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Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Braga – Benfica

Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Paulão, Rodríguez, Sílvio, Custódio, Hugo Viana, Alan, Mossoró (80m – Kaká), Lima (73m – Leandro Salino) e Meyong (87m – Hélder Barbosa)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Nico Gaitán, Carlos Martins (81m – Alan Kardec), César Peixoto (58m – Franco Jara), Javier Saviola (86m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

1-0 – Custódio – 19m

Cartões amarelos – Sílvio (3m), Paulão (60m) e Artur Moraes (90m); César Peixoto (50m), Maxi Pereira (59m), Fábio Coentrão (75m) e Luisão (90m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Com uma fase inicial de jogo em ritmo elevado, com ambas as equipas a procurar “jogar para a frente” (de que é indício a conta de 7 cantos nos primeiros 25 minutos, 5 dos quais a favor do Benfica), o primeiro momento de perigo surgiria à passagem do quarto de hora: Carlos Martins, na conversão de um livre, obrigou Artur Moraes a excelente intervenção; na sequência do canto, houve novo lance de atrapalhação na defesa bracarense, provocando novo pontapé de canto, mas igualmente sem consequências.

Porém, seria o Braga, praticamente de seguida, igualmente através de um canto, a inaugurar o marcador, colocando-se também, paralelamente, em vantagem na eliminatória.

Aos 29 minutos, numa jogada ensaiada, Hugo Viana marcou um livre atrasado, surgindo o remate de outro jogador do Braga, a sair a rasar o poste, num lance de grande perigo.

Dois minutos decorridos seria Artur Moraes a ter uma intervenção arrojada, fazendo uma barreira a Javi Garcia e Saviola que, já próximo da zona da pequena área, procuravam impelir a bola para a baliza.

Mas a maior perdida da primeira parte, já com 41 minutos, seria novamente protagonizada por Saviola, sem oposição, a rematar cruzado, mas com a bola a embater no poste.

Já em tempo de compensação, Artur Moraes voava para a bola, retirando-a da cabeça de Cardozo, que se preparava para consumar o golo.

A abrir o segundo tempo, o Benfica tentou fazer “filigrana” na grande área bracarense, mas a jogada acabou por se perder.

Porém, durante largos minutos, o Benfica denotaria uma enorme incapacidade de “pegar no jogo”, construir lances de ataque e, consequentemente, criar oportunidades de golo.

Só aos 72 minutos, num lance em velocidade, Fábio Coentrão, procurou aproveitar um ressalto de bola, mas Artur Moraes, de forma destemida, conseguiu uma oposição eficaz.

Aos 79 minutos, o Benfica conseguiria finalmente uma boa jogada, culminada com um potente remate de Nico Gaitán, a que Artur Moraes correspondeu com uma excelente defesa.

Quatro minutos depois o Braga podia ter feito o golo da tranquilidade, não fora as duas atentas (e quase consecutivas) intervenções do guarda-redes Roberto, a outros tantos remates de atacantes bracarenses.

Aos 88 minutos, numa jogada envolvente, que parecia destinada a golo, a bola foi salva quase sobre a linha por Paulão.

A partida chegava ao final; o Benfica somava o 17º jogo consecutivo a sofrer golos, ao mesmo tempo que via interrompida a sua série de 34 encontros a marcar (desde Novembro do ano passado), falhando precisamente quando a falha não era admitida, mesmo após ter disposto de cerca de 75 minutos para procurar o golo que o pudesse levar até à Final.

Que, de forma histórica, será integralmente portuguesa, a disputar em Dublin, entre FC Porto e Braga.

5 Maio, 2011 at 9:59 pm 1 comentário

Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão) – Benfica – Braga

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins (65m – Franco Jara), Pablo Aimar, César Peixoto (65m – Nico Gaitán), Javier Saviola (86m – Airton) e Óscar Cardozo

Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Rodríguez, Paulão, Sílvio, Alan, Vandinho, Hugo Viana (62m – Mossoró), Leandro Salino, Meyong (55m – Custódio) e Lima (84m – Kaká)

1-0 – Jardel – 50m
1-1 – Vandinho – 53m
2-1 – Óscar Cardozo – 59m

Cartões amarelos – Pablo Aimar (53m); Rodríguez (6m), Vandinho (39m) e Miguel Garcia (43m)

Árbitro – Craig Thomson (Escócia)

Neste inédito confronto entre equipas portuguesas nas provas europeias, o Benfica entrou com boa disposição, parecendo pretender marcar cedo, com o Braga a colaborar logo nos primeiros segundos, numa atrapalhação na sua defesa, com um corte arriscado, para canto, com a bola a passar por cima da trave da baliza.

Aos 11 minutos, Javi Garcia teria uma boa iniciativa, mas o guarda-redes Artur Moraes correspondeu com atenção. Na sequência, Cardozo, numa oportuna recarga, introduziria mesmo a bola na baliza bracarense, mas o lance não foi validado por fora-de-jogo.

Mais 10 minutos decorridos, seria Saviola a tentar a sorte, também sem resultados práticos, dada nova intervenção do guarda-redes do Braga. E, uma vez mais, pouco depois da meia-hora de jogo, foi Cardozo a não conseguir ser eficaz. As tentativas do Benfica prosseguiam, aos 41 minutos, por intermédio de Aimar, novamente detida por Artur Moraes.

Já a atingir o último minuto, a mais flagrante ocasião, desperdiçada por Cardozo, que, depois de se isolar, rematou ao poste; na recarga, o pontapé de Carlos Martins embateu na defesa contrária. E, mesmo já em período de compensação, Fábio Coentrão fez um cruzamento-remate, mas não apareceu ninguém para desviar para a baliza…

Em toda a primeira parte, não obstante ter procurado ensaiar alguns contra-ataques, o Braga apenas por uma vez assustou o Benfica, obrigando Roberto a intervir.

Curiosamente, abriria o segundo tempo com um novo grande susto para o Benfica, com Roberto a não segurar a bola, e no ressalto, a surgir também uma recarga bracarense, igualmente em fora-de-jogo, como acontecera com Cardozo, só que, desta vez, Roberto detera já a bola.

Aos 5 minutos, numa boa iniciativa de Maxi Pereira, novo remate de Cardozo, agora de cabeça, a embater no poste, mas, desta feita, a surgir Jardel no sítio certo, a fazer a recarga para o fundo da baliza, inaugurando o marcador. As coisas pareciam começar finalmente correr de feição para o Benfica…

Só que, apenas 3 minutos decorridos, o Braga surpreenderia, num livre convertido por Hugo Viana, com Vandinho a antecipar-se à defesa benfiquista e a restabelecer a igualdade, assim consumando uma incrível série de 15 jogos consecutivos com o Benfica a sofrer golos!

O empate duraria pouco tempo: aos 59 minutos, também na conversão de um livre, Cardozo, com um potente e colocado remate, introduziria a bola no fundo das redes bracarenses, recolocando o Benfica em vantagem.

Depois deste reinício frenético, o jogo acalmaria, desde logo, começando com as paragens provocadas pelas 4 substituições efectuadas até aos 65 minutos.

Aos 75 minutos, o Braga, por intermédio de Lima, teria mais um remate traiçoeiro, a testar a concentração de Roberto. E, novamente, aos 81 minutos, com um remate de longe, com o guarda-redes benfiquista a defender sem dificuldade. Na jogada imediata, Cardozo, em plena área do Braga, atrapalhou-se com a bola, não tendo a capacidade de dar a melhor finalização ao lance, que pedia um remate de primeira. Logo de seguida, seria também Saviola a não acertar da melhor forma na bola, que saiu por alto e ao lado da baliza.

Já em período de descontos, Jara desceu pelo corredor direito, cruzou, mas Paulão impediu que os avançados do Benfica pudessem fazer o desvio final.

Com um extraordinário festival de golos no segundo tempo no Estádio do Dragão, invertendo o resultado de 0-1 para 5-1 (com quatro golos de Falcão!), o FC Porto terá dado um passo definitivo para garantir uma final lusa em Dublin, no próximo dia 18 de Maio. Parece restar apenas saber quem terá por adversário…

Estádio da Luz coberto de granizo, no dia seguinte (29.04.2011 – via DN)

28 Abril, 2011 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão) – PSV – Benfica

PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev (85m – Stefan Nijland), Marcelo (72m – Marcus Berg), Francisco Rodríguez, Abel Tamata (73m – Jagos Vukovic), Otman Bakkal, Atiba Hutchinson, Stijn Wuytens, Zakaria Labyad, Balázs Dzsudzsák e Jeremain Lens

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, César Peixoto, Eduardo Salvio (19m – Carlos Martins), Nico Gaitán (79m – Airton), Javier Saviola (67m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo

1-0 – Balázs Dzsudzsák – 17m
2-0 – Jeremain Lens – 25m
2-1 – Luisão – 45m
2-2 – Óscar Cardozo (pen.) – 63m

Cartões amarelos – Abel Tamata (8m), Balázs Dzsudzsák (27m) e Marcelo (35m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Duas oportunas defesas de Isaksson, a remates de Gaitán (5 minutos) e Saviola (10 minutos), impossibilitando que o Benfica desde logo inaugurasse o marcador, denotavam não obstante ilusórias facilidades para este jogo, e, sobretudo, para a eliminatória, que ia ganha de Lisboa.

Porém, passado o primeiro quarto de hora em que a defesa do PSV se mostrou muito oscilante, o golo surgiria… mas para os holandeses. A lesão de Salvio, ainda nesta fase inicial do jogo, terá feito a equipa desconcentrar-se. E, poucos minutos depois, uma boa intervenção de Roberto não seria suficiente para evitar, na recarga, o segundo golo da equipa de Eindhoven.

Ao mesmo tempo que o PSV adquiria confiança, acreditando que, afinal, “era possível”, o Benfica passaria então por um período de cerca de um quarto de hora, de grande desnorte, não acertando com as marcações, não conseguindo “pegar no jogo”. A equipa só conseguiria, de alguma forma, acalmar, já próximo do final do primeiro tempo.

E, quando tudo parecia indicar que sairia para o intervalo no “fio da navalha”, surpreendente e inesperadamente com a eliminatória suspensa por um fio… no último lance da primeira parte, um excelente trabalho de Carlos Martins, superiormente finalizada por Luisão, a conseguir um golo de belo efeito, que se revelaria absolutamente determinante, conferindo ao Benfica o imenso estímulo da necessária tranquilidade para encarar, sem maiores sobressaltos, a etapa complementar.

No recomeço, logo de início, seria novamente o Benfica a criar mais perigo junto da baliza do PSV, por duas ocasiões, mas inconsequentes. A partida entraria então numa toada que era a que mais convinha à equipa portuguesa: jogo algo mastigado, na zona do meio-campo, com o tempo a começar a correr a favor dos benfiquistas.

E Luisão teria mesmo, à passagem da hora de jogo, oportunidade para bisar, na sequência de um pontapé de canto, mas a cabeçada não saiu com a melhor direcção. Praticamente na jogada seguinte, numa excelente arrancada de César Peixoto, pela esquerda, foi ceifado dentro da área, já quase na linha de fundo.

Na conversão da grande penalidade, Cardozo empatava o jogo e confirmava a vitória na eliminatória e consequente apuramento do Benfica para as 1/2 Finais, 17 anos depois da última presença nessa fase de uma competição europeia (então na Taça dos Vencedores de Taças).

Pela primeira vez na história das provas europeias – ao fim de 55 anos – um inédito triplo apuramento de clubes lusos para as 1/2 Finais, também com uma estreia absoluta de confronto entre duas equipas nacionais: Benfica e Braga disputarão entre si a presença na Final de Dublin. FC Porto, frente ao Villarreal, poderá proporcionar um epílogo extraordinário, o de uma Final portuguesa!

14 Abril, 2011 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão) – Benfica – PSV

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (78m – César Peixoto), Nico Gaitán (78m – Franco Jara), Javier Saviola e Óscar Cardozo (90m – Felipe Menezes)

PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev, Marcelo, Wilfred Bouma, Erik Pieters (72m – Stijn Wuytens), Atiba Hutchinson, Otman Bakkal, Orlando Engelaar, Jeremain Lens, Balázs Dzsudzsák e Marcus Berg (78m – Zakaria Labyad)

1-0 – Pablo Aimar – 37m
2-0 – Eduardo Salvio – 45m
3-0 – Eduardo Salvio – 52m
3-1 – Zakaria Labyad – 80m
4-1 – Javier Saviola – 90m

Cartões amarelos – Orlando Engelaar (54m) e Erik Pieters (68m); Javi García (86m)

Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)

Um remate de belo efeito, de Saviola, ao poste, dava o mote, logo aos 7 minutos, evidenciando uma atitude de conquista por parte do Benfica. Que manteria o controlo do jogo pelo tempo fora, com o PSV a dar o primeiro sério aviso, apenas já com 20 minutos decorridos, numa desconcentração da defesa benfiquista, com Berg a falhar o alvo.

Por volta da meia-hora, o Benfica intensificaria a pressão, e, de forma quase consecutiva, fez perigar por várias vezes o último reduto da equipa holandesa.

Aos 29 minutos, Cardozo, “enchendo o pé”, rematou do “meio da rua”, obrigando Isaksson a mostrar toda a sua atenção, com uma bela estirada. E, no minuto seguinte, um remate de Saviola, a cruzar a pequena área a meia altura, com Gaitán, de cabeça, a não conseguir desviar da melhor forma, numa jogada de grande perigo. E, mais 3 minutos decorridos, Cardozo a introduzir mesmo a bola na baliza, mas em clara posição de “fora-de-jogo”, já na pequena área.

Tanto ameaçou a equipa benfiquista, que o golo acabaria mesmo por chegar, estavam decorridos 37 minutos, com Aimar, muito oportuno, a aproveitar uma bola que Cardozo, em queda, não conseguira dominar.

Culminando um quarto de hora de bom nível, já mesmo a fechar o primeiro tempo, e após mais um lance sem a melhor finalização, por parte de Salvio, seria o próprio a conseguir finalizar uma boa jogada colectiva, ampliando a vantagem para 2-0, estabelecendo uma margem bastante apetecível na eliminatória.

Na abertura da etapa complementar, o Benfica continuaria a mostrar uma boa disposição; aos 6 minutos, criou mais uma boa oportunidade, a que faltou apenas a finalização, para, no minuto imediato, surgir novamente Salvio, com uma excelente execução, tirando dois adversários do caminho, e rematando cruzado, sem hipóteses de defesa para Isaksson, elevando a marca para 3-0.

Ao longo de todo o período até então decorrido, a equipa do PSV parecia ausente do jogo, sem evidenciar capacidade para criar qualquer lance ofensivo; apenas já próximo da hora de jogo voltaria a criar perigo, com Luisão a evitar que Berg pudesse marcar.

Aos 63 minutos, mais uma bela iniciativa de Salvio, com Saviola, do lado esquerdo, a não conseguir cabecear da melhor forma. O jogo animava, e o PSV criaria então, no minuto seguinte, de forma consecutiva, dois lances de muito perigo para a baliza benfiquista.

Para aos 66 minutos, mais um excelente pontapé de Cardozo, e Isaksson, de novo,  a corresponder com uma magnífica intervenção. Pouco depois, aos 69, um livre, rematado em força por Cardozo, cruzou toda a área do PSV, entre uma “floresta de pernas”, sem tabelar em ninguém… que a fizesse anichar nas redes.

Aos 73 minutos, ocorreria um lance com alguma similitude, mas agora na defesa benfiquista, com a bola a percorrer de forma transversal, toda a área, sem que ninguém aparecesse a desviar.

O Benfica não teria então a capacidade para acalmar o ritmo de jogo, refreando o impulso de atacar, que, em contraponto, começava a proporcionar a PSV a possibilidade de rápidos contra-ataques… que acabariam por frutificar, aos 80 minutos, com mais uma intervenção deficiente de Roberto, a não segurar uma bola centrada do lado esquerdo, deixando-a à mercê do desvio fatal de Labyad, já na zona da pequena área.

Mas o melhor estava guardado para o fim: uma fantástica execução de Javier Saviola, dando a melhor sequência a mais uma assistência de Fábio Coentrão (que também oferecera já um golo a Salvio) a fixar o resultado final em 4-1, assim conferindo ao marcador uma expressão mais ajustada ao efectivo desenrolar desta partida.

7 Abril, 2011 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Paris St.-Germain – Benfica

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará (78m – Jean-Eudes Maurice), Sylvain Armand, Mamadou Sakho, Siaka Tiéné, Claude Makélélé, Clément Chantôme, Christophe Jallet, Nenê, Mathieu Bodmer (68m – Ludovic Giuly) e Mevlüt Erdinç (68m – Guillaume Hoarau)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (80m – César Peixoto), Nico Gaitán (90m – Jardel), Javier Saviola (64m – Carlos Martins) e Óscar Cardozo

0-1 – Nico Gaitán – 27m
1-1 – Mathieu Bodmer – 35m

Cartões amarelos – Clément Chantôme (72m) e Sylvain Armand (82m); Pablo Aimar (29m) e Maxi Pereira (78m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

A partida decorria em toada morna, sem uma tendência definida, quando – já com 27 minutos de jogo – um remate cruzado de NIco Gaitán, mas que saiu ao primeiro poste, traiu o guarda-redes da equipa francesa, parecendo ser o tónico ideal para elevar os níveis de confiança do Benfica (que chegava a Paris com a vantagem mínima e com a ameaça de ter concedido um golo em casa), não obstante, no entretanto, Roberto tenha sido chamado a intervenção apertada no minuto imediato ao golo benfiquista.

Porém, poucos minutos depois, o Paris St.-Germain, numa boa iniciativa, num remate de boa execução de Bodmer, chegaria mesmo ao golo, restabelecendo o empate, assim prontamente reentrando na disputa da eliminatória.

E o Benfica voltaria a mostrar alguma intranquilidade e desconcentração defensiva quase ao findar da primeira parte, por duas vezes, primeiro numa bola que cruzou toda a área, acabando por se perder, e, pouco depois, com um remate perigoso que não saiu muito distante da baliza.

O mínimo que se poderia dizer era que o resultado de 1-1 ao intervalo não era mau para o Benfica… que, numa atitude de expectativa, muito pouco tinha feito para merecer mais, perante uma enorme falange de apoio de adeptos nas bancadas (estimada em cerca de 30 mil, do total de 44 mil espectadores). Até porque, um hipotético segundo golo benfiquista, sentenciaria muito provavelmente o desfecho da eliminatória.

No reinício, o Benfica teria a sua melhor iniciativa de jogo, logo aos 52 minutos, com Cardozo e Fábio Coentrão a levarem o perigo até bem perto da baliza da equipa da casa, mas Saviola a não conseguir concretizar. Pouco depois, beneficiaria ainda, de forma consecutiva, de dois pontapés de canto, mas que seriam inconsequentes.

E, aos 60 minutos, numa boa combinação, envolvendo uma vez mais Fábio Coentrão e Cardozo, o avançado benfiquista obrigaria o guardião adversário a uma boa intervenção, a que se seguiu novo canto, em mais uma ocasião de perigo.

Logo depois de uma perigosa ofensiva do Paris St.-Germain, um endiabrado Coentrão conseguiria fugir aos alas do lado direito, mas o companheiro que seguia a jogada não compreendeu o lance, não se tendo desmarcado para o local apropriado. E, de imediato, novamente Cardozo a rematar à baliza.

O ritmo de jogo tivera uma forte aceleração; começariam então as substituições. Apenas aos 78 e 79 minutos, voltaria a haver frisson, primeiro com uma jogada já em plena pequena área, com uma atabalhoada defesa benfiquista com grandes dificuldades para aliviar a bola, e, de imediato, na sequência do respectivo canto.

Em mais uma imparável arrancada de Coentrão, já jogando pelo meio (depois da entrada de César Peixoto para lateral esquerdo), o benfiquista só seria parado pelo recurso a uma falta grosseira (que custou um cartão amarelo / alaranjado a Sylvain Armand), de cuja conversão do respectivo livre resultaria mais um lance de perigo, todavia não aproveitado pelo Benfica.

Já a 3 minutos do final, Nico Gaitán ainda ensaiaria uma imitação da jogada antes protagonizada pelo companheiro, mas não seria bem sucedido.

Ao longo de 5 compridos minutos de período de compensação, um Parque dos Príncipes verdadeiramente ao rubro começara já a festejar exuberantemente a sofrida (até ao último segundo…) passagem do Benfica aos 1/4 Final da Liga Europa.

17 Março, 2011 at 7:53 pm 1 comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Paris St.-Germain

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (66m – Franco Jara), Nico Gaitán (71m – Pablo Aimar), Carlos Martins (85m – César Peixoto), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará, Sammy Traoré, Sylvain Armand, Tripy Makonda (75m – Florian Makhedjouf), Zoumana Camara, Clément Chantôme, Péguy Luyindula (44m – Jean-Eudes Maurice), Nenê, Mevlüt Erdinç e Mathieu Bodmer (70m – Neeskens Kebano)

0-1 – Péguy Luyindula – 14m
1-1 – Maxi Pereira – 42m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Eduardo Salvio (26m); Sylvain Armand (30m), Ceará (39m), Nenê (83m) e Zoumana Camara (90m)

Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)

Numa partida em que o Benfica denotou algum nervosismo  e ansiedade, a par de falta de concentração na defesa, não acertando com as marcações, repetiu-se o sucedido nos últimos 4 encontros disputados no Estádio da Luz: começar a perder, conseguir a reviravolta no marcador, e acabar por vencer por 2-1 (assim sucedeu nos jogos com o Stuttgart, Marítimo e Sporting).

Frente a uma equipa que se caracteriza pelo seu perigoso contra-ataque, que, por regra, consegue marcar golos nos jogos fora de casa – e depois de, logo a abrir o jogo, a equipa benfiquista ter obrigado o guardião do conjunto francês a excelente intervenção (o que, aliás, viria a repetir, aos 25 minutos, com Edel a dar a melhor resposta a um potente remate de Cardozo, na conversão de um livre) -, o Paris St.-Germain, para além de ter inaugurado o marcador, ainda antes dos 15 minutos, teria pelo menos mais duas flagrantes oportunidades de golo, com o Benfica a revelar dificuldades em controlar o jogo.

A equipa portuguesa acabaria por ter a felicidade de, nessa fase menos boa, conseguir, ainda antes do intervalo, o golo da igualdade, que, naturalmente, contribuiria para encarar a segunda parte com outra tranquilidade e confiança.

E, efectivamente, nessa metade complementar, o rumo do encontro viria a alterar-se substancialmente, em virtude do ritmo e velocidade impostos pela equipa do Benfica.

O curso do jogo ficaria então ainda marcado por um lance que o árbitro não sancionou com grande penalidade, aos 72 minutos, por claro derrube a um benfiquista em plena área.

Tal não impediu – ou terá porventura contribuído ainda mais – para um decisivo acelerar da equipa portuguesa, à entrada para o quarto de hora final, com o Benfica a carregar bastante, exercendo tal pressão que ameaçava fazer vacilar os parisienses, empurrando-os para as imediações da sua baliza, fazendo lembrar a fase final do recente jogo com o Sporting para as 1/2 Finais da Taça da Liga.

À semelhança do sucedido nesse jogo, adivinhava-se claramente o golo do Benfica, que acabaria por surgir com naturalidade.

Curiosamente – talvez recordando-se da similitude da evolução do jogo e do marcador da eliminatória anterior, frente ao Stuttgart -, a equipa benfiquista acabaria, nos minutos derradeiros, por procurar sobretudo conservar a vantagem, que, sendo mínima, poderá ser decisiva para o jogo da próxima semana em Paris, em que, se antecipa, irá “jogar em casa”, com o apoio de uma grande mole de emigrantes portugueses.

10 Março, 2011 at 10:02 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Stuttgart – Benfica

Stuttgart – Marc Ziegler (52m – Sven Ulreich), Khalid Boulahrouz (61m – Timo Gebhart), Georg Niedermeier, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic, Martin Harnik, Tamás Hajnal (78m – Élson), Shinji Okazaki e Sven Schipplock

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Airton, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Pablo Aimar (73m – Carlos Martins), Franco Jara (90m – Alan Kardec) e Óscar Cardozo (88m – Felipe Menezes)

0-1 – Eduardo Salvio – 31m
0-2 – Óscar Cardozo – 78m

Cartões amarelos – Matthieu Delpierre (46m), Shinji Okazaki (77m), Timo Gebhart (81m) e Cristian Molinaro (90m); Sidnei (44m) e Carlos Martins (81m)

Cartão vermelho – Zdravko Kuzmanovic (90m)

Árbitro – Mike Dean (Inglaterra)

Com uma vantagem mínima arrancada na primeira mão, o Benfica assumiu – tal como prometera Jorge Jesus – que necessitava de marcar na Alemanha para alcançar o apuramento. E entrou com boa disposição neste jogo, com Gaitán a ameaçar, logo aos 6 minutos, com um remate em jeito de “folha seca”, pleno de intencionalidade, a obrigar o guardião contrário a uma estirada para afastar a bola por sobre a barra.

E, novamente aos 18 minutos, com uma desmarcação na cara do guarda-redes, a fazer a mancha e a levar a melhor sobre Fábio Coentrão, que se conseguira isolar, não tendo contudo conseguido evitar o último obstáculo para o golo.

Golo que acabaria por surgir aos 31 minutos, culminando da melhor forma um pontapé de canto, com Salvio, a “encher o pé”, à entrada da área, a rematar forte e colocado, sem hipótese de defesa.

O Stuttgart obrigara também Roberto a intervir em dois ou três lances ofensivos, mas a nota dominante do primeiro tempo fora do Benfica.

No reinício, logo aos 2 minutos e, de imediato, no minuto seguinte, o guarda-redes alemão, com duas intervenções arrojadas, negaria novo golo ao Benfica, na segunda delas, sendo atingido de forma arrepiante, de forma involuntária, fruto da dinâmica do movimento corporal, primeiro por Gaitán (uma joelhada na cabeça) e, de imediato, por Delpierre, que caiu também sobre a cabeça do desamparado colega, que acabaria por ter de sair do estádio, para receber assistência hospitalar.

Aos 60 minutos, Luisão, na cara do guarda-redes, na zona da pequena área, desperdiçaria inacreditavelmente o golo, não obstante ter recebido a bola um pouco alta, rematando bastante por cima da baliza.

Cardozo replicaria o falhanço, aos 71 minutos, antes de Okazaki, por duas vezes, ter ameaçado seriamente a baliza benfiquista, primeiro com um remate a rasar a trave e, logo de seguida, obrigando Roberto a uma magnífica intervenção para conseguir defender a bola.

A eliminatória ficaria definitivamente sentenciada quando Cardozo, aos 78 minutos, na sequência de mais uma boa iniciativa de Franco Jara, rematou forte, com a bola ainda a embater no poste antes de se anichar no fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Até final – jogar-se-ia até ao minuto 97 – não haveria muito mais a ser digno de nota especial, com o Benfica a gerir a vantagem no jogo e na eliminatória.

Alcançando, pela primeira vez no seu longo historial europeu, a vitória na Alemanha, o que conseguiu de forma muito segura – ampliando para 16 a sua fantástica série de vitórias consecutivas -, o Benfica avança na Liga Europa, prosseguindo para os 1/8 Final, em que reencontrará (depois de se terem defrontado já na época 2006-07) a equipa francesa do Paris Saint-Germain.

24 Fevereiro, 2011 at 10:04 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – Benfica – Stuttgart

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (75m – Alan Kardec), Nico Gaitán, Pablo Aimar (75m – Carlos Martins), Franco Jara (87m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

Stuttgart – Sven Ulreich, Khalid Boulahrouz, Serdar Tasci, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic (76m – Georg Niedermeier), Martin Harnik, Tamás Hajnal (63m – Élson),Shinji Okazaki e Cacau

0-1 – Martin Harnik – 21m
1-1 – Óscar Cardozo – 70m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Fábio Coentrão (42m), Javi García (88m) e Maxi Pereira (90m); Tasci (14m), Harnik (26m) e Delpierre (59m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Com a confiança proporcionada por 13 vitórias consecutivas (desde a partida com o Schalke, a 7 de Dezembro) – 16 triunfos, se considerarmos apenas os jogos a nível interno (desde a derrota com o FC Porto, a 7 de Novembro) -, reforçada pela magnífica exibição do último jogo, frente ao Guimarães, o Benfica ver-se-ia de alguma forma surpreendido pelo atrevimento do Stuttgart (que, ao invés, luta desesperadamente por sair dos lugares de despromoção da bundesliga), que não mostrou temor, procurando jogar de igual para igual.

E, quando à passagem dos 20 minutos, a equipa alemã, com um chapéu de belo efeito sobre Roberto, se colocou em vantagem, a dúvida instalou-se na equipa benfiquista; até final da primeira parte, faltaria a tranquilidade necessária para uma reacção apropriada à tendência do jogo e do marcador.

No segundo tempo o Benfica surgiria transfigurado, para muito melhor. Talvez pela mentalização recebida ao intervalo, a equipa readquiriu a confiança, partindo deliberadamente para o ataque, em busca do golo.

Seria porém necessário porfiar bastante, até, por fim, conseguir, primeiro o empate – num excelente remate de meia-distância de Cardozo -, pouco depois a reviravolta no marcador, num magnífico balão de Franco Jara, de longa distância, a embater ainda na barra antes de cair sobre (para além d)a linha de golo, onde Cardozo surgiu a confirmar o golo.

Não faltava já muito tempo para o final do encontro, mas o Benfica criaria ainda diversas ocasiões de perigo, em particular nos minutos derradeiros, inclusivamente já em período de compensação, culminando mais uma boa exibição, e aumentando para 14 o número desta sua extraordinária série de triunfos (com um score global de 40 golos marcados e 7 sofridos).

Do “mal o menos”, a equipa portuguesa parte em vantagem para a segunda mão, onde a chave da eliminatória poderá estar numa atitude que não seja centrada na mera defesa da escassa margem hoje alcançada.

17 Fevereiro, 2011 at 8:32 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Schalke 04

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira (45m – Nico Gaitán), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ruben Amorim, César Peixoto (45m – Pablo Aimar), Carlos Martins (79m – Eduardo Salvio), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Schalke 04Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida, Benedikt Höwedes, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Peer Kluge (82m – Joel Matip), Kyriakos Papadopoulos, José Manuel Jurado (88m – Erik Jendrisek), Ivan Rakitic, Klaas-Jan Huntelaar (85m – Edu) e Raúl González

0-1 – José Manuel Jurado – 19m
0-2 – Benedikt Höwedes – 81m
1-2 – Luisão – 87m

Cartões amarelos – David Luiz (68m), Javier Saviola (71m) e Pablo Aimar (77m); Klaas-Jan Huntelaar (63m) e Ivan Rakitic (78m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Uma equipa sem rumo, orientação ou estratégia, acabou por ser salva, nos instantes finais desta fase de Grupos, pelo francês Alexandre Lacazette, marcador do golo do empate do Lyon frente ao Hapoel Tel-Aviv, que permite ao Benfica prosseguir para a Liga Europa, depois de, durante cerca de 20 minutos, “ter estado fora” das provas europeias (enquanto a equipa israelita esteve na posição de vencedora, em Lyon).

Esta noite, havia uma óbvia interdependência entre os jogos de Lisboa e de Lyon: Benfica e Olympique Lyonnais podiam “entreajudar-se”, na medida em que os franceses necessitavam que o Benfica vencesse para alcançar o 1º lugar do Grupo, enquanto que, aos portugueses, bastava o empate na partida disputada em França.

Cedo se tornou evidente porém que o Benfica não iria cumprir a sua “parte no acordo” e que o Lyon estaria irremediavelmente afastado da liderança do grupo, em detrimento do Schalke. Dependente do que se passava em França, a equipa portuguesa acabaria por beneficiar da “boa vontade” dos franceses (numa altura em que já nada tinham a ganhar em termos de classificação), para se juntar a FC Porto, Sporting e, provavelmente, Braga (caso não consiga prosseguir na Liga dos Campeões) nos 1/16 Final da Liga Europa.

Efectivamente, hoje, no Estádio da Luz, o Benfica nunca mostrou capacidade, chama, nem talvez vontade de inverter o rumo dos acontecimentos, num encontro cujo desfecho se começou a desenhar ainda antes de concluídos os primeiros 20 minutos, com um golo sofrido, em mais uma falha defensiva.

Em desvantagem, faltou qualidade ao futebol do Benfica para que se pudesse equacionar a possibilidade de “dar a volta” ao marcador, tendência que assumiria carácter ainda mais definitivo quando, a cerca de 10 minutos do termo, o Schalke ampliou a vantagem.

Já “liberto de responsabilidades”, conformado com o seu destino, então entregue à mercê de uma ajuda do Lyon (que chegaria mesmo quase a findar), o Benfica acabaria por, num assomo final, marcar o seu tento de honra, animando os minutos derradeiros (disporia ainda de uma ocasião para empatar, por via de um remate que, contudo, embateu no poste)… ao mesmo tempo que se aguardava o final da partida em França.

Assim se encerrava uma campanha muito cinzenta no regresso da equipa à Liga dos Campeões, com uma breve passagem, de transição – alcançada in-extremis – para a segunda prova do futebol europeu de clubes.

7 Dezembro, 2010 at 10:32 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Hapoel Tel-Aviv – Benfica

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman, Dedi Ben-Dayan, Gil Vermouth, Shay Abutbul (77m – Valeed Badier), Avihai Yadin, Eran Zahavi, Itay Shechter (58m – Yossi Schivhon) e Toto Tamuz (66m – Ben Sahar)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García (79m – Franco Jara), Eduardo Salvio (65m – Carlos Martins), Pablo Aimar, Nico Gaitán, Javier Saviola (45m – Óscar Cardozo) e Alan Kardec

1-0 – Eran Zahavi – 24m
2-0 – Douglas da Silva – 74m
3-0 – Eran Zahavi – 90m

Cartões amarelos – Dedi Ben-Dayan (33m), Avihai Yadin (43m) e Bevan Fransman (52m); Javier Saviola (28m)

Árbitro – Alain Hamer (Luxemburgo)

Dois lances de bola parada, convertidos em golo pela equipa israelita – a que se somou, já em tempo de compensação, um terceiro tento – resultaram na terceira derrota do Benfica em 3 jogos disputados fora do seu terreno na presente edição da Liga dos Campeões, e na consequente eliminação da prova, podendo mesmo colocar em risco a continuidade da equipa nas provas europeias (via Liga Europa), uma vez que dispõe agora de apenas 2 pontos de vantagem sobre o Hapoel Tel-Aviv.

Frente a um adversário que não lhe é, de todo, superior, a equipa portuguesa pareceu entrar em jogo na disposição de procurar lutar pela vitória, conseguindo, de início, controlar o jogo. Porém, com a obtenção do primeiro golo pela equipa de Israel, o Benfica como que começou a descrer das suas capacidades, perdendo alguma confiança.

Não obstante ter porfiado na busca do golo e continuar, até ao 2-0, a ser “mais equipa”, desta partida – em que o Benfica averba uma pesada e algo desprestigiante derrota – fica sobretudo a imagem de uma extrema incapacidade concretizadora, não conseguindo aproveitar nenhum dos 21 (!) pontapés de canto que dispôs, nem dos 24 remates que efectuou…

E, para além de algumas ocasiões de golo (pelo menos 3 delas flagrantes, incrivelmente desperdiçadas por Alan Kardec e Óscar Cardozo), e a par de uma grande fragilidade / desconcentração defensiva, uma tão notória quanto inesperada falta de competitividade ao mais alto nível do futebol europeu, sobretudo nos jogos disputados no estrangeiro.

Veremos se será ainda possível “salvar a face” na Liga Europa… o que implica, em primeira análise, que o Benfica consiga lá chegar!

24 Novembro, 2010 at 10:33 pm Deixe um comentário

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