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Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Paris St.-Germain – Benfica

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará (78m – Jean-Eudes Maurice), Sylvain Armand, Mamadou Sakho, Siaka Tiéné, Claude Makélélé, Clément Chantôme, Christophe Jallet, Nenê, Mathieu Bodmer (68m – Ludovic Giuly) e Mevlüt Erdinç (68m – Guillaume Hoarau)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (80m – César Peixoto), Nico Gaitán (90m – Jardel), Javier Saviola (64m – Carlos Martins) e Óscar Cardozo

0-1 – Nico Gaitán – 27m
1-1 – Mathieu Bodmer – 35m

Cartões amarelos – Clément Chantôme (72m) e Sylvain Armand (82m); Pablo Aimar (29m) e Maxi Pereira (78m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

A partida decorria em toada morna, sem uma tendência definida, quando – já com 27 minutos de jogo – um remate cruzado de NIco Gaitán, mas que saiu ao primeiro poste, traiu o guarda-redes da equipa francesa, parecendo ser o tónico ideal para elevar os níveis de confiança do Benfica (que chegava a Paris com a vantagem mínima e com a ameaça de ter concedido um golo em casa), não obstante, no entretanto, Roberto tenha sido chamado a intervenção apertada no minuto imediato ao golo benfiquista.

Porém, poucos minutos depois, o Paris St.-Germain, numa boa iniciativa, num remate de boa execução de Bodmer, chegaria mesmo ao golo, restabelecendo o empate, assim prontamente reentrando na disputa da eliminatória.

E o Benfica voltaria a mostrar alguma intranquilidade e desconcentração defensiva quase ao findar da primeira parte, por duas vezes, primeiro numa bola que cruzou toda a área, acabando por se perder, e, pouco depois, com um remate perigoso que não saiu muito distante da baliza.

O mínimo que se poderia dizer era que o resultado de 1-1 ao intervalo não era mau para o Benfica… que, numa atitude de expectativa, muito pouco tinha feito para merecer mais, perante uma enorme falange de apoio de adeptos nas bancadas (estimada em cerca de 30 mil, do total de 44 mil espectadores). Até porque, um hipotético segundo golo benfiquista, sentenciaria muito provavelmente o desfecho da eliminatória.

No reinício, o Benfica teria a sua melhor iniciativa de jogo, logo aos 52 minutos, com Cardozo e Fábio Coentrão a levarem o perigo até bem perto da baliza da equipa da casa, mas Saviola a não conseguir concretizar. Pouco depois, beneficiaria ainda, de forma consecutiva, de dois pontapés de canto, mas que seriam inconsequentes.

E, aos 60 minutos, numa boa combinação, envolvendo uma vez mais Fábio Coentrão e Cardozo, o avançado benfiquista obrigaria o guardião adversário a uma boa intervenção, a que se seguiu novo canto, em mais uma ocasião de perigo.

Logo depois de uma perigosa ofensiva do Paris St.-Germain, um endiabrado Coentrão conseguiria fugir aos alas do lado direito, mas o companheiro que seguia a jogada não compreendeu o lance, não se tendo desmarcado para o local apropriado. E, de imediato, novamente Cardozo a rematar à baliza.

O ritmo de jogo tivera uma forte aceleração; começariam então as substituições. Apenas aos 78 e 79 minutos, voltaria a haver frisson, primeiro com uma jogada já em plena pequena área, com uma atabalhoada defesa benfiquista com grandes dificuldades para aliviar a bola, e, de imediato, na sequência do respectivo canto.

Em mais uma imparável arrancada de Coentrão, já jogando pelo meio (depois da entrada de César Peixoto para lateral esquerdo), o benfiquista só seria parado pelo recurso a uma falta grosseira (que custou um cartão amarelo / alaranjado a Sylvain Armand), de cuja conversão do respectivo livre resultaria mais um lance de perigo, todavia não aproveitado pelo Benfica.

Já a 3 minutos do final, Nico Gaitán ainda ensaiaria uma imitação da jogada antes protagonizada pelo companheiro, mas não seria bem sucedido.

Ao longo de 5 compridos minutos de período de compensação, um Parque dos Príncipes verdadeiramente ao rubro começara já a festejar exuberantemente a sofrida (até ao último segundo…) passagem do Benfica aos 1/4 Final da Liga Europa.

17 Março, 2011 at 7:53 pm 1 comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Paris St.-Germain

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (66m – Franco Jara), Nico Gaitán (71m – Pablo Aimar), Carlos Martins (85m – César Peixoto), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará, Sammy Traoré, Sylvain Armand, Tripy Makonda (75m – Florian Makhedjouf), Zoumana Camara, Clément Chantôme, Péguy Luyindula (44m – Jean-Eudes Maurice), Nenê, Mevlüt Erdinç e Mathieu Bodmer (70m – Neeskens Kebano)

0-1 – Péguy Luyindula – 14m
1-1 – Maxi Pereira – 42m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Eduardo Salvio (26m); Sylvain Armand (30m), Ceará (39m), Nenê (83m) e Zoumana Camara (90m)

Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)

Numa partida em que o Benfica denotou algum nervosismo  e ansiedade, a par de falta de concentração na defesa, não acertando com as marcações, repetiu-se o sucedido nos últimos 4 encontros disputados no Estádio da Luz: começar a perder, conseguir a reviravolta no marcador, e acabar por vencer por 2-1 (assim sucedeu nos jogos com o Stuttgart, Marítimo e Sporting).

Frente a uma equipa que se caracteriza pelo seu perigoso contra-ataque, que, por regra, consegue marcar golos nos jogos fora de casa – e depois de, logo a abrir o jogo, a equipa benfiquista ter obrigado o guardião do conjunto francês a excelente intervenção (o que, aliás, viria a repetir, aos 25 minutos, com Edel a dar a melhor resposta a um potente remate de Cardozo, na conversão de um livre) -, o Paris St.-Germain, para além de ter inaugurado o marcador, ainda antes dos 15 minutos, teria pelo menos mais duas flagrantes oportunidades de golo, com o Benfica a revelar dificuldades em controlar o jogo.

A equipa portuguesa acabaria por ter a felicidade de, nessa fase menos boa, conseguir, ainda antes do intervalo, o golo da igualdade, que, naturalmente, contribuiria para encarar a segunda parte com outra tranquilidade e confiança.

E, efectivamente, nessa metade complementar, o rumo do encontro viria a alterar-se substancialmente, em virtude do ritmo e velocidade impostos pela equipa do Benfica.

O curso do jogo ficaria então ainda marcado por um lance que o árbitro não sancionou com grande penalidade, aos 72 minutos, por claro derrube a um benfiquista em plena área.

Tal não impediu – ou terá porventura contribuído ainda mais – para um decisivo acelerar da equipa portuguesa, à entrada para o quarto de hora final, com o Benfica a carregar bastante, exercendo tal pressão que ameaçava fazer vacilar os parisienses, empurrando-os para as imediações da sua baliza, fazendo lembrar a fase final do recente jogo com o Sporting para as 1/2 Finais da Taça da Liga.

À semelhança do sucedido nesse jogo, adivinhava-se claramente o golo do Benfica, que acabaria por surgir com naturalidade.

Curiosamente – talvez recordando-se da similitude da evolução do jogo e do marcador da eliminatória anterior, frente ao Stuttgart -, a equipa benfiquista acabaria, nos minutos derradeiros, por procurar sobretudo conservar a vantagem, que, sendo mínima, poderá ser decisiva para o jogo da próxima semana em Paris, em que, se antecipa, irá “jogar em casa”, com o apoio de uma grande mole de emigrantes portugueses.

10 Março, 2011 at 10:02 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Stuttgart – Benfica

Stuttgart – Marc Ziegler (52m – Sven Ulreich), Khalid Boulahrouz (61m – Timo Gebhart), Georg Niedermeier, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic, Martin Harnik, Tamás Hajnal (78m – Élson), Shinji Okazaki e Sven Schipplock

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Airton, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Pablo Aimar (73m – Carlos Martins), Franco Jara (90m – Alan Kardec) e Óscar Cardozo (88m – Felipe Menezes)

0-1 – Eduardo Salvio – 31m
0-2 – Óscar Cardozo – 78m

Cartões amarelos – Matthieu Delpierre (46m), Shinji Okazaki (77m), Timo Gebhart (81m) e Cristian Molinaro (90m); Sidnei (44m) e Carlos Martins (81m)

Cartão vermelho – Zdravko Kuzmanovic (90m)

Árbitro – Mike Dean (Inglaterra)

Com uma vantagem mínima arrancada na primeira mão, o Benfica assumiu – tal como prometera Jorge Jesus – que necessitava de marcar na Alemanha para alcançar o apuramento. E entrou com boa disposição neste jogo, com Gaitán a ameaçar, logo aos 6 minutos, com um remate em jeito de “folha seca”, pleno de intencionalidade, a obrigar o guardião contrário a uma estirada para afastar a bola por sobre a barra.

E, novamente aos 18 minutos, com uma desmarcação na cara do guarda-redes, a fazer a mancha e a levar a melhor sobre Fábio Coentrão, que se conseguira isolar, não tendo contudo conseguido evitar o último obstáculo para o golo.

Golo que acabaria por surgir aos 31 minutos, culminando da melhor forma um pontapé de canto, com Salvio, a “encher o pé”, à entrada da área, a rematar forte e colocado, sem hipótese de defesa.

O Stuttgart obrigara também Roberto a intervir em dois ou três lances ofensivos, mas a nota dominante do primeiro tempo fora do Benfica.

No reinício, logo aos 2 minutos e, de imediato, no minuto seguinte, o guarda-redes alemão, com duas intervenções arrojadas, negaria novo golo ao Benfica, na segunda delas, sendo atingido de forma arrepiante, de forma involuntária, fruto da dinâmica do movimento corporal, primeiro por Gaitán (uma joelhada na cabeça) e, de imediato, por Delpierre, que caiu também sobre a cabeça do desamparado colega, que acabaria por ter de sair do estádio, para receber assistência hospitalar.

Aos 60 minutos, Luisão, na cara do guarda-redes, na zona da pequena área, desperdiçaria inacreditavelmente o golo, não obstante ter recebido a bola um pouco alta, rematando bastante por cima da baliza.

Cardozo replicaria o falhanço, aos 71 minutos, antes de Okazaki, por duas vezes, ter ameaçado seriamente a baliza benfiquista, primeiro com um remate a rasar a trave e, logo de seguida, obrigando Roberto a uma magnífica intervenção para conseguir defender a bola.

A eliminatória ficaria definitivamente sentenciada quando Cardozo, aos 78 minutos, na sequência de mais uma boa iniciativa de Franco Jara, rematou forte, com a bola ainda a embater no poste antes de se anichar no fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Até final – jogar-se-ia até ao minuto 97 – não haveria muito mais a ser digno de nota especial, com o Benfica a gerir a vantagem no jogo e na eliminatória.

Alcançando, pela primeira vez no seu longo historial europeu, a vitória na Alemanha, o que conseguiu de forma muito segura – ampliando para 16 a sua fantástica série de vitórias consecutivas -, o Benfica avança na Liga Europa, prosseguindo para os 1/8 Final, em que reencontrará (depois de se terem defrontado já na época 2006-07) a equipa francesa do Paris Saint-Germain.

24 Fevereiro, 2011 at 10:04 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – Benfica – Stuttgart

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (75m – Alan Kardec), Nico Gaitán, Pablo Aimar (75m – Carlos Martins), Franco Jara (87m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

Stuttgart – Sven Ulreich, Khalid Boulahrouz, Serdar Tasci, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic (76m – Georg Niedermeier), Martin Harnik, Tamás Hajnal (63m – Élson),Shinji Okazaki e Cacau

0-1 – Martin Harnik – 21m
1-1 – Óscar Cardozo – 70m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Fábio Coentrão (42m), Javi García (88m) e Maxi Pereira (90m); Tasci (14m), Harnik (26m) e Delpierre (59m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Com a confiança proporcionada por 13 vitórias consecutivas (desde a partida com o Schalke, a 7 de Dezembro) – 16 triunfos, se considerarmos apenas os jogos a nível interno (desde a derrota com o FC Porto, a 7 de Novembro) -, reforçada pela magnífica exibição do último jogo, frente ao Guimarães, o Benfica ver-se-ia de alguma forma surpreendido pelo atrevimento do Stuttgart (que, ao invés, luta desesperadamente por sair dos lugares de despromoção da bundesliga), que não mostrou temor, procurando jogar de igual para igual.

E, quando à passagem dos 20 minutos, a equipa alemã, com um chapéu de belo efeito sobre Roberto, se colocou em vantagem, a dúvida instalou-se na equipa benfiquista; até final da primeira parte, faltaria a tranquilidade necessária para uma reacção apropriada à tendência do jogo e do marcador.

No segundo tempo o Benfica surgiria transfigurado, para muito melhor. Talvez pela mentalização recebida ao intervalo, a equipa readquiriu a confiança, partindo deliberadamente para o ataque, em busca do golo.

Seria porém necessário porfiar bastante, até, por fim, conseguir, primeiro o empate – num excelente remate de meia-distância de Cardozo -, pouco depois a reviravolta no marcador, num magnífico balão de Franco Jara, de longa distância, a embater ainda na barra antes de cair sobre (para além d)a linha de golo, onde Cardozo surgiu a confirmar o golo.

Não faltava já muito tempo para o final do encontro, mas o Benfica criaria ainda diversas ocasiões de perigo, em particular nos minutos derradeiros, inclusivamente já em período de compensação, culminando mais uma boa exibição, e aumentando para 14 o número desta sua extraordinária série de triunfos (com um score global de 40 golos marcados e 7 sofridos).

Do “mal o menos”, a equipa portuguesa parte em vantagem para a segunda mão, onde a chave da eliminatória poderá estar numa atitude que não seja centrada na mera defesa da escassa margem hoje alcançada.

17 Fevereiro, 2011 at 8:32 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Schalke 04

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira (45m – Nico Gaitán), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ruben Amorim, César Peixoto (45m – Pablo Aimar), Carlos Martins (79m – Eduardo Salvio), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Schalke 04Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida, Benedikt Höwedes, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Peer Kluge (82m – Joel Matip), Kyriakos Papadopoulos, José Manuel Jurado (88m – Erik Jendrisek), Ivan Rakitic, Klaas-Jan Huntelaar (85m – Edu) e Raúl González

0-1 – José Manuel Jurado – 19m
0-2 – Benedikt Höwedes – 81m
1-2 – Luisão – 87m

Cartões amarelos – David Luiz (68m), Javier Saviola (71m) e Pablo Aimar (77m); Klaas-Jan Huntelaar (63m) e Ivan Rakitic (78m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Uma equipa sem rumo, orientação ou estratégia, acabou por ser salva, nos instantes finais desta fase de Grupos, pelo francês Alexandre Lacazette, marcador do golo do empate do Lyon frente ao Hapoel Tel-Aviv, que permite ao Benfica prosseguir para a Liga Europa, depois de, durante cerca de 20 minutos, “ter estado fora” das provas europeias (enquanto a equipa israelita esteve na posição de vencedora, em Lyon).

Esta noite, havia uma óbvia interdependência entre os jogos de Lisboa e de Lyon: Benfica e Olympique Lyonnais podiam “entreajudar-se”, na medida em que os franceses necessitavam que o Benfica vencesse para alcançar o 1º lugar do Grupo, enquanto que, aos portugueses, bastava o empate na partida disputada em França.

Cedo se tornou evidente porém que o Benfica não iria cumprir a sua “parte no acordo” e que o Lyon estaria irremediavelmente afastado da liderança do grupo, em detrimento do Schalke. Dependente do que se passava em França, a equipa portuguesa acabaria por beneficiar da “boa vontade” dos franceses (numa altura em que já nada tinham a ganhar em termos de classificação), para se juntar a FC Porto, Sporting e, provavelmente, Braga (caso não consiga prosseguir na Liga dos Campeões) nos 1/16 Final da Liga Europa.

Efectivamente, hoje, no Estádio da Luz, o Benfica nunca mostrou capacidade, chama, nem talvez vontade de inverter o rumo dos acontecimentos, num encontro cujo desfecho se começou a desenhar ainda antes de concluídos os primeiros 20 minutos, com um golo sofrido, em mais uma falha defensiva.

Em desvantagem, faltou qualidade ao futebol do Benfica para que se pudesse equacionar a possibilidade de “dar a volta” ao marcador, tendência que assumiria carácter ainda mais definitivo quando, a cerca de 10 minutos do termo, o Schalke ampliou a vantagem.

Já “liberto de responsabilidades”, conformado com o seu destino, então entregue à mercê de uma ajuda do Lyon (que chegaria mesmo quase a findar), o Benfica acabaria por, num assomo final, marcar o seu tento de honra, animando os minutos derradeiros (disporia ainda de uma ocasião para empatar, por via de um remate que, contudo, embateu no poste)… ao mesmo tempo que se aguardava o final da partida em França.

Assim se encerrava uma campanha muito cinzenta no regresso da equipa à Liga dos Campeões, com uma breve passagem, de transição – alcançada in-extremis – para a segunda prova do futebol europeu de clubes.

7 Dezembro, 2010 at 10:32 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Hapoel Tel-Aviv – Benfica

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman, Dedi Ben-Dayan, Gil Vermouth, Shay Abutbul (77m – Valeed Badier), Avihai Yadin, Eran Zahavi, Itay Shechter (58m – Yossi Schivhon) e Toto Tamuz (66m – Ben Sahar)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García (79m – Franco Jara), Eduardo Salvio (65m – Carlos Martins), Pablo Aimar, Nico Gaitán, Javier Saviola (45m – Óscar Cardozo) e Alan Kardec

1-0 – Eran Zahavi – 24m
2-0 – Douglas da Silva – 74m
3-0 – Eran Zahavi – 90m

Cartões amarelos – Dedi Ben-Dayan (33m), Avihai Yadin (43m) e Bevan Fransman (52m); Javier Saviola (28m)

Árbitro – Alain Hamer (Luxemburgo)

Dois lances de bola parada, convertidos em golo pela equipa israelita – a que se somou, já em tempo de compensação, um terceiro tento – resultaram na terceira derrota do Benfica em 3 jogos disputados fora do seu terreno na presente edição da Liga dos Campeões, e na consequente eliminação da prova, podendo mesmo colocar em risco a continuidade da equipa nas provas europeias (via Liga Europa), uma vez que dispõe agora de apenas 2 pontos de vantagem sobre o Hapoel Tel-Aviv.

Frente a um adversário que não lhe é, de todo, superior, a equipa portuguesa pareceu entrar em jogo na disposição de procurar lutar pela vitória, conseguindo, de início, controlar o jogo. Porém, com a obtenção do primeiro golo pela equipa de Israel, o Benfica como que começou a descrer das suas capacidades, perdendo alguma confiança.

Não obstante ter porfiado na busca do golo e continuar, até ao 2-0, a ser “mais equipa”, desta partida – em que o Benfica averba uma pesada e algo desprestigiante derrota – fica sobretudo a imagem de uma extrema incapacidade concretizadora, não conseguindo aproveitar nenhum dos 21 (!) pontapés de canto que dispôs, nem dos 24 remates que efectuou…

E, para além de algumas ocasiões de golo (pelo menos 3 delas flagrantes, incrivelmente desperdiçadas por Alan Kardec e Óscar Cardozo), e a par de uma grande fragilidade / desconcentração defensiva, uma tão notória quanto inesperada falta de competitividade ao mais alto nível do futebol europeu, sobretudo nos jogos disputados no estrangeiro.

Veremos se será ainda possível “salvar a face” na Liga Europa… o que implica, em primeira análise, que o Benfica consiga lá chegar!

24 Novembro, 2010 at 10:33 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Lyon

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Carlos Martins (75m – Felipe Menezes), Eduardo Salvio, Fábio Coentrão, Javier Saviola (70m – Franco Jara) e Alan Kardec (72m – Weldon)

LyonLyon – Hugo Lloris, Anthony Réveillère, Cris, Pape Malickou Diakhaté (59m – Bafétimbi Gomis), Dejan Lovren, Maxime Gonalons, Miralem Pjanic (71m – Jean Makoun), Yoann Gourcuff, Michel Bastos, Jeremy Pied (71m – Alexandre Lacazette) e Jimmy Briand

1-0 – Alan Kardec – 20m
2-0 – Fábio Coentrão – 32m
3-0 – Javi Garcia – 42m
4-0 – Fábio Coentrão – 67m
4-1 – Yoann Gourcuff – 75m
4-2 – Bafétimbi Gomis – 85m
4-3 – Dejan Lovren – 90m

Cartões amarelos – Luisão (24m), Javier Saviola (60m) e Roberto (90m); Miralem Pjanic (22m) e Dejan Lovren (24m)

Árbitro – Craig Thomson (Escócia)

No regresso às noites de glória na Europa do futebol, o Benfica conquistou hoje uma importante vitória sobre o Olympique de Lyon (semi-finalista na última edição da Liga dos Campeões, e que contava por vitórias os jogos disputados na presente edição), alicerçada num brilhante desempenho a nível das transições ofensivas, em rápidos contra-ataques.

E se fora surpreendente a forma como o Benfica chegou a uma vantagem de 4 golos, mais inesperada ainda seria a evolução registada no último quarto de hora, com o Lyon a conseguir colocar o marcador na diferença mínima.

E isto num jogo que logo desde início fora caracterizado por uma alta rotação, de parte a parte, com o Benfica a assumir a iniciativa, mas com o Lyon a ter dois lances de golo bem anulados, um por fora-de-jogo, outro por um ajeitar da bola com o braço antes do remate.

Também com a inusitada particularidade de os 4 golos da equipa portuguesa terem saído dos pés de Carlos Martins – com uma exibição fantástica a pautar o jogo benfiquista -, com excelentes assistências / aberturas, a que Alan Kardec, Fábio Coentrão e Javi Garcia deram a melhor sequência, em especial os dois belíssimos golos de Fábio Coentrão (o primeiro culminando uma muito boa jogada de futebol colectivo; o segundo com uma magnífica execução, a desviar a bola do alcance do guarda-redes adversário).

Com 4-0 à entrada do quarto de hora final – e numa altura em que tinha feito já três alterações ao seu xadrez -, o Benfica deslumbrou-se, desconcentrando-se, baixando de rendimento (como que “desligando os motores”), permitindo que o Lyon marcasse por três vezes, reduzindo a expressão da vitória que assumia, até então, foros de sensação, a uma desvantagem tangencial.

2 Novembro, 2010 at 10:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Lyon – Benfica

LyonLyon – Hugo Lloris, Anthony Réveillère, Cris, Pape Malickou Diakhaté, Aly Cissokho, Maxime Gonalons, Yoann Gourcuff (71m – Kim Källström), Miralem Pjanic, Jimmy Briand, Michel Bastos (64m – Jeremy Pied) e Lisandro Lopez (82m – Bafétimbi Gomis)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Nico Gaitán, Carlos Martins (77m – Eduardo Salvio), Pablo Aimar (71m – Franco Jara), Javier Saviola (57m – César Peixoto) e Alan Kardec

1-0 – Jimmy Briand – 21m
2-0 – Lisandro Lopez – 51m

Cartões amarelos – Anthony Réveillère (41m); Nico Gaitán (34m), Carlos Martins (37m) e Javi García (67m)

Cartão vermelho – Nico Gaitán (43m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

Frente a uma equipa do Lyon que contava duas vitórias nos dois jogos já disputados na presente edição da Liga dos Campeões, o Benfica começou por adoptar uma postura de contenção, de controlo do jogo, caracterizado de início por uma toada de “jogo morno”, sem que houvesse ocasiões de perigo, nem qualquer momento de frisson… até que, na mesma jogada, os visitados começaram por rematar ao poste, e, na sequência, Carlos Martins, deambulando sem rumo na zona intermediária, teria uma comprometedora perda de bola, aproveitada da melhor forma pela equipa francesa para inaugurar o marcador.

Com a equipa portuguesa já em desvantagem, perdendo alguma tranquilidade e ligação no seu futebol, a segunda metade do primeiro tempo acabaria por ficar marcada pela amostragem, pelo árbitro – por três vezes, no espaço de apenas 9 minutos -, do cartão amarelo, a última delas culminando na expulsão de Nico Gaitán, saindo assim o Benfica para o intervalo também em inferioridade numérica, podendo então antecipar-se uma difícil tarefa para a etapa complementar do jogo.

E, logo no reinício, perante um posicionamento corajoso do Benfica, procurando jogar o jogo pelo jogo, as coisas animariam bastante: em apenas cerca de 5 minutos, Lisandro Lopez desperdiçaria de forma inacreditável uma soberana ocasião de golo, “à boca da baliza”, lance seguido de novo remate ao poste, e, na sequência, uma defesa em último recurso de Roberto, permitindo contudo a recarga vitoriosa do mesmo Lisandro…

Apenas mais um quarto de hora decorrido, Roberto voltaria a estar em plano de grande evidência, com mais duas defesas impossíveis, em remates “à queima-roupa”, embora tivesse sido sancionada a jogada com fora-de-jogo.

Paradoxalmente, seria então, na fase derradeira da partida, já com o jogo perdido, que o Benfica subiria de rendimento, chegando a ameaçar a baliza adversária, com uma sequência de cantos (quatro, entre os 77 e 82 minutos), embora sem a correspondente e indispensável finalização… com alguma naturalidade, o marcador acabaria por não sofrer alteração.

20 Outubro, 2010 at 9:37 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Schalke 04 – Benfica

Schalke 04Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida (58m – Hans Sarpei), Kyriakos Papadopoulos, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Jefferson Farfán, Joel Matip, Ivan Rakitic (66m – Jermaine Jones), José Manuel Jurado (78m – Peer Kluge), Klaas-Jan Huntelaar e Raúl González

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Nico Gaitán (46m – Eduardo Salvio), Carlos Martins, Fábio Coentrão, Javier Saviola (63m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo (71m – Alan Kardec)

1-0 – Jefferson Farfán – 73m
2-0 – Klaas-Jan Huntelaar
– 85m

Cartões amarelos – Atsuto Uchida (57m) e Jefferson Farfán (62m); Nico Gaitán (45m), Salvio (49m) e Javi García (56m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Escudado na vitória alcançada na ronda inaugural da prova, e perante um adversário intranquilo face ao péssimo arranque de campeonato na Alemanha, o Benfica iniciou o jogo com determinação, em busca do golo, que não conseguiria concretizar, não obstante algumas oportunidades criadas, logo aos 2 minutos (Cardozo), e, novamente, aos 13 minutos (Saviola), para além de ter beneficiado de dois pontapés de canto consecutivos (7 minutos).

Contudo, depois de uma fase inicial de domínio benfiquista, pressionando o adversário e não concedendo espaços, por volta dos 20 minutos o Schalke começou a equilibrar o jogo. Até final da primeira metade não haveria grandes ocasiões a assinalar, à excepção de um remate de Raúl ao poste, com Roberto a defender superiormente a recarga de Rakitic.

No recomeço, nova boa entrada da equipa portuguesa, com duas jogadas de ataque nos minutos iniciais, com Salvio a dinamizar o sector ofensivo… seria, porém, “sol de pouca dura”.

Aproveitando uma falha de César Peixoto, não conseguindo o corte de cabeça, a equipa alemã colocar-se-ia em vantagem, com um remate cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes benfiquista. Logo aí se percebeu que dificilmente o Benfica teria a capacidade de reacção necessária.

Já na fase derradeira do encontro, e depois de Cardozo ter saído lesionado, o Schalke dilataria mesmo a vantagem, com um segundo golo, por intermédio de Huntelaar, que, para já, veio desequilibrar as contas da classificação do Grupo a favor dos alemães.

29 Setembro, 2010 at 9:32 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Hapoel Tel-Aviv

BenficaBenfica – Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins, Pablo Aimar (71m – Airton), Nico Gaitán (57m – Maxi Pereira), Javier Saviola (87m – César Peixoto) e Óscar Cardozo

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman (74m – Valeed Badier), Dedi Ben-Dayan, Romain Rocchi (61m – Yossi Schivhon), Avihai Yadin, Gil Vermouth, Eran Zahavi, Ben Sahar (58m – Toto Tamuz) e Itay Shechter

1-0 – Luisão – 21m
2-0 – Óscar Cardozo – 68m

Cartões amarelos – Shechter (22m) e Dedi Ben-Dayan (60m)

Árbitro – Aleksei Nikolaev (Rússia)

No regresso à Liga dos Campeões, três anos após a sua última participação, recebendo a equipa com menos credenciais do Grupo – não obstante o bom desempenho realizado pelos israelitas na época passada na Liga Europa -, o Benfica entrou em campo com a disposição de assumir a iniciativa de jogo, em busca da vitória.

Contudo, após uma primeira fase de jogo algo morno, o Benfica tinha já passado por alguns sustos, inclusivamente com um jogador da equipa de Israel a ser tocado em plena grande área por Luisão, quando, estavam decorridos 21 minutos, o defesa central, instalado na área adversária, deu a melhor sequência a um cruzamento de Carlos Martins, com um bom pontapé.

A vencer, o Benfica continuaria a ser, ao longo do tempo de jogo, a equipa com maior propensão ofensiva, embora sempre numa toada algo prudente, com o Hapoel a jogar também numa estratégia de risco mínimo.

Na sequência de um falhanço de Óscar Cardozo, o avançado benfiquista começaria a ouvir alguns apupos, o que o levaria – poucos minutos depois, ao conseguir, com facilidade, empurrar a bola para a baliza, consumando o segundo golo da equipa portuguesa – a fazer um gesto com o indicador sobre a boca, mandando calar os adeptos… o que acabaria por gerar uma ampla vaga de assobios.

A partir do segundo golo, o Benfica soltou-se, o jogo abriu e houve mais algumas ocasiões de perigo, principalmente na área da equipa de Israel, mas, também, numa ou noutra ocasião, próximo da baliza de Roberto. Não obstante, com o ritmo de jogo intervalado pelas substituições, o resultado acabaria por não sofrer alteração.

Sem deslumbrar, uma entrada segura, com o “pé direito”, do Benfica, nesta fase de Grupos da Liga dos Campeões.

14 Setembro, 2010 at 8:38 pm Deixe um comentário

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