ataque, Fábio Coentrão a conseguir uma boa antecipação.

Só aos 17 minutos Portugal conseguiria soltar-se e ensaiar o primeiro remate à baliza do Brasil. À passagem da meia hora o perigo espreitou as duas balizas, com Eduardo com uma excelente defesa, a remate de Nilmar (com a bola ainda a embater na trave – o que se repetiria aos 37 minutos, dessa vez com Eduardo a “desviar a bola com o olhar”… para o poste), e, no outro lado, do ataque português, com Tiago a não conseguir finalizar. O mesmo Tiago que viria a colocar à prova a concentração de Júlio César, iam então já decorridos 41 minutos.

Com bastante maior tempo de posse de bola e claro predomínio da parte da selecção brasileira, o nulo registado no marcador era porventura algo lisonjeiro para Portugal.

Entretanto, no outro jogo, a Costa do Marfim começara por “assustar”, com dois golos no espaço de seis minutos (aos 14 e aos 20), mas a manutenção do resultado ao intervalo era de molde a conferir alguma (relativa) tranquilidade à equipa portuguesa.

Parecendo querer adormecer o jogo no seu recomeço, Portugal teria, aos 48 minutos, uma boa iniciativa de contra-ataque, com Lúcio a evitar que Cristiano Ronaldo conseguisse marcar.

Cerca dos 60 minutos, novo remate à baliza, com Simão Sabrosa a solicitar Júlio César a nova intervenção. E Portugal desperdiçaria mesmo uma soberana oportunidade, com Raul Meireles a não conseguir dar a melhor finalização a uma boa jogada de Cristiano Ronaldo.

O Brasil, com uma toada de jogo mais pausada, de bastante menor intensidade, procurava atrair Portugal, para aproveitar algum eventual erro nas transições defesa-ataque.

À medida que o tempo corria para o final, e com o resultado inalterado no jogo das Costa do Marfim (mantendo-se a vantagem de 2 golos já registada ao intervalo), Portugal deveria então ter arriscado na procura do golo que lhe poderia dar a vitória no jogo… e consequente primeiro lugar no Grupo… mas – exceptuando uma descida de Simão Sabrosa, a cruzar para Cristiano Ronaldo, bastante apertado na área brasileira -, jogando sempre pelo seguro, acabou por não investir nessa possibilidade, optando por garantir o empate frente aos penta-campeões do Mundo.

Aliás, já em tempo de compensação, Eduardo seria forçado a boa intervenção, para desviar a bola que, rematada por Ramires, embatendo num defesa português, adquirira uma trajectória traiçoeira.

O empate final a zero pareceu acabar por satisfazer ambas as equipas, garantindo o apuramento, com o Brasil a vencer o Grupo e Portugal a concluir no segundo lugar, com o “melhor ataque” (7 golos – tal como a Argentina) e a “melhor defesa” (sem sofrer qualquer golo na fase de Grupos).

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Duda (25m), Tiago (31m), Pepe (40m) e Fábio Coentrão (45m); Luís Fabiano (15m) e Juan (25m) e Felipe Melo (43m)

Árbitro – Benito Archundia (México)

Durban (15h00)

25 Junho, 2010 at 4:51 pm Deixe um comentário

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