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Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Hapoel Tel-Aviv

BenficaBenfica – Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins, Pablo Aimar (71m – Airton), Nico Gaitán (57m – Maxi Pereira), Javier Saviola (87m – César Peixoto) e Óscar Cardozo

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman (74m – Valeed Badier), Dedi Ben-Dayan, Romain Rocchi (61m – Yossi Schivhon), Avihai Yadin, Gil Vermouth, Eran Zahavi, Ben Sahar (58m – Toto Tamuz) e Itay Shechter

1-0 – Luisão – 21m
2-0 – Óscar Cardozo – 68m

Cartões amarelos – Shechter (22m) e Dedi Ben-Dayan (60m)

Árbitro – Aleksei Nikolaev (Rússia)

No regresso à Liga dos Campeões, três anos após a sua última participação, recebendo a equipa com menos credenciais do Grupo – não obstante o bom desempenho realizado pelos israelitas na época passada na Liga Europa -, o Benfica entrou em campo com a disposição de assumir a iniciativa de jogo, em busca da vitória.

Contudo, após uma primeira fase de jogo algo morno, o Benfica tinha já passado por alguns sustos, inclusivamente com um jogador da equipa de Israel a ser tocado em plena grande área por Luisão, quando, estavam decorridos 21 minutos, o defesa central, instalado na área adversária, deu a melhor sequência a um cruzamento de Carlos Martins, com um bom pontapé.

A vencer, o Benfica continuaria a ser, ao longo do tempo de jogo, a equipa com maior propensão ofensiva, embora sempre numa toada algo prudente, com o Hapoel a jogar também numa estratégia de risco mínimo.

Na sequência de um falhanço de Óscar Cardozo, o avançado benfiquista começaria a ouvir alguns apupos, o que o levaria – poucos minutos depois, ao conseguir, com facilidade, empurrar a bola para a baliza, consumando o segundo golo da equipa portuguesa – a fazer um gesto com o indicador sobre a boca, mandando calar os adeptos… o que acabaria por gerar uma ampla vaga de assobios.

A partir do segundo golo, o Benfica soltou-se, o jogo abriu e houve mais algumas ocasiões de perigo, principalmente na área da equipa de Israel, mas, também, numa ou noutra ocasião, próximo da baliza de Roberto. Não obstante, com o ritmo de jogo intervalado pelas substituições, o resultado acabaria por não sofrer alteração.

Sem deslumbrar, uma entrada segura, com o “pé direito”, do Benfica, nesta fase de Grupos da Liga dos Campeões.

14 Setembro, 2010 at 8:38 pm Deixe um comentário

Noruega – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)

Noruega Noruega – Jon Knudsen, Tom Hogli, Brede Hangeland, Kjetil Waehler (28m – Vadim Devidov), Espen Ruud, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (86m – Ruben Yttergard Jenssen), Erik Huseklepp, Morten Gamst Pedersen e John Carew (38m – Mohammed Abdellaoue)

Portugal Portugal – Eduardo, Sílvio, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Miguel Veloso, Manuel Fernandes, Raul Meireles, Tiago (72m – Danny), Quaresma (84m – Liédson), Nani e Hugo Almeida

1-0 – Erik Huseklepp – 21m

Cartões amarelos – Bjorn Helge Riise (75m); Raul Meireles (60m) e Hugo Almeida (90m)

Árbitro – Laurent Duhamel (França)

Parecendo querer entrar em campo com uma disposição que permitisse rectificar a má imagem e o mau resultado da passada sexta-feira, Portugal acabaria por “entregar o ouro ao bandido”, numa infelicidade de Eduardo, a jogar deficientemente com o pé, deixando-se antecipar por um adversário, ressaltando a bola para outro jogador norueguês, com a baliza escancarada, fazer o golo.

Acusando o toque, a equipa portuguesa passaria uma fase de algum desnorte, não conseguindo, em toda a primeira parte, criar qualquer efectiva oportunidade de golo.

A abrir a segunda parte, em apenas cinco minutos a Noruega disporia de duas ocasiões de grande perigo, com a bola a cruzar toda a zona de baliza e a sair junto ao poste. Pareciam mais próximo do golo os noruegueses que os portugueses…

Sem que seja claro de quem é actualmente a responsabilidade da orientação da equipa e das opções tácticas (do suspenso Carlos Queiroz ou do seu adjunto Agostinho Oliveira), é difícil compreender que – frente à Noruega, país cujo campeonato tem um calendário diferente, com os jogadores a chegarem a esta fase da época muito mais rodados – Portugal actue com elementos praticamente sem minutos de jogo nas suas equipas, e, naturalmente, sem ritmo competitivo, casos do trio da zona nevrálgica do meio-campo: Manuel Fernandes, Raul Meireles e Tiago. Assim como não é fácil de entender a demora nas substituições, sem que sequer tenham sido esgotadas as três possibilidades disponíveis…

A equipa portuguesa deu sempre a sensação de estar a jogar em inferioridade numérica, perdendo a maior parte das “segundas bolas”.

Seria já em desespero, com bolas bombeadas para a área, que Portugal tentaria ainda chegar ao empate, que, de facto, não fez por merecer.

Cedendo pontos preciosos nesta jornada dupla inaugural, Portugal começa a não ter “margem de erro”, pelo que o próximo confronto, contra a Dinamarca, se revela decisivo, sendo a vitória obrigatória

GRUPO H               Jg    V   E   D     G     Pt
1º Noruega             2    2   -   -    3- 1    6
2º Dinamarca           1    1   -   -    1- 0    3
3º Chipre              1    -   1   -    4- 4    1
4º Portugal            2    -   1   1    4- 5    1
5º Islândia            2    -   -   2    1- 3    -

2ª jornada

07.09.10 – Dinamarca – Islândia – 1-0
07.09.10 – Noruega – Portugal – 1-0

(mais…)

7 Setembro, 2010 at 8:30 pm Deixe um comentário

Portugal – Chipre (Euro-2012 – Qualif.)

Portugal Portugal – Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Manuel Fernandes (78m – João Moutinho), Raul Meireles, Danny (61m – Liedson), Nani, Quaresma e Hugo Almeida (84m – Yannick Djaló)

Chipre Chipre – Antonis Georgallides, Elias Charalambous, George Merkis, Marios Elia (66m – Savvas Poursaitides), Constantinos Charalambides (76m – Marios Nikolaou), Constantinos Makridis, Marinos Satsias, Siniša Dobrašinović, Andreas Avraam, Efstathios Aloneftis (56m – Yiannis Okkas)  e Michalis Konstantinou

0-1 – Aloneftis – 3m
1-1 – Hugo Almeida – 8m
1-2 – Konstantinou – 11m
2-2 – Raul Meireles – 29m
3-2 – Danny – 50m
3-3 – Yiannis Okkas – 57m
4-3 – Manuel Fernandes – 60m
4-4 – Andreas Avraam – 89m

Cartão amarelo – Elias Charalambous (67m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

No dia em que partiu José Torres, numa triste ironia, a selecção de Portugal relembra nesta altura o pós-Saltillo: uma equipa completamente à deriva, sem rumo, absolutamente desconcentrada, sem qualquer ligação entre os sectores, averbando um resultado absolutamente inacreditável e inaceitável.

Com o seleccionador suspenso (por 1 mês, pela Federação Portuguesa de Futebol; por 6 meses, pela Autoridade Anti-Dopagem de Portugal), na bancada, a selecção entrou em campo a perder, concedendo um golo ao adversário logo aos 3 minutos.

Mesmo conseguindo empatar apenas cinco minutos volvidos, continuariam ao longo de todo o tempo de jogo as comprometedoras falhas defensivas, traduzindo uma confrangedora intranquilidade, proporcionando a uma débil selecção cipriota atingir a inimaginável marca de 4 golos!

Mal orientada, com opções discutíveis – jogando com dois médios defensivos e apenas um ponta-de-lança -, sem comando dentro e fora de campo, mesmo alegando em sua defesa um remate à trave e outro ao poste, a equipa portuguesa apenas pode queixar-se de si própria.

Na abertura da fase de qualificação para o EURO 2012, Portugal começa já a “fazer contas de cabeça”…

GRUPO H               Jg    V   E   D     G     Pt
1º Noruega             1    1   -   -    2- 1    3
2º Chipre              1    -   1   -    4- 4    1
3º Portugal            1    -   1   -    4- 4    1
4º Dinamarca           -    -   -   -    -- -    -
5º Islândia            1    -   -   1    1- 2    -

1ª jornada

03.09.10 – Islândia – Noruega – 1-2
03.09.10 – Portugal – Chipre – 4-4

3 Setembro, 2010 at 10:32 pm Deixe um comentário

José Torres (1938-2010)

Com toda a propriedade, o bom gigante, que, um dia, pediu: «deixem-me sonhar», proporcionando imensas alegrias a tantos portugueses…

3 Setembro, 2010 at 11:38 am Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Espanha (1/8 Final)

Portugal Espanha 0-1

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pepe (72m – Pedro Mendes), Simão Sabrosa (72m – Liedson), Raul Meireles, Tiago, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (58m – Danny)

Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol, Joan Capdevila, Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, David Villa (88m – Pedro Rodríguez) e Fernando Torres (58m – Fernando Llorente)

0-1 – David Villa – 63m

(Foto Record)

Um primeiro sinal de aviso logo no minuto inicial, com um excelente remate de Fernando Torres, a que Eduardo correspondeu com uma magnífica intervenção, situação quase de imediato repetida por mais duas vezes, com David Villa como protagonista, deram o mote a uns 5 minutos de abertura de jogo aflitivos, de verdadeiro sufoco, sem que a equipa portuguesa conseguisse “pegar na bola”.

Quando foi possível ultrapassar essa espécie de bloqueio psicológico, Portugal dispôs, por sua vez, nos minutos que se sucederam, de duas ocasiões de perigo junto da área espanhola, conquistando dois pontapés de canto sucessivos.

O jogo acalmaria de intensidade, até que, aos 20 minutos, um remate de Tiago obrigaria Casillas a uma intervenção de elevado índice de dificuldade, ainda apertado por Hugo Almeida, que, de cabeça, procurava fazer a emenda. Portugal disporia de uma outra grande oportunidade, estavam decorridos 27 minutos, na sequência de um livre apontado por Cristiano Ronaldo, com um potente remate que provocaria grande atrapalhação a Casillas… sem que, contudo, ninguém aparecesse para a recarga.

Já com a primeira parte a encaminhar-se para o seu termo, aos 39 minutos, Hugo Almeida não conseguiu dar a melhor sequência a uma assistência de Raul Meireles. E, aos 42 minutos, Casillas a ter de sair da sua área, antecipando-se a Simão Sabrosa, que corria veloz em perseguição da bola. De imediato, outra ocasião de perigo, com Tiago, em boa posição, a rematar de cabeça… mas defeituosamente.

O segundo tempo iniciar-se-ia com uma toada mais pausada, com o primeiro sobressalto, aos 51 minutos, a ser provocado por Hugo Almeida, descaído sobre o lado esquerdo, a esperar por Cristiano Ronaldo, para procurar fazer a assistência, com Puyol, com um corte imperfeito, a criar muito perigo para a sua baliza.

Aos 56 minutos, uma boa jogada de ataque da equipa portuguesa, com a bola a passar por vários jogadores, e Raul Meireles a cruzar em direcção da zona da pequena área, obrigando Casillas a afastar o perigo a soco.

A primeira intervenção de Llorente, aos 60 minutos, obrigaria Eduardo à “defesa da noite”, num gesto de reflexo. No minuto seguinte, Villa remataria a bola colocada, a passar a rasar o poste da baliza portuguesa.

E, aos 63 minutos, numa jogada algo confusa, num momento de desconcentração da defesa portuguesa, hesitante, pensando numa eventual situação de fora de jogo [que, através do recurso a meios tecnológicos, se viria a confirmar… por 22 centímetros!], surgiria David Villa, descaído sobre o lado esquerdo, isolado, à segunda, em recarga a um primeiro pontapé ainda defendido por Eduardo, a rematar para o fundo da baliza portuguesa. Ao fim de 5 horas e meio de jogo, Eduardo sofria o primeiro golo na prova…

Com a equipa portuguesa a acusar o toque, na sequência de uma perda de bola que proporcionou uma jogada rápida da Espanha, o guarda-redes evitaria o segundo golo, iam decorridos 70 minutos.

Numa altura em que o tempo começava a correr demasiado depressa, Carlos Queiroz tentava espevitar a equipa, com uma dupla substituição, entrando Pedro Mendes e Liedson, respectivamente por troca com Pepe e Simão Sabrosa.

Aos 76 minutos, uma vez mais, Eduardo a opor-se a um potente remate de David Villa.

A Espanha, em vantagem no marcador, assegurava a posse de bola, deixando o tempo escoar-se, não dando oportunidade a Portugal de “pegar no jogo”.

Quase a findar a partida, aos 87 minutos, Llorente, isolado na cara de Eduardo, desviou subtilmente de cabeça, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.

Esgotada física e, sobretudo, animicamente, sem capacidade de reacção, a sensação que persiste é que a selecção de Portugal como que “desistiu cedo demais” de lutar por um resultado positivo, acabando por sair sem glória deste Mundial, não obstante ter sofrido um único golo na competição.


(infografia La informacion.com)

Melhor jogador – Xavi Hernández

Cartões amarelos – Tiago (80m); Xabi Alonso (74m)

Cartão vermelho – Ricardo Costa (89m)

Árbitro – Hector Baldassi (Argentina)

(ver crónica, estatísticas e fotos no The New York Times)

Cape Town (19h30)

29 Junho, 2010 at 9:22 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Brasil

Portugal Brasil 0-0

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Duda (54m – Simão Sabrosa), Pepe (64m – Pedro Mendes), Tiago, Raul Meireles (84m – Miguel Veloso), Danny, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo

Brasil Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo (44m – Josué), Júlio Baptista (82m – Ramires), Nilmar e Luís Fabiano (85m – Grafite)

(foto via Record)

Entrando em campo com um onze de tendência conservadora, com uma opção privilegiando a prudência, Portugal viu-se, logo desde o início, submetido à pressão brasileira, conquistando dois cantos nos dois minutos iniciai, com Daniel Alves a dar o primeiro sinal de perigo com um bom remate, ligeiramente ao lado, aos cinco minutos, e, pouco depois, numa primeira incursão de Maicon pelo flanco direito do ataque, Fábio Coentrão a conseguir uma boa antecipação.

Só aos 17 minutos Portugal conseguiria soltar-se e ensaiar o primeiro remate à baliza do Brasil. À passagem da meia hora o perigo espreitou as duas balizas, com Eduardo com uma excelente defesa, a remate de Nilmar (com a bola ainda a embater na trave – o que se repetiria aos 37 minutos, dessa vez com Eduardo a “desviar a bola com o olhar”… para o poste), e, no outro lado, do ataque português, com Tiago a não conseguir finalizar. O mesmo Tiago que viria a colocar à prova a concentração de Júlio César, iam então já decorridos 41 minutos.

Com bastante maior tempo de posse de bola e claro predomínio da parte da selecção brasileira, o nulo registado no marcador era porventura algo lisonjeiro para Portugal.

Entretanto, no outro jogo, a Costa do Marfim começara por “assustar”, com dois golos no espaço de seis minutos (aos 14 e aos 20), mas a manutenção do resultado ao intervalo era de molde a conferir alguma (relativa) tranquilidade à equipa portuguesa.

Parecendo querer adormecer o jogo no seu recomeço, Portugal teria, aos 48 minutos, uma boa iniciativa de contra-ataque, com Lúcio a evitar que Cristiano Ronaldo conseguisse marcar.

Cerca dos 60 minutos, novo remate à baliza, com Simão Sabrosa a solicitar Júlio César a nova intervenção. E Portugal desperdiçaria mesmo uma soberana oportunidade, com Raul Meireles a não conseguir dar a melhor finalização a uma boa jogada de Cristiano Ronaldo.

O Brasil, com uma toada de jogo mais pausada, de bastante menor intensidade, procurava atrair Portugal, para aproveitar algum eventual erro nas transições defesa-ataque.

À medida que o tempo corria para o final, e com o resultado inalterado no jogo das Costa do Marfim (mantendo-se a vantagem de 2 golos já registada ao intervalo), Portugal deveria então ter arriscado na procura do golo que lhe poderia dar a vitória no jogo… e consequente primeiro lugar no Grupo… mas – exceptuando uma descida de Simão Sabrosa, a cruzar para Cristiano Ronaldo, bastante apertado na área brasileira -, jogando sempre pelo seguro, acabou por não investir nessa possibilidade, optando por garantir o empate frente aos penta-campeões do Mundo.

Aliás, já em tempo de compensação, Eduardo seria forçado a boa intervenção, para desviar a bola que, rematada por Ramires, embatendo num defesa português, adquirira uma trajectória traiçoeira.

O empate final a zero pareceu acabar por satisfazer ambas as equipas, garantindo o apuramento, com o Brasil a vencer o Grupo e Portugal a concluir no segundo lugar, com o “melhor ataque” (7 golos – tal como a Argentina) e a “melhor defesa” (sem sofrer qualquer golo na fase de Grupos).

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Duda (25m), Tiago (31m), Pepe (40m) e Fábio Coentrão (45m); Luís Fabiano (15m) e Juan (25m) e Felipe Melo (43m)

Árbitro – Benito Archundia (México)

Durban (15h00)

25 Junho, 2010 at 4:51 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Coreia do Norte

Portugal Coreia do Norte 7-0

Portugal Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pedro Mendes, Tiago, Raul Meireles (70m – Miguel Veloso), Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa (74m – Duda) e Hugo Almeida (77m – Liedson)

Coreia do Norte Ri Myong-Guk, Cha Jong-Hyok (75m – Nam Song-Chol), Pak Chol-Jin, Ri Jun-Il, Ji Yun-Nam, Ri Kwang-Chon, An Yong-Hak, Mun In-Guk (58m – Kim Yong-Jun), Pak Nam-Chol (58m – Kim Kum-Il), Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se

1-0 – Raul Meireles – 29m
2-0 – Simão Sabrosa – 53m
3-0 – Hugo Almeida – 56m
4-0 – Tiago – 60m
5-0 – Liedson – 81m
6-0 – Cristiano Ronaldo – 87m
7-0 – Tiago – 89m


(foto via TSF)

Num jogo em que o único resultado aceitável era a vitória portuguesa, dado não só o desnível de potencial entre ambas as selecções, mas também o calendário do grupo de apuramento, e na sequência do nulo registado na jornada inaugural, a selecção nacional entrou em campo com boa disposição, deliberadamente ofensiva, criando duas ocasiões de perigo, logo aos 4 e aos 6 minutos, ambas por… Ricardo Carvalho: primeiro, num falhado remate à meia-volta; e, logo de seguida, acertando novamente no poste.

Não aproveitadas estas oportunidades decorrentes de uma entrada com algum fulgor, a Coreia do Norte começou gradualmente a ganhar confiança, tornando-se cada vez mais atrevida, começando por dar um primeiro sinal de aviso à passagem dos 10 minutos, com um remate a rasar o poste, nova ameaça aos 17 minutos e, ainda outra, cerca dos 23 minutos, fase em que a equipa portuguesa parecia algo aturdida coma a reacção coreana.

Procurando acalmar a toada algo precipitada, Portugal veria coroada de êxito uma boa jogada, com Tiago a fazer uma boa abertura, para uma excelente finalização de Raul Meireles, a marcar o golo inaugural da equipa portuguesa na prova, jogava-se o 29º minuto da partida.

Daí até final do primeiro tempo, apenas digno de menção um remate cruzado, da esquerda para a direita, de Cristiano Ronaldo, a sair ligeiramente ao lado da baliza, já com 41 minutos e, mesmo a fechar, uma iniciativa de Simão, porém com o cruzamento a não sair bem.

A selecção da Coreia do Norte iniciava a segunda parte do jogo, na condição de eliminada… mas seria a equipa portuguesa a assumir, de novo, a iniciativa do jogo, com Tiago, com um bom remate, a colocar à prova a atenção do guarda-redes adversário logo no minuto inicial, a que responderiam de imediato os coreanos, obrigando Eduardo a “dizer presente”.

Num reinício animado, seria Hugo Almeida a dividir uma bola com o guarda-redes norte-coreano, em mais uma jogada de perigo eminente. E, de seguida, um livre apontado por Jong Tae-Se, com Eduardo a mostrar estar concentrado.

Pouco depois, Hugo Almeida, desenquadrado da baliza, não conseguiria dar a melhor sequência a uma boa jogada da ofensiva portuguesa. Antes de a equipa da Coreia do Norte se desequilibrar por completo, ante o turbilhão ofensivo português, com 3 golos no espaço de 7  minutos, marcados sucessivamente por Simão Sabrosa, Hugo Almeida e Tiago.

Após 10 minutos de sonho (que, já noutras circunstâncias, viria a repetir a findar o encontro), Portugal acalmaria a toada, procurando aliciar a equipa coreana a subir no terreno, visando explorar eventuais situações de contra-ataque.

Cristiano Ronaldo ainda acertaria com estrondo na trave, em mais um potente remate. Do outro lado, Jong Tae-Se ameaçaria uma vez mais Eduardo, já na aproximação dos 80 minutos, precisamente antes de mais um golo português, o quinto, por Liedson, entrado em campo escassos minutos antes.

Haveria ainda tempo para o consumar do descalabro coreano, com um golo risível de Cristiano Ronaldo, a beneficiar de uma carambola do esférico no guarda-redes, que lhe tabelou na nuca, ressaltando para a cabeça, antes de cair no chão, à mercê de um leve empurrão para a baliza com o pé, e, de seguida, com Tiago, com mais uma excelente execução de cabeça, a bisar.

Com uma boa exibição, não obstante ter sido alcançada frente a um débil opositor, Portugal beneficiaria do mérito de ter obrigado a equipa coreana a abrir o seu jogo, desequilibrando por completo (destroçando mesmo) a sua estrutura defensiva, o que conseguiria aproveitar da melhor forma, com alto grau de eficácia, sem nunca abdicar de procurar dilatar a marca.

Depois dos 5-3 de 1966, outro Portugal – Coreia do Norte entra na história dos Mundiais: 7-0!

E, com 9 (!) golos de vantagem em relação à Costa do Marfim, só uma absolutamente indesejável catástrofe impediria Portugal de prosseguir para os 1/8 Final…

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Pak Chol-Jin (32m) e Hong Yong-Jo (47m); Pedro Mendes (38m) e Hugo Almeida (70m)

Árbitro – Pablo Pozo (Chile)

Cape Town (12h30)


(CNN)

O jogo visto no Twitter, via The Guardian.

Crónica no The New York Times.

21 Junho, 2010 at 2:22 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Costa do Marfim

Portugal Costa do Marfim 0-0

Portugal Eduardo, Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pedro Mendes, Deco (62m – Tiago), Raul Meireles (85m – Ruben Amorim), Cristiano Ronaldo, Danny (55m – Simão Sabrosa) e Liedson

Costa do Marfim Boubacar Barry, Guy Demel, Kolo Touré, Didier Zokora, Siaka Tiene, Yaya Touré, Emmanuel Eboué (89m – Romaric), Cheik Ismael Tiote, Gervinho (82m – Abdelkader Keita), Salomon Kalou (66m – Didier Drogba) e Aruna Dindane


(foto Diário de Notícias)

Ao 13º jogo do Mundial, a selecção de Portugal entrou finalmente em campo, num jogo que não fugiria à toada geral da prova – pelo menos até agora, nesta jornada inaugural, de grande contenção e risco mínimo, em que se registou o sexto empate.

O momento de maior emoção no decurso da primeira parte surgiria logo aos 11 minutos, com um remate de Cristiano Ronaldo a embater com estrondo no poste, para, à passagem dos 23 minutos, ser a Costa do Marfim a criar perigo, com Gervinho a ganhar um ressalto já dentro da área, mas, no último momento, um defesa português conseguiria aliviar.

O jogo apresentava-se repartido, com Portugal a procurar estruturar as suas jogadas ofensivas, enquanto a Costa do Marfim privilegiava a velocidade do contra-ataque, ao mesmo tempo que se fazia impor o poder físico e de choque na equipa marfinense, com os portugueses a denotarem dificuldade em penetrar no meio-campo contrário, a verem-se obrigados a jogar para trás, não conseguindo abrir o jogo, actuando praticamente sem extremos, jogando muito pelo faixa central do terreno, zona em que os adversários têm maior facilidade em garantir as marcações.

Não obstante o maior tempo de posse de bola de Portugal (56 %) no final da primeira meia-hora de jogo, a equipa da Costa do Marfim começara a ganhar algum predomínio já desde os 25 minutos.

Numa partida sem grandes ocasiões de perigo junto das balizas – com o jogo a ser disputado muito longe das grandes áreas, os guarda-redes teriam de intervir de forma mais afincada apenas por uma vez, em ambos os casos em antecipação aos avançados -, a maior oportunidade da equipa marfinense surgiria aos 42 minutos, com uma série de trocas de bola dentro da área portuguesa, a ver jogar, culminando num canto, que não teria consequências. A Costa do Marfim acabava a primeira parte a controlar o jogo…

E regressaria prometendo, logo a abrir o segundo tempo, uma toada de maior dinamismo, com acção junto da baliza de Eduardo, ganhando novo canto.

Portugal respondia, aos 50 minutos, com uma descida até à baliza adversária, num lance com algum aparato, mas inconsequente. E, mais três minutos, volvidos, quase consecutivamente, duas boas iniciativas da equipa da Costa do Marfim, dentro da área portuguesa, numa delas com Eduardo a ser chamado a mostrar a sua concentração no jogo.

Aos 57 minutos, uma das melhores jogadas da partida, com Deco a chegar até à linha do fundo, do lado esquerdo, cruzando para a cabeça de Liedson, num remate de fácil defesa. No minuto imediato, Gervinho imitaria Deco e, ainda mais dois minutos, surgiria nova ofensiva marfinense, com novo canto e um remate de cabeça a levar algum perigo. à passagem da hora de jogo, o encontro parecia então querer animar, ganhando maior ritmo.

Aos 67 minutos a equipa portuguesa ensaiava uma naturalmente desaconselhável jogada de filigrana por entre os poderosos centrais da defesa adversária, condenada ao insucesso. Cinco minutos decorridos, a bola chegaria a entrar na baliza da Costa do Marfim, mas o árbitro havia já interrompido o jogo, sancionando falta. Cristiano Ronaldo, com uma exibição algo apagada, parecia começar a estar mais em jogo, surgindo também Liedson.

Com 78 minutos de jogo, Raul Meireles teria então um primeiro ensaio de remate de meia-distância, ligeiramente ao lado da baliza contrária.

De forma simétrica à evolução registada na primeira parte, Portugal parecia surgir agora mais forte, na fase final da partida. Já com 80 minutos, Ronaldo teria então ensejo de marcar um livre “ao seu jeito”, mas a bola sairia sem a melhor direcção.

Até final do encontro – à excepção do período de compensação (3 minutos), em que haveria ainda tempo para dois grandes “sustos” na pequena área portuguesa -, a iniciativa e o “sinal mais” continuara a ser da equipa portuguesa, mas sem resultados práticos.

Num encontro tão repartido, sem domínio claro de qualquer das equipas, o empate é não só o resultado mais ajustado, como o desfecho quase inevitável da postura adoptada por ambos os conjuntos.

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Didier Zokora (7m) e Guy Demel (21m); Cristiano Ronaldo (21m)

Árbitro – Jorge Larrionda (Uruguai)

Port Elizabeth (15h00)

(ver fotos do Estadão)

O jogo visto no Twitter, numa extraordinária infografia animada do The Guardian.

15 Junho, 2010 at 4:50 pm Deixe um comentário

Final da Liga dos Campeões – Inter – Bayern

Inter Inter – Júlio César, Maicon, Lúcio, Walter Samuel, Cristian Chivu (68m – Dejan Stanković), Javier Zanetti, Wesley Sneijder, Esteban Cambiasso, Samuel Eto’o, Diego Milito (90m – Marco Materazzi) e Goran Pandev (79m – Sulley Muntari)

Bayern Bayern – Hans-Jörg Butt, Philipp Lahm, Daniel van Buyten, Martín Demichelis, Holger Badstuber, Arjen Robben, Mark van Bommel, Bastian Schweinsteiger, Hamit Altintop (63m – Miroslav Klose), Thomas Müller e Ivica Olić (74m – Mario Gómez)

1-0 – Diego Milito – 35m
2-0 – Diego Milito – 70m

Quarenta e cinco anos depois da vitória sobre o Benfica, na Final de San Siro, o Inter de Milão, sob o comando de José Mourinho, e com um extraordinariamente eficaz Diego Milito, acaba de conquistar o seu terceiro título de Campeão Europeu.

Hoje em Madrid, no Santiago Bernabeu, com uma exibição seguríssima, como é seu timbre, e depois de ter afastado equipas como o Chelsea ou o anterior titular da prova, Barcelona, o Inter controlou praticamente toda a partida, não obstante ter concedido um maior tempo de posse de bola ao adversário.

Um jogo vivo – especialmente na parte inicial do segundo tempo – em que ambos os guarda-redes foram chamados a intervir amiúde, somando cada um deles pelo menos um par de grandes defesas.

Com este triunfo, José Mourinho garante um lugar na história do futebol: bi-campeão europeu; bi-campeão nacional em Portugal, Inglaterra e Itália!

Cartões amarelos – Martín Demichelis (26m) e Mark van Bommel (78m); Cristian Chivu (30m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Palmarés completo da Liga / Taça dos Campeões Europeus

(foto El País)

22 Maio, 2010 at 9:35 pm Deixe um comentário

Final da Liga Europa – At. Madrid – Fulham

O Atlético de Madrid conquistou esta noite a primeira edição da novel Liga Europa, ao vencer por 2-1 a equipa inglesa do Fulham, com dois golos de Diego Forlán, com o tento decisivo a ser apontado já no prolongamento (aos 116 minutos), na Final disputada em Hamburgo. No termo do tempo regulamentar registava-se um empate a um golo, tendo os madrilenos inaugurado o marcador aos 32 minutos, com Simon Davies a empatar decorridos apenas 5 minutos.

Para alcançar este triunfo, a equipa treinada por Quique Flores e onde militam os portugueses Simão Sabrosa (titular nesta partida, tendo sido substituído na segunda parte), e Tiago (que não participou na prova, dado ter iniciado a época na Juventus), eliminara – depois de afastada da Liga dos Campeões pelo FC Porto, com duas inequívocas vitórias da equipa portuguesa – nomeadamente, para além do Valencia (nos 1/4 Final), o Sporting (1/8 Final, com dois empates…) e o Liverpool (1/2 Finais – clube que, por sua vez, afastara o Benfica).

12 Maio, 2010 at 10:13 pm Deixe um comentário

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