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LIGA DOS CAMPEÕES – 6ª JORNADA (ACT.)
GRUPO B Jg V E D G Pt 1 Bayern 6 3 3 - 10-3 12 2 Inter 6 3 1 2 5-5 10 3 Sp.Moscovo 6 1 2 3 7-11 5 4 Sporting 6 1 2 3 3-6 5 Sporting-Inter_______________1-0 / 0-1 Bayern-Sp.Moscovo____________4-0 / 2-2 Inter-Bayern_________________0-2 / 1-1 Sp. Moscovo-Sporting_________1-1 / 3-1 Inter-Sp. Moscovo____________2-1 / 1-0 Sporting-Bayern______________0-1 / 0-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M. United 6 4 - 2 10-5 12 2 Celtic 6 3 - 3 8-9 9 3 Benfica 6 2 1 3 7-8 7 4 Copenhaga 6 2 1 3 5-8 7 M. United-Celtic_____________3-2 / 0-1 Copenhaga-Benfica____________0-0 / 1-3 Benfica-M. United____________0-1 / 1-3 Celtic-Copenhaga_____________1-0 / 1-3 Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1 Arsenal 6 3 2 1 7-3 11 2 FC Porto 6 3 2 1 9-4 11 3 CSKA Mosc. 6 2 2 2 4-5 8 4 Hamburgo 6 1 - 5 7-15 3 FC Porto-CSKA Moscovo________0-0 / 2-0 Hamburgo-Arsenal_____________1-2 / 1-3 Arsenal-Porto________________2-0 / 0-0 CSKA Moscovo-Hamburgo________1-0 / 2-3 CSKA Moscovo-Arsenal_________1-0 / 0-0 FC Porto-Hamburgo____________4-1 / 3-1
Dez minutos de “deriva” custaram hoje ao Sporting a derrota na partida frente ao Spartak de Moscovo e consequente eliminação das competições europeias.
Depois de uma excelente entrada na prova, o Sporting foi “perdendo gás”, decaindo de rendimento, concluindo esta fase na última posição do grupo.
O jogo de hoje fez reviver o “pesadelo” da Final da Taça UEFA de 2005, então frente a outra equipa russa, o CSKA de Moscovo; hoje, num encontro em que o empate bastava para o apuramento, o Sporting, lento e desconcentrado, “ofereceu” dois golos “de avanço”, logo aos 7 e 16 minutos. O “tento de honra”, obtido à passagem da meia-hora ainda deu esperanças aos sportinguistas, mas – à excepção de um remate à trave, pelo infeliz Liedson – a equipa nunca teve o discernimento necessário para criar as indispensáveis oportunidades de golo. Praticamente em cima da hora, o terceiro golo da equipa russa mais não fez que sentenciar definitivamente o desfecho então já adivinhado.
O Benfica não revelou hoje capacidade para suster as ofensivas do Manchester United, principalmente depois de, pouco antes da meia hora de jogo, se ter colocado em vantagem no marcador, num excelente golo de Nélson.
O sonho – da repetição do “milagre” da época passada, com a eliminação desta mesma equipa do Manchester United, na última jornada da Fase Grupos – parecia então ser de possível concretização, mas o caudal atacante da equipa inglesa, comandada por Cristiano Ronaldo, acabaria por ditar a sua lei, com o empate a chegar em cima do intervalo e, na segunda parte, mais dois golos, remetendo o Benfica para a Taça UEFA.
M. United – Van der Sar, G. Neville, Evra (67m – Heinz), Ferdinand, Vidic, Giggs (74m – Fletcher), Carrick, Scholes (79m – Solskjaer), Cristiano Ronaldo, Saha e Rooney
Benfica – Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis, Nuno Assis (73m – Karagounis) e Simão Sabrosa; Miccoli (64m – Paulo Jorge) e Nuno Gomes
0-1 – Nélson – 27m
1-1 – Vidic – 45m
2-1 – Giggs – 61m
3-1 – Saha – 75m
Cartões amarelos – Rooney (42m) e Fletcher (78m); Ricardo Rocha (34m)
Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)
Num jogo em que – desde o início da partida – o empate satisfazia as duas equipas, garantindo-lhes o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o FC Porto e o Arsenal, conservando o nulo até final do encontro, prosseguem na competição, passando a equipa portista a ser a única representante de Portugal na prova mais importante do futebol europeu.
Nesta partida, de risco mínimo para o FC Porto e de risco quase nulo para o Arsenal (liderava o Grupo) – e até porque o CSKA chegou a estar em posição de vantagem em Hamburgo, o que, a concretizar-se, ditaria o afastamento da equipa que eventualmente viesse a perder o encontro do Estádio do Dragão – couberam ao FC Porto as melhores oportunidades de golo, com Quaresma a acertar duas vezes nos ferros da baliza da equipa inglesa.
Concluída a 6ª jornada desta Fase de Grupos, são as seguintes as 16 equipas apuradas para os 1/8 Final: Chelsea e Barcelona; Bayern Munique e Inter; Liverpool e PSV Eindhoven; Valencia e Roma; Lyon e Real Madrid; Manchester United e Celtic; Arsenal e FC Porto; e AC Milan e Lille.
Nos 1/8 Final, o FC Porto terá de defrontar um dos vencedores dos restantes 7 Grupos desta Fase: as 3 equipas inglesas (Chelsea, Liverpool e Manchester United), Bayern, Valencia, Lyon ou AC Milan.
Transitam para a Taça UEFA (3º classificados nos respectivos Grupos): Werder Bremen, Spartak Moscovo, Bordeaux, Shaktior Donetsk, Steaua, Benfica, CSKA Moscovo e AEK Atenas.
LIGA DOS CAMPEÕES – 5ª JORNADA
GRUPO B Jg V E D G Pt 1 Bayern4 3 1 - 7-0 10 2 Inter
4 2 - 2 3-4 6 3 Sporting
4 1 2 1 2-2 5 4 Sp.Moscovo
4 - 1 3 2-8 1 Sporting-Inter_______________1-0 / ___ Bayern-Sp.Moscovo____________4-0 / ___ Inter-Bayern_________________0-2 / ___ Sp. Moscovo-Sporting_________1-1 / ___ Inter-Sp. Moscovo____________2-1 / 1-0 Sporting-Bayern______________0-1 / 0-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 Celtic5 3 - 2 7-6 9 2 M. United
5 3 - 2 7-4 9 3 Benfica
5 2 1 2 6-5 7 4 Copenhaga
5 1 1 3 2-7 4 M. United-Celtic_____________3-2 / 0-1 Copenhaga-Benfica____________0-0 / 1-3 Benfica-M. United____________0-1 / ___ Celtic-Copenhaga_____________1-0 / ___ Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1 Arsenal5 3 1 1 7-3 10 2 FC Porto
5 3 1 1 9-4 10 3 CSKA Mosc.
5 2 2 1 2-2 8 4 Hamburgo
5 - - 5 4-13 - FC Porto-CSKA Moscovo________0-0 / 2-0 Hamburgo-Arsenal_____________1-2 / 1-3 Arsenal-Porto________________2-0 / ___ CSKA Moscovo-Hamburgo________1-0 / ___ CSKA Moscovo-Arsenal_________1-0 / 0-0 FC Porto-Hamburgo____________4-1 / 3-1
Com a confiança proporcionada por um golo ainda antes dos 2 minutos, numa boa jogada concluída por Quaresma, o FC Porto, sempre bastante rigoroso no controlo do jogo, conquistou uma excelente vitória em Moscovo, frente ao CSKA (anterior líder invicto).
A margem hoje alcançada, com a vitória por 2-0 (segundo golo, de Lucho Gonzalez) possibilita à equipa portuguesa adquirir vantagem na luta pelo apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões Europeus, necessitando apenas de um empate na derradeira jornada (podendo mesmo perder, desde que a equipa russa não ganhe em Hamburgo).
O Benfica conquistou hoje uma clara vitória, numa exibição paupérrima, frente a um frágil adversário.
Entrando muito lenta na partida, falha de ideias, a equipa portuguesa parecia surgir em campo sem motivação ou objectivos.
Só que, beneficiando desta vez da fortuna que lhe tem faltado noutras ocasiões, no espaço de dois minutos, nas duas primeiras jogadas ofensivas dignas desse nome, aos 14 e 16 minutos, viu-se “repentinamente” a ganhar por 2-0 e, desde logo, com a vitória “garantida”.
A equipa dinamarquesa, sem argumentos técnicos, não “baixou a guarda”, continuou a defender em bloco, procurando aqui e ali, por via de lances de bola parada, chegar à baliza do Benfica. Mas, em mais uma investida benfiquista, numa das melhores jogadas do encontro, chegava o 3-0.
Pensou-se que seria possível (e inevitável) a goleada… só que, continuando a denotar falta de confiança, a par de repetida insegurança defensiva, parecendo “jogar sobre brasas”, o Benfica esteve praticamente “ausente” da partida na segunda parte, limitando-se a gerir a vantagem, sem aproveitar a subida no terreno da equipa da Dinamarca que, porfiando, acabou por alcançar um merecido golo de honra.
O Benfica, não obstante o jogo muito denunciado poderia – dada a diferença de classe entre as duas formações – ter obtido mais 2 ou 3 golos, mas tal eventualidade colocaria uma expressão no marcador de todo não condizente com a sua exibição neste encontro.
Com a vitória do Celtic frente ao Manchester United (desperdiçando a equipa inglesa uma grande penalidade no último minuto da partida), os escoceses garantem a qualificação para os 1/8 Final.
Benfica e Manchester decidirão, pelo segundo ano consecutivo, o apuramento, sendo que, mais uma vez, um deles ficará de fora da Liga dos Campeões (prosseguindo para a Taça UEFA). Será possível ao Benfica repetir – desta vez, fora de casa – a proeza da época passada, alcançando a vitória que lhe proporcionaria a qualificação?
Benfica – Quim, Nélson, Anderson, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis (86m – Mantorras), Nuno Assis (80m – Karagounis), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (70m – Andrei Karyaka)
Copenhaga – Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Oscar Wendt (80m – Martin Bergvold), Michael Silberbauer (59m – William Kvist), Tobias Linderoth, Hjalte Nørregaard (59m – Fredrik Berglund), Atiba Hutchinson, Jesper Grønkjær e Marcus Allbäck
1-0 – Léo – 14 m
2-0 – Miccoli – 16 m
3-0 – Miccoli – 37m
3-1 – Marcus Allbäck – 89m
Cartões amarelos – Miccoli (27m) e Nélson (90m); Tobias Linderoth (24m), Michael Silberbauer (27m) e Oscar Wendt (74m)
Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)
Concluída a 5ª jornada (em 4 dos 8 Grupos), são já conhecidas 8 das 16 equipas apuradas para os 1/8 Final: Bayern Munique, Liverpool, PSV Eindhoven, Valencia, Lyon, Real Madrid, Celtic e AC Milan.
LIGA DOS CAMPEÕES (4ª JORNADA)
GRUPO B Jg V E D G Pt 1 Bayern4 3 1 - 7-0 10 2 Inter
4 2 - 2 3-4 6 3 Sporting
4 1 2 1 2-2 5 4 Sp.Moscovo
4 - 1 3 2-8 1 Sporting-Inter_______________1-0 / ___ Bayern-Sp.Moscovo____________4-0 / ___ Inter-Bayern_________________0-2 / ___ Sp. Moscovo-Sporting_________1-1 / ___ Inter-Sp. Moscovo____________2-1 / 1-0 Sporting-Bayern______________0-1 / 0-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M. United4 3 - 1 7-3 9 2 Celtic
4 2 - 2 6-6 6 3 Benfica
4 1 1 2 3-4 4 4 Copenhaga
4 1 1 2 1-4 4 M. United-Celtic_____________3-2 / ___ Copenhaga-Benfica____________0-0 / ___ Benfica-M. United____________0-1 / ___ Celtic-Copenhaga_____________1-0 / ___ Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1 CSKA Mosc.4 2 2 - 2-0 8 2 Arsenal
4 2 1 1 4-2 7 3 FC Porto
4 2 1 1 7-4 7 4 Hamburgo
4 - - 4 3-10 - FC Porto-CSKA Moscovo________0-0 / ___ Hamburgo-Arsenal_____________1-2 / ___ Arsenal-Porto________________2-0 / ___ CSKA Moscovo-Hamburgo________1-0 / ___ CSKA Moscovo-Arsenal_________1-0 / 0-0 FC Porto-Hamburgo____________4-1 / 3-1
O Sporting deslocou-se a Munique, para defrontar o líder do grupo, Bayern, que contava por vitórias os jogos disputados na presente edição da Liga dos Campeões, forçando um nulo.
A equipa alemã podia ter inaugurado o marcador na primeira parte, mas Ricardo conseguiria manter as suas redes invioladas.
Aos 75 minutos, o Sporting teria a sua melhor oportunidade, com um remate de João Moutinho a embater com estrondo na trave da baliza defendida por Oliver Khan, na sequência de um livre.
Não obstante as ocasiões repartidas até final do encontro, a partida terminaria com um empate a zero que qualifica o Bayern, desde já, para os 1/8 Final, enquanto o Sporting terá ainda um duelo decisivo com o Inter de Milão.
Depois do empate de ontem do Sporting em Munique, Benfica e FC Porto obtiveram hoje dois inequívocos triunfos, relançando a sua luta pelo apuramento para a fase seguinte das competições europeias.
Com a felicidade que lhe faltara em Glasgow e frente a uma simpática equipa do Celtic, o Benfica “devolveu” o resultado da primeira volta, obtendo a sua mais categórica vitória de sempre na “Liga dos Campeões”.
Felicidade por, em cerca de vinte minutos – e com 2 remates à baliza – alcançar uma confortável vantagem de 2 golos, que lhe “garantia”, logo aí, a vitória na partida.
Quando, aos 10 minutos do encontro, Nélson cruzou da direita, para a intercepção desastrada de Caldwell (introduzindo a bola na sua própria baliza), não obstante o predomínio benfiquista em termos de posse de bola (73 % / 27 %!), a equipa portuguesa não havia criado ainda qualquer situação de perigo para a baliza escocesa.
E, até aos 22 minutos, momento do segundo golo, em mais um momento infeliz do mesmo Caldwell, colocando a bola – na sequência de uma recepção defeituosa com o peito – à mercê de Nuno Gomes… que não perdoaria, o Benfica apenas fizera um remate de meia-distância, com uma boa intervenção do guarda-redes Boruc.
A simpática equipa do Celtic – que sabe trocar a bola e, não sendo actualmente um dos clubes de topo, tem qualidade – sentiu-se como que “atordoada”, apenas tendo efectivamente mostrado algo da sua capacidade nos últimos 20 minutos da primeira parte, altura em que o Benfica perdeu o controlo do jogo.
Na segunda parte, desde cedo, o Benfica “recompôs-se”, acertou as marcações, readquiriu o domínio da partida, e, rapidamente, se anteviu que a vitória não lhe escaparia… e que, aliás, o resultado poderia vir a ser ampliado.
Como foi, numa excelente jogada colectiva, superiormente concretizada por Karyaka. Até final, o Benfica dispôs ainda de, pelo menos, mais duas oportunidades para marcar, mas o resultado não se alteraria.
Foi o 4º encontro entre Benfica e Celtic e, em todos eles, o resultado foi de 3-0! (com 2 vitórias para cada uma das equipas). E, como é nosso hábito, saímos do Estádio… a fazer muitas “contas de cabeça” em relação ao apuramento, ainda mais complexas na sequência da surpreendente derrota do Manchester United em Copenhaga.
A equipa escocesa – que já fora muito feliz em Lisboa, aqui tendo conquistado o seu único título de Campeão Europeu, numa final disputada no Estádio Nacional, no ano de 1967 (fora feliz na outra ocasião que defrontara o Benfica, com um desempate por “moeda ao ar” a ser-lhe favorável, depois de uma outra vitória dos benfiquistas por 3-0) – não teve hoje argumentos para contrariar uma boa exibição da equipa da casa.
Uma palavra final para o “fair-play” dos escoceses: nunca uma equipa estrangeira trouxera tantos adeptos ao Estádio da Luz (calculados em cerca de 8 000!), aproveitando a visita à cidade que lhes deu a alegria da conquista da Taça dos Campeões Europeus, efeméride que foi recordada, com os Campeões de 1967, “apadrinhados” por Eusébio, a terem direito a uma “volta de honra” em pleno estádio.
Foi bonita a forma como evocaram a memória de Miklos Fehér… como foi bonita a forma como se despediram da equipa – a merecer fortes aplausos – após uma pesada derrota, com alegres cânticos; toda uma (outra) cultura de futebol, fazendo-nos perceber quanto temos ainda a aprender.
Benfica – Quim , Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit (84m – Beto), Katsouranis, Nuno Assis, Simão Sabrosa, Nuno Gomes (89m – Mantorras) e Fabrizio Miccoli (67m – Andrei Karyaka)
Celtic – Artur Boruc, Paul Telfer, Gary Caldwell, Stephen McManus e Lee Naylor; Shunsuke Nakamura, Evander Sno (72m – Maciej Żurawski), Neil Lennon, Stephen Pearson, Shaun Maloney (65m – Aiden McGeady) e Kenny Miller
1-0 – G. Caldwell (p.b.) – 10 m
2-0 – Nuno Gomes – 22 m
3-0 – Karyaka – 76m
Cartões amarelos – Ricardo Rocha (28m) e Léo (54m); Evander Sno (5m), Shaun Maloney (55m) e Stephen Pearson (87m)
Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)
Sobre o jogo do FC Porto – que, tendo estado presente no Estádio da Luz, não tive oportunidade de acompanhar – realce para o excelente golo de Lucho Gonzalez, com a equipa portuguesa a alcançar nova e concludente vitória sobre os alemães do Hamburgo, relançando-se também na luta pelo apuramento, igualmente com contas complicadas, a três, envolvendo Spartak de Moscovo e o Arsenal.
Concluída a 4ª jornada, são já conhecidas 7 das 16 equipas apuradas para os 1/8 Final: Bayern Munique, Liverpool, PSV Eindhoven, Valencia, Lyon, Real Madrid e AC Milan.
LIGA DOS CAMPEÕES – 3ª JORNADA (ACT.)
GRUPO B Jg V E D G Pt Sporting-Inter........1-0 / --- 1 Bayern3 3 - - 7-0 9 Bayern-Sp. Moscovo....4-0 / --- 2 Sporting
3 1 1 1 2-2 4 Inter-Bayern..........0-2 / --- 3 Inter
3 1 - 2 2-4 3 Sp. Moscovo-Sporting..1-1 / --- 4 Sp.Moscovo
3 - 1 2 2-7 1 Inter-Sp. Moscovo.....2-1 / --- Sporting-Bayern.......0-1 / ---
GRUPO F Jg V E D G Pt M. United-Celtic......3-2 / --- 1 M. United3 3 - - 7-2 9 Copenhaga-Benfica.....0-0 / --- 2 Celtic
3 2 - 1 6-3 6 Benfica-M. United.....0-1 / --- 3 Benfica
3 - 1 2 0-4 1 Celtic-Copenhaga......1-0 / --- 3 Copenhaga
3 - 1 2 0-4 1 Celtic-Benfica........3-0 / --- M. United-Copenhaga...3-0 / ---
GRUPO G Jg V E D G Pt FC Porto-CSKA Moscovo.0-0 / --- 1 CSKA Mosc.3 2 1 - 2-0 7 Hamburgo-Arsenal......1-2 / --- 2 Arsenal
3 2 - 1 4-2 6 Arsenal-Porto.........2-0 / --- 3 FC Porto
3 1 1 1 4-3 4 CSKA Moscovo-Hamburgo.1-0 / --- 4 Hamburgo
3 - - 3 2-7 - CSKA Moscovo-Arsenal..1-0 / --- FC Porto-Hamburgo.....4-1 / ---
Entrando muito receoso na partida, parecendo intimidado com o ambiente de Celtic Park, o Benfica ofereceu o controlo do jogo ao adversário que, no final do primeiro quarto de hora – tendo-se instalado no meio-campo da equipa portuguesa – beneficiava de uma vantagem de 65 % / 35 % em termos de “posse de bola”.
Logo no primeiro minuto, Quim seria chamado a uma extraordinária defesa, na que, algo paradoxalmente, constituiria uma das raras oportunidades dos escoceses no primeiro tempo.
Aos 15 e 16 minutos, com dois remates de meia-distância, não obstante desenquadrados da baliza, o Benfica parecia querer “sacudir a pressão” do Celtic. E, a partir dai, adquirindo confiança, começou a trocar a bola e teria mesmo a ocasião mais soberana, por intermédio de Katsouranis, com a baliza à mercê, mas a não conseguir cabecear com a direcção certa.
No regresso, após o intervalo, o Celtic, em pouco mais de um quarto de hora, “acabou com o jogo”, com dois golos… numa altura em que faltou alguma felicidade ao Benfica, nomeadamente com um excelente remate de Nuno Assis a embater com estrondo na trave da baliza da equipa escocesa (logo após o primeiro golo dos escoceses).
Quase abdicando da disputa da partida na sua fase final – acabando por sofrer o terceiro golo em “cima da hora” – o Benfica começa a ver a qualificação como… uma miragem.
Celtic – Boruc, Telfer, G. Caldwell, McManus, Naylor, Maloney, Lennon, Sno (88m – Pearson), Nakamura, Zurawski (84m – Jarošík) e K. Miller
Benfica – Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis (72m – Nélson), Nuno Assis, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (78m – Kikin Fonseca)
1-0 – K. Miller – 56m
2-0 – K. Miller – 66m
3-0 – Pearson – 90m
Cartões amarelos – Sno (70m); Katsouranis (63m)
Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)
No jogo do Estádio do Dragão, o FC Porto acabou por vencer com alguma naturalidade (embora por números inesperados) uma desastrada equipa do Hamburgo (por exemplo, com a infantilidade do penalty que dá o segundo golo à equipa portuguesa), que, para já, soma por derrotas os jogos disputados na presente edição da Liga dos Campeões.
Depois dos encontros disputados por Benfica e FC Porto na Terça-Feira, o Sporting recebeu hoje o Bayern, perdendo por 0-1, com Schweinsteiger a marcar mais um golo a Ricardo (depois dos 2 que obteve no Alemanha – Portugal do Mundial), com um potente remate. A reacção do Sporting na segunda parte, após a expulsão do mesmo Schweinsteiger, com uma busca continuada do golo do empate, não frutificaria, não obstante as oportunidades de que a equipa portuguesa beneficiou, com destaque para o remate ao poste, por Polga.
Referência ainda para a positiva estreia do português Hilário na baliza do Chelsea, que se impôs perante o Campeão europeu em título, o Barcelona, por 1-0 (golo de Drogba no início da segunda parte), desperdiçando ainda a equipa inglesa algumas outras ocasiões de golo, ao mesmo tempo que respondeu com segurança às jogadas ofensivas dos catalães.
LIGA DOS CAMPEÕES – 2ª JORNADA (ACT.)
GRUPO B Jg V E D G Pt Sporting-Inter.......1-0 / --- 1 Bayern2 2 - - 6-0 6 Bayern-Sp. Moscovo...4-0 / --- 2 Sporting
2 1 1 - 2-1 4 Inter-Bayern.........0-2 / --- 3 Sp.Moscovo
2 - 1 1 1-5 1 Sp. Moscovo-Sporting.1-1 / --- 4 Inter
2 - - 2 0-3 - Inter-Sp. Moscovo....--- / --- Sporting-Bayern......--- / ---
GRUPO F Jg V E D G Pt M. United-Celtic......3-2 / --- 1 M. United2 2 - - 4-2 6 Copenhaga-Benfica.....0-0 / --- 2 Celtic
2 1 - 1 3-3 3 Benfica-M. United.....0-1 / --- 3 Benfica
2 - 1 1 0-1 1 Celtic-Copenhaga......1-0 / --- 3 Copenhaga
2 - 1 1 0-1 1 Celtic-Benfica.........--- / --- M. United-Copenhaga....--- / ---
GRUPO G Jg V E D G Pt FC Porto-CSKA Moscovo.0-0 / --- 1 Arsenal2 2 - - 4-1 6 Hamburgo-Arsenal......1-2 / --- 2 CSKA Mosc.
2 1 1 - 1-0 4 Arsenal-Porto.........2-0 / --- 3 FC Porto
2 - 1 1 0-2 1 CSKA Moscovo-Hamburgo.1-0 / --- 4 Hamburgo
2 - - 2 1-3 - CSKA Moscovo-Arsenal..--- / --- FC Porto-Hamburgo......--- / ---
Numa partida com uma primeira parte “atípica”, estranhamente, a equipa do Manchester United surgiu no Estádio da Luz aparentando recear o Benfica, oferecendo o controlo do jogo e remetendo-se à defesa, prourando apenas explorar a velocidade de Cristiano Ronaldo, em raras oportunidades de contra-ataque.
No final dos primeiros 45 minutos, não obstante o domínio benfiquista (57 % de “posse de bola”), apenas uma oportunidade de golo a assinalar para cada lado.
Logo no início da segunda parte, constatar-se-ia o “engano”; afinal, os ingleses, tendo observado o Benfica, montaram uma estratégia ardilosa, tendo a equipa portuguesa ido no engodo: quase forçada, ao longo do primeiro tempo, a atacar, os benfiquistas viram-se obrigados a um desgaste acrescido, caindo bastante em termos físicos na segunda metade, em particular alguns dos seus jogadores nucleares, como Karagounis, Petit, Paulo Jorge, Simão Sabrosa e Nuno Gomes, em missão de sacrifício.
E, depois de uma hora na expectativa do erro, ele surgiu… e o Manchester não perdoou: Louis Saha avançou rapidamente pelo lado direito, enquanto Cristiano Ronaldo se procurava desmarcar na zona central; preocupados com o português, os defesas do Benfica acabaram por conceder espaço ao francês, que, depois de desviar o último defesa do caminho, rematou em arco para a baliza, sem hipóteses para Quim, num golo de excelente execução técnica.
Até final, o Benfica pouco mais podia fazer; teve ainda uma oportunidade soberana para empatar, que Mantorras desperdiçou; mas, pouco antes, Quim fizera a tripla (!) defesa da noite, detendo um remate potente e, de imediato, duas recargas consecutivas.
A sensação que fica é que o Benfica deu o que tinha para dar neste jogo, não tendo possibilidade de replicar frente ao poderio físico do Manchester, autêntico “rolo compressor” quando se desdobrava em jogadas ofensivas, com o “tridente” formado por Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Louis Saha, bem apoiados por Paul Scholes.
É a história da “manta curta”: para conseguir “tapar a cabeça”, “destapam-se os pés”; não obstante a excelente partida de Katsouranis e as exibições esforçadas de Paulo Jorge (muitas vezes a levar a melhor sobre um muito faltoso Heinze), Petit, Simão Sabrosa e Nuno Gomes, faltaram sempre unidades no ataque para ombrear com o bloco defensivo e de meio-campo da equipa inglesa.
Seguem-se os decisivos jogos com o Celtic de Glasgow…
Benfica – Quim, Alcides, Luisão, Anderson (82m – Mantorras) e Léo; Katsouranis, Petit, Paulo Jorge (65m – Fabrizio Miccoli), Karagounis (62m – Nuno Assis) e Simão Sabrosa; Nuno Gomes
Manchester United – Edwin van der Sar, Gary Neville, Rio Ferdinand, Nemanja Vidić e Gabriel Heinze; Cristiano Ronaldo, John O’Shea, Paul Scholes, Michael Carrick, Louis Saha (85m – Alan Smith) e Wayne Rooney (85m – Darren Fletcher)
0-1 – Louis Saha – 60m
Cartões amarelos – Katsouranis (26m) e Petit (86m); Michael Carrick (7m), Paul Scholes (10m) e Gabriel Heinze (66m)
Árbitro – Frank De Bleeckere (Bélgica)
Nos outros jogos das equipas portuguesas, o FC Porto não conseguiu obstar ao poderio da equipa do Arsenal, concedendo uma derrota. O Sporting, depois de entrar bastante mal na partida, com um golo sofrido logo aos 4 minutos – que fez a equipa perder a confiança e andar algo perdida durante boa parte do primeiro tempo -, acabou por conseguir atingir o empate, um resultado positivo, num grupo em que, para já, a surpresa (pela negativa) é protagonizada pelo Inter, com duas derrotas em dois jogos.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1ª JORNADA
GRUPO B Jg V E D G Pt Sporting-Inter........1-0 / --- 1 Bayern1 1 - - 4-0 3 Bayern-Sp. Moscovo....4-0 / --- 2 Sporting
1 1 - - 1-0 3 Inter-Bayern..........--- / --- 3 Inter
1 - - 1 0-1 - Sp. Moscovo-Sporting..--- / --- 4 Sp.Moscovo
1 - - 1 0-4 - Inter-Sp. Moscovo.....--- / --- Sporting-Bayern.......--- / ---
GRUPO F Jg V E D G Pt M. United-Celtic......3-2 / --- 1 M. United1 1 - - 3-2 3 Copenhaga-Benfica.....0-0 / --- 2 Benfica
1 - 1 - 0-0 1 Benfica-M. United.....--- / --- 2 Copenhaga
1 - 1 - 0-0 1 Celtic-Copenhaga......--- / --- 4 Celtic
1 - - 1 2-3 - Celtic-Benfica........--- / --- M. United-Copenhaga...--- / ---
GRUPO G Jg V E D G Pt FC Porto-CSKA Moscovo.0-0 / --- 1 Arsenal1 1 - - 2-1 3 Hamburgo-Arsenal......1-2 / --- 2 FC Porto
1 - 1 - 0-0 1 Arsenal-Porto.........--- / --- 2 CSKA Mosc.
1 - 1 - 0-0 1 CSKA Moscovo-Hamburgo.--- / --- 4 Hamburgo
1 - - 1 1-2 - CSKA Moscovo-Arsenal..--- / --- FC Porto-Hamburgo.....--- / ---
Depois da excelente vitória de ontem da jovem equipa do Sporting, frente ao poderoso Inter de Milão (um dos principais favoritos à conquista da Liga dos Campeões), FC Porto e Benfica desperdiçaram hoje, defrontando os adversários (em teoria) mais fracos dos respectivos grupos, a possibilidade de iniciar com triunfos a sua carreira na prova.
Num jogo de qualidade paupérrima, revelando existir ainda muito “trabalho de casa” por fazer – bem patente na descoordenação na marcação de livres ou de lançamentos de linha lateral, para além das inúmeras faltas de entendimento entre jogadores, resultantes em invariáveis passes extraviados – o Benfica denotou uma significativa falta de confiança, com a bola a “queimar nos pés”, lateralizando muito o jogo, quando não jogando para trás.
Contra uma equipa sem nível europeu, que pareceu (também) não almejar mais que o empate (que a satisfez plenamente), a única nota de realce para a manifesta infelicidade de Paulo Jorge, aos 74 minutos, fazendo tudo bem feito, num drible a tirar os adversários do caminho, para, já com o pé esquerdo, acertar com estrondo no poste.
Nos últimos minutos da partida, chegou a ser deplorável a forma como o Benfica – seguindo instruções tácticas (culminando na substituição de Nuno Gomes por Kinkin aos 89 minutos) – adoptou uma estratégia de “queimar tempo”, procurando preservar o nulo no marcador, que fez com que ambas as equipas saíssem satisfeitas do relvado.
Para o Benfica, claramente 2 pontos (mal) perdidos!
FC Copenhaga – Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Brede Hangeland, Michael Gravgaard, André Bergdolmo, Michael Silberbauer, Tobias Linderoth, Hjalte Norregaard, Atiba Hutchinson, Jesper Gronkjaer (42m – William Kvist) e Fredrik Berglund (73m – Razak Pimpong)
Benfica – Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Katsouranis, Petit, Paulo Jorge, Nuno Assis, Simão Sabrosa (81m – Manú) e Nuno Gomes (89m – Kikin)
Cartões amarelos – Hjalte Norregaard (45m); Alcides (31m)
Árbitro – Yuri Baskarov (Rússia)
LIGA DOS CAMPEÕES EUROPEUS
Outra memória a fixar, a do apuramento do Benfica para a fase de Grupos da Liga dos Campeões Europeus, permitindo que, pela primeira vez na história, Portugal disponha de três clubes participantes na prova máxima do futebol europeu.
Depois do empate em Viena, por 1-1, o Benfica obteve uma convincente vitória por 3-0 sobre o Austria Wien, na 2ª mão, com destaque para a actuação de Rui Costa, no seu regresso em jogos oficiais ao Estádio da Luz, e para os golos de Nuno Gomes.
Entretanto, no sorteio realizado na passada Quinta-feira, FC Porto, Sporting e Benfica (classificados no ranking da UEFA para esta competição respectivamente na 10ª, 17ª e 18ª posições) foram integradas nos seguintes Grupos:
Grupo B – Inter Milan, Bayern Munique, Sporting e Spartak Moscovo
Grupo F – Manchester United, Celtic Glasgow, Benfica e FC Copenhaga
Grupo G – Arsenal, FC Porto, CSKA Moscovo e Hamburgo
(mais…)
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 0-2 0-2 Arsenal - Juventus 2-0 0-0 0-0 Inter - Villarreal 2-1 0-1 2-2 Lyon - AC Milan 0-0 1-3 1-3
Frente à força e poderio do Barcelona – porventura a melhor equipa mundial na actualidade, fazendo recordar, a espaços, a “laranja mecânica” holandesa da década de 70 – o Benfica não teve a capacidade de superação que era requerida para vencer a eliminatória.
No conjunto dos dois jogos, o Barcelona foi claramente superior, teve mais de uma dezena de oportunidades de golo, contra 3 ou 4 do Benfica.
O que não invalida que se diga que o Benfica prestigiou o futebol português, dignificando o seu nome, neste regresso “em grande” à Liga dos Campeões, com uma excelente campanha, em que deixou pelo caminho o Manchester United e o campeão europeu em título, Liverpool… tendo feito sofrer o Barcelona até ao minuto 178 da eliminatória.
Na partida de hoje, a equipa portuguesa parecia revelar uma entrada em jogo de forma concentrada, com o Barcelona procurando pausadamente o ataque, a ter de recuar para organizar o seu jogo ofensivo, perante a pressão do Benfica.
Porém, logo aos 3 minutos, Petit, tocando a bola com a mão, numa falta escusada, concedia uma grande penalidade, que Moretto, superiormente, sem recear Ronaldinho, defendeu.
Não obstante, apesar da fortuna, esse lance intranquilizaria o Benfica, particularmente Petit, bastante faltoso na fase inicial da partida.
Até à meia hora, o Benfica não conseguiria libertar-se, continuando, durante todo esse período, a sofrer intensa pressão, com Ronaldinho a “abrir o livro”, chegando ao golo logo aos 19 minutos (a “encostar” a bola para a baliza, na sequência de cruzamento de Eto’o, após uma perda de bola de Beto na zona intermediária), para, apenas 3 minutos depois, numa arrancada em velocidade, dar um “nó” em Ricardo Rocha, apenas sendo travado com Luisão a colocar a mão à bola, em cima da linha de grande área.
O árbitro mostrava-se algo permissivo perante o jogo faltoso do Barcelona, quando o Benfica procurava organizar o seu jogo, sacudindo a pressão, entre os 30 e 40 minutos.
Os últimos 5 minutos da primeira parte terminariam novamente em sufoco para o Benfica, com o Barcelona a jogar em grande velocidade, terminando o período inicial do jogo com 4 a 5 oportunidades de golo desperdiçadas.
A equipa portuguesa entrou bem melhor e mais determinada na segunda parte, com Simão a assumir a condução do jogo, ao mesmo tempo que o Barcelona parecia denotar menor disponibilidade física, à medida que o relógio avançava.
Até que, aos 61 minutos, se dá o momento do jogo, pela negativa para o Benfica, quando Simão, isolado por Miccoli, frente a Valdés, tem uma perdida “escandalosa”, rematando ao lado da baliza.
Apesar disso, por volta dos 65 minutos, o Barcelona sentia maiores dificuldades na progressão, com o jogo muito mais repartido, com Miccoli a começar a ameaçar com as suas rápidas “escapadas”; por fim, o Benfica surgia mais desinibido, apostado em chegar ao golo que lhe poderia dar o apuramento, enquanto que os espanhóis ameaçavam abrir brechas na defesa.
O Barcelona, respeitando o Benfica, algo “angustiado” perante a perspectiva de um eventual golo do adversário, acabava o jogo “queimando tempo”, com duas substituições em sequência, aos 84 e 85 minutos, imediatamente antes da segunda grande oportunidade do Benfica, com Karagounis a rematar de meia distância, Valdés a largar para a frente e a bola a ressaltar em Luisão, que não conseguiu dominar para a introduzir na baliza… até que, aos 88 minutos, numa falha de Petit, Eto’o, não perdoando, “fuzilava” a baliza do Benfica e sentenciava a eliminatória.
Numa segunda mão menos desequilibrada que o jogo da Luz, o Benfica caía de pé, tentando ainda o ataque por mais duas vezes já no período de descontos; o Barcelona segue em frente, em busca de um troféu que lhe parece prometido, não obstante a “final antecipada” que terá nas ½ finais, ante o AC Milan.
Barcelona – Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer, Van Bronckhorst; Larsson (85’ – Giuly), Van Bommel (84’ – Edmilson), Deco, Iniesta; Ronaldinho e Eto’o
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Giovanni (54’ – Karagounis), Beto (72’ – Robert), Petit, M. Fernandes (82’ – Marcel), Simão; Miccoli
1-0 – Ronaldinho – 19 min.
2-0 – Eto’o – 88 min.
BENFICA, 0 – BARCELONA, 0

Ponto prévio: o Barcelona podia ter saído hoje do Estádio da Luz com um resultado histórico: beneficiou de 1, 2, 3, 4, 5 flagrantes oportunidades de golo (três delas proporcionadas pela intranquilidade / inexperiência de Moretto; outras três negadas por Moretto… e pelos postes).
Dito isto, o Benfica conseguiu o seu objectivo prioritário: levar a discussão da eliminatória para a 2ª mão, em Barcelona, para onde parte sem ter nada a perder, antes pelo contrário…
Mais, o Benfica poderia ter acabado por vencer o jogo, para tal tendo disposto também de 2 ou 3 oportunidades.
A equipa portuguesa entrou no jogo de forma muito intranquila, nervosa, temerosa, entregando ao adversário, logo no primeiro quarto de hora da partida, o controlo do jogo.
Essa intranquilidade foi bem patente no guarda-redes, mas também em Anderson e Luisão (sem a confiança que habitualmente denota); ao mesmo tempo que Laurent Robert, pela sua falta de dinâmica ou mesmo lentidão, dificultava a tarefa de controlo a meio-campo.
Mas, passado o período inicial de adaptação ao adversário – em que, depois de “oferecer” 3 oportunidades de golo, acabou por beneficiar da protecção da fortuna, que lhe permitiu manter inviolada a sua baliza – começaram a evidenciar-se três excelentes exibições: primeiro, a de Ricardo Rocha, impecável na marcação ao melhor jogador do mundo, Ronaldinho (durante 60 minutos, em que o brasileiro esteve encostado à linha lateral esquerda, foi praticamente eclipsado por Ricardo Rocha); depois, Léo, pleno de confiança, “secando” Larsson e libertando a equipa para acções mais ofensivas, permitindo aos seus colegas da defesa “respirar” um pouco; por fim, Beto (a fazer porventura uma das suas melhores exibições ao serviço do Benfica), com um muito bom controlo do “mágico” criativo do Barcelona, Deco – e, de forma talvez surpreendente, sem que os jogadores benfiquistas tivessem de recorrer a jogo faltoso.
Se, ao intervalo, o empate era claramente lisonjeiro para o Benfica, as coisas complicaram-se bastante entre os 60 e os 70 minutos, quando Ronaldinho começou, primeiro, por mudar de flanco, e, de seguida, passando a “vagabundear” no ataque do Barcelona; o Benfica sentiu-se então perdido e algo “desnorteado”, não acertando as marcações, também com Deco, Eto’o e Iniesta a girarem num estonteante “carrossel” que, só por sorte (e pela intervenção de Moretto), não se traduziu em golo(s).
Conseguindo readaptar-se novamente ao esquema do Barcelona, o Benfica pareceu, nos derradeiros 20 minutos, superiorizar-se fisicamente, começou a soltar-se (beneficiando do papel de distribuidor de jogo de Karagounis e da velocidade de Miccoli, em rápidos contra-ataques, também com o apoio de Simão)… e, com o jogo a assumir uma toada de “parada e resposta”, finalizaria a partida levando o perigo junto da baliza catalã, podendo ter chegado por 2 ou 3 vezes ao golo, nomeadamente com uma (dupla) perdida difícil de explicar e, com uma grande penalidade que ficou por assinalar.
Em resumo, acabou por ser um excitante espectáculo de futebol, em que os adeptos do Benfica sofreram bastante; em que, tendo a consciência do grau de favoritismo do Barcelona, subsiste a esperança de um bom comportamento da equipa no jogo da 2ª mão.
Na outra partida dos 1/4 final hoje disputada, o Arsenal, vencendo a Juventus por 2-0, adquiriu uma importante vantagem na disputa do acesso às 1/2 finais.
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Laurent Robert (46′ – Miccoli), Petit, Manuel Fernandes, Beto, Simão; Geovanni (68′ – Karagounis)
Barcelona – Víctor Valdés; Juliano Belletti, Thiago Motta, Oleguer Presas, Giovanni van Bronckhorst; Henrik Larsson (76′ – Ludovic Giuly), Deco (76′ – Gabri García), Mark van Bommel, Ronaldinho; Andrés Iniesta, Samuel Eto’o
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Liverpool 1-0 2-0 3-0 Real Madrid - Arsenal 0-1 0-0 0-1 Bayern - AC Milan 1-1 1-4 2-5 PSV Eindhoven - Lyon 0-1 0-4 0-5 Chelsea - Barcelona 1-2 1-1 2-3 Glasgow Rangers - Villarreal 2-2 1-1 3-3 Werder Bremen - Juventus 3-2 1-2 4-4 Ajax - Inter Milan 2-2 0-1 2-3

Em mais uma gloriosa noite europeia, o Benfica fez história, garantindo o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões, derrotando em Liverpool o Campeão Europeu em título por 2-0, com golos de Simão Sabrosa (35 minutos) e Fabrizio Miccoli (88 minutos).
Numa partida em que começou por ser sujeita a intensa pressão do adversário, a equipa do Benfica soube ser solidária e, passados os primeiros 20 a 25 minutos, começar a “respirar”, subindo no terreno, até chegar ao golo, numa soberba execução de Simão Sabrosa, deambulando em “slalom” frente à defesa inglesa, para desferir um potente e imparável remate, em arco, colocado ao canto superior direito da baliza.
Logo aí, o Benfica praticamente resolvia a eliminatória, perdendo o Liverpool o discernimento na procura do golo, repetindo as jogadas estereotipadas, bombeando a bola para a área, para a cabeça do “gigante” Peter Crouch, que nunca revelou capacidade para chegar ao golo (impedido também por uma extraordinária defesa de Moretto, não obstante o guarda-redes benfiquista ter revelado, a espaços, alguma intranquilidade).
O segundo golo, também num brilhante “pontapé de moínho” de Miccoli – já no final da partida – foi o corolário natural dos espaços proporcionados pela equipa inglesa nos últimos 20 minutos de jogo (com Karagounis mais uma vez a pautar a condução do jogo benfiquista), numa fase em que o Liverpool começava a descrer da possibilidade de inverter o rumo da eliminatória e em que, de forma desgarrada, cada um por si (com destaque para a boa exibição de Steven Gerrard) procurava, em vão, visar a baliza do Benfica.
Com a “estrelinha” da sorte em dois momentos em que a bola embateu nos ferros da baliza (o Benfica também teve uma dessas ocasiões), mas beneficiando também da excelente atitude da equipa e da solidez da defesa (com Léo mais uma vez em grande plano) e um meio-campo aguerrido, a equipa portuguesa justifica, no conjunto das duas partidas da eliminatória, a passagem à fase seguinte, impondo-se pela primeira vez a uma das equipas com maior palmarés mundial, e logo com duas vitórias e um categórico resultado agregado de 3-0!
Nos 1/4 Final, o Benfica é acompanhado por AC Milan, Arsenal, Barcelona, Juventus, Lyon (com Tiago a destacar-se no jogo de hoje, com 2 golos) e Villarreal. Pelo caminho ficaram alguns dos grandes “colossos” do futebol europeu, como (para além do Liverpool) o Real Madrid, Bayern e PSV Eindhoven (todos antigos Campeões Europeus), assim como o Chelsea de José Mourinho.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Geovanni (60′ – Karagounis), Robert (70′ – Ricardo Rocha), Beto, Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes (77′ – Miccoli)
Liverpool – Reina; Finnan, Carragher, Traoré, Warnock (70′ – Hamann); Luis Garcia, Gerrard, Xabi Alonso, Kewell (63′ – Djibril Cissé); Morientes (70′ – Fowler), Crouch
0-1 – Simão – 36 minutos
0-2 – Miccoli – 89 minutos



